Blog do Walison - Em Tempo Real

Mutirão inclui quase 16 milhões de brasileiros no Censo 2022

Celular do recenseador do IBGE com o aplicativo de entrevistas para o Censo 2022.

Previsto para ser lançado na próxima quarta-feira (28), o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) esteve a um passo de ser comprometido. A falta de apoio para acesso dos recenseadores a áreas remotas ou carentes e resistência de alguns cidadãos abastecidos por notícias falsas por pouco fizeram o equivalente a quase um estado do Rio de Janeiro deixar de ser contado.

Ao longo dos últimos três meses, sucessivos mutirões do IBGE e do Ministério do Planejamento conseguiram reverter a situação. Uma série de forças-tarefas incluiu, de última hora, 15,9 milhões de brasileiros no censo. Ao todo, foram três operações especiais. A primeira buscou alcançar brasileiros na Terra Indígena Yanomami, que nunca tinham sido recenseados. As outras procuraram reduzir a taxa de não resposta em dois ambientes opostos, mas com resistência a recenseadores: favelas e condomínios de luxo.

“Nesta semana, vamos deixar para trás informações de 13 anos atrás, do Censo de 2010. Para formular políticas públicas, conhecer as demandas da população e atuar em emergências, precisamos de informações atualizadas. O recenseamento é essencial para conhecer quem somos, quantos somos e como somos hoje. Não como éramos”, diz o assessor especial do Ministério do Planejamento, João Villaverde.

Indígenas

Realizado em março, o recenseamento na Terra Indígena Yanomami incluiu 26.854 indígenas no censo, dos quais 16.560 em Roraima e 10.294 no Amazonas. O mutirão foi essencial para atualizar a população indígena no Brasil, estimada em 1,65 milhão de pessoas segundo balanço parcial apresentado em abril. O número completo só será divulgado em julho, quando o IBGE apresentará um balanço específico do Censo 2022 para a população indígena.

A operação na Terra Yanomami foi complexa, mas conseguiu, pela primeira vez na história, recensear 100% da etnia no território. Por envolver dificuldades de acesso a aldeias aonde só se chega de helicóptero, o mutirão foi coordenado por cinco ministérios e reuniu 110 servidores federais dos seguintes órgãos: Polícia Rodoviária Federal, que forneceu os helicópteros; Ministério da Defesa, que forneceu o combustível; guias do Ministério dos Povos Indígenas; servidores da Secretaria de Saúde Indígena da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai); além dos próprios recenseadores do IBGE.

Realizado de 7 a 30 de março, o mutirão foi necessário porque o recenseamento tradicional não conseguia chegar a todas as aldeias yanomami. Por causa das operações para retirar os garimpeiros e do remanejamento de helicópteros para as ações de resgate humanitário, o censo teve de reduzir o ritmo em fevereiro, quando cerca de apenas 50% da população do território havia sido contabilizada.

Favelas

Nas favelas, o censo esbarrava em outras dificuldades. Além da falta de segurança em alguns locais, muitos moradores não queriam abrir a porta para o recenseador porque tinham recebido falsas notícias de que teriam benefícios sociais cancelados. Outro problema, principalmente em áreas mais densas, era a falta de endereços nas comunidades. Muitas vezes, os recenseadores não tinham informação sobre novas moradias surgidas nos últimos anos, como puxadinhos e lajes num mesmo terreno.

“O que impedia a entrada dos recenseadores na favela era a falta de conexão dos recenseadores e do Poder Público com as pessoas que moram lá. Além disso, havia a falta de conscientização das pessoas por falta de uma explicação que alcançasse os moradores das favelas da importância do censo e de respostas sinceras e objetivas”, analisa o Marcus Vinicius Athayde, diretor do Data Favela e da Central Única adas Favelas (Cufa), que auxiliou o IBGE no mutirão.

O mutirão começou no fim de março, com o lançamento de uma campanha na Favela de Heliópolis, em São Paulo, do qual participou a ministra do Planejamento, Simone Tebet. A operação ocorreu em 20 estados e registrou aglomerados subnormais (nomenclatura oficial do IBGE para favelas) em 666 municípios. O número de habitantes só será conhecido em agosto, quando o IBGE divulgará um recorte do Censo 2022 para as favelas.

Segundo Athayde, a Cufa ajudou primeiramente por meio de uma campanha chamada Favela no Mapa, que usou as lideranças estaduais da entidade para conscientizar os moradores de favelas da importância de responder ao censo. Em seguida, a Cufa recrutou moradores de favelas e lideranças locais para atuarem como recenseadores e colherem os dados das comunidades onde moram. Também houve mutirões de respostas em eventos comunitários.

“Responder ao censo traz benefícios de volta para o morador da favela, para seus vizinhos, para sua família, na medida em que o governo e as políticas públicas atuarão de forma mais adequada para essa população”, destaca Athayde.

Condomínios

Por fim, o último flanco de resistência a recenseadores concentrava-se em condomínios de luxo, principalmente em três capitais: São Paulo, Rio de Janeiro e Cuiabá. “Historicamente, a taxa de não resposta, que é o morador que não atende ao recenseador, fica em torno de 5%. Isso em todos os países que fazem censo. Nessas três cidades, a taxa estava em 20% em condomínios de alto padrão”, conta Villaverde, do Ministério do Planejamento.

No Censo 2022, a média nacional de não respostas estava em 2,6% segundo balanço parcial divulgado em janeiro. No estado de São Paulo, alcançava 4,8%, principalmente por causa da recusa de moradores de condomínios de renda elevada.

Para contornar os problemas, o Ministério do Planejamento e o IBGE promoveram uma campanha maciça em redes sociais. Parte das inserções foi direcionada a sensibilizar porteiros, que obedecem a regras restritas para entrada de estranhos. Outra parte esclareceu que síndicos não têm o poder de proibir o morador de receber o IBGE. “Muitas pessoas queriam atender ao censo, mas não sabiam que o recenseador não tinha vindo porque o síndico vetava”, recordou Villaverde. Também houve reportagens de quase 10 minutos em televisões locais sobre o tema.

Segundo o assessor especial do Planejamento, a mobilização foi um sucesso. “Em uma dessas três capitais, conseguimos reduzir a taxa de não resposta para menos de 5% em condomínios de alta renda”, diz. A operação para os condomínios começou em 14 de abril e estendeu-se até 28 de maio, último dia de coleta de dados para o Censo 2022.

Entraves

A realização do Censo 2022 enfrentou diversos entraves. Inicialmente previsto para 2020, o recenseamento foi adiado por causa da pandemia de covid-19. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) obrigou o governo anterior a realizar o censo em 2022.

Na época, o Ministério da Economia autorizou R$ 2,3 bilhões para o censo, mesmo orçamento de 2019 que desconsiderava a inflação acumulada em dois anos. Com a coleta de dados iniciada em 1º de agosto, o Censo 2022 inicialmente estava previsto para encerrar-se em outubro do ano passado. Com dificuldades para a contratação, o pagamento e a manutenção de recenseadores, o fim do censo foi primeiramente adiado para fevereiro deste ano.

Com falta de verba e alta proporção de não recenseados, o governo atual decidiu fazer uma suplementação orçamentária de R$ 259 milhões ao IBGE. O Ministério do Planejamento também decidiu seguir a recomendação do Conselho Consultivo do IBGE, formado por ex-presidentes do órgão, demógrafos e acadêmicos, e estender a coleta de dados até o fim de maio. Em abril, uma série de remanejamentos internos no órgão evitou um novo pedido de verbas pelo IBGE.

Desde 29 de maio, o IBGE está rodando os dados, para a divulgação na próxima quarta-feira. “No início do ano, o ministério tomou a difícil decisão de seguir 100% das recomendações do Conselho Consultivo porque os dados colhidos até então não garantiam a qualidade do censo. Agora, com as operações especiais e o tempo extra de coleta, temos a certeza de que o recenseamento está robusto e em linha com os parâmetros internacionais de qualidade”, diz Villaverde.

Fonte: Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

CPMI de 8 de janeiro ouvirá ex-chefe da PMDF e coronel do Exército

Brasília (DF) 25/06/2023 - Coronel Jorge Eduardo Naime. Foto Polícia Militar do Distrito Federal.

CPMI de 8 de janeiro ouvirá ex-chefe da PMDF e coronel do Exército

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro tomará nesta segunda-feira (26), às 14h, o depoimento do ex-chefe do Departamento de Operações da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Jorge Eduardo Naime (foto), sobre a tentativa de invasão da sede da Polícia Federal, em Brasília, em 12 de dezembro de 2022 – data em que Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin foram diplomados como presidente e vice-presidente da República, respectivamente, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Naime será ouvido pelos deputados e senadores da CPMI que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro como testemunha, a pedido da relatora da comissão mista, senadora Eliziane Gama (PSD-MA). “Pensa-se que o senhor Jorge trará informações de enorme valia para a condução dos nossos futuros trabalhos na presente comissão”, avalia a senadora. 

 O coronel Jorge Eduardo Naime está preso no Complexo Penitenciário da Papuda (DF) desde fevereiro, acusado de omissão no 8 de janeiro, quando ocorreram os atos antidemocráticos na Praça dos Três Poderes, na capital federal. 

Agenda 

Na terça-feira (27), às 9h, será a vez do depoimento do ex-subchefe do Estado Maior do Exército Brasileiro, coronel Jean Lawand Júnior.  

O militar aparece em mensagens periciadas pela Polícia Federal, no celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro. Nas conversas telefônicas reveladas, o coronel Jean Lawand Júnior pediu a Cid que convencesse o ex-mandatário a dar um golpe de Estado e ordenar uma intervenção militar no Brasil para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida em 1º de janeiro. 

Os dois depoimentos estão previstos para serem tomados no plenário 2, da ala Nilo Coelho, no Senado Federal e os convocados não podem se recusar a comparecer. 

A CPMI de 8 de Janeiro já aprovou a convocação de 40 nomes para prestar depoimentos, na condição de testemunhas. Entre eles, o ex-ministro da Defesa do governo Bolsonaro, Braga Netto; o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno; o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e que ocupava a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal em 8 de janeiro, Anderson Torres; o tenente-coronel Mauro Cid, o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Marco Edson Gonçalves Dias, o G Dias, e o ex-diretor ajunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Saulo Moura da Cunha. Ambos indicados no governo do presidente Lula.  

O então ministro-chefe do GSI, general Gonçalves Dias, pediu demissão em abril, depois de aparecer, junto com outros funcionários da pasta, em imagens do circuito interno de segurança do Palácio do Planalto, gravadas em 8 de janeiro, no momento em que vândalos destruíam o palácio presidencial. 

Depoimentos recentes 

A CPMI de 8 de Janeiro já ouviu o empresário George Washington Sousa – condenado a 9 anos e 4 meses de prisão pela tentativa de atentado a bomba em um caminhão próximo ao Aeroporto JK, em Brasília, em 24 de dezembro de 2022; o diretor do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do DF, Leonardo de Castro; e os peritos da Polícia Civil do DF Renato Carrijo e Valdir Pires Filho, que fizeram exames nas proximidades do aeroporto e no referido caminhão. Além do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, acusado de direcionar ações do órgão, na Região Nordeste, para atrapalhar o segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Na última terça-feira (20), Silvinei Vasques negou ter interferido no andamento das eleições majoritárias. 

*Com informações da Agência Senado e Agência Câmara de Notícias 

Fonte: Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

Mutirão inclui quase 16 milhões de brasileiros no Censo 2022

Celular do recenseador do IBGE com o aplicativo de entrevistas para o Censo 2022.

Operação abrangeu terra Yanomami, favelas e condomínios de luxo

Geografia e Estatística (IBGE) esteve a um passo de ser comprometido. A falta de apoio para acesso dos recenseadores a áreas remotas ou carentes e resistência de alguns cidadãos abastecidos por notícias falsas por pouco fizeram o equivalente a quase um estado do Rio de Janeiro deixar de ser contado.

Ao longo dos últimos três meses, sucessivos mutirões do IBGE e do Ministério do Planejamento conseguiram reverter a situação. Uma série de forças-tarefas incluiu, de última hora, 15,9 milhões de brasileiros no censo. Ao todo, foram três operações especiais. A primeira buscou alcançar brasileiros na Terra Indígena Yanomami, que nunca tinham sido recenseados. As outras procuraram reduzir a taxa de não resposta em dois ambientes opostos, mas com resistência a recenseadores: favelas e condomínios de luxo.

“Nesta semana, vamos deixar para trás informações de 13 anos atrás, do Censo de 2010. Para formular políticas públicas, conhecer as demandas da população e atuar em emergências, precisamos de informações atualizadas. O recenseamento é essencial para conhecer quem somos, quantos somos e como somos hoje. Não como éramos”, diz o assessor especial do Ministério do Planejamento, João Villaverde.

Indígenas

Realizado em março, o recenseamento na Terra Indígena Yanomami incluiu 26.854 indígenas no censo, dos quais 16.560 em Roraima e 10.294 no Amazonas. O mutirão foi essencial para atualizar a população indígena no Brasil, estimada em 1,65 milhão de pessoas segundo balanço parcial apresentado em abril. O número completo só será divulgado em julho, quando o IBGE apresentará um balanço específico do Censo 2022 para a população indígena.

A operação na Terra Yanomami foi complexa, mas conseguiu, pela primeira vez na história, recensear 100% da etnia no território. Por envolver dificuldades de acesso a aldeias aonde só se chega de helicóptero, o mutirão foi coordenado por cinco ministérios e reuniu 110 servidores federais dos seguintes órgãos: Polícia Rodoviária Federal, que forneceu os helicópteros; Ministério da Defesa, que forneceu o combustível; guias do Ministério dos Povos Indígenas; servidores da Secretaria de Saúde Indígena da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai); além dos próprios recenseadores do IBGE.

Realizado de 7 a 30 de março, o mutirão foi necessário porque o recenseamento tradicional não conseguia chegar a todas as aldeias yanomami. Por causa das operações para retirar os garimpeiros e do remanejamento de helicópteros para as ações de resgate humanitário, o censo teve de reduzir o ritmo em fevereiro, quando cerca de apenas 50% da população do território havia sido contabilizada.

Favelas

Nas favelas, o censo esbarrava em outras dificuldades. Além da falta de segurança em alguns locais, muitos moradores não queriam abrir a porta para o recenseador porque tinham recebido falsas notícias de que teriam benefícios sociais cancelados. Outro problema, principalmente em áreas mais densas, era a falta de endereços nas comunidades. Muitas vezes, os recenseadores não tinham informação sobre novas moradias surgidas nos últimos anos, como puxadinhos e lajes num mesmo terreno.

“O que impedia a entrada dos recenseadores na favela era a falta de conexão dos recenseadores e do Poder Público com as pessoas que moram lá. Além disso, havia a falta de conscientização das pessoas por falta de uma explicação que alcançasse os moradores das favelas da importância do censo e de respostas sinceras e objetivas”, analisa o Marcus Vinicius Athayde, diretor do Data Favela e da Central Única adas Favelas (Cufa), que auxiliou o IBGE no mutirão.

O mutirão começou no fim de março, com o lançamento de uma campanha na Favela de Heliópolis, em São Paulo, do qual participou a ministra do Planejamento, Simone Tebet. A operação ocorreu em 20 estados e registrou aglomerados subnormais (nomenclatura oficial do IBGE para favelas) em 666 municípios. O número de habitantes só será conhecido em agosto, quando o IBGE divulgará um recorte do Censo 2022 para as favelas.

Segundo Athayde, a Cufa ajudou primeiramente por meio de uma campanha chamada Favela no Mapa, que usou as lideranças estaduais da entidade para conscientizar os moradores de favelas da importância de responder ao censo. Em seguida, a Cufa recrutou moradores de favelas e lideranças locais para atuarem como recenseadores e colherem os dados das comunidades onde moram. Também houve mutirões de respostas em eventos comunitários.

“Responder ao censo traz benefícios de volta para o morador da favela, para seus vizinhos, para sua família, na medida em que o governo e as políticas públicas atuarão de forma mais adequada para essa população”, destaca Athayde.

Condomínios

Por fim, o último flanco de resistência a recenseadores concentrava-se em condomínios de luxo, principalmente em três capitais: São Paulo, Rio de Janeiro e Cuiabá. “Historicamente, a taxa de não resposta, que é o morador que não atende ao recenseador, fica em torno de 5%. Isso em todos os países que fazem censo. Nessas três cidades, a taxa estava em 20% em condomínios de alto padrão”, conta Villaverde, do Ministério do Planejamento.

No Censo 2022, a média nacional de não respostas estava em 2,6% segundo balanço parcial divulgado em janeiro. No estado de São Paulo, alcançava 4,8%, principalmente por causa da recusa de moradores de condomínios de renda elevada.

Para contornar os problemas, o Ministério do Planejamento e o IBGE promoveram uma campanha maciça em redes sociais. Parte das inserções foi direcionada a sensibilizar porteiros, que obedecem a regras restritas para entrada de estranhos. Outra parte esclareceu que síndicos não têm o poder de proibir o morador de receber o IBGE. “Muitas pessoas queriam atender ao censo, mas não sabiam que o recenseador não tinha vindo porque o síndico vetava”, recordou Villaverde. Também houve reportagens de quase 10 minutos em televisões locais sobre o tema.

Segundo o assessor especial do Planejamento, a mobilização foi um sucesso. “Em uma dessas três capitais, conseguimos reduzir a taxa de não resposta para menos de 5% em condomínios de alta renda”, diz. A operação para os condomínios começou em 14 de abril e estendeu-se até 28 de maio, último dia de coleta de dados para o Censo 2022.

Entraves

A realização do Censo 2022 enfrentou diversos entraves. Inicialmente previsto para 2020, o recenseamento foi adiado por causa da pandemia de covid-19. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) obrigou o governo anterior a realizar o censo em 2022.

Na época, o Ministério da Economia autorizou R$ 2,3 bilhões para o censo, mesmo orçamento de 2019 que desconsiderava a inflação acumulada em dois anos. Com a coleta de dados iniciada em 1º de agosto, o Censo 2022 inicialmente estava previsto para encerrar-se em outubro do ano passado. Com dificuldades para a contratação, o pagamento e a manutenção de recenseadores, o fim do censo foi primeiramente adiado para fevereiro deste ano.

Com falta de verba e alta proporção de não recenseados, o governo atual decidiu fazer uma suplementação orçamentária de R$ 259 milhões ao IBGE. O Ministério do Planejamento também decidiu seguir a recomendação do Conselho Consultivo do IBGE, formado por ex-presidentes do órgão, demógrafos e acadêmicos, e estender a coleta de dados até o fim de maio. Em abril, uma série de remanejamentos internos no órgão evitou um novo pedido de verbas pelo IBGE.

Desde 29 de maio, o IBGE está rodando os dados, para a divulgação na próxima quarta-feira. “No início do ano, o ministério tomou a difícil decisão de seguir 100% das recomendações do Conselho Consultivo porque os dados colhidos até então não garantiam a qualidade do censo. Agora, com as operações especiais e o tempo extra de coleta, temos a certeza de que o recenseamento está robusto e em linha com os parâmetros internacionais de qualidade”, diz Villaverde.

Fonte: Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

Reajustes das mensalidades deixam estudantes sem opção

Participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 fazem, neste domingo (28), segundo dia de avaliação, provas de matemática e de ciência da natureza.

Os recentes reajustes das mensalidades do ensino superior podem deixar vários estudantes de fora da faculdade, por não terem condições de pagar, de acordo com estudo feito pela Quero Educação. O levantamento mostra que enquanto os futuros alunos buscam mensalidades de cerca de R$ 500, a média cobrada pelas instituições é R$ 722. Isso faz com que 68% daqueles que estão em busca de uma formação superior não encontrem opções viáveis.

O levantamento foi realizado a partir das buscas feitas na plataforma Quero Bolsa, um dos braços da Quero Educação. Pela plataforma, estudantes podem obter bolsas de estudos de 5% a 80% de desconto em instituições privadas. Hoje, as bolsas ofertadas cobrem, de acordo com a Quero, 10% das matrículas nas faculdades. Mais de 1,3 mil instituições ofertam bolsas de estudo pela plataforma.

Segundo a Quero Educação, no início deste ano as maiores instituições do mercado praticavam, na plataforma, um preço médio nas mensalidades de R$ 530, enquanto os alunos buscavam cursos com preço médio de R$ 526. Ao longo do ano, em meio à queda no poder de compra, os estudantes passaram a buscar graduações presenciais com um preço médio de R$ 495, enquanto o valor médio das mensalidades ofertadas na plataforma foi elevado para R$ 722, representando um aumento de 45% em relação a faixa buscada pelos alunos.

Se antes as instituições atendiam a 63% dos estudantes que buscavam vagas, agora essa porcentagem caiu para 32%. “Não houve aumento do poder de compra dos alunos, eles não podem pagar esse preço. É isso que a gente vem alertando. Está ficando muita gente de fora. E o fato é que as instituições não vão conseguir encher as suas salas”, alerta o diretor da Quero Educação, Marcelo Lima.

Para Lima os descontos nas mensalidades e as bolsas de estudos são mais vantajosas que os financiamentos, pois podem garantir a formação dos alunos sem que eles fiquem endividados quando deixam a universidade. “É uma grande oportunidade para as faculdades que quiserem trabalhar nesse mercado num preço mais acessível para os alunos. É uma oportunidade para elas encherem suas salas, porque é muito melhor ter uma sala cheia de alunos pagando R$ 500 do que ter uma sala pela metade, conseguindo captar aqueles alunos que estão dispostos a pagar R$ 720”.

Reajustes necessários

Entidades representativas do ensino superior reconhecem a dificuldade dos estudantes em pagar as mensalidades, mas ressaltam que os reajustes são necessários, uma vez que muitas das instituições, durante a pandemia, não aumentaram as mensalidades. “O preço é formado com base no custo. Houve, pela inflação, aumento real de custos nas universidades, aumento de luz, aluguel, correção de salários”, argumenta o diretor presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Celso Niskier. De acordo com ele, cerca da metade das vagas ofertadas pelas instituições não são preenchidas.

Segundo o diretor executivo do Semesp, que também representa as mantenedoras de ensino superior do Brasil, Rodrigo Capelato, cerca de 30% a 35% dos estudantes têm atualmente algum desconto ou bolsa. “Em 2023, houve pequena recuperação do setor, mas sempre com muito desconto, precisando ajustar valores porque o poder aquisitivo ainda está muito baixo e as famílias estão muito endividadas”, disse.

Capelato ressalta que não é possível oferecer descontos a todos os estudantes. “O valor médio das mensalidades é R$ 800 a R$ 1,5 mil. Senão, não pagamos os custos, principalmente no ensino presencial”.

Ambos defendem o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) como forma de manter os alunos e garantir a formação, já que mesmo com bolsas, eles não têm condições de pagar até o final do curso. Atualmente, o setor privado concentra 77% das matrículas do ensino superior brasileiro, de acordo com o último Censo da Educação Superior. “A gente precisa de uma forma de ingressar via setor privado, senão não consegue dar cobertura. E a melhor forma é ampliar o financiamento estudantil”, defende Capelato.

“As pessoas que buscam ensino superior carecem de financiamento estudantil, um novo Fies até para retomar o caráter social que defendemos, como era da origem. No Brasil, se não tiver financiamento com esse caráter, vai ter mais gente precisando fazer curso superior e não conseguindo”, defende Niskier.

Qualidade

Para os estudantes, é importante que o ensino ofertado seja de qualidade, o que muitas vezes não tem ocorrido, de acordo com a coordenadora de Comunicação da União Nacional dos Estudantes (Une), Manuella Silva.

“A gente precisa, nesse momento, para além de garantir que estudantes tenham acesso ao ensino superior, garantir a qualidade do ensino superior. O que nós vemos é o lucro acima da qualidade”, disse.

Segundo Manuella, a UNE recebe reclamações de estudantes que acabam tendo aulas gravadas há muitos anos, já desatualizadas, que não tem laboratórios para práticas, entre outras reclamações.

Sobre os reajustes, a estudante ressalta que os aumentos estão recaindo não apenas para os estudantes que estão ingressando na universidade, mas para aqueles que já estão matriculados e que acabam não tendo condições para se manter estudando.

