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Pacientes mortos pela covid desenvolveram fibrose pulmonar

Laboratório de Patologia Experimental da PUCPR, Profª Lucia de Noronha

Estudo realizado por professores da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) comprovou que pacientes que morreram em decorrência do novo coronavírus (covid-19) desenvolveram fibrose nos pulmões. O estudo apurou também que os pacientes que se recuperarem e sobreviverem à covid-19 provavelmente vão ter essa sequela pulmonar. 

“A pessoa vai ter alta, mas o pulmão vai ficar com essa fibrose. Isso não volta atrás. Vai ficar com um pouco de sequela e a sequela vai ser tanto maior quanto mais grave for a doença”, disse nesta quinta-feira (26) à Agência Brasil a professora da PUCPR Lucia de Noronha, que participou do projeto.

O estudo sugere que medicamentos que interfiram com esse processo de formação de fibrose, como o bloqueador da Interleucina-4 ou de TGF Beta, e até mesmo de corticoide, poderiam diminuir o quadro de fibrose pulmonar severa nos pacientes com covid-19. “Isso poderia fazer com que o paciente saísse com uma melhor condição pulmonar. Porque agora a gente não pode se preocupar somente com a cura, mas com a cura e o que fica no paciente após a cura. Ou seja, qual a sequela que ele vai ter”, disse Lucia.

Amostras

Os pesquisadores compararam seis amostras pulmonares de pacientes que morreram devido à covid-19 severa com dez fragmentos de pulmões de indivíduos infectados pelo vírus H1N1pdm09, responsável pela pandemia de gripe suína de 2009 e, também, com 11 amostras de pacientes que morreram por problemas cardíacos ou oncológico e não tiveram lesão pulmonar como causa da morte. “Na covid, a gente viu mais fibrose”. Segundo explicou a professora, existem dois motivos para isso. O primeiro é porque a lesão pulmonar da covid é diferente. Ela é mais afeita a fazer fibrose, por si só. Outro motivo é que a covid é uma doença mais longa.

No H1N1, em três dias o paciente ia a óbito ou começava a recuperar o pulmão. Já na covid, os pacientes ficam 30 dias na UTI. “É muito prolongado [o tempo de internação] antes dele receber alta. Esse tempo de lesão, esse tempo em que o pulmão fica sendo comprometido, propicia você ter mais fibrose. Não é só a gravidade da doença, mas é a gravidade mais tempo. São duas coisas”.

De acordo com informações da Escola de Medicina da PUCPR, a fibrose torna os tecidos espessos e rígidos, limitando a capacidade respiratória dos pulmões, uma vez que a condição dificulta a absorção e transferência de oxigênio para a corrente sanguínea.

Lucia de Noronha disse que a comparação com amostras de pacientes que não morreram em função de lesão pulmonar permitiu aos pesquisadores quantificar a fibrose. Foram usados fragmentos de pacientes mais ou menos da mesma idade. A conclusão é que as pessoas que morreram da covid-19 têm muito mais fibrose. “A gente consegue ver também que quanto mais tempo esse paciente ficou na UTI, mais fibrose ele tinha. Então, é gravidade dependente de tempo”.

Consequências

O tempo longo de permanência dos pacientes com covid-19 nas UTIs acarreta problemas como a falta de leitos disponíveis e traz consequências para os doentes, entre as quais a fibrose que “não tem volta”, ressaltou Lucia. Os pacientes que se recuperam da doença e recebem alta e têm pouca fibrose talvez não sintam muito porque toda pessoa tem uma reserva pulmonar, disse a professora. “A gente tem mais pulmão do que necessitaria, justamente para, se você tiver uma pneumonia, sobreviver”, explicou Lucia. Mesmo com pouca fibrose, o paciente pode ficar cansado se fizer muito exercício.

