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PF prendeu 13 pessoas em operações contra fraudes no Master e no BRB

A Polícia Federal (PF) já prendeu 13 pessoas investigadas no âmbito da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, para aprofundar as investigações de supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e fraudes nas negociações entre os bancos Master e de Brasília (BRB).

Nesta quinta-feira (16), foram presos, em caráter preventivo, o ex-presidente do banco público do Distrito Federal, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do esquema fraudulento montado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que está detido desde o início de março.

As duas prisões desta quarta fase da operação foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e se somam a outras 12, executadas nas três primeiras etapas da Compliance Zero. Como Vorcaro foi detido duas vezes – a primeira, em novembro de 2025, durante a primeira etapa da operação; a segunda, no início de março deste ao, na terceira fase -, o número de pessoas presas é menor que o de mandados executados.

Somadas as quatro fases da Compliance Zero, a PF também cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis unidades federativas (BA, DF, MG, RJ, RS e SP). A pedido da PF e do Ministério Público (MP), a Justiça determinou o sequestro ou o bloqueio de bens patrimoniais de suspeitos até o limite de R$ 27,7 bilhões e o afastamento dos investigados de eventuais cargos públicos.

“Importante registrar que temos uma operação extremamente complexa, com fases e fatos distintos”, disse o diretor-executivo da PF, William Murad, ao divulgar, no início desta tarde, o balanço das quatro primeiras fases da Compliance Zero.

A primeira etapa da operação foi deflagrada em 18 de novembro de 2025, mais de um ano após a PF começar a investigar, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), a venda de títulos de créditos fraudulentos ou inexistentes do Master para o BRB. Além das prisões de Vorcaro e outros executivos do Master, a Justiça Federal determinou o imediato afastamento dos cargos, por 60 dias, do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor financeiro do banco público, Dario Oswaldo Garcia.

“A partir desta fase, tivemos diversos desdobramentos”, comentou Murad, explicando que a etapa desta quinta-feira decorre dos indícios obtidos em novembro do ano passado.

“Na primeira fase, o foco era as fraudes perpetradas pelo Master. Hoje, o foco foi mais no lado do BRB, não ainda no detalhamento das fraudes, mas sim na corrupção dos gestores do banco [distrital] e todo o esquema de lavagem de dinheiro.”

Durante a entrevista coletiva para divulgação dos dados, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Cesar Lima, comentou que a Compliance Zero é “apenas uma das ações que se inscreverá no rol de iniciativas de combate ao crime organizado que o governo federal deve adotar com mais ênfase nos próximos dias”. Fonte: Agência Brasil

“Estamos todos pagando a conta”, diz bancário sobre o caso BRB/Master

Ao expor um esquema de fraudes financeiras envolvendo os bancos de Brasília (BRB) e Master, a Operação Compliance Zero, que a Polícia Federal (PF) deflagrou em novembro de 2025, atingiu o ativo mais valioso da instituição pública do Distrito Federal, a confiança. E as consequências seguem reverberando no cotidiano dos quase 5 mil empregados do BRB.

“Estamos todos, sociedade e trabalhadores, pagando a conta de uma decisão política de salvar o Master”, afirmou à Agência Brasil o diretor do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, Daniel Oliveira, funcionário concursado do BRB desde 2008.

Segundo Oliveira, o sindicato tem recebido relatos de um ambiente mais estressante do que o habitual. Principalmente para os funcionários convocados a contar a policiais federais e auditores o que sabem sobre as negociações com a instituição do banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde o início de março.

“São, principalmente, analistas de áreas que tiveram acesso às discussões com o Master e que podem saber algo que ajude nas apurações”, disse o sindicalista.

Ele se refere às negociações que resultaram na aquisição de bilhões de reais em créditos do banco de Vorcaro e culminaram com o anúncio da intenção do BRB em comprar parte do Master por R$ 2 bi. O Banco Central (BC) acabou rejeitando a operação dois meses antes de determinar a liquidação extrajudicial do banco privado e da Polícia Federal (PF) deflagrar a Operação Compliance Zero.

A tensão que os funcionários concursados, terceirizados e estagiários relatam é resultado de uma crise institucional sem precedentes na história do banco, criado em 1964.

Brasília (DF), 16/04/2026 - Polícia Federal prende ex-presidente do BRB.
Paulo Henrique Costa foi alvo da Operação Compliance Zero.
Foto: BRB/Divulgação
Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (16). Foto: BRB/Divulgação

Oliveira assegura que, a partir da operação da PF, quando o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa (PHC), foi afastado do cargo por decisão judicial, suspeito de envolvimento com supostas irregularidades e fraudes financeiras, muitos clientes passaram a ir às agências em busca de informações sobre a solidez do banco e os eventuais riscos para seus investimentos.

