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STF determina prisão domiciliar de Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão

O ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão e ex-deputado estadual Raimundo Cutrim se apresentou à Superintendência da Polícia Federal, em São Luís, no fim da tarde desse sábado (18), para cumprir uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou sua prisão domiciliar.

O mandado foi expedido na noite de sexta-feira (17) e encaminhado à Polícia Federal. O processo tramita sob sigilo, e o STF não divulgou o conteúdo da decisão nem os motivos que levaram à adoção da medida.

Segundo informações obtidas pelo g1, Cutrim chegou à sede da Polícia Federal por volta das 18h e entrou pelos fundos do prédio. Ele deixou o local usando tornozeleira eletrônica e foi levado para a residência onde cumprirá a prisão domiciliar.

STF autorizou busca e apreensão

 

Além da prisão domiciliar, o STF autorizou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado a Raimundo Cutrim.

A decisão permite que a Polícia Federal apreenda documentos, computadores, celulares, dispositivos de armazenamento e outros materiais considerados relevantes para a investigação.

O mandado também autoriza a realização de perícias em equipamentos eletrônicos e a apreensão de valores em espécie superiores a R$ 10 mil, além de bens de alto valor que possam ter relação com os fatos investigados.

A ordem tem validade de 15 dias e foi fundamentada no artigo 240 do Código de Processo Penal.

Quem é Raimundo Cutrim

 

Natural de São João Batista, na Baixada Maranhense, Raimundo Soares Cutrim é advogado, delegado da Polícia Federal e ex-deputado estadual. Ele iniciou o curso de Direito na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e concluiu a graduação, em 1982, na Universidade Federal do Pará (UFPA).

Cutrim ingressou na Polícia Federal em 1981, como agente. Após ser aprovado em concurso público, tornou-se delegado da instituição e trabalhou em diferentes estados.

No Maranhão, comandou a Secretaria de Segurança Pública em dois períodos: de 1997 a janeiro de 2006 e entre abril de 2009 e março de 2010.

Na política, exerceu três mandatos consecutivos como deputado estadual, entre 2007 e 2018. Também disputou a Prefeitura de São Luís em 2008, mas não foi eleito. Em 2018 e 2022, tentou retornar à Assembleia Legislativa, sem sucesso.

Em janeiro de 2025, foi nomeado secretário estadual extraordinário de Assuntos Legislativos do Maranhão. Fonte: G1-MA

Quatro suspeitos de furtar mais de dez celulares são presos em Timon

Quatro pessoas foram presas, na madrugada deste sábado (18), suspeitas de furtar aparelhos celulares durante o Encontro de Folguedos, evento cultural realizado em Timon, cidade localizada no leste do Maranhão.

Os suspeitos foram localizados após troca de informações entre as forças de segurança. A abordagem ocorreu nas proximidades do Condomínio Canaã.

Durante a operação, os policiais apreenderam 15 celulares furtados, além de um carro e uma motocicleta que, segundo a investigação, eram utilizados pelo grupo para cometer os crimes.

Os suspeitos e o material apreendido foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Timon. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outras vítimas e possíveis envolvidos.

A ação foi realizada pela Polícia Civil do Maranhão, por meio da Delegacia de Inteligência e Capturas (DICAP), em conjunto com a Polícia Militar, por meio do 11º Batalhão, da Agência Local de Inteligência (ALI), do Esquadrão Águia, e da Guarda Civil Municipal de Timon, por meio da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU). Fonte: G1-MA

Homem é detido suspeito de matar cachorro a facadas em Afonso Cunha no MA

Um homem identificado como José Francisco dos Santos Rodrigues, de 52 anos, foi conduzido à delegacia nessa sexta-feira (17), suspeito de matar um cachorro com golpes de faca na Rua Carlos Araújo, no município de Afonso Cunha, no interior do Maranhão.

Segundo a Polícia Militar, a equipe foi acionada pelo dono do animal por volta das 15h. Ele relatou que o cachorro não teria praticado qualquer ação contra o suspeito antes de ser ferido.

