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Flanelinha é encontrado morto com marcas de tiros e golpes de faca no litoral do PI

Flanelinha é encontrado morto com marcas de tiros e golpes de faca no litoral do PI — Foto: Reprodução/PM-PI

Um homem identificado apenas como Maicon, que atuava como flanelinha, foi encontrado morto na manhã deste domingo (20), nas proximidades do Porto de Luís Correia, no litoral do Piauí. A vítima apresentava cerca de sete perfurações provocadas por disparos de arma de fogo, além de múltiplos ferimentos causados por arma branca, segundo informações da Polícia Militar.

Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre suspeitos ou sobre a motivação do crime.

Segundo informações do 24º Batalhão da Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 7h30 para averiguar a informação de que havia um corpo em uma área conhecida como “Buraco”.

No local, os policiais constataram a presença da vítima. Segundo informações colhidas pela equipe, Maicon era conhecido por trabalhar como flanelinha na região do Centro de Luís Correia.

Equipes do Instituto de Medicina Legal (IML) e da Perícia Criminal foram acionadas.

Durante os trabalhos periciais, foram identificadas, preliminarmente, aproximadamente sete perfurações provocadas por disparos de arma de fogo, além de várias perfurações provocadas por arma branca em diferentes partes do corpo.

A ocorrência ficou sob responsabilidade da Polícia Civil, que deve investigar as circunstâncias da morte e tentar identificar os possíveis autores. Fonte: G1-PI

ONU: Lula defende multilateralismo e reforma do Conselho de Segurança

Nova York, EUA, 19.09.2023 - Presidente Lula discursa na abertura do Debate Geral da 78º Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos (EUA), onde participará da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

No tradicional discurso de abertura na seção de alto nível da assembleia, o presidente deve ressaltar a importância do multilateralismo, uma das linhas centrais da política externa brasileira, em um cenário marcado pela multiplicação de conflitos internacionais.

Lula também deverá defender a negociação como caminho para a solução de disputas, o respeito ao direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países. O discurso deve apresentar a visão do Brasil sobre os principais temas da agenda internacional.

A reforma das Nações Unidas, em particular de seu Conselho de Segurança, deve estar entre os temas abordados. O Brasil defende há anos a atualização da composição e do funcionamento do órgão e critica a sua dificuldade de responder aos conflitos internacionais.

Lula terá encontros bilaterais com outros chefes de Estado, que ainda não foram anunciados, além de se reunir com o secretário-geral da ONU, António Guterres, que está em fase final de mandato à frente da entidade internacional. Um dos encontros previstos de Lula será com o prefeito da cidade, o progressista Zohran Mamdani, do Partido Democrata, que governa Nova York desde o início do ano.

A agenda presidencial em Nova York prevê a chegada à cidade ainda na noite de domingo (20), com encontros bilaterais reservados para ocorrer ao longo da segunda-feira (21). Na terça-feira (22) de manhã, o presidente terá encontro com Guterres e depois fará o discurso na Assembleia Geral. Ele retorna ao Brasil no mesmo dia.

Esta será a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas como presidente da República. Em seus três mandatos, ele só não compareceu em 2010.

Trump

O Palácio Itamaraty não informou sobre a expectativa de um encontro entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, que não tem confirmação de nenhuma das partes.

O presidente norte-americano é o segundo a falar, logo após Lula, e ambos eventualmente poderiam se cruzar nos bastidores do plenário. No ano passado, os dois líderes tiveram um breve contato, quando Lula deixava o palco após seu discurso e Trump se preparava para falar.

Na ocasião, o encontro causou boa impressão nos dois presidentes e Trump posteriormente falou em “química excelente” entre eles. Foi o primeiro de três encontros entre os dois líderes desde então.

Outras agendas

De acordo com o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana e participará de uma série de reuniões e encontros ministeriais, entre eles os do Brics, do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), do G77, do G4, do L69 e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de reuniões da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do Consenso de Brasília.

O ministro também presidirá duas reuniões ministeriais. No dia 23 de setembro, será realizado o encontro da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante a presidência brasileira do G20. No dia 24, Mauro Vieira presidirá a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas).

O Brasil ocupa atualmente a presidência da Zopacas, após a realização, em abril deste ano, da 9ª Reunião Ministerial da organização. O país exercerá a presidência pelo período de três anos.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, copresidente da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, também participará de atividades em Nova York entre os dias 21 e 23 de setembro, com agendas relacionadas à segurança alimentar, proteção social, financiamento para o desenvolvimento e cooperação internacional. No dia 23, participará do encontro da Aliança Global.