“Alguns chegam pensando em resgatar seu dinheiro. São os funcionários que estão fazendo o trabalho de convencer estas pessoas a confiarem na instituição e manterem suas aplicações”, acrescentou o sindicalista.

Para ele, o problema maior é que, além de não terem respostas para todas as perguntas, os próprios trabalhadores estão apreensivos diante das incertezas.

“Nossos empregos também estão em jogo. Somos cobrados a dar satisfações sobre fatos que escapam da nossa alçada. Quem atende ao público tem que estar o tempo todo atento ao noticiário para poder transmitir informações que, a nosso ver, são de responsabilidade do banco e do GDF”, ponderou Oliveira.

Segundo o sindicalista, o sentimento entre parte dos trabalhadores tem oscilado entre “muita indignação e apatia”. Principalmente porque, na visão dele, houve, entre os funcionários, quem apontasse indícios de irregularidades nas negociações com o Master bem antes da PF torná-los públicos. Inclusive ao próprio ex-presidente, PHC, preso em caráter preventivo na quarta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada hoje (16).

“O próprio sindicato, quando soube da primeira compra e venda de carteira [de créditos do Master, hoje sob suspeita], em novembro de 2024, denunciou a operação ao Banco Central e à Comissão de Valores Mobiliários, por entender que se tratava de uma operação danosa para o BRB”, garante.

Informações

A ansiedade também afeta em torno de 3 mil aposentados do BRB cujos planos de saúde e de previdência complementar dependem da saúde financeira do banco. A Previdência BRB tenta tranquilizar a eles e aos demais clientes garantindo dispor de um patrimônio de mais de R$ 4,39 bilhões que não se mistura com os recursos de patrocinadores e instituidores – entre eles, empresas do conglomerado BRB.

“São patrimônios totalmente segregados […] e a gestão dos recursos e a atuação da Previdência BRB é autônoma e independente”, garante a Previdência BRB, em uma mensagem exposta com destaque em seu site.

Com mais de 60 anos de história, o BRB também se vale do montante de recursos sob seus cuidados, mais de R$ 80 bilhões em ativos de mais de 10 milhões de clientes, para sugerir que tem condições de, com aportes de curto prazo, absorver eventuais prejuízos.

“A questão é que as incertezas, a demora de uma solução, podem assustar os investidores e o mercado bem mais do que o impacto do prejuízo, ameaçando este patrimônio”, ponderou Oliveira. Ele criticou a falta de informações que, entre outras coisas, motivou a agência de classificação Moody´s a rebaixar a nota do BRB.

Pesou para o rebaixamento a falta de clareza sobre o real impacto da compra de ativos do Master e de um plano definido de recuperação. Para a Moody´s, o banco precisará de uma “injeção relevante de capital”, sob risco de enfrentar dificuldades para honrar seus compromissos.

Brasília (DF), 19/11/2025 – Fachada do prédio do banco de Brasília (BRB).  Em março de 2025, o conselho do Banco BRB aprovou a compra de 58% do capital do Banco Master, valor estimado em R$ 2 bilhões.
O acordo previa que o BRB, uma sociedade de capital e controlada majoritariamente pelo Governo do Distrito Federal (GDF)
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
O clima entre os funcionários do BRB alterna entre indignação e apatia. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Institucionalmente, o BRB tem se manifestado preferencialmente por meio dos obrigatórios Avisos aos Acionistas; Comunicados ao Mercado e Fatos Relevantes. Dirigentes e outros funcionários foram orientados a evitar conversar com jornalistas sobre a situação. Contudo, no ambiente digital, o banco lançou mão de uma campanha na qual assegura que segue “firme e forte”, como uma “instituição sólida, estável e em pleno funcionamento”.

Na semana passada, o novo presidente da instituição, Nelson de Souza, que assumiu no lugar de PHC, frustrou os integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Distrito Federal, que o aguardavam para tratar da questão. Souza justificou sua ausência alegando que precisa evitar fazer manifestações públicas até que as auditorias que o banco contratou para apurar o prejuízo com a compra de créditos do Master sejam concluídas e o balanço contábil consolidado de 2025 seja analisado pelos acionistas.

A ausência de Souza à reunião da CCJ irritou os deputados distritais, que aprovaram convocá-lo, tornando obrigatório seu comparecimento para depor em data ainda a ser definida.

