Blog do Walison - Em Tempo Real

‘Quantos dias eles vão ficar presos?’ questiona mãe de estudante morta em tentativa de assalto em Teresina após prisão de suspeitos

Três suspeitos do crime foram presos na tarde de segunda-feira (13). A arma utilizada no latrocínio foi encontrada e apreendida.

A mãe da estudante de medicina Flávia Cristina Wanzeler Sampaio, a consultora de imóveis Agnes Gisele, concedeu entrevista à TV Clube nesta terça-feira (14) após a Polícia Civil realizar a prisão dos suspeitos de matar a jovem durante uma tentativa de assalto.

Agnes Gisele questionou quantos dias os suspeitos do crime permanecerão presos e quantas pessoas ainda passarão por esta mesma situação. O suspeito de ter atirado em Flávia, conhecido como ‘Biel’, já tem passagens por homicídio, tráfico e roubo. Ele foi solto do sistema prisional do Piauí no dia 16 de janeiro deste ano.

“Eu agradeço por cada carinho, cada tempo que vocês tiraram pra me mandar mensagem de pesar, que dói, rasga a alma, de toda mãe, não só a mim. Eu não tiro só por mim, porque não fui a única que perdi, mas a dor maior não é cobrar Justiça, porque eu sei que existe Justiça, a dor maior da mãe é a que eu temo: estão presos, quantos dias? Quantos dias eles vão ficar presos? Quantas pessoas tão queridas que a gente educa, dar amor, vão passar por isso?”, declarou.

Flavia Wanzeler, de 23 anos — Foto: Reprodução/ Instagram

Agnes contou que Flávia Cristina morava em Parnaíba, no Litoral do Piauí, e veio a Teresina no sábado (11) para o aniversário de uma tia. Ela retornaria para Parnaíba no domingo (12) a noite, porque na segunda-feira (13) ela teria aula na faculdade.

“Ela veio se despedir. Eu não sou aquela que vai guardar a dor, a vingança, o ódio, eu sou muito grata por esses 23 anos que eu tive a experiência de ser mãe desse ser tão iluminado que por onde passava, exalava amor”, disse a mãe da jovem.

Corretora de imóveis Agnes Gisele, mãe de Flávia Cristina Wanzeler  — Foto: Reprodução /TV Clube

“A gente tem que ter muita resiliência e trabalhar muito a espiritualidade. Eu acredito que Deus me fez caminhar um deserto pra que eu pudesse estar hoje pronta, na dor, e dizer que sou muito grata pelos 23 anos da minha filha. Meu filho hoje falou, ‘mainha, eu calculei quantos dias nosso anjo esteve com a gente’. Eu perguntei quantos e ele disse 4.802 dias. ‘Foram os melhores dias de nossas vidas. A minha irmã foi um anjo que Deus nos deu, mas tinha uma data para ir embora’, ele disse”, completou Agnes.Fonte: G1-PI

Carteira de estudante 2023 pode ser emitida em João Pessoa e Campina Grande; veja como comprar

Estudantes fazem longas filas para fazer a carteira de estudante em João Pessoa — Foto: Hevilla Wanderley/Globoesporte.com

Documento custa R$ 25 e vale até março de 2024.

carteira de estudante 2023 começou a ser emitida em João Pessoa e Campina Grande por entidades estudantis, credenciadas e habilitadas pelos Procons das duas cidades. Neste ano, o documento custa R$ 25.

Para fazer o pedido da carteirinha, o estudante deve ter em mãos um documento oficial com foto e a declaração escolar ou acadêmica, fornecida pela escola ou universidade.

Os estudantes podem solicitar o documento de forma virtual, por meio do site estudante10.com.br, com prazo para recebimento de 15 a 20 dias.

Também é possível ter acesso à carteira por meio de atendimento presencial, com recebimento imediato, nos seguintes locais e horários:

Campina Grande

  • Local: Terminal de integração de passageiros, no Centro.
  • Horário: 7h30 até 18h30, sem pausa para o almoço – de segunda até sexta-feira / de 8h até 12h30, aos sábados.

João Pessoa

  • Local: Terminal de integração de passageiros, no Varadouro.
  • Horário: 8h até 12h – de segunda até sexta-feira.
  • Local: Shopping Tambiá.
  • Horário: 9h às 20h – de segunda a sábado.

