O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta terça-feira (18), que há uma predominância na pregação da violência no ambiente da internet, e que a sociedade e as famílias devem assumir a responsabilidade pelo processo educacional das crianças e adolescentes. Para ele, as plataformas digitais devem ser responsabilizadas pelo conteúdo que ajudam a disseminar.
“Não é possível que eu possa pregar o ódio na rede digital, que possa ficar fazendo propaganda de arma, ensinando criança a atirar, é isso que vemos todo santo dia. A verdade é que uma criança de 6 anos, 9 anos, ela repercute na escola o que ela ouve dentro de casa”, disse, destacando que o Plano Nacional de Educação (PNE) prevê que a comunidade tem que assumir responsabilidade pelo que acontece nas escolas.
Para Lula, há uma mudança de padrão de comportamento na sociedade e não é possível permitir que o ódio prevaleça. “Quando a criança de 8 anos acha que arma é solução, ela viu na Bíblia? Não. No livro escolar? Não. Ela ouviu do pai ou da mãe dentro de casa e é por isso que precisamos ter em conta que sem a participação dos pais a gente não recupera um processo educacional correto nas escolas”, argumentou.
Lula comandou, no Palácio do Planalto, uma reunião com os chefes dos poderes Judiciário e Legislativo, ministros de Estado, governadores, entidades representativas de prefeitos e parlamentares para discutirem políticas de prevenção e enfrentamento à violência nas escolas. A ideia é criar estratégias de promoção da paz nas instituições educacionais e de combate aos discursos de ódio e ao extremismo.
Fomento
O governo federal também anunciou um programa de fomento para implementação de ações integradas de proteção ao ambiente escolar. As medidas somam R$ 3,115 bilhões para infraestrutura, equipamentos, formação e, principalmente, apoio e implantação de núcleos psicossociais nas escolas.
Para o presidente Lula, elevar muros e instalar detectores de metais não é a solução. “Não vamos transformar as escolas em prisão de segurança máxima, que não é a solução. Nem tem dinheiro para isso e nem é politicamente correto, humanamente e socialmente correto”, disse.
“Eu fico imaginando as crianças sendo revistadas nas escolas. Como seria patético para os pais, para o prefeito, para o governador, para o presidente da República, para as instituições desse país, uma criança de 8 anos ter que mostrar a mochila.”
O ministro da Educação, Camilo Santana, também propôs que estados e municípios criem comitês de discussão com as comunidades locais sobre a proteção ao ambiente escolar. “Esse é o momento de unirmos a todos, independente de questões políticas, partidárias ou ideológicas, o que está em jogo é a vida de crianças e jovens nesse país”, disse.Fonte: Agência Brasil
Sete em cada dez secretarias municipais de educação não realizaram nenhuma ação ou poucas ações para implementação do ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas, conforme pesquisa divulgada nesta terça-feira (18), em Brasília, pelo Instituto Alana e Geledés Instituto da Mulher Negra.
O estudo ouviu, em 2022, gestores de 1.187 secretarias municipais de educação, o que corresponde a 21% das redes de ensino dos municípios, sobre o cumprimento da Lei 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino para o combate ao racismo nas escolas há 20 anos.
Os municípios são os principais responsáveis pela educação básica. Do total, constatou-se que 29% das secretarias têm ações consistentes e perenes de atendimento à legislação; 53% fazem atividades esporádicas, projetos isolados ou em datas comemorativas, como no Dia da Consciência Negra (20 de novembro); e 18% não realizam nenhum tipo de ação. As secretarias que não adotam nenhuma ou poucas ações, juntas, somam 71%.
“Os municípios alegam como principais desafios para implementação da lei a ausência de apoio de outros entes governamentais e a falta de conhecimento de como aplicar a legislação. Há indicação do baixo engajamento ou a resistência de profissionais a esse tema. Temos algumas frentes que a gente pode incidir para implementação da lei”, explica a analista de políticas públicas do Instituto Alana, Beatriz Benedito.