“O não comparecimento, especialmente diante da gravidade dos fatos, não é apenas um desrespeito a esta comissão. É, sobretudo, um desrespeito com o cidadão do DF, que tem o direito de saber o que está acontecendo com o BRB”, declarou o presidente da comissão, Thiago Manzoni (PL). “Queremos saber qual é a real situação do BRB. É isso que as pessoas estão perguntando nas ruas”, acrescentou o deputado distrital Fábio Felix (PSOL).

Para Daniel Oliveira, do Sindicato dos Bancários, a exposição negativa na imprensa alimenta o discurso pró-privatização, podendo resultar na venda de ativos do banco para grandes instituições financeiras, por valores abaixo do mercado.

“Dezenas de reportagens estão sendo publicadas sobre o BRB diariamente. Isso sustenta a narrativa de quem propõe uma ‘solução de mercado’ que, sabemos, significaria a privatização do banco. Algo que, talvez, interesse aos grandes bancos, que poderiam comprar os ativos do BRB por menos do que valem. Periga eles assumirem de graça todas as contas de governos e de pessoas jurídicas que o banco detém”.

Expansão paralisada

Brasília (DF), 16/04/2026 - Manifestante oferece marmitas durante manifestação em Frente ao BRB. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Funcionários do BRB fazem manifestação na frente do banco nesta quinta-feira (16) e servem pratos de traíra, em alusão ao ex-presidente do banco, preso pela manhã. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Segundo Oliveira, com a crise instaurada, projetos estratégicos como a expansão do banco para outras unidades da federação foram paralisados, frustrando não só os funcionários que cogitavam se transferir para outras cidades, como os cerca de 400 aprovados no concurso de 2022, cuja convocação agora está condicionada à solução da crise.

O projeto de expansão do banco é uma das marcas da gestão de PHC. Disposto a crescer, o BRB passou a disputar e a conquistar a gestão da folha de pagamentos de servidores públicos em várias cidades, incluindo capitais como João Pessoa (PB). E com o aval de seu principal acionista, o GDF, abriu agências na Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, estabelecendo correspondentes bancários em outros estados.

A expansão foi acompanhada por mais investimentos em marketing, como o patrocínio de eventos esportivos e uma parceria com o Flamengo, que resultou na criação do Nação BRB Fla, banco digital com quase 4 milhões de clientes. No entanto, o projeto de expansão perdeu tração antes mesmo que a intenção do BRB de comprar o Master se tornasse pública, em março de 2025. Com a operação da PF, em novembro, foi interrompido por tempo indeterminado.

Na última segunda-feira (13), a governadora Celina Leão – que assumiu no lugar de Ibaneis Rocha, que deixou o cargo em março deste ano, para disputar uma vaga para o Senado – admitiu que a diretoria do BRB avalia a possibilidade de fechar agências em outras unidades da federação.

Segundo ela, a decisão caberá à diretoria da instituição. Mas, independente da decisão, a governadora afirmou que “o banco vai voltar à vocação dele, que é ser um banco regional e cuidar das pessoas” no DF, priorizando a oferta de crédito regional.

Celina já tinha afirmado que o banco público não vai quebrar. “O BRB tem toda a condição de cumprir aquilo que está acordado com o BC [Banco Central] e viemos demonstrar o passo a passo do que tem sido feito”, comentou ela após se reunir com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, em São Paulo, na semana passada.

Na ocasião, garantiu que uma “solução” para a crise do banco será apresentada e implementada em até 30 dias. O prazo foi criticado pelo diretor do Sindicato dos Bancários.

“Quem é do ramo sabe que as dificuldades vão aumentar dia a dia se não houver logo um aporte [financeiro]; se não houver uma solução eficaz e rápida”, disse Oliveira. “A capitalização do BRB é imprescindível. Como fazê-la é uma decisão política”, acrescentou.

O sindicalista defendeu que cabe ao GDF fornecer os meios para o BRB resgatar a credibilidade, mantendo o controle público distrital sobre a instituição, fomentadora da economia local e executora de políticas públicas, como os programas cartões Gás, Creche e Material Escolar e o Sistema de Bilhetagem Automática (BRB Mobilidade), implementado em ônibus e no Metrô do Distrito Federal.

Desconfiança

Para o economista e professor da Universidade de Brasília (UnB) César Bergo, o fato do BRB ainda não ter divulgado o balanço de 2025 e outros documentos contábeis agrava a crise de confiança no banco, além de sujeitar a instituição ao pagamento de multas impostas pelo Banco Central (BC) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Essas multas ultrapassam os R$ 50 mil/dia.

“A falta de transparência, que é fundamental neste setor, gera insegurança entre os correntistas e investidores”, comentou Bergo, sustentando que a situação diz respeito a todo o sistema financeiro.

