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Raíssa Lacerda perde mandato de vereadora de João Pessoa

Vereadora Raíssa Lacerda (PSB) — Foto: Reprodução/Jornal da Paraíba

A vereadora Raíssa Lacerda (PSB) perdeu, nesta segunda-feira (21), o mandato de vereadora de João Pessoa após decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). A ação analisou um processo em que pediam a perda do cargo eletivo da vereadora por desfiliação partidária. A decisão foi unânime.

Raíssa era suplente e assumiu a vaga deixada pelo vereador Professor Gabriel, que faleceu no fim de maio devido às consequências decorrentes de um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico.

O vereador e Raíssa Lacerda pertenceram ao Avante, mas ambos deixaram o partido durante a janela partidária deste ano. Raíssa argumentou que, apesar de não ser filiada ao partido, ainda teria direito de assumir a vaga. A tese foi contestada pelo suplente Renato Martins e Moisés Alvino, suplentes do Avante.

A defesa de Raíssa Lacerda argumentou que a parlamentar mudou de partido dentro da janela partidária, como permite a lei.

Durante a sessão, o procurador-regional eleitoral Renan Paes Felix destacou o parecer se colocando a favor da contestação de Renato. Na análise do Ministério Público Eleitoral, a migração de Raíssa do Avante para o PSB não se enquadra na janela partidária, uma vez que a suplente não era ocupante de cargo efetivo e, portanto, não tem garantida a manutenção do mandato.

O relator do processo, o juiz Fábio Leandro de Alencar, seguiu entendimento semelhante ao do procurador. E todo o plenário acompanhou o voto.

Renato Martins vai assumir o cargo de vereador deixado por Raíssa Lacerda. A defesa de Raíssa Lacerda disse que respeita a decisão, mas afirmou que vai recorrer.

Raíssa Lacerda foi indiciada na Operação Território Livre

 

A parlamentar é suspeita de liderar um esquema que se utilizava de meios ilegais para tentar obrigar que as pessoas de determinados bairros de João Pessoa votassem nela. A vereadora foi presa na segunda fase da Operação Território Livre da Polícia Federal, que combate o aliciamento violento de eleitores e a organização criminosa na capital paraibana.

No último dia 10 de outubro, a vereadora foi indiciada pela Polícia Federal em relatório assinado pelo delegado Davi Silva Sampaio.

Na noite da sexta-feira (18), a Justiça Eleitoral em João Pessoa também determinou o afastamento da vereadora Raíssa Lacerda do cargo. A juíza Maria de Fátima Lúcia Ramalho atendeu a um pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE). Na decisão, a magistrada afirmou que a vereadora se colocou contra a autoridade da Justiça ao discursar na tribuna da Câmara Municipal. Fonte: G1-PB

Mulher é estuprada em matagal após pegar carona no Piauí; suspeito foi preso em flagrante

Grupamento da Polícia Militar de Joaquim Pires, no Piauí — Foto: PM-PI

Uma mulher identificada pelas iniciais S P. N. M., de 30 anos, foi estuprada na manhã do domingo (20), após pegar carona com um homem na PI – 211, que liga os municípios de Esperantina e Joaquim Pires, no Piauí. O suspeito do crime foi preso em flagrante.

Segundo o subtenente Vieira, comandante do Grupamento da Polícia Militar de Joaquim Pires, a própria vítima denunciou o caso à equipe. A mulher relatou ter aceitado uma carona na motocicleta do homem, que em determinado momento desviou a rota em direção a um matagal e cometeu o estupro.

Após buscas, R. N .S., de 39 anos, foi localizado, preso em flagrante e conduzido para a Delegacia de Esperantina. Ele já possuía uma passagem por tentativa de estupro.

Fonte: G1-PI *Estagiária sob a supervisão de Maria Romero

Adolescente de 15 anos tem perna e braço amputados após muro desabar sobre ele em obra em Picos, Sul do PI

Adolescente de 15 anos tem perna e braço amputados após muro desabar sobre ele em obra em Picos, Sul do PI — Foto: Reprodução/TV Clube

O adolescente Maycon Mota da Silva, de 15 anos, teve uma perna e um braço amputados após um muro desabar sobre ele, na última sexta-feira (18), em uma obra em demolição, no município de Picos, 318 km ao Sul de Teresina.

O garoto está internado no Novo Hospital Regional Justino Luz, com previsão de alta da UTI nesta segunda (21). Segundo a família, o adolescente estava acompanhando um amigo da família que trabalhava na obra como operador de máquina.

Ainda segundo a família, o garoto tentou correr, ao ver que a estrutura iria desabar, mas não conseguiu, ficando preso embaixo dos escombros. Uma equipe do Corpo de Bombeiros teve conhecimento do acidente e foi até o local para resgatar o adolescente.

“A equipe estava passando na avenida quando populares abordaram a viatura informando sobre o acidente. Os militares observaram que ele tinha uma fratura na perna direita e outra fratura exposta no braço direito”, afirmou o capitão Alisson Rangel, do Corpo de Bombeiros.

Após a retirada da vítima dos escombros, ela foi encaminhada em estado grave para o Hospital Regional Justino Luz, onde os membros foram amputados. O adolescente segue internado, com previsão de alta da UTI nesta segunda e alta hospitalar até o final da semana. Fonte: G1-PI

Município de São Luís é condenado a garantir esgoto e asfalto no bairro do São Cristóvão

Município de São Luís é condenado a garantir esgoto e asfalto no bairro do São Cristóvão — Foto: Divulgação/CGJ-MA

A Justiça do Maranhão condenou o município de São Luís a executar obras de infraestrutura de saneamento básico em ruas dos bairros Jardim São Cristóvão I e II e Ipem São Cristóvão. Segundo a decisão, devem ser realizados serviços de recuperação, drenagem, instalação de esgotos e asfaltamento nas vias.

A sentença é do juiz da Vara de Interesse Difusos e Coletivos de São Luís, Douglas Martins, o qual determinou que o município cumpra a decisão judicial no prazo de dois anos, ou pagará multa diária de R$ 1 mil.

Na mesma decisão, o juiz obrigou o município a pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 100 mil, a ser destinado ao Fundo Estadual de Direitos Difusos.

Ainda conforme a sentença, sem a devida realização dos serviços de drenagem e esgotamento sanitário, qualquer recapeamento, procedimento corriqueiro adotado pelo município, como solução paliativa, não cumpre sua finalidade.

“Com efeito, restou comprovado que diversas vias do referido bairro encontram-se intrafegáveis, apresentando acúmulo de resíduos sólidos, crescimento descontrolado de vegetação e ausência total de pavimentação”, diz a decisão do juiz.

 

Na sentença, o juiz ressalta, ainda, que a universalização do acesso aos serviços de saneamento básico é uma meta do Plano Nacional de Saneamento Básico, que estabelece metas, diretrizes e ações referentes ao saneamento básico para o Brasil nos próximos 20 anos.

A sentença também aponta os benefícios de promover a universalização sanitária para a sociedade, devido a uma grande parcela das doenças se espalha por meio da falta de tratamento da água, da presença de esgotos e lixões, bem como pela presença de animais e insetos transmissores de doenças.

Nesse cenário, diz a sentença, o Marco Legal do Saneamento estabelece que as edificações urbanas serão “conectadas às redes públicas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário e sujeitas ao pagamento de taxas, tarifas e outros preços públicos”.

Inquérito civil

A decisão acolheu um pedido do Ministério Público do Maranhão (MP-MA), que ajuizou uma Ação Civil Pública, baseada em inquérito civil, após moradores dos bairros São Cristóvão e Cidade Operária reclamarem da situação precária das ruas.

Análise da Coordenadoria de Obras, Engenharia e Arquitetura do Ministério Público constatou buracos no asfalto das ruas do Jardim São Cristóvão I e II e Ipem São Cristóvão, principalmente nas áreas de cruzamento das ruas.

Segundo informações do processo, os buracos são tapados com resto de entulho, lixo, tijolo, pedaços de cerâmica a fim de melhorar a condição das vias, visto a baixa trafegabilidade da via e a demora nos reparos por parte da prefeitura.

Ao g1, a Procuradoria Geral do Município (PGM) informou que o Município de São Luís ainda não tomou ciência sobre essa decisão judicial. Fonte: G1-MA

Ex-prefeito e ex-secretário de Peritoró, no MA, são condenados por causarem prejuízo de R$ 1,3 milhão aos cofres públicos

As condenações, por atos de improbidade administrativa, foram dadas com base em uma ação civil proposta pelo Ministério Público Federal (MPF). — Foto: Divulgação/MPF-MA

A Justiça Federal condenou o ex-prefeito de Peritoró Agamenon Lima Milhomem e o ex-secretário municipal de Educação e Cultura Ezequias da Silva e Silva, por causarem prejuízo de R$ 1,3 milhão aos cofres públicos municipais.

As condenações, por atos de improbidade administrativa, foram dadas com base em uma ação civil proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), o qual apontou que o ex-gestor e o ex-secretário alugaram veículos, mas não comprovaram a utilização deles na prestação de serviços durante o exercício do cargo, em 2010.

De acordo com o MPF, foram identificadas irregularidades nas notas fiscais de nove pagamentos no valor de R$ 144.925 cada um, relacionados à locação de veículos da empresa AR.Locadora de Maq. e Locação de equipamentos p/ const. Ltda. As despesas foram realizadas sem a devida comprovação dos serviços prestados. As irregularidades foram confirmadas pelo parecer técnico nº 407/2015 do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA).

Ainda segundo o MPF-MA, o ex-secretário municipal também afirmou, em seu depoimento, que os automóveis a serviço da Secretaria de Municipal de Educação, em 2010, “eram de pessoas da cidade que tinham seus veículos locados para transportar alunos”.

Dessa forma, a Justiça considerou que, ao realizarem despesas de locações de veículos da empresa AR.Locadora de forma simulada, a fim de justificar o pagamento do montante de R$ 1,3 milhão, os réus cometeram atos de improbidade administrativa, causando dano aos cofres públicos.

Diante disso, a Justiça Federal condenou Agamenon Lima Milhomem e Ezequias da Silva e Silva a ressarcir o valor de R$ 1.304.325, pelos danos ao erário, bem como ao pagamento de multa civil em valor equivalente ao ressarcimento, totalizando o valor de R$ 2,6 milhões.

Os gestores municipais também foram condenados à suspensão dos seus direitos políticos por oito anos e proibidos de firmar contratos com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo mesmo prazo. A decisão ainda cabe recurso.

O ex-secretario Ezequias da Silva e Silva e o ex-prefeito Agamenon Lima Milhomem informaram que não foram intimados oficialmente da decisão. Fonte: G1-MA

Jovem acusado de atirar contra vereadora Tainá de Paula é apreendido

Rio de Janeiro (RJ), 04/10/2024 - Tainá de Paula, veradora do Rio de Janeiro. Foto: Eduardo Barreto/CMRJ

Policiais civis da 20ª delegacia policial, no bairro de Vila Isabel, zona norte do Rio, apreenderam, nesta segunda-feira (21), um adolescente suspeito de envolvimento na tentativa de latrocínio sofrida pela vereadora Tainá de Paula na noite do último dia 3, na Rua Senador Nabuco, em Vila Isabel. Dois homens em uma moto abordaram o carro da parlamentar.

De acordo com a polícia, o motorista do carro em que a parlamentar estava não obedeceu à ordem de parada dos criminosos e arrancou com o automóvel. O adolescente foi o responsável por efetuar os disparos, que atingiram o radiador e a blindagem na lateral direita do carro.

A partir da investigação, também foi possível identificar um homem adulto como comparsa do adolescente, que ainda não foi localizado.

A ação faz parte da 2ª fase da “Operação Torniquete” da Polícia Civil que visa reprimir roubos, furtos e receptação de cargas e de veículos. Mais de 100 criminosos já foram capturados desde setembro deste ano.

Crime

À época do crime, a vereadora informou por meio de nota que, como o carro era blindado, não houve feridos. “Acabo de ser abordada por dois homens que deram dois tiros de pistola no meu carro, na direção da minha porta, em Vila Isabel. Ando com carro blindado e minhas proteções. Não irão nos parar! Axé!”, escreveu Tainá em suas redes sociais na mesma noite.

A vereadora foi reeleita para cumprir mais um mandato pelo PT na Câmara de Vereadores do Rio.

Desde o início das investigações, a delegacia descartou qualquer possibilidade de motivação política no delito, ficando claro se tratar de crime contra o patrimônio e contra a vida. Fonte: Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil

Brasil busca adesão à Aliança Global contra a Fome em evento da FAO

Roma, 21/10/2024 - Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias participa de plenária do Comitê de Segurança Alimentar da FAO, aonde abordará iniciativas da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza a representantes de outros países, em plenária das Nações Unidas. Foto: Roberta Aline/MDS

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome  (MDS), Wellington Dias, apresentou nesta segunda-feira (21), em Roma, na Itália, as ações da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza lançada pelo Brasil, na presidência rotativa do G20, em julho deste ano, no Rio de Janeiro e pactuada por todos os membros do bloco. O G20 reúne os países com as maiores economias do mundo, mais a União Africana e União Europeia.

Até sexta-feira (25), o ministro Wellington Dias representa o governo brasileiro na 52ª Sessão Plenária do Comitê de Segurança Alimentar (CSA), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), na capital italiana. Em evento paralelo à plenária da FAO, o ministro convidou os governos e organizações de todo o mundo a aderirem à iniciativa. “É um projeto de Estado, não apenas uma medida pulverizada ou solta, mas, um projeto que tenha começo, meio e fim. E mais: um foco naquilo que foi experimentado e deu certo”.  Wellington Dias enumerou as experiências desenvolvidas no Brasil para redução da pobreza e da fome, como programas de transferência de renda, alimentação escolar, qualificação e capacitação para o emprego e para o empreendedorismo, além de linhas de financiamento com juros baixos e subsídios do governo, em alguns casos.

O ministro diz acreditar que a aliança global poderá retirar populações mais vulneráveis da pobreza e da extrema pobreza ao redor do mundo.

“Há necessidade de cada país ter o seu plano que integra o combate à fome, com educação, juntamente com saúde, a preparação para o emprego, com olhar para a produção de alimentação no preço adequado. E os países mais ricos podendo ajudar países em desenvolvimento”, frisou o ministro.

Mapa da fome

Durante o encontro, o ministro reafirmou que o Brasil deve sair do Mapa da Fome até 2026. “O Brasil vai fazer sua parte e, até 2026, sair do Mapa da Fome, com redução da pobreza e da extrema pobreza. Mas, também queremos essa vitória para outras regiões do mundo.

O ministro comentou que o Brasil firmou o compromisso com a Organização das Nações Unidas (ONU) de cumprir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 2 que, até 2030, pretende acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhorar a nutrição e ainda promover a agricultura sustentável.

Sofi 2024

Nesta segunda-feira, a FAO apresentou a edição de 2024 do relatório anual O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo (Sofi).  O estudo – que apresenta os dados mais recentes e avanços na erradicação da fome e garantia da segurança alimentar – confirmou a piora destes indicadores no mundo nos últimos anos.

Porém, de acordo com Wellington Dias, o estudo mostra que América Latina e Caribe são as regiões do mundo onde houve melhora dos índices de redução da insegurança alimentar e que o Brasil teve relevância neste resultado, pois 24,4 milhões de pessoas deixaram de passar fome no país.

“O Brasil é destaque, com a redução de 24,4 milhões de pessoas que estavam na insegurança alimentar e caiu 85% o número das pessoas em insegurança alimentar severa [em 2023]. Houve, ainda, a redução da extrema pobreza e da pobreza”, afirmou o ministro.

O ministro elencou as iniciativas do governo brasileiro que impactaram nestes resultados: a reestruturação de ações dos programas Bolsa Família, de Aquisição de Alimentos e o Programa Nacional de Alimentação Escolar, entre outros.

Neste ano, a Sessão Plenária do Comitê de Segurança Alimentar (CSA), celebrará o aniversário de 50 anos e estão sendo celebrados os 20 anos das diretrizes voluntárias para alimentação adequada no mundo.

Além dos órgãos de governos, participam das discussões representantes do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Programa Alimentar Mundial (PMA), da Cúpula da Nutrição para o Crescimento (N4G), dos Sistemas Alimentares da União Africana, da Segunda Conferência sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural, entre outros grupos dedicados a trabalhar no tema da segurança alimentar e nutricional.  Fonte: Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

Polícia detém suspeito de atirar em prefeito de Taboão da Serra

Brasília (DF), 25/10/2023 - O prefeito José Aprígio da Silva, de Taboão da Serra (SP). Foto: Partido Podemos/Divulgação

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) informou que a polícia deteve nesta segunda-feira (21) um suspeito de atirar contra o prefeito e candidato à reeleição de Taboão da Serra (SP), José Aprígio da Silva (Podemos), na última sexta-feira (18). De acordo com a SSP, o suspeito foi conduzido ao 1º Distrito Policial de Taboão da Serra para prestar depoimento.  

Aprígio foi atingido por um tiro no ombro esquerdo quando voltava de um compromisso de campanha a bordo de um carro blindado na Rodovia Régis Bittencourt. Segundo a prefeitura de Taboão da Serra, o carro blindado foi abordado por um veículo que se aproximou pela lateral, com um dos ocupantes disparando diversos tiros.

O prefeito foi encaminhado, inicialmente, à Unidade de Pronto Atendimento Akira Tada, em Taboão da Serra, onde recebeu os primeiros socorros. Posteriormente, foi transferido para o Hospital Israelita Albert Einstein, na zona sul da capital paulista, onde segue sob cuidados médicos.

No início da noite de sexta, a Polícia Civil de São Paulo confirmou que o atentado foi cometido com tiros de fuzil.  Fonte: Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil

Em depoimento ao STF, Chiquinho Brazão nega conhecer Ronnie Lessa

Caso Marielle - Chiquinho Brazão. Foto: Agência Câmara/Divulgação

O deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) prestou depoimento nesta segunda-feira (21) ao Supremo Tribunal Federal (STF) na condição de réu na ação penal que trata do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 2018, no Rio de Janeiro.

Brazão está preso na penitenciária federal em Campo Grande e é apontado nas investigações como um dos mandantes do assassinato, de acordo com a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu confesso de realizar os disparos de arma de fogo contra a vereadora.

No depoimento prestado ao juiz Airton Vieira, magistrado auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal, Chiquinho Brazão chorou ao falar de seus familiares e afirmou que nunca teve contato pessoal com Lessa.

“Não tenho dúvida de que ele poderia me conhecer, mas eu não tenho lembrança de ter estado com essa pessoa”, afirmou.

Sobre Marielle Franco, o parlamentar disse que tinha “excelente” relação com a vereadora. Segundo ele, ela tinha um “futuro brilhante”.

“Foi maldade o que fizeram. Marielle tinha um futuro brilhante. Ela era uma vereadora muito amável”, disse.

Além de Chiquinho, também são réus no STF o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) Domingos Brazão, irmão de Chiquinho, o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa e o major da Policia Militar Ronald Paulo de Alves Pereira.

Todos respondem pelos crimes de homicídio e organização criminosa e estão presos por determinação de Alexandre de Moraes. Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

Tragédia em Mariana: defesa dos atingidos aponta erros de mineradoras

Cacique Bayara, leader of the Pataxo Geru-Tucuna village, located in the municipality of Acucena in Minas Gerais, Brazil, and Gelvana Rodrigues, wearing a T-shirt with an image of her son Thiago, who died as a result of the 2015 collapse of the Mariana dam in Brazil, stand outside the Rolls Building of the High Court amid a lawsuit against the BHP Group over the collapse, in London, Britain, October 21, 2024. The text on the T-shirt reads: 'Our little star. Forever Thiago.' Reuters/Jaimi Joy/Proibida reprodução

No primeiro dia do julgamento na Justiça britânica que irá definir se a mineradora anglo-australiana BHP Billiton é responsável pela tragédia do rompimento de uma barragem em Mariana (MG), em 2015, o escritório Pogust Goodhead (PG), que representa cerca de 620 mil reclamantes, apresentou erros que teriam sido cometidos pelas mineradoras e que teriam levado ao rompimento.

A tragédia causou a morte de 19 pessoas, além do feto de uma das sobreviventes. O rompimento liberou 40 milhões de metros cúbicos de resíduos e lama tóxicos no Rio Doce. O desastre também teve efeitos catastróficos e duradouros nas comunidades e empresas da região.

O julgamento começou nesta segunda-feira e deverá se estender até 5 de março de 2025. As audiências começam com as declarações iniciais dos advogados de ambas as partes, fase que deverá durar quatro dias. O PG foi quem fez a exposição nesta segunda.

De acordo com relato do PG divulgado para a imprensa, neste primeiro dia do julgamento, a juíza O’Farrell ouviu que a Barragem de Mariana era de propriedade da Samarco, uma joint venture entre a anglo-australiana BHP e a brasileira Vale.

Segundo o escritório, o Conselho de Administração da Samarco era “repleto de representantes da BHP e da Vale” e não contava com nenhum membro independente em sua diretoria executiva. Representando os reclamantes, Alain Choo Choy KC afirmou que as decisões na Samarco só podiam ser tomadas com o acordo conjunto dos representantes acionistas da BHP e da Vale.

“A participação direta e o envolvimento da BHP em orientar, controlar e influenciar a Samarco, ou seja, na diretoria executiva e em todos os aspectos significativos das operações da Samarco, são igualmente relevantes e impactantes”, afirmou Choo Choy.

O tribunal ouviu ainda, conforme o relato divulgado, que a BHP sabia, pelo menos três anos antes do rompimento, que a Vale estava despejando 1,3 milhão de toneladas de rejeitos de mineração na barragem anualmente desde 2009. Isso aconteceu apesar de um contrato entre a Vale e a Samarco estipular que apenas 109.324 toneladas de rejeitos poderiam ser despejadas a cada ano.

O escritório declarou ainda que um documento de uma dessas reuniões, em abril de 2012, mencionava os altos níveis de despejo de rejeitos pela Vale. Mas a BHP teria orientado seus representantes a não “forçar” a suspensão do contrato com a Vale por causa de sua “alta dependência”.

Choo Choy afirmou: “A decisão da BHP, que foi executada, era que a Vale continuasse despejando seus resíduos até o colapso da barragem. Milhões de toneladas de rejeitos da mina Alegria foram despejados atrás da barragem. A BHP aprovou esse arranjo, mesmo sabendo que era inseguro e antieconômico para a Samarco.”

Segundo o escritório, a BHP aprovou planos para aumentar a altura da barragem, primeiro para 920 metros e depois para 940 metros, para acomodar o crescente volume de rejeitos despejados.

“Até agosto de 2014, no mais tardar, e provavelmente antes, uma pessoa razoável na posição da BHP não teria aprovado a elevação contínua da barragem”, disse Choo Choy. “O simples fato é que não era seguro continuar aumentando a barragem… porque ela estava em estado muito frágil e apresentava sinais de estresse severo”, acrescentou.

BHP refuta alegações

Em nota, a BHP diz que refuta as alegações acerca do nível de controle em relação à Samarco, e diz que sempre foi uma empresa com operação e gestão independentes. “Continuamos a trabalhar em estreita colaboração com a Samarco e a Vale para apoiar o processo contínuo de reparação e compensação em andamento no Brasil”, afirma.

A BHP Brasil diz ainda que está trabalhando coletivamente com as autoridades brasileiras e outras partes buscando soluções para finalizar um processo de compensação e reparação justo e abrangente, que mantenha os recursos no Brasil para as pessoas e o meio ambiente brasileiro atingidos.

Segundo a BHP, a Fundação Renova, criada em 2016 como parte do primeiro acordo com as autoridades públicas brasileiras, destinou mais de R$ 38 bilhões em auxílio financeiro emergencial, indenizações, reparação do meio ambiente e infraestrutura para aproximadamente 430 mil pessoas, empresas locais e comunidades indígenas e quilombolas. Fonte: Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil