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Estudo identifica substância que pode conter avanço de Parkinson

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram substância capaz de barrar o avanço da doença de Parkinson. A AG-490, constituída à base da molécula tirfostina, foi testada em camundongos e impediu 60% da morte celular. Ela inibiu um dos canais de entrada de cálcio nas células do cérebro, um dos mecanismos pelos quais a doença causa a morte de neurônios. Não há cura para o Parkinson, apenas controle dos sintomas. 

“Estamos sugerindo que é esse composto que pode um dia, depois de muita pesquisa, que inclusive estamos continuando, ser usado na medicina humana”, explica o professor Luiz Roberto Britto, que coordena o projeto em conjunto com pesquisadores do Instituto de Química da USP e da Universidade de Toronto, no Canadá. Os resultados foram publicados na revista Molecular Neurobiology

A doença de Parkinson é caracterizada pela morte precoce ou degeneração das células da região responsável pela produção de dopamina, um neurotransmissor. A ausência ou diminuição da dopamina afeta o sistema motor, causando tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, além de alterações na fala e na escrita. A doença pode provocar também alterações gastrointestinais, respiratórias e psiquiátricas.

“A doença é progressiva, os neurônios continuam morrendo, esse é o grande problema. Morrem no começo 10%, depois 20%, mais um pouco, aliás o diagnóstico só é feito praticamente quando morrem mais de 60% naquela região específica do cérebro”, explica Britto. A identificação dessa substância pode estabilizar a doença em certo nível. “Não seria ainda a cura, mas seria, pelo menos, impedir que ela avance ao longo dos anos e fique cada vez mais complicado. O indivíduo acaba morrendo depois por complicações desses quadros.”

Substância

Britto explica que a AG-490 é uma substância sintética já conhecida da bioquímica. A inspiração para o trabalho veio de um modelo aplicado no Canadá, que mostrou que a substância teve efeito protetor em AVC, também em estudos com animais. Ele acrescenta que não são conhecidos ao certo os mecanismos que causam a doença, mas há alguns que favorecem a morte de neurônios. “Acúmulo de radicais livres, inflamação no sistema nervoso, erros em algumas proteínas e excesso de entrada de cálcio nas células”, cita. 

O estudo, portanto, começou a investigar esse canal de entrada de cálcio que se chama TRPM2. Pode-se concluir, com a pesquisa, que quando o canal é bloqueado, a degeneração de neurônios, especificamente nas regiões onde eles são mortos pela doença, diminuiu bastante. “A ideia é que, talvez, se bloquearmos esses canais com a substância, ou outras que apareçam, poderemos conseguir, pelo menos, evitar a progressão da doença depois que ela se instala”, diz o pesquisador.

As análises seguem e agora um dos primeiros passos é saber como a substância se comporta com uma aplicação posterior à toxina que induz à doença. Britto explica que no modelo utilizado, a toxina e o composto foram aplicados quase simultaneamente. Os pesquisadores querem saber ainda se o composto administrado dias depois da toxina levará à proteção dos neurônios. 

“Outra coisa que a gente precisa fazer, e já conseguiu os animais para isso, é usar um modelo de camundongo geneticamente modificado, que não tem esse canal TRTM2. Esperamos que os animais que não têm, geneticamente, esses canais para cálcio, sejam teoricamente mais resistentes a esse modelo de doença de Parkinson”, acrescenta. 

Também será necessário avaliar possíveis efeitos colaterais. “Esses canais de cálcio estão em muitos lugares do sistema nervoso e fora do sistema nervoso também. Bloqueando os canais, pode ser que se tenha alguma repercussão em outros lugares. Precisamos avaliar isso”. As análises seguem com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Fonte: Agência Brasil

Três a cada quatro brasileiros apontam o dinheiro como sua maior preocupação, diz pesquisa

Uma pesquisa da fintech Onze, cedida com exclusividade ao g1, mostra que 74% dos brasileiros dizem que o dinheiro é sua maior fonte de preocupação. O número é maior do que a angústia pela família (60%), pela saúde (57%) e pelo trabalho (44%).

