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A família de Marinalva Farias Gomes, de 45 anos, internada com diagnóstico de aneurisma cerebral, denuncia a demora na transferência da paciente para uma unidade hospitalar com estrutura adequada para realizar o procedimento de embolização.
A paciente está internada desde o dia 9 de junho, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caxias, no leste do Maranhão.
Segundo os médicos, o estado de saúde de Marinalva é grave, sendo necessária uma transferência urgente para um hospital com estrutura adequada para realizar uma embolização a laser e tratar o sangramento na cabeça.
Apesar da gravidade do quadro clínico e de já haver uma decisão da Justiça Federal determinando a transferência, a paciente segue aguardando vaga por meio do sistema de regulação estadual.
“Nove dias na UPA, com sangramento. Minha esposa está sangrando na cabeça, precisando de uma embolização”, desabafou o marido de Marinalva, João Valério Gomes.
Segundo nota da UPA de Caxias, a unidade já solicitou orçamentos de três hospitais particulares com capacidade para realizar o procedimento, a pedido da Defensoria Pública do Estado. No entanto, a transferência ainda depende da autorização da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES-MA). Leia, mais abaixo, a nota na íntegra.
Ao g1, a Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES-MA) informou que o leito solicitado para atendimento à paciente já foi disponibilizado e que a equipe responsável segue acompanhando o caso, garantindo a assistência necessária conforme os protocolos de atendimento da rede estadual de saúde.
O que diz a Secretaria Municipal de Saúde de Caxias
“A Prefeitura de Caxias, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informa que a paciente Marinalva Farias Gomes está internada na UPA de Caxias desde o dia 9 de junho, após ter sido transferida do município de Aldeias Altas, apresentando quadro de rebaixamento do nível de consciência. A paciente possui histórico de aneurisma cerebral e hemorragia subaracnoide.
Segundo informações da Defensoria Pública da União, foi ajuizado pedido de transferência para uma unidade hospitalar com suporte em neurocirurgia. A Justiça Federal determinou que a União e a EBSERH adotem as providências necessárias no prazo de até 24 horas.
Caso não haja disponibilidade de vaga na rede pública, foi autorizada a transferência para hospital privado, mediante apresentação de três orçamentos. Os orçamentos já foram solicitados pela Secretaria Municipal de Saúde e encaminhados à Justiça. A pasta segue acompanhando o caso”. Fonte: G1-MA