Blog do Walison - Em Tempo Real

Justiça proíbe deputada de incentivar demissão de opositores

A Justiça do Trabalho atendeu parcialmente pedido do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) e determinou, em decisão liminar, que a deputada estadual India Armelau se abstenha de promover atos que incentivem empregadores a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores por suas convicções políticas. 

A parlamentar em seu segundo mandato pelo Partido Liberal (PL) foi a mais votada para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com mais de 248 mil votos. No primeiro mandato, em 2022, a parlamentar obteve mais de 57 mil votos.

Em publicação nas redes sociais, a deputada, que conta com cerca de um milhão de seguidores, publicou a mensagem “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez o “L”. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”.

Na decisão, o juiz do Trabalho Leonardo Saggese Fonseca destaca que “sendo a ré uma integrante do Parlamento, mas do que qualquer outro cidadão, deve prezar pela liberdade de expressão, desde que respeitosa, deve fomentar a democracia e aceitar as diferentes opções políticas de cidadãos e trabalhadores, sem utilizar de discursos e falas que podem gerar pela sua leitura ou escuta, sentimentos de ódio, perseguição ou discriminação.”

A liminar também determina que a deputada Índia Armelau remova as comunicações e publicações que deram origem à ação civil pública dos locais em que foram divulgadas, especialmente sites, perfis em redes sociais e aplicativos de mensagens.

Em caso de descumprimento, será aplicada multa diária de R$ 5 mil, a partir do primeiro dia útil seguinte ao término do prazo de 48 horas para cumprimento da determinação.

Defesa

Em nota pública, em suas redes sociais, a deputada estadual Índia Armelau esclarece que jamais teve qualquer preconceito contra quem quer que seja.

“Como empresária, sempre convivi com a diversidade ideológica e defendo que as opções políticas dos trabalhadores sejam integralmente respeitadas. Mas preocupo-me com situações de sabotagem às próprias empresas, quebra da confiança e fidúcia entre empregador e empregado, contrariando missão, valores e objetivos da empresa”, disse.

No texto, a parlamentar esclarece que “o episódio em questão decorre de um equívoco interpretativo: o comentário foi feito a partir de replicagem, oriunda de uma postagem de terceiro de outra rede e não expressa qualquer orientação ou encorajamento sobre contratações ou demissões por parte da deputada por convicção política”.

“Índia Armelau defende relações equilibradas e a pacificação social entre o capital e o trabalho. Ao perceber que foi mal interpretada, deletou imediatamente os stories e postagens neste sentido, para evitar utilização indevida e qualquer tipo de tensionamento social sobre o tema”, explicou a parlamentar. Fonte: Agência Brasil

Investigações contra Flávio continuam no STF mesmo após fuga

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai continuar respondendo a dois processos criminais no Supremo Tribunal Federal (STF) mesmo após deixar o Brasil e fugir para os Estados Unidos.

Por ter foro privilegiado na Corte, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, é alvo de duas investigações criminais que tramitam no STF.

O parlamentar é alvo do processo que investiga o advogado Willer Tomaz, acusado de lavagem de dinheiro relacionado a negócios envolvendo bets.

De acordo com as investigações, o nome do senador foi citado por uma secretária de Willer, que teria informado ao advogado sobre o cancelamento de uma conta ligada à Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, e investigada pela Polícia Federal (PF).

Na semana passada, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões de Willer Tomaz.

As medidas foram tomadas após a PF descobrir que o advogado viajou para Miami, nos Estados Unidos, após ser alvo, em agosto, de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que apura descontos ilegais em aposentadorias.

Dark Horse

O senador também é alvo de um inquérito que investiga os pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O filme que retrata a vida política de Bolsonaro veio à torna após o site The Intercept revelar que Flávio pediu dinheiro a Vorcaro para financiar as gravações.

Após a divulgação da conversa entre Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro e disse que os recursos eram privados.

Em julho deste ano, Flávio Bolsonaro foi incluído no inquérito e também passou a ser investigado.

Foro privilegiado

Apesar de não ter sido eleito para o cargo de presidente da República, Flávio manterá mandato de senador até o dia 1° de fevereiro.

