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Crise na FMS: ex-gerente financeira volta ao cargo após nova exoneração; hospital também passa por mudança

Fundação Municipal de Saúde de Teresina — Foto: Divulgação

Além da troca de gestoras, o prefeito de Teresina Dr. Pessoa (Republicanos) também exonerou diretores de um dos hospitais da capital.

Em mais um episódio da crise na Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina, Giliane Keline Melo Mariano, que havia sido chefe de Gerência Executiva Financeira do órgão em 2022, retornou ao cargo nessa terça-feira (2), após a exoneração de Francislay Ferreira de Sousa Silva.

A troca de gestoras foi apenas uma das mudanças realizada pelo prefeito da capital, Dr. Pessoa (Republicanos), que também exonerou dois diretores do Hospital Mariano Castelo Branco, localizado no bairro Francisca Trindade, região da grande Santa Maria, na Zona Norte de Teresina.

O diretor clínico Carlos Gilvan Nunes de Carvalho e a diretora de enfermagem Tagila Andreia Viana dos Santos foram exonerados da unidade hospitalar e em seus lugares assumiram Samyres Batista de Medeiros para o cargo de diretora clínica e Felipe Carvalho Teles como diretor de enfermagem.

Mudanças de gestão na FMS não são novidade na atual administração municipal. O cargo de presidente do órgão, por exemplo, mudou três vezes em três anos na administração do prefeito Dr. Pessoa.

O último gestor a assumir foi o procurador do município da Prefeitura de Teresina, Ari Ricardo da Rocha, em maio de 2023, que deixou o cargo de procurador-geral do município para o advogado Ricardo Martins.

As medidas dessa semana acontecem em meio à repercussão da crise da saúde pública da capital, que seria discutida em sessão extraordinária na Câmara de Municipal, na tarde de terça.

A expectativa era que os vereadores discutissem a possibilidade da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e pedissem a intervenção do estado na saúde municipal.

Contudo, apenas 13 dos 29 vereadores compareceram (saiba quem foram os vereadores ausentes e os motivos informados), fazendo com que a sessão fosse suspensa, gerando protestos de sindicatos e representantes de organizações.

Auditoria das contas da FMS

Vereadores convocam prefeitura para explicações sobre crise na saúde municipal

Após a falta de quórum na sessão extraordinária na Câmara Municipal de Teresina (CMT), vereadores convocaram a gestão para dar explicações sobre a crise na saúde.

Os encaminhamentos passaram a ser tomados pela Comissão de Legislação e Justiça da CMT, que solicitaram a convocação de gestores da área ligadas à saúde para fazer uma avaliação da situação municipal e também buscar providências.

Segundo o vereador Venâncio Cardoso, do PSDB, presidente da comissão, na próxima segunda-feira (8) será pedido ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) uma auditoria das contas da FMS de outubro de 2023 até o início da auditoria.

“O discurso da prefeitura é de que a saúde pública de Teresina está uma maravilha porque veio o dinheiro de emenda federal. Queremos saber, através da auditoria do Tribunal de Contas, onde vai ser aplicado esse recurso, se de fato esse recurso está sendo aplicado na saúde”, afirmou o vereador.

Sobre a convocação dos secretários e gestores, o presidente Venâncio informou que há um prazo de 15 dias para a apresentação deles. É provável que a reunião com eles ocorra após o dia 20 de janeiro.

Energia de prédio da FMS cortada

Em outro episódio da crise no órgão, faltando cinco dias para acabar o ano de 2023, o fornecimento de energia do prédio administrativo da FMS, no bairro Aeroporto, Zona Norte de Teresina, foi suspenso por falta de pagamento de faturas.

Procurada pelo g1, a assessoria de comunicação do órgão negou, mas a informação foi confirmada pela Equatorial Piauí. A distribuidora informou que o pagamento do débito foi realizado ainda no mesmo dia do corte e o fornecimento de energia foi restabelecido. Fonte: G1-PI

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