Homem condenado por tráfico de drogas em São Paulo é preso em Campina Grande
Um homem condenado por tráfico de drogas em São Paulo foi preso em Campina Grande neste sábado (5). Segundo a Polícia Militar, a prisão ocorreu no bairro Santa Rosa.
A PM explicou que, durante um patrulhamento, o homem apresentou um comportamento suspeito ao perceber a aproximação da viatura. Diante da suspeita, foi feita a abordagem e, após checagem, foi constatado que existia um mandado de prisão em aberto contra o homem.
Segundo constava na ordem judicial, o homem de 35 anos havia sido condenado por tráfico de drogas, em São Paulo e era procurado há alguns dias.
Fonte: G1-PB
Suspeito de matar policial militar morre em confronto com a PM em Teresina
Antônio Marcos Oliveira de Sousa, apontado como suspeito de matar o capitão da Polícia Militar do Piauí (PMPI) Antônio José Batista dos Santos, morreu após trocar tiros com policiais militares na madrugada deste domingo (6), em Teresina. O oficial foi assassinado na tarde de sábado (5), no bairro Vale Quem Tem, na Zona Leste da capital.
Segundo a polícia, outros três homens foram presos durante a operação. Entre eles estão Miguel, apontado como proprietário da motocicleta usada no crime, e Janiielson, que teria emprestado o veículo ao suspeito.
Um quarto homem, identificado como “Pedro Maconha”, foi preso por tráfico de drogas e encaminhado à Central de Flagrantes. Até a última atualização desta reportagem, a polícia não havia informado se ele tem relação com o assassinato do capitão.
“Operamos durante toda a noite e a madrugada em várias frentes e regiões da cidade, principalmente na Zona Sul, na região do Grande Angelim”, afirmou o o comandante do Policiamento Metropolitano da PMPI, coronel Pitombeira, sobre as prisões.
Antônio Marcos chegou a ser socorrido e levado ao Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com a polícia, o suspeito morava no Promorar, na Zona Sul da capital, e tinha antecedentes por tráfico de drogas e homicídio.
Segundo o coronel Pitombeira, ele foi preso pela Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam) por homicídio em julho de 2025, mas estava solto.
Ainda conforme o coronel, Antônio Marcos também era investigado por participação em outros crimes, entre eles o latrocínio do empresário conhecido como Ed Peças, ocorrido na Zona Sul de Teresina em 2025.
Arma, motocicleta e capacete são apreendidos durante operação
Durante a operação, os policiais apreenderam uma arma de fogo, uma motocicleta e um capacete. De acordo com o coronel Pitombeira, a arma teria sido usada no assassinato do capitão.
“Apreendemos outros materiais que estavam com o suspeito e aparecem nas imagens analisadas pela investigação. Também colhemos os depoimentos dos conduzidos”, afirmou o coronel.
Como aconteceu o crime
O capitão Antônio José Batista dos Santos foi morto a tiros no início da tarde de sábado (5), no bairro Vale Quem Tem, na Zona Leste de Teresina.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um homem em uma motocicleta se aproxima do policial e atira contra ele. O capitão foi atingido no peito.
Segundo o coronel Pitombeira, o capitão estava na casa de um amigo quando foi surpreendido pelo atirador. A motivação do crime ainda é investigada pela Polícia Civil.
“O que a gente sabe é que ele estava estava na casa de um amigo, estava sentado na porta, não sei se esperando algo, quando foi surpreendido por esse indivíduo. A gente vai agora tentar saber se realmente foi uma tentativa de assalto, ou algo diferenciado”, afirmou.
Ainda segundo o coronel, nenhum pertence do policial foi levado pelo criminoso.
Equipes da Polícia Militar do Piauí (PMPI), da Polícia Civil, da perícia criminal e do Instituto de Medicina Legal (IML) foram acionadas. A área foi isolada para os procedimentos de investigação.
