“Além do lazer, o litoral do Piauí também é um local que abriga espécies ameaçadas [de extinção], incluindo as tartarugas, e precisa ser preservado”, disse a bióloga Werlanne Mendes, vice-presidente do Instituto Tartarugas do Delta. A temporada de desova das tartarugas foi encerrada com o nascimento do último dos 358 ninhos monitorados pelo projeto em 2025.
Segundo a bióloga, o instituto fortaleceu em 2025 o contato com banhistas, comerciantes locais, turistas e atletas sobre a importância da preservação de todo o ambiente do litoral piauiense e, consequentemente, das espécies que nascem ou passam pela área.
“Nós aumentamos a comunicação com os banhistas, turistas, atletas do kitesurf e comerciantes justamente sobre esse lado da preservação do ambiente do litoral em si. A água, a areia e tudo. O nosso litoral abriga muitas espécies, inclusive muitas que estão ameaçadas de extinção. Então o cuidado com o lugar em si é muito importante”, iniciou.
“Elas vão voltar ao local de reprodução daqui 20 anos, então ele precisa estar conservado”, completou Werlanne.
A vice-presidente do instituto destacou que o Piauí é um berçário de tartarugas, com a liberação de mais de 25 mil filhotes nas praias da região em 2025, em 358 ninhos. Segundo ela, foram registradas ocorrências das cinco espécies que transitam no Brasil:
- Tartaruga-de-pente;
- Tartaruga-oliva;
- Tartaruga-cabeçuda;
- Tartaruga-verde;
- Tartaruga de couro.
“Durante a temporada que inicia geralmente em dezembro, é possível qualquer pessoa presenciar as tartarugas marinhas em atividade reprodutiva nas praia, confeccionando os ninhos”, destacou a bióloga.Fonte: G1-PI