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Livreiros discutem no Rio modelo de negócio ajustado aos novos tempos

“Livraria Sustentável” é o tema central da 29ª Convenção Nacional de Livrarias, promovida a partir de hoje (28) no Rio de Janeiro pela Associação Nacional de Livrarias (ANL), a dois dias da abertura da 19ª Bienal Internacional do Livro. Segundo o presidente da ANL, Bernardo Gurbanov, livraria sustentável significa adaptar o negócio livreiro aos novos tempos e às exigências de mudança dos hábitos de consumo, além de utilizar novas tecnologias a favor da sustentação do negócio. A convenção tem o apoio da Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro.

Apesar da crise econômica, que levou algumas redes de livrarias a entrar em recuperação judicial e colocou em xeque todo o sistema, Gurbanov disse que o setor já está dando sinais de recuperação e reorganização. “Podemos dizer que estamos no ecossistema do livro, no qual a alteração de uma das partes altera o todo”. O presidente da ANL está trabalhando em toda a cadeia produtiva para conseguir um modelo de negócio ajustado aos novos tempos.

Centro cultural

Um dos sinais da recuperação é que livrarias pararam de fechar, afirmou Gurbanov. Estão aparecendo novas lojas e isso tem a ver com a percepção dos empresários e empreendedores e das novas gerações de que crise significa oportunidade. “Tanto se falou na crise que estão vindo à tona novos empreendimentos que enfrentam um desafio, é claro, mas têm consciência bastante clara de que esse negócio precisa ser, antes da livraria, um centro cultural. Um lugar que proponha desafios para a comunidade e que, a partir dessas propostas, começe a atrair o público”.

É dentro dessa perspectiva que estão surgindo novos projetos. Está havendo também o fortalecimento das redes de livrarias, que têm ocupado o espaço que era das outras redes em recuperação. “Estamos no início de um caminho virtuoso”.

Relatório da ANL mostrou a existência no Brasil de 3.481 livrarias em 2012. Esse número caiu para 3.095, em 2014. No ano passado, a estimativa foi de queda de 20% no número de estabelecimentos em funcionamento no país, resultando em 2.600 livrarias. Bernardo Gurbanov disse que “a rigor, esse número deixou de cair. É uma queda muito grande, mas nós não podemos esquecer que isso tem a ver com a situação do país. Nós estamos, de 2014 até agora, com uma economia que está respirando por aparelhos, o Produto Interno Bruto (PIB) reflete isso. E o negócio livreiro não poderia estar à margem dessa situação”.

Equilíbrio

Os dados disponíveis hoje indicam que a economia e o negócio do livro estão nos mesmos níveis de 2006. “É uma tímida recuperação; nenhuma euforia nos espera. O setor e os empresários têm que ter os pés bem fincados na terra. O nosso negócio tem que conquistar um difícil equilíbrio entre o campo cultural e o administrativo e a pressão de custos continua sendo muito intensa, o que levou, em parte, à dificuldade das grandes livrarias”, disse o presidente da ANL.

Admitiu, porém, que há um fortalecimento do setor que tem outra característica e outra forma de administrar o negócio. Um exemplo são as pequenas livrarias que, muitas vezes, são abertas por profissionais recém-formados que resolvem se reunir por uma expectativa de grandes negócios. Gurbanov lembrou que nenhuma das grandes redes nasceu rede. “Todas começaram com uma pequena livraria”. Recomendou, porém, que os empresários do setor se mantenham atentos às mudanças, à dinâmica da economia e aos valores sociais que estão em discussão, a partir dos quais “podem ser propostas atividades que tenham o sentido de construção de identidade para setores da população”.

Mediadores da leitura

De acordo com o presidente da ANL, o livreiro desempenha também um papel de curador, na medida em que seleciona livros e propõe atividades, buscando pessoas que se identifiquem com aquele projeto. Ele lembrou que é necessário também discutir o conceito de que livraria e livreiro são mediadores da leitura, com o objetivo de ampliar o número de leitores brasileiros.

Para ser um consultor ou orientador literário, o livreiro tem que se capacitar para esse trabalho, propondo novos desafios de leitura. “A somatória desse trabalho vai contribuir para a formação de leitores. Claro que não vai mudar o quadro geral do país, de índice baixo de leitura, o que é muito grave”. Ampliar o índice de leitura é tarefa do Poder Público, destacou Gurbanov, acrescentando que o livreiro e o editor podem também contribuir para a melhoria do desempenho nacional.

Programação

A 29ª Convenção Nacional de Livrarias tem participações importantes. Entre elas estão a de Roger Chartier, historiador, pesquisador, ensaísta especializado em história da cultura, com destaque para a história do livro e da leitura, e a do ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, que fará uma análise do cenário econômico atual e futuro.

O presidente executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácia e Drogarias (Abrafarma), Sergio Mena Barreto, abordará o desenvolvimento das farmácias e livrarias no Brasil. Da mesma forma que as farmácias reinventaram seu negócio, as livrarias podem reinventar o seu.

O presidente da ANL, Bernardo Gurbanov, lembrou que a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) recomenda aos países ter uma livraria a cada 10 mil habitantes. Isso daria, no caso do Brasil, algo em torno de 20 mil livrarias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) faz o mesmo cálculo e recomenda que haja uma farmácia para cada 10 mil habitantes. No Brasil, entretanto, são mais de 90 mil farmácias. “Algo está acontecendo que nós temos de avaliar mais profundamente”. Gurbanov argumentou que o negócio da saúde vai de vento em popa, enquanto o negócio da leitura está ficando para trás. Por isso, afirmou que “um país sem remédios não tem saúde, mas um país sem livrarias não tem remédio”.

A convenção debaterá ainda questões pontuais, como a consignação na relação entre editores e o varejo, o livro de papel e as livrarias no mundo digital e o impacto social das livrarias, entre outros temas.

Edição: Graça Adjuto

Flávio Dino debate preservação ambiental em reunião de governadores com Jair Bolsonaro

O governador do Maranhão, Flávio Dino, reiterou a importância da ação conjunta entre Estados e União para combater as queimadas florestais, durante reunião entre os governadores dos estados da Amazônia Legal com o presidente Jair Bolsonaro e ministros, nesta terça-feira (27), no Palácio do Planalto, em Brasília.

Governador participou de reunião hoje no Palácio do Planalto (Foto: Marcos Corrêa)

Colocando-se à disposição para ações em parcerias para preservação ambiental, Flávio Dino apresentou as ações emergenciais que tem sido tomadas no Maranhão para conter o avanço do fogo e deu sugestões ao presidente, a fim de contornar a situação que ganhou repercussão internacional.

Além da já ter requerido o envio de Forças Armadas para colaborar no trabalho de contenção dos focos de incêndio e combate a crimes ambientais no Maranhão, o governador Flávio Dino informou ao presidente que, desde a última semana, foram iniciadas ações conjuntas entre o Corpo de Bombeiros e o Exército.

“Evidentemente essa cooperação entre o Estado e o Governo Federal deve se intensificar. É o nosso desejo que isso ocorra e quero registar a ampla colaboração que temos tido. O comando local das Forças Armadas tem nos ajudado na coordenação dessas ações, que são permanentes, em verdade, pelo nosso Corpo de Bombeiros”, pontuou Flávio Dino.

Em consenso com outros governadores presentes, Flávio Dino propôs, como ponto importante para avançar nas questões ambientais no país, o destravamento do Fundo Amazônia – programa de combate às mudanças climáticas em que são arrecadados, junto aos países desenvolvidos, recursos financeiros para preservar a floresta Amazônica. Se retomado o fundo, será possível, nesse momento de crise econômica que o país atravessa, ampliar projetos e ações na região.

Lembrou, ainda, a importância de um programa de regulamentação fundiária e de assistência técnica aos produtores, principalmente aos agricultores familiares, que com acesso à tecnologia e mecanização podem se livrar do uso do fogo como instrumento de preparo da terra para fins de agricultura.

Estratégia 

Durante o encontro, Flávio Dino defendeu que há um nível estratégico para superar os impasses ambientais em que a Amazônia, maior floresta tropical do mundo, está inserida, e, para isso, basta o cumprimento do que que já está defino por lei.

“Nós não precisamos rasgar a Constituição. A Constituição Federal tem enorme qualidades e virtudes e é um texto ponderado e equilibrado, como devem ser as ações num país complexo como o Brasil”, defendeu o governador do Maranhão, lembrando ainda do artigo 225. “Lá está definido que a Amazônia é um patrimônio nacional, portanto é descabido qualquer debate acerca da soberania nacional, porque ela é um imperativo constitucional, indeclinável para todos nós que aqui estamos”.

Ele destacou, ainda, que é também a Constituição Federal que define que o país deve agir de modo consorciado: “Não é que não devamos, nós não podemos repelir ações cooperadas. Claro que preservando a soberania nacional, o diálogo com outros países é imprescindível”.

Flávio Dino finalizou a fala assegurando que com moderação e diálogo, muito facilmente, o Brasil vai, mais uma vez, superar as dificuldades e encontrar as medidas que devem, de forma conjunta, adotar para que a Amazônia seja capaz de transformar potencialidade em virtudes e riqueza para população amazônica, e, sobretudo, para o desenvolvimento do Brasil. Ao fim, se colou a disposição para união de esforços.

“Da minha parte, senhor presidente, como sempre, o senhor sabe que pode contar, e as autoridades do governo federal sabem que podem contar com minha seriedade, compromisso e com meu apreço pela verdade. Sempre disposto ao salutar diálogo com pensamentos diferentes, para que, com isso, possamos extrair pontos em comum que impulsionem ações em favor do nosso país”, disse o chefe do executivo maranhense.

Definições 

A reunião com os governadores da Amazônia Legal (formada pelo Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, além de Mato Grosso e Maranhão) foi convocada pelos avanços das queimadas na região. De acordo com a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), 2019 é o pior ano de queimadas na Amazônia brasileira desde 2010. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou que o número de focos de queimada, em agosto, superou a média histórica para o mês.

O presidente Jair Bolsonaro assegurou que até próxima quinta-feira (29), o Governo Federal deve apresentar medidas em resposta às questões apresentadas pelos governadores, que, em seguida, serão encaminhadas ao Congresso.

Ascom

Maranhão muda com o novo mapa do turismo brasileiro

Técnicos e gestores da área de Turismo, setor que cresce do Maranhão (Foto: Divulgação)

O mapa do turismo do Maranhão mudou, de acordo com levantamento divulgado pelo Ministério do Turismo (MTur) em Brasília. Em todo o país, foram identificadas 2.694 cidades de 333 regiões turísticas que foram validadas na atualização da plataforma do Governo Federal. No Maranhão, são 10 regiões turísticas e 54 municípios. O remapeamento do turismo no Brasil foi comemorado na Secretaria de Estado de Turismo (Setur).

Para o secretário de Estado de Turismo do Estado, Catulé Junior, o remapeamento é importante para o turismo. “A Setur reconhece que, por meio do Mapa, o Governo Federal desenvolve políticas públicas para o setor e reforça, aos gestores municipais, a importância de inclusão na listagem”.

A superintendente do Programa de Regionalização do Turismo no Estado do Maranhão, Gloria Maria Pinto, explicou que o Mapa do Turismo Brasileiro é um instrumento de orientação para a atuação do Governo do Estado no desenvolvimento das políticas públicas setoriais e locais. “Temos como foco a gestão, estruturação e promoção do turismo de forma regionalizada e descentralizada”.

Para a atualização do mapa, foram realizadas oficinas e reuniões em todos os 10 polos turísticos maranhenses. A validação do mapa foi definida em reunião do Conselho Estadual de Turismo, seguindo os critérios estabelecidos pelo MTur na última Portaria n°192 de 27 de dezembro de 2018.

Além da necessidade do município ter um órgão de turismo em atividade e conselho municipal funcionando, o novo mapa adotou outros critérios obrigatórios para a participação na plataforma: orçamento próprio destinado ao turismo e possuir prestadores de serviços turísticos de cadastro obrigatório registrados no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), do MTur.

Categorização

Os 54 municípios do Maranhão presentes no Mapa do Turismo se dividem em 5 categorias (A, B, C, D e E), de acordo com a categorização dos municípios das Regiões Turísticas do Mapa do Turismo Brasileiro. O instrumento, elaborado pelo MTur, identifica o desempenho da economia do turismo para tornar mais fácil a identificação e apoio a cada um.

Dentro da metodologia, as cidades maranhenses contempladas nas categorias A: 1,85%, B: 7,41%, C:14,81%, com empregos formais em meios de hospedagem, estabelecimentos formais incluídos no Cadastur de meios de Hospedagem, fluxo doméstico e têm fluxo internacional. O conjunto de municípios dos grupos D: 68,52%, E: 7,41%, reúnem características de apoio às cidades geradas de fluxo turístico. Muitas vezes são aqueles que fornecem mão de obra ou insumos necessários para atendimento aos turistas. A categorização do mapa do turismo do Maranhão no site www.turismo.ma.gov.br

Atrativos turísticos no Maranhão

O Estado do Maranhão apresenta diversos polos turísticos, dentre eles os Lençóis Maranhenses, Delta das Américas e São Luís entre os locais mais visitados pelos turistas e maranhenses.

Além das construções históricas, em São Luís, também, é possível degustar a culinária regional, pratos típicos do local. Um dos atrativos mais procurados pelos turistas é o Centro Histórico, que é tombado como Patrimônio Cultural Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Um dos seus principais atrativos, conhecidos mundialmente, é a diversidade de azulejos.

Com grande influência portuguesa, São Luís preserva o maior aglomerado urbano de azulejos do sec. XVIII e XIX em toda a América Latina. Vários locais do Centro Histórico são apropriados para fotografar, entre os quais a Rua Portugal, com seus casarões coloniais; o pôr do sol na área do Palácio dos Leões e as compras de artesanatos e especiarias no Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama).

Cidade histórica, fundada em 1612, São Luís tem no turismo uma de suas principais bases econômicas. Outro ponto econômico forte a principal base econômica de São Luís é o turismo e, principalmente, o Porto do Itaqui, que é o segundo mais profundo do mundo e um dos mais movimentados e bem estruturados para o comércio exterior no país.

A preservação de tradições folclóricas do bumba meu boi, revela raízes que remontam aspectos das culturas portuguesa, negra e indígena do século XVIII. Entre as atrações, além do Centro Histórico de São Luís e do artesanato, tem as festas tradicionais, como o bumba meu boi, o carnaval de rua; as praias; e imóveis como os Palácios dos Leões e La Ravardière, Teatro Artur Azevedo e igrejas.Por SECOM

Bombeiros e Exército montam sala de situação para prevenção contra queimadas no Maranhão

O Corpo de Bombeiros do Maranhão e o Exército brasileiro montaram nesta segunda-feira (26) uma sala de situação para fazer o monitoramento das queimadas no Estado. A sala tem um trabalho preventivo, já que a situação no Maranhão não está fora de controle.

Agosto é um mês de estiagem, em que há historicamente mais incidências de queimadas no Estado.

“É uma ação daqui para frente permanente. Enquanto durar o período crítico, estaremos reunidos”, afirma o coronel Célio Roberto, comandante do Corpo de Bombeiros no Maranhão.

“O Maranhão está numa situação sob controle, mas a gente não está se descuidando de que é necessário entrar com a prevenção, a fim de evitar o aumento no número de queimadas”, acrescenta.

“Este é o mês de agosto, dos últimos cinco anos, em que a gente registra o menor número de queimadas no Estado”, explica Célio Roberto.

Capacitação 

Como parte do trabalho de prevenção, 150 integrantes do Exército estão sendo capacitados pelo Corpo de Bombeiros do Maranhão para o combate e a prevenção de queimadas.

O trabalho faz parte da continuidade de cooperação já existente entre o Exército e os bombeiros, de acordo com o tenente-coronel Luciano Sousa Filho, comandante do 24º Batalhão de Infantaria de Selva.

“Já temos uma parceria ao longo do ano com o Corpo de Bombeiros para capacitação de nossas equipes de prevenção e combate a incêndio. Estamos aproveitando para reciclar o conhecimento do nosso pessoal”, afirma o tenente-coronel.

“Essa parceria já é muito forte entre o Corpo de bombeiros do Maranhão e o Exército brasileiro. Prontamente atenderam o nosso chamado para reciclar o conhecimento da nossa companhia operacional”, acrescenta Sousa Filho.

Os 150 homens e mulheres que estão sendo capacitados estão prontos a responder qualquer chamado imediato que possa surgir.

“Estamos à disposição, mas não há relato no momento de qualquer local que exija o emprego imediato de tropas federais”, diz Sousa Filho.

Sobrevoo

Nesta terça-feira (27), será feito um sobrevoo nas áreas onde se registram os maiores focos de queimada.

“Estamos com todo o planejamento pronto para enfrentar esse período de estiagem de 2019. Temos o trabalho do Batalhão de Bombeiros Ambiental e as unidades operacionais do interior do Estado, que inclusive já estão trabalhando bastante no combate aos focos de incêndio em todo o Maranhão”, conta o major José Lisboa, dos Bombeiros.