Capitão havia sido promovido neste ano
Antônio José Batista dos Santos, conhecido como “Dos Santos”, havia sido promovido ao posto de capitão neste ano. Ele estava na ativa e acumulava 38 anos de serviços prestados à Polícia Militar.
“Ele estava na ativa. Eu o conhecia há muito tempo, conheci quando era sargento no 5º Batalhão. Foi promovido no meio deste ano ao posto de capitão, com uma vasta vida profissional de serviços prestados à corporação”, disse o coronel Pitombeira.
Segundo o major Marinho, subcomandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM), o capitão desempenhou diferentes funções ao longo da carreira.
“Um militar com 38 anos de serviços prestados, um militar que tinha diversas funções no batalhão. Era um dos militares do 5º BPM que mais servia com amor, de uma forma de não sabemos nem mensurar”, lamentou o major.
Testemunhas relataram que o policial costumava comprar refeições em um restaurante próximo ao local onde foi morto.
A Polícia Militar do Piauí lamentou a morte do capitão e prestou solidariedade aos familiares e amigos.
Nota da Polícia Militar
A Polícia Militar do Piauí lamenta com imenso pesar o falecimento do Policial Militar Antônio José Batista dos Santos.
O Comando-Geral da PM-PI e toda a família policial militar prestam solidariedade aos familiares e amigos. Fonte: G1-PI
Especialistas defendem protagonismo indígena na restauração de terras
No Dia da Amazônia, comemorado neste sábado (5), especialistas destacam a urgência de investimento na restauração de terras degradadas em territórios indígenas, o que significa ir além do plantio de árvores ou da recomposição da vegetação perdida.

A recuperação pode proteger nascentes, aumentar a segurança alimentar, trazer de volta espécies usadas pelas comunidades, fortalecer conhecimentos tradicionais e gerar renda.
A discussão ganha mais importância no momento em que o Brasil amplia suas metas de recuperação de áreas degradadas. Durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada em Ulaanbaatar, na Mongólia, o país apresentou o compromisso de restaurar mais de 163 mil quilômetros quadrados até 2030.
Parte do esforço deverá alcançar territórios indígenas.
Dados do TerraClass de 2022 indicam que as terras indígenas da Amazônia concentram 952,3 mil hectares de áreas degradadas, predominantemente ocupadas por pastagens. Outros 24,4 mil hectares estão destinados à agricultura e 18,9 mil hectares à mineração.
Também foram identificados 840,5 mil hectares de vegetação secundária. Somadas às áreas degradadas, elas representam um potencial de restauração estimado em 1,79 milhão de hectares dentro de terras indígenas da Amazônia.
Apesar das pressões, esses territórios continuam entre as áreas mais conservadas do país. Segundo o Relatório Anual do Desmatamento do MapBiomas divulgado em 2026, apenas 1,7% de toda a perda de vegetação nativa registrada no Brasil entre 2019 e 2025 ocorreu dentro de terras indígenas.
A indígena do povo Kaingang e especialista da The Nature Conservancy Brasil (TNC), Diana Nascimento, diz que os números de hectares recuperados não são suficientes para medir o sucesso de uma iniciativa. É preciso também participação ativa dos que vivem nos territórios.
“Quando os povos indígenas assumem o protagonismo da restauração, o território deixa de ser visto apenas como uma área onde precisamos recuperar vegetação e passa a ser entendido a partir de sua relação com as pessoas, a cultura, a alimentação, os conhecimentos tradicionais e os modos de vida”, afirma.
Segundo Diana, a participação indígena muda até mesmo a definição do que é restaurar.
“Não se trata apenas de quantos hectares foram restaurados ou quantas árvores foram plantadas, mas de entender quais espécies são importantes para aquele povo, quais alimentos e conhecimentos precisam ser recuperados, quais áreas são prioritárias e o porquê, e ainda como essa restauração pode contribuir para fortalecer a gestão e a autonomia do território”, explica Diana.
Onde restaurar
A definição das áreas prioritárias é um dos desafios diante da extensão dos territórios e da limitação de recursos. Uma área muito degradada, por exemplo, não será necessariamente aquela capaz de produzir os maiores benefícios para uma determinada comunidade.
Para ajudar nesse planejamento, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) desenvolveu um sistema integrado de informações para apoiar decisões sobre conservação e restauração em terras indígenas.
A iniciativa reúne dados sobre degradação, segurança hídrica, biodiversidade, mudanças climáticas, governança territorial, sustentabilidade, educação e saúde, entre outros fatores. O sistema foi desenvolvido em parceria com a TNC Brasil, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e o programa britânico UK PACT.
Guillermo Florez Montero, líder de Ciência de Dados da TNC Brasil, explica que a ferramenta permite combinar diferentes variáveis e atribuir pesos a elas conforme os objetivos de cada projeto. Uma terra indígena com áreas de preservação permanente, cabeceiras de rios ou matas ciliares degradadas pode receber prioridade mesmo sem apresentar o maior nível de degradação.
“Podemos considerar áreas localizadas em regiões com maior insegurança hídrica, a partir do índice de segurança hídrica, ou mais ameaçadas pelo fogo, outro critério presente no sistema. Dessa forma, conseguimos construir modelos customizados”, explica.
O sistema utiliza uma metodologia de análise multicritério, pela qual o usuário seleciona as variáveis e estabelece a importância relativa de cada uma. O resultado é um índice comparativo que ajuda a indicar quais territórios merecem maior atenção diante de determinado objetivo.
Florez ressalta, entretanto, que o resultado matemático não substitui a decisão das comunidades.
“O modelo pode indicar uma terra indígena específica para a implementação de determinado projeto. Mas, se a liderança não quiser, não estiver interessada ou se a iniciativa não estiver entre as prioridades da gestão daquele território, isso deverá ser respeitado”, garante.
A ferramenta pode ser utilizada, por exemplo, quando surgirem recursos destinados à recuperação de áreas degradadas ou projetos de restauração com finalidade produtiva.
“Se tenho um território com altíssima insegurança alimentar, por exemplo, posso priorizar a restauração socioprodutiva nessa área, desde que as demais condições necessárias também sejam atendidas”, diz.
Restaurar cultura e alimento
Segundo Diana, povos indígenas acumulam conhecimentos transmitidos entre gerações sobre sementes, espécies nativas, ciclos naturais, períodos de plantio e colheita, manejo dos solos, plantas medicinais e alimentos tradicionais.
As mulheres indígenas, acrescenta, têm papel especialmente importante em muitos territórios por sua atuação na produção de alimentos, conservação de sementes e transmissão de conhecimentos.
“Valorizar esse conhecimento pode contribuir para recuperar espécies e alimentos tradicionais, fortalecer a segurança alimentar, aumentar a resiliência das comunidades, ao mesmo tempo que conservam grandes áreas de biodiversidade”, afirma.
Para ela, o conhecimento tradicional não deve ser colocado em oposição ao conhecimento técnico.
“Quando conhecimentos tradicionais e conhecimentos técnicos dialogam, podemos encontrar soluções mais adequadas às características de cada território”, diz.
“A restauração, portanto, pode ser também um processo de recuperação de conhecimentos, práticas culturais, sementes, alimentos e relações com o território”, complementa Diana.
Prevenção
Mineração, fogo, expansão de pastagens e outras formas de alteração do uso da terra atingem de maneiras diferentes cada território. Por isso, as ações de restauração precisam estar associadas à prevenção de novos impactos e ao fortalecimento da gestão territorial.
A existência de instrumentos de gestão ambiental e territorial indígena, a disponibilidade de água, a vulnerabilidade às mudanças climáticas e as condições de saúde das comunidades estão entre os critérios considerados pelo sistema desenvolvido pela Funai e parceiros.
A proposta está alinhada à Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI) e também dialoga com o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que prevê recuperar 12 milhões de hectares até 2030.
Para Diana, fortalecer as próprias comunidades deve ser entendido como parte do processo.
“Um território com uma governança fortalecida e comunidades mais resilientes tem maior capacidade de conservar seus recursos naturais, enfrentar as pressões externas e responder aos impactos das mudanças climáticas”, avalia. Fonte: Agência Brasil
Anvisa aprova importação de remédio experimental para piloto Lito
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação e o uso de uma medicação experimental para o tratamento do piloto e youtuber Lito Sousa, diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jakob. A informação foi confirmada pela família via redes sociais.

Segundo a esposa de Lito, Mila Seidl, a expectativa é que a medicação chegue ao Brasil entre sete e nove dias a contar da última sexta-feira (4). “O impossível está virando realidade! Estamos prontos para receber o tratamento”, comemorou Mila no post, destacando que não houve regalias no processo.
“Vi algumas pessoas dizendo que a Anvisa abriu uma exceção rara. Não foi. Isso é um regulamento, está previsto em lei. Alguns países adotam o uso compassivo de medicação e aí você tem um trâmite legal que precisa ser cumprido. Não é algo que foi feito excepcionalmente para o Lito”, explicou a esposa do youtuber.
Mila lembrou que qualquer pessoa em situação similar pode pleitear o mesmo tipo de autorização. “Cabe à Anvisa analisar, deferir ou indeferir. A gente apresentou bastante documentação. [O processo] estava bem robusto”, completou, a citar documentos enviados pela farmacêutica e exames diversos.
“Uma das nossas missões é mostrar o caminho que famílias que passam por isso – por doenças raras, não necessariamente a nossa, mas outras – podem seguir para conseguir o uso experimental de medicamentos, a importação, a entrada em estudos”, destacou a esposa de Lito.
Ainda segundo Mila, houve um entendimento, por parte do governo brasileiro, incluindo o Ministério da Saúde e a própria Anvisa, bem como da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, sobre a urgência e a celeridade da causa de Lito.
“Mesmo assim, sendo muito sincera, foi muito angustiante porque esse fluxo mais rápido levou cerca de uma semana e, em uma semana, a gente perdeu algumas coisas”, disse, ao se referir ao quadro do marido. “Mas eu entendo. Eles têm que estar calçados de que estão fazendo a coisa certa. Não podem canetar, precisam apreciar.”
A doença
A comunidade científica tem, até o momento, mais perguntas e hipóteses do que certezas absolutas a respeito da Doença de Creutzfeldt-Jakob. A condição é rara, com menos de 100 casos suspeitos registrados por ano no Brasil.
A doença se instala quando formas anormais de uma proteína produzida dentro das células cerebrais, os príons, passam a se acumular, comprometendo o funcionamento do órgão. O quadro progride rapidamente com desfecho fatal. Fonte: Agência Brasil
Corrupção, defesa da democracia, combate ao crime: Quaest mostra o que mais pesa na escolha do eleitor
Pesquisa Quaest divulgada neste domingo (6) aponta quais são as características do candidato que os eleitores consideram ser as mais importantes na decisão do voto para presidente. O levantamento foi encomendado pelo jornal O Globo e pela Globo.
- 31% dos entrevistados citam não estar envolvido com corrupção.
- para 28%, o mais importante é ter compromisso com a democracia.
- 15% respoderam que é ser duro no combate à violência e ao crime.
- apenas 2% citaram a opção ser crítico ao STF.
Veja os dados completos abaixo:
- Não estar envolvido com corrupção: 31%
- Ter compromisso com a democracia: 28%
- Ser duro no combate à violência e ao crime: 15%
- Ser experiente na política: 9%
- Ser religioso: 4%
- Não ter sido político antes: 2%
- Ser crítico ao STF: 2%
- Ser crítico ao Congresso: 1%
- Ser aliado do Congresso: 1%
- Ser aliado do STF: 0
- Nenhuma dessas características: 3%
- Não sabem/Não respondeu: 4%
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Quaest: características mais importantes para decidir votar em um candidato a presidente — Foto: Arte/g1
Na divisão do eleitorado por posicionamento político, 33% dos eleitores independentes citaram o não envolvimento com a corrupção como o fator mais importante, e 26% citaram a defesa da democracia.