As carteiras de 2022 serão válidas somente até o dia 31 de março deste ano. Já as de 2023, que já começaram a ser emitidas, valem até março de 2024.

Para a Região Metropolitana de João Pessoa e outras localidades, a compra do novo documento ainda não começou e acontecerá após habilitações pelo Procon-PB. Fonte: G1-PB

Lula assina medida provisória que retoma o Minha Casa, Minha Vida

Santo Amaro da Purificação (BA), 14/02/2023 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participa do lançamento do novo programa Minha Casa, Minha Vida, e entrega moradias em Santo Amaro (BA). Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Nove municípios em seis estados tiveram entrega de residências

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje (14) a medida provisória que determina a retomada do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Devem ser entregues 2 milhões de unidades habitacionais até 2026.  A cerimônia aconteceu após a entrega de dois conjuntos habitacionais em Santo Amaro da Purificação, com um total de 684 apartamentos. 

Santo Amaro da Purificação (BA), 14/02/2023 - O presidente Luiz Inácio  Lula da Silva, participa do lançamento do novo programa Minha Casa, Minha Vida, e entrega moradias em Santo Amaro (BA). Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Em seu discurso, Lula disse que escolheu o município do Recôncavo Baiano para cerimônia pelo seu simbolismo. A cidade tem um diverso patrimônio artístico e cultural, que incluí igrejas de valor histórico e terreiros com grande representatividade social.

O município também é conhecido por ser terra natal dos cantores Caetano Veloso e Maria Bethânia. “Eu vim aqui porque aqui eu tive uma amiga extraordinária. Não era famosa, não era cantora. Mas era uma mulher por quem eu tive um respeito profundo, que era a mãe de todos aqueles que ficaram famosos, a Dona Canô”, disse em referência a mãe de Caetano e Bethânia.

“Várias vezes que eu vim aqui eu fui na casa da Dona Canô porque ela representava, na minha opinião, uma inteligência rara do povo baiano”, acrescentou sobre a matriarca que morreu aos 105 anos de idade em 2012.

Retomada de obras

Ao todo, foram entregues, de forma simultânea,  2,7 mil  unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida que tiveram as obras paralisadas em nove municípios de seis estados brasileiros.

Os conjuntos habitacionais entregues em Santo Amaro haviam sido inicialmente contratados em 2013. Segundo a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Rita Serrano, as obras dos apartamentos chegaram a ficar 94% concluídas em 2016, mas foram abandonadas pelos governos seguintes. Com isso, os imóveis precisaram ser reformados antes de serem repassadas às famílias beneficiadas.

O Ministério das Cidades informou que fez uma série de esforços nos últimos 30 dias para garantir que as obras paralisadas do Minha Casa, Minha Vida fossem entregues. A pilha de processos que chegou no último mês à mesa da coordenadora de Habitação da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Santo Amaro, Maria da Purificação Ribeiro, confirma isso. Ela conta que esperou, durante todo o ano passado, que os processos fossem enviados pela Caixa Econômica Federal e agora tem que se desdobrar para dar conta da demanda.

O presidente Lula disse que, a partir de agora, terá como uma das prioridades retomar obras que ficaram paradas nos governos anteriores.

“A partir de hoje eu vou começar a viajar o Brasil com meus ministros. Vou visitar as cidades, visitar estradas. E vamos fazer com que todas as obras que estão paralisadas voltem a ser construídas”, disse.

Esse processo irá, segundo o presidente, ajudar a impulsionar a economia do país. “Só no campo da educação nós temos mais de 4 mil obras paradas. Ao todo, são 14,8 mil obras paradas. E a gente vai começar a tocar todas elas para que esse país volte a caminhar, a rodar, a girar e produzir crescimento econômico”, enfatizou.

O novo programa retorna com a Faixa 1, que agora é voltada para famílias com renda de até R$ 2.640. Anteriormente, a renda exigida era de R$ 1.800. Nos últimos quatro anos, a população com essa faixa de renda foi excluída do programa.  A ideia é de que até 50% das unidades financiadas e subsidiadas sejam destinadas a esse público.  O subsídio oferecido a famílias dessa faixa de renda varia de 85% a 95%. Outra novidade é que o programa beneficiará famílias em situação de rua. Também haverá a possiblidade de locação social.

Fonte: Agência Brasil Edição: Claudia Felczak

PRESO EM CAXIAS ACUSADO DE MATAR ESTUDANTE DE MEDICINA EM TERESINA

Por volta das 16h, o serviço de Inteligência da PMMA juntamente com a Polícia Civil do Piauí obtiveram informações da localização de um dos principais suspeitos do homicídio de uma estudante de Medicina, ocorrido no último domingo (12), em Teresina-PI.

Os policiais dirigiram-se ao local e fizeram o cerco juntamente com o Grupo de Operações Especiais (GOE) e Força Tática (FT) do 2° BPM. O suspeito foi encontrado e preso pelo GOE em uma barbearia do bairro Antenor Viana enquanto a sua companheira que também era suspeita de envolvimento foi interceptada pelos Policiais Civis do Piauí que estavam com o serviço de Inteligência da Polícia Militar do Maranhão.

Também foi encontrado com eles um revólver calibre .38; 01 (um) invólucro de substância similar a maconha e 01 (uma) porção de substância similar a cocaína.

Os suspeitos e todo material apreendido foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil do Piauí para providências cabíveis.

Fonte: PM de Caxias via instagram @xerifesenafreitas

IFMA DE CODÓ LAMENTA MORTE DE SERVIDORA

É com enorme sentimento de pesar que o Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Campus Codó, comunica o falecimento da servidora Francisca Sobral, na data de 14 de fevereiro. A servidora era empregada pública da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) desde 10 de outubro de 1984. Estava cedida desde 02 de fevereiro de 2005 para a então Escola Agrotécnica Federal de Codó-MA, atual IFMA, Campus Codó.

O velório acontece na Capela Santa Filomena, localizada na Rua Albertina Bayma, nº 948, Bairro Santa Filomena, Codó-MA, a partir das 17h. O sepultamento ocorrerá nesta quarta-feira (15) as 08h, no cemitério Central. O campus ressalta ainda que as atividades no campus estarão suspensas no dia do velório (14).

O Instituto Federal do Maranhão deseja a todos os amigos e familiares da servidora as mais sinceras condolências.

FONTE: ASSCOM INSTITUTO FEDERAL DO MARANHÃO

Projeto busca solução hídrica para aldeias yanomami no Amazonas

Equipe da Fiocruz visitou aldeias na Terra Indígena Yanomami Maturacá.

Depois de identificar a relação entre desnutrição e consumo de água em condições impróprias em duas comunidades yanomami, uma equipe de pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) trabalha agora por solução que seja apropriada para os povos indígenas, dentro de seu contexto social e cultural. 

O trabalho que envolve cientistas de diversas especialidades, como biólogos, engenheiros sanitaristas e médicos, contou, neste ano, com visita técnica a duas aldeias na Terra Indígena Yanomami Maturacá, no município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. Os pesquisadores coletaram amostras da água consumida pelos indígenas nos rios, poços e sistemas pluviais, além de peixes dos arredores, e conduzirão um trabalho educativo e de discussão para que as aldeias possam melhorar sua estrutura de saneamento. 

O engenheiro sanitarista Alexandre Pessoa, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), é um dos integrantes do grupo. Ele relatou que uma queixa frequente dos indígenas é que as soluções para problemas de seu cotidiano muitas vezes chegam de fora, sem considerar seus hábitos, e acabam se tornando incompreendidas pelas aldeias.

“No diálogo com os indígenas, estamos fazendo análises da qualidade da água para que, a partir de uma abordagem de educação popular, considerando a interculturalidade e o modo de vida, possamos apresentar soluções devidamente apropriadas”, disse Pessoa. “Para haver aceitação, não pode ser uma solução verticalizada, de cima para baixo. Haverá novas visitas para apresentar alternativas e troca de conhecimento sobre o território, que obviamente eles conhecem mais.” 

Desnutrição crônica e aguda

O ponto de partida do trabalho foi o levantamento feito pelo médico e pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz) Paulo Basta, que, entre 2018 e 2019, investigou a saúde alimentar das crianças menores de cinco anos em duas regiões da terra Yanomami: Awaris, no extremo norte de Roraima, e Maturacá, no Amazonas.