A sondagem colheu respostas de 1.603 pessoas, todas elas trabalhadoras assalariadas em regime CLT. A segmentação da amostra é ainda mais preocupante, pois trabalhadores formais costumam ter renda maior que os informais.

Das principais dificuldades quando o assunto é dinheiro, a pesquisa destaca o sacrifício de montar um “colchão” de conforto financeiro. Apenas 17,8% dos entrevistados afirmaram que conseguem cobrir os gastos e poupar algum dinheiro ao fim do mês.

Na outra ponta, 42,7% disseram que a renda atual cobre os gastos, mas sem sobras. Outros 33,7% confidenciaram que os gastos são maiores que a renda mensal. Os demais não fazem nenhum controle financeiro e não souberam responder.

Estresse financeiro

Esse sentimento de pressão causado pelo dinheiro é chamado de “estresse financeiro”. Os impactos se espalham tanto pela saúde física como pela produtividade no trabalho e nas relações pessoais.

Dos entrevistados, 30,6% disseram que a preocupação constante com o dinheiro afeta o desempenho no trabalho. Dessa fatia, o principal sintoma é a perda de sono pela aflição financeira (59,1%), seguida de perda de foco (54,8%), mau humor e impaciência com colegas (20,3%) e necessidade de resolver pendências ao longo do dia (20%).

“Levando em consideração que o dinheiro é a maior preocupação de 74% dos entrevistados e 31% afirmam ter seu rendimento afetado, chegamos a uma média de 25% de trabalhadores afetados pelo estresse financeiro. Ou seja, 1 em cada 4 trabalhadores CLTs”, diz relatório da Onze.

Quando o assunto é a vida pessoal, 54,5% dos entrevistados admite que a preocupação financeira tem atrapalhado.

Entre os sintomas, o principal é a falta de energia para aproveitar o tempo com entes queridos (62,3%). Em seguida, mau humor e falta de paciência com a família (47,9%) e desentendimentos com o parceiro (32,6%).

Por fim, a Onze também avaliou os efeitos do estresse financeiro na saúde mental. Nada menos que 75% percebem influência. Lidera a sensação de ansiedade (71,6%), seguida de pensamento constante sobre pagamentos e dívidas (64,5%), desânimo (58,3%), irritabilidade (46,7%) e medo do futuro (45,9%).

Como superar o estresse financeiro?

Em entrevista ao podcast Educação Financeira desta segunda-feira (9), Ana Paula Netto, consultora financeira da Onze, afirma que o principal gatilho de estresse financeiro é a falta de organização.

“Com base em outras pesquisas que fizemos, o que te leva a ter saúde financeira é a disciplina. Mas as pessoas relutam em se organizar porque, em geral, associam dinheiro a sentimentos negativos”, diz.

Segundo a planejadora financeira Paula Bazzo, a quebra dessa inércia pode vir de um estudo de si mesmo sobre estilo de organização.

“Tem pessoas que não funcionam ao tentar ‘planilhar’ esses números. É preciso tirar esse peso de que tudo tem que ser planilhado. Tem pessoas que desistem antes mesmo de começarem”, afirma.

Bazzo diz que separar uma ou duas horas por semana para pensar nas obrigações financeiras em cada área da vida já pode ser um bom início. Assim, já se pode ter um norte para avaliar se a pessoa está dentro ou ultrapassou os limites.

“Para aquela pessoa que é completamente desorganizada e não se reconhece no processo de organização financeira, ter um orçamento um pouco mais simples é mais funcional do que tentar fazer uma planilha super complexa e cheia de gráficos”, diz a especialista.Por: G1 

Voto em trânsito é opção para quem perdeu prazo de transferir título

Novas urnas eletrônicas - TSE

Para quem perdeu o prazo para transferir o título de eleitor de cidade e ainda assim não quer abrir mão de votar, a Justiça Eleitoral ainda oferece como opção o voto em trânsito, que é um direito previsto no Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965).

Ainda assim, é preciso ter cuidado, pois também há um prazo para solicitar o voto em trânsito, que vai de 12 de julho a 18 de agosto. Antes de tudo, é preciso saber se há alguma pendência em relação ao seu título de eleitor. A situação atual do documento pode ser conferida no portal da Justiça Eleitoral.

