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Copom deve elevar Selic em 1 ponto na reunião de hoje

Brasília, 04/02/2025 - Reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil. Foto: Raphael Ribeiro/Banco Central

Pressionado pelo preço dos alimentos e da energia, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide nesta quarta-feira (19) em quanto elevará a taxa básica de juros, a Selic. A reunião é a segunda sob o novo comando do presidente do BC, Gabriel Galípolo.

Esta poderá ser a quinta elevação consecutiva da Selic. Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve subir 1 ponto percentual nesta reunião, de 13,25% para 14,25% ao ano.

No comunicado da última reunião, em janeiro, o Copom confirmou que elevará os juros básicos em 1 ponto percentual na reunião de março. Segundo o comitê, o agravamento das incertezas externas e os ruídos provocados pelo pacote fiscal do governo no fim do ano passado justificam o aumento dos juros básicos no início de 2025.

Nesta quarta-feira, ao fim do dia, o Copom anunciará a decisão. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto e duas de 1 ponto percentual.

Inflação

Na ata da reunião mais recente, o Copom alertou para o prolongamento do ciclo de alta da Taxa Selic. Segundo o BC, o cenário de inflação de curto prazo segue adverso, principalmente em razão do aumento nos preços dos alimentos. Mantido esse cenário, o comitê aponta que a inflação deve ficar acima da meta pelos próximos 6 meses.

Segundo o último boletim Focus, a estimativa de inflação para 2025 está em 5,66%, contra 5,6% há quatro semanas. Isso representa inflação acima do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3% para este ano, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

Taxa Selic

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Meta contínua

Pelo novo sistema de meta contínua em vigor a partir deste mês, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em janeiro deste ano, a inflação desde fevereiro de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em fevereiro, o procedimento se repete, com apuração a partir de março de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 4,5%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de março.Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Batizado Brasil que Cuida, Plano Nacional de Cuidados sairá em breve

14/06/2023 Brasília (DF) - Lar dos velhinhos - Dia 15/06/2023, Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa.   Foto Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Definido como instrumento de implementação da Política Nacional de Cuidados, sancionada em dezembro de 2024, o Plano Nacional de Cuidados (Lei 15.069 de 2024) será batizado Brasil que Cuida e terá como slogan Cuidar é o trabalho que sustenta o mundo.

As informações foram detalhadas nesta quarta-feira (19) pela secretária nacional de Política de Cuidados e Família do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Laís Abramo.

“O plano está quase pronto para ser lançado. Esperamos que seja brevemente.”

Durante o seminário Trabalho, Cuidado e Parentalidades, promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em Brasília, a secretária destacou que o plano será composto por cinco grandes áreas ou eixos:

  • garantia de direitos e promoção de políticas para quem necessita de cuidados e para quem cuida de forma não remunerada;
  • promoção da compatibilização entre o trabalho remunerado, a educação e as necessidades familiares de cuidados;
  • promoção do trabalho decente para trabalhadoras domésticas e do cuidado remunerado;
  • políticas para reconhecimento e valorização do trabalho de cuidado e das diferentes formas culturais de sua expressão, bem como para transformação cultural rumo a uma divisão social, racial e de gênero mais justa dos cuidados;
  • governança e gestão do plano.

A estrutura de governança prevista, segundo Laís, inclui um comitê estratégico, com participação do governo federal, sociedade civil e representações de governos estaduais e municipais, além de um comitê-gestor com participação do governo federal.

Algumas propostas em discussão são:

  • extensão da cobertura e ampliação da jornada em creches e instituições de educação infantil;
  • cuidotecas de atenção familiar, que constituem em salas de cuidado para filhos de mães e pais estudantes e trabalhadores em períodos que excedam a jornada escolar;
  • serviços de atenção domiciliar a pessoas idosas e com deficiência;
  • centros dia para pessoas idosas e pessoas com deficiência;
  • lavanderias coletivas, restaurantes populares, cozinhas solidárias e comunitárias e hortas comunitárias, serviços que diminuam o tempo dedicado ao cuidado indireto;
  • formação sobre cuidados para cuidadores não remunerados, trabalhadores domésticos e do cuidado remunerado, além de outras profissões do cuidado;
  • formação sobre cuidados para gestores federais, estaduais e municipais;
  • fortalecimento das estratégias de prevenção e erradicação do trabalho infantil e do trabalho escravo nos setores de cuidados;
  • campanha nacional de valorização do trabalho de cuidados e das cuidadoras e de promoção da corresponsabilização social e de gênero pelo trabalho de cuidados.

“Neste momento, estamos finalizando os últimos detalhes do plano. Tem a ver, evidentemente, com o fato de o orçamento do governo federal não ter sido aprovado até agora”, explicou a secretária.

Ainda segundo Laís, quando o plano for lançado, será aberto um processo de adesão para estados e municípios. Está prevista, inclusive, a possibilidade de que estados e municípios desenvolvam suas políticas próprias: “alguns já estão fazendo isso”.

Entenda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, em dezembro do ano passado, a Lei 15.069, de 2024, que estabelece a Política Nacional de Cuidados. A norma prevê a garantia do direito ao cuidado e estabelece a corresponsabilidade social entre Estado, família, setor privado e sociedade civil.

Entre os principais objetivos está a integração de políticas públicas nas áreas de saúde, assistência social, trabalho, educação e direitos humanos, com a intenção de garantir acesso de qualidade ao cuidado.

A lei também visa conciliar o trabalho remunerado com as necessidades de cuidado, incentivando a colaboração do setor privado e da sociedade civil.

Outro ponto trata da promoção do trabalho decente para os trabalhadores do cuidado, especialmente nas famílias. A política busca ainda redistribuir o trabalho de cuidado que, tradicionalmente, recai sobre as mulheres. Fonte: Agência Brasil Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

Ciclista de 60 anos relata como é pedalar por 40 dias de São Paulo a São Luís

Já imaginou viajar de bicicleta de um estado a outro, enfrentando chuva, frio e estradas perigosas durante 40 dias? Esse foi o desafio encarado por Francisco Silva, de 60 anos, mais conhecido como Chiquinho da Mandioca. (Veja o vídeo acima)

Em conversa com o g1, o ciclista relembrou essa jornada repleta de desafios e emoções durante os cinco mil quilômetros percorridos.

Natural do povoado Barro Duro, em Tutóia (a 326 km de São Luís), Francisco mora em São Paulo há 34 anos e é pai de quatro filhos. Apaixonado por ciclismo, ele já havia feito um percurso semelhante em 2001, quando pedalou até a capital maranhense com patrocínio. No entanto, dessa vez, precisou se preparar por conta própria. Para isso, trabalhou como entregador de aplicativo em São Paulo, o que também ajudou a melhorar sua resistência física.

“Foi um ótimo meio para ganhar fôlego, fazia muitos quilômetros em um só dia”, conta.

 

Francisco Silva em uma de suas aventuras pela estrada — Foto: Reprodução/Francisco Silva

Experiência e desafios na estrada

 

Francisco não é novato no mundo das longas pedaladas. Ele já participou de competições internacionais, incluindo o Race Across America, uma das provas mais duras do ciclismo, que atravessa os Estados Unidos de Leste a Oeste. Ele competiu em 2006, 2007, 2008 e 2015 — ano em que teve seu melhor desempenho.

Ciclista enfrentou problemas durante o percurso — Foto: Reprodução/Francisco Silva

Na jornada mais recente até São Luís, enfrentou desafios típicos das estradas brasileiras. “Meu pneu furou 13 vezes”, revela. Fonte: G1-MA

Mulher baleada ao voltar do trabalho, em São Luís, morre no hospital

Marlene Araújo da Silva tinha 50 anos e morreu ao ser baleada quando voltava do trabalho, em São Luís — Foto: Arquivo pessoal

Morreu, na última terça-feira (18), Marlene Araújo da Silva, de 50 anos, que foi atingida por um tiro quando andava pela região do condomínio Eco Park, no Anil, em São Luís.

