Blog do Walison - Em Tempo Real

Homem que estava em moto morre atropelado por caminhão de coleta seletiva, em Campina Grande

Acidente aconteceu na manhã deste sábado (3), em Campina Grande — Foto: Lídice Pegado/TV Paraíba

Acidente aconteceu em um semáforo da região. Quando o caminhão deu partida, o motorista não viu o motoqueiro e atropelou. O motorista do caminhão freou quando ouviu o barulho.

Um homem que estava em uma moto morreu atropelado por um caminhão da coleta seletiva da prefeitura de Campina Grande, na manhã deste sábado (3). O acidente aconteceu no Centro da cidade, próximo ao Parque do Povo.

A prefeitura de Campina Grande informou que o caso está sendo apurado pelos órgãos responsáveis e que toda assistência está sendo prestada.

O acidente aconteceu em um semáforo da região. Quando o caminhão deu partida, o motorista não viu o motoqueiro e atropelou. O motorista do caminhão freou quando ouviu o barulho.

A vítima foi identificada como Luzinaldo Soares de Morais, um comerciante de 67 anos. Fonte: G1-PB

Homem é preso por suspeita de matar dois cães a pauladas e agredir mulher no interior do Ceará

Câmera flagrou momento que homem matou cachorro a pauladas em rua de Canindé, no interior do Ceará. — Foto: Reprodução

Um homem de 29 anos foi preso, na manhã deste sábado (3), por suspeita de matar dois cães a pauladas e agredir uma mulher na cidade de Canindé, a 117 quilômetros de distância de Fortaleza. Um dos crimes cometidos pelo suspeito foi registrado por uma câmera de segurança.

O vídeo mostra um cachorro em uma calçada na Rua José Paixão. Em determinado momento, o animal é atacado pelo homem com golpes dados com um pedaço de madeira. O animal morreu no local e o suspeito saiu correndo.

Após matar o primeiro animal, o suspeito teria feito o mesmo com outro cão e praticado uma lesão corporal contra uma mulher.

De acordo com a Polícia Civil, os agentes receberam denúncias sobre os crimes e foram ao endereço do suspeito, na localidade de Monte.

No local, Charley Milton Silva de Oliveira, que já responde por roubo, dano e crime de trânsito, foi preso em flagrante.

O suspeito foi encaminhado à Delegacia Regional de Baturité, onde foram registrados os procedimentos e o indivíduo foi colocado à disposição da Justiça.

A polícia segue com as investigações e apura se houve participação do suspeito em outros crimes na região. Fonte: G1-CE

Crianças ligam para a polícia e pedem socorro ao ver a mãe sendo esfaqueada pelo próprio tio

Mulher é esfaqueada pelo próprio irmão no Piauí — Foto: Divulgação/PM-PI

O suspeito do crime, identificado como Gildesio, foi preso ainda na casa da vítima em Sebastião Barros.

Duas crianças ligaram para a Polícia Militar pedindo socorro ao ver a mãe, Romania, sendo agredida pelo próprio tio dentro de casa na noite de sexta-feira (2), em Sebastião Barros, Sul do Piauí.

De acordo com a PM, uma equipe se deslocou até a casa e presenciou a mulher com um corte profundo no pescoço e nas costas. O suspeito, identificado como Gildesio, foi encontrado no local e preso em flagrante.

“Um canivete foi encontrado no bolso do suspeito, que segundo a vítima teria sido a arma utilizada no crime”, informou o major Carlos.

A vítima foi socorrida e levada ao posto de saúde, que em seguida, transferida para o Hospital de Corrente pelo Samu. O Gildesio foi conduzido até a Delegacia de Corrente para serem tomadas as medidas legais. Fonte: G1-PI

Grave acidente foi registrado no início da manhã deste sábado (3) na BR-226, no município de Barra do Corda.

Com a batida, os carros ficaram completamente destruídos no acidente ocorrido na BR-226 — Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Federal

Um grave acidente registrado no início da manhã deste sábado (3) na BR-226, no município de Barra do Corda, situado na região central do estado do Maranhão, resultou na morte de uma pessoa e deixou outros dois com ferimentos graves.

O acidente se deu após dois veículos terem colidido. Com a batida, os carros ficaram completamente destruídos.

A pessoa que faleceu é uma senhora de 57 anos, natural de Esperantinópolis/MA, que viajava como passageira de um veículo de passeio que, em razão da forte colisão, ficou completamente destruído. O carro era conduzido por um homem de 61 anos de idade, natural de Cerro Corá/RN, que teve lesões graves e permanece internado.