Apenas quem estiver com a situação toda em ordem poderá votar em trânsito, uma vez que o cadastro do eleitorado já foi fechado, e assim não é mais possível resolver nenhuma pendência relativa ao título, como multas ou faltas não justificadas, por exemplo.

Caso esteja tudo certo, será necessário também já indicar em qual cidade o eleitor estará no dia da votação.

O Tribunal Regional Eleitora (TRE) de cada UF deverá divulgar, com antecedência, todas as seções eleitorais em que haverá voto em trânsito. Vale lembrar que a modalidade só é disponibilizada em municípios com mais de 100 mil habitantes, além das capitais.

Feita a inscrição, quem estiver na mesma unidade da federação (UF) de seu domicílio eleitoral poderá votar para os cargos de presidente, governador, senador e deputados federal e estadual. Já quem estiver, no dia da votação, fora da UF do seu domicílio eleitoral poderá votar somente para presidente.

As inscrições para votar em trânsito devem ser feitas por meio da internet, na opção Título Net, que abrirá a opção durante o período de inscrição.

É preciso, no entanto, estar seguro de se estará no dia da votação. O eleitor informar que votará em trânsito em determinada cidade e não comparecer deve justificar a ausência normalmente, mesmo que esteja em seu domicílio eleitoral original.

As Eleições 2022 estão marcadas para 2 de outubro, primeiro domingo do mês, conforme determina a Constituição. Eventual segundo turno para os cargos de presidente e governador está marcado para 30 de outubro.

No exterior

A Justiça Eleitoral alerta que não é permitido votar em trânsito em urnas instaladas fora do país. Contudo, quem possuir seu domicílio eleitoral em alguma das zonas eleitorais no exterior (ZZ), mas estiver no Brasil no dia da votação, pode pedir o voto em trânsito dentro do país.

Edição: Maria Claudia Agência Brasil

Enem: saiu resultado dos recursos para isenção da taxa de inscrição

Participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 fazem, neste domingo (28), segundo dia de avaliação, provas de matemática e de ciência da natureza.

Já está disponível, na Página do Participante, o resultado dos recursos para isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ressalta que a aprovação dos pedidos não garante a inscrição no exame.

“Os interessados em fazer o Enem 2022, isentos ou não, devem realizar a inscrição entre os dias 10 e 21 de maio, também pela Página do Participante” https://enem.inep.gov.br/participante/#!/, informa o instituto

Também está disponível na mesma página o resultado da justificativa de ausência na edição anterior do Enem.

Ainda segundo o Inep, o participante precisa apresentar login e senhas únicos cadastrados no portal do Governo Federal (gov.br). Dessa forma, é possível, acompanhar o resultado do recurso para a isenção da taxa de inscrição; e acompanhar o resultado da justificativa de ausência na edição de 2021 – além da inscrição no exame.

“Quem não possui o login único para acesso aos serviços prestados pelo Governo Federal pode criá-lo no endereço eletrônico acesso.gov.br. É necessário se cadastrar somente uma vez para ter acesso liberado a todos os serviços. Caso o participante já tenha cadastro, mas não lembre a senha, é possível recuperá-la”, explica o Inep. Por: Agência Brasil

Brasil negocia aumento da importação de potássio da Jordânia

pivôs centrais de irrigação, Plantação de soja

As importações de potássio da Jordânia para o Brasil poderão aumentar, de forma a garantir o fornecimento desse importante fertilizante para a agricultura brasileira. Essa é a expectativa manifestada hoje (7) pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, durante a visita que fez à fábrica Arab Potash Company (APC), naquele país.

Na visita da comitiva do ministério à fábrica, que produz mais de 2,4 milhões de toneladas de potássio por ano, Montes reuniu-se com o presidente da empresa, Maen Nsour, de quem ouviu manifestações de interesse em ampliar as vendas do fertilizante ao Brasil.

“Essa visita é indicativa que teremos relação estratégica comercial de longo prazo” disse Nsour ao elogiar o potencial do mercado brasileiro para seu produto. “O Brasil é importante porque trabalha para a segurança alimentar do mundo”, disse o empresário.