“Ninguém deseja que o BRB quebre, mas é necessário cobrar transparência, pois a leniência pode afetar todo o sistema financeiro”, explicou o economista. Ele defendeu ações mais contundentes por parte do Banco Central e da CVM.

“Não pode um banco, a esta altura, ainda não ter apresentado o balanço do ano anterior. Sob nenhuma justificativa”, acrescentou Bergo, criticando a demora na realização de assembleias gerais para análise das contas da companhia de 2025 e eleição dos novos membros dos conselhos, agendada para o próximo dia 30.

“O BRB foi alvo de um golpe que lançou o banco em uma crise não só financeira, mas, principalmente, de reputação. E nem os nomes dos dirigentes que estão falando pelo banco foram aprovados pela assembleia? A crise é de confiança e [fontes do GDF] divulgam à imprensa números que não batem, contas que não fecham, de uma maneira que nenhum acionista, economista ou contador entende?”, questionou o economista.

Saídas para a crise

Para Bergos, há, em tese, quatro “saídas” para conter a crise do BRB. “A meu ver, a principal delas é os sócios injetarem mais recursos financeiros, na instituição, capitalizando-a. E, neste caso, estamos falando de recursos públicos e do GDF, principalmente”.

Uma alternativa à capitalização com dinheiro público seria o próprio BRB tomar empréstimos do FGC [Fundo Garantidor de Créditos] ou de outros bancos, o que lhe daria fôlego para fortalecer seu capital, mas pagando juros altos. Outra opção seria o governo federal intervir e federalizar o banco distrital, que seria absorvido por um banco público federal (Banco do Brasil ou Caixa), a exemplo do que ocorreu com o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), em 2008. E, por fim, a privatização.

“A federalização eu não creio que o Palácio do Planalto queira fazer, pois implicaria levar para o âmbito federal um problema que é do GDF. De qualquer forma, seja lá qual for a solução, duas coisas são certas: uma é que salvar o BRB é melhor que deixá-lo quebrar. Outra, é que qualquer que seja a decisão, ela deve ser anunciada rapidamente”, finalizou Bergo.

Agência Brasil entrou em contato com o BRB, via assessoria, para que a instituição comentasse o assunto e fornecesse mais informações, mas não obteve respostas até a publicação desta reportagem. A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa de PHC.

Em nota, a governadora Celina Leão comentou a prisão preventiva do ex-presidente do BRB, esta manhã. “Os fatos envolvendo Paulo Henrique Costa estão sob análise do Poder Judiciário, a quem compete a devida apuração e o julgamento”, afirmou Celina, acrescentando que, “desde o primeiro momento, todas as providências cabíveis foram adotadas, com total colaboração junto às autoridades competentes”.

Fonte: Agência Brasil

Ex-presidente do BRB acertou propina de R$ 146 mi, diz Polícia Federal

O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa teria combinado com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, o recebimento de propina estimada em R$ 146,5 milhões. A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prisão de Costa realizada hoje (16) pela Polícia Federal, na quarta fase da Operação Compliance.

O valor seria recebido por meio de quatro imóveis de alto padrão em São Paulo e dois em Brasília. A Polícia Federal disse ter rastreado, até o momento, o pagamento de ao menos R$ 74 milhões.

O restante da propina só não teria sido pago em razão de Vorcaro ter descoberto a abertura de procedimento investigatório na PF justamente sobre os pagamentos feitos a Costa. Segundo os investigadores, o banqueiro travou os repasses após ser informado sobre tal procedimento sigiloso.

Ainda segundo a PF, Vorcaro recebeu de seu funcionário Felipe Mourão, em 24 de junho de 2025, uma cópia da investigação, por meio do aplicativo WhatsApp.

A data é posterior à interrupção dos pagamentos, feita em maio, mas Mendonça deu crédito à versão da PF, afirmando que “o conjunto de elementos informativos colhidos até o momento aponta a alta probabilidade de que ele tenha tido ciência da instauração do procedimento antes do recebimento das respectivas cópias”.

Além de Costa, foi preso também o advogado Daniel Monteiro, apontado como seu testa de ferro e que teria recebido, pessoalmente, R$ 86,1 milhões em proveito ilegal. 

A prisão preventiva dos dois foi feita com base na “permanência dos atos de ocultação patrimonial, o risco de interferência na instrução, a possibilidade de rearticulação da engrenagem financeira e jurídica do esquema, além da necessidade de assegurar a ordem pública, a ordem econômica e a efetividade da persecução penal”, escreveu Mendonça.

A contrapartida para a propina seria que Paulo Henrique Costa usasse os recursos do BRB, banco controlado pelo governo do Distrito Federal, para comprar carteiras de crédito falsas do Banco Master.

Até o momento, sabe-se que ao menos R$ 12,2 bilhões em carteiras ruins foram comprados, mas o número exato ainda não foi apresentado pelo BRB e pode ser maior.

Desde que foi deflagrada, a Compliance Zero investiga a existência de uma engrenagem ilícita concebida para viabilizar a fabricação, venda e cessão de carteiras de crédito fictícias do Banco Master ao BRB. 

Defesa

Em frente à casa em que Costa foi preso, o advogado Cleber Lopes disse que a defesa “não considera essa hipótese como válida”, referindo-se ao pagamento de propina.

“A defesa considera que o Paulo Henrique não representa nenhum perigo para a instrução ou para aplicação da lei penal. Não há notícia de que ele tenha praticado qualquer ato que pudesse atentar contra a instrução criminal”, afirmou o defensor.  Fonte: Agência Brasil

Suspeito de agredir pessoas de forma repentina é detido em São Luís; vítimas levaram soco e ‘mata-leão’

Vídeos que circularam nas redes sociais levaram à detenção de um homem suspeito de agredir pessoas no bairro Vinhais, em São Luís, nessa quarta-feira (15). O suspeito foi identificado como Richard Anderson Oliveira Gonçalves, de 29 anos.

Imagens de câmeras de segurança mostram pelo menos duas situações (veja acima). Em uma delas, o agressor dá um soco em uma pessoa que caminhava pela calçada, em uma via pública. Em outro momento, ele entra em um estabelecimento comercial e aplica um golpe conhecido como “mata-leão” em um homem, que cai no chão.

Segundo informações preliminares, o agressor agia sem o uso de armas e abordava as vítimas de forma repentina e aleatória.

De acordo com a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), não havia mandados de prisão ou de internação em aberto contra o suspeito, nem registro anterior no sistema prisional.

As circunstâncias das agressões e as possíveis motivações ainda serão investigadas pela polícia. O g1 tenta contato com a defesa do suspeito, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Fonte: G1-MA

TJ-MA aumenta para 22 anos pena de Júnior do Nenzin condenado pela morte do pai, ex-prefeito de Barra do Corda

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) aumentou, nessa terça-feira (14), a pena de Manoel Mariano de Sousa Filho, conhecido como “Júnior do Nenzin”, para 22 anos de prisão pelo assassinato do próprio pai, o ex-prefeito de Barra do Corda Manoel Mariano de Sousa, o ‘Nenzim’.

“Júnior do Nenzim” havia sido condenado em 22 de maio de 2025, a 16 anos de prisão em regime fechado, por participar do crime. A vítima foi assassinada em dezembro de 2017, na zona rural de Barra do Corda, no sul do Maranhão.

A decisão manteve a condenação e alterou apenas o tempo de pena, por considerar que os 16 anos fixados anteriormente eram insuficientes diante da gravidade do crime.

A decisão foi tomada por unanimidade pela 1ª Câmara Criminal. Os desembargadores negaram o recurso da defesa e aceitaram os pedidos do Ministério Público e da assistência de acusação para aumentar a pena.

Durante o julgamento, os magistrados apontaram falhas no cálculo da pena inicial. Por isso, revisaram critérios como culpabilidade, personalidade, circunstâncias e consequências do crime, todos avaliados de forma negativa. Além disso, o tribunal ajustou pontos técnicos, como o reconhecimento de agravantes, e considerou o fato de a vítima ser idosa, o que contribuiu para o aumento da pena.

Júnior do Nenzin foi condenado em março de 2025, após júri popular, por participação no homicídio do pai, o ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, conhecido como Nenzin. O crime foi classificado como homicídio triplamente qualificado, quando há três fatores que aumentam a gravidade da pena, além de ser caracterizado como parricídio, quando a vítima é um dos pais. O caso teve grande repercussão no Maranhão.

No recurso, a defesa pediu a anulação do júri, alegando que a decisão foi contrária às provas. Como alternativa, solicitou a redução da pena. Os desembargadores rejeitaram os pedidos e entenderam que a condenação está baseada no conjunto de provas. Segundo a Corte, a decisão dos jurados deve ser mantida, conforme o princípio da soberania dos veredictos.

Com a nova decisão, a pena passa a ser de 22 anos de reclusão em regime fechado. Júnior do Nenzin está preso desde março de 2025 e cumpre pena no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Relembre o caso

 

Ex-prefeito de Barra do Corda foi assassinado na manhã desta quarta-feira (6) — Foto: Reprodução/TV Mirante

Ex-prefeito de Barra do Corda foi assassinado na manhã desta quarta-feira (6) — Foto: Reprodução/TV Mirante

crime aconteceu na manhã do dia 06 de dezembro de 2017, quando ‘Nenzim’ foi assassinado com um tiro no pescoço, na zona rural de Barra do Corda, a 341 km de São Luís.

De acordo com as investigações, no dia do crime o filho de “Nenzim”, Mariano Filho, estava junto ao pai e não havia mais ninguém no local do crime. Além disso, após a morte de Mariano de Sousa o veículo em que os dois estavam não seguiu direto para o hospital, o que tornou o filho dele ainda mais suspeito.

Vídeos de câmeras de seguranças também flagraram a caminhonete dirigida por Mariano Filho na principal avenida do condomínio onde o ex-prefeito ‘Nenzim’ foi morto. Apesar das provas, ‘Júnior do Nenzim’ nega o crime.

Dias depois da morte do pai, Mariano Filho foi preso na casa de um amigo, em Barra do Corda. Segundo a polícia, o assassinato do ex-prefeito ‘Nenzim’ teria tido como motivação o roubo de várias cabeças de gado de sua propriedade em Barra do Corda. Mariano Filho estaria devendo agiotas e teria vendido as cabeças de gado da fazenda do seu pai para o pagamento dessas dívidas.

Imagens de câmeras de segurança mostram a caminhonete onde Nenzim e Mariano Júnior estavam, circulando dentro de um condomínio. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Imagens de câmeras de segurança mostram a caminhonete onde Nenzim e Mariano Júnior estavam, circulando dentro de um condomínio. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Quase dois anos depois, Júnior do Nenzim foi solto após ter sido concedido um habeas corpus e precisou cumprir medidas cautelares em liberdade, com o uso de tornozeleira eletrônica, até o julgamento.

Manoel Mariano Júnior, suspeito de planejar o assassinato do pai, chegou algemado a sede da SEIC em São Luís. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Manoel Mariano Júnior, suspeito de planejar o assassinato do pai, chegou algemado a sede da SEIC em São Luís. — Foto: Reprodução/TV Mirante

De acordo com as investigações da Polícia Civil, no dia do crime, Júnior do Nenzim era a única pessoa que estava com o pai. Informações iniciais apontavam a presença de dois homens em uma moto como possíveis assassinos do ex-prefeito, mas a versão foi negada após a realização de laudos periciais.

Mais de 20 testemunhas foram ouvidas. Após a finalização do inquérito, ‘Júnior do Nenzim’ foi denunciado pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) por homicídio qualificado. Fonte: G1-MA

Homem que agrediu a ex-companheira no pátio de delegacia tem prisão preventiva decretada no MA

O homem que foi flagrado agredindo a ex-companheira dentro do pátio da Delegacia Regional de Rosário, a 70 km de São Luís, teve a prisão preventiva decretada nesta quinta-feira (16), após passar por audiência de custódia na Justiça do Maranhão.

A vítima havia ido à delegacia para formalizar uma denúncia contra o ex-companheiro, mas foi perseguida e agredida. Uma criança e a irmã dela também foram agredidas pelo suspeito.

❓A prisão preventiva pode ser decretada a qualquer momento da investigação e do processo para garantir a ordem pública ou para assegurar a aplicação da lei penal. Além disso, é o instrumento usado quando o investigado descumpre medidas cautelares.

O caso foi registrado por câmeras de segurança da delegacia (veja as imagens acima). Nas imagens, o homem aparece perseguindo a ex-companheira, que carrega uma criança no colo, na rua da delegacia em Rosário. A vítima consegue entrar no pátio da unidade, mas o suspeito ainda a alcança.

Em seguida, o homem passa a agredir a mulher. A vítima é jogada ao chão e recebe vários socos e chutes. A irmã da vítima ainda tenta intervir, mas também é derrubada. A criança que estava no colo da mãe também cai no chão durante a confusão.

Alguns segundos depois, um policial civil aparece e, armado, dá voz de prisão ao suspeito. De acordo com a Polícia Civil, a vítima havia procurado a delegacia para registrar um boletim de ocorrência por ameaças feitas pelo ex-companheiro.

Segundo a polícia, a mãe e a criança ficaram feridas durante a agressão. A outra mulher que aparece nas imagens, que acompanhava a vítima, também se feriu. O homem foi autuado por lesão corporal e ameaça, com base na Lei Maria da Penha. Fonte: G1-MA

Relatório final da CPI do Crime Organizado é rejeitado

Os integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado rejeitaram o relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que, entre outros pontos, pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Foram seis votos contrários e quatro a favor do parecer. Com isso, a CPI encerra os trabalhos sem um documento final.

Antes da votação do relatório, o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), criticou o fato de os trabalhos não terem sido prorrogados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

“Infelizmente, essa CPI não apresentou um resultado daquilo que nós almejamos. Nós fomos impedidos efetivamente de termos essa CPI tão importante do crime organizado que deixa a população fragilizada no seu direito constitucional que é segurança a pública, porque, infelizmente, a Presidência dessa Casa não prorrogou a Comissão Parlamentar de Inquérito”, disse.

Contarato também criticou o STF por, segundo ele, ter dificultado a oitiva de depoentes, o que impediu a CPI de coletar provas “de natureza objetiva e subjetiva”.

No entanto, o presidente da CPI defendeu a importância da instituição para a democracia e também posicionou-se contra indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e do procurador-geral da República Paulo Gonet, proposto pelo relator.

“O ato de indiciamento é um ato de grande responsabilidade, porque você está lidando com a reputação e a vida das pessoas e isso é muito grave, isso é muito sério dentro da democracia. Ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente”, argumentou.

O senador disse ainda esperar que o STF faça uma autocrítica de determinadas posições, a exemplo dos habeas corpus que impediram diversos depoimentos e o impedimento de acesso a informações colhidas pela Polícia Federal.

“Acho que vai chegar um momento de fazer uma análise, uma autoanálise”, pontuou.

A favor do relatório votaram: Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Girão (NOVO-CE), Espiridião Amin (PP-SC), Magno Malta (PL-ES). Contra o relatório: Beto Faro (PT-PA), Teresa Leitão (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA), Humberto Costa (PT-PE), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Rogério Carvalho (PT-SE).

O líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), também criticou o relatório. Ele ressaltou que uma CPI não é uma lugar de disputa política, é um lugar de investigação.

“Do ponto de vista de indiciamento, (Fabiano) Zettel não foi indiciado, Daniel (Vorcaro) não foi indiciado, o ex-presidente do Banco Central (Roberto Campos Neto) não foi indiciado”, destacou Wagner, que votou contra o relatório do senador Alessandro Vieira.

“Se a Vossa Excelência mantivesse aqui as sugestões legislativas feitas, conte com o meu voto. Com o restante do processo de indiciamento, que na minha opinião não indicia a centralidade da sua CPI, que é do Crime Organizado, me perdoe, eu tenho que votar contra, porque eu não vou corroborar com a sanha de querer atacar instituição Supremo Tribunal Federal, como muitos têm feito aqui.”

Troca de integrantes

Mais cedo, na abertura dos trabalhos, houve a troca de integrantes do colegiado. Os senadores Teresa Leitão (PT-PE) e Beto Faro (PT-PA) substituíram os senadores Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES), integrantes do bloco partidário formado por MDB, PSDB, Podemos e União Brasil.

A substituição ocorreu a pedido do líder do bloco desses parlamentares, Eduardo Braga (MDB-AM), a quem cabe indicar os integrantes do colegiado.

O relator Alessandro Vieira imputou ao governo a troca de integrantes do colegiado e a derrota na votação.

Vieira defendeu o indiciamento de ministros do Supremo e disse que a derrota só “vai adiar a pauta”.

“A decisão dos colegas pela não aprovação, após uma intervenção direta do Palácio do Planalto, reflete apenas um atraso na pauta. Ela pode não acontecer agora, mas tem data para acontecer”, disse o senador após o resultado da votação.

A CPI investigou o modus operandi de facções e milícias em diferentes regiões do país. Além de investigar a ocupação territorial por facções, a CPI fez um levantamento dos crimes relacionados às atividades econômicas, à lavagem de dinheiro e de infiltração no Poder Público, como no caso do Banco Master.

O relatório foi apresentado após 120 dias de trabalho. Com 220 páginas, o parecer de Vieira traz um retrato do funcionamento do crime organizado no Brasil e propõe medidas para combater o avanço da criminalidade.

Para o relator, “o fenômeno da criminalidade organizada no Brasil atingiu um patamar de complexidade e enraizamento que representa uma ameaça concreta à soberania do Estado, à democracia e aos direitos fundamentais da população”.

Organizações criminosas

De acordo com o relatório, 90 organizações criminosas foram mapeadas, sendo duas com atuação nacional e transnacional e presentes em 24 estados e no Distrito Federal. Entre as organizações citadas estão o Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP), do Rio de Janeiro; e Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo.

Para Vieira, essas facções criminosas atuariam “como verdadeiros para-Estados, exercendo domínio territorial sobre comunidades inteiras, impondo regras de convivência, cobrando tributos ilegais e fornecendo serviços que deveriam ser de competência estatal”.

Segundo o relatório, pelo menos 26% do território nacional estariam sob algum tipo de controle do crime organizado e 28,5 milhões de brasileiros vivem em áreas com a presença dos criminosos. A lavagem de dinheiro é foi apontada como “o mecanismo central de sustentação do crime organizado”, presente na venda de cigarro, ouro, mercado imobiliário, bebidas, fintechs, criptomoedas e fundos de investimento.

Experiências exitosas

Segundo Vieira, a CPI também identificou experiências exitosas no enfrentamento ao crime organizado, ao citar as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), presentes em todas as 27 unidades da Federação.

“A estratégia de descapitalização financeira, com mais de R$ 4 bilhões apreendidos apenas na Operação Carbono Oculto, comprovou que atingir o patrimônio das organizações é mais efetivo do que a mera repressão policial convencional. A cooperação internacional, com adidâncias policiais em 34 países e a prisão de 842 foragidos entre 2021 e 2025, evidencia que o Brasil dispõe de capacidade operacional significativa quando há recursos e articulação adequados”, destacou.Fonte: Agência Brasil

Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6×1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, na noite desta terça-feira (14), o projeto de lei que prevê o fim com a escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1), e reduz a jornada de trabalho para, no máximo, 40 horas semanais.

A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial.

Segundo o texto, a proposta é reduzir o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.

A escala passaria a ser de cinco dias trabalhados para dois dias de descanso.

O presidente Lula, em postagem nas redes sociais, salientou que a proposta seguiu com “urgência constitucional, o que faz com que o Legislativo tenha 45 dias para a deliberação da matéria.

“A proposta devolve tempo aos trabalhadores e trabalhadoras: tempo para ver os filhos crescerem, para o lazer, para o descanso e para o convívio familiar. Um passo para um país mais justo e com mais qualidade de vida para todos”, escreveu o presidente.

De acordo com Lula, o envio da proposta tem relação com a dignidade das famílias brasileiras, “de quem constrói o Brasil todos os dias”. O presidente ressaltou que a jornada menor não prevê qualquer redução no salário.

Conforme o governo, a proposta abrange também trabalhadores domésticos, comerciários, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela Consolidação das Leis do Trabalho.

Ainda de acordo com o Executivo, a proposta tem aplicação geral.

“O limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados”, informa.

>> Veja o que prevê o projeto de lei:

  • Jornada semanal: limite passa de 44 para 40 horas
  • Descanso ampliado: ao menos dois dias de repouso semanal remunerado
  • Novo padrão: consolidação do modelo 5×2 e redução das horas trabalhadas
  • Salário protegido: vedada qualquer redução salarial
  • Abrangência ampla: inclui domésticos, comerciário, atletas, aeronautas, radialistas e outras categorias abrangidas pela CLT e leis especiais.
  • Aplicação geral: limite de 40 horas passa a valer também para escalas especiais e regimes diferenciados
  • Flexibilidade: mantém escalas como 12hx36 por acordo coletivo, respeitada a média de 40 horas por semana

* Com informações da Presidência da República

Criança de 3 anos morre após ser baleada acidentalmente pelo irmão de 8 anos em Vargem Grande

Uma criança de 3 anos, identificada como Mari Clayre Souza Moraes, morreu após ser baleada acidentalmente pelo irmão, de 8 anos, em Vargem Grande, a cerca de 172 km de São Luís. Segundo a Polícia Militar do Maranhão (PMMA), que esteve no local, a menina havia sido deixada pela mãe, junto com o irmão, na casa de um casal de idosos.

De acordo com as informações, o menino encontrou, em um compartimento da casa, uma espingarda calibre 32. A arma disparou acidentalmente e atingiu o abdômen da vítima. Após o ocorrido, o socorro foi acionado.

A criança chegou a ser levada para o hospital de Vargem Grande, mas, devido à gravidade do ferimento, precisou ser transferida para São Luís. No entanto, ela não resistiu e morreu antes de chegar a uma unidade de saúde na capital.

O caso será investigado pela Polícia Civil do Maranhão (PCMA). A arma foi apreendida, e a polícia deve apurar a quem pertencia, como estava armazenada e por que estava ao alcance das crianças.

Criança morreu em situação parecida em 2025

 

De acordo com as primeiras informações da Polícia Militar, o disparo teria sido acidental e partiu da arma do pai da vítima, um policial militar do Maranhão, identificado como 2º sargento Azevedo. Ele estaria limpando a arma minutos antes de o menino ser atingido.

Criança de 4 anos morre após ser baleada dentro de casa no MA; suspeita é de morte acidental — Foto: Reprodução/TV Mirante

Criança de 4 anos morre após ser baleada dentro de casa no MA; suspeita é de morte acidental — Foto: Reprodução/TV Mirante Fonte: G1-MA