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A Polícia Ambiental desarticulou 35 fornos ilegais de carvão em atividade no município de Regeneração, no Norte do Piauí. A operação identificou uma área de 400 hectares com vegetação nativa do Cerrado desmatada.
A ação é coordenada pela Secretária de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh). Teve inicio segunda-feira (16) e ocorreu até o sábado (21).
“Agora o foco é desarticular toda a cadeia criminosa. Vamos identificar os donos das terras com base no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e rastrear os estabelecimentos que compram esse carvão, como restaurantes e churrascarias de Teresina. Todos que participam respondem pelo crime”, afirmou o gerente de fiscalização da Semarh, Mário Filho.
Além dos fornos, os agentes encontraram cerca de 300 sacos de carvão ilegal prontos para a venda. Árvores das espécies faveiras, ipê, jacarandá, jatobá e marfim foram encontradas entre as usadas para a exploração ilegal de madeira.
Batizada de Castelo de Barro II, a operação da Semarh iniciou após meses de investigação e mapeamento por satélite, as áreas desmatadas foram identificadas a partir da metodologia Imai, que cruza dados e imagens para localização dos focos de crime ambiental.
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Piauí lidera o ranking de áreas desmatadas do Cerrado, concentrando a maior parte da devastação. Enquanto a Amazônia celebra avanços na proteção ambiental, o cenário no Cerrado permanece preocupante, ainda de acordo com dados do instituto.
Em fevereiro deste ano já foi registrado 494 km² de área do Cerrado devastada. No mesmo período de 2024 a estimativa chegou a 655 km². Os números ainda são considerados bastante elevados para o bioma. Veja o ranking de desmatamento por estados:
- Piauí (118,1 km²);
- Bahia (104,71 km²);
- Tocantins (97,45 km²);
- Mato Grosso (52,81 km²);
- Maranhão (57,4 km²).
Os biomas com maior proporção de vegetação nativa afetada pelo fogo entre 1985 e 2024 foram Caatinga, Cerrado, Pampa e Pantanal, todos com mais de 80% da extensão afetada. Na Amazônia e Mata Atlântica, 55% do fogo ocorreu em áreas antrópicas (modificadas pelo ser humano). Fonte: G1-PI