Blog do Walison - Em Tempo Real

Venezuelanos que vivem no Brasil veem com tristeza crise em seu país

O produtor de audiovisual Benjamin Mast veio da Venezuela para o Brasil em 2016, Na época já havia crise econômica no seu país e ele veio em busca de melhores oportunidades de trabalho. A crise migratória ainda não estava no patamar que começou a atingir em 2017 com o aumento diário do fluxo de venezuelanos ao Brasil, especialmente por Roraima.

Hoje, aos 44 anos, Benjamin está estabelecido naquele estado e atualmente tem uma produtora na qual trabalha com a mulher. Os dois têm uma filha de 1 ano. A vinda para o Brasil não teve o mesmo sentido dos seus compatriotas que, naquele momento, enfrentavam situação até de fome por causa das condições econômicas do país. Benjamin já tinha feito uns trabalhos de audiovisual no Brasil e pensou que aqui poderia avançar mais na sua área.

Os trabalhos no Brasil começaram a surgir em 2014 e continuaram no ano seguinte, enquanto eram escassos em seu país por causa da crise econômica. Daí para a migração foi uma decisão acertada. “Foi um processo bem tranquilo. Não tinha essa onda migratória. Era bem pequena, coisa de 100 pessoas que chegavam ao Brasil”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Mast disse que é totalmente contra a invasão dos Estados Unidos (EUA) e que está de coração partido. “É muito triste, para mim, sentir que meu país vai virar uma colônia. O Trump falou que vai manejar a Venezuela e não há nenhum estatuto legal internacional para isso”, relatou.

A dor de sentir que o país foi bombardeado, com todo o processo de violação de direitos, cresce mais por ver que uma parcela da população está feliz com a invasão. “Para mim, é difícil falar isso para todos os venezuelanos. Há uma questão dividida com essa crise que o Maduro causou”, disse, reconhecendo que os bloqueios econômicos impostos também contribuíram para a situação que a Venezuela vinha enfrentando.

“A indústria petrolífera – muitas coisas também causaram isso – foi a combinação da má questão política e econômica do país por parte de Maduro e do governo, com as sanções econômicas e políticas dos EUA”, completou.

Para Mast, é muito forte a imagem dos militares jogando bombas e ainda ver a reação de algumas pessoas celebrando como se essa fosse a única saída – virar uma colônia.

“Não ter sequer amor próprio para tentar mudar as coisas de dentro. Acho que vamos ver uma Venezuela muito polarizada, muito instável politicamente porque tem vazio de poder”, afirmou, concluindo que também foi muito forte ver o transporte de Nicolás Maduro para os Estados Unidos para ser indiciado lá.

“Há muitas acusações contra Maduro e o governo venezuelano, mas ser levado para lá como um criminoso é muito forte”.

O futuro com a intervenção dos Estados Unidos também não é promissor, segundo o produtor, porque a administração prometida pelo presidente Donald Trump não vai mudar a questão social da Venezuela. Mast disse que nesse caso os beneficiados serão as oligarquias petrolíferas e econômicas estadunidenses. “Tenho muito medo desse vazio de poder e de virar uma colônia. A história nos conta que nunca vai bem um país dominado pelos norte-americanos”, observou.

“A falta de soberania vai ter um preço muito alto não só para a Venezuela, mas para a América Latina em geral, essa invasão injustificada e ilegal”, disse ele, prevendo muita violência no país por causa da polarização.

Hoje, Livia Esmeralda Vargas González é professora na Universidade Federal de Integração Latino-Americana (Unila) em Foz do Iguaçu, no Paraná. Ela chegou ao Brasil em 2016 após ganhar uma bolsa de doutorado em história na Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais, que começou em 2017. Cumpriu o doutorado em cinco anos, mas não foi o único. No mesmo período, completou ainda doutorado em filosofia. “A crise venezuelana foi levando uma estadia temporária para um doutorado virar uma travessia migratória”, contou à Agência Brasil.

O fato de ter feito esses estudos no Brasil, inclusive sobre a história da Venezuela – o que os colegas não tinham condição de realizar no país – tornou o processo migratório mais pesado para Livia, também por ficar longe da família que enfrentava a crise em seu país.

“Ter que lidar com essa ferida, essa dor e acompanhar de longe a situação crítica em termos econômicos, sociais, políticos e afetivos tem sido um percurso que oscila entre a gratidão com o Brasil que me acolhe e a dor da família longe”, revelou.

