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Resultado do Paes 2026 será divulgado nesta segunda-feira (2)

O resultado do Processo Seletivo de Acesso à Educação Superior (Paes 2026) será divulgado nesta segunda-feira (2), segundo a Universidade Estadual do Maranhão (Uema). O vestibular oferece vagas para cursos superiores da Uema e da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UemaSul).

Inicialmente, a lista de classificados estava prevista para ser publicada na última quinta-feira (29). A universidade não informou o motivo da mudança no cronograma.

Ao todo, estão sendo ofertadas 5.980 vagas nesta edição, sendo 5.130 para a Uema e 850 para a UemaSul. As oportunidades estão distribuídas em 23 campi, em diferentes regiões do Maranhão.

O resultado estará disponível nos canais oficiais da Uema.

Paes 2026

 

O PAES 2026 contempla o Sistema Especial de Reserva de Vagas, com oportunidades destinadas a candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas.

➡️ Pelo novo sistema de cotas, 50% das vagas são destinadas a estudantes oriundos da rede pública de ensino. Desse total, metade é reservada a candidatos com renda familiar per capita de até dois salários mínimos. Ainda dentro das vagas para egressos da rede pública, o processo seletivo assegura 5% das vagas para pessoas com deficiência.

O vestibular também reserva 20% das vagas dos cursos de Formação de Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros para candidatos negros.

Novos cursos

 

Outra novidade desta edição é a criação de 20 novos cursos presenciais, distribuídos em 12 campi. As graduações abrangem áreas como saúde, tecnologia, ciências humanas e ciências sociais, ampliando o acesso ao ensino superior em regiões antes não contempladas.

Entre os cursos ofertados estão Psicologia, Enfermagem, Engenharia da Computação, Inteligência Artificial, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Nutrição, Letras em Libras e Educação Física (bacharelado).Fonte: G1-MA

Suspeito de matar homem após assalto na Ponta d’Areia é preso em São Luís

Rodrigo Magalhães dos Santos, de 25 anos, foi preso na madrugada deste domingo (1º) suspeito de matar a tiros Windeberg dos Santos após um assalto no bairro Ponta d’Areia, em São Luís. Segundo a Polícia Militar, ele já tinha mandado de prisão em aberto por outros crimes.

O suspeito foi localizado por equipes da Divisão de Inteligência da PMMA na casa onde morava, no bairro Ilhinha, e levado para a Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), que conduz a investigação.

Durante a ação, a polícia apreendeu uma motocicleta com características semelhantes à usada no crime e um aparelho celular.

De acordo com informações preliminares da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), o suspeito chegou ao local em uma motocicleta e abordou a vítima quando ela saía de um estabelecimento comercial.

Ele puxou o cordão que Windeberg usava no pescoço. A vítima reagiu, e o suspeito atirou, atingindo-a no tórax.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), Windeberg foi levado ao Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I) com ferimentos graves provocados por arma de fogo. Ele passou por cirurgia e estava em estado gravíssimo, mas morreu logo após dar entrada no hospital.

O caso é investigado pela Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), da Polícia Civil.Fonte: G1-MA

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 130 milhões

O prêmio do concurso 2.967 da Mega-Sena acumulou neste sábado (31). Nenhum apostador acertou as seis dezenas: 01 – 06 – 38 – 47 – 56 – 60. 

A estimativa de prêmio do próximo concurso, que corre dia 3 de fevereiro, é de R$ 130 milhões. 

Setenta e duas apostas ganharam a quinta, cada uma no valor de R$ 59 mil.

Outras 6.741 apostas levaram a quadra, alcançando R$ 1.039,98 cada.Fonte: Agência Brasil

Bolsa Atleta: interessados têm até 6 de fevereiro para fazer inscrição

As inscrições para o programa Bolsa Atleta 2026 se encerram dia 6 de fevereiro. Interessados em acessar o benefício, que prevê pagamentos mensais pelo período de um ano a atletas de diversas categorias.

