Blog do Walison - Em Tempo Real

Mulher é presa por estelionato em Santa Quitéria do Maranhão

Na última sexta-feira (12), em Santa Quitéria do Maranhão, a cerca de 350 km de São Luís, uma ação integrada entre a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) e a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA) resultou na prisão de uma mulher investigada por estelionato qualificado. O crime teria sido praticado no município de Maracaçumé, localizado a cerca de 470 km da capital.

De acordo com as investigações, a suspeita integrava uma associação criminosa que utilizava uma empresa de fachada para atrair vítimas. O principal alvo do grupo eram pessoas idosas e em situação de hipervulnerabilidade.

Segundo a polícia, o golpe consistia em coletar a biometria facial das vítimas sob falsos pretextos. Em seguida, os criminosos contratavam empréstimos bancários de altos valores em nome delas. O dinheiro obtido era imediatamente desviado e distribuído por meio de transferências eletrônicas via PIX.

Ainda de acordo com a polícia, a investigada fugiu de Maracaçumé e passou à condição de foragida da Justiça. As investigações apontaram que ela estava escondida em Santa Quitéria do Maranhão, onde já era investigada pela delegacia local por suposto envolvimento com associação para o tráfico de drogas.

A partir da troca de informações entre as delegacias de Santa Quitéria e Maracaçumé, os policiais identificaram o paradeiro da suspeita. Com o apoio da PM-MA, a equipe realizou a abordagem e efetuou a prisão da investigada em uma via pública da cidade.

Após ser conduzida à delegacia para os procedimentos legais, a mulher será encaminhada para a Unidade Prisional de Ressocialização (UPR) de Chapadinha, onde permanecerá à disposição da Justiça. Fonte: G1-MA

Após ser solto, suspeito de manter adolescente maranhense sob trabalho escravo e abuso sexual está foragido no DF

A Polícia Civil está à procura Adão Silva de Sousa, que é o principal suspeito de tirar uma adolescente de 15 anos do Maranhão e levá-la para ficar em regime de trabalho análogo à escravidão e abusos sexuais no Distrito Federal.

O caso foi revelado no dia 8 de junho, após uma operação conjunta entre a Polícia Militar do DF e o Conselho Tutelar. Adão e a esposa foram presos em flagrante na região de uma fazenda onde moram no Incra 7, em Brazlândia.

Durante a fiscalização, os agentes constataram que a adolescente era submetida a jornadas de trabalho na propriedade rural e que os valores devidos pelo seu esforço eram integralmente retidos e apropriados pelo casal, configurando trabalho forçado sem remuneração.

O casal também já possuía histórico de acompanhamento pela prática de trabalho infantil, uma vez que os outros filhos do casal, de 11 e 13 anos, também trabalhavam e não estavam matriculados na escola.

“Era uma ocorrência envolvendo uma adolescente de 15 anos, um marido e uma mulher. Chegando ao local, a Polícia Militar fez contato com a esposa que admitiu que trouxe essa adolescente do Maranhão para que prestasse serviços na residência, na área rural e também tivesse relações sexuais com o marido. Essa mulher foi presa imediatamente”, declarou o major Edimar Oliveira, porta-voz da Polícia Militar do DF.

Em seguida, os policiais foram até o local de trabalho de Adão. Segundo a polícia, ele portava uma faca, desobedeceu às ordens e fugiu para uma área de mata. Ele só foi preso após uma força-tarefa da PM que contou com a ajuda de um helicóptero.

Após as prisões, a adolescente de 15 anos foi acolhida e encaminhada para os cuidados do Conselho Tutelar, onde posteriormente foi levada para um abrigo para receber atendimento psicológico e possa ser cuidada até retornar ao Maranhão.

Reviravolta

 

Após serem presos, a esposa de Adão alegou ainda que a menina teria sido levada ao Distrito Federal com o objetivo de gerar um “filho” para Adão, em um relacionamento a três.

Mas, embora os suspeitos tenham chegado a ser detidos pela Polícia Militar na semana do resgate, os dois foram liberados na ocasião porque a Polícia Civil disse que não tinha elementos para a prisão em flagrante.

Somente após a soltura do casal, a Polícia Civil reuniu provas e pediu a prisão preventiva de ambos. Porém, apenas a mulher foi localizada e presa. Adão segue foragido.