“Estamos trabalhando no sentido de prevenir. No momento, não temos a necessidade de montar a força-tarefa para pronto-emprego. Mas já estamos fazendo a preparação de todo esse pessoal para, caso seja necessário, já estar apto e capacitado para enfrentar esse combate em qualquer município do nosso estado”, diz Lisboa.

Ascom

Brexit: Jeremy Corbyn prepara ofensiva para deter saída sem acordo

Um encontro de líderes, intrapartidário, foi marcado para esta terça-feira (27) pelo líder da oposição trabalhista no Reino Unido, Jeremy Corbyn, para estudar formas de bloquear um Brexit (a saída da União Europeia) sem acordo, em 31 de outubro próximo.

A 66 dias da data final para o Brexit, o Reino Unido está à beira de uma crise constitucional e econômica, sem que haja qualquer entendimento entre as várias fações partidárias, quanto à estratégia a seguir.

A ameaça de Boris Johnson, de retirar o país da União Europeia de qualquer forma, no caso de Bruxelas recusar a renegociação do texto estabelecido com a ex-primeira-ministra Theresa May, parece cada vez mais provável.

Só o Parlamento poderá impedir esse cenário, e Boris Johnson ameaça encerrá-lo, para cancelar toda e qualquer oposição. O cenário desagradou os deputados, a começar pelo presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow.

Os parlamentares só deverão regressar das suas férias de verão em 3 de setembro. A urgência levou, contudo, o líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, a pedir um encontro com alguns dos líderes dos pequenos partidos presentes no Parlamento.

A reunião ficou marcada para o seu gabinete em Westminster, às 11h, e inclui os Democratas Liberais, o SNP (Partido Nacional Escocês), o Plaid Cymru (do País de Gales) e o Grupo Independente para a Mudança, centrista e pró-europeu fundado este ano e que conta com cinco deputados.

No encontro, Corbyn vai buscar uma base parlamentar para eventualmente conseguir derrubar o governo de Boris Johnson, na esperança de deter o Brexit.

*Emissora pública de televisão de Portugal

Inflação da construção civil recua para 0,34% em agosto, diz FGV

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 0,34% em agosto deste ano, abaixo da taxa de julho, que havia sido de 0,91%. O indicador acumula 3,09% no ano e 4% no período de 12 meses.

A queda da taxa de 0,91% em julho para 0,34% em agosto foi puxada pela mão de obra, cuja inflação recuou de 1,63% em julho para 0,44% em agosto.

Por outro lado, os serviços e os materiais e equipamentos tiveram alta na taxa. A inflação dos serviços cresceu de 0,20% para 0,29%. A taxa dos materiais e equipamentos passou de 0,04% para 0,22%.Fonte Agência Brasil

Ministro japonês diz que mísseis da Coreia do Norte são novo tipo

O ministro da Defesa do Japão, Takeshi Iwaya, afirmou que os dois mísseis balísticos de curta distância disparados pela Coreia do Norte no último sábado (24) eram um novo tipo de armamento.

Iwaya declarou à imprensa que sua pasta chegou a essa conclusão após comparar outros mísseis e projéteis lançados pelo lado norte-coreano no passado.

No domingo (25), a estatal Agência Central Coreana de Notícias informou que o líder do país, Kim Jong-un, supervisionou o teste de um “lançador múltiplo de foguetes de grande porte”, desenvolvido recentemente. Sábado foi o sétimo dia de testes de disparo por Pyongyang desde 25 de julho.

Takeshi Iwaya declarou que a Coreia do Norte pode estar tentando elevar o grau de sigilo e imediatismo de seus lançamentos de mísseis para dificultar que sejam detectados. Ele acrescentou que Pyongyang pode estar tentando melhorar a precisão e a habilidade de preparar ataques-surpresa.

Segundo o ministro, o Japão vai reforçar seu sistema de defesa abrangente de mísseis antiaéreos para ser capaz de responder a quaisquer ameaças aéreas.

*Emissora pública de televisão do Japão

PGR pede que dinheiro resgatado na Lava Jato vá para Amazônia

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu hoje (26) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) que R$ 1,2 bilhão do valor pago pela Petrobras em um acordo com autoridades dos Estados Unidos no âmbito da Lava Jato seja destinado para o combate ao fogo na Amazônia.

A nova destinação do dinheiro se justifica diante de “uma nova situação emergencial, decorrente de extensas e devastadoras queimadas na Floresta Amazônica, com imenso impacto ambiental, social e econômico”, escreveu Raquel Dodge em manifestação enviada ao STF.

“Nessa perspectiva, considero necessário ao interesse público a repartição dos valores e destinação dos recursos para incluir a proteção ambiental sustentável, o que atende a toda a sociedade brasileira”, acrescentou a PGR.

Na semana passada, a mesa diretora da Câmara dos Deputados, por iniciativa do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez o mesmo pedido em manifestação enviada ao STF.

Nesta segunda-feira, Raquel Dodge defendeu que o R$ 1,2 bilhão seja encaminhado ao Ministério do Meio Ambiente, sendo R$ 200 milhões destinados ao descontingenciamento do orçamento da pasta e R$ 1 bilhão ao financiamento de ações de proteção ambiental.

A PGR disse que os R$ 1,3 bilhão restantes do dinheiro pago pela Petrobras deve ser destinado à educação, conforme previsto anteriormente.

Bloqueio

O Supremo deve dar a palavra final sobre o destino dos recursos, que chegam no total a R$ 2,5 bilhões, valor que se encontra bloqueado, em uma conta na Caixa Econômica Federal, por força de uma liminar (decisão provisória) do ministro Alexandre de Moraes, proferida em março a pedido da própria PGR.

O dinheiro diz respeito a multas decorrentes de prejuízos causados a investidores norte-americanos por causa da corrupção na Petrobras. A princípio, os recursos seriam destinados a uma fundação ligada à força tarefa da Lava Jato no Paraná, conforme acordo firmado entre a operação e o governo dos Estados Unidos, mas Moraes considerou que tal destinação seria ilegal.

Desde o bloqueio, em março, a destinação do dinheiro tem sido alvo de discussões entre autoridades do governo e do Ministério Público Federal (MPF), sem que até o momento tenha-se chegado a uma resolução. Até mesmo prefeituras, como a do Rio de Janeiro, pleitearam o recebimento de ao menos parte da quantia, alegando prejuízos com queda na arrecadação de royalties do petróleo.

Em um entendimento preliminar entre a PGR e o governo, ficou definido que os recursos seriam destinados às áreas de ciência e educação. A procuradora-geral da República decidiu, entretanto, defender que parte seja agora destinada a órgãos ambientais. “São necessárias ações imediatas e concretas contra queimadas”, afirmou ela.Fonte Agência Brasil.

Receita Federal localiza 581 kg de cocaína em carga no Porto de Santos

Fiscais da Receita Federal no Porto de Santos localizaram hoje (26) 581 kg de cocaína em uma carga prestes a ser exportada para a Europa. O produto estava acondicionado em sacos, agrupados em oito contêineres. De acordo com a Receita Federal, o destino da carga era Porto de Antuérpia, na Bélgica.

Um dos contêineres foi selecionado pela equipe da alfândega por meio de critérios de análise de risco, incluindo a inspeção não intrusiva (Raio-X). Durante a inspeção, que contou com a participação dos cães farejadores, foram encontrados no seu interior, 23 sacos de ráfia contendo diversos tabletes envolvidos em material plástico e cobertos de lubrificante, totalizando 581 kg de cocaína.

De acordo com os fiscais, a suspeita é que tenha ocorrido a técnica denominada rip-off modality, em que a droga é inserida em uma carga lícita sem o conhecimento dos exportadores e importadores.

A droga interceptada pela Receita Federal foi entregue à Delegacia de Polícia Federal de Santos, que prosseguirá com as investigações.

* Com informações da Receita Federal

Governo libera R$ 38 milhões para ações na Amazônia

O Ministério da Economia liberou R$ 38,5 milhões ao Ministério da Defesa para combate a incêndios na Amazônia Legal. O valor havia sido contingenciado do montante voltado para Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). As ações de GLO tinham orçamento aprovado de R$ R$ 47,5 milhões. Desse total, cerca de R$ 7,1 milhões estava sendo utilizado.

Na sexta-feira (23), foi instalado o Centro de Operações Conjuntas no Ministério da Defesa para execução de ações nas regiões de fronteira, terras indígenas, áreas da União, além de outras áreas da Amazônia Legal. Mais de 43 mil integrantes das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) estão na região. Eles devem atuar coordenados com órgãos de controle ambiental e de segurança pública.

Dos nove estados que compõem a Amazônia Legal, sete (Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins ) formalizaram e tiveram autorizada a solicitação para emprego da Garantia da Lei e da Ordem Ambiental (GLOA) para combate aos focos de incêndio na região.Fonte Agência Brasil.