Ao chegar ao local, os policiais identificaram o homem apontado como autor do crime. Conforme a corporação, ele confessou ter golpeado o cachorro.

Os policiais realizaram buscas nas proximidades para tentar localizar a faca supostamente usada no crime, mas o objeto não foi encontrado. O suspeito foi conduzido à delegacia e apresentado à autoridade policial para os procedimentos cabíveis.

g1 não conseguiu contato com a defesa de José Francisco dos Santos Rodrigues até a última atualização desta reportagem. Fonte: G1-MA

Avião com deputado Hildo Rocha faz pouso de emergência em Timon; ninguém ficou ferido

Um avião de pequeno porte que transportava o deputado federal Hildo Rocha (MDB-MA) e outras quatro pessoas fez um pouso de emergência na tarde deste sábado (18), na zona rural de Timon, no leste do Maranhão. Ninguém ficou ferido.

Além do parlamentar, estavam na aeronave dois pilotos e outros dois passageiros, que não tiveram as identidades divulgadas. O avião havia saído de Bacabal e fez uma parada para abastecimento em Teresina (PI).

Segundo testemunhas, logo após a decolagem da capital piauiense, um dos motores da aeronave apresentou falha. Diante da situação, o piloto realizou um pouso forçado em uma fazenda na zona rural de Timon. As causas do incidente ainda serão investigadas.

O deputado e os demais passageiros seguiram viagem por outros meios para cumprir agenda em São Pedro dos Crentes, no sul do Maranhão. Fonte: G1-MA

Após vistoria, Defensoria Pública identifica falhas nas UTIs pediátricas do Hospital da Criança

A Defensoria Pública do Maranhão (DPE-MA) apontou problemas na estrutura de atendimento e a falta de profissionais especializados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Pediátricas do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em São Luís.

inspeção foi realizada na quarta-feira (15) pelos defensores públicos Davi Rafael Silva Veras, do Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente, e Vinicius Goulart Reis, do Núcleo de Defesa da Saúde.

Segundo a Defensoria, em todas as UTIs havia apenas um médico plantonista por setor para atender até 10 leitos de alta complexidade. Também foi constatada a ausência de médicos diaristas, responsáveis técnicos e coordenadores durante o período da tarde.

A Defensoria aponta ainda que parte dos profissionais que atuavam nas UTIs não possuía a especialização exigida pelas resoluções RDC nº 7/2010 e RDC nº 137/2017 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em um dos casos, uma médica plantonista confirmou não ter formação especializada em terapia intensiva pediátrica.

Durante a fiscalização, a Defensoria também identificou relatos de falta de medicamentos e insumos. De acordo com o órgão, a informação foi confirmada pela direção do hospital, por profissionais da unidade e por familiares de pacientes.

Segundo os profissionais ouvidos, quando ocorre a falta de determinados medicamentos, é necessário recorrer a alternativas terapêuticas que não correspondem ao chamado “padrão-ouro” da medicina.

Familiares também relataram que, em alguns casos, os médicos passavam dias sem realizar visitas aos leitos e que havia demora na administração de medicamentos aos pacientes.

Defensoria pede investigação

 

Após a inspeção, a Defensoria solicitou as escalas de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, com a identificação das especialidades de cada profissional, para verificar o cumprimento das normas da Anvisa.

O órgão também requisitou os relatórios oficiais dos indicadores de qualidade e das taxas de mortalidade referentes aos meses de maio, junho e julho de 2026.

Além disso, a Defensoria pediu a abertura de uma investigação interna no Hospital da Criança e na Secretaria Municipal de Saúde (Semus). Também solicitou o acionamento do Comitê Estadual de Prevenção da Mortalidade Materno-Infantil para analisar os óbitos recentes, com atenção especial ao caso dos bebês gêmeos.

A Defensoria recomenda ainda uma apuração sobre o funcionamento do Núcleo Interno de Regulação (NIR) do hospital, após a identificação de divergências nas informações sobre a transferência de pacientes para outras unidades de saúde.

