Blog do Walison - Em Tempo Real

Dólar sobe 8,21% e bolsa cai 13,88% após reeleição de Lula

SÃO PAULO – O mercado financeiro brasileiro teve um dia de forte turbulência nesta segunda-feira (26), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais.

O dólar fechou em alta de 8,21%, a R$ 5,403. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, recuou 13,88% e atingiu os 176.608,23 pontos. Durante a manhã, a bolsa acionou o mecanismo de circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações diante de quedas acentuadas.

Principais números do dia:

Dólar: R$ 5,403 (+8,21%);
Máxima do dólar: R$ 5,6049 durante a manhã;
Ibovespa: 176.608,23 pontos (-13,88%);
Mínima do Ibovespa: 169.516,43 pontos, recuo superior a 17%.
Dólar em outubro: alta acumulada de 4,40%.
Ibovespa em outubro: queda acumulada de 5,22%.
Ibovespa em 2026: valorização acumulada de 9,61%.
Dólar tem disparada histórica
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 8,21%, cotado a R$ 5,403. Foi a maior valorização percentual diária da moeda americana desde 13 de janeiro de 1999, período marcado por mudanças no regime cambial brasileiro.

Durante a manhã, a divisa chegou a R$ 5,605, ultrapassando a marca de R$ 5,60. Ao longo do dia, porém, perdeu força e recuou para a faixa de R$ 5,40, em um movimento de realização de lucros (venda de dinheiro para embolsar ganhos) e entrada de recursos de exportadores que aproveitaram a alta para internalizar divisas.

O resultado eleitoral alterou as posições que investidores haviam montado antes da votação. Parte do mercado esperava a vitória de Flávio Bolsonaro, que havia liderado o primeiro turno, e precisou ajustar suas estratégias após a confirmação da reeleição de Lula.

O Tesouro Nacional também atuou no mercado por meio da recompra de títulos públicos. Apesar da disparada diária, a moeda estadunidense ainda acumulava queda de 1,57% em 2026.

Bolsa registra forte queda
O Ibovespa fechou em baixa de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, no menor nível de fechamento desde 31 de agosto. O resultado representou a maior queda diária desde março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de covid-19.

Durante a manhã, o índice chegou a recuar mais de 17%, atingindo 169.516,43 pontos. A intensidade da queda levou à ativação do circuit breaker, mecanismo utilizado pela bolsa para interromper temporariamente as negociações em momentos de forte desvalorização.

O volume financeiro movimentado no pregão foi de R$ 88,6 bilhões, muito acima da média diária de aproximadamente R$ 25 bilhões.

Com o resultado da sessão, o Ibovespa eliminou os ganhos acumulados em outubro e passou a registrar queda de 5,22% no mês. No acumulado de 2026, o índice manteve valorização de 9,61%.

Imirante

Maranhão registra quase 59 mil novos pequenos negócios em 2026, aponta Sebrae

MARANHÃO – O Maranhão registrou a abertura de 58.698 pequenos negócios entre janeiro e setembro de 2026, um crescimento de 20,5% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 48.716 novas empresas. Os dados são de um levantamento divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Segundo a pesquisa, realizada com base em informações da Receita Federal e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado contabilizou 9.982 novos empreendimentos a mais em relação ao ano anterior.

O crescimento dos pequenos negócios no Maranhão foi impulsionado principalmente pelos microempreendedores individuais (MEIs), que registraram alta de 30,4% nas formalizações.

O setor de Serviços liderou o número de aberturas, com 31.584 novas empresas, o equivalente a 53,8% do total registrado no período.

Setor de Serviços lidera abertura de pequenos negócios no Maranhão
De acordo com o Sebrae, o setor de Serviços apresentou crescimento de 27,8% em relação aos nove primeiros meses de 2025, consolidando-se como o segmento com maior número de novas empresas no estado.

A indústria também apresentou resultado positivo, com 3.793 novos negócios e crescimento de 29,4%.

Já a agropecuária registrou o maior avanço proporcional entre os setores analisados, com alta de 48%. O número de novos empreendimentos passou de 396, em 2025, para 586, em 2026.

A construção civil teve crescimento de 27,8%, enquanto o comércio registrou alta de 7,8%.

Entre os segmentos com maior número de novas empresas, Logística e Transporte passou de 7.372 registros em 2025 para 8.668 em 2026, um aumento de 17,6%.

Por outro lado, os segmentos de Saúde e Bem-estar, supermercados e atacadistas de alimentos, Casa e Construção e Serviços de Alimentação apresentaram redução na quantidade de novos negócios formalizados.

São Luís concentra maior número de novas empresas
A abertura de pequenos negócios no Maranhão apresenta diferenças entre os municípios. São Luís permanece como o principal polo de formalização de empresas no estado.

Em São José de Ribamar, o número de novos empreendimentos passou de 3.023, entre janeiro e setembro de 2025, para 3.403 no mesmo período de 2026. O resultado representa crescimento de 12,6%.

Os microempreendedores individuais foram os principais responsáveis pelo aumento das formalizações no Maranhão.

Segundo o levantamento, o número de novos MEIs passou de 32.031, em 2025, para 41.755 em 2026, uma alta de 30,4%.

As microempresas registraram crescimento de 1,4%, enquanto as empresas de pequeno porte apresentaram avanço de 2,5%.

Amigas transformam paixão pela confeitaria em empreendimento
O crescimento dos pequenos negócios no Maranhão também é observado em histórias de empreendedores que decidiram investir em atividades próprias.

É o caso das amigas Nara Corrêa e Milena Godinho Cardoso, que criaram a Que Doce!, empresa especializada na produção de sobremesas congeladas.

O empreendimento começou como microempreendedor individual (MEI) e, há poucos meses, passou à categoria de microempresa.

A ideia surgiu em 2025, quando as duas decidiram transformar o interesse pela confeitaria em uma atividade comercial. Após testes com diferentes receitas, as sócias optaram por concentrar a produção em sobremesas congeladas.

A primeira linha de produtos, chamada Levinho, reúne quatro sabores: maracujá, morango, chocolate e uva roxa.

As sobremesas podem ser consumidas congeladas, como sorvete, ou após o descongelamento, quando apresentam textura cremosa.

Atualmente, a empresa prepara mudanças na identidade visual, nas embalagens e na comunicação da marca. As empreendedoras também trabalham na regularização do negócio para ampliar a produção.

“Nosso maior sonho é nos tornarmos uma indústria genuinamente maranhense de sobremesas congeladas”, afirma Nara Corrêa.

Consultorias do Sebrae auxiliam crescimento de empresa
A aproximação das empreendedoras com o Sebrae ocorreu por meio do Sindicato das Indústrias de Alimentos do Estado do Maranhão (Siama), vinculado à Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema).

A entidade incentivou as sócias a regularizar as atividades e organizar a estrutura empresarial.

Desde então, a Que Doce! recebe acompanhamento da Unidade Regional do Sebrae em São Luís, além de participar de consultorias em diferentes áreas da gestão.

Segundo as empreendedoras, a orientação contribuiu para identificar pontos que precisavam de melhorias e estabelecer metas para o desenvolvimento da empresa.

Os investimentos realizados até agora foram financiados com recursos obtidos nas próprias vendas, respeitando as condições financeiras do empreendimento.

“A experiência mostra que o crescimento de um pequeno negócio não depende apenas de conquistar clientes. É necessário desenvolver capacidades de gestão, adequar a produção e criar condições para que a empresa opere de maneira regular e sustentável”, afirma Nara Corrêa.

O caso exemplifica como o planejamento e o acompanhamento técnico podem contribuir para a estruturação de pequenas empresas e a ampliação de suas atividades no mercado maranhense.

Fonte: Imirante

Para facilitar aprovação, governistas defendem acelerar pautas no Congresso ainda em 2026

Parlamentares da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que o governo precisa aproveitar os últimos dois meses deste ano para a aprovação de matérias de seu interesse.

O argumento é que as pautas podem ter maior dificuldade de serem aprovadas na nova formação do Congresso Nacional eleita em 2026, com maioria da oposição.

Entre as prioridades estão:

  • aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública;
  • envio e aprovação de um nome para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF); e
  • um orçamento que acomode as promessas feitas durante a campanha.

 

Além do governo, integrantes do Centrão também querem aproveitar o momento e discutir propostas como:

  • um novo sistema eleitoral;
  • a diminuição da maioridade penal; e
  • até mesmo uma eventual reforma do Judiciário.

 

Nas palavras de um líder governista, o governo Lula será dividido em dois momentos, no mínimo: o primeiro começa nesta semana e vai até o dia 4 de janeiro, um dia antes da posse para o novo mandato.

“Ele [Lula] tem que fazer coisas que não conseguirá fazer com facilidade na próxima legislatura, tem que cumprir promessas agora. Pilotar o controle das Casas Legislativas”, afirma.

 

Nesse cálculo, entra o interesse na manutenção de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) nas presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, respectivamente.

Ambos ajudaram na campanha de Lula, também em uma estratégia de autoproteção contra o crescimento do PL, e podem disputar suas cadeiras com algum nome da direita – em especial Rogério Marinho (PL-RN), na eleição para a presidência do Senado.

Com o apoio do Planalto, Alcolumbre e Motta teriam nas mãos instrumentos para articular suas candidaturas como a liberação de emendas e a distribuição de cargos. A eleição para o comando das Casas será em fevereiro de 2027.

Tramitação das propostas

 

➡️ A PEC da Segurança Pública já está pronta para ser votada no plenário do Senado e só foi paralisada por uma tentativa da oposição de incluir no debate a diminuição da maioridade penal.

A proposta estabelece na Constituição o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), cujo objetivo é integrar o combate ao crime organizado entre os entes. Se aprovada, dá ao governo Lula instrumentos para que a União atue na área e o presidente já disse que, uma vez aprovada, criará o Ministério da Segurança Pública.

➡️ Também está no radar de governistas a indicação de um novo nome para o STF para a vaga do ministro aposentado Luís Roberto Barroso. O primeiro indicado, Jorge Messias, advogado-geral da União, foi rejeitado pelo Senado. A indicação é prerrogativa do presidente da República.

Como são necessários 41 votos de senadores para a aprovação, a avaliação é que seria mais fácil a aprovação na atual conjuntura. Cabe ao Senado sabatinar o candidato ao cargo e decidir se aprova ou não a indicação do presidente.

O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco, atualmente ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), é lembrado como um nome que seria aprovado com facilidade, além de agradar Alcolumbre, que ajudou a aprovar o fim da escala 6×1, uma das suas principais bandeiras eleitorais de Lula.

A não indicação de Pacheco e a indicação de Messias geraram um desgaste de Alcolumbre com o governo. A saída de Pacheco do TCU abriria uma nova oportunidade de negociação pela sua substituição, o que pode se tornar moeda de troca nos acordos pela eleição na Mesa Diretora do Senado.

➡️ Parlamentares de diferentes partidos da base também afirmam que será preciso apresentar medidas de ajuste fiscal ou mudanças no arcabouço para compor o Orçamento de 2027, diante das promessas feitas pelo presidente Lula durante a campanha.

Em 2022, antes de Lula assumir, o Congresso aprovou a chamada PEC da Transição, que ampliou o teto de gastos em R$ 145 bilhões para bancar políticas públicas. No ano seguinte, o governo Lula – já empossado – aprovou a nova regra do arcabouço fiscal.

Pautas do Centrão

 

Líderes partidários avaliam que podem ser votadas propostas que poderiam sofrer de falta de consensos com o fortalecimento da direita no Congresso a partir de 2027.

➡️ Uma delas é a PEC da maioridade penal. Apesar da tentativa de incluir o assunto na PEC da Segurança, já existe uma proposta que trata apenas do tema em tramitação avançada na Câmara.

Segundo deputados do Centrão, Motta sinalizou que prefere aprovar a proposta ainda neste ano para evitar a contaminação do debate.

A PEC discutida na Câmara vai na linha do que o próprio presidente Lula defendeu durante a campanha: redução da maioridade para 16 anos apenas para crimes hediondos.

No Senado, a oposição tentou diminuir ainda mais a faixa etária nesses casos, para 14 anos, e reduzir a maioridade em todo tipo de crime para os 16 anos.

➡️ Alguns parlamentares também defendem que se inicie a discussão de uma possível reforma do Judiciário, ainda que não haja definição do que poderia ser aprovado, nem a certeza de que haveria tempo.

Além da possível criação de mandato para os ministros do STF, discutem-se outros pontos, como incluir na Lei do Impeachment o entendimento firmado pelo ministro Gilmar Mendes de que a abertura de impeachment de ministros do Supremo só pode ser feita com aprovação de 54 senadores.

Antes do entendimento do ministro, a lei estabelecia quórum de maioria simples. Deputados avaliam que o assunto deve ser tratado pelo Congresso de um jeito ou de outro e que o melhor seria debatê-lo com a composição atual, que tentaria aprovar as mudanças em diálogo com os outros Poderes.

Hoje, o sistema proporcional dá a cada partido o número de vagas de acordo com a quantidade de votos que a sigla recebeu. Por isso, deputados com votações altamente expressivas – como Nikolas Ferreira (PL-MG) – “puxam” vagas para colegas de outros partidos, que não receberam tantos votos.

Nesta semana, presidentes de partidos do Centrão devem se reunir para debater outros modelos:

  • distrital misto, no qual os estados seriam divididos em distritos eleitorais e metade das vagas seria preenchida pelos mais votados nesses locais, a outra metade por lista fechada elaborada pelos partidos;
  • distritão, os mais votados são eleitos e não há puxadores de votos; ou
  • retorno das coligações, proibidas em 2017 para eleições proporcionais. Fonte: G1

PF apura se Flávio Bolsonaro deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina

A Polícia Federal (PF) apura se Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições no último domingo (25), deixou o Brasil. Um jornal argentino divulgou, durante a madrugada desta terça (27), que o senador teria saído do país pela fronteira com Puerto Iguazú, na Argentina.

Segundo informações obtidas pelo blog, não há registro de passagem de Flávio por nenhum ponto regular de controle migratório brasileiro.

As autoridades brasileiras estão em contato com as argentinas para verificar se há algum registro de entrada no país vizinho. Até o momento, porém, também não foi identificada nenhuma confirmação de ingresso na Argentina.

As checagens continuam para tentar esclarecer o paradeiro do senador.

Segundo fontes de Brasília, a assessoria do senador nega que ele tenha viajado para fora do Brasil.

Decisão de Moraes determinou que Flávio entregue passaporte

 

Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador entregue seus passaportes.

A decisão faz parte do processo em que Flávio é investigado pela relação com o advogado Willer Tomaz, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e apostas esportivas. O caso segue em sigilo de justiça.

Os dois confirmam que são amigos, mas negam que sejam sócios — e qualquer irregularidade.

Flávio também é formalmente investigado no caso ‘Dark Horse’, em que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, que está preso, teria transferido, a pedido do senador, cerca de R$ 61 milhões para a produção de uma cinebiografia de Jair Bolsonaro. No processo, A PF investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção, entre outros possíveis crimes.

No caso, a defesa de Flávio defende que a doação obedeceu a trâmites legais e foi realizada entre entes privados, e que não haveria uso de dinheiro público.

Fonte: G1

Dino manda PF investigar suposto financiamento estrangeiro na campanha de Flávio Bolsonaro

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27) a abertura de uma investigação da Polícia Federal para apurar suspeitas de interferência estrangeira nas eleições deste ano.

O ministro aponta indícios de uso intencional dos algoritmos das plataformas digitais para favorecer ou prejudicar candidatos nas eleições brasileiras.

Na decisão, Dino cita notícias de possível financiamento estrangeiro de campanha e menciona a Rockbridge Network, que teria participado de negociações para apoiar Flávio Bolsonaro (PL) (leia mais abaixo).

Na prática, a suspeita é de que os sistemas das plataformas digitais teriam sido manipulados para dar mais visibilidade a determinados candidatos ou reduzir o alcance de conteúdos de seus adversários.

Dino também pediu uma apuração sobre eventual oferecimento de apoio político em troca de acesso a terras raras e minerais críticos brasileiros.

Em 15 de outubro, o ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE, determinou que a Meta, empresa responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, não interferisse na distribuição de conteúdo político-eleitoral de nenhum dos dois candidatos até o fim do segundo turno.

A medida foi tomada após a campanha de Lula alegar que suas publicações tinham o alcance reduzido e que a ferramenta de inteligência artificial da empresa apresentava diferenças no tratamento de conteúdos relacionados aos candidatos.