O estudo mostrou que 81,2% das crianças observadas tinham baixa estatura para a idade, um indicador de desnutrição crônica; 48,5% tinham baixo peso para a idade, o que aponta para desnutrição aguda; e 67,8% estavam anêmicas. O médico é o coordenador do trabalho realizado agora, que tem a qualidade da água como uma de suas prioridades.

“Foi um conjunto enorme de informações que a gente conseguiu levantar, e a ausência de água potável para as famílias consumirem emergiu com força como um determinante nos casos de diarreia infantil, desidratação e, consequentemente, dos casos de desnutrição”, disse Basta, em texto publicado pela Agência Fiocruz de Notícias.

“A partir do reconhecimento do problema, elaboramos um relatório técnico, que foi devolvido para a comunidade. Fizemos uma cerimônia devolutiva, explicamos resumidamente os resultados, publicamos ativos científicos com os principais dados. Depois, entramos em uma missão de captar recursos para tentar levar alguma solução”.

Alexandre Pessoa explicou que a segunda etapa do trabalho, que é a construção de soluções, deve se estender até o ano que vem, e beneficiar cerca de 1,5 mil habitantes nas aldeias. O engenheiro sanitarista defende uma vigilância em saúde, por parte do Estado, que colabore com a vigilância indígena do território, para que haja uma proteção maior contra ameaças à saúde, como o garimpo.

Diferenças

“A situação de cada aldeia é distinta. A situação do Amazonas não é a mesma de Roraima, onde houve um colapso sanitário e humanitário. Nas aldeias que nós vimos, existe um problema sanitário, existe uma série de deficiências. Mas observamos que está havendo um fortalecimento da Sesai [Secretaria Especial de Saúde Indígena], do DSEI [Distrito Sanitário Especial Indígena] no sentido de resolver esses problemas, que não são recentes, mas que foram muito agudizados durante o governo Bolsonaro”. 

O engenheiro sanitarista da Fiocruz defende que, neste movimento, torna-se importante que instituições de pesquisa atuem junto ao Estado Brasileiro na busca de melhores práticas, em diálogo com as comunidades, para melhores condições de vida e de saúde.  Fonte: Agência Brasil

Foragido da Justiça é preso escondido debaixo de roupas sujas no Maranhão

Caso aconteceu em Itinga do Maranhão, a 623 km de São Luís.

Um homem que é acusado dos crimes de homicídio e roubo, foi preso nessa segunda-feira (13), ao tentar se esconder em um tanquinho de lavar roupas, em uma residência no bairro São Sebastião, em Itinga do Maranhão, a 623 km de São Luís. O suspeito estava foragido da Justiça.

De acordo com a Polícia Civil, após tentar escapar pelo telhado, o homem entrou em um tanquinho de lavar e ficou debaixo de roupas sujas, mas acabou sendo encontrado. No quarto da residência, os militares encontraram um revólver calibre 38, de numeração suprimida, com munição.

Segundo a Delegacia de Polícia de Itinga, o preso, cumpria pena em regime fechado em uma das Unidades Prisionais de Ressocialização de Imperatriz, a 632 km de São Luís, condenado por crimes de roubo e porte ilegal de arma de fogo, mas acabou progredindo para o regime semiaberto.

A polícia ainda descobriu que o acusado possuí uma extensa ficha criminal e condenações, além de ser acusado de ter assassinado um jovem no município de Itinga do Maranhão, fato ocorrido na noite do dia 12 de maio de 2022 e por uma tentativa de roubo.

Em agosto do ano passado, policiais civis e militares tentaram prender o indivíduo, em virtude do mandado de prisão de recaptura em aberto, mas ele conseguiu fugir. 

Contra o foragido já havia dois mandados de prisão preventiva que resultaram no indiciamento do alvo pelos crimes de homicídio e roubo majorado na forma tentada.Por: G1 MA 

Minha Casa, Minha Vida terá locação social e aquisição de imóvel usado

Santo Amaro da Purificação (BA), 13/02/2023 - Um homem é visto caminhado no complexo de apartamentos que presidente Luiz Inacio Lula da Silva entregará, cerca de 2.745 unidades do Minha Casa, Minha Vida, em Santo Amaro (BA).

Retomada do programa habitacional será anunciada nesta terça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia nesta terça-feira (14) em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, a retomada do programa Minha Casa, Minha Vida. Na cidade, serão entregues dois conjuntos habitacionais com o total de 684 apartamentos.

As unidades habitacionais na cidade foram contratadas inicialmente em 2013, chegaram a ser praticamente concluídas. No entanto, ficaram abandonadas por alguns anos e tiveram que ser reformadas.

O programa habitacional retorna com a proposta de destinar 50% das unidades financiadas ou subsidiadas para a Faixa 1 – famílias com renda bruta de até R$ 2,6 mil. Os subsídios nessa faixa variam entre 85% e 95%.

A possibilidade de locação social, a aquisição de moradia urbana usada e opções para famílias em situação de rua serão previstas no programa..

Serão entregues, de forma simultânea, o total de 2,7 mil unidades habitacionais em nove municípios em seis estados. Os investimentos totalizam R$ 206, 9 milhões.

Fonte: Agência Brasil Edição: Aline Leal

Garimpo amplia conflitos entre comunidades yanomami

Alto Alegre (RR), 10/02/2023 - Vista em sobrevoo do rio Mucajaí, afetado pelo garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Confrontos intertribais são amplificados com bebidas e armas de fogo

A invasão do garimpo ilegal às terras no oeste de Roraima gerou não apenas problemas ambientais, sanitários e confrontos diretos entre garimpeiros e indígenas, mas também amplificou conflitos entre as próprias comunidades yanomami. Questões como a cooptação de jovens indígenas pela atividade de extração do ouro, a disseminação de bebidas alcoólicas e a proliferação de armas de fogo foram responsáveis pelo aumento da violência intertribal.

“Os invasores contribuíram muito para crescerem mais os conflitos yanomami. Os garimpeiros levaram muitas armas de fogo para as comunidades. Ano passado, tivemos um problema muito grande em Xitei, onde adolescentes de 12, 13 e 14 anos beberam e mataram uns aos outros, com [revólver calibre] 38. Está muito tenso porque os garimpeiros armaram muito os yanomami”, diz Júnior Hekurari Yanomami, que preside Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kuana (Condisi-YY).

Segundo Júnior, entre as regiões onde a violência intertribal aumentou depois da chegada dos garimpeiros estão Tirei, Xitei e Homoxi. De acordo com ele, alguns dos invasores dão armas para os yanomami, inclusive, para que os indígenas façam a proteção ao garimpo contra comunidades que são contra a atividade de mineração do ouro.

Missionário

O padre italiano Corrado Dalmonego viveu 14 anos entre os yanomami da região do Rio Catrimani. Fluente na língua yanomami, a mais falada entre os povos originários do oeste de Roraima, o padre integra o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), entidade vinculada à Igreja Católica que lida com questões indígenas.

Boa Vista (RR), 12/02/2023, O missionário do Conselho Indigenista Missionário - CIMI, padre Corrado Dalmonego, fala sobre a questão dos indígenas yanomami..

Também mestre em antropologia e cursando um doutorado na área, padre Corrado diz que o acesso dos yanomami a armas de fogo leva os conflitos a outro patamar.

“Existem comunidades com relação de aliança e outras com relações mais ou menos conflitivas, mas os conflitos entre as comunidades yanomami muitas vezes são resolvidos de forma não violenta. Diálogos tentam restabelecer conciliações. As ‘vinganças’ são muito limitadas, focadas para certas pessoas, que eles chamam de ‘unokai’, que eles traduzem para o português como criminoso, assassino. Então, muitas vezes os conflitos se resolvem em ações pontuais”, diz o padre.

“Se antes os ataques eram realizados com flechas disparadas de longe – e disparar uma flecha já demonstrava a coragem de uma pessoa –, com as armas de fogo e as munições que o garimpo oferece, isso provoca um aumento exponencial da violência”, enfatiza.

Choque de gerações

Padre Corrado também chama a atenção para os conflitos dentro da própria aldeia, que são exacerbados pela presença do garimpo nessas terras. “O aliciamento que o garimpo traz, sobretudo, aos jovens, que se deixam aliciar mais facilmente ao garimpo, provoca conflitos internos nas comunidades, entre lideranças e jovens. E isso reverbera também em conflitos intercomunitários, entre comunidades [yanomami] diferentes que já vivem tensões”.

Tony Gino Rodrigues, pertencente à etnia macuxi, também nativa da região de Roraima, trabalhou 12 anos como agente de saúde nas terras yanomami. Para ele, as riquezas do garimpo atraem a atenção dos mais jovens, que querem, por exemplo, ter acesso a novas tecnologias como os aparelhos celulares (que eles vêem nas mãos de garimpeiros, mas também nas mãos daqueles que estão ali para ajudar, como profissionais de saúde).

Boa Vista (RR), 13/02/2023, A liderança indígena do povo macuxi, Tony Gino Rodrigues, fala sobre a questão dos indígenas yanomamis.

“Isso desperta o interesse de qualquer ser humano. A nova geração está interessada em obter aqueles bens que estão chegando. E qual é o processo mais fácil para conseguir um telefone? Pelo garimpo. E isso também vale para outros tipos de alimentação que eles vieram experimentando ao longo da vida, como o arroz, o sal, o açúcar, o café. Tudo isso, eu só posso adquirir com dinheiro. E, se eu não tenho um emprego, não consigo adquirir.”

Aparente riqueza

Segundo o padre Corrado, o garimpo traz apenas uma “aparente riqueza”, que pode atrair alguns dos indígenas, já que eles recebem pagamento em ouro para prestar serviços aos garimpeiros, como carregar combustível pelos caminhos da floresta. No entanto, acabam gastando o ouro, com bebidas e prostituição, tudo a preço superinflacionado, nas ‘currutelas’, como se chamam os vilarejos construídos pelos garimpeiros perto dos locais de extração do minério.

A bebida alcoólica, consumida nas ‘currutelas’, por exemplo, acirra conflitos e tensões que são subjacentes, já que pode ser o estopim para novas brigas, com agressões e assassinatos.

“Você tem a contaminação do mercúrio, o desmatamento, a falta de alimentação em grande escala, porque as caças vão para mais distante. Hoje, a quantidade de garimpeiros dentro da floresta era quase a mesma quantidade de yanomami. Você quase dobra a quantidade de caça. Quando chega o garimpo, você deixa de cultivar, deixa de caçar, ou seja, você deixa o modo de vida tradicional para partir para uma vida que foi levada lá para dentro e que ninguém explicou como se comportar dentro desse meio”, explica Tony Rodrigues.

Júnior Yanomami vê um futuro difícil pela frente, mas tem esperança de remediar os estragos provocados pelo garimpo nas terras de seu povo. “É preocupante, e a gente vai ter muito trabalho para consertar esses conflitos que aconteceram [principalmente] nos últimos quatro anos, mas a gente vai consertar”, afirma Júnior.

*Colaborou Ana Graziela Aguiar, da TV Brasil

Edição: Nádia FrancoYanomamiConflitosGarimpo Ilegal

Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2

Agência da Caixa Econômica Federal

A Caixa Econômica Federal paga hoje (14) a parcela de fevereiro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2. O valor mínimo corresponde a R$ 600.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 21,86 milhões de famílias, com um gasto de R$ 13,2 bilhões. O valor médio recebido por família equivale a R$ 606,91.

Desde o mês passado, o programa social voltou a se chamar Bolsa Família. O valor mínimo de R$ 600 foi garantido após a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, que permitiu a utilização de até R$ 145 bilhões fora do teto de gastos neste ano, dos quais R$ 70 bilhões estão destinados a custear o benefício.

O pagamento do adicional de R$ 150 para famílias com crianças de até 6 anos ainda não começou. Em janeiro, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, afirmou que o valor extra só começará a ser pago em março, após o governo fazer um pente-fino no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), para eliminar fraudes.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Auxílio Gás

O Auxílio Gás também será pago hoje às famílias inscritas no CadÚnico com NIS final 2. Com valor de R$ 112 em fevereiro, o benefício segue o calendário do Bolsa Família.

Com duração prevista até o fim de 2026, o programa atende a 5,95 milhões de famílias neste mês. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg. Apenas neste mês, o governo gastará R$ 667,2 milhões com o programa.

Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.

Fonte: Agência Brasil Edição: Graça Adjuto