Por fim, a Defensoria informou que encaminhou as informações ao Ministério Público do Maranhão e aos conselhos profissionais de Medicina (CRM), Enfermagem (Coren) e Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito), para que sejam adotadas as providências cabíveis.

Acordo mantém médicos das UTIs por mais 60 dias

Um acordo mediado pelo Ministério Público do Maranhão garantiu a continuidade, por mais 60 dias, dos serviços médicos nas UTIs Pediátricas do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em São Luís.

A medida foi tomada durante audiência com representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), da Procuradoria-Geral do Município (PGM) e do Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED), responsável pela gestão das unidades.

A audiência ocorreu após o IBMED solicitar um reajuste de 114% no contrato com a Semus, alegando aumento dos custos para manter as equipes médicas, principalmente devido à contratação de profissionais de Teresina (PI), após a recusa de médicos intensivistas locais em firmar vínculo com a empresa.

Enquanto a Semus informou que o pedido será analisado, a PGM destacou que qualquer recomposição financeira depende de estudos técnicos. Enquanto isso, os atendimentos nas UTIs permanecem assegurados pelos próximos dois meses.

Secretaria pediu contratação emergencial de médicos

 

A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) solicitou, em caráter emergencial, a contratação de uma empresa para manter os serviços médicos da UTI Pediátrica do Hospital da Criança, diante do impasse nas negociações com o IBMED. Segundo a prefeitura, o reajuste de 114,25% solicitado pela empresa foi considerado financeiramente inviável.

O memorando destaca que a medida visa evitar a interrupção dos atendimentos e garantir a assistência às crianças internadas. A contratação prevê 14 médicos intensivistas para atender os 29 leitos da unidade e, se autorizada, terá duração de 12 meses, sem possibilidade de prorrogação. Fonte: G1-MA

Acordo mantém médicos das UTIs do Hospital da Criança por mais 60 dias em São Luís

Um acordo mediado pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) garantiu, por mais 60 dias, a manutenção dos serviços dos médicos que atuam nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Pediátricas do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em meio às denúncias de possíveis falhas no atendimento.

A audiência foi conduzida pelo promotor de Justiça Herberth Costa Figueiredo, da 19ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Saúde, e contou com representantes da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), da Procuradoria-Geral do Município (PGM) e do Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED), responsável pela gestão das UTIs da unidade.

De acordo com o Ministério Público, a audiência ocorreu após a empresa solicitar um reajuste de 114% no contrato firmado com a Semus. O pedido foi apresentado em 22 de abril, em resposta à consulta da secretaria sobre a renovação do Contrato nº 339/2025.

O contrato original com a empresa era de R$ 4,77 milhões por ano. Após um termo aditivo assinado em março deste ano, o valor passou para R$ 5,36 milhões anuais, o equivalente a R$ 446,6 mil por mês.

Com o pedido de reajuste, o IBMED solicitou que o valor mensal fosse elevado para R$ 956,9 mil, totalizando R$ 11,48 milhões por ano. Segundo a empresa, o aumento seria necessário para compensar um déficit operacional mensal de R$ 559,5 mil, provocado pelo crescimento dos custos para manter as equipes médicas.

Ainda de acordo com o instituto, o desequilíbrio financeiro ocorreu após 51 médicos intensivistas pediátricos recusarem vínculo com a empresa. Diante desse cenário, foi necessária a contratação de profissionais de Teresina (PI), o que gerou despesas com transporte, hospedagem e alimentação.

O IBMED informou ainda que comunicou a situação ao Ministério Público em 2025 e que esse contexto fundamenta o pedido de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que o pedido de reajuste está relacionado ao aumento dos custos para a contratação de médicos de outros estados. Já a Procuradoria-Geral do Município afirmou que uma eventual recomposição financeira depende da realização de estudos técnicos.

