Blog do Walison - Em Tempo Real

Micro e pequenas empresas têm até hoje para aderir ao Simples

Aplicativo Simples Nacional

As micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais (MEI) têm até hoje (31) para pedir a inclusão ou reinclusão no Simples Nacional – regime especial de tributação para os negócios de pequeno porte. Diferentemente dos últimos anos, não haverá prorrogação para a regularização de pendências. O pequeno negócio precisa quitar ou renegociar as dívidas até hoje para não ser excluído do programa.

Até a última sexta-feira (27), 348.077 micro e pequenas empresas haviam pedido a adesão ao Simples Nacional. Desse total, 97.572 foram aprovadas, 233.530 dependem de regularização de pendências com um ou mais entes federados (União, Estados, Distrito Federal ou município) e 16.975 solicitações foram canceladas pelo contribuinte. O resultado final será divulgado na segunda quinzena de fevereiro.

Tradicionalmente, quem não pagou os débitos até 30 dias depois da notificação é retirado do Simples Nacional em 1º de janeiro de cada ano. As empresas excluídas, no entanto, têm até 31 de janeiro de cada ano para pedir o regresso ao Simples Nacional, desde que resolvam as pendências – de cadastro ou de débitos em atraso.

Por causa da pandemia de covid-19, em 2021 e 2022, o governo tinha prorrogado o prazo para o pagamento de débitos. A micro ou pequena empresa aderia ao Simples até 31 de janeiro, data fixada por lei complementar, mas ganhava algumas semanas ou meses para quitar ou renegociar as dívidas. No ano passado, o prazo para a regularização de pendências havia sido estendido até 31 de março. Neste ano, a data limite voltou para 31 de janeiro.

Renegociação

Antes de renegociar a dívida por meio do Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no Âmbito do Simples Nacional, a empresa deve verificar onde se encontram os débitos: na Receita Federal ou na Dívida Ativa da União.

Os interessados em regularizar as pendências, podem entrar com um pedido de parcelamento, o qual deve ser feito no Portal do Simples Nacional ou no Portal e-CAC da RFB, no serviço “Parcelamento – Simples Nacional”.

O processo de regularização deve ser feito por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte da Receita Federal (e-CAC), requerendo certificado digital ou código de acesso. O devedor pode pagar à vista, abater parte da dívida com créditos tributários (recursos que a empresa tem direito a receber do fisco) ou parcelar os débitos em até cinco anos com o pagamento de juros e multa.

Caso o débito esteja inscrito em dívida ativa, a regularização deverá ser feita no Portal Regularize-se, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Pendências cadastrais podem ser resolvidas no Portal Redesim.

Como funciona

Criado em 2007, o Simples Nacional é um regime tributário especial que reúne o pagamento de seis tributos federais, além do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado por estados e pelo Distrito Federal, e do Imposto Sobre Serviços (ISS), arrecadado pelos municípios.

Em vez de pagar uma alíquota para cada tributo, o micro e pequeno empresário recolhe, numa única guia, um percentual sobre o faturamento que é repassado para os três níveis de governo. Somente as empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano podem optar pelo regime.

Fonte: Agência Brasil Edição: Kleber Sampaio

Corpo de indígena Guajajara encontrado morto no MA possui marcas de espancamento, aponta polícia

Valdemar Marciano Guajajara foi encontrado morto nesse sábado (28) — Foto: Montagem/g1

O corpo do indígena Valdemar Marciano Guajajara, de 45 anos, encontrado morto dentro de uma construção civil, possui marcas de espancamento segundo a Polícia Civil. O crime aconteceu nesse sábado (28), na cidade de Amarante do Maranhão, a 683 km de São Luís.

Ao g1, o delegado Gabriel Andrade disse que o indígena foi vítima de agressão física e morreu por traumatismo cranioencefálico. Valdemar Guajajara vivia na aldeia Nova Viana, que fica localizada na Terra Indígena Araribóia.