Um segundo ferido grave é um adolescente de 13 anos de idade, natural de Fortaleza, capital do estado do Ceará.

Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estiveram no local para realizar os procedimentos legais e controlar o trânsito. A via foi liberada pelos policiais rodoviários por volta das 9h deste sábado.

As informações iniciais dão conta que o veículo passeio teria entrado para a contramão. Ainda não está confirmado o motivo para a manobra de consequência fatal. Fonte: G1-MA

Anvisa deixa de exigir teste de covid-19 para entrada no país

Passageiros e funcionários circulam vestindo máscaras contra o novo coronavírus (Covid-19) no Aeroporto Internacional Tom Jobim- Rio Galeão

Os brasileiros ou estrangeiros que entram no Brasil não precisam mais apresentar comprovante de vacinação ou teste negativo de covid-19. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revogou as duas portarias editadas durante a pandemia com medidas sanitárias para o ingresso de estrangeiros no país.

Segundo a Anvisa, o fim das exigências foi motivado pela decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS) de decretar o fim do estado de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, que vigorava desde março de 2020.

A agência repassou as orientações às companhias aéreas, postos de fronteira e operadores de portos e aeroportos em instrução técnica publicada em 23 de maio.

“Esse cenário [fim do estado internacional de emergência] possibilitou a determinação de que a covid-19 é agora um problema de saúde estabelecido e contínuo (…) Desta forma, o Brasil deixa de exigir de viajantes de procedência internacional a comprovação vacinação contra a covid-19 ou apresentação de resultado negativo de teste, bem como da implementação pelos administradores de terminais de passageiros e operadores de meios de transporte de medidas de prevenção e mitigação [redução] da doença”, informou a nota técnica.

Normas mantidas

Apesar de revogar as exigências de testes ou de certificados de vacinação, a Anvisa informou, na nota técnica, que manteve as recomendações para medidas não farmacológicas de prevenção (como uso de máscaras), e as normas de notificação e de respostas a casos suspeitos e confirmados.

Os pontos de entrada no Brasil, informou a nota técnica, devem continuar a ter planos de contingências atualizados para enfrentamento de futuras emergências sanitárias internacionais. Também deverão ser mantidas as medidas para garantir a vigilância e o atendimento dos casos suspeitos e confirmados de covid.

A Anvisa também manteve a obrigação de administradores de terminais de passageiros e de meios de transporte comunicarem à agência reguladora eventos de saúde pública durante viagens. O isolamento de passageiros com sintomas compatíveis com covid-19 ou com contaminação confirmada está mantido.

Revogações

Nos últimos meses, a Anvisa tem revogado uma série de normas relativas à pandemia. Em março, ela derrubou a obrigatoriedade de máscaras em aeroportos e aviões, que passou a ser apenas recomendada.

No mês passado, a agência reguladora revogou as restrições sanitárias para navios de cruzeiros <https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2023-05/anvisa-revoga-restricoes-sanitarias-para-embarque-em-cruzeiros>. Em 2022, as regras de embarque haviam sido flexibilizadas.

Fonte: Agência Brasil Edição: Kleber Sampaio

Lula e Macron se reúnem neste mês em cúpula sobre pacto financeiro

A participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Cúpula para um Novo Pacto Financeiro Global foi ressaltada neste sábado (3) pelo presidente francês, Emmanuel Macron, por meio de uma rede social.

O evento, que ocorre em Paris, nos dias 22 e 23 de junho, abordará, entre outros pontos, a reforma dos bancos multilaterais de desenvolvimento, o financiamento de tecnologias verdes, a criação de novos impostos internacionais, e instrumentos de financiamento e direitos especiais de desenho.

A cúpula reunirá diversos líderes mundiais para tratar da temática. Além, da participação no evento, Lula também terá um encontro bilateral com Macron.

“Muito bom tê-lo conosco, querido Presidente @LulaOficial. Até daqui a 19 dias!”, tuitou Macron. ()

Great to have you with us, dear President @LulaOficial. See you in 19 days! https://t.co/alkksqDpNx— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) June 3, 2023

O presidente da França também disse que o mundo precisa de uma economia verde “que não deixe ninguém para trás”. Em seguida emendou: “juntos podemos criar um novo pacto financeiro”.

Logo depois, Lula respondeu a Macron agradecendo o convite e disse que o Brasil tem se reintegrado ao mundo e vem construindo parcerias com mais oportunidades para o país, baseadas na cooperação e no desenvolvimento sustentável.

O Brasil tem se reintegrado ao mundo, dialogando e construindo parcerias, em buscas de melhores oportunidades para nosso país, e um mundo com mais cooperação e desenvolvimento sustentável. Obrigado pelo convite, amigo @EmmanuelMacronhttps://t.co/NBX5JJyvyT— Lula (@LulaOficial) June 3, 2023

Em maio, durante a reunião do G7, Macron já havia defendido a formação de um novo pacto financeiro global para combater a pobreza e fortalecer o combate às mudanças climáticas. A proposta, lançada inicialmente pela França, durante a COP 27, no ano passado, no Egito, é focada na reforma do sistema financeiro global para responder aos desafios impostos pelo aquecimento global.

Fonte: Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

Organizações cobram maior proteção dos defensores de direitos humanos

Em junho do ano passado, o Brasil foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos e considerado como responsável pela violação dos direitos à verdade e à proteção da família de Gabriel Sales Pimenta, jovem advogado assassinado em 1982 aos 27 anos. Atuando na defesa dos direitos dos trabalhadores rurais, ele foi alvejado por tiros quando saía de um bar na cidade de Marabá (PA). Passados mais de 40 anos, a Corte Interamericana apontou falhas graves do Estado brasileiro, que não se mobilizou adequadamente para esclarecer as circunstâncias do crime e punir os envolvidos, sendo que havia testemunhas oculares e outros meios de prova disponíveis.

A sentença, além de fixar quantias indenizatórias a serem pagas à família de Gabriel, observa que o trabalho de defensores e defensoras de direitos humanos é “fundamental para o fortalecimento da democracia” e estabelece uma série de determinações ao país. Uma delas é a revisão e fortalecimento do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas.

Passado quase um ano da condenação, o cumprimento da determinação vem sendo cobrado pelo Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos (CBDDH). Apesar de promessas do governo federal e do alinhamento de algumas diretrizes, a entidade vê demora na efetivação de medidas combinadas em reuniões. No início da semana passada, o descontentamento foi exposto em um novo encontro com representantes do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH).

Proteção

O Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas do MDH abrange todo o território nacional e institui diversos mecanismos para garantir a integridade de quem esteja sofrendo risco ou sendo alvo das ameaças. São ativistas que atuam, por exemplo, em apoio à população em situação de rua, ribeirinhos, povos indígenas, quilombolas, crianças, mulheres em situação de violência doméstica, imigrantes em condição vulnerável, alvos de preconceito de raça e de gênero, trabalhadores em situação degradante e vítimas de violência armada ou de violações praticadas por forças de segurança do Estado. Defendem o direito à terra, à moradia, ao trabalho, à saúde, à educação e ao tratamento digno.

A inclusão no programa pode ocorrer por pedido do próprio interessado ou por solicitação de entidades da sociedade civil, do Ministério Público ou de outros órgãos públicos que tenham conhecimento da ameaça. Entre diversos mecanismos previstos, está o acompanhamento das investigações e a oferta de assistência jurídica e psicológica. Em casos excepcionais, é prevista a articulação da proteção policial e a retirada provisória da pessoa do seu local de atuação por até 90 dias.

“Vivemos um país que registra situações extremamente graves de violação de direitos humanos. Então é urgente que possamos fortalecer os mecanismos de proteção”, diz a ativista Sandra Carvalho, que atua na organização não governamental Justiça Global e integra o CBDDH. O comitê existe desde 2004 e é formado por 45 entidades e movimentos sociais de todo o Brasil.

De acordo com Sandra, as principais reivindicações são a paridade entre sociedade civil e governo no conselho deliberativo do programa, a aprovação de uma lei para institucionalizá-lo, a criação de um plano nacional de proteção e o reforço no orçamento. Procurado pela Agência Brasil, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania não respondeu.

Casos

“A necessidade de um programa eficaz de proteção se dá em um contexto em que infelizmente a gente tem no Brasil uma incidência muito grande de ameaças e assassinatos”, avalia Sandra. Embora observe que o maior número de casos ocorre no campo, ela destaca o crescimento de ocorrências no meio urbano. O mais emblemático, nos últimos anos, foi o assassinato em 2018 da vereadora carioca Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes. A parlamentar liderava um mandato com foco nos direitos humanos quando foi morta a tiros no Rio de Janeiro.

Em áreas rurais, ocorrências com grandes repercussões envolvem o assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang no Pará em 2005 e mais recentemente a do indigenista Bruno Pereira. Servidor de carreira da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), ele e o repórter britânico Dom Phillips foram mortos no ano passado em uma emboscada no Vale do Javari, no Amazonas.

A maioria dos casos, no entanto, ganham menos holofotes. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre assassinatos de defensores de direitos humanos entre 2015 e 2019 colocam o Brasil em segundo lugar no ranking de países com mais casos. Nesse período, foram registradas 1.323 ocorrências em todo o mundo, sendo que 174 em território brasileiro, o que corresponde a 13% do total.

Os números foram apresentados em uma audiência pública na Câmara dos Deputados em setembro de 2021 por Anastasia Divinskaya, representante da ONU Mulheres, e Mary Lawlor, relatora especial das ONU sobre a situação dos defensores dos Direitos Humanos. Na ocasião, elas observaram que o Brasil, embora manifeste apoio formal às recomendações sobre o tema em fóruns internacionais, não tem implementado diversas medidas.

A organização internacional Global Witness também divulgou recentemente um levantamento que revela um cenário preocupante. Dos 227 assassinatos de defensores de terras e do meio ambiente em todo o mundo no ano de 2000, 20 foram no Brasil. Os números do país só são superados por Colômbia, México e Filipinas. O relatório observa que os dados são parciais e não captam a verdadeira escala do problema, já que nem todos os casos são notificados.

Histórico

A primeira versão de um Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos foi lançada em 2004, no primeiro mandato do presidente Luís Inácio Lula da Silva, atendendo à demanda das organizações envolvida no CBDDH, criado no mesmo ano. O texto foi construído a partir de um grupo de trabalho e contou com a participação da sociedade civil.

De acordo com a ONU, defensores dos direitos humanos são “todos os indivíduos, grupos e órgãos da sociedade que promovem e protegem os direitos humanos e as liberdades fundamentais universalmente reconhecidos”. Esse conceito é absorvido pelo programa de proteção. Na versão atualmente em vigor, ele inclui ainda duas categorias específicas: comunicadores que disseminam informações visando promover os direitos humanos e ambientalistas que atuem na defesa do meio ambiente e dos recursos naturais. Segundo o site do governo federal, atualmente há 506 pessoas inscritas no programa.

Com o tempo, no entanto, lacunas foram sendo diagnosticadas pelas entidades. Mudanças também geraram descontentamento. “A presidenta Dilma, um pouco antes do seu impeachment, assinou um decreto que terminou com a possibilidade de participação social no conselho deliberativo do programa de proteção. Então a participação social, que era muito importante pra contribuir nas análises de risco, foram alijadas desse processo”, lamentou Sandra.

Um novo decreto foi editado em 2019 pelo então presidente Jair Bolsonaro. A participação social foi reestabelecida mas de forma não paritária: dos nove assentos, seis seriam preenchidos por representantes de órgãos ligados ao governo. “Nós, organizações da sociedade civil, não aceitamos porque isso seria uma falta de possibilidade de participação efetiva”, conta Sandra.

Segundo ela, o programa ficou fragilizado ao longo dos últimos anos, esvaziado de recursos e vive um processo de desestruturação. No mesmo período, cresceram as tensões decorrente da proliferação de discursos de ódio na política e da paralisação da demarcação das terras indígenas, da titulação dos territórios quilombolas, da reforma agrária e de políticas habitacionais urbanas.

“Durante o governo de Jair Bolsonaro, que tinha uma postura pública contrária à defesa dos direitos humanos, nós tivemos uma precarização muito forte da política de proteção. Então, logo que foi iniciado o trabalho da equipe de transição do governo Lula, o comitê elaborou um ofício fazendo um relato da situação e depois fizemos algumas reuniões para discutir diversos pontos”, acrescenta a ativista.

Reivindicações

Além da participação social paritária no conselho deliberativo, as organizações querem a aprovação de um projeto de lei que possibilite uma maior institucionalização do programa de proteção, atualmente respaldado apenas por decretos. Uma proposta tramita no Congresso Nacional desde 2007. Mas como as discussões se arrastam há muito tempo e diversas mudanças no texto já foram realizadas, o comitê acredita que ela não atende mais à demanda do contexto atual. Por isso, defendem a elaboração de um novo projeto, a ser encaminhado ao Congresso Nacional com um pedido de urgência.

As organizações querem ainda um maior aporte de recursos pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e a elaboração do Plano Nacional de Proteção a Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas, tal como já determinado pela Justiça no âmbito de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF). Através dele, seriam definidas todas as diretrizes para o programa de proteção em âmbito nacional.

“Nós fizemos algumas reuniões com o governo eleito e o ministro Silvio Almeida. Chegamos a um acordo em torno de um decreto interministerial que cria um grupo de trabalho para elaborar esse plano nacional. E um outro decreto que prevê a paridade entre sociedade civil e Estado no conselho deliberativo do programa de proteção. A nossa cobrança ocorre porque estamos sentindo que está havendo uma morosidade nessa tramitação. Já se passaram seis meses da posse do novo governo federal. Os textos dos decretos foram elaborados e estão prontos, em acordo com a sociedade civil. Mas dentro do governo, alguma coisa está emperrando e burocratizando esse processo”, avalia Sandra.

Na próxima semana, entre os dias 5 e 7 de junho, acontece em Brasília o Encontro Nacional do CBDDH. O ministro foi convidado para um pronunciamento na abertura e é esperado. “Ele confirmou a presença. A expectativa é que chegue com a boa notícia de que os decretos foram assinados”, finaliza a ativista.

Fonte: Agência Brasil Edição: Aline Leal

IFMA Caxias: seleção de profissionais externos para banca de heteroidentificação

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias lançou chamada pública para seleção de membros externos para atuarem nas bancas de heteroidentificação de candidatos autodeclarados negros – pretos e pardos – dos processos seletivos de ingresso nos cursos ofertados no Instituto. O edital compreende como membros externos pessoas que não estejam ligadas ao IFMA na condição de servidores. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 12 de maio.

São disponibilizadas quatro vagas para compor as bancas de validação e recursal que trabalharão no processo de heteroidentificação do Campus Caxias. Os membros selecionados serão pagos pelos serviços prestados nas bancas de heteroidentificação com o mesmo valor destinado aos membros internos do IFMA.

Para concorrer às vagas, o candidato deverá possuir cumulativamente os seguintes requisitos: I) Ter reputação ilibada; II) Ter experiência reconhecida na temática da promoção da igualdade racial e do enfrentamento ao racismo; e III) Possuir vínculo com alguma Instituição de Ensino Superior – IES e/ou com o poder público e/ou com Conselho Estadual da Igualdade Racial e/ou com o Conselho Municipal de Igualdade Racial e/ou organizações da sociedade civil ligadas à promoção e defesa da igualdade étnico-racial de algum município do Maranhão.

Os interessados devem acessar o formulário eletrônico disponível na página do seletivo. No ato da inscrição, os candidatos deverão anexar a documentação comprobatória dos requisitos exigidos para participação, conforme o edital, e, se for o caso, a comprovação dos critérios estabelecidos no Anexo I.

No processo de seleção, serão considerados critérios estabelecidos no item 6 do edital, como experiências em bancas de heteroidentificação, em políticas de ações afirmativas e das relações étnico-raciais. Também serão consideradas as participações em curso, minicurso, oficina e treinamento sobre os procedimentos de heteroidentificação e a temática da promoção da igualdade racial, enfrentamento ao racismo e promoção da igualdade étnico-racial. 

O resultado final está previsto para o dia 19 de junho. A seleção tem validade de dois anos, a contar da data de publicação do resultado final, podendo ser prorrogada por mais dois anos. Para mais informações, acesse a página de inscrição. Por: Ascom/ IFMA

Minas Gerais registra primeiro caso de gripe aviária em pato

Espécie rara, pato-mergulhão se reproduz pela primeira vez em cativeiro no mundo

O estado de Minas Gerais registrou seu primeiro caso de gripe aviária. O vírus foi encontrado em um pato de vida livre da espécie Cairina moschata, na cidade de Pará de Minas. Em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) destacou que se trata de um caso de influenza aviária de baixa patogenicidade (H9N2), que geralmente causa pouco ou nenhum sinal clínico nas aves. 

Em nota, a pasta detalhou que a detecção de um novo subtipo do vírus não tem relação com os focos confirmados de alta patogenicidade (H5N1) em aves silvestres nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que podem causar graves sinais clínicos e altas taxas de mortalidade. “Não requer a aplicação de medidas emergenciais e não compromete a condição do Brasil como país livre de IAAP [influenza aviária de alta patogenicidade]”. 

“O Mapa reforça que a influenza aviária de baixa patogenicidade não é uma doença de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e não traz restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros”. 

Subtipos 

Ainda segundo a pasta, os diversos subtipos do vírus da influenza aviária podem infectar esporadicamente outras espécies, como mamíferos, incluindo pessoas. Os casos de infecção humana, entretanto, são considerados esporádicos e relacionados à exposição sem proteção adequada às aves doentes, não havendo registro de transmissão entre humanos. 

“Evidências de presença de outros vírus de influenza aviária de baixa patogenicidade já foram encontradas no Brasil anteriormente. Esses vírus circulam normalmente em populações de aves silvestres, principalmente as aquáticas, em todo o mundo, causando doença leve ou assintomática em aves domésticas e selvagens.” 

O ministério alerta que o contato direto com aves doentes ou mortas deve ser evitado. Todas as suspeitas de influenza em aves domésticas ou silvestres, incluindo a identificação de aves com sinais respiratórios ou neurológicos devem ser notificadas ao órgão estadual de saúde animal ou à Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária. 

Novos focos 

Na quinta-feira (1º), foram confirmados mais seis focos de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) no país, totalizando 19 confirmações de focos em aves silvestres no Brasil. 

Dentre os seis casos recentes, quatro foram identificados no Espírito Santo, sendo três no município de Marataízes – nas espécies Thalasseus acuflavidus (trinta-réis de bando), Thalasseus maximus (trinta-réis-real) e Nannopterum brasilianum (biguá) – e um no município de Guarapari – Thalasseus acuflavidus (trinta-réis de bando). 

Os outros dois casos recentes foram identificados no Rio de Janeiro, ambos na espécie Thalasseus acuflavidus (trinta-réis de bando). 

Fonte: Agência Brasil Edição: Maria Claudia

STF começa a julgar mais 70 denúncias relacionadas a atos golpistas

Manifestantes invadem Congresso, STF e Palácio do Planalto.

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar hoje (2) mais 70 denúncias ligadas aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, quando centenas de vândalos invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes da República. 

O recebimento das denúncias é julgado no plenário virtual, modalidade na qual os ministros têm um período para votar pelo modo eletrônico, sem deliberação presencial. Esse é o sétimo lote de acusações ligadas ao 8 de janeiro que está sendo analisado. A sessão está prevista para durar até as 23h59 de 9 de junho. 

Até o momento, o Supremo já aceitou 1.176 denúncias relacionadas ao caso das 1.390 que foram apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), todas relacionados a dois grupos de infratores: pessoas que participaram diretamente dos atos de vandalismo e aquelas que incitaram o movimento. 

Nesta leva, seis denúncias são relativas a investigados acusados de participação direta nos atos. Neste caso, os crimes imputados são mais graves, entre os quais associação criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado ao patrimônio da União. 

As outras 64 denúncias em julgamento são relativas a incitadores dos atos golpistas, sobretudos aqueles que acamparam por semanas em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, local em que se pedia abertamente a intervenção militar sobre o resultado da eleição. Os crimes imputados são de associação criminosa e incitação à animosidade das Forças Armadas contra os Poderes Constitucionais. 

Nas seis levas anteriores, o placar de julgamento foi sempre de 8 a 2 pelo recebimento das denúncias, ficando vencidos somente os ministros Nunes Marques e André Mendonça. Para eles, as denúncias apresentam problemas por não individualizarem a contento a conduta de cada acusado, entre outros pontos. 

A principal queixa dos advogados e defensores públicos que atuam no caso, e enviaram sustentação oral em vídeo para o Supremo, é de que a PGR apresentou diversas denúncias com texto similar, sem especificar quem fez especificamente o que durante os atos de depredação do patrimônio. Outro argumento é o de que o Supremo não teria competência para julgar o caso, uma vez que muitos dos acusados não possuem foro privilegiado. 

Para a maioria do Supremo, contudo, a competência do tribunal se justifica porque os crimes ocorreram na própria sede da Corte. Outro ponto destacado é o de que há deputados federais investigados no caso, o que atrairia a competência para o Supremo. 

Uma vez aceita uma denúncia criminal, inicia-se nova fase do processo, em que são ouvidas testemunhas e na qual pode haver produção de provas. Em seguida, acusação e defesa devem apresentar, no caso a caso, para cada réu, suas alegações finais. Somente depois disto, haverá julgamento sobre eventual condenação dos envolvidos. Não há prazo definido para que isso ocorra. 

Fonte: Agência Brasil Edição: Kelly Oliveira