Na manifestação encaminhada à Semus, o IBMED cita um parecer técnico-contábil e outros documentos que, segundo a empresa, demonstram a necessidade de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.

O instituto também menciona manifestações da Coordenação de Compras e Contratos da Semus, do Ministério Público de Contas e uma decisão do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA).

Secretaria pediu contratação emergencial de médicos

 

A Secretaria Municipal de Saúde elaborou, na manhã de quinta-feira (16), um memorando solicitando, em caráter emergencial, a contratação de uma empresa especializada para manter os serviços médicos da UTI Pediátrica do Hospital da Criança.

O documento aponta que a medida seria necessária para evitar a interrupção da assistência diante do impasse nas negociações com o IBMED. A prefeitura considerou que os valores apresentados não eram vantajosos. De acordo com o documento, o reajuste solicitado provocaria um impacto orçamentário de 114,25%.

O texto afirma que a contratação emergencial busca garantir o atendimento imediato às crianças, assegurar a continuidade da assistência e evitar o agravamento de quadros clínicos por falta de profissionais.

A unidade possui 29 leitos e, segundo o memorando, enfrenta dificuldades para manter a escala de médicos intensivistas pediátricos. A proposta prevê a contratação de 14 profissionais, entre coordenadores, plantonistas e diaristas.

A audiência de mediação no Ministério Público ocorreu às 12h do mesmo dia. Caso seja autorizada, a contratação emergencial terá duração de 12 meses, sem possibilidade de prorrogação.

Diretora do hospital e médicas da unidade prestam depoimento

 

Julieta Carvalho Rocha, diretora do Hospital da Criança, prestou depoimento à polícia — Foto: Reprodução/TV Mirante

Julieta Carvalho Rocha, diretora do Hospital da Criança, prestou depoimento à polícia — Foto: Reprodução/TV Mirante

Julieta Carvalho Rocha, diretora do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, prestou depoimento, nesta sexta-feira (17), à Polícia Civil do Maranhão no inquérito que apura o aumento de mortes de crianças registradas na unidade hospitalar e as mortes dos meninos Bento e Bernardo.

Ela chegou acompanhada por um advogado do setor jurídico do hospital e prestou depoimento por mais de 1h. Na quinta-feira (16), outras duas médicas do Hospital da Criança prestaram depoimento à Polícia Civil em São Luís.

De acordo com o delegado Joviano Furtado, responsável pelo inquérito, apesar de a mãe e das médicas que atenderam o menino Bernardo na sala de estabilização terem informado que a família solicitou um leito de UTI, mas foi avisada de que não havia vaga disponível, a diretora afirmou em depoimento que não teve conhecimento dessa situação. Segundo ela, a criança recebeu atendimento em uma sala com estrutura semelhante à de uma UTI.

Sobre a investigação que apura o aumento de mortes de crianças na unidade, a diretora declarou que a empresa responsável pela gestão das UTIs enfrentou dificuldades para contratar novos profissionais após a celebração do novo contrato, já que parte da equipe anterior não aceitou as novas condições de trabalho. Ela também afirmou que o aumento no número de mortes de um ano para o outro foi considerado irrelevante.

“Existe no depoimento uma informação da própria mãe da vítima de que ela solicitou a transferência do filho para a UTI e, conforme os depoimentos, isso não ocorreu por falta de vaga. No entanto, a diretora afirmou que o atendimento foi realizado em um local com estrutura semelhante à de uma UTI. Ela também disse que o aumento no número de mortes foi irrelevante, pequeno. Segundo ela, em 2024 foram registradas 113 mortes e, em 2025, 117. Ela considerou esse aumento pequeno e dentro da normalidade. Ainda de acordo com o depoimento, a empresa contratada teve dificuldade para contratar profissionais e precisou recorrer a médicos de outros estados”, afirmou o delegado.

Bernardo morreu no dia 2 de julho, seis dias depois de dar entrada no hospital. A morte ocorreu cerca de 13 horas após a do irmão gêmeo, Bento.

