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Mais de 40% dos negócios ativos no Maranhão são liderados por mulheres

Mulheres como Cigana Albuquerque, que obtiveram sua jornada com receitas simples, hoje são referências no empreendedorismo gastronômico no Maranhão. — Foto: Divulgação/Sebrae-MA.

Atualmente, 41,2% dos negócios ativos no Maranhão são liderados por mulheres. Além disso, elas são 43,5% dos Microempreendedores Individuais (MEIs), o que representa 52.866 mulheres de um total de 121.454 MEIs formalizados, é o que aponta o levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Os dados mostram uma presença crescente das mulheres no mercado formal de trabalho, refletindo o potencial transformador delas no cenário maranhense. O empreendedorismo feminino no Maranhão tem se consolidado como uma força crescente e essencial para a economia do estado.

No entanto, apesar desses avanços, as mulheres ainda enfrentam desafios significativos, dentre eles, a sobrecarga de responsabilidades familiares e a desigualdade de gênero, especialmente em setores estratégicos da economia.

“Apesar dessas dificuldades, as mulheres têm mostrado sua força e capacidade. O acesso à capacitação e ao apoio de instituições como o Sebrae tem sido fundamental para que elas superem obstáculos e se tornem líderes em seus negócios”, afirma Édila Neves, Diretora Administrativo Financeiro do Sebrae Maranhão.

 

Um excelente exemplo dessa superação é Cigana Albuquerque, uma Microempreendedora Individual (MEI), de São José de Ribamar, na Grande Ilha de São Luís, que construiu sua história de sucesso através da gastronomia e do apoio que recebeu ao longo do caminho.

Soraya Albuquerque, conhecida como Cigana Albuquerque, tem 58 anos e uma história inspiradora de superação. Desde os 9 anos de idade, Cigana começou a desenvolver o espírito empreendedor quando abriu uma oficina de doces e salgados. A partir daí, ela e sua família começaram a produzir bolos, salgados e doces em casa, uma atividade que mobilizou todos os membros da família Albuquerque.

“Sempre trabalhei com a gastronomia. Já fiz de tudo, mas nunca tivemos controle de finanças. Sempre fui vendedora, e o conceito de empreendedor estava distante de mim. A minha veia empreendedora veio muito antes de eu entender o que era ser uma empreendedora de fato”, contou Cigana Albuquerque.

 

Por muitos anos, Cigana trabalhou como vendedora e não tinha conhecimento sobre gestão financeira, mas sua paixão pela gastronomia nunca deixou de ser o motor do seu trabalho. No entanto, foi apenas em 2020, durante a pandemia, que ela decidiu investir no próprio desenvolvimento e começou a fazer cursos de empreendedorismo. Nesse momento, ela conheceu o Sebrae e foi através de seu apoio que ela aprendeu a controlar o fluxo de caixa e a separação das finanças pessoais das empresas.

“Em 2020, comecei a fazer cursos e ter capacitações pelo no Sebrae. Aprendi a controlar o fluxo de caixa, algo que nunca tinha feito antes. Isso me deu confiança para abrir minha empresa como MEI e aumentar minha renda. O primeiro passo foi separar o dinheiro da empresa, do dinheiro das despesas de casa”, lembrou a empreendedora. Fonte: G1-MA

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