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Campina Grande, que completa 161 anos de história neste sábado (11), é cenário de versos, melodias e histórias que atravessam gerações. Poetas, músicos e escritores encontraram na cidade um território fértil para criar e preservar a cultura nordestina.
A literatura e a música caminham lado a lado na construção dessa identidade. Dos folhetos de cordel às bandas e orquestras, a cidade guarda memórias e forma talentos que levam o nome da Borborema para o mundo. Ao longo das décadas, a Rainha da Borborema mantém viva a tradição que a tornou um dos principais polos culturais do Nordeste.
Livros, cordéis e revistas ajudam a contar a história de Campina Grande e a preservar o que há de mais marcante na cultura da cidade. As feiras e os encontros populares sempre foram palco para autores que transformam o cotidiano em poesia e narrativa.
“Se a Paraíba é o berço do cordel, imagine Campina Grande. O cordel do passado, o seu palco de atuação era a feira, e a cidade era esse grande repositório vivo, de trocas e afetos”, afirma a pesquisadora Joseilda Sousa .
Com o tempo, a produção literária local ganhou novas formas. O escritor Bruno Gaudêncio lembra que, durante muitos anos, a literatura esteve ligada ao jornalismo. “A partir da segunda metade do século XX é que vai haver uma diversificação muito grande da produção literária na cidade. E esses autores vão começar a dialogar com a produção literária não só brasileira, mas internacional”, explica.