Ele é considerado foragido da Polícia Civil — Foto: Reprodução/Polícia Civil

Ele é considerado foragido da Polícia Civil — Foto: Reprodução/Polícia Civil

Atualmente, a Polícia Civil intensificou as buscas pelo foragido e conta com o auxílio da população para localizar Adão Silva de Sousa. Quem possuir informações sobre o paradeiro do suspeito pode entrar em contato com o telefone 197; o sigilo é absoluto.

Enquanto as buscas continuam, o casal deverá ser indiciado por exploração sexual de menores e estupro de vulnerável, com a possibilidade de responderem também por trabalho análogo à escravidão, caso haja confirmação.

Por se tratar de um caso envolvendo menor de idade, a identidade dos pais e a cidade de origem da adolescente são mantidas em sigilo e o caso está em segredo de justiça.

Conduta dos pais

 

PM prende casal suspeito de abusar de adolescente e submetê-la a trabalho análogo à escravidão no DF — Foto: PMDF

PM prende casal suspeito de abusar de adolescente e submetê-la a trabalho análogo à escravidão no DF — Foto:

As investigações revelaram ainda que a jovem foi tirada do Maranhão e levada ao Distrito Federal sob a falsa promessa de acolhimento em um ambiente familiar. O pai e a mãe da menina também são investigados, sendo que o pai sabia que a menina iria ao DF, mas alegou que acreditava que ela estaria em um ‘ambiente saudável’.

“O genitor sabia que ela viria, só não sabia que era para viver como trisal. Já a mãe sequer sabia da viagem da filha”, afirmou a conselheira Tutelar de Brazlândia, Roberta Bonifácio. Fonte: G1-MA

MP aponta ligação com facção em esquema que desviou R$ 9,6 milhões de emendas de projetos sociais em São Luís

grupo criminoso alvo de uma operação coordenada pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), nesta segunda-feira (15), teria desviado cerca de R$ 9,6 milhões em verbas parlamentares destinadas a projetos sociais. Segundo as investigações, o esquema também apresentava indícios de ligação com facção criminosa por meio de um núcleo armado e de intimidação.

A Operação Benedictio teve como alvo mais de 15 pessoas, dentre eles, o vereador de São Luís, Beto Castro (Avante), preso em flagrante por posse ilegal de arma e o ex-vereador Umbelino Júnior.

De acordo com o Ministério Público, a investigação começou a partir da análise de prestações de contas de recursos públicos, sendo conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

O grupo teria criado uma rede formada por empresas de fachada, operadores financeiros, agentes políticos e colaboradores que eram responsáveis por ocultar a origem e a destinação dos recursos. Ainda segundo o MP, há indícios do uso do “Instituto Sê Tu Uma Bênção” para o desvio dos recursos públicos destinados à população mais vulnerável.

Ligação com grupos criminosos

 

O esquema contava ainda com um núcleo armado e de intimidação ligado a facção criminosa Primeiro Comando do Maranhão (PCM), segundo o Ministério Público do Maranhão.

Parte dos recursos desviados teria sido usado para sustentar uma rede de proteção privada, para blindar a liderança do grupo e impor o silêncio aos moradores sobre áreas de domínio do grupo criminoso.

Ao todo, a Justiça autorizou 17 mandados, sendo sete de prisão preventiva e dez de busca e apreensão, expedidos pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados.

Para o MP, os pedidos de prisão preventiva foram solicitados para interromper a atuação do grupo, não havendo outra medida cautelar alternativa capaz de produzir o mesmo efeito.

Os mandados de prisão foram expedidos contra:

  • Lucivânia Silva Alves Siqueira
  • Robson de Oliveira Siqueira
  • José Roberto Santos Cunha
  • Cristiana Serra Duarte Cunha
  • Evânia Maria Sousa Nicácio
  • Evano Hícaro dos Santos Soares
  • Josué Santos da Silva, conhecido como “Gaspar”

 

g1 tenta contado com a defesa dos investigados.

Apreensões

 

Durante a operação, as equipes apreenderam celulares, computadores, notebooks e mídias de armazenamento, além de documentos, registros contábeis, mais de R$ 300 mil em dinheiro em espécie, armas e veículos de luxo.

Os equipamentos eletrônicos e mídias digitais serão encaminhados ao Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD/MPMA) para extração e análise dos dados, enquanto os demais bens permanecerão sob a guarda dos órgãos responsáveis, conforme sua natureza e destinação legal.

A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), com apoio da Polícia Militar do Maranhão (PMMA).

Veículos de luxo foram apreendidos na operação — Foto: Reprodução/Ministério Público do Maranhão

Veículos de luxo foram apreendidos na operação — Foto: Reprodução/Ministério Público do Maranhão

Operação Benedictio

 

O nome da operação tem origem na palavra latina Benedictus, que significa “abençoado”, em referência direta ao Instituto Sê Tu Uma Bênção, entidade investigada no caso. A escolha busca estabelecer um contraste simbólico entre a finalidade social que motivou a criação da instituição e os fatos apurados durante as investigações.

A Operação Benedictio também faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que reúne os Grupos de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaecos) dos Ministérios Públicos de todo o país. A ação integra um conjunto de iniciativas simultâneas voltadas ao enfrentamento de organizações criminosas e de diferentes modalidades de atuação desses grupos. Fonte: G1-MA

Justiça manda soltar vereador preso por posse ilegal de arma durante operação que apura desvio de emendas no MA

A Justiça do Maranhão concedeu liberdade provisória com medidas cautelares ao vereador de São Luís, Beto Castro (Avante), preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, nesta segunda-feira (15), durante uma operação do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) que investiga um grupo suspeito de desviar R$ 9,6 milhões em emendas parlamentares destinadas a projetos sociais.

A decisão é da juíza Larissa Rodrigues Tupinambá Castro, da 1ª Central das Garantias e Inquéritos da Comarca da Ilha de São Luís. Segundo a magistrada, embora a apreensão da arma seja um fato grave, não há elementos suficientes que justifiquem a prisão preventiva.

Durante a operação, os agentes encontraram uma pistola Taurus G2C calibre 9mm, 11 munições no carregador, outras 12 munições em um veículo vinculado a ele, além de dinheiro em espécie e outros bens.

A juíza destacou ainda que a investigação principal segue em fase inicial e que eventuais elementos sobre a periculosidade do vereador deverão ser analisados no processo que apura o suposto esquema criminoso.

Na decisão, a magistrada cita uma condenação de Beto Castro por posse ilegal de arma de fogo em 2022, cuja pena foi substituída por medidas restritivas de direitos e ainda aguarda julgamento de recurso. Também menciona um processo por estelionato, de 2017, no qual ele recebeu suspensão condicional do processo mediante o ressarcimento de R$ 100 mil.

Apesar dos antecedentes, a juíza entendeu que eles não justificam, por si só, a prisão preventiva. A decisão destaca que o vereador possui residência fixa, família constituída, advogados constituídos e exerce mandato eletivo em São Luís, fatores que demonstram vínculo com a cidade e reduzem o risco de fuga.

A decisão concedeu liberdade provisória desde que o vereador compareça periodicamente à Justiça para informar e justificar suas atividades, além de estar proibido de deixar a comarca sem autorização judicial. Caso descumpra as determinações, poderá voltar a ser preso preventivamente.

Esquema desviou R$ 9,6 milhões em emendas

 

Operação realizada pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) — Foto: Divulgação/Ministério Público do Maranhão

Operação realizada pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) — Foto: Divulgação/Ministério Público do Maranhão

grupo criminoso alvo da operação coordenada pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), nesta segunda-feira (15), teria desviado cerca de R$ 9,6 milhões em verbas parlamentares destinadas a projetos sociais. Segundo as investigações, o esquema também apresentava indícios de ligação com facção criminosa por meio de um núcleo armado e de intimidação.

A Operação Benedictio teve como alvo mais de 15 pessoas, dentre eles, o vereador de São Luís, Beto Castro (Avante), preso em flagrante por posse ilegal de arma e o ex-vereador Umbelino Júnior.

De acordo com o Ministério Público, a investigação começou a partir da análise de prestações de contas de recursos públicos, sendo conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

O grupo teria criado uma rede formada por empresas de fachada, operadores financeiros, agentes políticos e colaboradores que eram responsáveis por ocultar a origem e a destinação dos recursos. Ainda segundo o MP, há indícios do uso do “Instituto Sê Tu Uma Bênção” para o desvio dos recursos públicos destinados à população mais vulnerável.

Ligação com grupos criminosos

 

O esquema contava ainda com um núcleo armado e de intimidação ligado a facção criminosa Primeiro Comando do Maranhão (PCM), segundo o Ministério Público do Maranhão.

Parte dos recursos desviados teria sido usado para sustentar uma rede de proteção privada, para blindar a liderança do grupo e impor o silêncio aos moradores sobre áreas de domínio do grupo criminoso.

Ao todo, a Justiça autorizou 17 mandados, sendo sete de prisão preventiva e dez de busca e apreensão, expedidos pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados.

Para o MP, os pedidos de prisão preventiva foram solicitados para interromper a atuação do grupo, não havendo outra medida cautelar alternativa capaz de produzir o mesmo efeito.

Os mandados de prisão foram expedidos contra:

  • Lucivânia Silva Alves Siqueira
  • Robson de Oliveira Siqueira
  • José Roberto Santos Cunha
  • Cristiana Serra Duarte Cunha
  • Evânia Maria Sousa Nicácio
  • Evano Hícaro dos Santos Soares
  • Josué Santos da Silva, conhecido como “Gaspar”Fonte: G1-MA

Governo amplia crédito para motociclistas de aplicativos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o programa Move Motos, lançado nesta sexta-feira (12), fará com que os motociclistas de aplicativo deixem de ser “a última força de trabalho considerada invisível” neste país.

Ao lado de outras políticas voltadas à garantia de direitos para esses profissionais, disse Lula, eles passarão a ser tratados como cidadãos e cidadãs.

O Move Motos é uma linha de crédito para motociclistas de aplicativos que desejam financiar ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas produzidas no Brasil ou com projeto de investimento voltado à produção no país.

Ele segue os mesmos moldes do Move Aplicativos, que tem como público-alvo motoristas de aplicativos e taxistas interessados em financiar carros.

Essas linhas de crédito são uma expansão do Move Brasil, criado para viabilizar a renovação de frotas no país, por meio de facilidades de financiamento.

Outros benefícios

O financiamento inclui a possibilidade de aquisição de seguro para garantir o pagamento da dívida, para o caso de imprevistos que impeçam o contratante de continuar pagando o financiamento (seguro prestamista).

Também está previsto financiamento de capacetes, bem como para a aquisição de baterias pontos de carga elétrica. Tudo será disponibilizado a partir da plataforma oficial gov.br/movebrasil.

Durante o evento, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a presença dos trabalhadores simboliza uma mudança de reconhecimento.

“Hoje, pela presença de vocês aqui no Palácio, nós estamos completando possivelmente a última força de trabalho considerada invisível neste país, que agora está deixando de ser invisível e passa a ser tratada como cidadã e cidadão de primeira classe”, disse o presidente.

Durante a cerimônia, Lula demandou ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal que, no prazo de 30 dias, se organizem de forma a preparar seus funcionários para atenderem, de forma proativa e sem burocracia, os interessados em obter financiamentos para adquirir seus veículos.

Lula incentivou os trabalhadores a acompanharem a implementação do programa.

“Vocês agora têm que andar de cabeça erguida e dizer que não são mais invisíveis. Estão aqui para serem enxergados. Se não estiver dando certo, procurem o governo, procurem os bancos”, afirmou.

O presidente defendeu também campanhas de educação no trânsito para melhorar o relacionamento entre motoristas e motociclistas.

Juros

Segundo o Planalto, a taxa a ser cobrada para financiamento dos veículos será de 12,5% ao ano, o que corresponde a 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres.

O financiamento será de 100% do valor do veículo, o que possibilita a aquisição sem necessidade de pagamento de entrada.

Para acessar o financiamento, estão previstos alguns requisitos mínimos, como seis meses de cadastro na plataforma oficial, e no mínimo, 100 corridas realizadas. Para os profissionais celetistas, são necessários seis meses de exercício na atividade.

Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a Caixa, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Está prevista também que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal criem um calendário de feirões a partir de 13 de julho, em polos específicos, com a participação de concessionárias e instituições financeiras interessadas em fazer negócios.

Boulos

Mais cedo, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, havia antecipado alguns pontos do Move Motos. Ele lembrou que a linha oferece condições mais vantajosas que as praticadas no mercado.

“Hoje o juro médio para comprar moto está em 27% ao ano, mas conseguimos chegar a 12,5% ao ano, que é menos da metade do juro na concessionária”, disse o ministro.

Além disso, acrescentou, haverá período de carência de dois meses, que na prática pode chegar a três. “Quem comprar a moto em julho, por exemplo, começa a pagar apenas em outubro”, explicou.

Boulos ressaltou que motoristas com restrição de crédito não poderão aderir inicialmente, mas poderão recorrer ao programa Desenrola para regularizar a situação e, assim, se habilitar ao financiamento.

Ele lembrou que, durante a pandemia, esses trabalhadores que faziam entregas nas residências eram considerados heróis. No entanto, passaram a ser discriminados. “Inclusive deixaram de ter seus direitos garantidos”.

Move Brasil

No primeiro dia de operações, R$ 3,2 bilhões em crédito foram contratados pelo Move Brasil, dos R$ 21,2 bilhões colocados à disposição pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar os recursos. No caso do Move Máquinas Agrícolas, R$ 10 bilhões estão à disposição para micro e pequenos empreendedores.

Move Aplicativos

No caso do Move Aplicativos, 740 mil profissionais já atenderam aos requisitos para acessar a linha de financiamento com as condições mais favoráveis. A análise do crédito e contratação com os bancos começa em 19 de junho.

O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para a compra de veículos por motoristas de táxi e de aplicativo. Os recursos serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, que também vai operacionalizar a medida.

Para se habilitar, o motorista precisa preencher cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Em um prazo de até cinco dias após o cadastro, o trabalhador será informado se poderá participar do programa. Fonte: Agência Brasil

Governo anuncia construção de 85 mil moradias do Minha Casa,Minha Vida

O governo federal anunciou na tarde desta sexta-feira (12) as propostas selecionadas para a construção de 85 mil novos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) nas modalidades Rural e Entidades (moradias urbanas).

Cinquenta mil imóveis terão destinação rural e 35 mil atenderão a quem reside em zona urbana. O número de moradias é 66% acima da previsão inicial. As residências serão financiadas pelo Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). O valor total do investimento é R$ 10 bilhões.

A modalidade MCMV Entidades atende famílias com renda total de até R$ 3,2 mil (valor bruto). O acesso ao benefício se dá por meio de associações de moradores, cooperativas habitacionais e sindicatos que submetem a proposta de construção de casas e apartamentos à Caixa Econômica Federal.

Para a coordenadora do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), Ângela Cristina Ferreira, a modalidade Entidades do MCMV desburocratiza a construção de residências e consegue estabelecer diálogo “na ponta” com pessoas em “extrema de vulnerabilidade”, possibilitando o acesso a “casas com boa qualidade”.

Para quem abastece a mesa

No caso do MCMV Rural, há recursos para construção ou reforma de moradias de agricultores com renda familiar bruta anual de até R$ 50 mil. O programa – que também atende comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas – viabiliza que os agricultores construam casas em terrenos onde moram.

A presidente da Confederação Nacional de Trabalhadores Rurais e Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), Vânia Marques, ressalta que a modalidade Rural do MCMV é extremamente impactante. Segundo a representante da Contag, ainda é comum nessas regiões a falta de eletricidade, de estradas asfaltadas e de políticas públicas mais acessíveis.

Para a liderança, a iniciativa faz justiça social. “Porque somos nós que carregamos diariamente uma missão estratégica para a nação. Somos nós que produzimos alimentos saudáveis. Somos nós que abastecemos a mesa do povo brasileiro.”

Alma do programa

As entidades representativas de movimentos rurais e de movimentos de moradia participaram de solenidade para o anúncio do financiamento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, em Brasília.

“Vocês que estão aqui hoje são a alma desse programa. São os verdadeiros protagonistas que fazem com que essas casas cheguem à população e às famílias que mais precisam”, disse Lula.

O presidente da República assinalou que o anúncio da construção de novos imóveis atende à demanda dos movimentos sociais, e pediu que esses sejam atuantes na execução do programa. “O que vocês cobram não é injusto. Vocês sabem que fomos eleitos para cumprir o que programamos.” Fonte: Agência Brasil

Ibama fecha movelaria que usava madeira ilegal de terras indígenas no MA

Uma movelaria clandestina que usava madeira retirada ilegalmente de terras indígenas para fabricar peças de armas de fogo foi fechada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Centro Novo do Maranhão.

A ação ocorreu durante uma operação de combate à exploração ilegal de madeira realizada em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Batalhão de Polícia Ambiental.

Durante a fiscalização, os agentes identificaram que o estabelecimento utilizava madeira sem comprovação de origem para fabricar coronhas e outras peças de armas de fogo. Segundo o Ibama, há suspeita de que o material fosse usado em atividades criminosas, incluindo crimes ambientais em áreas protegidas. O proprietário da movelaria foi autuado pelas irregularidades encontradas.

Segundo o Ibama, as espécies mais utilizadas eram cedro, roxinho e andiroba. Essas madeiras são encontradas principalmente em terras indígenas e unidades de conservação da Amazônia maranhense.

De acordo com o analista ambiental do Ibama, Givanildo Lima, a exploração ilegal dessas espécies tem sido frequente na região.

“O que temos encontrado é uma grande quantidade de empreendimentos utilizando madeira de origem ilegal, que são espécies encontradas apenas em áreas protegidas, sejam terras indígenas ou unidades de conservação do que ainda resta da Amazônia aqui no Maranhão”, afirmou.

Operação já resultou no fechamento de nove estabelecimentos

Além da movelaria fechada em Centro Novo do Maranhão, a operação também interditou outros oito empreendimentos que utilizavam madeira de origem ilegal.

Ao todo, foram apreendidos mais de 50 mil metros cúbicos de madeira. As multas aplicadas ultrapassam R$ 500 mil.

As ações começaram no último dia 8 e continuam nas regiões das terras indígenas Alto Turiaçu, Awá e Turiaçu, que concentram parte dos remanescentes da Amazônia no Maranhão.

Segundo o Ibama, o objetivo é combater a extração ilegal de madeira e proteger os territórios indígenas da região. Fonte: G1-MA

Homem é condenado a 23 anos de prisão por matar ex-companheira em Imperatriz

O Tribunal do Júri de Imperatriz condenou, nesta quinta-feira (11), Eliezio da Silva Santos a 23 anos e dois meses de prisão pelo assassinato da ex-companheira, Marcilene Sousa Rodrigues. O crime aconteceu em janeiro de 2024, no bairro Mercadinho, em Imperatriz. Segundo as investigações, o réu perseguiu a vítima após o fim do relacionamento e a matou com um golpe de faca no pescoço.

A acusação foi conduzida pelo promotor de justiça Carlos Róstão, titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Imperatriz. Os jurados acolheram a tese do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e condenaram o réu por feminicídio, reconhecendo as qualificadoras de motivo torpe, emboscada, recurso que dificultou a defesa da vítima, uso de meio cruel e asfixia.

As investigações apontaram que Marcilene já havia sido alvo de outras tentativas de feminicídio em Colinas, onde viveu com o réu por cerca de dois anos. Em duas ocasiões, Eliezio teria contratado um pistoleiro para matar a ex-companheira.

Após as ameaças, a vítima se mudou para Imperatriz e buscou abrigo na Casa da Mulher Maranhense. Depois de deixar o local, passou a morar em uma quitinete. Conforme a investigação, Eliezio descobriu o endereço da ex-companheira, alugou um imóvel no mesmo condomínio usando uma identidade falsa e, no dia do crime, a esperou voltar do trabalho para atacá-la.

Relembre o caso

 

Marcilene Sousa Rodrigues, de 36 anos, foi assassinada na noite de 1º de março de 2024, no bairro Mercadinho, em Imperatriz. Segundo a polícia, ela caminhava por uma rua da região quando foi abordada pelo autor do crime e atingida por um golpe de faca na garganta. A vítima morreu ainda no local.

O principal suspeito apontado pelas investigações era o ex-companheiro de Marcilene. A mulher havia deixado a cidade de Colinas poucos dias antes do crime, após o fim do relacionamento. De acordo com as investigações, ela já havia sido vítima de violência e de uma tentativa de feminicídio enquanto morava com o suspeito.

O caso foi investigado pela Polícia Civil como feminicídio. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Imperatriz para os procedimentos periciais. Fonte: G1-MA

Mulher é presa suspeita de explorar a própria filha de 11 anos em Pinheiro, na Baixada Maranhense

Uma mulher foi presa preventivamente na tarde de quinta-feira (11), na cidade de Central do Maranhão, suspeita de explorar a própria filha, uma criança de 11 anos. Os fatos investigados ocorreram em Pinheiro, na região da Baixada Maranhense.

A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Especial da Mulher de Pinheiro, com apoio da Delegacia Regional de Pinheiro.

Segundo a Polícia Civil do Maranhão, as investigações apontam que a criança era usada pela mãe para obter vantagem econômica e atender a interesses ilícitos.

De acordo com a apuração, a investigada, em vez de exercer o dever de proteção e cuidado, teria oferecido a filha a terceiros em troca de dinheiro e drogas.

As investigações também indicam que a criança era levada com frequência a festas onde havia consumo de bebidas alcoólicas. Além disso, ela permanecia em ambientes inadequados para a sua idade e chegou a apresentar sinais visíveis de embriaguez.

Após ser localizada e presa, a mulher foi encaminhada à Delegacia Especial da Mulher, onde foram realizados os procedimentos legais. Em seguida, ela foi levada para uma unidade prisional e permanece à disposição da Justiça. Fonte: G1-MA