De acordo com Manuella, a UNE defende, além de um Fies que consiga assegurar que os estudantes concluam os cursos, uma garantia de emprego, para que possam, assim que formados, quitar suas dívidas com o programa.

“A gente defende o Fies, mas defende que ele consiga garantir o pleno emprego, para que os estudantes consigam ter acesso ao mercado de trabalho. O Fies é importante para garantir entrada na universidade, mas que seja um Fies que os estudantes consigam entrar, permanecer e concluir um curso com qualidade, que não o deixem pela metade”, defende.

Fies

Atualmente, o Fies está sendo discutido em um grupo de trabalho criado pelo Ministério da Educação. As discussões, em tese, terminam em setembro. A Portaria 390, que oficializou o grupo de trabalho, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 8 de março, com a finalidade de promover estudos técnicos relacionados ao Fundo, como diagnósticos sobre a situação atual do Fies, a reavaliação do limite de financiamento e a desburocratização do programa.

Criado em 1999, o Fies oferece financiamento a estudantes de baixa renda em instituições particulares de ensino a condições mais favoráveis que as de mercado. O programa, que chegou a firmar, em 2014, mais de 732 mil contratos, sofreu, desde 2015, uma série de mudanças e enxugamentos. Em 2019, foram cerca de 67 mil ingressantes no ensino superior pelo Fies.

Um dos principais motivos para as mudanças nas regras do Fies, de acordo com gestões anteriores do Ministério da Educação, foi a alta inadimplência, ou seja, estudantes que contratam o financiamento e não quitam as dívidas após formados. O percentual de inadimplência registrado pelo programa chegou a atingir mais de 40%, de acordo com dados do ministério, de 2018.

Fonte: Agência Brasil Edição: Fernando Fraga

Homem é assassinado na frente da namorada ao sair de bar em Campo Maior, no Piauí

Homem é assassinado na frente da namorada ao sair de bar em Campo Maior, no Piauí — Foto: Divulgação /PM-PI

Helis Augusto de Oliveira, de 32 anos, foi morto logo após sair de um bar onde ocorria uma seresta. Ele tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas e homicídio.

Um homem de 32 anos, identificado como Helis Augusto de Oliveira, foi assassinado com três tiros na madrugada deste domingo (25), no bairro Cidade Nova, em Campo Maior, Norte do Piauí. A vítima foi executada na frente da namorada e de dois amigos.

De acordo com o 15º Batalhão da Polícia Militar do Piauí, Helis participava de uma seresta que acontecia em um bar da região. Após a festa acabar, o rapaz saiu do estabelecimento com a namorada e dois amigos, momento em que foi baleado por um homem, ainda não identificado.

Helis Augusto foi atingido no pescoço, tórax e nas costas. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O comandante do 15º BPM, tenente-coronel Etevaldo Silva, informou que o rapaz respondia a dois processos.

“Ele tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas e por um homicídio que ocorreu em abril de 2018”, afirmou o comandante.

O autor do crime ainda não foi identificado. A Polícia Civil deve investigar o caso. Fonte: G1-PI

Crise na Rússia: Putin diz que rebelião armada é “facada nas costas”

Rússia- 24-06-2023 Miliciano, Yevgeny Prigozhin líder do Grupo de milicianos que invadiram cidades da Rússia. Fotos Mídias socias.

Presidente fez um pronunciamento à nação neste sábado

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou a rebelião armada de membros do Grupo Wagner (antigos aliados do governo) como “facada nas costas” e prometeu punir quem trair as Forças Armadas. Putin fez um pronunciamento à nação neste sábado (24).

Ele discursou em meio a uma tentativa do que chamou de golpe da empresa militar privada Wagner. O presidente prometeu tomar “medidas duras” contra os amotinados, que “entraram voluntariamente no caminho da traição” e prepararam a “insurreição armada”. “Eles ​​serão responsabilizados perante o povo russo, garantiu o presidente ao público”, afirmou.

Origem da crise

Na noite de sexta-feira (23), o chefe do grupo Wagner, Evgeny Prigozhin, acusou os militares russos de atacar a base de seu grupo. O Ministério da Defesa da Rússia negou que tenha havido esse movimento.

O governo iniciou uma investigação criminal contra Prigozhin por “encenar uma insurreição armada”.

“A Rússia está hoje travando uma luta árdua por seu futuro”, disse Putin. Ele chamou o ataque de traição de “neonazistas e seus mestres”.

Batalha

Para ele, é uma batalha e pediu unidade no país. Putin considera que esse é um cenário semelhante ao de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial. “Intrigas, brigas, politicagem pelas costas do exército e do povo levaram ao colapso do Estado e à tragédia da guerra civil”

O presidente russo garantiu que vai impedir o ataque e prometeu “defender a Rússia e seu povo (…) inclusive de motim interno”, que segundo entende, é uma ameaça de morte ao Estado e à Nação russa.

Medidas

No pronunciamento, Putin disse que um protocolo especial de segurança antiterrorista foi promulgado em Moscou, na região de Moscou e em outros locais.