Segundo os pais, os irmãos foram levados ao Hospital da Criança no dia 27 de junho, com sintomas de gripe. Bento chegou durante a madrugada em estado mais grave, foi diagnosticado com bronquiolite e precisou ser intubado. Ele morreu em um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Bernardo foi levado ao hospital pela manhã. De acordo com a família, ele permaneceu por dois dias na sala de medicação e morreu na sala de estabilização, onde foi intubado. As duas médicas ouvidas pela polícia participaram do atendimento à criança.

A família de Bernardo também prestou depoimento no início da semana. O delegado responsável pela investigação solicitou ao hospital o prontuário médico da criança. O documento será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que fará uma análise técnica dos procedimentos adotados durante o atendimento.

O relatório final de uma inspeção realizada pela Defensoria Pública deve ser concluído até segunda-feira (20). Os defensores anteciparam que foram encontradas falhas graves que podem comprometer o atendimento nas UTIs.

A Defensoria Pública informou que deve acionar os órgãos estaduais e federais de fiscalização, além dos conselhos de Medicina e de Enfermagem. O órgão também pretende cobrar da prefeitura medidas emergenciais para corrigir os problemas.

Caso as mudanças não sejam realizadas em um curto prazo, a Defensoria poderá entrar com uma ação judicial para exigir a adequação e a reorganização do serviço.

Mais de 100 cruzes foram colocadas em frente ao Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em São Luís, na manhã desta quinta-feira (16). O protesto, organizado por conselheiros tutelares e familiares, cobrou respostas sobre mortes nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas e denúncias de possíveis falhas no atendimento.

O número faz referência à quantidade de crianças que, segundo denúncias enviadas aos órgãos de fiscalização e à Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde (SUS), morreram nas três UTIs pediátricas do hospital em 2025. As denúncias afirmam que 113 crianças morreram na unidade naquele ano e que 101 desses óbitos ocorreram nas UTIs.

O Ministério Público do Maranhão (MPMA), o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública do Estado do Maranhão, o Ministério da Saúde e a Polícia Civil investigam diferentes aspectos do caso.

As suspeitas aumentaram após uma mudança na gestão das UTIs. Em outubro de 2025, o Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED) assumiu o serviço por meio de um contrato com a Prefeitura de São Luís.

Profissionais, familiares e a Defensoria Pública afirmam que a contratação teria reduzido o número de médicos nos plantões e permitido a atuação de profissionais sem a especialização necessária para o atendimento pediátrico.

O IBMED e a Prefeitura negam irregularidades. Segundo eles, as equipes cumprem as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Veja mais abaixo o que dizem as autoridades.Fonte: G1-MA

Ferryboat São Gabriel terá viagens suspensas nesta sexta (17) e sábado (18) para manutenção0

Ferryboat São Gabriel — Foto: Divulgação

Ferryboat São Gabriel — Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado de Governo (Segov) informou que o ferryboat São Gabriel, operado pela empresa Henvil Transportes, terá as viagens suspensas nesta sexta-feira (17) e no sábado (18) para passar por serviços de manutenção. O ferry realiza viagens entre a Ponta da Espera e o Terminal do Cujupe.

Serão suspensas as viagens previstas para os seguintes horários: 5h; 7h50; 12h; 14h50; 18h e 20h50. A previsão é que a embarcação volte a operar normalmente na manhã de domingo (19).

Segundo a Segov, as manutenções são programadas e têm como objetivo melhorar o funcionamento das embarcações, além de garantir mais segurança e conforto aos passageiros durante as travessias.

Outra embarcação que passou por manutenção foi a Cidade de Pinheiro, operada pela empresa Internacional Marítima. O ferryboat ficou fora de operação na quarta-feira (15) e na quinta-feira (16), o que provocou alterações na programação das viagens. O retorno às operações estava previsto para esta sexta-feira (17). Fonte: G1-MA

TRE mantém cassação do prefeito e do vice de Bela Vista do Maranhão por abuso de poder econômico0

TRE mantém cassação do prefeito e do vice de Bela Vista do Maranhão por abuso de poder econômico — Foto: Reprodução/TV Mirante

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) manteve, na quinta-feira (16), a cassação do prefeito e do vice-prefeito de Bela Vista do Maranhão, a 244 km de São Luís, por abuso de poder econômico. A decisão foi unânime e confirmou a sentença da Justiça Eleitoral, que havia determinado a perda dos mandatos.

Além do prefeito e do vice-prefeito, o ex-prefeito de Bela Vista do Maranhão, José Augusto Souza, também foi julgado. De acordo com as investigações, ele utilizou a máquina pública para influenciar a campanha eleitoral da chapa vencedora nas eleições de 2024.

Em 2025, a Justiça Eleitoral cassou os mandatos do prefeito Adilson do Guri, do Partido Progressista (PP), e do vice-prefeito José Carlos Soares Melo por abuso de poder econômico durante a campanha eleitoral de 2024.

O julgamento do recurso contra a decisão de primeira instância começou há duas semanas. Na primeira sessão, quatro desembargadores votaram pela manutenção da cassação. A análise foi suspensa após um pedido de vista do desembargador Marcelo Oka e retomada nesta quinta-feira (16), quando os demais magistrados acompanharam o relator, formando decisão unânime.

Segundo as investigações, durante as eleições de 2024, o então prefeito José Augusto Souza realizou contratações temporárias em período proibido pela legislação eleitoral, utilizando recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Além da manutenção da cassação dos mandatos, a decisão também tornou o ex-prefeito José Augusto Souza inelegível.

O desembargador Sebastião Joaquim Lima Bonfim afirmou que o caso configurou desvio de finalidade e burla ao concurso público. Segundo ele, o município descumpriu um termo de ajustamento de conduta (TAC) ao optar pela contratação de trabalhadores temporários em vez de nomear candidatos aprovados em concurso para a área da educação.

No voto, o magistrado destacou que houve uso de recursos vinculados à educação básica para finalidade eleitoral e aumento expressivo das despesas do município. Para ele, esses elementos atendem aos requisitos previstos na Lei Complementar nº 64/1990 e justificam a manutenção da sentença que reconheceu o abuso de poder político.

Apesar da decisão, os condenados permanecem nos cargos. Ainda cabe a apresentação de recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o afastamento só poderá ocorrer após o trânsito em julgado da ação. Enquanto isso, novas eleições não podem ser convocadas.

Na mesma sessão, o TRE do Maranhão formou maioria para rejeitar os embargos de declaração apresentados pelo prefeito cassado de Nova Olinda do Maranhão, Ary Menezes, do PP, e pelo vice-prefeito Ronildo da Farmácia, do MDB. O relator votou pela rejeição e foi acompanhado por outros três magistrados, formando maioria de quatro votos. No entanto, o julgamento foi suspenso após um pedido de vista.

Ary Menezes e o vice-prefeito tiveram os mandatos cassados por abuso de poder político e econômico e por compra de votos nas eleições de 2024. Se a maioria for mantida ao fim do julgamento, a decisão poderá ser executada pela Justiça Eleitoral.

Outro julgamento iniciado pelo TRE foi o do recurso apresentado pelo prefeito de Caxias, Gentil Neto, do PP. O relator votou pela absolvição do prefeito e foi acompanhado por outros dois magistrados. O julgamento também foi suspenso após um pedido de vista e ainda não tem data para ser concluído.

Entenda o caso

 

A Justiça Eleitoral do Maranhão determinou a cassação dos mandatos do prefeito de Bela Vista do Maranhão, Adilson da Silva Sousa, conhecido como Adilson do Guri (PP) e do vice-prefeito do município José Carlos Soares Melo por abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral em 2024. A decisão cabe recurso.

A decisão é do juiz Alexandre Antônio José de Mesquita da 77° zona eleitoral. A chapa que tinha Adilson e José Carlos como candidatos a prefeito e vice-prefeito foi eleita com 54,26% dos votos válidos nas últimas eleições municipais. Eles eram apoiados pelo então gestor de Bela Vista, José Augusto Sousa Veloso.

A investigação aponta que José Augusto usou a máquina pública para beneficiar a campanha de ambos durante o ano eleitoral, com a contratação de servidores temporários em período proibido pela legislação.

Entre 15 de julho e 28 de agosto de 2024 foram admitidos 20 servidores para a educação e feita a contratação de 400 vigias para atuarem em 19 escolas da rede municipal, cerca de 20 profissionais por escola. O gasto com pessoal subiu de R$ 6,4 milhões para R$ 14 milhões.

Ex-prefeito Augusto Filho foi alvo de operação do MP que investiga desvios de dinheiro público — Foto: Arquivo pessoal

Ex-prefeito Augusto Filho foi alvo de operação do MP que investiga desvios de dinheiro público — Foto: Arquivo pessoal

A prática configurou como abuso de poder político e com isso, foi determinada a cassação dos diplomas dos dois candidatos beneficiados. Os três foram condenados por conduta vedada, ao pagamento de multa de R$ 50 mil e estão inelegíveis por oito anos.

Com a cassação, a Justiça Eleitoral determinou a realização de novas eleições no município de Bela Vista. A data para a realização do novo pleito eleitoral ainda não foi divulgada.Fonte: G1-MA

Homem é preso suspeito de sequestrar ex-companheira e planejar matá-la na Grande São Luís

Homem é preso suspeito de sequestrar ex-companheira e planejar matá-la na Grande São Luís — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Homem é preso suspeito de sequestrar ex-companheira e planejar matá-la na Grande São Luís — Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Militar prendeu, na manhã desta sexta-feira (17), Luciano Pinheiro Bezerra, suspeito de sequestrar a ex-companheira no Araçagi, em São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís. Segundo a polícia, ele praticou o sequestro com a intenção de matar a vítima.

De acordo com as investigações, a vítima foi surpreendida pelo ex-marido ao descer de uma motocicleta de aplicativo, próximo ao local onde trabalha, no Araçagi. Segundo a Polícia Civil, o suspeito percorreu com a vítima cerca de 15 quilômetros à procura de um local onde ele pretendia matá-la.

Uma denúncia foi feita ao Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), que iniciou as buscas pelo suspeito. As equipes utilizaram o sistema de videomonitoramento para acompanhar a movimentação do veículo.

Ainda segundo a polícia, durante a análise das imagens, foi descartada a participação do motociclista de aplicativo que havia transportado a vítima, permitindo que as diligências fossem concentradas exclusivamente no suspeito.

Suspeito abordou a vítima próximo ao local onde ela trabalhava no Araçagi, na Região Metropolitana de São Luís — Foto: Reprodução/Polícia Militar

Suspeito abordou a vítima próximo ao local onde ela trabalhava no Araçagi, na Região Metropolitana de São Luís — Foto: Reprodução/Polícia Militar

Durante as buscas, o veículo foi localizado, e Luciano Pinheiro Bezerra foi preso antes de conseguir praticar o crime contra a vítima.

A mulher foi encaminhada à Casa da Mulher Brasileira, onde recebeu acolhimento e atendimento especializado. Ela já possuía uma medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro.

O suspeito também foi conduzido à unidade policial para os procedimentos legais. Segundo a Polícia Civil, ele possui antecedentes criminais, incluindo condenações por homicídio e roubo, além de registros relacionados à violência doméstica.

O comandante-geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel Wallace Amorim, destacou a atuação coordenada das equipes desde os primeiros minutos da ocorrência permitiu impedir que o crime fosse praticado.

“A rápida mobilização das equipes, aliada ao trabalho do Ciops no videomonitoramento, permitiu localizar o veículo, resgatar a vítima em segurança e prender o autor antes que ele concretizasse o crime. Foi uma ação que, sem dúvida, evitou mais um feminicídio no Maranhão”, explica.Fonte: G1-MA