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Líder marubo que comandou buscas por Dom e Bruno morre em Manaus

Atalaia do Norte (AM), 27/02/2023 - O líder indígena, Paulo Marubo, durante visita a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), para anunciar a retomada de ações de proteção a povos indígenas.

Morreu neste sábado (3) o líder indígena Paulo Marubo, que coordenou a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) por três vezes, em Manaus. Um dos companheiros de luta do indigenista Bruno Pereira, assassinado em 2022, ele teve uma piora, nesta semana, em seu quadro de hepatite.

Segundo o advogado Eliésio Marubo, outra liderança ligada à entidade, Paulo Marubo, seu tio, já apresentava ontem os rins e o fígado bastante comprometidos pela doença. Paulo Marubo foi um dos responsáveis por estruturar a Equipe de Vigilância da Univaja (EVU), que surgiu com a função de ampliar a segurança dos povos originários que habitam a Terra Indígena do Vale do Javari.

O território concentra o maior número de indígenas em isolamento voluntário do mundo e vive sob ameaças do tráfico internacional de drogas, entre outros tipos de crime, como a pesca e a caça ilegais. Paulo Marubo esteve à frente da Univaja por quase uma década e foi quem liderou as buscas pelo indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips, do The Guardian.

Eliésio Marubo esclareceu que Paulo Marubo chegou a precisar de reposição de plaquetas, fragmentos que ajudam na coagulação do sangue, e da retirada de líquidos da cavidade abdominal. O ex-coordenador da Univaja teve que ser transportado para Tabatinga (AM) e, depois, para Manaus, onde deu entrada no Hospital 28 de Agosto e permaneceu no corredor da unidade, sem receber o devido cuidado dos profissionais. A transferência ocorreu, pelo que informou Eliésio Marubo, em virtude da precariedade no atendimento da rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

Eliésio Marubo estendeu a crítica à pasta de segurança do Amazonas. No seu entender, o governo deveria ter oferecido um esquema efetivo para garantir a integridade de Paulo Marubo, tendo em vista que era um alvo de criminosos e havia sido ameaçado de morte inúmeras vezes, de modo que, ao ficar vulnerável na unidade hospitalar, o risco aumentava.

“Ele contribuiu muito para o modelo da Univaja. Criou uma nova forma de a entidade trabalhar, enfrentar os desafios da nossa região e nos deixa com muita dor por esse passamento.”

Em nota, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) reconheceu o legado deixado por Paulo Marubo. Na mensagem, a entidade afirma que ele “criou condições para que a floresta e as vidas que ali habitam sigam em pé”.

Agência Brasil procurou os ministérios dos Povos Indígenas e da Saúde e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e aguarda retorno. A reportagem também pediu posicionamento da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.

Fonte: Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar

Blindados chegam a Roraima e reforçam fronteira com Venezuela e Guiana

Manaus (AM) – O Comandante do Exército, General de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, acompanhou a chegada de 50 viaturas ao Centro de Embarcações do Comando Militar da Amazônia nesta terça-feira, 30. A chegada do material faz parte da Operação Roraima, uma grande mobilização logística do Exército que envolveu unidades do sul ao norte do país para transporte de equipamentos militares para a região amazônica. As viaturas reforçarão a defesa da fronteira no norte do país. Foto: Exército Brasileiro/Divulgação

O Exército brasileiro completou o envio de 28 blindados para Roraima com objetivo de reforçar a segurança na fronteira com Venezuela e Guiana após o aumento da tensão entre os dois países devido à disputa pela região de Essequibo.

A transferência de blindados para o norte do país faz parte da Operação Roraima, que tem mandado equipamentos militares para a região amazônica. Segundo o Exército, o projeto prevê o aumento em 10% o efetivo de tropas no Comando Militar do Norte e no Comando Militar da Amazônia.

“A chegada dos blindados é resultado do planejamento do Exército Brasileiro voltado para reforçar e priorizar a Amazônia”, afirmou, em nota, o Centro de Comunicação Social do Exército.

A estrutura da unidade militar de Roraima tem sido ampliada de esquadrão para regimento. “Após a transformação completa da unidade, prevista para 2025, o Regimento passará a ter três esquadrões e um efetivo de cerca de 600 militares”, informou o Exército.

Esses equipamentos saíram de Campo Grande (MS), em 17 de janeiro, e chegaram à Manaus na semana passada, após percorrerem mais de 3,5 mil quilômetros. Em seguida, foram deslocados até Roraima.

O comboio que chegou à Boa Vista (RR) foi composto por 14 Viaturas Blindadas Multitarefa (VBMT) 4×4 Guaicurus, todas equipadas com sistemas de armas remotamente controlados, meios optrônicos de visão termal e módulos de comando e controle, além de oito Viaturas Blindadas de Transporte de Pessoal Médio sobre Rodas (VBTP-MR) Guarani, seis Viaturas Blindadas de Reconhecimento Média Sobre Rodas (VBR-MSR) EE-9 Cascavel, e outras viaturas administrativas.

Disputa territorial

O deslocamento de tropas e equipamentos militares para Roraima teve início após a escalada de tensões entre Venezuela e Guiana causada pela disputa pelo território de Essequibo. Alvo de uma controvérsia que remonta ao século 19, esse território voltou a ser reclamado pelo governo da Venezuela no ano passado. Em dezembro, os eleitores venezuelanos aprovaram, em referendo, a incorporação de Essequibo, que soma 75% da atual Guiana.

O território de 160 mil km² com uma população de 120 mil pessoas é alvo de disputa pelo menos desde 1899, quando esse espaço foi entregue à Grã-Bretanha, que controlava a Guiana na época. A Venezuela, no entanto, não reconhece essa decisão e sempre considerou a região “em disputa”

Em 1966, as Nações Unidas intermediaram o Acordo de Genebra – logo após a independência da Guiana –, segundo o qual a região ainda está “por negociar”. Existem estimativas que a região dispõe de bilhões de barris de petróleo.

Em 15 de dezembro de 2023, os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Guiana, Irfaan Ali, se comprometeram a não usar a força um contra o outro para resolver a controvérsia. O Brasil ajudou a mediar o encontro e uma nova reunião entre os dois presidentes deve ocorrer até março deste ano para continuar as negociações.

Fonte: Agência Brasil Edição: Sabrina Craide

Dia Mundial do Câncer alerta para importância da prevenção

O dia 4 de fevereiro foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para ser o Dia Mundial de Combate ao Câncer e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) aproveita a data para fazer um alerta sobre o diagnóstico precoce para o enfrentamento da doença. Segundo levantamento feito pela entidade, 31% dos mais de 760 oncologistas clínicos entrevistados para um censo consideram o diagnóstico tardio como um dos principais problemas para o controle do câncer no Brasil.

Entre os oncologistas, 19% apontam falhas no acesso e qualidade dos exames de detecção e controle do câncer e 5% se queixam da falta de campanhas ou programas eficientes de conscientização e prevenção, além da baixa adesão da população aos programas de prevenção e tratamento já existentes. O maior problema apontado pela pesquisa realizada no ano passado foi a dificuldade de acesso a novos tratamentos.

Segundo a Presidente da SBOC, Anelisa Coutinho, o censo permitiu que a entidade conhecesse os desafios apresentados pelos profissionais. “A partir dessas informações, a SBOC tem buscado ampliar parcerias para auxiliar o governo e demais tomadores de decisão em diferentes ações voltadas ao acesso a novas terapias. Em nossos eventos e canais de comunicação com a sociedade, também temos promovido diferentes ações de conscientização e prevenção do câncer.”

Para contribuir e fortalecer o tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS), a SBOC vai oferecer, por meio de uma dessas parcerias, um treinamento virtual sobre oncologia clínica direcionado para os agentes comunitários de saúde. O conteúdo será disponibilizado pelo aplicativo Con.te, que é uma plataforma voltada a esses profissionais e mantida pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e Grupo Laços. “A atuação da SBOC neste projeto será de curadoria e produção de conteúdos técnicos sobre oncologia com foco nos agentes de saúde”, explicou a SBOC.

Câncer de mama

Após Dia Mundial do Câncer, o dia 5 de fevereiro foi definido como o Dia Mundial da Mamografia, mais uma oportunidade para reforçar a necessidade da prevenção. O câncer de mama é o subtipo mais comum da doença entre as mulheres. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que o Brasil tenha cerca de 700 mil novos casos de câncer por ano entre 2023 e 2025.

O câncer é a segunda doença que mais mata no mudo, com cerca de 9,6 milhões de mortes anuais. O câncer de mama é o primeiro mais incidente, atingindo 10,5% da população, seguido do câncer de próstata, com 10,2%.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), entre 30% e 50% dos cânceres podem ser evitados por meio da implementação de estratégias baseadas na prevenção. Por isso, as entidades médicas aproveitam essas datas para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Exames

Uma pesquisa encomendada por um laboratório farmacêutico revelou que a disseminação da prevenção ao câncer de mama ainda é baixa no Brasil. Segundo o estudo, apenas dois terços das 1.007 entrevistadas realizam autoexame, exames clínicos e mamografias, quando estimuladas e orientadas por seus médicos. Os dados mostram que 64% das brasileiras acreditam que o câncer de mama se desenvolve exclusivamente de forma hereditária.

Os números também indicam que 42% das mulheres nunca realizaram a mamografia, porque algumas se consideram jovens demais e outras alegam falta de pedido médico. Foram entrevistadas mulheres entre 25 e 65 anos. A pesquisa O que as mulheres brasileiras sabem sobre o câncer de mama, atitudes e percepções sobre a doença mostrou que sete em cada dez mulheres consultaram ginecologistas no último ano, com variações notáveis entre as classes sociais. Entre as classes mais altas e com maior escolaridade a taxa é de 80, enquanto 2% das entrevistadas afirmam nunca terem consultado ginecologista.

Com relação à realização do exame de mamografia, 49% das mulheres afirmam que fazem regularmente. Pelo menos 60% são das classes A/B, enquanto 37% são das classes D/E. Duas em cada dez mencionaram que o exame foi realizado porque o médico solicitou (20%), enquanto 16% afirmaram que o fizeram devido à sensação de um caroço ou nódulo.

A recomendação do Ministério da Saúde é que a mamografia de rastreamento, aquela que é feita quando não há sinais nem sintomas, seja realizadas em mulheres com idade entre 50 a 69 anos, uma vez a cada dois anos, como forma de identificar o câncer antes do surgimento de sintomas.

A diretora de oncologia do laboratório responsável pela pesquisa, Flávia Andreghetto, ressaltou que é preciso ter um diálogo aberto e claro com as mulheres devido à importância da conscientização sobre os problemas que podem afetar a saúde feminina. “Ao considerar que muitas mulheres já compreendem que a detecção precoce da doença pode significar uma perspectiva de vida melhor, tornando-se crucial quando se aborda os diferentes subtipos, diagnosticar a doença nos estágios iniciais pode culminar em tratamentos mais eficazes, oferecendo, conforme o subtipo, opções mais vantajosas para as pacientes”, disse.

Fonte: Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar

Tire as principais dúvidas sobre a vacinação contra dengue

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A vacina Qdenga, do laboratório japonês Takeda, teve seu registro aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023. O processo permite a comercialização do produto no Brasil, desde que mantidas as condições aprovadas. Em dezembro, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação do insumo no Sistema Único de Saúde (SUS).

Na próxima semana, as doses começam a ser distribuídas a 521 municípios selecionados pelo Ministério da Saúde para iniciar a vacinação na rede pública. As cidades compõem um total de 37 regiões de saúde que, segundo a pasta, são consideradas endêmicas para a doença. Serão vacinadas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade, faixa etária que concentra maior número de hospitalizações por dengue, atrás apenas dos idosos.

Confira algumas das principais perguntas e respostas sobre a vacinação com a Qdenga no país:

Quando começa a vacinação contra a dengue no SUS?

A previsão é que as doses comecem a ser distribuídas aos 521 municípios na próxima semana. Segundo o ministério, as cidades têm liberdade para dar início à vacinação assim que as doses começarem a chegar. A organização das campanhas, incluindo datas, horários e pontos de vacinação, portanto, ficará a cargo dos governos estaduais e municipais. Será preciso conferir o cronograma com as prefeituras e as secretarias estaduais e municipais de saúde.

Quem pode tomar a vacina pelo SUS?

Apesar de a bula da Qdenga indicar o imunizante para pessoas com idade entre 4 e 60 anos, o ministério anunciou que, no SUS, o público-alvo, neste primeiro momento, vai incluir apenas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, grupo que concentra maior número de hospitalizações por dengue, atrás apenas dos idosos. A decisão foi tomada em razão da quantidade limitada de doses a serem fornecidas pelo laboratório fabricante.

Não estou entre o público prioritário. Como faço para tomar a vacina?

Quem está fora da faixa etária classificada como prioritária pela pasta deve procurar a vacina na rede particular. Neste caso, é preciso ficar atento, já que há dois imunizantes distintos no mercado: a Qdenga e a Dengvaxia, do laboratório francês Sanofi. A segunda opção, entretanto, é indicada para a faixa etária de 6 a 45 anos e recomendada somente para pessoas que já foram previamente infectadas pela dengue.

Qual o preço da vacina no sistema particular?

O preço praticado em laboratórios e farmácias particulares flutuou bastante ao longo dos últimos 11 meses. Quem tomou a dose assim que a Qdenga foi aprovada pela Anvisa pagou mais barato. Quem buscou a imunização após a explosão de casos no país teve de se planejar melhor. Os valores, atualmente, giram em torno de R$ 400 cada dose, sendo que o combo com duas doses (esquema completo) sai mais em conta.

Gestantes e lactantes podem tomar a vacina?

A Qdenga é contraindicada para gestantes e lactantes e, portanto, não pode ser administrada nem na rede pública, nem na privada. A dose também não é indicada para pessoas com imunodeficiências primárias ou adquiridas e indivíduos que tiveram reação de hipersensibilidade à dose anterior. Mulheres em idade fértil e que pretendem engravidar devem usar métodos contraceptivos por um período de 30 dias após a vacinação.

Porque a vacina não é indicada para pessoas com mais de 60 anos?

Pessoas com mais de 60 anos não têm indicação para receber a dose em razão da ausência de estudos clínicos. Apesar disso, a Agência Europeia de Medicamentos e a Administración Nacional de Medicamentos, Alimentos y Tecnología Médica, agência regulatória argentina, aprovaram o uso de Qdenga a partir dos 4 anos sem limite superior de idade, considerando potenciais benefícios no grupo, mais suscetível às formas graves da doença.

“Assim, a recomendação para indivíduos com mais de 60 anos deve ser encarada como uma indicação off label, a critério médico, respaldada pela aprovação por outras agências regulatórias, mas sem dados que atestem a segurança e a eficácia”, detalhou a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim).

A vacina também protege contra o Zika e o Chikungunya?

A Qdenga previne exclusivamente casos de dengue e não protege contra outros tipos de arboviroses, como Zika, Chikungunya e febre amarela. Vale lembrar que, para a febre amarela, no Brasil, estão disponíveis duas vacinas: uma produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), utilizada pela rede pública, e outra produzida pela Sanofi, utilizada pelos serviços privados de imunização e, eventualmente, pela rede pública.

Quantas doses e com que intervalo deve ser aplicada a vacina?

O esquema completo da Qdenga é composto por duas doses, a serem administradas por via subcutânea com intervalo de 3 meses entre elas. Quem já teve dengue também deve tomar a dose. A recomendação, nesses casos, é especialmente indicada por conta da melhor resposta imune à vacina e também por ser uma população classificada como de maior risco para dengue grave.

Para quem apresentou a infecção recentemente, a orientação é aguardar 6 meses para receber o imunizante. Já quem for diagnosticado com a doença no intervalo entre as duas doses deve manter o esquema vacinal, desde que o prazo não seja inferior a 30 dias em relação ao início dos sintomas.

A vacina contra a dengue passou por testes?

A Qdenga demonstrou ser eficaz contra a dengue tipo 1 em 69,8% dos casos; contra a dengue tipo 2, em 95,1%; e contra a dengue tipo 3, em 48,9%. Já a eficácia contra a dengue tipo 4 não pôde ser avaliada devido ao número insuficiente de casos causados pelo sorotipo durante o estudo. Também houve eficácia contra hospitalizações por dengue, com proteção geral de 84,1% e estimativas semelhantes entre soropositivos (85,9%) e soronegativos (79,3%).

Quantas e quais são as vacinas contra a dengue aprovadas para uso no Brasil?

A Qdenga é a primeira vacina contra a dengue aprovada no Brasil para um público mais amplo, já que o imunizante aprovado anteriormente, Dengvaxia, do laboratório francês Sanofi-Pasteur, só pode ser utilizado por quem já teve dengue. A Dengvaxia não foi incorporada ao SUS e é contraindicada para indivíduos que nunca tiveram contato com o vírus da dengue em razão de maior risco de desenvolver quadros graves da doença.

Há estudos para a produção de uma vacina brasileira contra a dengue?

Maior produtor de vacinas e soros da América Latina e principal produtor de imunobiológicos do Brasil, o Instituto Butantan está em fase final de desenvolvimento de uma nova vacina contra a dengue. Assim como a Qdenga, o imunizante do Butantan é tetravalente e, portanto, protege contra os quatro subtipos do vírus, mas conta com um diferencial: será administrado em dose única, contra as duas doses necessárias da Qdenga. A previsão é que o instituto entre com o pedido de registro junto à Anvisa ainda este ano.

arte dengue

Fonte: Agência Brasil Edição: Fernando Fraga

Hospital de Campanha para combate à dengue abre nesta segunda no DF

Brasília (DF), 04/02/2024, O Hospital de Campanha montado durante este final de semana no Distrito Federal (DF) começa a atender pacientes com sintomas de dengue nesta segunda-feira (5). Serão oferecidos 60 leitos para atender pacientes 24 horas por dia. A unidade conta ainda com duas salas para hidratação, uma de adultos e outra infantil, além de um laboratório para coleta e exames para o diagnóstico da doença..  Foto Ascom/FAB

O Hospital de Campanha montado durante este final de semana no Distrito Federal (DF) começa a atender pacientes com sintomas de dengue nesta segunda-feira (5). Serão oferecidos 60 leitos para atender pacientes 24 horas por dia. A unidade conta ainda com duas salas para hidratação, uma de adultos e outra infantil, além de um laboratório para coleta e exames para o diagnóstico da doença.

O Hospital de Campanha da Força Aérea Brasileira (FAB) foi montado na Ceilândia, região administrativa do DF que fica a 30 quilômetros da Esplanada dos Ministérios. O local é o mais populoso da unidade federativa e concentra o maior número de casos de dengue até agora registrados.  

“Nosso objetivo é desonerar as UPAS [Unidades de Pronto-Atendimento] da região, visto que hoje o Distrito Federal concentra em torno de 20% dos casos de dengue do país”, destacou o Comandante da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno.

unidade de pronto atendimento fica ao lado da UPA Ceilândia e do Hospital Cidade do Sol, na Área Especial D, Via P1 Norte. Ao todo, 29 profissionais de saúde militares, entre médicos, enfermeiros e técnicos de laboratório, vão atuar na unidade que deve funcionar por 45 dias.

Explosão de casos

A população do DF tem sofrido com o aumento de 920% nos casos de dengue neste ano se comparado com o ano passado. Foram 29,5 mil casos de dengue confirmados na capital em 2024, sendo mais de 7 mil na Ceilândia. Seis pessoas já morreram em decorrência da doença no Distrito Federal.

A situação levou o governo do DF a decretar estado de emergência no dia 25 de janeiro, pedindo apoio do governo federal. Ao todo, 247 miliares foram treinados para reforçar o combate à doença com visitas domiciliares.

Fonte: Agência Brasil Edição: Sabrina Craide

Alok é atração confirmada no Carnaval 2024 de São Luís

O Dj Alok — Foto: Hudson Rennan

O artista se apresenta na capital maranhense no dia 13 de fevereiro, na Cidade do Carnaval, na Avenida Vitorino Freire (ao lado do Terminal de Integração da Praia Grande).

O Dj Alok — Foto: Hudson Rennan

Sucesso de público no Brasil e exterior e conhecido por músicas como ‘Hear Me Now’, ‘Headlights’ e ‘Deep Down’, o DJ Alok, de 32 anos, promete agitar o Carnaval oficial em São Luís, com suas músicas contagiantes. A informação foi divulgada, nesta sexta-feira (2), pela Prefeitura de São Luís.

O artista se apresenta na capital maranhense no dia 13 de fevereiro, na Cidade do Carnaval, na Avenida Vitorino Freire (ao lado do Terminal de Integração da Praia Grande), região do Centro Histórico de São Luís.

Nascido em Goiânia, o DJ Alok começou a carreira tocando com seu irmão gêmeo, Baskhar. Em 2010, ele decidiu seguir carreira solo, lançando, em 2016, seu grande sucesso ‘Hear Me Now’, que fez o DJ ganhar projeção internacional.

Atualmente, Alok é um dos ícones da cena eletrônica brasileira, acumulando diversos prêmios ao longo de sua carreira, como “Melhor DJ do Brasil” pela revista House Mag, em 2014 e 2015. Em 2021, ele foi eleito o 4º melhor DJ do mundo pela revista britânica DJ Mag.

Carnaval 2024 em São Luís

Outras atrações nacionais também serão destaque na programação do Carnaval oficial em São Luís e devem animar o público na Cidade do Carnaval. Entre elas estão:

  • Manu Bahtidão – dia 9 de fevereiro
  • Grupo Olodum – dia 11 de feveireiro
  • Iguinho & Lulinha – dia 13 de fevereiro Fonte: G1-MA.

Homem é assassinado a tiros na calçada da casa do irmão, em Parnaíba

O rapaz estava sentado em frente a casa de seu irmão. — Foto: Reprodução

Segundo a PM, a vítima, Francisco da Silva, de 35 anos, estava sentado na calçada quando foi surpreendido e assassinado. Ele também morava na rua em que foi morto.

O rapaz estava sentado em frente a casa de seu irmão. — Foto: Reprodução

Um homem chamado Francisco da Silva, de 35 anos, foi assassinado a tiros na frente da casa de seu irmão na noite dessa quinta-feira (01), no bairro Alto Santa Maria, em Parnaíba.

O crime aconteceu por volta das 19 horas. Segundo a polícia, Francisco estava sozinho, sentado em uma calçada na frente da casa de seu irmão, quando um homem em uma moto parou e atirou contra ele. Pelo menos dois disparos que atingiram a vítima, que morreu no local.

“O irmão do rapaz relatou ter escutado diversos disparos. Ele não tinha passagens e, ao que se sabe até o momento, nenhum envolvimento com criminalidade”, informou o major Galeno, do 27º Batalhão da Polícia Militar (27º BPM)

Ainda segundo a Polícia Militar, Francisco também morava na rua onde foi assassinado.

O homem que atirou contra Francisco não foi identificado, e nenhum suspeito foi preso até o momento. O Instituto Médico Legal (IML) fez a remoção do corpo. A Polícia Civil vai investigar o caso.

Fonte: G1-PI *Pedro Lima, estagiário sob supervisão de Andrê Nascimento.

Motociclista morre após ser atropelada por caminhão em Imperatriz, no MA

Motociclista morre após ser atropelada por caminhão em Imperatriz (MA) — Foto: Divulgação

A mulher, de 51 anos, morreu nesta sexta-feira (2), enquanto fazia uma manobra no cruzamento entre duas ruas. Segundo a polícia, o motorista do caminhão fugiu.

Motociclista morre após ser atropelada por caminhão em Imperatriz (MA) — Foto: Divulgação

Uma motociclista morreu, na manhã desta sexta-feira (2), após ser atropelada por um caminhão no cruzamento das ruas Ceará e Oswaldo Cruz, no bairro Bacuri em Imperatriz, cidade a 629 km de São Luís.

A vítima foi identificada como Maria d’Ajuda Silva, de 51 anos. De acordo com a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), a motociclista seguia pela via quando tentou fazer a conversão, ao lado do caminhão, e foi atingida pelo veículo. Devido ao impacto da colisão, ela foi atropelada.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada, mas quando chegou ao local, a vítima já estava sem vida. Maria d’Ajuda que trabalhava como vendedora de verduras teve lesões na cabeça e no tórax.

O motorista do caminhão fugiu do local. A Perícia Criminal esteve no local para identificar as causas do acidente e, em seguida, o corpo dela foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). Fonte: G1-MA.

Oito pessoas são presas após sequestrar jovem em Timon; vítima seria torturada

Oito pessoas são presas após sequestrar jovem em Timon; vítima seria torturada — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

Segundo a Polícia Civil do Maranhão, o grupo estava com um jovem sequestrado e planejava torturar a vítima, transmitindo as imagens do crime pela internet.

Oito pessoas são presas após sequestrar jovem em Timon; vítima seria torturada — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

Oito pessoas foram presas na cidade de Timon, no leste maranhense, pelos crimes de cárcere privado, tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção de menor e posse ilegal de arma de fogo.

Segundo a Polícia Civil do Maranhão, o grupo estava com um jovem sequestrado e planejava torturar a vítima, transmitindo as imagens do crime pela internet.

A polícia chegou até os suspeitos após realizar buscas no bairro Babilônia, com o objetivo de recuperar uma motocicleta que teria sido roubada por integrantes de uma associação criminosa.

Durante as buscas, os policiais descobriram que um grupo teria sequestrado um jovem e o levado para uma residência, situada no bairro Jóia, com intenção de torturá-lo.

As equipes policias foram até o endereço, que já é conhecido como ponto de tráfico de drogas, sendo que o casal dono do imóvel possui diversas passagens criminais por tráfico.

No momento da abordagem ao imóvel, o grupo realizava uma transmissão ao vivo em uma rede social, com o objetivo de mostrar as cenas de agressões contra o jovem sequestrado. A vítima foi libertada pelos policiais.

Na casa, as equipes encontraram drogas, arma de fogo, celulares roubados, dinheiro e material para embalar drogas.

Todo o material encontrado foi apreendido, e os oito envolvidos foram presos e encaminhados à delegacia local, onde foram submetidos aos procedimentos legais e, em seguida, levados para Unidade Prisional da região.

A ação policial foi realizada pela Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DENARC), Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio do Centro de Inteligência da Polícia Civil do Maranhão, ambos de Timon. Fonte: G1-MA.

Justiça Federal determina que o estado do Maranhão reforme escola na Terra Indígena Araribóia

Sede do Ministério Público Federal no Maranhão (MPF-MA) em São Luís — Foto: Divulgação/MPF-MA

Na unidade escolar, cerca de 120 estudantes assistem às aulas sentados no chão, segundo o Ministério Público Federal (MPF).

A Justiça Federal determinou que o estado do Maranhão inicie, no prazo de 60 dias, a reforma da Escola Estadual Indígena Tawine, situada na aldeia Guaruhu, Terra Indígena Araribóia, no município de Amarante do Maranhão, a 683 km de São Luís. Na unidade escolar, cerca de 120 estudantes assistem às aulas sentados no chão.

A decisão liminar, expedida na quarta-feira (31) e divulgada nesta sexta (2), teve como base um pedido do Ministério Público Federal (MPF), que propôs uma ação civil pública em 2023 para garantir “o direito fundamental à educação escolar adequada à comunidade indígena Araribóia”. A ação foi assinada pelo procurador da República Felipe Ramon da Silva Fróes.

Segundo o MPF, o caso começou a ser acompanhado pelo órgão em 2019, quando abriu um inquérito civil a partir de representação feita pelo cacique Osmar Paulino Guajajara. O líder indígena informou que 120 alunos da escola assistiam às aulas sentados no chão, além disso na escola não havia banheiros e cantina.

O MPF também destaca que, desde 2016, a aldeia Guaruhu já vinha solicitando ao governo do estado que tomasse providências para a reforma da unidade escolar, mas a situação permanece a mesma. Em 2018, as condições da escola pioraram com o desmoronamento parcial da estrutura.

“A situação seria ainda mais grave se o teto da escola não tivesse sido reformado com auxílio da comunidade local”, pontuou o procurador da República Felipe Ramon da Silva Fróes.

Ainda segundo o órgão ministerial, antes de acionar a Justiça Federal o MPF tentou medidas extrajudiciais junto às Secretarias de Estado da Educação (Seduc) e da Infraestrutura (Sinfra) para que o poder público realizasse a obra, mas a reforma não foi sequer iniciada.

Entenda o caso

Em 2019, o MPF encaminhou ofício à Seduc sobre a situação da escola. A Secretaria de Educação respondeu que havia solicitado a reforma à Sinfra. Diante disso, foram pedidas informações à Sinfra sobre a demora na solicitação da Seduc e indicação de previsão do início da reforma, mas a Secretaria de Infraestrutura alegou não ser mais da sua competência a execução de obras da área da educação, que tinha voltado a ser da própria Seduc, conforme decreto estadual de 2020.

Dessa forma, foi encaminhado novo ofício à Seduc solicitando que ela prestasse esclarecimentos e justificasse o motivo da demora para a realização das obras. Mas, em 2020, a Secretaria respondeu que não poderia realizar a reforma em virtude da situação de emergência e calamidade pública ocasionada pela pandemia da Covid-19 e que a obra seria reprogramada para o ano seguinte. Entretanto, depois alegou não poder atender ao pedido devido à alta demanda de obras educacionais em todo o Estado do Maranhão.

Novamente acionada, a Seduc informou que realizou visita técnica no dia 13 de outubro de 2022, na qual constatou a necessidade de reforma na referida escola, que entraria para o planejamento da Secretaria por meio de processo licitatório.

No entanto, em 2023, o MPF expediu recomendação à Seduc, mas não recebeu resposta sobre a realização de licitação para a contratação de empresa para realizar a reforma. Foi então proposta a ação junto à Justiça Federal, que concedeu a liminar determinando ao Estado do Maranhão que inicie as obras. Fonte: G1-MA.