Ele reconheceu, entretanto, que a situação em Rostov-on-Don, no sul da Rússia, é “difícil”. No final do discurso, Putin garantiu fazer tudo o que puder para defender o “país, a ordem constitucional, a vida, a segurança e a liberdade dos cidadãos”.

Movimentos do exército privado

De acordo com apuração da Agência Reuters, os combatentes do exército privado Wagner estavam a caminho da capital e ocuparam a cidade de Rostov. Eles estariam já a 1.100 km até Moscou.

Os jornalistas da agência de notícias testemunharam que há transportes de tropas e um caminhão-plataforma carregando um tanque pela cidade de Voronezh a caminho de Moscou. Um helicóptero teria disparado contra eles.

Outra informação é que mais de 100 bombeiros estavam em ação em um depósito de combustível em chamas em Voronezh. Prigozhin acusou os militares russos de atingir alvos civis do ar enquanto tentavam retardar o avanço da coluna.

Prigozhin diz que seus homens estão em uma “marcha por justiça” para remover comandantes corruptos e incompetentes que ele culpa pela guerra na Ucrânia.

O chefe do grupo respondeu rapidamente que ele e seus homens não tinham intenção de se entregar.

Os jornalistas também identificaram que, em Moscou, houve uma maior presença de segurança nas ruas. A Praça Vermelha foi bloqueada por barreiras de metal.

Em uma série de mensagens divulgadas durante a noite, Prigozhin exigiu que o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, e o chefe do Estado Maior, Valery Gerasimov, fossem vê-lo em Rostov.

Grupo armado

Prigozhin é um aliado de longa data de Putin, lidera um exército privado que inclui milhares de combatentes recrutados nas prisões russas.

Os homens enfrentaram os combates mais ferozes da guerra de 16 meses na Ucrânia, incluindo a batalha prolongada pela cidade oriental de Bakhmut.

De acordo com a Reuters, ele protestou durante meses contra os altos escalões do exército regular, acusando os generais de incompetência e de reter munição de seus combatentes.

Neste mês, ele desafiou ordens para assinar um contrato que colocava suas tropas sob o comando do Ministério da Defesa.

“Somos 25 mil e vamos descobrir por que o caos está acontecendo no país”, disse ele à Reuters. Mais tarde, ele informou que seus homens se envolveram em confrontos com soldados regulares e derrubaram um helicóptero.

O general do Exército Vladimir Alekseyev emitiu um apelo em vídeo pedindo que Prigozhin reconsiderasse.

Repercussões

 Segundo a Agência Reuters, países ocidentais disseram que estão acompanhando de perto a situação na Rússia. A Casa Branca informou que o presidente Joe Biden foi informado.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, disse neste sábado que conversou com os ministros das Relações Exteriores do G7 e o alto representante da UE para relações exteriores depois que os combatentes do grupo mercenário Wagner assumiram o controle de algumas instalações militares no sul da Rússia.

“Os Estados Unidos permanecerão em estreita coordenação com aliados e parceiros à medida que a situação continuar a se desenvolver”, escreveu Blinken no Twitter.

“Isso representa o desafio mais significativo para o Estado russo nos últimos tempos”, afirmou o Ministério da Defesa britânico.

“Nas próximas horas, a lealdade das forças de segurança da Rússia, e especialmente da Guarda Nacional Russa, será a chave para o desenrolar desta crise.”

Zelenskiy: “fraqueza é óbvia”

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy se manifestou, neste sábado, em rede social, que a fraqueza da Rússia é óbvia. “Fraqueza em grande escala”, escreveu o presidente ucraniano, em uma mensagem nas redes sociais.

“E quanto mais a Rússia mantiver suas tropas e mercenários em nossa terra, mais caos, dor e problemas ela terá para si mesma mais tarde.”

*Com informações da Agência Reuters e do veículo autônomo RT (veículo autônomo com financiamento o governo russo)

Edição: Aécio Amado

Restos humanos foram encontrados em área onde ator Julian Sands desapareceu, diz polícia

Ator Julian Sands em 2013, em Beverly Hills — Foto: Richard Shotwell/Invision/AP

Sands, que fez os filmes ‘Uma janela para o amor’ e ‘Despedida em Las Vegas’, e nas séries ‘Smallville’ e ‘Dexter’, desapareceu em janeiro durante uma trilha em uma montanha na Califórnia.

Restos humanos foram encontrados em uma montanha, na área em que o ator britânico Julian Sands desapareceu, em janeiro. As informações são da agência de notícias Associated Press.

O ator foi dado como desaparecido no dia 13 de janeiro, depois de começar a trilha no monte Baldy, no sul da Califórnia. A região foi atingida por tempestades durante o inverno no Hemisfério Norte e as buscas

Segundo as informações, um corpo foi encontrado no sábado (24) por montanhistas, por volta das 10 horas da manhã, em um deserto perto do monte Baldy.

O corpo foi levado para ser identificado, procedimento que deve ser realizado na próxima semana, segundo o comunicado da polícia de San Bernardino, responsável pelo caso.

A autoridade local ainda informou que uma oitava tentativa de busca foi organizada no dia 17 de junho, sem sucesso.

O departamento de polícia não deu mais detalhes. Na sexta-feira (23), a família do ator enviou um comunicado sobre seu desaparecimento.

“Nós continuamos a manter Julian em nossos corações com memórias brilhantes de como ele era um pai maravilhoso, marido, explorador, amante da natureza e das artes, e como um artista original e colaborativo”, diz a nota.

O ator britânico, de 65 anos, ficou conhecido pelos filmes “Uma janela para o amor”, “Mistérios e Paixões”, “Aracnofobia”, “Despedida em Las Vegas” e “Warlock: O Demônio”. O ator também participou de alguns episódios das séries “Dexter” e “Smallville”. Ele é casado com a escritora Evgenia Citkowitz e tem três filhos. Fonte: G1

Caminhonete tomba em duna em Jericoacoara e fere sete turistas de Santa Catarina e Ceará

Caminhonete com 12 turistas tombou em duna de Jericoacoara, onde esse tipo de passeio é proibido — Foto: Arquivo pessoal

Veículo conduzia 12 passageiros; sete deles foram levados para a Unidade de Pronto Atendimento da cidade de Camocim, no litoral cearense.

Um veículo turístico tombou na tarde deste sábado (24) em uma duna de Jericoacoara, um das praias mais visitadas do Ceará. Doze turistas do Ceará e Santa Catarina estavam na caçamba do veículo, e sete deles sofreram ferimentos.

As pessoas machucadas foram levadas à Unidade de Pronto Atendimento de Camocim, cidade vizinha ao local do acidente. Um dos feridos relatou fortes dores na coluna e foi imobilizado antes de ser colocada na ambulância. Outras seis pessoas tiveram escoriações leves.

Conforme testemunhas, o motorista perdeu o controle do veículo na descida de uma duna bastante íngreme, muito visitada por turistas.

Trafegar nas dunas locais é proibido, no entanto, não há fiscalização e esse tipo de passeio é comum no litoral cearense. Em 2022, duas turistas de Mato Grosso morreram em um acidente em uma duna na cidade de Camocim.

O acidente ocorreu próximo ao local onde era realizada a quarta edição da “Corrida de Buggy das Dunas de Guriú”. As equipes de socorrista da competição foram as primeiras pessoas a prestar socorro aos turistas feridos.

Acidente em duna no litoral cearense deixou sete pessoas feridas, uma delas sofreu dores na coluna e foi imobilizada antes de levada a uma UPA — Foto: Jijoca Jeri on-line/Reprodução

Fonte: G1-CE

Homem é morto após discussão durante festa de São João, no Sertão

Caso aconteceu na manhã deste sábado (24), em Boa Ventura, no Vale do Piancó.

Um homem de 38 anos foi morto a tiros, na manhã deste sábado (24), em Boa Ventura, na região conhecida como Vale do Piancó, no Sertão da Paraíba, O crime teria acontecido após um desentendimento entre vítima e suspeito durante uma festa de São João.

Conforme informações do delegado Ilamilto Simplício, eles discutiram na festa de São João da cidade. Quando a vítima já estava em casa, por volta das 5h30, o suspeito chegou no local, chamou o homem e atirou nele, com uma espingarda.

O delegado ainda informou que a vítima morreu no local. O suspeito foi encontrado horas depois, em sua residência, na zona rural da cidade. Ele foi preso e encaminhado para a delegacia de Itaporanga. Fonte: G1-PB

Mulher é presa após tomar faca de marido e o ferir no pescoço em São João da Varjota, no Piauí

Mulher é presa após tomar faca de marido e o ferir no pescoço em São João da Varjota, no Piauí — Foto: Polícia Militar

Segundo a Polícia Militar, os quatro homens são suspeitos de cometer assaltos na região. Eles estavam trafegando num carro de cor branca, e atiraram contra os policiais ao serem abordados.

Uma mulher foi presa por ferir com um golpe de faca o próprio marido durante uma discussão entre os dois, neste sábado (24), em São João da Varjota. Segundo a Polícia Militar, a mulher tomou a faca das mãos do marido, que tentava esfaqueá-la.

O casal havia passado a noite num festejo na cidade, e começaram a discutir quando chegaram em casa, por volta de 6h. A briga evoluiu para a troca de agressões entre os dois, ao ponto de o homem quebrar o celular da esposa.

Durante a briga, o homem teria pegado uma faca para feri-la. A mulher conseguiu pegar a arma e agredir ele no pescoço. O homem foi socorrido e levado para uma Unidade de Pronto Atendimento em Oeiras.

A mulher ficou esperando os policiais militares, que foram acionados por volta das 7h. Os familiares dela, que presenciaram a situação, contaram aos policiais que ela agiu para se defender.

A mulher foi conduzida para a Central de Flagrantes, em Oeiras, para passar pelos procedimentos. Duas facas foram apreendidas. O caso deve ser investigado pela Polícia Civil. Fonte: G1-PI