O caso aconteceu na última sexta-feira (14), quando Marlene voltava do trabalho, por volta das 19h. Segundo testemunhas, no momento em que Marlene passava próximo a entrada do condomínio, criminosos realizavam um assalto na região, contra outra pessoas, e um tiro foi disparado.

Ainda não se sabe exatamente o que provocou o disparo, por parte dos criminosos, porém, o tiro acabou atingindo Marlene. Os bandidos fugiram.A vítima foi socorrida no local e ficou vários dias internada no hospital, mas acabou falecendo. A Polícia Civil investiga o assassinato, porém ninguém foi preso até o momento.

Marlene era mãe de quatro filhos, sendo um rapaz e três meninas.Fonte: G1-MA

Falta de saneamento provocou mais de 340 mil internações em 2024

O Brasil registrou mais de 344 mil internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado em 2024, sendo que 168,7 mil estão relacionadas a alguma infecção propagada por um inseto-vetor, principalmente a dengue.

Em segundo lugar, vêm as doenças de transmissão feco-oral (transmitidas peles fezes de um indivíduo infectado), como as gastroenterites causadas por vírus, bactérias ou parasitas, com 163,8 mil casos.

Os dados são de pesquisa divulgada pelo Instituto Trata Brasil, nesta quarta-feira (19), antecipando o Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março.

Apesar do grande número absoluto – que representa quase 950 internações por dia – desde 2008, os registros têm caído, em média, 3,6% ao ano.

Situação nas regiões
A situação em algumas regiões é mais preocupante. No ano passado, a incidência de internações na Região Centro-Oeste foi a maior do Brasil – 25,5 – por causa do surto de dengue. Já a Região Norte registrou 14,5 internações a cada dez mil habitantes por doenças de transmissão feco-oral, o dobro da taxa brasileira.

Os estados em pior situação foram o Amapá, com incidência de 24,6 internações e Rondônia, com 22,2 internações por dez mil habitantes.

A Região Nordeste registrou uma taxa geral próxima da média brasileira, mas também se destacou negativamente na análise de transmissões feco-orais. Além da região ter a segunda maior taxa de incidência do país, com 12,6 internações a cada dez mil habitantes, no estado do Maranhão, essa taxa chegou a 42,5, seis vezes mais do que a média brasileira.

Apesar de não ser a única causa, essas doenças estão bastante relacionadas à falta de saneamento, já que são resultado da infecção por vírus, bactérias ou parasitas eliminados nas fezes de uma pessoa doente, e que são transmitidas para outras pessoas principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados e pela falta de higienização das mãos.

As doenças transmitidas por insetos também têm relação com o saneamento, porque o acúmulo de lixo favorece a proliferação desses animais.

Mais afetados
Por causa disso, o Instituto Trata Brasil ressalta que elas afetam com maior intensidade as populações de menor status socioeconômico.

Em 2024, 64,8% do total de internações foram de pessoas pretas ou pardas. Apesar dos indígenas responderem por apenas 0,8% do total, a incidência entre eles ficou em 27,4 casos a cada dez mil habitantes.

As crianças e os idosos são os que costumam adoecer com mais gravidade, necessitando de internação. Entre as pessoas hospitalizadas em 2024, cerca de 70 mil eram crianças de até 4 anos, ou 20% do total. Nessa faixa etária, a incidência foi de 53,7 casos a casa dez mil pessoas, três vezes mais do que a média de todas as idades.

Já entre as pessoas com mais de 60 anos, a incidência foi 23,6, com cerca de 80 mil internações, ou 23,5% do total.

O Instituto Trata Brasil estima que o avanço da oferta de água tratada e da coleta e tratamento de esgoto pode reduzir em quase 70% a taxa de internações do país e promover uma economia de R$ 43,9 milhões por ano.

Mortalidade
O estudo também analisa a mortalidade associada a essas doenças, em comparação com dados de 2023. Neste ano, foram registradas 11.544 óbitos por doenças relacionadas ao saneamento ambiental, a maioria – 5.673 casos – por infecções feco-oral, e outras 5.394 causadas por doenças transmitidas por insetos.

Os óbitos caíram entre 2008 e 2023 no país. No entanto, na maior parte dos municípios brasileiros, esse indicador ficou estagnado e em 1.748 cidades, a taxa de mortalidade cresceu neste período.

As mortes, em 2023, foram bastante superiores entre os idosos, com 8830 ocorrências, ou 76% do total. Já o recorte por etnia mostra que a taxa de óbitos entre os indígenas foi quatro vezes superior à da população em geral, apesar da quantidade absoluta de casos ser bem menor do que entre as pessoas brancas ou negras. Por: Agência Brasil

Corpo de empresário é encontrado em cova rasa em Imperatriz; dívida de R$ 300 pode ter motivado crime

A Delegacia de Homicídios investiga a morte de Francisco de Assis Soares Dias, de 39 anos, um empresário conhecido como Jackson, dono de um lava-jato em Imperatriz. O corpo dele foi encontrado na última segunda-feira (17), em uma cova rasa no quintal de uma residência, após o caso ser registrado como um desaparecimento.

Imagens dos últimos momentos de Francisco de Assis mostram ele entrando na casa do suspeito, que fica em frente ao lava-jato, com uma camisa laranja. Segundo a perícia, o empresário foi morto a facadas e teve o corpo parcialmente queimado.

No sábado (15), vizinhos chegaram a escutar gritos, mas o suspeito negou qualquer ação criminosa no interior da casa. Os dois eram conhecidos há muitos anos e, segundo as investigações, recentemente fizeram um negócio no valor de R$ 300. O não pagamento da dívida é uma das hipóteses para o assassinato. O suspeito fugiu após o crime.

A Delegacia de Homicídios aguarda o relatório completo da perícia e vai ouvir familiares e amigos da vítima.

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) confirmou, em nota, que o suspeito vai se apresentar na Delegacia de Homicídios nas próximas horas.

Confira a nota da Polícia Civil:

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) informa que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Imperatriz, que já identificou o principal suspeito de cometer o crime. Testemunhas e familiares da vítima já estão sendo intimadas para prestarem depoimento diante da autoridade policial.

A vítima, de 39 anos, foi localizada em uma cova rasa no quintal da residência do investigado. A suposta motivação do crime levantada até o momento é de que o autor estaria devendo uma quantia financeira para a vítima.

A PC-MA informa ainda que o investigado se comprometeu a se apresentar nas próximas horas na Delegacia de Homicídios junto com seu advogado, o que está sendo aguardado.Por: Imirante Imperatriz 

 

Maior enchente em 10 anos causa estragos em Afonso Cunha

Imagens aéreas registradas nessa terça-feira (18) mostram a dimensão dos estragos causados pela maior cheia dos últimos 10 anos em Afonso Cunha, segundo a prefeitura.

A cidade, que tem pouco mais de 6 mil habitantes, foi tomada pela água após o riacho São Gonçalo transbordar, causado por mais de 10 horas de chuva intensa, na última segunda-feira (17). Nesta quarta (19), a chuva deu uma trégua, mas os estragos ficaram.

Dos sete bairros do município, o alagamento atingiu cinco bairros e deixou comunidades rurais isoladas. A força da água invadiu casas e comércios, causando prejuízos. Apenas dois bairros, localizados na parte mais alta da cidade, não foram afetados.

A Prefeitura de Afonso Cunha criou um gabinete de crise para definir estratégias de apoio às famílias atingidas. Como medida emergencial, uma rua precisou ser cortada para ajudar no escoamento da água represada.

O Corpo de Bombeiros de Chapadinha, cidade vizinha, foi acionado para auxiliar no resgate de moradores e na remoção de famílias das áreas de risco.