A tendência é que as duas investigações continuem em tramitação no Supremo após o fim do mandato.

De acordo com a atual jurisprudência da Corte, a competência do STF para julgar ex-parlamentares continua após o encerramento do mandato nos casos em que os crimes estiverem ligados à função pública.

Fuga

Nesta terça-feira (27), o investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, publicou uma postagem nas redes sociais relatando que Flávio Bolsonaro teria chegado aos Estados Unidos, em uma articulação liderada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A possível fuga de Flávio, menos de 48 horas após perder as eleições presidenciais, também foi confirmada pela agência de notícias Reuters.

Ontem (26), um dia após a derrota na disputa presidencial, o senador foi proibido de deixar o Brasil e intimado pela PF a entregar todos seus passaportes em 24 horas. O prazo terminou na manhã de hoje, e os documentos não foram entregues, por isso foram cancelados. Fonte: Agência Brasil

Coordenador de campanha se diz surpreso com fuga de Flávio

O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro à presidência, afirmou à imprensa, nesta terça-feira (27), que não sabia da fuga do agora ex-candidato para os Estados Unidos (EUA).  

“Estamos surpresos porque ontem nós conversamos sobre a necessidade de que Flávio, com os 60 milhões de votos que teve, assumisse esse papel de liderança da oposição, que é importante, porque temos um governo que claramente tem feito mal ao país, na nossa avaliação”, afirmou Marinho, após participar de uma reunião com parlamentares e líderes políticos do PL, em Brasília.

Flávio teria deixado o país com a esposa e as filhas. Marinho também comentou ter recibo uma mensagem de texto de Flávio por volta das 8h da manhã desta terça, em que ele disse que iria “dar um tempo” e depois voltaria a falar com aliados.

O embarque escondido para os EUA, cujos detalhes ainda são desconhecidos, ocorreu menos de 48 horas após Flávio perder as eleições presidenciais. O movimento foi noticiado pela agência de notícias Reuters e confirmado por um interlocutor do governo norte-americano. Aliados de Flávio no Brasil, como o senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ), se manifestaram com indicações que confirmam a fuga.

“Confirmado! Flávio Bolsonaro foi para os EUA para não ser usado como moeda de troca contra o impeachment de Moraes!”, disse Jordy.

Apesar disso, nenhuma autoridade do Brasil ou dos EUA se manifestou oficialmente sobre a fuga.

Investigações

Flávio Bolsonaro é investigado em diferentes inquéritos pela Polícia Federal (PF) por crimes como evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção. Em fevereiro de 2027 o mandato de senador pelo Rio de Janeiro de Flávio acaba e ele perderá o foro privilegiado.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, havia determinado na segunda-feira (26) que o ex-candidato entregasse os passaportes para a PF, porém, os documentos não foram entregues.

A decisão de Moraes está em segredo de justiça e foi tornada pública pelo senador nas redes sociais. A ordem judicial faz parte do processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados no STF por lavagem de dinheiro.

Por causa do descumprimento, os passaportes do parlamentar foram cancelados diretamente pela PF.

Em vídeo postado ontem, Flávio negou que tinha planos de sair do país e disse que iria entregar os passaportes.

A Agência Brasil procurou a assessoria de Flávio, mas não recebeu retorno.Fonte: Agência Brasil

“Ato vergonhoso”, diz Lula sobre fuga de Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta terça-feira (27), que a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos é “um ato vergonhoso”. Para o presidente reeleito no último domingo (25), o seu adversário nas urnas está em débito com a Justiça.

“O cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa”, disse Lula.

“Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso. Ele deveria ter entregue o passaporte. A Polícia Federal já devia suspeitar que ele sairia do Brasil, ele tem inquérito”, acrescentou.

Lula recebeu apoiadores que foram celebrar seu aniversário de 81 anos na frente do Palácio da Alvorada. Lá, cortou bolo e discursou.

O presidente lembrou de quando foi preso, em abril de 2018, e entregou o passaporte e se entregou à Polícia Federal.

“Resolvi me entregar na Polícia Federal porque queria desmascarar meus acusadores e provar minha inocência”, disse. Na ocasião, Lula passou 580 dias preso e, em 8 de novembro de 2019, foi libertado.

“E estou aqui sendo reeleito para mais um mandato por conta de vocês. Por isso eu digo a vocês, quem não deve, não teme”, acrescentou Lula.

Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou os processos conduzidos pelo ex-juiz Sergio Moro, reconhecendo que ele foi parcial no inquérito envolvendo Lula. Hoje, Moro é o governador eleito pelo PL, partido de Flávio Bolsonaro, de quem é aliado.

Fuga

O investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, publicou uma postagem nas redes sociais nesta terça-feira (27) relatando que Flávio Bolsonaro teria chegado aos Estados Unidos, em uma articulação liderada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

A possível fuga de Flávio, menos de 48 horas após perder as eleições presidenciais, também foi confirmada pela agência de notícias Reuters. 

O senador não chegou a entregar seus passaportes à Polícia Federal (PF) após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro e seu amigo, o advogado Willer Tomaz, são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas online, as bets. Ele também é alvo de outro inquérito, que investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai. Fonte: Agência Brasil

Flávio Bolsonaro cruza fronteira argentina e segue para o Equador

O senador Flávio Bolsonaro (PL), sua esposa Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro e suas duas filhas, Carolina Figueira Bolsonaro e Luiza Figueira Bolsonaro, entraram na Argentina na noite dessa terça-feira (27). A informação foi confirmada pela Direção Nacional de Migrações da Argentina. 

Em nota, o órgão detalhou que o acesso ocorreu às 22h50 por meio da Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones. Às 23h30, Flávio e família, segundo o governo argentino, embarcaram em um avião privado da companhia Baires Fly e seguiram para Guayaquil, no Equador, conforme informado no plano de voo. 

Ainda de acordo com a Direção Nacional de Migração da Argentina, os quatro apresentaram documentação válida para viagem, sem nenhum impedimento legal para entrar no país. “A travessia foi registrada pela autoridade migratória sem incidentes”, informou o órgão.  Fonte: Agência Brasil

Após discussão, comerciante agride idoso com socos e chutes em Itinga do Maranhão

Um idoso de 88 anos foi agredido com socos e chutes por um comerciante em Itinga do Maranhão, a 615 km de São Luís. O caso aconteceu na segunda-feira (27) e foi registrado por câmeras de segurança.

As imagens mostram o comerciante, identificado como Marcone da Silva, discutindo com o idoso momentos antes das agressões. Durante a discussão, a vítima chega a ameaçar o homem com um objeto que aparenta ser uma faca.

Em seguida, o comerciante desfere vários socos contra o idoso, que cai no chão. Mesmo após a queda, o homem continua as agressões. A esposa da vítima, de 91 anos, tenta intervir, mas também é atingida por um chute.

De acordo com o boletim de ocorrência, o idoso relatou que estava sentado na calçada, em frente à própria residência, quando Marcone se aproximou e disse: “Você nunca mais vai mexer com minha mãe”. Logo depois, segundo o relato da vítima, o comerciante começou a agredi-lo com socos.

Advogado da vítima diz que idoso foi surpreendido pelas agressões

 

O advogado Maxwil de Oliveira, que representa o idoso afirmou que a vítima e a companheira dela, de 91 anos, estavam sentadas na calçada, em frente à residência, quando foram surpreendidas pelo comerciante.

Segundo o advogado, familiares relataram que o suspeito estava na casa de uma vizinha, onde participava de uma comemoração, antes de se aproximar do casal e iniciar as agressões. Maxwil afirmou ainda que o homem estava embriagado e teria alegado uma discussão anterior entre o idoso e a mãe dele.

“Ele chegou já sem mais nem menos, muito embriagado, já chutando, alegando que eles tinham tido uma discussão com a mãe do agressor”, relatou o advogado.

 

Maxwil também afirmou que o idoso não reagiu às agressões e que a companheira dele, de 91 anos, também foi atingida durante o ataque. As imagens das câmeras de segurança, no entanto, mostram que, antes de ser agredido, o idoso ameaçou o comerciante com um objeto que aparenta ser uma faca.

O advogado informou que acompanhou a família até a Delegacia de Polícia Civil de Açailândia para registrar o boletim de ocorrência. Segundo ele, o procedimento foi realizado no município vizinho porque a delegacia de Itinga do Maranhão estaria sem acesso à internet.

Após o registro da ocorrência, o idoso foi encaminhado para realizar exame de corpo de delito. Maxwil afirmou ainda que a família pretende buscar as medidas judiciais cabíveis para responsabilizar o suspeito pelas agressões.

Polícia Civil investiga o caso

 

O caso foi registrado na delegacia de Açailândia. A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) instaurou um inquérito para investigar o crime de lesão corporal. A vítima também foi encaminhada para a realização de exame de corpo de delito.

Em nota, a defesa de Marcone da Silva informou que ele vai se apresentar espontaneamente à polícia para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. A defesa afirmou ainda que o comerciante está à disposição da Justiça e das autoridades competentes.

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA), por meio da promotora de Justiça Cristiane Donatini, determinou o envio de um ofício à autoridade policial de Itinga do Maranhão, requisitando a instauração de um inquérito para apurar o caso.

O órgão também instaurou um procedimento para acompanhar as medidas adotadas pela Polícia Civil durante a investigação. Fonte: G1-MA

Justiça determina que Prefeitura de São Luís corrija irregularidades em centro de saúde em até 120 dias

A Justiça do Maranhão determinou que a Prefeitura de São Luís corrija, no prazo de 120 dias, todas as irregularidades sanitárias identificadas no Centro de Saúde João de Deus, na capital maranhense. A decisão foi proferida pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís, nesta segunda-feira (26).

Além de realizar as adequações, o município deverá apresentar um alvará ou licença sanitária de funcionamento, emitido pelo órgão de fiscalização competente, comprovando que a unidade atende às exigências sanitárias.

As irregularidades foram apontadas em um relatório técnico de inspeção da Superintendência de Vigilância Sanitária Estadual (Suvisa).

Entre as melhorias exigidas pela Justiça estão:

  • Adequação da bancada odontológica;
  • Instalação de tubulação e válvula de descarga na pia da área suja da Central de Material e Esterilização;
  • Regularização e sinalização dos guichês das áreas limpa e suja;
  • Instalação de suportes para descarte de materiais perfurocortantes;
  • Instalação de termômetro na sala de imunização;
  • Organização do almoxarifado e do depósito de materiais de limpeza;
  • Retirada de materiais sem utilização e substituição de produtos de limpeza e desinfecção.

 

Procurada pelo g1, a Procuradoria-Geral do Município de São Luís informou que, “no Processo nº 0828968-77.2025.8.10.0001, foi proferida sentença em 26/10/2026, tendo sido expedida intimação eletrônica ao município. Conforme o fluxo processual, o prazo para ciência expressa da sentença pelo Município terá início em 06 de novembro de 2026. Após a ciência formal e a análise integral da decisão, a Procuradoria-Geral do Município adotará as providências jurídicas cabíveis”.

Irregularidades são investigadas desde 2020

 

Segundo a decisão judicial, os problemas sanitários foram identificados durante apurações realizadas entre 2020 e 2021 e ainda não foram completamente solucionados.

O juiz destacou que as irregularidades descumprem normas sanitárias previstas na legislação federal e estadual e representam riscos à saúde de pacientes e profissionais que trabalham na unidade.

“Tais falhas mantêm o perigo de contaminação para pacientes e profissionais de saúde, descumprindo os padrões mínimos de higiene exigidos por lei e pelos tratados de direitos humanos”, afirmou o magistrado.

 

Ainda conforme a decisão, embora o centro de saúde tenha recebido anteriormente uma licença sanitária provisória da vigilância municipal, uma inspeção técnica acompanhada pela Justiça confirmou a necessidade de corrigir todas as pendências para garantir a regularização do funcionamento.

Justiça nega interdição da unidade

 

Apesar das irregularidades, o juiz negou o pedido de interdição do Centro de Saúde João de Deus, apresentado no processo movido pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA).

De acordo com o magistrado, o fechamento da unidade poderia causar prejuízos ainda maiores à população, especialmente aos moradores do bairro e de comunidades próximas que dependem dos serviços de saúde.