A polícia investiga se o assassinato é relacionado aos direitos dos indígenas, já que os povos originários são alvos constantes de ameaças em razão de disputas por territórios na região.

“A ideia é elucidar o crime, identificar a autoria e verificar se não se trata de um crime relacionado aos diretos indígenas. Se for, essa atribuição vai para a Polícia Federal. Se não for, nós vamos dar o andamento à investigação”, disse o delegado Alex Coelho.

De acordo com uma testemunha, antes de ser morto, o indígena estava bebendo em um bar da região acompanhado da esposa e de outras pessoas.

“Ele estava em um grupo lá, de uns 3 ou 4, e tinha a mulher do falecido, que estava no meio”, afirmou a testemunha, que não quis se identificar.Fonte: G1-MA

Terça-feira de carnaval será feriado para servidores municipais em Fortaleza

Pré-Carnaval em Fortaleza acontece em nove polos na capital. — Foto: Sistema Verdes Mares

Na Quarta-feira de Cinzas o expediente nos órgãos municipais terá início a partir do meio-dia.

Fortaleza terá feriado para servidores municipais no dia 20 de fevereiro, terça-feira de carnaval neste ano, segundo informado pela prefeitura nesta terça-feira (31).

O carnaval em 2023 irá ocorrer entre os dias 18 a 21 de fevereiro. Para os servidores da prefeitura, o calendário ficou definido da seguinte forma:

  • 20 de fevereiro, segunda: ponto facultativo
  • 21, terça-feira: feriado
  • 22, Quarta-Feira de Cinzas: expediente a partir do meio-dia

Apesar de bastante esperado pelo público que gosta de folia, o período não é considerado feriado no Ceará. Caso o empregado falte ao trabalho para curtir pode ser demitido por justa causa. A iniciativa privada pode decidir por dar folga aos seus funcionários ou não, ficando a critério de cada empresa. Fonte: G1-CE

Lula propõe grupo para mediar paz entre Rússia e Ucrânia

Ricardo Stuckert/PR

Presidente brasileiro se reuniu com chanceler alemão em Brasília

presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (30) a criação de um grupo de países que se envolva em uma mediação para pôr fim à guerra na Ucrânia. A declaração foi dada após encontro bilateral com o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, no Palácio do Planalto.

“O que é preciso é constituir um grupo com força suficiente para ser respeitado numa mesa de negociação. E sentar com os dois lados”, disse o presidente.

Lula citou a participação de países como a Índia, a Indonésia e, principalmente, a China nesse processo. “Nossos amigos chineses têm um papel muito importante. Está na hora da China colocar a mão na massa”, continuou. Lula também comparou com o esforço empregado para debelar a crise econômica em 2008, quando foi criado o G20.  

“Temos que criar outro organismo, da mesma forma que criamos o G20, quando aconteceu a crise econômica em 2008, queremos propor um G20 para por fim ao conflito Rússia e Ucrânia”. Lula garantiu que vai levar a ideia ao presidente americano, Joe Biden, em visita aos Estados Unidos em fevereiro, e ao presidente chinês, Xi Jinping, em março, quando for visitar a China.

Armamentos

O presidente brasileiro confirmou ter vetado o envio de munições de tanques de guerra à Ucrânia por não concordar com o conflito do país com a Rússia. O pedido foi feito na semana passada pelo próprio governo alemão, que, por sua vez, tem ajudado diretamente a Ucrânia com envio de armamentos.

“O Brasil não tem interesse em passar as munições, para que elas não sejam utilizadas para a guerra entre Ucrânia e Rússia. O Brasil é um país de paz, o último contencioso nosso foi na guerra do Paraguai. O Brasil não quer ter participação, mesmo que indireta”.

Do lado alemão, Olaf Scholz falou que a guerra é uma violação do direito internacional e voltou a condenar a Rússia. “Essa guerra não é uma questão europeia, mas uma questão que diz respeito a todos nós. É uma violação flagrante do direitos internacionais e da ordem internacional que acordamos em conjunto. Ninguém pode mexer em fronteiras de forma violenta, isso são tradições que pertencem ao passado”.