A delegação brasileira participará de reuniões do Conselho de Segurança das Nações Unidas e de encontros sobre a situação da Palestina e a solução de dois Estados, o combate à desigualdade, a Comissão de Consolidação da Paz e temas relacionados ao direito internacional humanitário.

Comitiva

Além dos ministros Mauro Vieira e Wellington Dias, estão previstas as participações da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; do ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena; e da ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, em atividades relacionadas às áreas de atuação de cada pasta. Fonte: Agência Brasil

Brasil e EUA: entenda as relações após alerta sobre eleições

Lula e Trump se reúnem em Kuala Lumpur, na Malásia
26 de outubro de 2025
REUTERS/Evelyn Hockstein

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) elaborou um relatório em que aponta risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras deste ano. O documento reservado alerta ainda para uma tendência de escalada da pressão estadunidense sobre o Brasil.

O relatório foi encaminhado no fim de agosto à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça. As informações foram divulgadas neste sábado (19) pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmadas pela TV Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Segundo a publicação, a inteligência brasileira classifica a possibilidade de interferência externa com um “nível de criticidade” e contextualiza o problema dizendo que “a reafirmação da hegemonia dos EUA na América Latina” é prioridade do segundo governo do presidente norte-americano Donald Trump. O objetivo é afastar “rivais dos EUA”, como a China, de ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região.

A avaliação da Abin indica que houve intensificação das ações dos Estados Unidos em relação ao Brasil ao longo dos últimos meses. Além da ingerência nas eleições, o Brasil vem sendo alvo de medidas econômicas e políticas prejudiciais aos interesses nacionais.

Enquanto isso, o governo brasileiro busca manter as boas relações diplomáticas e comerciais. Apesar de criticar as ações do governo estadunidense, é comum ouvir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizer, em eventos e entrevistas, “eu me dou muito bem com o Trump”.

Entenda

Tudo começou com a famosa “química” que teria brotado entre os dois durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2025. Essa foi a exata definição do mandatário norte-americano após um breve encontro entre ambos, quando Lula deixava o palco e Trump se preparava para discursar.

Mas essa aparente boa relação entre os dois não significa vida fácil para a diplomacia ou para a economia brasileira.

Desde abril de 2025, o Brasil tem sido alvo de tarifas de exportação para produtos vendidos ao vizinho do Norte. Inicialmente, foram 10% aplicados a vários países. Naquele momento, o interesse puramente econômico dava o tom das medidas anunciadas.

Dois meses depois, porém, o tom político passou a influenciar medidas econômicas do governo estadunidense. No dia 30 de julho, Donald Trump assinou uma Ordem Executiva (OE) que considerava o Brasil uma “ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional dos EUA”. E elevou o valor total da tarifa para 50%.

Aumento das tarifas

Entre as justificativas para o aumento da tarifa, destacava-se a atuação da Justiça brasileira ao limitar a atuação de redes sociais em território brasileiro. Entre essas redes sociais estavam a Rumble, rede social da Trump Media & Tecnology Group (TMTG), e o X, antigo Twitter, presidido por Elon Musk, aliado de Donald Trump.

A restrição a determinadas redes sociais tinha relação com a incitação de discursos de ódio e atentados à democracia, de acordo com o Supremo Tribunal Federal.

Outra justificativa para as tarifas passou pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O governo dos Estados Unidos considerou a condenação uma perseguição política e intimidação a opositores do atual governo.

Trump repetia a versão de Bolsonaro, que afirma ser perseguido no processo em que foi acusado de liderar a tentativa de golpe de Estado no Brasil. Na ocasião, Bolsonaro pressionou comandantes militares para suspender o resultado da eleição presidencial de outubro de 2022, quando perdeu para Lula.

Lei Magnitsky

Além das tarifas, o governo norte-americano foi além e aplicou a Lei Magnitsky a Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator dos processos da trama golpista, bem como de sua esposa, a advogada Viviane Barci Moraes.

Trata-se de uma lei local, mas que prevê o bloqueio de contas bancárias, ativos e aplicações financeiras nos Estados Unidos, a proibição de transações com empresas americanas que estão no Brasil, além do impedimento de entrada no país.

Na ocasião, também foram alvo de cancelamento do visto de entrada nos EUA os ministros do STF Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes.

Em dezembro de 2025, Moraes e sua esposa tiveram os nomes retirados da lista de sancionados pela Lei Magnitsky.

O papel de Eduardo Bolsonaro

Na ocasião, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, já havia ido para os Estados Unidos argumentando ser um perseguido político. Assim que a Lei Magnitsky foi aplicada, ele foi às redes sociais celebrar as medidas econômicas e legais contra o Brasil.

Além disso, Eduardo afirmou ter atuado junto às autoridades americanas em prol desse resultado. Isso levou o parlamentar a ser denunciado por coação no curso do processo, já que incentivou os EUA a decretarem tarifas para pressionar a Justiça a não condenar seu pai.

Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF em junho de 2026. Ele continua morando nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Queda nas tarifas

Em fevereiro deste ano, porém, Donald Trump sofreu um revés em sua política tarifária. A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as tarifas sobre produtos importados impostas globalmente por Trump.

A Corte decidiu que a imposição de tarifas feita pelo presidente interferiria nos poderes do Congresso do país e violaria um princípio jurídico chamado doutrina das questões importantes. O governo dos EUA, então, teve que devolver bilhões de dólares arrecadados ilegalmente.

Apesar da limitação legal, o governo dos Estados Unidos ainda lança mão de tarifas. Inclusive contra o Brasil. No dia 22 de julho, os EUA anunciaram uma sobretaxa de 25%. A medida atingiu 19% das exportações brasileiras para o país norte-americano.

A alegação do governo Trump, desta vez, se baseava em “adoção de práticas desleais” do Brasil na relação entre os dois países. Entre essas práticas, estariam o uso do PIX (sistema de pagamentos eletrônicos brasileiro), a regulação das redes sociais, o desmatamento ilegal e acordos preferenciais com México e Índia, entre outros.

Dias depois, uma nova tarifa, de 12,5%, foi aplicada. O argumento foi de que o Brasil não adota mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na ocasião, o governo brasileiro afirmou que a tarifa foi “arbitrária e injustificada” e ressaltou o reconhecimento internacional do país no combate ao trabalho escravo.

Atualmente, parte dos produtos exportados para o país norte-americano podem ser tributados em até 37,5%.

Organizações terroristas

Em maio deste ano, os EUA anunciaram, em comunicado do Departamento de Estado, o desígnio das facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

O governo brasileiro tentou evitar essa designação por meses. Na avaliação do governo, isso poderia abrir caminho para uma ação militar dos EUA no Brasil ou uma aplicação de sanções severas em setores econômicos e financeiros.

De acordo com especialistas, a classificação dessas facções como terroristas pode, na verdade, atenuar eventuais punições a quem comete crimes de narcotráfico, lavagem de dinheiro, extorsão, latrocínio e contrabando de armas e munições.

Visto revogado

Em 4 de agosto, os EUA anunciaram a revogação do visto da embaixadora do Brasil no país, Maria Luiza Ribeiro Viotti. O país norte-americano justificou a medida pela demora do Brasil na resposta à concessão de aprovação diplomática do indicado do governo Trump a assumir a embaixada dos EUA no Brasil.

O governo brasileiro rebateu as alegações, afirmando serem falsas. Em nota divulgada à época, o Brasil afirmou que os EUA feriram a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas quando divulgaram o nome do seu indicado para assumir a embaixada no Brasil.

Segundo o governo, o nome só poderia ser tornado público após a concessão da anuência do país anfitrião.

Lula e Trump

Apesar de reafirmar seu bom relacionamento pessoal com Donald Trump, o presidente Lula não o poupa de críticas. Em junho, afirmou que Trump “fez uma coisa desaforada” ao sugerir novas tarifas contra o Brasil enquanto os dois países negociam.

Isso não impede, no entanto, encontros ou conversas telefônicas entre os dois. Após o breve encontro na ONU, em setembro de 2025, os dois se encontrariam novamente no mês seguinte em Kuala Lumpur, na Malásia, onde ocorria a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Na ocasião, Trump se disse “honrado” por encontrar o presidente brasileiro. Mas nenhum acordo foi anunciado.

O último encontro entre os dois ocorreu em maio deste ano, em Washington. No encontro, Lula procurou explicar que os Estados Unidos têm superávit na relação comercial com o Brasil e que não há “prática desleal” na relação comercial. Levou documentos e acertou com seu homólogo uma mesa de negociação entre as equipes dos dois governos.

A reunião durou mais de três horas. Lula também expôs as medidas do Brasil contra o crime organizado, numa tentativa de evitar a designação de facções brasileiras como terroristas, o que ocorreria dias depois.

Em abril, Brasil e Estados Unidos já haviam anunciado um acordo de cooperação mútua visando combater o tráfico internacional de armas e drogas.

Além de encontros presenciais, os dois já conversaram por telefone ao menos quatro vezes. A última dessas conversas, e a mais longa, com 1h20 de duração, ocorreu em agosto. A iniciativa partiu do presidente brasileiro e a ideia era retomar as negociações comerciais e discutir a contenção de conflitos internacionais.

Ambos estarão juntos novamente na 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York, na próxima terça-feira (22). Lula, como presidente do Brasil, é responsável por abrir o Debate Geral, seguido do discurso do presidente dos Estados Unidos.

Não há, entretanto, nenhum encontro bilateral marcado entre eles. Fonte: Agência Brasil

Dino cita Master e determina revisão de regras da CVM

São Paulo (SP), 17/03/2025 - O ministro do Supremo Tribunal Federal - STF, Flávio Dino, fala sobre

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste domingo (20) que o governo federal promova a avaliação técnica e reapreciação das regras normativas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável pela fiscalização do mercado de capitais. O prazo para cumprimento da decisão é de 90 dias. 

A CVM é uma autarquia federal que regula, fiscaliza e desenvolve o mercado de capitais no país.

A decisão foi proferida na ação na qual Dino já determinou que a União elabore um plano emergencial para reestruturar o trabalho de fiscalização da Comissão.

Na nova decisão, Dino citou falhas apontadas pela Transparência Internacional, que enviou ao Supremo informações que mostram fragilidades nos controles internos da CVM e que podem comprometer a independência funcional do órgão.

Dino disse que há indícios do arquivamento de denúncias sem a realização de diligências mínimas e citou um caso encaminhado em 2022,  que antecipava com “elevado grau de detalhamento” as irregularidades encontradas posteriormente no Banco Master. 

A decisão também relata o descumprimento de regras da Controladoria-Geral da União (CGU) para evitar a exposição de pessoas que denunciam irregularidades.

Lavagem de dinheiro

Segundo o ministro, uma resolução aprovada em 2022 pela CVM permitiu a formação de estruturas de investimentos em múltiplas camadas, sem limitação de teto. A modalidade ocorre quando um fundo de investimento investe em outro fundo.

De acordo com Dino, a norma permitiu uma “permissividade sistêmica” e pode favorecer a lavagem de dinheiro.

“Trata-se de matéria com repercussões diretas sobre a transparência das operações, a identificação dos beneficiários econômicos e a efetividade dos mecanismos de supervisão do mercado”, afirmou.

Fiscalização

O caso CVM chegou ao Supremo em março de 2025, quando o partido Novo entrou com uma ação no Supremo para contestar o pagamento da taxa de fiscalização do órgão.

A legenda citou que foram arrecadados R$ 2,4 bilhões, entre 2022 e 2024. Desse total, R$ 2,1 bilhões são oriundos de taxas. No mesmo período, o orçamento do órgão foi de R$ 670 milhões.

O partido ainda citou que a maior parte da arrecadação da CVM, cerca de 70%, vai para o caixa do governo federal, sendo que apenas 30% vai para a atividade-fim do órgão, comprometendo a estrutura de fiscalização.   Fonte: Agência Brasil

Criminosos furtam 56 armas de empresa de segurança privada no MA; material foi recuperado pela PM

Criminosos furtam 56 armas de empresa de segurança privada no MA — Foto: Reprodução/redes sociais

Criminosos furtaram 56 armas de fogo de uma empresa de segurança privada em Bacabal, a cerca de 240 km de São Luís, na noite de sexta-feira (18). O material foi recuperado pela Polícia Militar durante buscas realizadas logo após o crime. Ninguém foi preso.

Segundo informações da PM, equipes foram acionadas depois que o sistema de videomonitoramento da empresa registrou a presença de pessoas dentro das instalações (veja o vídeo acima). Guarnições da Radiopatrulha foram até o endereço e solicitaram apoio da Força Tática.

Com a chegada dos policiais, os criminosos fugiram por áreas próximas à empresa e deixaram parte do material em um matagal localizado nos fundos do imóvel.

Durante a fuga, um dos suspeitos foi visto saindo pelas dependências de uma empresa vizinha e entrando em um Volkswagen Gol cinza que estava nas proximidades.

A polícia iniciou uma perseguição. Durante a tentativa de fuga, o motorista perdeu o controle do veículo e bateu. Em seguida, abandonou o carro e fugiu a pé. Ele não foi localizado.

Durante a tentativa de fuga, o motorista perdeu o controle do veículo e bateu. — Foto: Divulgação/Polícia Militar do Maranhão

Durante a tentativa de fuga, o motorista perdeu o controle do veículo e bateu. — Foto: Divulgação/Polícia Militar do Maranhão

Durante as buscas na região, os policiais encontraram 35 revólveres calibre .38, 19 escopetas calibre 12 e duas pistolas calibre .380, além de quatro carregadores de pistola, um colete balístico, um aparelho celular e uma alavanca do tipo mão de força.

Os materiais recuperados foram encaminhados à Delegacia Regional de Bacabal, onde foram adotados os procedimentos legais. Fonte: g1-MA

Criança de 3 anos é encontrada morta em São Bento; adolescente é apreendido suspeito de envolvimento no crime

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), a criança estava desaparecida desde a tarde de sexta-feira (18) — Foto: Divulgação/Polícia Militar do Maranhão

Uma criança de 3 anos foi encontrada morta na manhã deste sábado (19), no povoado Iguarapiranga II, em São Bento, na Baixada Maranhense. Um adolescente foi apreendido pela Polícia Militar suspeito de envolvimento no caso.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), a criança estava desaparecida desde a tarde de sexta-feira (18). Moradores da região realizaram buscas e localizaram a vítima em uma área de mata.

A Polícia Militar foi acionada e, durante as diligências realizadas após a localização da criança, um adolescente foi apreendido diante de elementos que levantaram suspeitas sobre a possível participação dele no caso.

O adolescente foi encaminhado para uma unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais.

O corpo da criança foi levado para exames periciais, que devem apontar a causa da morte e esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

A Polícia Civil ficará responsável pela continuidade das investigações para apurar a dinâmica do caso e verificar se houve participação de outras pessoas.Fonte: G1-MA

Homem que diz ter matado 80 pessoas participou de furto de armas históricas usadas contra Lampião, diz polícia

O homem identificado como Jorlan Lopes da Silva, que foi preso usando vestido, peruca e trajes femininos e afirmou ter matado 80 pessoas, é apontado pela Polícia Civil da Paraíba como um dos envolvidos no furto de armas antigas de uma fazenda em Capim, no Litoral Norte do estado.

Segundo a polícia, as armas roubadas haviam sido utilizadas historicamente por “volantes”, forças policiais móveis que atuavam no combate a grupos de cangaceiros, incluindo o bando de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, na década de 1930. Elas estavam guardadas pelo proprietário da fazenda em um baú enterrado na propriedade.

O furto aconteceu em 7 de setembro. A investigação levou à identificação de outros suspeitos e à localização das armas, que foram recuperadas pela polícia.

Após o furto, houve um registro do boletim de ocorrência na Central de Polícia Civil de Mamanguape, também no Litoral Norte paraibano. As investigações resultaram na identificação de um trabalhador rural que prestava serviços ao proprietário da fazenda e que é apontado como participante do crime.

Conforme as investigações, esse homem havia indicado aos autores do furto a existência e a localização das armas. A polícia encontrou ainda que esse homem que prestou apoio ao furto tinha um mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio. Ele também foi preso.

A Polícia Civil informou que identificou ainda, além do preso em cumprimento de mandato e Jorlan Lopes, dois dos autores do furto. Também foi encontrada a localização das armas. Foram apreendidos três rifles calibre .44 winchester, uma espingarda calibre 12 e uma arma de pressão por ação de mola.

Um dos homens presos, de 45 anos, foi autuado pelos crimes de receptação e pelas infrações tipificadas no Estatuto do Desarmamento.

Adolescente apontado como “braço direito” foi preso

 

Um adolescente de 17 anos suspeito de nove assassinatos na região do Vale do Mamanguape, na Paraíba, foi apreendido nesta sexta-feira (18), na cidade de Cabedelo, no Litoral do estado. A Polícia Civil apontou que ele é considerado “braço direito” de Jorlan Lopes da Silva, homem preso com vestido e peruca, e que disse ter matado 80 pessoas.

Naquela data, havia uma aglomeração de pessoas para um evento em que o deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), participaria junto do prefeito da cidade, Joaquim Fernandes (PSB).

A Policia Civil informou que o crime tenha relação com disputa de facções criminosas na região e não foi relacionado com questões políticas. A prisão desta sexta-feira (18) foi feita durante uma operação em conjunto também com a Polícia Militar.

Homem diz ter matado 80 pessoas

 

Conforme o relato apresentado pelo delegado, Jorlan teria retornado à residência onde estava, pegado um revólver e deixado a criança. Na saída, porém, o vestido teria ficado deslocado e uma tatuagem permitiu que os policiais identificassem o suspeito.

Durante o depoimento após a prisão em Mulungu, Jorlan afirmou ter cometido cerca de 80 homicídios ao longo da vida.

A Polícia Civil está confrontando as informações fornecidas por ele com investigações, provas técnicas e registros de homicídios.

“É um número muito expressivo. Nós acreditamos que se não for esse número, é algo muito próximo disso”, afirmou o delegado Douglas Garcia.

 

A Polícia Civil ainda não informou como a criança foi parar com o suspeito nem se recebeu atendimento médico após ser localizada até a publicação desta matéria. A criança não era parente dele.

Ele foi preso após cerca de 48 horas de operação. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da Paraíba. Durante a mesma operação, outros dois homens, também suspeitos de envolvimento em diversos crimes na região, foram presos em uma abordagem realizada pelas forças de segurança no município de Mulungu, na Paraíba.

Segundo o delegado Marcos Paulo Sales, que também participou da operação, os três suspeitos teriam ligação com a mesma facção criminosa, que possui atuação na região.

Jorlan foi encaminhado para o Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa, após passar por audiência de custódia, conforme informou o delegado Douglas Garcia. Fonte: G1-PB

Operação apreende drogas, carros e munições e prende cinco pessoas no PI

Operação apreende drogas, carros e munições e prende cinco pessoas no PI — Foto: Polícia Civil

Cinco pessoas foram presas, nesta sexta-feira (18), durante uma operação contra o tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ou porte ilegal de arma de uso restrito no Piauí. Foram apreendidos carros, entorpecentes e munições em quatro cidades do estado.

Um dos presos, identificado apenas pelas iniciais W.S.R., era monitorado por tornozeleira eletrônica e cumpria medida de recolhimento domiciliar noturno. Mas relatórios analisados pela polícia apontam que ele teria descumprido a medida diversas vezes entre julho e setembro, com deslocamentos de até 369 quilômetros durante a madrugada, supostamente para o transporte de drogas.

Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em Barras, Batalha, Esperantina e Piracuruca.

Segundo Polícia Civil do Piauí, o grupo teria uma estrutura organizada para armazenar, transportar e comercializar drogas em Barras e outros municípios da região. Teresina seria utilizada como ponto de abastecimento dos entorpecentes, que depois seriam levados para o interior.

Outro investigado é F.H.S.C., apontado pela polícia como possível articulador do grupo. Segundo a investigação, ele tinha um estabelecimento comercial que era utilizado para atividades relacionadas ao tráfico.

Os veículos deverão passar por perícia para verificar a existência de possíveis vestígios de entorpecentes e compartimentos ocultos. Fonte: G1-PI

SUS vai ofertar canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade

Rio de Janeiro (RJ), 24/04/2025 – Símbolo do Sistema Único de Saúde (SUS), no Super Centro Carioca de Saúde, em Benfica. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, serão distribuídos via Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com obesidade. A oferta, de acordo com o Ministério da Saúde, será feita com base em estudos e na definição de um protocolo clínico.

Em nota, a pasta avaliou como positivos os primeiros resultados observados em pacientes com obesidade do Grupo Hospitalar Conceição, da rede pública de Porto Alegre, selecionados desde junho para fazer uso da semaglutida, um dos princípios ativos das canetas emagrecedoras.

“O objetivo é garantir maior segurança aos participantes [do estudo] e estabelecer diretrizes para o acompanhamento contínuo por médicos especialistas da unidade. Ao todo, serão acompanhados 250 pacientes do SUS atendidos pelo hospital com obesidade grave ou associada a outras morbidades”, informou o ministério.

Dentre as situações avaliadas pelo estudo estão pacientes na fila para cirurgia bariátrica. A proposta é entender se o uso da medicação é capaz de controlar o quadro de obesidade de forma que a cirurgia não se faça mais necessária. Outras questões analisadas são a redução de problemas cardíacos e de reincidência de câncer de mama. Fonte: Agência Brasil