Segundo o ministério, a Jordânia é o 7º maior produtor mundial de potássio, sendo a APC a oitava maior produtora mundial de potássio em volume. “As operações da APC estão localizadas a 110 km ao sul de Amã, onde a Companhia produz quatro tipos de potássio: potássio padrão, fino, granular e industrial”, informou a pasta.

Durante a visita à fábrica, Montes disse estar otimista com as negociações em curso. “Estamos acertando para que ela continue fornecendo potássio ao Brasil. Estamos recebendo uma quantidade razoável atualmente e, no próximo ano, receberemos aproximadamente 500 mil toneladas. Quem sabe em dois ou três anos passemos a receber mais de 1 milhão de toneladas dessa empresa”, disse o ministro brasileiro.

“Recebemos também a notícia de que a empresa abrirá escritório ono Brasil, para as negociações ficarem mais próximas”, acrescentou

De acordo com o Mapa, o Brasil importa cerca de 85% de todo o fertilizante usado na produção agrícola nacional. No caso do potássio, o percentual importado é de cerca de 95%.

O Brasil é o quarto maior consumidor do fertilizante e, em 2021, as importações desse produto ficaram acima de 41 milhões de toneladas, o que, segundo o ministério, equivale a mais de US$ 14 bilhões.

Nos próximos dias, a comitiva do Mapa visitará Egito e Marrocos, para tratar também do fornecimento de fertilizantes e da ampliação de investimentos no Brasil.

Edição: Nira Foste: Agência Brasil

Chuvas em SC causam três mortes e desalojam 7,1 mil pessoas

Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC)

Pelo menos três pessoas morreram em decorrência das chuvas que assolam Santa Catarina desde o início da semana. De acordo com a Defesa Civil do estado, 115 municípios relataram ocorrências que vão desde alagamentos e deslizamentos a quedas de árvores e muros – o que, segundo as autoridades locais, acabou por afetar 44 mil pessoas.

Até o momento, 14 municípios declararam situação de emergência. O total de desalojados está em 7,1 mil; e o de desabrigados, em 518. A Defesa Civil informa que, dos três óbitos confirmados, dois ocorreram no município de São Joaquim e outro no município de Urubici.

Em nota, o governo de Santa Catarina diz ter distribuído “itens de assistência humanitária, entre cestas básicas, água potável, colchões, kits de higiene pessoal e limpeza”, e que equipes foram enviadas aos locais impactados para dar apoio às ações das prefeituras.

Os municípios em situação de emergência são: Tubarão, Orleans, Forquilhinha, Urubici, Maracajá, Araranguá, São Joaquim, Lages, Laurentino, Alfredo Wagner, Rio Rufino, Taió, Anitápolis e Monte Carlo.

Segundo a Defesa Civil, os municípios de Benedito Novo e São Domingos devem ter situação decretada em breve, caso a situação não melhore.

Aulas suspensas

Diante da situação, a Secretaria da Educação estadual suspendeu, desde quarta-feira (4) as aulas em 152 escolas, sob a justificativa de que a locomoção dos estudantes estava inviabilizada devido às chuvas.

“As suspensões atingem escolas das coordenadorias regionais de Educação de Araranguá, Criciúma, Florianópolis, Ibirama, Laguna, Rio do Sul, Taió e Tubarão. A reposição das aulas está garantida para cumprimento dos 200 dias letivos previstos em lei”, informou, em nota, a secretaria.

Edição: Valéria Aguiar Agência Brasil

Petrobras tem autorização do Ibama para simulado pré-operacional no AP

A Petrobras teve autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para realizar um simulado para avaliação pré-operacional na região do Amapá em águas ultra-profundas. “A Petrobras tem que mostrar toda a capacidade de contenção de qualquer vazamento”, explicou nesta sexta-feira (6) o diretor de Exploração e Produção, Fernando Borges da companhia. 

Borges disse que a sonda de perfuração já foi contratada e a empresa vai contratar sete barcos de apoio a essa operação e dois helicópteros. “Você simula um derrame que é feito lá, no local, com todos os recursos disponíveis e há demonstração de que os recursos alocados são competentes para você lidar com qualquer evento”.

Borges disse que, a partir desse simulado, o Ibama vai poder emitir a licença de perfuração e a Petrobras, de imediato, poderá dar início à operação de perfuração no bloco, que fica distante 160 quilômetros da costa do extremo norte do Amapá, a cerca de 40 quilômetros da divisa com a Guiana. 

“A gente espera o retorno à exploração na margem equatorial [do Amazonas], uma vez que o último poço perfurado lá data de 2015, sendo que é uma região que vai desde o Amapá até o Rio Grande do Norte”. A estatal tem, na região, em torno de 450 poços perfurados exploratórios ou de produção. “A Petrobras está preparada para atender todos os requisitos para o devido licenciamento ambiental e a gente espera que isso abra a oportunidade de a gente continuar a exploração nas demais bacias da margem equatorial”.

Para 2022, em relação à atividade exploratória, a Petrobras prevê perfurar nove poços offshore (alto mar), sendo oito no Brasil e um na Colômbia, além de parceria em um poço explorador na Argentina. Desse total de oito poços no Brasil, três já foram perfurados. As próximas perfurações incluem dois poços na Bacia Marítima do Espírito Santo e um poço no Amapá, em águas profundas.

Edição: Fábio Massalli Agência Brasil

Saúde investiga 7 casos suspeitos de hepatite misteriosa em crianças

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (6) que monitora sete casos suspeitos de um tipo de hepatite aguda infantil de origem até agora desconhecida. Três são no estado do Paraná e quatro no Rio de Janeiro. Os casos seguem em investigação. 

Segundo a pasta, os Centros de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs) monitoram junto a Rede Nacional de Vigilância Hospitalar (Renaveh) qualquer alteração do perfil epidemiológico, bem como a detecção de casos suspeitos da doença.

A pasta orienta aos profissionais de saúde e da rede de vigilância que suspeitas sejam notificadas imediatamente.

No sábado (30), a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou a primeira morte relacionada à hepatite infantil, sem informar detalhes. Ainda de acordo com a OMS, pelo menos 17 jovens precisaram de transplante de fígado. Em nota, a entidade descartou qualquer relação da doença, que causa inflamação no fígado, com a vacinação contra a covid-19.

De acordo com a agência de notícias Reuters, já são cerca de 200 casos da misteriosa doença. Mais da metade dos casos são no Reino Unido. O restante se divide entre 11 países pelo mundo. Na América Latina, além do Brasil, foram reportados casos da hepatite misteriosa na Argentina e no Panamá. 

Apesar de ainda ser um mistério, pesquisadores avaliam que a origem dos casos de hepatite em crianças pode ser o confinamento devido à pandemia de covid-19. Para os cientistas, o isolamento dificultou que as crianças continuassem desenvolvendo seus sistemas imunológicos.

Edição: Fábio Massalli Agência Brasil

Petrobras: bom resultado da companhia repercute para toda sociedade

José Mauro Ferreira Coelho, Presidente da Petrobras

O presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, disse hoje (6), no Rio de Janeiro, em coletiva online, que não há relação significativa entre os resultados da companhia e o reajuste dos preços dos combustíveis. A estatal teve  lucro de R$ 44,5 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Coelho explicou que 80% dos ganhos no período foram provenientes da atividade de exploração e produção de petróleo e 20% dos demais segmentos.

Segundo o presidente da estatal, no primeiro trimestre de 2022, a Petrobras pagou em tributos para a União, estados e municípios uma vez e meia o valor do seu lucro líquido. “Um bom resultado da Petrobras se repercute também para a sociedade como um todo. Isso gera investimentos em saúde, saneamento, transporte e uma série de outros investimentos importantes”.

Coelho disse que, no primeiro trimestre deste ano, em tributos e participações governamentais, foram pagos mais de R$ 70 bilhões. Segundo o presidente, cada R$ 1 bilhão investido pela Petrobras gera cerca de 10 mil empregos. “Então, é emprego e geração de renda na veia”.

Gestão

Em relação ao resultado do primeiro trimestre, Coelho disse que a última vez em que o preço do barril do petróleo no mercado externo esteve acima dos US$ 100 ocorreu no primeiro trimestre de 2014, quando o preço atingiu US$ 108. Ele analisou que, mesmo com o preço à média de US$ 108 o barril, a Petrobras não teve, àquela época, resultado como o registrado agora. “Porque não é simplesmente uma questão de preço elevado de petróleo mas, sim, uma questão de uma gestão eficiente, comprometida com a busca pelo resultado, a redução de custos”.

O presidente disse que entre o primeiro trimestre de 2014 e o primeiro trimestre de 2022, a Petrobras teve uma redução da dívida de US$ 160 bilhões para menos de US$ 60 bilhões, uma redução de 65% no pagamento de juros proveniente de financiamentos, redução de 30% na produção de petróleo e gás natural, queda de 60% nos custos das despesas administrativas, queda de mais da metade dos custos de extração de petróleo e redução de 30% nos custos de refino. Coelho disse que a companhia tem hoje uma gestão comprometida com o resultado e a redução de custos.

O presidente da Petrobras disse que o aumento do preço do petróleo em todo o mundo, nos três primeiros meses deste ano, se refletiu em lucros de todas as grandes petroleiras globais. Ele destacou também que dos cerca de 800 mil acionistas da Petrobras, 700 mil são brasileiros. Em relação à questão de preços, Coelho considerou legítima a preocupação do presidente da República em relação aos preços mais elevados dos combustíveis, “que acontece em todo o mundo” e resulta em preocupação de todos os líderes governamentais.  “Por outro lado, por dever de diligência, os administradores da Petrobras e de todas as empresas de capital aberto devem atuar alinhados de acordo com a atual política de preços da companhia”.

O presidente destacou, por outro lado, que a Petrobras não é insensível à sociedade brasileira, principalmente em momentos atípicos como atual, no qual o conflito no Leste Europeu acaba impactando muito os mercados de energia, em especial, agora, o mercado de diesel. “A Petrobras acompanha os preços de mercado, mas não repassamos essa volatilidade momentânea de imediato. Mas, claro também, em determinados momentos, reajustes devem ser feitos para que a gente mantenha a saúde financeira da nossa companhia”. 

Reajuste

Os preços de combustíveis estão há 57 dias sem reajustes. O diretor de Comercialização e Logística, Cláudio Mastella, esclareceu que não há limite estabelecido para novo reajuste e que não há risco de desabastecimento, porque o mercado está suprido tanto pelo refino brasileiro, como por importações da Petrobras e de terceiros. “Os estoques estão confortáveis”, assegurou. 

Segundo Mastella, a Petrobras monitora os mercados internacionais e avalia os preços coletivos. Ele esclareceu que a companhia evita repassar a volatilidade de preços para o mercado interno porque, a cada dia, pode haver situações de defasagem para cima ou para baixo. “A gente aguarda estabilização de defasagem em um patamar para então implementar mudanças”.

Edição: Fábio Massalli Agência Brasil

Caoa anuncia fechamento da fábrica e demissão de 480 trabalhadores

Caoa vai parar produção em SP para adaptação a elétricos; sindicato fala em fechamento

A montadora Caoa Chery comunicou ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, nesta quinta-feira (5), que vai fechar a fábrica de Jacareí e demitir cerca de 480 trabalhadores. Segundo o sindicato, a decisão pegou os metalúrgicos de surpresa.

Em reunião com o sindicato, na quinta-feira, a direção da Caoa Chery informou que um modelo sairá de linha, e dois modelos passarão a ser importados da China. Com isso, a empresa pretende encerrar toda a produção de Jacareí (SP). A fábrica informou que a unidade passará por uma modernização para a produção de carros elétricos, que começaria apenas em 2025.

Em nota, a montadora informou que está atenta às demandas globais em relação à mobilidade sustentável e assume o compromisso com o Brasil e seus consumidores de eletrificar todos os modelos de seu portfólio até o final de 2023. Com isso, inicia um grande processo de remodelação da sua unidade fabril em Jacareí, interior de São Paulo.

“Esta é a primeira vez que a fábrica, inaugurada em 2015, passará por uma atualização desse porte. Localizada em um ponto estratégico de São Paulo, com fácil acesso às principais rodovias do país, a unidade fabril passará por mudanças para adequação dos processos produtivos que permitirão a introdução de novos produtos concebidos a partir de plataformas de última geração, equipados com propulsores híbridos ou 100% elétricos”.

A adaptação da unidade de Jacareí terá como parâmetro os processos produtivos já adotados na fábrica da Caoa Montadora, localizada em Anápolis (GO), informou a montadora. “Para que as mudanças ocorram de forma efetiva, a Caoa Chery informa a parada temporária da unidade fabril de Jacareí (SP). A suspensão das atividades tem como objetivo ajustar os processos produtivos da planta para novos modelos com tecnologias híbridas e elétricas, visando a modernização e atualização das linhas de produção.”

Já em relação aos colaboradores da planta de Jacareí, a empresa informou que está em negociação com os representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região para a definição de um pacote de indenização suplementar, “além do regular pagamento das verbas rescisórias legais, seguindo o seu compromisso de respeito aos trabalhadores”, informou a nota.

Segundo o sindicato, com a decisão, todos os 370 metalúrgicos da produção de Jacareí seriam demitidos. A empresa informou também que pretende dispensar mais da metade dos funcionários do administrativo, setor que hoje conta com 230 trabalhadores na planta. O restante do efetivo seria remanejado para outras unidades da montadora.

A fábrica da Chery foi inaugurada em Jacareí no dia 28 de agosto de 2014. Em 2017, metade da operação da montadora chinesa no Brasil foi comprada pelo Grupo Caoa.

Assembleia dos trabalhadores

Em assembleia na manhã desta sexta-feira (6), os metalúrgicos da Caoa Chery em Jacareí aprovaram o início de uma campanha contra o fechamento da fábrica e pela manutenção dos postos de trabalho. Como parte da campanha, os trabalhadores aprovaram a proposta de abertura de layoff a partir de junho para todos os funcionários da montadora.

A proposta foi apresentada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região. Foi aprovada ainda uma campanha política, cobrando do poder público medidas que barrem o fechamento da fábrica e preservem os postos de trabalho na planta de Jacareí.

Na mesma assembleia, foi rejeitada por unanimidade a proposta apresentada pela empresa para demissão dos trabalhadores e pagamento de três salários nominais como indenização. O resultado será levado pelo sindicato à montadora, em uma nova reunião marcada para terça-feira (10).

Na negociação ocorrida na manhã de ontem (5) com a direção da Caoa Chery, o sindicato propôs o layoff (suspensão de contrato) de cinco meses a partir de 1º de junho, com mais três meses de estabilidade para todos os trabalhadores, garantindo os empregos até janeiro.

“O programa seria uma alternativa para evitar a demissão em massa anunciada pela empresa, com o fechamento da fábrica em Jacareí”, segundo a nota enviada pelo sindicato.

Passeata

Logo após a assembleia desta sexta-feira, cerca de 400 trabalhadores saíram em passeata até a prefeitura de Jacareí. Junto com o sindicato, eles reivindicam ao prefeito Izaias Santana (PSDB) e à Câmara Municipal a proposição e aprovação de um projeto de lei que proíba o fechamento da fábrica. Uma reunião com o prefeito foi agendada para hoje (6), às 15h.

Como parte da campanha pela preservação dos empregos e manutenção da fábrica na cidade, os trabalhadores iniciam hoje um acampamento em frente à montadora.

“Não vamos permitir que a Caoa Chery, que foi amplamente privilegiada com benefícios fiscais, simplesmente demita os trabalhadores e feche a fábrica na cidade. Vamos fazer uma grande campanha contra esse total desrespeito aos trabalhadores e à população de Jacareí, que certamente sofrerá forte impacto com essa medida. Assim como fizemos na Avibras, onde conseguimos reverter as 420 demissões, vamos lutar com toda força em defesa dos empregos na Caoa Chery”, afirmou o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.

Edição: Maria Claudia Agência Brasil