O prefeito Pedro Medeiros (PL) afirmou que a prioridade é garantir assistência aos desabrigados e minimizar os danos. No entanto, ainda não há um um levantamento oficial sobre a quantidade de famílias afetadas.

Monitoramento de rios no Maranhão
Com as chuvas atingindo a região, a Defesa Civil de Caxias passou a monitorar de forma permanente os rios. O rio Itapecuru está em estado de alerta, e a preocupação é com o volume de chuva nas nascentes.

Em Codó, o rio Itapecuru já apresenta níveis cada vez mais altos e começou a transbordar, avançando para áreas habitadas.

Já em Pedreiras, o rio Mearim está três metros acima do nível considerado normal e alagou áreas ribeirinhas. Famílias estão sendo retiradas de suas casas, e pelo menos sete já estão desabrigadas.Por: Por g1 MA e TV Mirante

 

Prefeitura de Presidente Dutra realiza Plantão Social no povoado Angical

A Prefeitura de Presidente Dutra, por meio da Secretaria de Assistência Social, realizou mais uma atividade destinada ao atendimento da população residente em comunidades do interior. Na ocasião, os moradores do povoado Angical foram os contemplados com o Plantão Social, que oferta serviços essenciais e de auxílio a diversas demandas das famílias locais.

O evento contou a presença do vice-prefeito, Aristeu Nunes, representando o prefeito Raimundinho da Audiolar, acompanhado pela equipe técnica especializada em ações sociais, para atender os moradores do Angical. A iniciativa reafirma o compromisso da gestão municipal com as comunidades do interior, fazendo com que as políticas públicas realmente cheguem aos que mais precisam, o que é prioridade para a administração municipal.

A ação no povoado Angical faz parte de um conjunto de medidas adotadas pela prefeitura de Presidente Dutra para ampliar o acesso das famílias a serviços básicos, garantindo mais qualidade de vida aos moradores da zona rural.

STF marca julgamento de denúncia contra Bolsonaro para 25 de março

Brasília (DF) 11/04/2023 Fachada do palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil/Arquivo

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 25 de março, às 9h30, o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o general Braga Netto e mais seis investigados pela trama golpista.

A data foi marcada pelo ministro na condição de presidente da Primeira Turma da Corte, colegiado que será responsável pelo julgamento.

Mais cedo, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, liberou a denúncia para julgamento após receber a manifestação favorável da PGR para tornar o ex-presidente e os demais acusados réus pelas acusações da trama golpista para impedir o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os ministros da Primeira Turma vão decidir se os acusados vão responder a processo pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

A denúncia que será julgada envolve o núcleo 1 da investigação sobre a trama golpista.

>> Veja abaixo a lista dos denunciados no núcleo 1:

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Walter Braga Netto (general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • General Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional);
  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin);
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal);
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha);
  • Paulo Sérgio Nogueira (general do Exército e ex-ministro da Defesa);
  • Mauro Cid (delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro).

Além da sessão marcada para a manhã do dia 25, a Primeira Turma reservou as sessões da tarde do mesmo dia e da manhã do dia 26 para a análise do caso.

Primeira Turma

O processo será julgado pela Primeira Turma do Supremo. O colegiado é composto pelo relator da denúncia, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do tribunal julgar ações penais. Como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação será julgada pelo colegiado.

Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os outros acusados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF. Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

Governo faz acordo para incluir Pé-de-Meia e Vale Gás no orçamento

Brasília (DF), 25/03/2024 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da entrega de cartões do Programa Pé-de-Meia para alunos de todo o País. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

O governo federal costurou um acordo com o relator do orçamento no Congresso Nacional para incluir os programas Pé-de-Meia e Vale Gás no Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2025.

A solução encontrada inclui uma redução de R$ 7,6 bilhões nos gastos previstos para o Bolsa Família neste ano. Com o acordo, o relator do PLOA, senador Angelo Coronel (PSD-BA), avaliou que será possível votar o orçamento na próxima quarta-feira (19).