Tendo muita fibrose, mesmo caminhadas curtas ou subidas de escadas podem afetá-lo. “A restrição vai depender da quantidade [de fibrose]”. Em casos extremos, a pessoa pode ficar dependente de oxigênio. Fica com dificuldade respiratória, que é progressiva. “Quanto mais lesão, mais dificuldade respiratória”. Dependendo da extensão da lesão, o quadro pode levar à morte.

Pesquisa

Os pesquisadores definiram três ou quatro moléculas chave que estão envolvidas no resultado final da pesquisa, que é a fibrose, para poder sugerir um meio de bloqueio. Agora, o estudo terá continuidade com 25 pacientes que morreram de covid-19.

“O próximo passo é estudar esses 25 [pacientes] com mais moléculas que trabalham junto com essas três ou quatro. Digamos que eu estudei o capitão da equipe e agora vou estudar os soldados. Vou estudar outras moléculas para poder fechar melhor esse mecanismo. Nós estamos comparando com os pacientes que estão vivos e dos quais a gente coletou sangue. A gente já percebeu que é mais ou menos a mesma coisa. O que a gente viu nos mortos está vendo nos vivos”.

Segundo Lucia de Noronha, entender o que ocorreu com os mortos ajuda a entender o mecanismo que será dosado no sangue dos pacientes internados mas que receberão alta.

A pesquisa foi aprovada pelo Comitê Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). As famílias dos pacientes permitiram a biópsia. O resultado do estudo foi publicado na revista Scientific Report, considerada uma das principais publicações científicas do mundo.Fonte Agência Brasil

Volta de cobrança do IOF sobre crédito renderá cerca de R$ 2 bi

Moeda Nacional, Real, Dinheiro, notas de real,Cédulas do real

O retorno da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito renderá cerca de R$ 2 bilhões em um mês, disse nesta quinta-feira (26) o secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal. A alíquota zero, que acabaria no fim de dezembro, acabou na quarta (25) por meio de uma medida provisória editada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Com a MP, quem pegou dinheiro emprestado numa operação de crédito voltará a pagar 3% ao ano (empresas) e 6% ao ano (pessoas físicas) sobre o valor contratado, mais uma alíquota fixa de 0,38% por operação. Zerada para baratear a concessão de crédito durante a pandemia do novo coronavírus, a cobrança de IOF foi retomada para custear a isenção da tarifa de energia aos consumidores atingidos pelo apagão de três semanas no Amapá.

Segundo Funchal, a antecipação da medida em um mês não estava planejada e ocorreu por uma contingência, porque o IOF, por tratar-se de um imposto regulatório, tem efeito imediato sobre a arrecadação quando é reajustado. “É claro que o ideal é você ter algo planejado, mas teve uma eventualidade que foi a questão do Amapá e, para as ações de novas despesas poderem ser feitas, pela LRF [Lei de Responsabilidade Fiscal] era necessária uma compensação”, disse.

Também ontem, o governo editou medida provisória com crédito de R$ 80 milhões ao Ministério de Minas e Energia (MME). Funchal, no entanto, não explicou a divergência de valores entre os R$ 2 bilhões de arrecadação com o IOF e o valor repassado ao MME. Apenas disse que o governo agiu de forma conservadora, para evitar desrespeitar a LRF.

Inflação

Sobre o impacto da inflação sobre a gestão da dívida pública, Funchal disse que a recente alta no preço dos alimentos é transitória e não preocupa. “A gente tem confiança no time do Banco Central. Isso aí está bem controlado e claramente foi uma situação dessa inflação momentânea por conta de mudanças de padrão de consumo durante a pandemia”, declarou.

Segundo o relatório de dívida pública, divulgado ontem, cerca de 25% da Dívida Pública Federal é corrigida pela inflação. Essa é a proporção de títulos corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na dívida total.

Em relação aos elevados volumes de vencimentos da dívida pública em 2021, o secretário do Tesouro afirmou estar preparado. Ele reiterou que o órgão está recompondo o colchão da dívida pública, reserva financeira para pagar vencimentos caso as condições de mercado se agravem.Fonte Agência Brasil.

MARANHÃO- PRF iniciou transporte de mega turbina nesta sexta-feira (27)

PRF inicia transporte de mega turbina nesta sexta-feira (27)

O deslocamento de uma mega turbina, que será transportada do Porto do Itaqui até o município de Santo Antônio dos Lopes, distante 300 quilômetros de São Luís, está previsto para começar entre 6h e 8h da manhã desta sexta-feira, dia 27 de novembro de 2020. De acordo com o planejamento logístico, a carga gigante, de mais 100m de comprimento e peso superior a 350 toneladas, deverá atingir o trecho principal da BR-135 (no km 12 na localidade Ananandiba/ Pedrinhas) por volta das 09h, o que provocará lentidão no trânsito, no sentido crescente da via (capital para o interior do estado), visto que a velocidade média do conjunto transportador será de 7 km/h. O sentido decrescente (interior para a capital) não será afetado.

A turbina deverá chegar na Unidade Operacional da PRF em Pedrinhas ainda pela manhã e seguirá viagem apenas no dia seguinte.

A operação é extremamente complexa e toda a logística foi organizada pela PRF e pela empresa de engenharia e construção, responsável pelo transporte da carga.

O trecho a ser percorrido do Porto do Itaqui até a usina em Santa Antônio dos Lopes/MA é de aproximadamente 300 Km, com previsão inicial para conclusão do percurso no dia 10 de dezembro de 2020.

*Intervenções no trânsito*

🏁 _Porto do Itaqui a Santa Rita_

O percurso do Porto do Itaqui até Santa Rita vai ocorrer nos dias 27, 28 e 29 de novembro e será realizado *somente durante o dia*:

*Dia 27/11* – Porto do Itaqui até Unidade Operacional da PRF em Pedrinhas.

*Dia 28/11* – Unidade PRF até Bacabeira.

*Dia 29/11* – Bacabeira até Santa Rita.

🏁 _Santa Rita a Miranda do Norte_

Do município de Santa Rita/MA até Mirando do Norte/MA estão previstas sete interdições na BR 135, no *período das 23h até às 05h*:

*Dia 30/11* – km 80,7 – Santa Rita/MA

*Dia 1°/12* – Km 86,5 – Santa Rita/MA

*Dia 02/12* – Km 88,3 – Itapecuru Mirim /MA

*Dia 03/12* – Km 96,4 – Itapecuru Mirim/MA

*Dia 04/12* – Km 102 – Itapecuru Mirim/MA

*Dia 05/12* – Km 103 – Itapecuru Mirim

*Dia 06/12* – Km 122 – Miranda do Norte/MA

🏁 _Miranda do Norte até Santo Antônio dos Lopes_

Dia 07 a 10 de dezembro os deslocamentos ocorrerão *somente durante o dia*

*Sistema de Comunicação PRF*

O Sistema de Comunicação da PRF acompanhará a operação e atualizará as informações à imprensa e sociedade com intuito de minimizar possíveis impactos aos usuários da BR 135.

Informações atualizadas às 15h30 do dia 26/11/2020.

Fonte: PRF

POLÍCIA MILITAR RECUPERA VEÍCULO ROUBADO EM CAXIAS-MA

POLÍCIA MILITAR RECUPERA VEÍCULO ROUBADO EM CAXIAS-MA

Na manhã dessa sexta-feira (27), por volta das 09h, a Polícia Militar recuperou um veículo com restrição de roubo em Caxias-Ma.

Os policiais do Serviço de Inteligência do 2º BPM realizaram um levantamento e repassaram aos policiais da Força Tática que um homem de 37 anos estacionou um automóvel com restrição de roubo em frente a uma residência na Travessa 25 de agosto, no bairro Seriema.

De imediato, os policiais da Força Tática deslocaram até a residência para realizar a abordagem e revista ao indivíduo e ao veículo e verificaram que o automóvel Fiat Palio, cor branca, placa PID-2985, possuía restrição de roubo e foi tomado de assalto na cidade de Timon-Ma, nesta quinta-feira (26).

Os policiais acionaram o proprietário do veículo, que identificou o indivíduo como um dos autores do crime.

O indivíduo e o veículo foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil de Caxias para as providências cabíveis.

“Com essa ação, a Polícia Militar contabiliza um total de 263 veículos recuperados na área do 2º BPM em 2020”, afirmou o Major Daniel Kraieski Pires Lages, Comandante do 2º BPM.

*POLÍCIA MILITAR: GUARDIÃ DA SOCIEDADE.*

*ASSECOM/2° BPM*

Policiais militares do 17°BPM efetuam prisões após cumprimento de mandados

Em cumprimentos aos mandados 0000704-91.2019.8.10.0034.01.0001-11 e 0000704-91.2019.8.10.0034.01.0002-13, nas últimas horas da tarde desta quinta- feira, policiais militares da Força Tática do 17°BPM em Codó, saíram a captura, conforme determinavam os mandados, para apresentação à Justiça de dois homens acusados do crimes de roubo.
A determinação judicial se deu para dar maior segurança às investigações e caso haja a necessidade, de realizar novas diligências e garantir a segurança de testemunhas e vítimas dos envolvidos em práticas criminosas na Zona Rural de Codó.
De acordo com levantamentos preliminares, os dois homens apresentados na delegacia de Polícia Civil, têm envolvimentos em roubos na Zona Rural de Codó e durante cumprimento dos Mandados de Prisões, nenhum dos apresentados criaram dificuldades durante as ações dos policiais.
*17°BPM, Sua Segurança é Nossa Missão!*

Presidente do CNJ afirma que é preciso reescrever história do combate à corrupção no Brasil

“É voz corrente que a corrupção é uma coisa histórica aqui no Brasil. Não podemos nos acomodar diante disso. Temos que reescrever nossa história nesse âmbito.” A afirmação foi feita pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, durante a conferência magna do XIV Encontro Nacional do Poder Judiciário, na manhã desta quinta-feira (26/11), na sede do órgão colegiado.

A um público presencial e virtual – com transmissão pelo canal do CNJ no YouTube – formado por presidentes dos tribunais, conselheiros, representantes da Rede de Governança Colaborativa do Poder Judiciário e da área de Gestão Estratégica, entre outros integrantes do Sistema de Justiça, o ministro exaltou o esforço do país em solucionar essa questão histórica e cultural. “O Brasil hoje tem toda uma postura ideológica e jurídica, um sistema capaz de conjurar a corrupção e fazer com que o Brasil retorne a ser considerado uma das maiores economias do mundo, um dos melhores países do mundo.” O presidente do CNJ complementou afirmando que a sociedade tem papel de grande relevância na modificação desse paradigma.

Fux destacou ranking elaborado pelo Banco Mundial que classifica os países onde não se combate a corrupção, que acabam alijados dos investimentos estrangeiros. “Então, é por amor ao país que temos de fazer isso tudo, sem prejuízo do nosso dever de ofício de conjurar os magistrados e membros do Ministério Público às práticas criminosas.”

Conforme lembrado pelo ministro, o flagelo da corrupção rebaixou o Brasil da posição de 69º país de combate à corrupção para 105ª posição, “principalmente depois que vieram à lume todos esses detalhes minuciosos da operação Lava Jato”. Fux ressaltou que a operação revelou não apenas o financiamento de campanha mediante contrapartida, como também evidenciou a prática de atos de ofício que favoreciam determinados segmentos. “E todo o ato do poder público deve estar revestido de moralidade, que é princípio da Constituição Federal.”

Luiz Fux ressaltou ainda o que tem sido feito no âmbito do CNJ em relação ao tema: “Com toda modéstia, estamos lançando programas progressistas éticos que vão ajudar o Brasil no meio ambiente, na defesa dos direitos humanos, na introjeção à era digital e no combate à corrupção”.

Eficiência

O ministro elencou que o país tem meios para tornar cada vez mais eficiente o combate à corrupção: o endurecimento das leis no plano da coerção e da reparação dos danos; o reforço à independência dos órgãos de investigação, que têm dado demonstração de uma apuração que respeita os direitos do investigado e que também produz uma investigação eficiente; uma imprensa investigativa e livre; e, acima de tudo, amar o Brasil.”

Até esta sexta-feira (27/11), os presidentes dos 90 tribunais brasileiros definirão, por videoconferência, as metas nacionais e específicas que deverão pautar a atuação da Justiça em 2021. É a primeira vez que o evento, que chega a sua 14ª edição realizada pelo CNJ, ocorrerá de forma virtual, em função da prevenção aos riscos de contaminação da Covid-19. Além da alta administração, participarão do Encontro integrantes da Rede de Governança Colaborativa do Poder Judiciário, além dos servidores das áreas de gestão estratégica e estatística.

Carolina Lobo
Agência CNJ de Notícias

Criação de emprego no Brasil bate recorde em outubro o maior em 29 anos; Serviços impulsionam

A retomada da geração de empregos formais atingiu o quarto mês consecutivo em outubro — e de forma recorde. Segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) foram abertas 394.989 vagas com carteira assinada no mês, resultado de 1.548.628 admissões e 1.153.639 desligamentos. No acumulado do ano, porém, ainda há perda de 171.139 postos de trabalho formais.

O resultado de outubro foi o melhor para o mês da série histórica do Caged, iniciada em 1992, o que levou o ministro da Economia, Paulo Guedes, a comemorar. “O ano de 2020 será marcado pela pandemia, que atingiu tragicamente as famílias brasileiras, derrubou os empregos. Mas, reagimos com resiliência. Soubemos manter a economia girando para proteger as nossas empresas e podemos terminar o ano com saldo zero de perdas de empregos no mercado formal”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro também exaltou a boa notícia. “Se nós acreditarmos em projeções, vamos terminar o ano, o mês de dezembro com mais gente empregada do que em dezembro do ano passado, atravessando uma pandemia”, afirmou, em solenidade no Palácio do Planalto. A previsão, contudo, não deve se confirmar, uma vez que dezembro, historicamente, registra queda na geração de empregos, pois as empresas costumam dispensar trabalhadores temporários contratados nos meses anteriores para atender ao movimento de fim de ano.

Os dados do Caged mostram que o país perdeu menos empregos em 2020 do que nas crises de 2015 e 2016. Dos cinco grandes grupos de atividade econômica, quatro tiveram saldo positivo em outubro. O principal foi o setor de serviços, que abriu 156.766 vagas no mês. No comércio, foram criados 115.647 postos; na indústria, 86.426; na construção, 36.296.

Paulo Guedes afirmou que o Benefício de Auxílio Emergencial (BEM) — que permitiu às empesas reduzir salários e suspender contratos de trabalho durante a pandemia — ajudou no processo de manutenção dos empregos. “Foram quase 20 milhões de contratos, protegendo mais de 10 milhões de empregos. Agora, ligamos a máquina de criar de novo”, afirmou. Na segunda-feira, o ministro tinha estimado terminar o ano com saldo negativo de 300 mil postos.

Segundo Lisandra Barbero, especialista da XP Investimentos, os dados de outubro ficaram acima das expectativas. “A gente já esperava um resultado forte, mas veio ainda melhor. Esse dado é uma combinação de duas coisas: a retomada do setor de serviços e o aumento das admissões temporárias para o fim do ano”, explicou.

Para Barbero, a recuperação vai continuar em ritmo acelerado por conta do benefício emergencial. “Para 2020, esperamos uma perda de 241 mil postos de trabalho. Antes dos dados de outubro, a previsão era de recuo de 429 mil. Nós revisamos para cima a estimativa de novembro, prevendo, agora, a criação de 200 mil vagas”, disse. Para dezembro, a XP calcula destruição de 276,5 mil empregos.

De acordo com Rodolfo Peres Torelly, ex-diretor do Departamento de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho, este ano é totalmente atípico. “Há uma demanda reprimida e serviços e comércio estão se recuperando. Mas, dezembro sempre tem queda, já houve ano com perda de meio milhão de empregos no último mês do ano”, alertou.

Fonte:Correio Brasiliense

Mídia é importante parceira no combate à violência contra mulher

Violência doméstica violência contra a mulher

O trabalho da imprensa e da mídia é fundamental para a conscientização e combate ao feminicídio e  à violência contra mulher. Essa é a avaliação dos especialistas que participaram nesta quarta-feira (25) do debate promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre o papel da mídia no que se refere à divulgação de notícias que envolvam esse tipo de violência.

Nesta quarta-feira é celebrado o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. O debate Abordagem Midiática em Crimes de Violência contra Mulher foi transmitido pelas redes sociais do ministério.

Ao destacar a relevância dos meios de comunicação com relação ao assunto, o delegado Cláudio Alvares Sant´Ana, da delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande, no Mato Grosso, citou a novela Mulheres Apaixonadas, produzida pela Rede Globo em 2003, que resultou em discussões para a atualização da lei.

A trama apresentou um caso emblemático de violência contra a mulher, de uma professora de educação física que, agredida pelo marido, não conseguia sair do ciclo de violência. À época, segundo Sant´Ana, a punição para esses casos era muito branda.

“Essa novela trouxe o debate para dentro de todas as casas. Aquilo que, até então, era considerado ‘briga de marido e mulher, onde ninguém mete a colher’ foi exposto em horário nobre. Ali, a mídia teve um papel importante no desencadeamento da Lei Maria da Penha, deu um empurrão e, em 2006, a lei entrou em vigor”, destacou o delegado.

Para ele, o combate à violência contra a mulher passa pela mudança cultural da população, que deve começar pela inserção do debate sobre questões de gêneros nas escolas. “Nós temos arraigado em nossa sociedade a cultura do machismo. Viemos de um Estado patriarcal, em que o pai e o marido eram o dono da família, eles que ditavam as regras”, aafirmou.

Pensando nisso, a delegacia comandada por Sant´Ana desenvolveu o projeto Papo de Homem, que leva informação sobre a legislação e os direitos das mulheres por meio de palestras em parcerias com empresas, igrejas e escolas, por exemplo. De acordo com o delegado, o projeto já alcançou cerca de mil homens.

Mídia

Para ele o delegado Sant’Ana, também é papel da mídia ajudar na divulgação de trabalhos que possam reforçar os canais de denúncia, para que as mulheres possam quebrar o ciclo de violência. “Em todo o feminicídio existe o histórico de violência com ameaças e agressões”, disse. Ele afirmou que, nesse sentido, as reportagens devem tratar as vítimas e suas famílias com humanidade, contando suas histórias além das estatísticas.

A jornalista e analista política da CNN Brasil, Basília Rodrigues, afirmou que também é trabalho jornalístico se debruçar no assunto, ouvir especialistas sobre as questões sociais que levaram a mulher àquela situação de vulnerabilidade, como dependência financeira ou abuso psicológico.

“É feminicídio apenas? Não. Existem elementos que podem explicar até mesmo como uma outra mulher pode ser salva de um feminicídio. Há essa possibilidade de investigar, do ponto de vista conceitual e acadêmico, o que significa esse crime”, disse.

site de notícias Metrópoles desenvolveu no ano passado um projeto Elas por Elas, que contou as histórias das 33 mulheres que foram assassinadas no Distrito Federal em 2019. De acordo com a diretora-executivinformativo, Lilian Tahan, o projeto foi todo concebido por mulheres e traçou perfis complexos das vítimas.

“A partir dessa investigação profunda na vida das 33 mulheres que acabaram assassinadas, tiramos uma série de conclusões que nos ajudam, no dia a dia, a entender o processo de violência e subsidiar as autoridades públicas”, disse, contando ainda que com a morte delas, 73 crianças ficaram órfãs. “Foi muito exitoso do ponto de vista de agitamento social, de reflexão para sociedade. Ficamos muito satisfeitos que uma decisão bem pensada tenha tido um retorno importante nesse aspecto de gerar mais um ambiente de reflexão sobre a violência contra mulheres e suas consequências.”

Além disso, em destaque na página inicial do site, foi colocado um contador de violência com a mulher no DF, que terminou 2019 com o número de 16.954 mulheres agredidas.

Manual

Durante o debate, a gerente de conteúdo do portal UOL, Tatiana Schibuola, apresentou o Manual Universa para Jornalistas: Boas práticas na cobertura da violência contra mulhe, lançado nesta quarta-feira. Segundo Tatiana, o documento traz orientações para uma cobertura sensível e responsável de casos de violência.

O Ministério da Educação também produziu a cartilha Enfrentando a violência doméstica e familiar contra a mulher, que trata das leis e mitos e traz os canais de atendimento.

Para denúncias, o governo federal disponibiliza os canais de atendimento da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, o Disque 100, o Ligue 180 e o aplicativo Direitos Humanos Brasil, responsáveis por receber, ouvir e encaminhar denúncias de violações aos direitos humanos. Pelo aplicativo é possível, inclusive, enviar fotos e vídeos, que já antecipam a prova do crime. Todos esses canais também estão acessíveis em Libras, para pessoas surdas ou com deficiência auditiva.

O Ligue 180 está disponível 24 horas por dia, todos os dias, inclusive finais de semanas e feriados, e pode ser acionado de qualquer lugar do Brasil. Vítimas residentes do exterior também podem utilizar o serviço, sendo que cada país tem um número de telefone correspondente, que pode ser conferido na página do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.Fonte Agência Brasil

Governo oficializa cancelamento das festividades de Réveillon e Natal no Maranhão

Com celulares, público registra queima de fogos — Foto: De Jesus/O Estado

Com celulares, público registra queima de fogos — Foto: De Jesus/O Estado

O Governo do Maranhão já oficializou o cancelamento da tradicional festa de Réveillon e de qualquer evento de final de ano que envolva grande aglomeração de pessoas.

Em nota ao G1 Maranhão, o governo informou que a medida visa preservar a saúde da população e dos artistas. Também estão cancelados para este ano os shows natalinos na região central de São Luís.

Apesar do cancelamento das principais atrações, o governo disse que vai decorar alguns monumentos públicos com temas natalinos e garantir queimas de fogos em 22 pontos distribuídos por São Luís.

No Natal, a decoração será em três pontos de São Luís: prédio reformado da REFFSA; Praça Dom Pedro II (ambos no Centro Histórico); e o Parque Estadual do Sítio do Rangedor (Calhau). Além disso, serão exibidas projeções em vídeo durante o período natalino na REFFSA e no Palácio dos Leões.

Em Imperatriz, a Secretaria de Cultura afirma que já entregou a decoração especial de Natal, enfeitando toda a extensão do Calçadão, principal centro comercial público da cidade.

O cancelamento das festividades de fim de ano já era esperado. Em julho, o governador Flávio Dino (PCdoB) anunciou que havia 90% de chances de não haver festividades no Natal e no Réveillon em 2020 no Maranhão, por causa da pandemia do novo coronavírus.Fonte G1-MA