Governança global

Durante o encontro bilateral, Lula falou sobre a proposta de criar um grupo de países formado por Brasil, Alemanha, Japão e Índia para reivindicar um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). Ele criticou a atual arquitetura de governança geopolítica. 

“O que a gente quer é dizer em alto e bom som que as Nações Unidas, hoje, não é mais a geopolítica de 1945, quando ela foi criada. Queremos que o Conselho de Segurança da ONU tenha força, tenha mais representatividade, que possa falar mais uma linguagem que o mundo tá precisando Quando a ONU estiver forte, vamos evitar possíveis guerras que acontecem”.Fonte: Rede TV

Acusado de tentar matar o próprio pai vai a júri em Bacabal

A juíza Gláucia Helen Maia de Almeida, titular da 2ª Vara Criminal de Bacabal, realiza nesta terça-feira, dia 31 de janeiro, uma sessão do Tribunal do Júri na unidade judicial. No banco dos réus, Cleonildo Martins dos Santos, acusado de prática de crime de tentativa de homicídio, que teve como vítima seu próprio pai, Milton Costa dos Santos. Conforme a denúncia, o delito ocorreu em 15 de setembro de 2021, no povoado Constâncio, localidade do município de Lago Verde, termo judiciário de Bacabal.

Segue narrando que, na data e local acima citados, uma guarnição da Polícia Militar foi acionada, com o objetivo de atender uma ocorrência do tipo atrito familiar. Chegando lá, no endereço descrito, encontraram Cleonildo agredindo o próprio pai com um pedaço de madeira, gritando que iria matá-lo, sendo necessário o uso da força policial para contê-lo. Milton Costa foi encaminhado ao hospital, onde ficou internado. Diante da autoridade policial, em depoimento, o denunciado negou a prática do crime. 

A denúncia ressalta que Cleonildo somente não matou o próprio pai por causa da intervenção dos policiais, que chegaram no momento da agressão. A materialidade e a autoria se encontraram caracterizadas pelos depoimentos das testemunhas e pelo atestado médico da vítima. Além da magistrada que presidirá a sessão, deverão atuar a promotora de Justiça Klycia Luíza Castro Meneses, na acusação, e a defensora pública Beatriz Oliveira Fazzi, na defesa do réu. O julgamento está marcado para o salão do júri do Fórum de Bacabal.

SESSÃO EM FEVEREIRO

Conforme informações da unidade judicial, uma outra sessão do Tribunal do Júri está marcada para o dia 10 de fevereiro. Nesta data, será julgado José Orlando Alves, acusado de ter matado, com a ajuda de dois adolescentes, a vítima Diego Castro da Silva, em 16 de julho de 2017. O crime ocorreu nas proximidades do Lago da Cigana, Rio Mearim, no Bairro Santos Dumont, em Bacabal. Narrou a denúncia que, agindo por motivo torpe e impossibilitando a defesa do ofendido, o denunciado efetuou quatro disparos de arma de fogo, dos quais um atingiu o tórax da vítima, causando-lhe a morte.

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça
asscom_cgj@tjma.jus.br

Jovem com R$ 1 mil em notas falsas é preso em flagrante pela PF na Zona Norte de Teresina

Notas falsas apreendidas pela Polícia Federal em Teresina — Foto: Divulgação/PF

De acordo com a polícia, ele é suspeito de adquirir cédulas falsas por via postal.

Um jovem de 21 anos foi preso em flagrante pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (30), no bairro Parque Brasil 3, na Zona Norte de Teresina. De acordo com a polícia, ele é suspeito de adquirir cédulas falsas por via postal.

A ação contou com apoio dos Correios. Segundo a PF, a encomenda veio do Distrito Federal. Foram apreendidas 10 notas de R$50, 5 notas de R$ 100, totalizando R$ 1000 em cédulas falsificadas.

Após realizados os procedimentos criminais na Superintendência Regional de Polícia Federal no Piauí, o preso foi encaminhado para a Cadeia Pública de Altos (CPA), onde irá aguardar a audiência de custódia.Fonte: G1-PI

Prédio da Secretaria da Fazenda da Paraíba é alvejado em tentativa de assalto

O prédio da Sefaz chegou a ser atingido por seis tiros e uma porta de vidro ficou quebrada — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Dois homens em uma moto invadiram o local e tentaram assaltar o edifício. Houve troca de tiros com um segurança e dupla fugiu. Porta de vidro chegou a ser quebrada com os disparos.

O prédio da Secretaria de Estado da Fazenda da Paraíba (Sefaz) foi alvo de uma tentativa de assalto na segunda-feira (30), em João Pessoa. De acordo com a assessoria de comunicação do órgão, dois homens chegaram a invadir o local, que fica no bairro da Torre, e houve uma troca de tiros com o vigilante.

O crime aconteceu no turno da tarde. Segundo o órgão, dois homens em uma moto ultrapassaram os portões do prédio e foram percebidos pelo segurança. Houve uma troca de tiros e pelo menos seis disparos atingiram o prédio, quebrando uma das portas de vidro.

Apesar do tiroteio, nem o vigia nem os suspeitos ficaram feridos, e a dupla fugiu do local sem levar nada. Até às 7h15 desta terça-feira (31), os homens não haviam sido identificados. Fonte\: G1-PB

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO CONFIRMA NOVO CONCURSO PARA 15 DE FEVEREIRO

A Comissão de Concurso Público da Assembleia Legislativa do Maranhão comunicou, nesta segunda-feira (30), que foi formalizada a contratação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para o planejamento, organização e realização do Concurso de Provas e Títulos para provimento aos cargos de níveis superior e médio da Alema. Informou, ainda, que o edital de abertura do certame está em fase de finalização e será publicado no próximo dia 15 de fevereiro.

O ato cumpre a Resolução Administrativa da Mesa Diretora nº 594/2022, que revogou o Edital ALEMA/CEPERJ nº 01/2021.

Segundo o comunicado, os candidatos cujas inscrições haviam sido homologadas na vigência do edital anterior (cancelado) deverão efetuar nova inscrição na forma e nos termos previstos pelo novo Edital de abertura, a ser publicado. Entretanto, ficará assegurado aos candidatos o aproveitamento do valor pago pela taxa de inscrição para o mesmo cargo/especialidade, bem como o aproveitamento da isenção deferida, relativas às inscrições homologadas na vigência do Edital ALEMA/CEPERJ nº 01/2021.

O documento confirma, ainda, que serão abertas novas inscrições no edital que será publicado.

Fonte: Gilberto Léda

Ministério aponta que governo Bolsonaro ignorou alertas sobre yanomami

UNICEF realiza projeto em parceria com a Funai em área Yanomami

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania divulgou hoje (30) relatório preliminar em que afirma que o governo de Jair Bolsonaro ignorou recomendações de órgãos internacionais sobre situação dos povos yanomami e não visitou as comunidades indígenas nos últimos anos. O documento, o primeiro levantamento da pasta, foi encaminhado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para que os fatos sejam investigados.

De acordo com o relatório, em 2020, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) alertou para ameaças de garimpeiros ao território do povo Yanomami. O governo à época, conforme o documento, não participou de audiência da comissão sobre violações de direitos humanos dos yanomami e apresentou texto favorável à proposta de lei de legalização do garimpo na região da terra indígena.  

Segundo o levantamento, entre 2019 e 2022, agentes públicos viajaram por cinco vezes ao estado de Roraima, sem tratar de medidas contra garimpo ilegal e garantia de alimentação aos povos indígenas. O documento aponta ainda que não houve visita ao Território Yanomami nesse período, além “sugestão de veto à obrigação do fornecimento de água e equipamentos básicos para as comunidades Yanomami durante a pandemia e a ausência de planejamento assistencial em favor de crianças e adolescentes indígenas no Plano Nacional de Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes.”