O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), explicou que a redução no Bolsa Família é resultado de um pente fino feito nos benefícios de famílias que, por algum motivo, recebem ou recebiam o recurso sem ter os requisitos para acessar o programa.

“A partir do pente fino [feito no ano passado], houve esse corte de R$ 7,6 bilhões. São pessoas que não tinham direito. Ou seja, não tem nenhuma família que tenha direito ao Bolsa Família que vai ficar sem o benefício. Não há corte no programa. Há a adequação ao que já tinha sido anunciado, que era esse trabalho de pente fino”, destacou o líder.

O relator Ângelo Coronel havia cobrado o Executivo para apresentar reduções de R$ 15 bilhões em outras despesas para financiar o Pé-de-Meia e o Vale Gás, que estariam sem previsão orçamentária para este ano.

O governo então enviou um ofício à Comissão Mista do Orçamento (CMO) para fazer adequações no projeto. Ainda segundo Randolfe, foi apresentada uma lista de programas que podem sofrer reduções na previsão orçamentária de 2025.

Nessa lista constam R$ 4,8 bilhões previstos para o Fundo de Financiamento da Educação Básica (Fundeb), referente ao financiamento à escola em tempo integral, e outros R$ 600 milhões para a Lei Aldir Branc, que financia o setor cultural do país. “Os R$ 3 bilhões do Vale Gás vêm do conjunto dessas outras coisas que foram feitas”, disse Randolfe.

Além do dinheiro para o Vale Gás, que financia botijão para famílias de baixa renda, o relator cobrava uma solução para R$ 12 bilhões que estariam faltando para o Pé-de-Meia, programa federal que paga R$ 2 mil a estudantes de baixa renda do ensino médio não abandonarem os estudos.

Pé-de-Meia

O líder do governo explicou que há R$ 1 bilhão previsto para o programa do Ministério da Educação (MEC) no orçamento. Randolfe acrescentou que, caso o remanejamento de despesas previsto não cubra o total do Pé-de-Meia, os valores que faltarem serão detalhados por meio do envio ao Legislativo de um projeto de lei do Congresso Nacional (PLN).

“O Tribunal de Contas da União [TCU] deu prazo ao governo de 120 dias para encaixar no orçamento todo o Pé-de-Meia. O governo está na metade desse prazo, ainda temos mais 60 dias para isso. O governo vai encaminhar posteriormente um PLN com o remanescente [dos recursos]”, completou o senador Randolfe Rodrigues.

O Pé-de-Meia vinha sendo custeado por fundos por fora do Tesouro Nacional, conforme previsto na legislação que criou o programa. Porém, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes avaliou que esse mecanismo pode configurar uma burla ao teto de gastos e exigiu ajustes na forma de financiamento do benefício, dando prazo para o governo incluir esses gastos no orçamento de 2025.

Votação do orçamento

Após se reunir com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, o relator do orçamento, Angelo Coronel, afirmou que o acordo costurado deve permitir a votação da PLOA na próxima semana.

“A equipe econômica mandou sugestões de corte em algumas rubricas [despesas], nós vamos agora analisá-las e, provavelmente, vamos seguir essas diretrizes do Poder Executivo. Qualquer corte, vamos fazer de comum acordo com o governo para que não haja problema de descontinuidade em alguma rubrica. Mas não vejo maiores problemas e deveremos ajustar e levar a voto [o projeto orçamentário], provavelmente no início da outra semana”, destacou.

O relator se comprometeu a apresentar seu parecer para o PLOA no domingo (16). Em seguida, é aberto prazo para apresentação de emendas pelos partidos na segunda-feira (17), com previsão de votação do Orçamento de 2025 na Comissão Mista de Orçamento (CMO) na terça (18) ou quarta (19) da próxima semana.

O Orçamento de 2025 deveria ter sido votado no fim do ano passado, segundo determina a Constituição Federal. Porém, por falta de acordo, a votação da peça orçamentária foi adiada para este ano. Fonte: Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil