A greve dos motoristas de ônibus chegou ao 5º dia nesta terça-feira (18), ainda sem previsão de encerramento. São duas empresas com atividades paralisadas por atraso nos salários e cerca de 30 bairros afetados pela redução do transporte público.
Na última segunda-feira (17), o impasse entre a Prefeitura de São Luís e o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) continuou, com os empresários cobrando o repasse de 100% do subsídio pago pela prefeitura para regularizar o salário dos motoristas.
Atualmente, estão em greve os trabalhadores da empresa 1001 e da Expresso Marina, afetando principalmente bairros da periferia, na região da Cidade Operária/Cidade Olímpica. Veja a lista:
- Alto do Turu
- Cajupary/Nova Vida
- Cidade Olímpica
- Cidade Operária/São Francisco
- Cohatrac
- Forquilha
- Ipem Turu
- Janaína Riod
- José Reinaldo Tavares
- Maiobinha
- Mato Grosso
- Parque Jair
- Parque Vitória
- Pedra Caída
- Recanto Verde
- Ribeira
- Santa Clara
- Socorrão/Rodoviária
- São Raimundo/Bandeira Tribuzzi
- Tajaçuaba
- Tajipuru
- Tibiri
- Tropical/Santos Dumont
- Tropical/São Francisco
- Uema Ipase
- Vila Aparecida
- Vila Cascavel
- Vila Esperança
- Vila Isabel Cafeteira
- Vila Itamar
- Vila Lobão
- Vila Vitória
- Viola Kiola
A Prefeitura de São Luís alega que repassa apenas 80% do subsídio porque os donos das empresas colocam para rodar na cidade apenas 80% da frota, e que só pagará o valor total quando todos os ônibus voltarem a circular. Como medida excepcional, o prefeito Eduardo Braide (PSD) anunciou vouchers em corridas por aplicativo, pagos pela prefeitura, no valor de 30$ (ida e volta), para a população.
“A Prefeitura de São Luís informa que os empresários de transporte têm colocado apenas 80% da frota em circulação, descumprindo o contrato e prejudicando a população. Ainda assim, reivindicam o pagamento de 100% do subsídio. O município esclarece que pagamento de 100% do subsídio só será feito, quando 100% da frota estiver operando nas ruas. Como medida emergencial, a Prefeitura irá pagar corridas por aplicativo para as pessoas afetadas pela paralisação da empresa. O município segue acompanhando toda negociação entre empresários e trabalhadores e também adotará medidas administrativas e judiciais contra a empresa”, diz a nota da prefeitura.
Greve dos rodoviários já dura quatro dias
Os rodoviários da empresa de ônibus 1001 estão sem trabalhar desde a última sexta-feira (14), em São Luís, durante um protesto motivado pelo atraso de salários e pela falta de pagamento do plano de saúde, ticket-alimentação e outros benefícios.
A paralisação continuará, segundo o Sindicato dos Rodoviários, até que os empresários ou o sindicato patronal (SET) apresentem uma solução. Além da 1001, outras empresas que operam no transporte público de São Luís podem aderir ao movimento pelas mesmas questões.
SET acusa prefeitura de não pagar subsídios; Braide exige 100% da frota
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) afirmou que a crise no sistema de transporte público da capital se agravou pela falta de repasse de subsídios da Prefeitura, que já somam cerca de R$ 7 milhões. Segundo o sindicato, os recursos são essenciais para manter a operação e pagar salários dos rodoviários.
O repasse está previsto em acordo homologado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA), mas, de acordo com o SET, vem sendo descumprido pelo município. A entidade alerta que, sem a regularização, há risco de paralisação total do sistema.