“O fechamento do posto causaria prejuízo ainda maior aos moradores do bairro e das redondezas, interrompendo atendimentos básicos como consultas médicas, triagem, vacinação e distribuição de remédios”, destacou.

 

Com isso, a Justiça decidiu manter o centro de saúde em funcionamento durante o período destinado às adequações.

Ao atender ao pedido do Ministério Público, o juiz determinou que a Prefeitura de São Luís conclua os reparos e apresente a documentação sanitária regularizada dentro do prazo estabelecido.

“Assim, fixa-se o prazo de 120 dias para que o Município termine as obras e adaptações pendentes e apresente o alvará sanitário de funcionamento regular emitido pelo órgão responsável”, determinou Douglas Martins.

 

 Fonte: G1-MA

Motociclista morre e outro fica ferido em acidente entre motos em Timon

Um homem morreu e outro ficou ferido em um acidente entre duas motos em Timon, a 430 km de São Luís. De acordo com a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), os veículos seguiam por uma avenida quando houve uma colisão lateral em um cruzamento entre os bairros Cidade Nova e Parque Alvorada.

Uma testemunha relatou aos policiais que o condutor de uma das motos fazia manobras em zigue-zague pela avenida e teria invadido a contramão, atingindo o outro motociclista.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para atender as vítimas. O condutor da moto que teria invadido a contramão foi socorrido e encaminhado com vida para um hospital em Teresina, no Piauí. Já o outro motociclista não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para fazer a remoção do corpo na noite dessa segunda-feira (26). A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) deve investigar as causas e as circunstâncias do acidente.

Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre o estado de saúde do motociclista que sobreviveu. Fonte: G1-MA

Justiça condena empresas e empresários a devolver R$ 1,4 milhão desviados em projeto industrial no MA

A Justiça Federal condenou empresas e empresários envolvidos em irregularidades na aplicação de recursos públicos destinados a um projeto industrial no Maranhão, financiado pela antiga Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

A decisão determina a devolução de R$ 1,48 milhão aos cofres públicos, após uma ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF). A decisão ainda cabe recurso.

O dinheiro era destinado à implantação de uma fábrica de sacos de ráfia, utilizados para armazenar e transportar produtos. O empreendimento seria executado pela empresa Ráfia do Maranhão S/A, com recursos do Fundo de Investimentos da Amazônia (Finam).

Segundo o MPF, as investigações identificaram documentos falsificados, serviços que não foram realizados e movimentações financeiras utilizadas para simular a aplicação de recursos próprios no projeto.

A fiscalização apontou que, apesar de 35,4% dos recursos previstos terem sido liberados, apenas 5,8% das obras haviam sido executadas.

Investigação identificou irregularidades no uso do dinheiro

 

As suspeitas surgiram durante uma auditoria realizada em 2000 por um Grupo Especial de Trabalho (GET) do antigo Ministério da Integração Nacional. A fiscalização analisou projetos vinculados à Sudam e encontrou irregularidades em 29 empreendimentos, incluindo o da Ráfia do Maranhão S/A.

No mesmo ano, o MPF iniciou uma investigação e solicitou a abertura de um inquérito à Polícia Federal (PF). Após a conclusão das apurações, o órgão apresentou uma ação civil pública à Justiça em 2008.

De acordo com o MPF, o projeto da empresa havia sido aprovado com prioridade para receber financiamento de 50% do custo total pelo Finam. Ao todo, foram liberados R$ 1,78 milhão.

No entanto, a investigação apontou que não houve uma avaliação adequada da capacidade financeira da empresa de investir a contrapartida necessária para a execução do empreendimento.

A Ráfia do Maranhão S/A era controlada pela Verde Negro Agropecuária S/A, que, segundo a apuração, apresentava baixa liquidez financeira.

Empresas teriam simulado serviços para receber recursos

 

Ainda conforme o MPF, os responsáveis pelo empreendimento utilizaram documentos falsos e movimentações financeiras entre empresas para simular investimentos privados e conseguir a liberação de parcelas do financiamento público.

Entre as irregularidades identificadas está a simulação de pagamentos de R$ 1,45 milhão à empresa A. S. Rosa Ltda., por supostos serviços de construção civil.

Segundo a investigação, a empresa já havia sido formalmente extinta antes mesmo da assinatura do contrato. Além disso, o representante das construtoras envolvidas afirmou, em depoimento, que os serviços apresentados nos documentos nunca foram realizados.

O MPF também apontou que parte do dinheiro foi repassada a terceiros utilizados como “laranjas” para ocultar o destino dos recursos.

Um laudo de engenharia apresentado durante o processo identificou ainda superfaturamento em itens previstos no projeto industrial.

Condenados terão que devolver R$ 1,48 milhão

 

A Justiça Federal condenou a Ráfia do Maranhão S/A, a Verde Negro Agropecuária S/A, dois empresários ligados ao empreendimento e um consultor responsável pela elaboração do projeto e por atividades relacionadas à contabilidade e aos contratos utilizados nas irregularidades.

Os condenados deverão ressarcir R$ 1,48 milhão aos cofres públicos. O valor será atualizado pela taxa Selic, a partir da data em que os recursos foram liberados.

A ação também envolvia dois agentes públicos da antiga Sudam que participaram da fiscalização do projeto. No entanto, a Justiça reconheceu a prescrição da pretensão de ressarcimento em relação a eles e apontou que não havia provas de que tivessem agido de forma intencional para causar prejuízo aos cofres públicos.

A decisão ainda cabe recurso. Fonte: G1-MA

Dólar sobe 8,21% e bolsa cai 13,88% após reeleição de Lula

SÃO PAULO – O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte turbulência nesta segunda-feira (26), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais.

O dólar fechou em alta de 8,21%, a R$ 5,403. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, recuou 13,88% e atingiu os 176.608,23 pontos. Durante a manhã, a bolsa acionou o mecanismo de circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações diante de quedas acentuadas.

Principais números do dia:

Dólar: R$ 5,403 (+8,21%);
Máxima do dólar: R$ 5,6049 durante a manhã;
Ibovespa: 176.608,23 pontos (-13,88%);
Mínima do Ibovespa: 169.516,43 pontos, recuo superior a 17%.
Dólar em outubro: alta acumulada de 4,40%.
Ibovespa em outubro: queda acumulada de 5,22%.
Ibovespa em 2026: valorização acumulada de 9,61%.
Dólar tem disparada histórica
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 8,21%, cotado a R$ 5,403. Foi a maior valorização percentual diária da moeda americana desde 13 de janeiro de 1999, período marcado por mudanças no regime cambial brasileiro.

Durante a manhã, a divisa chegou a R$ 5,605, ultrapassando a marca de R$ 5,60. Ao longo do dia, porém, perdeu força e recuou para a faixa de R$ 5,40, em um movimento de realização de lucros (venda de dinheiro para embolsar ganhos) e entrada de recursos de exportadores que aproveitaram a alta para internalizar divisas.

O resultado eleitoral alterou as posições que investidores haviam montado antes da votação. Parte do mercado esperava a vitória de Flávio Bolsonaro, que havia liderado o primeiro turno, e precisou ajustar suas estratégias após a confirmação da reeleição de Lula.

O Tesouro Nacional também atuou no mercado por meio da recompra de títulos públicos. Apesar da disparada diária, a moeda estadunidense ainda acumulava queda de 1,57% em 2026.

Bolsa registra forte queda
O Ibovespa fechou em baixa de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, no menor nível de fechamento desde 31 de agosto. O resultado representou a maior queda diária desde março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de covid-19.

Durante a manhã, o índice chegou a recuar mais de 17%, atingindo 169.516,43 pontos. A intensidade da queda levou à ativação do circuit breaker, mecanismo utilizado pela bolsa para interromper temporariamente as negociações em momentos de forte desvalorização.

O volume financeiro movimentado no pregão foi de R$ 88,6 bilhões, muito acima da média diária de aproximadamente R$ 25 bilhões.

Com o resultado da sessão, o Ibovespa eliminou os ganhos acumulados em outubro e passou a registrar queda de 5,22% no mês. No acumulado de 2026, o índice manteve valorização de 9,61%.

Imirante