/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/F/B/PLIFBNQ1qIrGAjhNQMvg/whatsapp-image-2025-03-07-at-14.11.21-1-750x430.jpeg)
Um homem foi preso na manhã desta sexta-feira (7) suspeito de estuprar a própria enteada, uma jovem de 23 anos com autismo em grau severo, em Imperatriz, a 632 km de São Luís. Segundo a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), o crime foi descoberto pela mãe da vítima, que a levou para atendimento médico, onde foi constatado que a jovem estava grávida.
De acordo com a delegada Lorena Alves, titular da Delegacia Especial da Mulher (DEM) de Imperatriz, a jovem não fala e não possui qualquer forma de comunicação, dependendo integralmente da mãe para os cuidados diários. Além do estado diário de vulnerabilidade, durante o atendimento na delegacia, a mãe precisou interromper o depoimento para trocar a fralda da filha.
A descoberta do crime aconteceu quando a mãe decidiu levar a jovem a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Antes da consulta, ela questionou o companheiro sobre sua relação com a situação, mas ele negou qualquer envolvimento. O homem, no entanto, demonstrou preocupação com a ida ao hospital e sugeriu que a falta de menstruação poderia estar relacionada à anemia.
Durante a avaliação médica, foi constatada a gravidez da vítima, já em estágio avançado, com cerca de 20 semanas. O caso foi encaminhado ao Hospital Materno Infantil e denunciado à DEM de Imperatriz. Como a jovem não mantinha contato social e não recebia visitas, segundo a mãe, a investigação descarta a possibilidade de outros envolvidos no crime.
Foi solicitado o pedido de prisão do suspeito, mas a Justiça inicialmente indeferiu o pedido, determinando apenas seu afastamento do lar. No entanto, o homem descumpriu essa decisão e foi preso. Após audiência de custódia, ele acabou solto. Uma nova representação foi feita e a prisão preventiva foi decretada; ele foi capturado enquanto trabalhava em um serviço de recapeamento de ruas.
O inquérito conta com laudos periciais após exames na vítima que confirmam o abuso. A investigação ainda aguarda o resultado de exames complementares, como o de coleta do DNA do feto para comparação com o do suspeito e anexação ao processo criminal. Fonte: G1-MA