Os tempos difíceis durante os doutorados ficaram mais leves no ano passado. Em agosto, o filho Aquiles Léon, de 21 anos, veio morar com ela em Foz do Iguaçu. Depois de passar por um processo seletivo para alunos latino-americanos e do Caribe, o filho ganhou uma vaga na Unila para o curso de engenharia da energia. A professora reconhece que apesar de estar em boa condição, também não é fácil para Aquiles passar pelo processo de migração.

Livia lembrou que na Venezuela era professora associada do curso de sociologia da principal universidade do país, e as condições salariais eram precárias. “As condições de vida e subsistência dos meus colegas são tristes, lamentáveis, deploráveis”, observou, acrescentando que admirava muitos deles, que chegaram a ser referências pela produção acadêmica que faziam.

Para se sustentar, segundo Lívia, alguns deles têm que fazer outros serviços como entregas ou qualquer tipo de trabalho para sobreviver, assim o tempo para pesquisar é praticamente inexistente. As possibilidades que conseguiu como professora e pesquisadora no Brasil seriam impossíveis na Venezuela. “Não apenas como pesquisadora, mas como escritora. Aqui no Brasil consegui abrir também uma janela como poeta e escritora”, contou.

Invasão

A professora repudia a invasão feita pelos EUA e classifica de estarrecedora a situação que aprofunda os traumas da população venezuelana. Sem contar com o precedente que gera tanto para o seu país quanto para a América Latina e o mundo.

“Significa a materialização de um ato de intervenção prática e recolonização do meu país. É uma coisa que não existe na história republicana da Venezuela, após o Exército comandado por [Simón] Bolivar tirar o império espanhol do país”, criticou.

“Me sinto profundamente triste. É uma dor que nem consigo nomear o nível e que reforça mais a nossa catástrofe, de uma situação de anos de fraturas, de último ano de um processo de políticas de repressão contra a população interna”.

Neste momento pós-invasão, mais uma vez ela se preocupa com a família. “Meu pai está lá, minha mãe, minha família, meus amigos estão vendo como garantir a comida de hoje, Não tem energia, não tem acesso às coisas básicas. Como vai ser neste ambiente de incertezas, em que não se sabe se vai ser bombardeado mais uma vez”, questiona, emocionada, ao relatar que estava planejando a vinda do pai em fevereiro para uma visita. “Isso já não é possível. Isso me dói. Fiquei emocionada de falar que não posso abraçar e estar com eles”.

Culinária

Ao vir com o marido e dois filhos para o Brasil em 2015, Maria Elias era técnica de informática. A família morava e tinha uma loja em Güigüe, no estado de Carabobo, na Venezuela, e conseguia se manter até que a crise econômica avançou. A solução foi vir para o Brasil. “Se a gente ficasse lá, sabia o que ia acontecer. Quando a gente saiu de lá, tinha 50% de chance de dar certo e 50% de dar errado. A gente decidiu pelos 50% de dar certo”, contou, em entrevista à Agência Brasil, lembrando que a parte positiva na vinda foi conseguir logo vagas para os filhos em escolas públicas no Rio.

Para ela e o marido, as dificuldades foram a língua portuguesa, a cultura brasileira e a inserção no mercado de trabalho. A solução foi se dedicar à culinária para conseguir o sustento, o que tinha relação com a sua ascendência.

“Foi muito difícil começar e, por isso, diferenciamos nossa culinária como libanesa e conseguimos o primeiro pedido em uma lanchonete perto de onde morávamos”, relatou, revelando ainda que os donos se tornaram os melhores amigos da família e os ajudavam todas as vezes em que tinham dúvidas.

Com o sucesso nas vendas, em 2016, passaram a ser contratados para fazer jantares em residências e, após um ano, ampliaram o cardápio. “Percebemos que as pessoas queriam também comida italiana e mudamos para cozinha árabe e mediterrânea. E mais trabalho, graças a Deus”.

Maria também tem parentes na Venezuela e se preocupa com a situação. Ela gostou da saída de Maduro do poder, mas vê ainda muito confusa a condição política local. “Tem muitas coisas para assimilar, não se sabe o que é verdade e o que é mentira”, disse, citando a complexidade do momento com a divisão política que vive o país.

“Tem que manter,  pelo menos por enquanto, o governo chavista para ver o que vai acontecer e depois fazer eleições livres. É preciso fazer uma limpeza. Tem que ter esperança de eleições limpas, mas não sabemos quando e se vai acontecer”, indicou, destacando que é uma incógnita o que pensa Donald Trump.