O que diz a decisão de Dino

 

Na decisão, Dino cita pedidos protocolados no âmbito da ação para justificar a aplicação no processo eleitoral, “inclusive quanto à atuação de agentes e intermediários estrangeiros nos ambientes digital e financeiro”.

Dino diz haver notícias de possíveis aportes de recursos estrangeiros em benefício de uma campanha eleitoral e cita a empresa Rockbridge Network, que teria participado de negociações para dar apoio financeiro à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

O ministro também cita um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que inclui a segurança do processo eleitoral entre os desafios prioritários do Brasil e aponta o risco de interferência externa no processo eleitoral.

“Não se admite a interferência, direta ou indireta, de Estado estrangeiro sobre assuntos submetidos à soberania da República Federativa do Brasil, tampouco a produção, em território nacional, de efeitos decorrentes de atos unilaterais estrangeiros à margem dos mecanismos constitucionalmente previstos”, afirmou Dino.

 

O ministro ressaltou que existe um dever constitucional dos Poderes de proteger a liberdade do processo eleitoral e repelir interferências estrangeiras “incompatíveis com a livre formação da vontade do eleitorado brasileiro”.

A proibição de aporte de recursos estrangeiros em campanhas eleitorais está prevista na legislação eleitoral.

Uma resolução do TSE diz ser “vedado a partido político e a candidata ou candidato receber, direta ou indiretamente, doação em dinheiro ou estimável em dinheiro, inclusive por meio de publicidade de qualquer espécie, procedente de origem estrangeira”.

Minerais críticos

 

Na peça, Dino também fala sobre a necessidade de investigar se os financiamentos estrangeiros extraíram vinculados à exploração de terras raras e minerais críticos brasileiros.

“Cumpre, portanto, apurar quem teria formulado eventual proposta, a quem ela teria sido dirigida, por qual instrumento e em que consistiria a suposta contrapartida, tendo presente que os recursos minerais pertencem à União e sua exploração depende de autorização ou concessão concedida no interesse nacional”.

 

As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos usados em produtos de alta tecnologia. Brasil e China estão entre os países com grandes reservas. A procura por esses minerais aumentou com a expansão de tecnologias associadas à transição energética.

O que diz a Meta

 

A Meta negou ter favorecido qualquer candidatura. Em nota, a empresa afirmou que não toma partido em eleições e atribuiu os problemas relatados a incidentes técnicos.

A companhia também informou que uma falha em suas proteções permitiu que a ferramenta de inteligência artificial gerasse materiais de campanha favoráveis a Flávio Bolsonaro.

 Fonte: G1

Xi Jinping, da China, parabeniza Lula por reeleição e fala em ‘relação mais proeminente’ com Brasil

O presidente chinês, Xi Jinping, parabenizou nesta terça-feira (27) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição e falou em “relação mais proeminente” com o Brasil.

➡️ A China é o principal parceiro comercial do Brasil no mundo. Xi Jinping ainda não tinha se pronunciado após o resultado da eleição no Brasil.

Segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, Xi enviou uma mensagem a Lula desejando parabéns e destacou que o brasileiro “tem dado importantes contribuições para o desenvolvimento das relações China-Brasil”.

“Nos últimos anos, o presidente Lula e eu mantivemos estreita comunicação por diversos meios, liderando conjuntamente a construção de uma comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado para um mundo mais justo e um planeta mais sustentável, rumo a novos progressos”, disse o presidente chinês. “A natureza global, estratégica e de longo prazo da relação bilateral tornou-se mais proeminente, servindo como modelo de unidade e cooperação entre os países do Sul Global”.

 

Xi Jinping, ainda de acordo com a Xinhua, se disse “disposto a trabalhar com o presidente Lula para conduzir a construção da comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado a novos patamares, abrindo perspectivas mais amplas para a cooperação estratégica abrangente entre os dois países e aprimorando continuamente o bem-estar dos dois povos”.

O vice-presidente da China, Han Zheng, também enviou uma mensagem ao vice-presidente Geraldo Alckmin pela reeleição, disse a Xinhua. Fonte: G1

Milei é o único presidente da América do Sul a não reconhecer vitória de Lula

O presidente da Argentina, Javier Milei, era o único líder da América do Sul que ainda não havia reconhecido a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições brasileiras, até a última segunda-feira (26). A maioria dos líderes da região, muitos deles representantes da direita, reconheceu o resultado e parabenizou o presidente brasileiro reeleito.

Os dois países mantêm uma das relações comerciais mais importantes da América do Sul, com forte integração industrial e participação central no Mercosul.

➡️ Em 2025, o Brasil foi o principal destino das exportações argentinas, com mais de US$ 12,8 bilhões em vendas, e também sua maior origem de importações, com US$ 18,4 bilhões em produtos comprados, segundo dados do governo argentino.

A demora na comunicação se soma à lista de desavenças, desgastes e trocas de ataques mútuos entre os dois líderes. (Veja mais abaixo)

O líder colombiano Abelardo de La Espriella, que foi eleito com apoio do presidente americano Donald Trump e deu apoio público à campanha derrotada de Flávio Bolsonaro (PL), declarou que não têm afinidade e são de lados opostos do espectro político. Em sua fala de reconhecimento do resultado, entretanto, estendeu a mão para que os países continuem cooperando.

Já o equatoriano Daniel Noboa afirmou que a América Latina tem inimigos em comum e desafios compartilhados em sua mensagem de parabenização. O chileno José Antonio Kast disse que ligou para cumprimentar Lula e afirmou que os dois países têm um futuro em comum.

A líder peruana Keiko Fujimori defendeu o fortalecimento da aliança estratégica entre os dois países, com ênfase na integração, na cooperação e no desenvolvimento sustentável da Amazônia compartilhada. Rodrigo Paz, presidente boliviano, por sua vez, parabenizou o brasileiro e destacou os laços históricos entre Bolívia e Brasil.

Todos eles foram apoiados por Trump em suas campanhas eleitorais e, hoje, compõe o Escudo das Américas.

O Escudo das Américas é uma aliança multinacional de cooperação militar, política e econômica liderada pelo governo dos Estados Unidos para combater organizações criminosas transnacionais e o narcotráfico

Além deles, os demais presidentes do continente que felicitaram o brasileiro foram:

  • Yamandú Orsi, presidente do Uruguai;
  • Delcy Rodríguez, presidente da Venezuela;
  • Yamandú Orsi, presidente do Uruguai;
  • Santiago Peña, presidente do Paraguai;
  • Irfaan Ali, presidente da Guiana;
  • Jennifer Geerlings-Simons, presidente do Suriname.

 

As reações contrastam com a postura de Milei, a única exceção da região.

Ele apoiou o senador Flávio Bolsonaro (PL) durante a campanha eleitoral e fez críticas a Lula nas redes sociais às vésperas da votação. O presidente argentino chamou o brasileiro de “ladrão corrupto” e o acusou de fazer uma campanha suja.

O silêncio de Milei ocorre em um cenário de avanço da direita na América do Sul e de aproximação de governos conservadores com a gestão republicana dos Estados Unidos. Fonte: G1

Mais de 3 milhões de adolescentes que tomaram a primeira dose da vacina contra a dengue ainda precisam voltar aos postos de saúde para completar o esquema vacinal.

Como a vacina é aplicada em duas doses, a proteção completa só é adquirida após a segunda, que deve ser tomada três meses depois da primeira.

Os dados foram apresentados pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, em uma palestra na 28ª Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações, realizada no Rio de Janeiro, na semana passada.

Gatti mostrou que mais de 11,8 milhões de doses já foram administradas em todo o país, sendo 7,6 milhões como primeira dose, e 4,2 milhões como segunda.

Além disso, quase 4 milhões de doses distribuídas aos municípios ainda não foram aplicadas. O diretor do PNI lembrou que, no verão, os casos de dengue costumam subir no Brasil, o que pode ocorrer de forma mais intensa nesta temporada, por causa do El Niño.

“Vacinar adolescente, sem eles terem percepção de risco, é muito difícil. No caso da dengue, o ideal é vacinar no período intersazonal [em que a incidência da doença é mais baixa], para que a pessoa entre na sazonalidade protegida”, complementou.

Apesar de a farmacêutica japonesa Takeda, fabricante da vacina Qdenga, ter uma capacidade de produção que não atende a toda a população brasileira, o fornecimento para o público-alvo está garantido, afirmou Gatti.

Além das vacinas entregues em 2024 e 2025, o Brasil tem um contrato vigente que prevê a entrega de 9 milhões de doses este ano, e outras 9 milhões em 2027.

Disponível em todo o país

A vacinação contra a dengue no Brasil foi iniciada nos municípios mais afetados pela doença, avançando progressivamente, e já é feita em todo o país. O público-alvo são as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

Eder explicou essa decisão durante a palestra. Quando a vacina foi incorporada pelo Sistema Único de Saúde, os dados que comprovavam sua segurança eram mais robustos para a faixa etária de 4 a 16 anos. Dentro desse universo, as chances de adoecer com gravidade são maiores entre 10 e 14 anos.

“Olhando para o que o mundo e o Brasil produziram de conhecimento nos últimos anos, nós já temos mais dados de segurança e continuamos olhando para isso com muita atenção. A ampliação para faixas etárias mais velhas é uma possibilidade, até um desejo, mas a gente precisa ter cuidado com as questões operacionais, orçamentárias e de segurança”.

Vacina do Butantan

O diretor do PNI também esclareceu que a aplicação da vacina produzida pelo Butantan continua suspensa, após a identificação de três casos de dengue grave adquiridos após a vacinação, com dois óbitos, entre mais de 500 mil vacinados.

Ainda não está confirmado que a vacina tenha causado a doença, mas a coincidência temporal foi considerada um sinal de segurança pelo Ministério da Saúde, que decidiu suspender a vacinação em junho.

“Isso não cancela a vacina, mas nós temos a necessidade de avaliar com estudos complementares se, de fato, o sinal de segurança representa algo que compromete”, acrescentou Gatti.

O diretor do PNI classificou a vacina do Butantan como “uma grande esperança para o país”.

“É uma tecnologia nacional, e a nossa ideia era vacinar de 40 a 60 milhões de pessoas por ano, o que significa que, em três anos, nós conseguiríamos chegar a toda a população elegível do país. Mas, antes, precisamos sanar todas as lacunas geradas a partir desse sinal de segurança”, explicou o diretor do PNI.Fonte: Agência Brasil

TSE nega acusação de Flávio sobre expulsão de fiscais de sala-cofre

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disse nesta segunda-feira (26) ser falsa afirmação do candidato à Presidência derrotado no segundo turno, Flávio Bolsonaro, de que fiscais de seu partido, o PL, foram expulsos da sala-cofre da Corte durante a apuração. 

Flávio foi derrotado pelo presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por cerca de 4,4 milhões de votos.

“A sala-cofre do TSE não é um espaço aberto à visitação. Todas as demais unidades e áreas do Tribunal, como a Sala de Totalização, podem ser visitadas por fiscais de partidos, observadores internacionais, advogados e membros do Ministério Público, entre outros, que acompanham, de lá, desde o início, a totalização e a divulgação dos resultados do pleito”, esclareceu a Justiça Eleitoral.

O TSE confirmou que dois fiscais do PL estiveram no TSE, onde acompanharam o Teste de Integridade das Urnas, no subsolo do edifício-sede, em Brasília. Eles também estiveram na Sala de Totalização e na Sala dos Partidos Políticos, que fica no 5º andar do prédio. 

“Há registro de presença nos locais visitados, além de filmagem na Sala de Totalização, que comprovam o acesso livre dos fiscais às unidades do TSE”, diz a nota divulgada pelo tribunal nas primeiras horas desta segunda (26).

Após o TSE ter cravado o resultado da eleição, dando vitória a Lula com 51,79% dos votos, Flávio Bolsonaro disse, em discurso, ser “impossível” para ele reconhecer a derrota. No mesmo discurso, ele acusou a Justiça Eleitoral de ter retirado os fiscais da sala-cofre.

A justificativa que o candidato deu para não reconhecer a vitória de Lula foi a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que perto do horário de encerramento da votação, às 17h, decidiu prorrogar a eleição até as 19h em todo o território nacional.

A medida atendeu a pedidos da coligação Brasil Pronto Pra Mais, de apoio a Lula, e da própria candidatura de Flávio, que também solicitou a prorrogação junto ao TSE. Fonte: Agência Brasil