Para os institutos, os dados mostram a necessidade de compromisso político para a norma ser efetivada, como ocorre nos municípios com ações estruturadas, em que há, por exemplo, regulamentos locais, recursos no orçamento, presença de equipe técnica dedicada ao tema e planejamento anual das atividades.
“[O resultado da pesquisa] mostra que não se leva a sério uma legislação, uma política pública. É compreensível que enfrentamos período longo sem investimento na área, o que não pode ser visto como justificativa. Não dá para ter uma educação de qualidade se não pensar em um ensino antirracista, uma sociedade mais justa, se não tiver uma educação antirracista”, argumenta a sócia e consultora em Educação de Geledés, Tânia Portella.
Temáticas
Segundo a pesquisa Lei 10.639/03: a atuação das Secretarias Municipais de Educação no ensino de história e cultura africana e afro-brasileira, 42% dos órgãos responderam que os profissionais têm dificuldade em aplicar o ensino nos currículos e nos projetos e 33% disseram não ter informações suficientes a respeito da temática. Quanto à periodicidade das atividades, 69% declararam realizar a maior parte dos eventos em novembro, mês do Dia da Consciência Negra.
A maioria dos gestores considera a diversidade cultural, literatura e alimentação como os temas mais importantes a serem tratados no ensino da história afro-brasileira.
Na avaliação de Tânia Portella, os temas (música, danças, culinária) são interessantes para aguçar a curiosidade dos estudantes, mas as atividades curriculares não devem ser limitadas a esse enfoque.
“As participações ficam somente nessa linha de abordagem. A população negra contribuiu muito mais, na tecnologia, na escrita. Isso diz muito sobre hierarquização de saber e relações de poder”, explica. “É preciso lidar com entendimento de porque temos uma sociedade racista, a juventude negra é morta, mulheres negras morrem mais no parto que brancas. Tudo está vinculado a fazer uma abordagem na escola, precisa ser problematizado também nas escolas”, acrescenta.
Para a consultora Beatriz Benedito, são temas que despertam o diálogo e contribuem para formação de autoestima de crianças e adolescentes negros, “que muitas vezes nas escolas só se veem na disciplina de história, quando se fala da escravização. Mas a gente também reforça a importância de se discutir relações de poder, constituição de privilégios, reforçar em seus processos de ensinamento e práticas escolares noções que permitam que a reflexão avance”, afirma.
O que diz a Lei 10.639/03
A lei alterou as diretrizes e bases da educação nacional para a inclusão obrigatória do ensino da história e cultura afro-brasileira na rede pública e particular de ensino fundamental e médio.
Conforme o texto, o conteúdo deve abordar o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra e a participação do negro na formação da sociedade brasileira, nas áreas social, econômica e política.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou o emprego da Força Nacional para apoiar ações da Polícia Federal na Terra Indígena (TI) Yanomami. A informação consta da Portaria nº 356, publicada hoje (18) no Diário Oficial da União.
Os agentes vão atuar por 90 dias na região, participando de atividades e serviços “imprescindíveis à preservação da ordem pública, na segurança das pessoas e preservação do patrimônio, em caráter episódico e planejado”, diz a portaria assinada pelo ministro Flávio Dino.
De acordo com o documento, o contingente a ser enviado vai obedecer a um planejamento definido pela diretoria da Força Nacional de Segurança Pública.
Balanço das ações
As ações de enfrentamento à crise humanitária do povo yanomami já resultaram no desmonte de mais de 290 acampamentos de garimpeiros na terra indígena, retirada de 70 balsas, quatro aeronaves, 11 barcos, destruição de 145 motores e o bloqueio de R$ 68 milhões da cadeia do garimpo.
Os números foram apresentados pelo secretário de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Marivaldo Pereira, durante audiência pública da Comissão Temporária do Senado que acompanha a situação dos yanomamis em Roraima, na semana passada. A audiência foi convocada para apresentação de um balanço das ações executadas pelo governo federal e debate de soluções para a crise.
Com uma programação especial, diversificada, divertida, instrutiva e literária, o ” Lendo a Literatura Infantil” na Biblioteca Pública Benedito Leite, situada em São Luís, vai acontecer nesta terça (18), quarta (19) e quinta-feira (20). O evento conta com diversas atividades, incluindo um bate-papo com as escritoras maranhenses Francinete Braga e Martha Reis.
No primeiro dia do evento, nesta terça-feira, as atividades começam às 14h, com uma apresentação do grupo O Mundo Fantástico, que de forma teatralizada cantou histórias e lendas maranhenses, além de alguns clássicos da literatura infantil. O dia 18 foi escolhido como abertura do evento por conta do nascimento de Monteiro Lobato (18 de abril de 1882), que marca o Dia Nacional do Livro Infantil.
Todos os dias do evento contarão com exposição bibliográfica e roda de leitura. Durante esses momentos, as crianças terão uma interação maior com o acervo de 9 mil livros da Biblioteca Infantil Viriato Corrêa, que é um espaço da BPBL. Com a exposição, os pequenos poderão escolher livremente um título para lerem. Já na roda de conversa, serão trabalhados títulos dos homenageados, que são o escritor brasileiro Monteiro Lobato e o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen (ícone da literatura infantil mundial), nascido no dia 2 de abril de 1805, e que marca o Dia Internacional do Livro Infantil.
Francinete Braga é autora do livro “As Aventuras de Pedrinho e de sua Turma no Jardim dos Sonhos”, e Martha Reis é autora do livro “Conhecendo Divertidamente os Sabores do Maranhão”, entre outras obras. O público terá a oportunidade de conversar com a escritora Francinete Braga na tarde de quarta-feira (19) e com Martha Reis na tarde de quinta-feira (20).
Programação do Lendo a Literatura Infantil na Biblioteca Benedito Leite
Terça (Dia 18):
Tarde
Exposição Bibliográfica Roda de Leitura Passeio pela Biblioteca Histórias cantadas com o Mundo Fantástico
Quarta (Dia 19):
Manhã
Acolhimento Exposição Bibliográfica Roda de Leitura Passeio pela Biblioteca Contação de História Cineminha
Tarde
Acolhimento Exposição Bibliográfica Roda de Leitura Passeio pela Biblioteca Conversando com a escritora Francinete Braga Fonte: G1-MA
O engenheiro elétrico Daniel Uzeda foi baleado no tórax e está internado em estado grave em um hospital da capital. O outro, identificado como Juliano Borges, sofreu golpes de revólver na cabeça e também recebeu atendimento médico.
Um engenheiro elétrico da Empresa Teresinense de Desenvolvimento Urbano (Eturb) foi internado em estado grave após ser baleado durante uma tentativa de assalto em Teresina, na madrugada desta terça-feira (18). Na ação, outro servidor também foi agredido.
Em nota, a Prefeitura da capital informou que as vítimas estavam trabalhando no momento do crime (leia a nota completa ao fim da reportagem).
Os profissionais foram identificados como Daniel Uzeda, atingido por um disparo de arma de fogo no tórax e que deve passar por procedimento cirúrgico, e Juliano Borges, vítima de golpes de revólver na cabeça.
A prefeitura de Teresina informa que dois engenheiros elétricos que atuam na elaboração de projetos de iluminação pública do município foram vítimas da ação de criminosos na madrugada desta terça-feira (18). O fato foi registrado durante uma tentativa de assalto.
As vítimas são Daniel Uzeda, que foi alvejado com um tiro no tórax e Juliano Borges, que sofreu golpes de revólver na cabeça. Ambos receberam atendimento médico. Daniel encontra-se no centro cirúrgico do hospital São Marcos em estado grave.
Os profissionais atuavam em regime de plantão a serviço da Eturb, empresa pública que atua na iluminação pública da capital.
A prefeitura lamenta o episódio, ao tempo em que informa que está tomando as providências para assegurar a segurança dos profissionais que atuam durante o período noturno, através da guarda municipal.Fonte: G1-PI
O Museu do Rádio Paraibano foi inaugurado nesta segunda-feira (17), em João Pessoa. O espaço fica localizado na sede da Rádio Tabajara e chega com o objetivo de fortalecer a política de criação e preservação de museus, beneficiando setores como educação, cultura e turismo.
Localizado nas instalações da Rádio Tabajara, em João Pessoa, o Museu do Rádio Paraibano visa preservar a memória do rádio e de seus agentes, os profissionais que atuaram e atuam ao longo desses 86 anos da Rádio Tabajara no estado da Paraíba, mostrando os avanços, as vozes e papel social da emissora.
O espaço físico foi pensado para enfatizar o percurso e avanços tecnológicos da radiodifusão composto por itens históricos, dentre eles: discografias, transmissores antigos e aparelhos telefônicos, que serão dispostos de forma rotativa, oferecendo uma exposição dinâmica aos visitantes.
O equipamento mais antigo é o receptor de rádios e comunicações (pós-guerra) THE HALLICRAFTERS CO, de modelo: SX – 42 – E.U.A. do ano de 1946. O acervo também é composto pelo álbum/livro de discos de cera de concertos de ópera, que era utilizado durante as programações e exposições musicais. Este álbum foi produzido em 1903/1904, sendo também considerado um dos equipamentos sonoros mais antigos da rádio.
A evolução e mudanças na programação também ganham destaque, como as histórias contadas nos folhetins e o sucesso dos programas de auditório que deram palco a grandes nomes da música, como Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, Ângela Maria e Nelson Gonçalves.
Além do acervo da Rádio Tabajara, o projeto tem o objetivo a longo prazo de buscar parcerias para ampliar e narrar a memória de todas as rádios paraibanas.
O museu é resultado de um projeto desenvolvido em parceria com o Grupo de Estudo e Pesquisa em Cultura, Informação, Memória e Patrimônio (Gecimp), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), liderado pela professora Bernardina Freire de Oliveira.
“Esse museu nasce da célula-mater, que é a Rádio Tabajara. Muitas vozes, muitos profissionais se fizeram e passaram por essa rádio”, comentou a docente, parabenizando o governador João Azevêdo pela iniciativa.Fonte: G1-PB
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou nesta segunda-feira (17) que o salário mínimo deve ter aumento acima da inflação, em 2024, por ser uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“É óbvio que não há menor chance de o presidente [Lula], no ano que vem, não dar aumento real do salário mínimo. Que se tire de qualquer lugar, mas o presidente não vai descumprir uma promessa de campanha”, disse a ministra, ao apresentar os números do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2024, enviado na última sexta-feira (14) ao Congresso Nacional.
Ela explicou que, no PLDO, a equipe econômica trabalhou com um piso para o salário mínimo, mas, se houver a aprovação no novo arcabouço fiscal, haverá incremento de receitas e cortes de despesas e, consequentemente, espaço para ganho real.
Em entrevista à imprensa, Simone Tebet ainda falou sobre a concessão de benefícios fiscais a determinados setores da economia brasileira. “A gente lembra muito das renúncias [fiscais] legítimas, outras, nem tanto, que perduram ao longo dos anos. Não esqueçamos de fazer um recorte do quanto foram desoneradas as receitas, no ano passado, em processo eleitoral, e que podem rapidamente ser reoneradas”, disse ela, ao lembrar, entre outras, a desoneração dos combustíveis, em 2022.
Para a ministra, são necessárias a recomposição da base tributária e a revisão de desonerações concedidas em 2022. “Algumas medidas eleitoreiras, do ano passado, de um ano e meio, de dois anos atrás, foram feitas sem nenhum planejamento, sem nenhuma análise do custo-benefício.”
Na coletiva, o secretário da Receita Federal, do Ministério da Fazenda, Robinson Barreirinhas, disse, ainda, que estão sendo discutidas medidas para alcançar o superávit primário, entre as quais a revisão de desonerações para corrigir distorções. “Temos um sistema tributário perverso: os pobres pagam muito e os ricos pagam pouco.”
O secretário Barreirinhas destacou como está sendo pensada pela área econômica do governo Lula. “Toda a discussão em relação à reforma tributária foca na enorme carga tributária sobre o consumo, que é muito alta. São quase 50% da carga sobre o consumo, o que acaba onerando muito os mais pobres”. E falou sobre objetivo do Ministério da Fazenda. “É uma meta enfrentar essa situação, seja estruturalmente, por meio da reforma tributária, seja por esse caminho de fechar essas brechas [na isenção de tributos].
A Caixa Econômica Federal paga nesta terça-feira (18) a parcela de abril do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3. Essa é a segunda parcela com o adicional de R$ 150 a famílias com crianças de até 6 anos.
O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 670,49, o maior da história do programa. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do governo federal alcançará 21,2 milhões de famílias, com um gasto de R$ 13,9 bilhões.
Desse total, 8,9 milhões de crianças recebem R$ 1,33 bilhão relativos ao benefício Primeira Infância, como se chama o adicional de R$ 150. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, são 17 mil crianças a mais que em março.
Neste mês houve uma novidade. O governo unificou para o primeiro dia do calendário o pagamento a beneficiários de municípios em situação de emergência ou calamidade reconhecida. Na última sexta-feira (14), foram contempladas todas as famílias atingidas pelas chuvas em São Paulo, no Espírito Santo, Acre e as atingidas pela estiagem no Rio Grande do Sul, além dos povos yanomami.
Com a revisão do cadastro, que eliminou principalmente famílias constituídas de uma única pessoa, 1,42 milhão de beneficiários foram excluídos do Bolsa Família e 113,84 mil famílias foram incluídas em abril, das quais 17 mil com crianças de até 6 anos.
Desde o início do ano, o programa social voltou a se chamar Bolsa Família. O valor mínimo de R$ 600 foi garantido após a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, que permitiu a utilização de até R$ 145 bilhões fora do teto de gastos neste ano, dos quais R$ 70 bilhões estão destinados a custear o benefício.
O pagamento do adicional de R$ 150 começou em março, após o governo fazer um pente-fino no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), a fim de eliminar fraudes. Em junho, começará o pagamento do adicional de R$ 50 por gestante, por criança de 7 a 12 anos e por adolescente de 12 a 18 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Calendário do Bolsa Família – Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
Auxílio Gás
O Auxílio Gás também será pago nesta terça às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com NIS final 3. Com valor de R$ 110 em abril, o benefício segue o calendário do Bolsa Família.
Com duração prevista até o fim de 2026, o programa beneficia 5,69 milhões de famílias neste mês. Com a aprovação da Emenda Constitucional da Transição, o benefício foi mantido em 100% do preço médio do botijão de 13 kg. Apenas neste mês, o governo gastará R$ 626,2 milhões com o benefício.
Só pode receber o Auxílio Gás quem está incluído no CadÚnico e tenha pelo menos um membro da família que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A lei que criou o programa definiu que a mulher responsável pela família terá preferência, assim como mulheres vítimas de violência doméstica.
Operação chamada de Fenir ainda aponta que a mesma pessoa é responsável pelo também divulgação indevida de fotos da autópsia dos cantores Cristiano Araújo e Gabriel Diniz.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) efetuou a prisão de um homem suspeito pelo vazamento das fotos dos laudos periciais da cantora Marília Mendonça -que morreu em acidente aéreo em 2021-, na tarde dessa segunda-feira (17). A informação foi dada pelo Metrópoles e confirmada pela reportagem.
A investigação da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) identificou que um homem de Santa Maria, no Distrito Federal, compartilhou o conteúdo criminoso sobre a artista na internet.
A operação chamada de Fenir (nome mitológico que significa lobo monstruoso) ainda aponta que a mesma pessoa é responsável pelo também divulgação indevida de fotos da autópsia dos cantores Cristiano Araújo e Gabriel Diniz.
Segundo a PCDF, o homem tem 22 anos e utilizou o Twitter para fazer o compartilhamento dos laudos dos artistas sem qualquer tipo de autorização.
O crime de vilipêndio de cadáver pode causar a detenção de 1 a 3 a nos no Brasil e o pagamento de multa -que está previsto no artigo 212 do Código Penal.
“CHOCADA COM MONSTRUOSIDADE”
Ruth Moreira, mãe de Marília Mendonça, usou as redes sociais para desabafar sobre o vazamento das fotos da autópsia da cantora que morreu em 2021, quando o avião em que estava caiu.
“Está tudo bem com a família, apesar do episódio de ontem”, disse. Ela explicou que demorou para falar sobre o assunto, pois estava preocupada com Leo, filho da Marília de três anos.
“Não me pronunciei ontem por causa do Leozinho, e ele já entende o que eu falo e também já entende quando acontece alguma coisa.”
Dona Ruth continuou e disse que “a família está chocada com tanta monstruosidade”. “Mas não me surpreende. O mundo não me surpreende mais, esses monstros que fizeram isso não me surpreendem, porque já haviam feito outra vez”, explicou em referência ao vazamento de imagens do acidente da cantora, no fim de 2021.
“Aqui não pode ser terra sem lei. Redes sociais não podem ser terra sem lei. A gente precisa que esses delinquentes paguem. Não tem outra palavra: são delinquentes que não respeitam a memória da pessoa que se foi e também não respeitam a família”, finalizou.Por: FOLHAPRESS (PÉTERSON NEVES)
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nessa segunda-feira (17), dois alertas, laranja e amarelo, de chuvas intensas para o Maranhão. Os avisos se entendem até às 10h desta terça-feira (18).
De acordo com o Inmet, o alerta laranja (alto grau de perigo) prevê para as regiões Oeste, Leste, Norte, Centro do Maranhão chuvas entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, além de ventos intensos entre 60 a 100 km/h. Nessas regiões, ainda existe risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.
Já o alerta amarelo (perigo potencial) compreende as regiões Oeste, Centro, Leste e Sul maranhense. Nessa área, pode chover entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos intensos de 40-60 km/h.
Cuidados
* Em caso de rajadas de vento: (não se abrigue debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda).
* Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
* Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).
* Durante as chuvas, deve-se evitar a manutenção em telhados e cercas elétricas devido ao risco de ser atingido por descargas atmosféricas (raios).
* Se estiver na rua, não fique em áreas como campos de futebol, piscina, lagos, lagoas, praias, árvores, mastros, locais elevados ou embaixo de postes e fiação elétrica. O recomendado é procurar um abrigo.
* Se algum cabo cair enquanto estiver no trânsito, não se aproxime e nem toque em pessoas ou objetos que estejam em contato com a rede elétrica.
* Em casos de alagamento, procure um local, longe de postes e árvores, e espere o nível da água baixar. Mas, se notar que o carro está sendo arrastado pela água, abandone o veículo e procure um local seguro. Por segurança e após avaliação técnica em áreas alagadas, às vezes, é necessário fazer o desligamento da energia, com o propósito de evitar acidentes envolvendo rede elétrica. Logo que o nível da água baixar, a energia voltará a ser religada com segurança para todos.
Chuvas no Maranhão
De acordo com o Governo do Estado, os meses de março e abril registram elevados índices pluviométricos especialmente na parte norte do estado e Baixada Maranhense, diante disto, o agravamento das cheias ocorreu especialmente a partir dos primeiros dias do mês de março.
Muitos municípios maranhenses são cortados por importantes rios, responsáveis pelo abastecimento de água e sobrevivência de muitas famílias. Por isso, essas cidades tendem a ser mais sucessíveis a enchentes.
Municípios em situação de emergência
Por causa das chuvas intensas, 70 municípios do Maranhão (veja a lista no final da matéria) decretaram Situação de Emergência. De acordo com Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), até o momento, 40.678 famílias foram afetadas, outras 8.434 estão desabrigadas e desalojadas.