“O que interessa é a Venezuela renascer e voltar a ser produtiva como sempre foi”, concluiu.Fonte: Agência Brasil

Marco Rubio diz que EUA têm plano de três fases para a Venezuela

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, revelou que o governo de Donald Trump tem um plano em três etapas para a Venezuela após a queda do presidente Nicolás Maduro, retirado do poder pelos americanos no último sábado (3).

Segundo Rubio, o plano consiste em estabilização, recuperação e transição, nesta ordem.

“O primeiro passo é a estabilização do país. Nós não queremos que tudo descambe para o caos. Vamos pegar todo o petróleo que está na Venezuela, que eles não podem mexer por causa das nossas sanções. Vamos tomar em torno de 30 a 50 milhões de barris de petróleo e venderemos no mercado pelo preço que valem e não com os descontos que a Venezuela tinha.”

Segundo o secretário, o dinheiro levantado com a venda do petróleo venezuelano será controlado pelos Estados Unidos. “Nós vamos determinar que esse recurso seja usado para benefício do povo venezuelano e não vá para a corrupção ou para o regime.”

A segunda fase, que é a de recuperação, garantirá que os EUA, o Ocidente e empresas tenham acesso ao mercado venezuelano “de uma maneira que seja justa”. Nesta fase, a intenção do governo norte-americano também é promover a “reconciliação nacional” dentro da Venezuela, anistiando a oposição a Maduro, libertando da prisão as forças contrárias ao chavismo e “reconstruindo a sociedade civil”.

A terceira e última etapa do plano de Rubio é a transição política. O secretário de Estado disse que “no fim [deste processo de transição] a transformação do país vai depender do povo venezuelano”.Fonte: Agência Brasil

Agente de imigração atira e mata mulher em Minneapolis, nos EUA

O Departamento de Segurança Nacional confirmou hoje (7) que uma mulher foi baleada e morta por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) durante um confronto entre agentes federais e manifestantes no sul de Minneapolis, segundo informações do Minnesota Star Tribune. 

A porta-voz do Departamento de Segurança Nacional, Tricia McLaughlin, disse que os agentes “estavam realizando operações direcionadas” quando membros da comunidade começaram a tentar bloquear os veículos. Ela disse que o agente da Imigração “disparou tiros defensivos” quando a mulher tentou atropelar os agentes.

Vários moradores da área que testemunharam a cena disseram que os agentes estavam ordenando que a mulher saísse do veículo. Um vídeo postado nas redes sociais mostrou o veículo dando ré antes de acelerar em direção a um agente, que disparou tiros à queima-roupa.

O governador de Minnesota, Tim Walz, pediu calma e disse que a “imprudência do governo Trump custou a vida de alguém”.

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, afirmou que a mulher morta tinha 37 anos. “À família, sinto muito”, disse Frey, contestando a versão do Departamento de Segurança Nacional de que ela teria tentado atropelar os agentes.

“Agentes de imigração estão causando caos em nossa cidade”, afirmou. “Exigimos que o ICE deixe a cidade e o estado imediatamente. Estamos ao lado das comunidades de imigrantes e refugiados.”

Em uma rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o agente agiu em legítima defesa. Segundo ele, imagens do episódio indicam que a motorista tentou atropelar o agente de forma “violenta” e “deliberada”.

Na terça-feira (6), o Departamento de Segurança Nacional deu início a uma grande ofensiva migratória na região. Cerca de 2 mil agentes e oficiais foram escalados para participar da operação, que está ligada, em parte, a investigações sobre supostas fraudes envolvendo residentes de origem somali.Fonte: Agência Brasil

Nasce filha de Rafa Kalimann e Nattan

Rafa Kalimann deu á luz Zuza, sua primeira filha com o cantor Nattan. Na tarde desta terça-feira, 6 de janeiro, pelas redes sociais, o casal publicou as primeiras imagens da bebê e celebrou a chegada da filha.

“Zuza Helena Kalimann de Cesário 06/01/2026 O dia que será pra sempre”, escreveram.

Imediatamente, a postagem contou com mensagens de felicitações de fãs e também de famosos.

Segundo Rafa e Nattan, o nome da bebê é uma homenagem a avó do artista que morreu em 2025. Ela se chamava Josefina, mas era carinhosamente chamada pelo apelido.

O Fuxico

Maranhão cria 73,7 mil empregos formais desde 2023

O Maranhão gerou 73.758 empregos com carteira assinada entre janeiro de 2023 e novembro de 2025, segundo dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No período, o estoque de vínculos formais no estado passou de 620.885 para 694.643, com saldo positivo de 2.414 vagas apenas em novembro de 2025.

Entre os setores, Serviços liderou a geração de empregos, com 31.350 vagas, seguido por Comércio (24.862), Indústria (8.279), Construção (7.030) e Agropecuária (2.237).

Na distribuição por municípios, São Luís apresentou o maior saldo, com 31.571 empregos, seguida por Imperatriz (6.080), Balsas (3.328) e Timon (3.022).

No recorte por gênero, homens ocuparam 42.911 vagas, enquanto mulheres preencheram 30.847. Já entre os jovens de 18 a 24 anos, foram 67.498 postos, e a maioria das contratações ocorreu entre trabalhadores com ensino médio completo (67.959 vagas).

CNB

Dólar cai para R$ 5,37 com redução de preocupações com Venezuela

A redução das preocupações em torno da Venezuela e o maior apetite por economias emergentes impulsionaram o mercado financeiro. O dólar fechou abaixo de R$ 5,40 pela primeira vez desde o início de dezembro.

A bolsa subiu e atingiu o nível mais alto em mais de um mês.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (6) vendido a R$ 5,379, com recuo de R$ 0,026 (-0,48%). A cotação chegou a subir nos primeiros minutos de negociação, mas caiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos.

Na mínima do dia, por volta das 12h, chegou a R$ 5,36.

Essa foi a quarta queda consecutiva da moeda estadunidense. No menor valor desde 4 de dezembro, a divisa cai 3,5% apenas nas quatro últimas sessões.

No mercado de ações, o dia foi marcado pela euforia. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 163.664 pontos, com alta de 1,11%. O indicador está no maior nível desde 4 de dezembro, dia em que atingiu recorde histórico.

Em relação à Venezuela, as moedas de países emergentes foram beneficiadas pela diminuição das tensões, após a presidenta em exercício, Delcy Rodríguez, enviar uma carta a Donald Trump em que informa estar disposta a uma “agenda de colaboração”.

Além disso, o real beneficiou-se do realinhamento de posições típico do início de cada ano.

Em dezembro, a moeda brasileira foi pressionada por ruídos políticos provocados pela pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) às eleições de 2026, e pelo envio de remessas de empresas ao exterior, aproveitando-se dos dias finais de isenção de Imposto de Renda sobre dividendos acima de R$ 50 mil por mês.

* com informações da Reuters

Economia: Maranhão supera restante do país no 3º trimestre de 2025

A atividade econômica do Maranhão registrou alta de 4,2% no terceiro trimestre de 2025, de acordo com o PIB Trimestral do Maranhão, divulgado nesta terça-feira, 6, pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc). O desempenho superou o observado no Brasil (1,8%) e no Nordeste (2,4%). Considerando o acumulado dos trimestres de 2025, o estado alcançou crescimento de 3,9%, mantendo-se acima dos índices nacional (2,4%) e regional (2,5%).

Esse desempenho favorável está associado à manutenção dos investimentos públicos e privados em diferentes segmentos da economia, que vêm garantindo um ritmo consistente de expansão no estado. A dinâmica também se reflete na expressiva geração de emprego e renda, fortalecendo a projeção de que o Maranhão finalize 2025 com crescimento econômico próximo de 4,0%.

“O cenário observado ao longo do ano evidencia um ambiente econômico mais estável e favorável no Maranhão, resultado de um conjunto de fatores que têm contribuído para a ampliação da atividade econômica. Esse movimento tem impacto direto na vida da população, ao fortalecer o mercado de trabalho, estimular a renda e criar condições mais sólidas para o planejamento e a tomada de decisões, tanto do poder público quanto da iniciativa privada”, afirma Dionatan Carvalho, presidente do Imesc.

Sob a ótica setorial, a agropecuária despontou no início de 2025 como o principal impulsionador do crescimento econômico maranhense, ao apresentar expansão de 19,2%, acima do registrado no Nordeste (11,2%) e no Brasil (10,1%). O bom resultado está diretamente relacionado à colheita de grãos, com destaque para a produção de soja e de outras culturas.

Caso esse desempenho seja mantido, a estimativa é de que o setor agropecuário do Maranhão encerre 2025 com aumento aproximado de 12,4% na produção total de grãos, superando a média projetada para o Nordeste (8,3%).

A indústria figurou como o segundo maior vetor de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estadual no terceiro trimestre de 2025. O segmento apresentou variação de 8,8% na comparação com igual período do ano anterior, desempenho 7,1 pontos percentuais superior ao do Brasil (1,7%) e 6,7 pontos percentuais acima do Nordeste (2,1%).

No intervalo analisado, todas as atividades industriais registraram expansão, com maior destaque para as “Indústrias de Transformação” (22,1%), seguidas pelas “Indústrias Extrativas” (3,2%), “Construção” (3,6%) e “Água, esgoto e energia” (2,3%). A projeção indica que a indústria maranhense deve encerrar 2025 com crescimento acima de 10,0%.

Já o setor de serviços apresentou ritmo mais contido no terceiro trimestre de 2025, ao crescer 1,0%, resultado ligeiramente inferior ao do Nordeste (1,4%) e do Brasil (1,3%). As atividades que mais contribuíram para esse desempenho foram “Outras atividades de serviços” (4,5%), “Comércio” (2,9%) e “Atividades imobiliárias” (2,3%).

A estimativa é que os serviços no Maranhão finalizem 2025 com crescimento em torno de 1,0%, percentual próximo ao previsto para o Brasil (1,8%) e para o Nordeste (1,6%).

O Imparcial

São Luís entre as capitais onde valor dos imóveis mais aumentaram

De acordo com os dados da FipeZAP, divulgados nesta terça-feira (06), comprar um imóvel ficou em média mais caro 6,52%. A alta é uma das maiores dos últimos dez anos, ficando atrás apenas de 2024, quando o aumento foi de 7,73%.

A capital maranhense está entre as capitais que tiveram reajuste ainda maiores que a média nacional. São Luís teve um aumento de 13,91%, ficando atrás apenas de Salvador (16,25%), João Pessoa (15,15%) e Vitória (15,13%).

As menores altas entre as capitais foram registradas em Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%), todas ficando abaixo da média nacional.

Já entre todas as cidades brasileiras, não apenas as capitais, novamente Balneário Camboriú (SC) é o município mais caro do Brasil para a compra de um imóvel residencial. Segundo o levantamento, o metro quadrado em Balneário Camboriú teve preço médio de venda de R$ 14.906 em dezembro de 2025.

Fonte: blog do Jorge Aragão

Saldo da balança comercial tem recorde em dezembro mas encolhe em 2025

Pressionada pelo crescimento das importações e pelo barateamento das commodities (bens primários com cotação internacional), a balança comercial encerrou 2025 com superávit menor que em 2024, apesar de registrado o melhor resultado para um mês de dezembro desde 1989. No ano passado, as exportações superaram as importações em US$ 68,293 bilhões, uma queda de 7,9% em relação ao superávit registrado em 2024.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Apesar do recuo, esse foi o terceiro maior superávit comercial anual desde o início da série história, em 1989.

Os maiores foram o de 2023, quando o superávit chegou a US$ 98,903 bilhões, e o de 2024, quando o resultado positivo ficou em US$ 74,177 bilhões.

Tanto as exportações como as importações bateram recorde. Mesmo com o tarifaço dos Estados Unidos e com a queda no preço das commodities, principalmente do petróleo, as vendas para o exterior somaram US$ 348,676 bilhões, com alta de 3,5% em relação a 2024.

Beneficiadas pelo crescimento da economia, no entanto, as importações aumentaram em ritmo maior. No ano passado, o Brasil comprou US$ 280,382 bilhões do exterior, alta de 6,7%.

Projeções

O saldo comercial veio bastante superior às projeções. O Mdic projetava superávit comercial de US$ 60,9 bilhões em 2025, com US$ 344,9 bilhões em exportações.

Já as importações ficaram abaixo da projeção de US$ 284 bilhões. O fato de as importações terem ficado inferiores ao previsto ajudou a elevar o superávit da balança no fim de 2025.

Resiliência

Em entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que o comércio exterior brasileiro cresceu em 2025, mesmo com o tarifaço e as dificuldades geopolíticas.

“O nosso volume em termos de exportação cresceu 5,7%. O comércio global cresceu 2,4%. Então, crescemos mais que o dobro do comércio global. Isso mostra a resiliência e a boa competitividade dos produtos brasileiros”, declarou.

Apenas em dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,633 bilhões, alta de 107,8% em relação ao mesmo mês de 2024. Esse foi o maior resultado para o mês da série histórica, iniciada em 1989, superando o recorde anterior, de superávit de US$ 9,323 bilhões, em dezembro de 2023. As importações também atingiram valor recorde para o mês.

O valor das exportações e das importações em dezembro ficou o seguinte:

  • Exportações: US$ 31,038 bilhões, alta de 24,7% em relação a dezembro do ano passado;
  • Importações: US$ 21,405 bilhões, alta de 5,7% na mesma comparação

Setores

Na distribuição por setores da economia, as exportações em dezembro cresceram da seguinte forma:

  • Agropecuária: +43,5%, com alta de 35,2% no volume e de 6,7% no preço médio;
  • Indústria extrativa: +53%, com alta de 58,1% no volume e queda de 3,2% no preço médio;
  • Indústria de transformação: +11%, com alta de 14,9% no volume e queda de 4,2% no preço médio.

Produtos

Os principais produtos responsáveis pelo crescimento das exportações em dezembro foram os seguintes:

  • Agropecuária: soja (+73,9%); café não torrado (+52,9%) e milho não moído, exceto milho doce (+46%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (+74%) e minério de ferro (+33,7%);
  • Indústria de transformação: carne bovina (+70,5%) e ouro não-monetário (+88,7%).

No caso do petróleo bruto, a retomada da atividade das plataformas, após um período de manutenção programada em novembro, foi o principal fator para o crescimento.

Em relação às importações, o crescimento está vinculado à recuperação da economia, com o aumento do consumo e dos investimentos.

Na divisão por categorias, os produtos importados foram os seguintes:

  • Agropecuária: soja (+4.979,1%) e trigo e centeio não moídos (+24,6%)
  • Indústria extrativa: fertilizantes brutos, exceto adubos, +222,4%; carvão não aglomerado (+26,3%);
  • Indústria de transformação: combustíveis (+42,9%) e medicamentos, incluindo veterinários (+47,7%).Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Brasil mantém otimismo com acordo Mercosul–UE, diz Alckmin

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia está bem encaminhado, disse nesta terça-feira (6) o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Segundo ele, o governo brasileiro mantém uma postura otimista sobre a conclusão das negociações.

“O próximo acordo, fruto de um longo trabalho, mais de duas décadas, é Mercosul–UE. Está bem encaminhado. Quero reiterar que nós estamos otimistas e é muito importante para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global que, no momento de guerras, de conflitos, de geopolítica instável, de protecionismo, será o maior acordo do mundo”, disse Alckmin em entrevista para anunciar o resultado da balança comercial brasileira de 2025.

Adiamento

A assinatura do tratado estava prevista para dezembro, durante a cúpula do Mercosul, mas acabou adiada diante da falta de consenso entre os países europeus. As principais resistências partiram de uma ala conservadora da Itália e, sobretudo, de agricultores da França, que pressionaram seus governos contra o avanço do acordo.

O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou recentemente que a França não apoiará o tratado sem a inclusão de novas salvaguardas para proteger os produtores rurais do país. Atualmente, a França é o principal foco de oposição ao acordo dentro da União Europeia.

Apesar das dificuldades, a Comissão Europeia informou na segunda-feira (5) que houve avanço nas negociações para viabilizar a aprovação do tratado. Mesmo assim, não há confirmação oficial para a assinatura.

Mesmo após a eventual assinatura, o acordo precisará cumprir uma série de etapas formais. No Brasil, o texto deverá passar pelos trâmites internos do Executivo e do Legislativo, incluindo análise e votação no Congresso Nacional. Na Europa, será necessário o aval do Conselho Europeu e do Parlamento Europeu, além da ratificação pelos parlamentos nacionais dos 27 países-membros da União Europeia.

Importância estratégica

Em entrevista após a divulgação dos dados da balança comercial de 2025, Alckmin reforçou a importância estratégica do acordo em um cenário internacional marcado por conflitos, instabilidade geopolítica e avanço do protecionismo. Segundo ele, o tratado Mercosul–UE tende a se tornar o maior acordo comercial do mundo, fortalecendo o multilateralismo e o livre comércio.

O vice-presidente destacou ainda que a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é priorizar o diálogo e a negociação. Além do acordo com a União Europeia, o governo trabalha para avançar em novas parcerias em 2026, como o tratado entre Mercosul e Emirados Árabes Unidos e a ampliação de preferências tarifárias com Índia, México e Canadá.

Ao comentar o desempenho do comércio exterior, Alckmin ressaltou que as exportações brasileiras cresceram 5,7% em 2025, mais que o dobro da projeção de crescimento do comércio global, estimada em 2,4% pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele também destacou a Argentina como o país com maior expansão nas compras de produtos brasileiros no ano passado, com alta de 31,4%, impulsionada principalmente pelo setor automotivo.Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil