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Desde que assumiu o comando do Poder executivo do Tocantins, há três anos e meio, o governador afastado, Wanderlei Barbosa (Republicanos), realizou nove viagens internacionais bancadas pelo Palácio Araguaia. A primeira-dama, Karynne Sotero, ex-secretária extraordinária de Participações Sociais, o acompanhou em oito viagens. A distância percorrida por eles é suficiente para dar quase quatro voltas ao redor do planeta.
O governador e a esposa foram afastados dos cargos pelo prazo de 180 dias, por decisão do Superior tribunal de Justiça (STJ), no dia 3 de setembro. A ação ocorreu durante a segunda fase da “Operação Fames-19”, que investiga supostos desvios de recursos públicos com a compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19 no Tocantins.
Um levantamento feito pela TV Anhanguera e g1 mostrou que nos últimos anos, o casal percorreu mais de 148 mil quilômetros em viagens internacionais. Uma volta completa em torno da Terra tem 40 mil quilômetros. Ou seja, o casal percorreu o equivalente a 3,71 voltas ao mundo.
Em nota, a assessoria de Wanderlei e Karyne afirmou que todas as viagens foram feitas a trabalho, publicadas em Diário Oficial e estritamente dentro da legalidade. Afirmou que as visitas trouxeram retornos financeiros e investidores ao estado, dando como exemplo o acordo de crédito de carbono assinado com a empresa Mercuria na Suíça, em 2024, que já rendeu R$ 20 milhões para os cofres públicos. Também citou que não há impedimento para que a primeira-dama acompanhe o governador em compromissos oficiais (veja nota na íntegra no fim da reportagem).
Se não tivessem sido afastados por suspeita de envolvimento nos crimes de peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o casal faria a décima viagem internacional, com destino a Washington e Nova York, nos Estados Unidos, entre 6 e 14 de setembro.
O vice-governador Laurez Moreira (PSD), que assumiu o governo no mesmo dia da determinação do afastamento de Wanderlei, suspendeu o ato para a viagem internacional da comitiva tocantinense.
“Nós não admitimos esse tipo de coisa. Você usar o cargo público para fazer viagem que não traga nenhum resultado para o Estado. Eu entendo que o governador deve viajar quando for uma viagem produtiva, que ela possa trazer recurso, possa trazer benefício para o Estado, mas não você sair com seus amigos para fazer viagens internacionais de turismo”, comentou Laurez.
Para não precisar entregar o governo ao vice durante as viagens nacionais e internacionais, Wanderlei propôs uma emenda constitucional para permanecer no cargo mesmo fora do país. O texto, que ficou conhecido como ‘PEC do Apego’ foi aprovado em 2024 pela Assembleia Legislativa.Fonte: G1-TO
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