Há uma diferença entre lulistas e bolsonaristas. Entre os primeiros, a característica mais mencionada (29%) foi o compromisso com a democracia. Já no grupo bolsonarista, 41% consideram que é essencial o candidato não ter ligações com casos de corrupção. Veja o detalhamento no gráfico abaixo:
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Quaest: característica mais importante para decidir voto para presidente por identificação política — Foto: Arte/g1
Cadela é internada após ser agredida com pedaço de concreto na UFMA, em São Luís
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Uma cadela de nove meses, chamada Dora, está internada há quatro dias em uma clínica veterinária após ser agredida dentro do campus da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís. O caso aconteceu na noite da última terça-feira (1).
Segundo informações divulgadas nas redes sociais pelo Projeto Protetoras de Animais do campus da UFMA, uma mulher que fazia caminhada pelo local teria atingido Dora com um pedaço de concreto (Veja o vídeo acima).
Ainda de acordo com a publicação, a agressão teria sido presenciada por uma funcionária de uma empresa terceirizada da universidade.
O caso foi comunicado ao supervisor da funcionária, mas Dora não recebeu atendimento naquele momento e a mulher apontada como responsável pela agressão não foi imediatamente abordada pela vigilância.
Por volta das 20h, a cadela foi resgatada por uma integrante do Projeto Protetoras UFMA e encaminhada para atendimento veterinário.
Em entrevista à TV Mirante, a voluntária do projeto Poliana contou que encontrou Dora em uma situação grave
“Quando eu cheguei ao local, eu realmente constatei que a situação era de extrema violência, que aquele animal havia sofrido”, afirmou.
Também em entrevista à TV Mirante, a médica-veterinária Ana Paula Santos informou que a cadela chegou à clínica com dificuldade para apoiar os membros, principalmente os traseiros.
Ainda de acordo com a veterinária, Dora ainda apresenta dificuldade para se movimentar por causa dos pontos na região atingida, mas tem evoluído bem.
O que diz a UFMA
Em nota enviada à TV Mirante, a Universidade Federal do Maranhão informou que levantou imagens das câmeras de segurança e registrou um boletim de ocorrência sobre o caso (Confira a nota na integra abaixo).
“A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) informa que tomou conhecimento da ocorrência envolvendo um animal em suas dependências e que já providenciou o levantamento de todas as imagens de vídeomonitoramento do local.
A Instituição ressalta que todas as providências cabíveis estão sendo rigorosamente adotadas. Isso inclui o registro de Boletim de Ocorrência e o encaminhamento das imagens e dos relatórios às autoridades competentes, para a devida investigação.
Ressalta, ainda, o compromisso e a sensibilidade da reitoria e de toda a comunidade acadêmica com a causa animal, assegurando, de forma contínua, a atuação e promoção de um ambiente de proteção e respeito, inclusive por meio de projetos específicos direcionados ao bem-estar animal.
A UFMA repudia qualquer ato de violência e reitera que a prática de maus-tratos e abandono de animais é crime.” Fonte: G1-MA
Eleições 2026: veja a agenda dos candidatos ao Governo do Maranhão neste domingo (6)
Os candidatos ao Governo do Maranhão iniciaram as agendas de campanha eleitoral. Ao todo, são oito candidatos ao governo registrados para disputar a eleição de 2026.
O g1 reúne diariamente os compromissos dos candidatos informados pelos partidos. O horário para o envio das agendas de cada candidato foi definido em reunião realizada no Grupo Mirante com representantes das candidaturas.
Confira agenda dos candidatos, em ordem alfabética:
Domingo (6)
André Luís (Missão)
Até a última atualização desta reportagem, a equipe do candidato não havia enviado a agenda de campanha dentro do horário previamente definido em reunião realizada no Grupo Mirante com os assessores dos candidatos.
Dimas Cassimiro (PCO)
Até a última atualização desta reportagem, a equipe do candidato não havia enviado a agenda de campanha dentro do horário previamente definido em reunião realizada no Grupo Mirante com os assessores dos candidatos.
- Manhã: Caminhada em Pedro do Rosário
- Tarde: Deslocamento para São Luís
- Noite: Carreata pelas ruas da Raposa
- Manhã: Carreata em São José de Ribamar
- Manhã: Carreata em São José de Ribamar
- Tarde: Caminhada em Paço do Lumiar
Até a última atualização desta reportagem, a equipe do candidato não havia enviado a agenda de campanha dentro do horário previamente definido em reunião realizada no Grupo Mirante com os assessores dos candidatos.
- Tarde: Carreata e adesivaço com candidato a deputado federal em Itapecuru
- Manhã: Plenária com apoiadores
Envio de jumentos para abate quase triplica no PI com alta da demanda; pele pode valer até R$ 4 mil
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O Piauí enviou cerca de 3,5 mil jumentos para abate em frigoríficos da Bahia entre janeiro e agosto de 2026, segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adapi). O número é quase três vezes maior que o registrado em todo o ano de 2025. Segundo pesquisadores, o aumento está ligado à maior demanda internacional pela pele do animal. No mercado asiático, cada pele pode ser vendida por até R$ 4 mil.
O g1 conversou com pesquisadores que avaliam que o aumento pode estar relacionado à desvalorização do animal no meio rural e ao aumento da demanda internacional pela pele.
De acordo com a Adapi, o município de Marcos Parente, no Sul do Piauí, concentra a maior quantidade de asininos destinados ao abate no estado, segundo a Adapi. Eles são comprados por proprietários e reunidos em uma propriedade rural até o momento do embarque.
Apesar do crescimento nos embarques, a Adapi informou que não tem uma projeção de quantos animais ainda poderão ser enviados até o fim de 2026. Segundo o órgão, não há propriedades no Piauí voltadas especificamente para a criação de jumentos destinados ao abate.
Jumentos perderam valor e passaram a ser vendidos por preços baixos
Segundo o professor universitário e doutor em ciência animal Raniel Lustosa, o jumento, historicamente utilizado no transporte e em atividades agrícolas, perdeu espaço com a mecanização do campo. Em muitas regiões, passou a ser considerado um animal sem utilidade econômica.
“Essa baixa utilização, junto com a proliferação desordenada, faz com que eles sejam comercializados por valores muito baixos”, explicou Raniel.
Para a pós-doutoranda no Instituto de Ciências Biomédicas da USP e consultora de campanha no Brasil pela organização britânica The Donkey Sanctuary, Patrícia Tatemoto, essa desvalorização contribuiu para que a atividade com os jumentos assumisse um caráter extrativista.
O período de reprodução também precisa ser considerado. A gestação dura cerca de 12 meses e, após o nascimento, o animal leva aproximadamente 18 meses para atingir uma idade considerada adequada para o abate. Ao todo, são cerca de dois anos e meio entre a reprodução e a chegada do animal ao frigorífico.
“Não existe uma valorização comercial desses animais. O que existe é uma atividade extrativista. Ninguém produz em fazendas esses animais, porque leva anos para ele ficar pronto para abate e gestação é longa, de até um ano. Custa caro. Então, essa atividade só se mantém dessa forma extrativista”, contou.
Demanda chinesa impulsiona mercado
Além da oferta de animais a baixo custo, o crescimento da demanda internacional também contribui para o aumento dos abates. Segundo Raniel Lustosa, a China reduziu significativamente a população de jumentos nas últimas décadas e passou a buscar a matéria-prima em outros países.
A principal finalidade do abate é a retirada da pele, utilizada na produção do ejiao, produto tradicional da medicina chinesa e que é produzido a partir do colágeno presente na pele do jumento. Nos frigoríficos brasileiros, a pele passa por tratamento e conservação antes de ser exportada para a China.
“Esse é um produto utilizado na medicina chinesa, nem tanto comprovada [cientificamente], mas é utilizado há milhares de anos e que, vamos dizer assim, faz parte da questão cultural deles. Então, é um produto que tem uma importância, tem um nicho de mercado para os consumidores da China”, explicou.
A pesquisadora Patrícia Tatemoto ressaltou que a pele é o principal produto de interesse econômico desses abates, mas que a carne também é exportada como subproduto.
“No passado, acreditava-se que era um jumento que tinha pelagem escura, que era o ideal para essa finalidade, de aumentar o capital estético da pessoa, de beleza, mas depois, com a redução das populações de jumentos, eles passaram a consumir todos os jumentos”, explicou Patrícia.
Pele de jumento pode valer milhares de reais
Enquanto o jumento é adquirido por valores entre R$ 50 e R$ 150, o valor da pele aumenta ao longo da cadeia comercial.
Segundo Raniel Lustosa, uma pele pode ser comercializada pelo frigorífico por cerca de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil. No mercado oriental, o produto pode alcançar valores entre R$ 2 mil e R$ 4 mil, dependendo do processamento e do tipo de produto final.
“A gente está falando de um animal que é adquirido por valores irrisórios, de R$ 50, R$ 100, R$ 150, e cuja pele pode chegar a valores de R$ 2 mil a R$ 4 mil no mercado oriental”, destacou.
Criação pode levar cerca de dois anos e meio
Para o professor, uma alternativa seria estruturar uma cadeia produtiva organizada, com produtores cadastrados, associações e cooperativas, em vez da retirada aleatória de animais.
Ele defende que frigoríficos e investidores interessados no mercado estabeleçam acordos com produtores para criar os animais de forma controlada e legalizada.
“Esses investidores que estão com esses frigoríficos poderiam criar uma rede melhor, de associação, cooperativas, pessoas que possam produzir e atender esse mercado ao qual eles estão exportando e não buscar uma forma de dizimar a população de jumentos que nós temos nos estados do Nordeste”, disse.
Viagem pode passar de 1,3 mil quilômetros
Os jumentos são transportados em caminhões. A partir de Marcos Parente, principal ponto de origem dos animais, a distância até os frigoríficos da Bahia pode ultrapassar 1,3 mil quilômetros.
O percurso é de cerca de 1.141 quilômetros até Amargosa (BA) e de 1.314 quilômetros até Itapetinga (BA).
Durante o transporte, os responsáveis devem seguir regras de bem-estar animal. Entre as exigências estão respeitar a capacidade dos caminhões e realizar paradas para alimentação e hidratação em viagens com duração superior a 12 horas. Também é proibido usar instrumentos de choque durante o embarque dos animais.
Fiscalização acompanha animais até saída do Piauí
A demanda pela emissão de Guias de Trânsito Animal (GTAs), documento obrigatório para o transporte dos animais, também reflete o cenário. Em 2026, foram emitidas mais de 70 guias. Em 2025, foram 26, e em 2024, apenas oito, ano em que 303 jumentos foram enviados para abate.
Após a emissão da GTA, a Adapi acompanha os animais apenas até a saída do Piauí. O monitoramento ocorre em Cristalândia, no Sul do estado, onde funciona um posto fixo de fiscalização agropecuária.
A conferência da quantidade de jumentos que chega aos frigoríficos é realizada por fiscais federais responsáveis pela inspeção do abate nos estabelecimentos de destino.
Segundo Daniela Rabelo, o compartilhamento de informações entre a Adapi e os órgãos de fiscalização da Bahia ocorre “Somente se solicitado”. Fonte: G1-MA






