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Um homem identificado como Lívio Fernando de Oliveira Sousa, apontado como chefe do grupo suspeito de clonar números de telefone, invadir contas bancárias e aplicar golpes foi preso nesta quinta-feira (20), em Teresina. O suspeito foi localizado no bairro Três Andrades, na Zona Norte da capital, durante a segunda fase da Operação Chip Falso.
A primeira fase da operação foi deflagrada no dia 15 de julho. Na ocasião, foram cumpridos 30 mandados e 10 pessoas foram presas. Outras cinco pessoas, entre elas o apontado como líder do grupo, estavam foragidas.
De acordo com o delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), os investigados utilizavam essas informações para mudar a titularidade de linhas telefônicas de vítimas de diferentes estados do país.
Sobre o golpe
A fraude é conhecida como SIM Swap e consiste na transferência ilegal e não autorizada de um número de telefone para um chip controlado pelos criminosos. Com acesso à linha, os suspeitos conseguiam receber códigos de autenticação enviados por SMS e invadir contas e aplicativos das vítimas.
Segundo a Polícia Civil, o grupo conseguia acessar contas bancárias, assumir perfis no WhatsApp, realizar transferências indevidas, fazer compras com cartões das vítimas e se passar por elas para aplicar golpes, como pedidos de dinheiro a parentes e o falso advogado.
O delegado Humberto Mácola afirmou que o acesso às linhas telefônicas permitia que os criminosos causassem diversos prejuízos às vítimas.
“Em posse dessas linhas telefônicas conseguiam fazer o estrago na vida daquela pessoa: desde invadir contas, encaminhando os códigos de verificação para essa linha telefônica em posse dos criminosos, até se passar por um parente e abordar pedindo dinheiro”, disse à TV Clube.
Foram identificadas mais de 50 vítimas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.
Ainda segundo o delegado, pessoas que cedem dados pessoais, contas ou cadastros para terceiros também podem ser responsabilizadas caso participem de esquemas criminosos.
“A internet não é terra sem lei. Hoje tanto as empresas que prestam serviço quanto as redes sociais têm um cercamento digital de segurança e o relacionamento com as autoridades policiais é íntimo”, disse.
O caso segue em investigação pela Polícia Civil. Fonte: G1-PI