“Já em 2021, o antigo MMFDH, diante de uma Ação Civil Pública destinada ao fornecimento de alimentação adequada e saudável aos pacientes em tratamento médico e acompanhamento nutricional em comunidades Yanomami, preferiu, novamente, terceirizar a responsabilidade a outros órgãos do governo”, diz nota do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Outras omissões que teriam sido cometidas são: não investigação da primeira morte de yanomami por Covid-19; suspensão da ordem de policiamento ostensivo para Davi Kopenawa, integrante do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos da pasta; e encerramento de processo instaurado para denúncia da deputada Federal Joenia Wapichana sobre violações de direitos humanos de crianças na comunidade Macuxi Yano.

No governo de Jair Bolsonaro, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos era comandado por Damares Alves. Por meio das redes sociais na última semana, Damares, senadora eleita pelo Distrito Federal, negou qualquer omissão durante o governo anterior. Ela afirmou que a política indigenista era executada pelas pastas da Educação, Saúde e Justiça e que ao Ministério dos Direitos Humanos, que foi comandado por ela, cabia receber denúncias de violações dos diretos dos indígenas e encaminhá-las às autoridades responsáveis.

Segundo Damares, seu ministério acompanhou a situação dos indígenas in loco e distribuiu cestas básicas no auge da pandemia.

MPF

Também nesta segunda, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil para apurar a responsabilidade do Estado na crise humanitária que atinge os yanomami que vivem em Roraima.

No novo inquérito, o MPF vai avaliar se ações e omissões de gestores e políticos contribuíram para atual situação na Terra Indígena Yanomami, a dimensão real da crise, as causas e impactos socioambientais e o grau de envolvimento de cada agente público. 

Fonte: Agência Brasil Edição: Claudia Felczak

Roraima: ministro pede reforço na segurança para enfrentar garimpeiros

O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, assume o cargo em cerimônia no auditório do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC)

O ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, pediu ao Ministério da Justiça e Segurança Pública medidas de proteção de lideranças indígenas em caráter de urgência. O ministro pede a presença permanente de forças de segurança federais na Terra Indígena Yanomami e escolta para os líderes, diante de ameaças feitas por garimpeiros às lideranças e equipes de saúde..

Em ofício desta segunda-feira (30). Almeida pede ainda que a Polícia Federal intensifique as ações de inteligência para monitorar as articulações de garimpeiros contra a comunidade indígena e que a Força Nacional auxilie a PF nesta missão.

O documento também solicita que seja elaborado plano emergencial de desintrusão de garimpeiros, diante de relatos de que eles estão impedindo o atendimento na saúde, inclusive de crianças indígenas.

Almeida quer ainda que seja avaliada a conveniência de instauração de investigação para apurar envolvimento de autoridades locais como garimpo ilegal, “considerando a inexistência de adoção de medidas de proteção do território e de enfrentamento à atividade ilegal, em nivel local, e a inexistência de leis contrárias ao controle da atividade garimpeira”..

Ameaças

Em missão, a comitiva do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) identificou ameaças sistemáticas de garimpeiros à integridade dos povos indígenas e também da força-tarefa liderada por equipes de saúde presentes no local. O ofício afirma, por exemplo, que os garimpeiros têm imposto suas presenças “de forma ostensiva, atuando também no aliciamento de jovens indígenas e na distribuição de armas de fogo”.

“Foram apresentados diversos relatos de ameaças sistemáticas praticadas contra as lideranças yanomami. Foi possível avaliar, por meio da escuta especializada de tais lideranças, que existe situação de risco concreto e iminente à sua integridade física e vida, potencializada pela presença dos órgãos federais no território e pelos anúncios de autoridades governamentais de que ocorrerá a desintrusão dos garimpeiros da Terra Indígena Yanomami”, alega  o ofício.
 

Fonte: Agência Brasil Edição: Aline Leal