As bolsas variam de R$ 410 a R$ 16.629, a depender do nível e das características dos atletas. Para ter direito ao benefício é necessário que o atleta tenha obtido resultados em competições no ano anterior (2025), desde que reconhecidos pelo Ministério do Esporte.

Estão previstas cinco categorias de atletas aptos a receber o benefício: atleta olímpico, paralímpico ou surdolímpico, atleta internacional, atleta nacional, atleta de base e atleta estudantil.

“Para atletas olímpicos, por exemplo, que se preparam para as Olimpíadas de Los Angeles em 2028, o critério para o recebimento da bolsa é ter integrado a equipe brasileira nos Jogos Olímpicos ou Paralímpicos de verão em Paris 2024, Jogos Olímpicos ou Paralímpicos de Inverno em Beijing 2022, Jogos Surdolímpicos de verão em Tóquio 2025 ou Jogos Surdolímpicos de inverno em Erzurum 2022”, detalhou o ministério.

As inscrições são feitas exclusivamente de forma online, a partir do portal Gov.br, sendo necessário envio de formulário e documentação comprobatória diretamente no Sistema Bolsa Atleta.

Em 2025, o Bolsa Atleta bateu recorde de beneficiários, com 9.207 atletas registrados, mais que os 8.739 contemplados no ano anterior.

Mais detalhes sobre critérios, categorias e prazos podem ser obtidos no edital do Bolsa Atleta 2026.

Todas as informações, modelos de documentos e orientações estão disponíveis no site do Ministério do Esporte.

Infográfico Bolsa Atleta

 

Estudo explica diferença de sintomas entre febre do Oropouche e dengue

Um estudo desenvolvido por pesquisadores brasileiros durante um surto de febre do Oropouche no país, em 2024, pretende auxiliar no diagnóstico e na diferenciação de sintomas entre essa doença e a dengue, especialmente em regiões onde elas circulam juntas.

Chamado de Perfis clínicos e laboratoriais da doença do vírus Oropouche no surto de 2024 em Manaus, Amazônia Brasileira, e publicado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases, o estudo apontou que os sintomas da febre do Oropouche são muito semelhantes aos da dengue.

No entanto, destacou Maria Paula Mourão, médica pesquisadora da Rede Colaborativa de Vigilância Ampliada e Oportuna (Revisa), a pesquisa apontou que há algumas diferenças importantes entre elas, que nem sempre são facilmente percebidas pela equipe clínica.

“No Oropouche, a dor de cabeça costuma ser mais intensa, as dores articulares são mais frequentes, e as manchas na pele tendem a ser mais disseminadas. Também observamos alterações laboratoriais mais significativas, como aumento discreto de enzimas do fígado, e diferenças na resposta do sistema imunológico”, disse Maria Paula, em entrevista à Agência Brasil.

“Já na dengue costuma ocorrer mais diminuição das plaquetas, risco maior de sangramentos e de choque. Mesmo assim, só os sintomas não são suficientes para diferenciar com segurança uma doença da outra”, acrescentou.

De acordo com a pesquisadora, é muito difícil para a população em geral e também para os profissionais da saúde diferenciarem as duas doenças apenas pelos sintomas que provocam.

Por isso, ressalta ela, o mais importante não é fazer essa diferenciação, mas estabelecer um cuidado e um tratamento que sejam eficientes contra esses sintomas.

“Mais importante do que saber o nome da doença é reconhecer rapidamente os sinais de gravidade, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, confusão mental ou piora progressiva do estado geral e buscar o serviço de saúde mais próximo”, alertou.

Ela acrescentou que gestantes, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas precisam de um cuidado ainda mais atento quando apresentam febre, mesmo que os sintomas pareçam leves no início. “Nesses grupos, a recomendação é procurar avaliação médica precoce e não esperar a piora do quadro”.

 

Brasília (DF) 02/02/2024 - O Ministério da Saúde define a febre do Oropouche como doença causada por um arbovírus do gênero Orthobunyavirus, identificado pela primeira vez no Brasil,  em 1960, a partir da amostra de sangue de um bicho-preguiça capturado durante a construção da rodovia Belém-Brasília.
Foto: Conselho Federal de Farmácia/Divulgação
Mosquito maruim, transmissor da febre do Oropouche Foto: Conselho Federal de Farmácia/Divulgação

Linhagem de maior virulência

O trabalho foi conduzido por um grupo de pesquisadores brasileiros e é resultado da Rede de Vigilância em Saúde Ampliada (Revisa), organizada com apoio do Instituto Todos pela Saúde (ItpS).

Esse estudo acompanhou pessoas com doença febril aguda que buscaram atendimento na Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), em Manaus (AM).

Os pacientes foram acompanhados por até 28 dias, com avaliação clínica, exames laboratoriais e testes específicos para dengue, oropouche e outras arboviroses.

Durante esse trabalho, os pesquisadores também concluíram que o surto que ocorreu em Manaus foi provocado por uma linhagem reordenada do Oropouche, já detectada em anos anteriores, mas com características de maior virulência e replicação, o que pode explicar a intensidade e o alcance do surto de 2024.

“Identificamos que o vírus que circulou em Manaus em 2024 pertence a uma linhagem que já vinha circulando no Brasil, mas que passou por modificações genéticas ao longo do tempo. Isso sugere transmissão local contínua”.

A pesquisadora explicou que essas mudanças podem ter contribuído para a intensidade do surto, mas não são o único fator — questões ambientais, climáticas e a presença do vetor também têm papel importante.

 

Brasília (DF), 14/12/2024 - Campanha do Dia D de combate a dengue. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Combate a focos do mosquito da dengue. Foto: José Cruz/Agência Brasil

A febre do Oropouche

febre do Oropouche é causada por um vírus que é transmitido principalmente pelo mosquito Culicoides paraensis, mais conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, incidente em todo o país.

Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no inseto por alguns dias. Então, quando o inseto pica uma pessoa saudável, ele pode infectá-la com o vírus.

Pesquisadora do Instituto Todos pela Saúde (ItpS), Bárbara Chaves explica que dengue e febre do oropouche são arboviroses, doenças causadas por vírus transmitidos por insetos.

“A dengue é uma doença bastante conhecida pelos brasileiros, com a qual convivemos há muitos anos. Tem alta incidência no Brasil, principalmente devido à abundância do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Isso se deve ao clima favorável para a proliferação do mosquito e à característica urbana dessa espécie”, ressaltou.

Já a febre do Oropouche, lembrou a pesquisadora, ficou mais conhecida no país a partir de 2024, quando passou a ser notificada também em outros estados brasileiros.

“Essa dispersão e aumento no número de casos de febre do Oropouche podem ter ocorrido por um conjunto de fatores, como mudanças no uso da terra, incluindo desmatamento e desenvolvimento agrícola”, esclareceu.

Para Bárbara, a diminuição de do número de casos de ambas as doenças depende de melhorar o diagnóstico e o monitoramento.

“Em relação à dengue, podemos diminuir a incidência com o combate ao mosquito transmissor, ou seja, com a eliminação dos criadouros. Há também estratégias já adotadas em algumas cidades, como o método Wolbachia [tecnologia que consiste em inserir a bactéria Wolbachia em alguns mosquitos para impedir que os vírus dessas doenças se desenvolvam dentro do mosquito], além da vacina contra o vírus”, disse ela.

No entanto, no caso do Oropouche, o combate é um pouco mais complicado, já que o mosquito que provoca a doença se reproduz em ambientes naturais, úmidos e ricos em matéria orgânica em decomposição.

“Há medidas que podem ajudar a conhecer e responder melhor a essas duas doenças, como monitorar a evolução dos vírus para identificar diferentes linhagens e melhorar o diagnóstico diferencial entre as duas doenças, principalmente em regiões onde ambos os vírus circulam”. Fonte: Agência Brasil

Brasil registrou 84,7 mil desaparecidos em 2025; média de 232 por dia

O Brasil registrou 84.760 casos de desaparecimento de pessoas em 2025. O número equivale a 232 sumiços diários e o resultado é 4,1% superior ao de 2024, quando foram registrados 81.406 desaparecimentos.

Os dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) indicam que nem a criação da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, em 2019, foi capaz de conter a escalada do problema. Naquele ano, foram contabilizados 81.306 ocorrências – resultado 4,2% inferior ao do ano passado. A legislação estabelece um conjunto de diretrizes e ações integradas com o objetivo de agilizar e articular a localização de pessoas desaparecidas no país, com foco na cooperação entre órgãos de segurança, saúde e assistência social.

Desde 2015 (75.916), o total de pessoas desaparecidas no Brasil só recuou em 2020 (63.151) e 2021 (67.362). Segundo especialistas, devido às restrições decorrentes da pandemia da covid-19 que, entre outras coisas, dificultaram o acesso às delegacias, ampliando a subnotificação.

“Há um consenso de que esta queda momentânea foi causada pela pandemia, pelo fato das pessoas terem que ficar em casa”, afirmou à Agência Brasil a coordenadora do Observatório de Desaparecimento de Pessoas no Brasil (ObDes), da Universidade de Brasília (UnB), Simone Rodrigues.

Pessoas localizadas

O total de pessoas localizadas também vem aumentando desde o início desta década. Em 2020, 37.561 pessoas dadas como desaparecidas reapareceram ou foram localizadas. Em 2025, este número saltou para 56.688 – alta de 51% no período e de 2% em relação a 2024, quando foram localizadas 55.530 pessoas.

De acordo com Simone, o avanço reflete tanto o crescente número de casos, quanto um aprimoramento das estratégias e ferramentas de busca.

“Tenho visto um maior empenho, principalmente nos últimos dois anos, em promover a interoperabilidade dos dados, a comunicação entre as instituições [federais, estaduais e municipais]”, disse a advogada e doutora em ciência política.

Para Simone, os dados oficiais não dão conta da real complexidade do problema. Inclusive porque, segundo ela, muitos desaparecimentos estão associados a crimes não esclarecidos. A exemplo do recente caso da corretora Daiane Alves de Souza, 43 anos, em Caldas Novas (GO).

Desaparecida em 17 de dezembro do ano passado, após ser filmada no elevador do condomínio onde morava, seu corpo foi encontrado na última quarta-feira (28), abandonado em uma área de mata, em avançado estado de decomposição. Acusado de ter cometido o crime junto com seu filho, o síndico do prédio onde Daiana morava, Cléber Rosa de Oliveira, confessou ter assassinado a corretora e indicou o local onde o corpo dela estava.

“As dinâmicas dos casos de desaparecimento são complexas e diversas. Para compreendê-las, é preciso levar em conta as várias formas de violência que muitas vezes estão envolvidas, como o feminicídio, tráfico de pessoas, trabalho análogo à escravidão, LGBTQfobia e a ocultação de cadáveres”, ponderou Simone. Ela destaca que, em muitos casos, parentes ou conhecidos das vítimas evitam ou não conseguem registrar um boletim de ocorrência.

“Em contextos envolvendo a atuação de milícias ou outros grupos criminosos, por exemplo, é comum as pessoas próximas deixarem de notificar as autoridades. Indígenas também não costumam registrar boletins de ocorrências nestes casos. Para não falarmos das pessoas em situação de rua. Daí que, mesmo que surpreendentes, os números não são fidedignos, pois há subnotificação”, pontuou Simone.

Política Nacional

Para a coordenadora do ObDes/UnB, a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas foi uma resposta inicial importante ao problema, mas que, após quase sete anos, “ainda engatinha” no país.

“Ela está sendo implementada pouco a pouco. E já necessita de ajustes. Basta ver que o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, que é o coração da política, só foi criado em 2025, com uma baixa adesão dos estados”, comentou.

De acordo com Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), os registros de ocorrência de desaparecimentos e localizações de 12 das 27 unidades da federação estão integrados ao cadastro nacional, criado sete anos após a sanção da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas para auxiliar o cruzamento de informações e apoiar as investigações. Fazem parte hoje do cadastro Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins.

“Apesar de alguns avanços, ainda é tudo muito fragmentado. Não temos uma carteira de identidade nacional e nossos dados biométricos são separados por estados, mas as delegacias não conversam entre si; o Ministério Público não conversa com outro estado. Quando se localiza um corpo, é preciso enviar cópia de suas digitais para os 27 entes da federação a fim de saber se ele tem uma carteira de identidade [emitida por outra unidade]”, explica Simone.

Segundo a especialista, ainda é comum pessoas que buscam a ajuda do Estado para localizar parentes ou conhecidos desaparecidos terem que enfrentar o “preconceito institucional” ou a falta de conhecimento adequado.

“Apesar das campanhas em sentido contrário, persiste o mito, o erro, de que é necessário esperar 24 horas ou 48 horas para registrar um desaparecimento. Além de uma série de estereótipos, principalmente em torno do desaparecimento de crianças e adolescentes, como o de que uma menina ou um menino escapou à vigilância dos pais ou responsáveis para namorar ou ir a um baile e logo vai voltar. Isso tudo acaba atrapalhando o processo de busca”.

Menores de idade

São Paulo (SP) 30/08/2024 - Uma ação destinada à conscientizar a população sobre pessoas desaparecidas, foi organizada na Praça da  Sé. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP) 30/08/2024 – Uma ação destinada à conscientizar a população sobre pessoas desaparecidas, foi organizada na Praça da Sé. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil – Paulo Pinto/Agência Brasil

Assim como as crianças desaparecidas em Bacabal, no Maranhão, em uma busca que mobiliza centenas de pessoas e comove o país, quase um terço (28%) das pessoas desaparecidas em 2025 tinha menos de 18 anos de idade. As 23.919 ocorrências envolvendo o segmento infantojuvenil representam uma alta de 8% em comparação aos 22.092 sumiços de crianças e adolescentes registrados em 2024 – ou seja, o dobro da média geral, de 4%. Porém, se comparado aos 27.730 casos de 2019, ano em que a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas entrou em vigor, o resultado mais recente é 14% menor.

 

Outro fato que chama a atenção é que, enquanto os homens representam 64% do total de pessoas desaparecidas em 2025, entre o público infantojuvenil, a maioria (62%) das ocorrências envolve meninas.

“Muitas dessas crianças e adolescentes estão fugindo de contextos de violência intra-familiar e, nestes casos, os agentes do Estado precisam ter a sensibilidade de não voltar a expor elas a este contexto. Ao mesmo tempo, não podem generalizar,
porque nem todos os casos são assim. Não importa a causa. O Estado tem a obrigação de buscar a qualquer pessoa desaparecida, principalmente crianças e adolescentes. Sem incorrer em estereótipos ou prejulgar o responsável que vai registrar o desaparecimento”, explica a especialista.

Aperfeiçoamentos

Consultado pela reportagem, o Ministério da Justiça e Segurança Pública reconheceu a subnotificação dos registros oficiais, mas ponderou que, até por isso, “o aumento de 4% em relação ao ano anterior não significa, necessariamente, um crescimento real dos casos”, afirmou em nota.

Segundo a pasta, classificar as diferentes causas dos desaparecimentos é “um desafio estatístico” que depende da “apuração minuciosa de cada caso de localização e da padronização rigorosa” das informações coletadas.

Além disso, o ministério garante que, nos últimos anos, tem se empenhado para, junto com estados e com o Distrito Federal, estruturar os pilares da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. O que inclui o lançamento do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas; a capacitação de profissionais das polícias civis; campanhas de coleta de material genético (DNA) de parentes de pessoas desaparecidas e campanhas de comunicação.

Sobre a adesão de menos da metade das unidades federativas ao Cadastro Nacional, o ministério manifestou a “expectativa de integrar os demais entes ainda no primeiro semestre de 2026”.Fonte: Agência Brasil

Exportações de serviços batem recorde e alcançam US$ 51,8 bi em 2025

As exportações brasileiras de serviços alcançaram o valor recorde de US$ 51,83 bilhões em 2025, dos quais 65% referentes a serviços digitais. O valor consta no Painel Comércio Exterior Brasileiro de Serviços em Números (ComexVis Serviços), lançado na última quarta-feira (28) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

A ferramenta reúne dados estatísticos inéditos e interativos sobre as transações internacionais de serviços do Brasil e do mundo. Diferentemente da balança comercial, que reflete as exportações e as importações de mercadorias, o comércio de serviços não tinha estatísticas detalhadas no país.

Embora as transações de serviços componham as contas externas do Banco Central (BC), divulgadas todos os meses, a autoridade monetária compila os dados de forma agregada, sem o destrinchamento dos números.

Os dados apresentados no painel têm como base as informações primárias do Banco Central e passam a integrar o conjunto de estatísticas oficiais divulgadas pela Secex. O ComexVis Serviços também se soma ao ecossistema digital do ministério, que inclui ferramentas como o Comex Stat e o Comex Vis, com gráficos, indicadores e análises interativas.

Desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o painel tem como objetivo ampliar a transparência, qualificar o debate público e fortalecer a formulação de políticas voltadas à competitividade do setor de serviços na inserção internacional do país. A plataforma permite consultar valores atualizados de exportações e importações, acompanhar a evolução histórica dos fluxos e analisar a distribuição por setores e parceiros comerciais.

Segundo o vice-presidente e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, a iniciativa responde a uma demanda crescente por informações estruturadas sobre o setor. Ele ressaltou que os serviços constituem uma fronteira cada vez mais relevante do comércio exterior e destaca que cerca de 40% do valor adicionado nas exportações de manufaturados brasileiros corresponde a serviços embutidos, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico,

“A plataforma atende à demanda por dados comparáveis e acessíveis sobre o comércio internacional”, afirmou Alckmin em nota.

De acordo com a Secex, a iniciativa contribui para ampliar o conhecimento sobre o setor e apoiar o setor produtivo. Segundo a secretaria, ao disponibilizar as informações de maneira simples e visual, o painel permite que governo, empresários e associações identifiquem oportunidades de negócios, fortalecendo a promoção do comércio de serviços.

Dependência de capitais externos

Apesar das exportações recordes de serviços em 2025, o Brasil tem um déficit crônico na balança do setor. No ano passado, o país importou US$ 104,77 bilhões em serviços, com o saldo ficando negativo em US$ 52,94 bilhões. Somado ao alto volume de remessas de lucros para o exterior em 2025, o país fechou o ano passado com déficit de US$ 68,791 bilhões nas contas externas.

O déficit nas contas externas poderia ser o dobro não fosse o superávit de US$ 68,293 bilhões na balança comercial no ano passado. Na prática, rombos nas contas externas indicam dependência de recursos financeiros, como o da bolsa de valores, e de investimentos diretos de empresas estrangeiras no Brasil para o país fechar o balanço de pagamentos, aumentar as reservas internacionais e impedir a desvalorização do real.

No ano passado, o déficit das contas externas foi compensado, com sobra, pelo investimento estrangeiro direto, que somou US$ 77,676 bilhões, o melhor resultado desde 2014. O aumento das exportações de serviços ajudaria a reduzir a dependência de capitais externos do Brasil.Fonte: Agência Brasil