Foi preso, nessa terça-feira(10), mais um suspeito de envolvimento em diversos roubos a residência e estabelecimento comerciais nos municípios de Paço do Lumiar e São José de Ribamar, região Metropolitana de São Luís.
O homem, que foi preso em cumprimento a um mandado de prisão preventiva, é apontado como um dos autores de um roubo em que criminosos torturaram fisicamente e psicologicamente a vítima, que teve mais de R$ 100 mil em dinheiro e joias roubados.
Além dele, outras quatro pessoas foram presas durante a ação da Polícia Civil do Maranhão, em operações de combate aos crimes de tráfico de drogas, roubo a residência e ‘saidinha bancária’, na Grande Ilha. Fonte: G1-MA
Carros em alta velocidade e motociclistas praticando ‘grau’ passam com frequência na avenida em frente à Residência Universitária, da Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Estudantes que moram na Residência Universitária, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), denunciaram rachas de carros e motocicletas no período da noite na Avenida Universitária, na Zona Leste de Teresina. Eles reclamaram da falta de sinalização no local.
“A situação está bem complicada, pois além dos rachas, os motoristas passam em alta velocidade. Muitos acidentes já aconteceram na Avenida Universitária. Isso ocorre com frequência por volta das 22h-23h, quando o fluxo de estudantes da UFPI cai”, disse o jovem.
O estudante contou também que os que residentes da Residência Universitária recorreram a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários da UFPI (Praec), que os informou que o assunto deve ser tratado com a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans). Eles solicitaram a instalação de um radar ou lombada na área.
Paula Barcelos, estudante e membro do Conselho de Moradores da Residência Universitária, relatou que a faixa de pedestres e a lombada que faziam parte da avenida foi retirada antes do retorno das aulas presenciais da Instituição, em 2022.
“Desde quando as atividades presenciais voltaram e eu retornei para a Residência Universitária, a avenida está sem a lombada e a faixa de pedestres, pois ela foi recapeada. Fiz o pedido para o retorno das duas e falaram que não teria como, pois a via agora faz parte da prefeitura. Desde então, os rachas vem acontecendo na madrugada”, contou Paula.Por Sthefany Prado*, g1 PI
O embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zohar Zonshine, falou com exclusividade à Agência Brasil, nesta quarta-feira (11), em Brasília, sobre o conflito iniciado no Oriente Médio no último fim de semana. Para ele, ainda não é hora para uma mediação. O diplomata lamentou a morte de civis com os bombardeiros em Gaza, mas defendeu que as ações são necessárias e espera, com a guerra, que as relações de Israel com a Faixa de Gaza mudem para sempre.
“Acho que, neste momento, ainda é cedo para mediação porque a maneira com que o Hamas começou a guerra [contra] Israel ainda não terminou e vai terminar quando nós obtivermos as metas que temos que cumprir”, afirmou.
Após intensificar o bombardeio contra a Faixa de Gaza, o Ministério da Defesa de Israel informou que pretende ocupar o território por terra.
Questionado se o cerco a Gaza e o intenso bombardeio não podem causar a morte de muitos civis, o embaixador Zonshine respondeu que o Hamas faz os lançamentos de foguetes de áreas residenciais.
“O povo palestino, que é refém nas mãos do Hamas, infelizmente vai pagar parte desse preço da brutalidade e da agressividade das opções do Hamas, infelizmente. A ideia de Israel não é atacar civis, ao contrário do método de Hamas. A ideia deles é atacar e matar civis”, acentuou.
Sobre a posição e as ações do governo brasileiro em relação ao conflito, o diplomata israelense afirmou que a expectativa dele é que o Brasil “vai mostrar solidariedade, mas também uma palavra clara de condenação ao terrorismo do lado do Hamas”.
O diplomata acrescentou esperar que a guerra modifique para sempre as relações entre a Faixa de Gaza e Israel. “A era de agressões entre Gaza e Israel não vai continuar como era antes”, concluiu.
Confira, a seguir, a entrevista na qual o representante do governo de Israel no Brasil fala das dificuldades para viver em paz com os vizinhos, da não consolidação do Estado da Palestina 75 anos após a criação do Estado de Israel e das acusações de que Israel pratica um regime de apartheid contra os palestinos.
Agência Brasil: Como o governo de Israel analisa o posicionamento e as ações do governo do Brasil, até o momento, em relação ao conflito? Daniel Zohar Zonshine: Nós estamos em contato com o governo brasileiro e a expectativa é que o governo brasileiro vai mostrar solidariedade, mas também uma palavra clara de condenação ao terrorismo do lado do Hamas. Os dias passam e isso é tempo para mostrar de maneira bem clara a posição do governo do ponto de vista humano e de interesse humano e límpida.
Agência Brasil: Como o Brasil poderia ajudar para mediar esse conflito uma vez que o país está como presidente do Conselho de Segurança da ONU? Zonshine: Acho que, neste momento, ainda é cedo para mediação, porque a maneira como o Hamas começou a guerra [contra] Israel ainda não terminou e vai terminar quando nós obtivermos as metas que temos que cumprir. Agora, depois vamos começar com uma mediação para ver de que maneira podemos continuar. Mas as coisas que tiveram antes não vão continuar, nem a possibilidade de o Hamas continuar a atacar Israel. Hamas vai pagar um preço. A sociedade israelense é uma sociedade forte e vai se recuperar. Israel vai se recuperar desse choque que recebeu. Só depois disso é que podemos falar de mediação.
Agência Brasil: A reação ao ataque do Hamas adotada por Israel com bloqueio completo de Gaza e o intenso bombardeio aéreo numa região tão densamente povoada não podem levar a um número muito alto de baixas civis? O que Israel tem feito para reduzir essas baixas de civis? Zonshine: Essa guerra não é uma guerra que nós começamos, não é uma guerra que nós queremos. Quem começou essa guerra tem que levar resultados não só do lado israelense, também do lado deles. Não pode ser que, depois desse ataque do Hamas, nós vamos sentar em casa e o Hamas vai continuar a fazer o que ele está fazendo. Nós lamentamos esse assunto e o fato é que o Hamas vem atuando por dentro de áreas povoadas, áreas residenciais, lançando foguetes contra Israel. O povo palestino, que ficou refém nas mãos do Hamas, infelizmente vai pagar parte desse preço da brutalidade e da agressividade das opções do Hamas, infelizmente. A ideia de Israel não é atacar civis, ao contrário do método de Hamas, a ideia deles é atacar e matar civis. Estamos numa guerra e nessa guerra, infelizmente, [haverá] mais vítimas dos dois lados.
Agência Brasil: A maior parte da comunidade internacional, incluindo o Brasil, defende que a saída para as hostilidades seria a consolidação de um Estado palestino economicamente viável. Por que essa saída ainda não foi possível após 75 anos da criação do Estado de Israel? Zonshine: Esta é uma pergunta que tem que [se] fazer não só com a situação desses dias. Tenho certeza que tem solução que todo mundo vai gostar, todo mundo dos dois lados, para, pelo menos, chegar a uma situação de convivência. Convivência para que os dois lados possam viver lado a lado, em paz, desenvolver a vida, economia, desenvolver educação, educação para uma vida melhor para os dois lados. Lá, a educação é de ódio contra os outros. Desde o início do Estado de Israel, a ideia de Israel é viver em paz com seus vizinhos. Quero mencionar que, em 2005, Israel saiu completamente da Faixa de Gaza e o Hamas, que está dominando lá quase desde esse tempo, escolheu investir os recursos para destroçar Israel. O dinheiro que eles recebem vai para atacar Israel e não para construir escolas e hospitais. Nos últimos dias, a União Europeia parou o financiamento que deu para livros de educação na Faixa de Gaza porque os livros lá têm criação de ódio contra Israel. Isso não é uma coisa que pode continuar. Israel e outras entidades não podem aceitar. Acredito que tem que diferenciar o Hamas do povo palestino. Hamas não representa o povo palestino. Hamas é uma organização terrorista e o povo palestino merece uma coisa melhor do que isso. Israel não tem nada contra o povo palestino, mas só contra o grupo terrorista do Hamas que está dominando a Faixa de Gaza.
Agência Brasil: Muitos críticos à política de Israel para com a Palestina, que incluem organizações de direitos humanos como Anistia Internacional e Human Rights Watch, alegam que o tratamento de Israel para o povo palestino configura um regime de Apartheid e que isso seria um combustível para manutenção dessas hostilidades. Como que Israel tem encarado essa questão e por que não ocorre a desocupação dos territórios que a Resolução 181 da ONU sugere que fiquem sob controle da Palestina? Zonshine: Tem que diferenciar a Faixa de Gaza da Cisjordânia. Em 2005, Israel saiu completamente da Faixa de Gaza e deixou os palestinos lá para manejar as vidas deles. E, pelo contrário, Israel ainda está abastecendo água, abastecendo eletricidade e outras coisas e tem um crédito, um tipo sistema econômico entre os dois. A escolha do Hamas de atacar Israel não melhorou a vida deles e é uma coisa muito lamentável. Agora, na Cisjordânia temos outra situação, temos lá uma cooperação com a Autoridade Palestina. Mas também temos lá coisas que devem ser melhoradas. Temos que negociar com a Autoridade Palestina, que representa o povo palestino, mas lá tem os extremistas que fazem as coisas serem mais difíceis. Mas o fato é que Israel está abastecendo Gaza com eletricidade e água e recebe de lá foguetes. Isso é uma coisa que não pode continuar e não podemos aceitar. A ideia de Israel não é o sofrimento das pessoas de Gaza, mas as responsabilidades do Hamas, que domina a faixa de Gaza, para melhorar a vida das pessoas de lá e não só destruir. Não pode deixar toda a responsabilidade sobre Israel, há mais responsabilidades que o mundo tem que entender que não é só Israel que domina.
Agência Brasil: Como que o governo de Israel espera que esse conflito termine? Qual seria uma boa resolução para esse conflito? Zonshine: A situação, que começou no sábado, não pode terminar como era antes. A era de agressões entre Gaza e Israel não vai continuar como era antes. Infelizmente, não era nosso objetivo, mas não podemos aceitar esse tipo de ataque e o Hamas vai pagar um preço pesado pela agressividade e atrocidades que fez contra Israel. Israel deve proteger e vai proteger seus cidadãos e vai reconstruir, vai voltar a vida e plantar árvores em troca das árvores que foram queimadas pelo Hamas. Vai reconstruir o que foi destruído pelo Hamas. No Oriente Médio, não podemos mostrar fraqueza. E se o Hamas vai pensar que, com essa agressividade e atrocidade ele pode ganhar alguma coisa, ele perdeu nesse sentido.
A celebração da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, no feriado prolongado que começa nesta quinta-feira (12), deve atrair 250 mil pessoas ao município de Aparecida, no Vale do Paraíba, em São Paulo. A estimativa é do governo do estado de São Paulo, que calcula que cerca de 2,3 milhões de pessoas devem viajar ao estado e movimentar mais de R$ 4 bilhões.
A projeção foi feita pelo Centro de Inteligência da Economia do Turismo. Em nota, o governo destaca que a ocupação média dos meios de hospedagem já está em 72%, e que a busca pelas 11 cidades que integram a Região da Fé deve atingir os 78%. O itinerário liga os visitantes aos municípios de Aparecida, Cachoeira Paulista, Canas, Cunha, Guaratinguetá, Lagoinha, Lorena, Piquete, Potim, Tremembé e Roseira.
A cidade de Aparecida é um dos principais destinos de turismo religioso de São Paulo e um dos que mais concentram fiéis católicos na América Latina. No município, fica o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, o maior templo católico do Brasil e a maior igreja do mundo em celebração a Maria.
Além da Região da Fé, há a opção, para os católicos, do Caminho da Fé, que conecta mais de 50 cidades paulistas. Uma delas é o município de Águas da Prata, localizado na divisa com o sul de Minas Gerais, e que ganhou fama pelo ecoturismo e belezas naturais que oferece aos habitantes e visitantes. Para a região, a expectativa é de que a taxa de ocupação nos hotéis chegue a 95% durante o feriado.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) protocolou nesta quarta-feira (11) no Supremo Tribunal Federal (STF) 14 ações para contestar leis que limitam a participação de mulheres em concursos públicos para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Em geral, a restrição prevista nos editais é de 10% para mulheres.
Nas ações, a procuradora-geral da República em exercício, Elizeta Ramos, sustenta que a limitação é inconstitucional. Para Elizeta, as mulheres devem concorrer na modalidade de livre concorrência entre todas as vagas disponíveis nos editais dos concursos.
No entendimento da procuradora, o tratamento diferenciado entre homens e mulheres só pode ser aceito no caso de testes físicos.
“Muito embora a Constituição Federal possibilite que a lei estabeleça requisitos diferenciados de admissão no serviço público quando a natureza do cargo o exigir, tal norma constitucional não confere ao legislador a prerrogativa de abstratamente proibir, restringir ou limitar o ingresso de mulheres em cargos, funções ou empregos públicos”, argumentou Elizeta.
As ações questionam a limitação de vagas destinadas a mulheres prevista em normas dos estados do Amazonas, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.
A discussão sobre a limitação da participação de mulheres em concursos militares começou após o ministro Cristiano Zanin suspender, no mês passado, o concurso da Polícia Militar do Distrito Federal. A medida foi tomada após o PT acionar a Corte para contestar uma lei local que fixou limite de 10% de participação de mulheres no efetivo da PM.
O ataque realizado pelo grupo palestino Hamas contra Israel no último sábado (7), deixando milhares de mortos, deu início a mais um capítulo de um conflito que se arrasta há décadas. Imediatamente, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou guerra aos agressores, mobilizando o exército do país para uma resposta.
A tensão entre Israel e Palestina, que se estende há mais de 70 anos, envolve geopolítica, terras e religião, tendo em vista que a região é sagrada para o judaísmo e para o islamismo, assim como também é para o cristianismo. As raízes do conflito remontam à década de 1940, no pós-guerra, quando o fluxo migratório de judeus alterou a composição demográfica na região, gerando atritos entre a nova população e os árabes-palestinos.
Com o fim do mandato britânico sobre a Palestina, coube à Organização das Nações Unidas (ONU) buscar uma solução. Em 1947, foi proposta a criação de dois estados, mas os árabes rejeitaram o acordo, alegando que ficariam com as terras com menos recursos naturais. Ainda assim, os judeus celebraram a criação do Estado de Israel em 1948. De lá para cá, em meio a violentos conflitos, Israel foi ampliando suas fronteiras. Por sua vez, os palestinos que vivem na região estão divididos em dois territórios que não têm, entre si, conexão por terra: a Faixa de Gaza e a Cisjordânia.
Segundo o cientista político Leonardo Paz, professor de Relações Internacionais e pesquisador do Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da Fundação Getulio Vargas (NPII/FGV), foi na Guerra dos Seis Dias, ocorrida entre 5 e 10 de junho de 1967, que Israel tomou alguns territórios, expandindo seu tamanho original. À Agência Brasil, ele falou sobre os envolvidos nos conflitos e avaliou que a situação se agrava pelo fato de Israel deter a soberania do território no qual a Faixa de Gaza está inserida. Segundo o especialista, a nova onda de violência era esperada. “A gente sabia que, eventualmente, podia acontecer outra vez”.
Ele vê um impasse. “Acho que essa ação do Hamas foi sem precedentes. Imagino que a gente vai assistir, nas próximas semanas, a uma mobilização forte das Forças Armadas de Israel para ocupar Gaza e tentar primeiro resgatar os reféns e, na sequência, dar uma resposta muito dura em relação ao Hamas”.
Veja quem são os principais envolvidos no conflito:
Israel
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu – Alan Santos/PR
O Estado de Israel foi fundado em 14 de maio de 1948. As nações árabes vizinhas invadiram o recém-criado país no dia seguinte, em apoio aos árabes-palestinos. Desde então, Israel travou várias guerras, vindo a ocupar territórios e ampliando seus domínios. O país faz fronteira com o Líbano ao norte, com a Síria a nordeste, com a Jordânia e a Cisjordânia a leste, com o Egito ao sudoeste e com o Golfo de Aqaba, no Mar Vermelho, ao sul. Em Jerusalém, palco de passagens bíblicas sagradas para judeus, cristãos e muçulmanos, estão localizados o complexo do Monte do Templo compreende o Domo da Rocha, o histórico Muro das Lamentações, a Mesquita de Al-Aqsa e a Igreja do Santo Sepulcro. O centro financeiro de Israel é Tel Aviv, conhecido por suas praias e pela arquitetura. Líder do partido de direita Likud, Benjamin Netanyahu é o primeiro-ministro de Israel desde 2022. Já tendo ocupado o cargo outras duas vezes, ele é o político que mais ficou a frente do governo na história israelense.
Palestina
A Palestina reivindica soberania sobre os territórios da Cisjordânia e da Faixa de Gaza e também considera Jerusalém como sua capital. Seu centro administrativo está na cidade de Ramallah, na Cisjordânia. Sua independência foi declarada em 15 de novembro de 1988 pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP). Entretanto, a maioria das áreas reivindicadas pelos palestinos está ocupada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Embora a ONU e mais de cem países, incluindo o Brasil, tenham reconhecido oficialmente a declaração de independência de 1988, potências europeias e os Estados Unidos estão entre aqueles que recusam à Palestina a qualificação de Estado.
OLP
A Organização para a Libertação da Palestina é uma entidade multipartidária e originalmente paramilitar. Criada pela Liga Árabe em outubro de 1964, foi apresentada como única representante legítima do povo palestino. Sua meta era a libertação da Palestina através da luta armada. A OLP foi considerada por diversos países ocidentais, entre os quais os Estados Unidos, como uma organização terrorista. Em 1988, a OLP passou a apoiar oficialmente uma solução alinhada com a proposta da ONU em 1947, com dois Estados – Israel e Palestina – vivendo lado a lado. Em 1993, o então presidente da OLP, Yasser Arafat, reconheceu o Estado de Israel numa carta oficial ao primeiro-ministro daquele país, Yitzhak Rabin. Em resposta à iniciativa de Arafat, Israel reconheceu a OLP como representante legítima do povo palestino. Arafat foi presidente do Comitê Executivo da OLP de 1969 até a sua morte, em 2004.
ANP
Presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas – REUTERS/Francois Mori
Em 1993, foi firmado o Acordo de Oslo, por meio do qual Israel e a OLP pactuaram a criação da Autoridade Nacional Palestina (ANP), um governo autônomo provisório que administraria territórios palestinos enquanto as negociações se desenrolassem para resolver questões importantes pendentes sobre o conflito. Atualmente, a área A da Cisjordânia está sob segurança e controle civil da ANP. A área B está sob controle militar de Israel e controle civil da ANP. Uma terceira área – C – concentra assentamentos israelenses. O atual presidente da Autoridade Nacional Palestina é Mahmoud Abbas.
Fatah
O Fatah é a maior das forças políticas dentro da OLP. Apresenta-se como um grupo nacionalista e laico. Foi criado em 1959, tendo Yasser Arafat como um de seus fundadores. É considerado mais moderado que o Hamas e tem maior presença na Cisjordânia.
Hamas
O Hamas, nome que significa, em árabe, Movimento de Resistência Islâmica, é um movimento palestino constituído de uma entidade filantrópica, um braço político e um braço armado. Criado em 1987, ele é considerado hoje como organização terrorista por vários países, como Estados Unidos, União Europeia, Japão, Israel e Canadá. A Organização das Nações Unidas (ONU) e alguns países membros, como o Brasil, não usam a mesma denominação.
Em 2006, o Hamas derrotou o Fatah nas eleições legislativas para a ANP, conquistando o direito de formar o novo governo. Os dois partidos, no entanto, entraram em conflito. O Hamas expulsou o Fatah da Faixa de Gaza. Em resposta, o Fatah rejeitou o governo de unidade e se manteve à frente da ANP, que passou a ter uma administração política voltada para as áreas da Cisjordânia.
Segundo o cientista político Leonardo Paz, o Hamas não reconhece o Estado de Israel e briga pela independência de um Estado Palestino. “Israel, por sua vez, diz que o território é seu e não tem como oferecer qualquer tipo de soberania a esse Estado palestino porque não haveria nenhuma garantia de segurança de que esse Estado não seria um posto avançado para atacar Israel”, acrescenta.
Hezbollah
Aliado do Hamas, o Hezbollah surgiu durante a Guerra Civil do Líbano, entre 1980 e 1990. É uma organização política e paramilitar. No mundo islâmico, é visto como um movimento de resistência legítimo. No mundo ocidental, porém, é tido como organização terrorista por diversos países. A entidade ganhou popularidade no mundo muçulmano xiita, por ter levado Israel a desocupar o sul do Líbano, em maio de 2000. Em 2019, a organização constituiu-se em um dos principais movimentos de combate à presença israelense no Oriente Médio, utilizando ataques de guerrilha.
A advogada Letícia Ketley Souza usou suas redes sociais para denunciar um caso de importunação sexual. A OAB Maranhão se manifestou sobre o caso.
Em Timon, na região Leste do Maranhão, a advogada criminalista Letícia Ketley Souza usou suas redes sociais para denunciar um caso de importunação sexual que sofreu enquanto fazia caminhada em uma avenida da cidade.
O incidente ocorreu quando um homem passou de moto e cometeu a agressão, deixando-a indignada.
“Eu vim me acabando de chorar da Piauí pra cá, com tanto ódio desse homem. E eu não consegui pegar o número da placa, não consegui ver o rosto dele, porque ele estava de capacete ali na [avenida] Piauí, tá muito escuro. Se uma pessoa não autorizou você a tocar no corpo dela, não toca, isso é crime”, desabafou Letícia em sua postagem em uma rede social.
A falta de iluminação no local impediu que ela anotasse a placa da moto ou que outras pessoas presentes pudessem ajudá-la. A Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA) emitiu uma nota condenando o ocorrido.
A OAB-MA destacou que o corpo das mulheres não é público e que cometer atos desse tipo é crime, conforme definido na lei nº 13.718.
“É inconcebível que homens enxerguem o corpo das mulheres como objeto. Estamos buscando meios para identificar o autor desse crime e garantir que ele seja responsabilizado conforme a lei”, afirmou a OAB Maranhão na nota oficial.Por: G1 MA
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciará a Operação Nossa Senhora Aparecida 2023 à zero hora desta quarta-feira (11). A mobilização durante o feriado prolongado seguirá até as 23 horas e 59 minutos de domingo (15). O objetivo é reduzir a violência no trânsito, com a queda do número de acidentes e de mortes nas rodovias.
Neste período, quando é comum o aumento do fluxo de veículos nas rodovias, o policiamento preventivo de acidentes e de fiscalização da PRF ganhará reforço, sobretudo, em pontos das rodovias federais, com maior incidência de acidentes graves. Este incremento nas atividades visa garantir a pessoas que transitam nestas localidades uma viagem segura, com conforto e fluidez no trânsito.
Em São Paulo, onde há grande concentração de romeiros que se deslocam a pé, por diversas rotas, até o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Aparecida, as equipes da PRF vão acompanhar parte do trajeto feito pelos fiéis.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, as causas mais comuns de acidentes nas rodovias brasileiras estão relacionadas a ultrapassagens indevidas, excesso de velocidade, não uso do cinto de segurança e demais dispositivos de retenção obrigatórios, como assentos de elevação, falta de uso do capacete, embriaguez ao volante, pouco ou nenhum tempo de descanso; e muito frequentemente, uso de telefone celular ao volante. Historicamente, essas condutas estão diretamente relacionadas aos altos índices de letalidade.
A Operação Nossa Senhora Aparecida 2023 integra a Operação Nacional de Segurança Viária 2023.
A Polícia Rodoviária Federal relacionou cuidados direcionados aos motoristas, nos cinco dias da operação Nossa Senhora Aparecida 2023. Confira:
* revisão preventiva no veículo, o que inclui a checagem da calibragem dos pneus, do sistema de iluminação, dos equipamentos obrigatórios, do nível do óleo e do radiador, entre outros itens;
* respeito aos limites de velocidade e às sinalizações da via;
* não ingerir bebidas alcoólicas;
* manutenção da distância de segurança em relação aos demais veículos;
* ultrapassagem apenas quando houver plenas condições de segurança;
* não usar o celular durante a condução do veículo;
* uso obrigatório do cinto de segurança por todos os ocupantes dos assentos do veículo;
* uso de dispositivos de retenção (cadeirinhas e assentos de elevação) para transportar crianças;
* a cada três ou quatro horas de percurso, é recomendável uma pausa para descanso ou revezamento na direção do veículo. Dirigir cansado ou com sono aumenta o risco de o motorista cometer erros, diz a PRF; e
atenção redobrada à presença de pedestres, como os romeiros que se deslocam a Aparecida.
Em caso de emergência, a orientação da PRF é que o viajante ligue para o número 191. Fonte: Agência Brasil
O comerciante Domingos José dos Santos Filho, de 40 anos, foi morto com um tiro nas costelas, na noite de segunda-feira (9), no Residencial Parque Sul, Zona Sul de Teresina.
Segundo o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), a vítima estava fazendo uma entrega de água mineral quando foi abordada e baleada.
“Uma cliente pediu, por volta das oito horas, dois galões de água e ele costumava fazer as entregas. Quando ele chegou, ela foi pegar o controle do portão para abrir pra ele e, nesse momento, os bandidos chegaram”, disse o coordenador do DHPP, delegado Francisco Costa, o Baretta.
Segundo o delegado, o comerciante estava com cerca de R$ 600 em dinheiro, aparelho celular e a moto.
Os criminosos fugiram logo após balear a vítima. O celular dela não foi encontrado no local. Fonte: G1-PI
Três mulheres ocupavam uma motocicleta e colidiram na lateral de um carro, no cruzamento entre a rua Dr. Severino Cruz e a rua Vila Nova da Rainha, na madrugada desta terça (10). Duas morreram no local e outra ficou ferida.
Duas mulheres morreram e uma outra ficou ferida em um grave acidente entre uma motocicleta e um carro no cruzamento entre a rua Dr. Severino Cruz e a rua Vila Nova da Rainha na madrugada desta terça-feira (10), às margens do Açude Velho, no Centro de Campina Grande.
De acordo com informações cedidas à TV Paraíba, três mulheres ocupavam a mesma motocicleta e voltavam de uma festa no bairro das Malvinas, na zona oeste da cidade, quando, por volta das 4h, trafegavam pela rua Vila Nova da Rainha e no cruzamento com a rua Dr. Severino Cruz colidiram bruscamente com a lateral de um veículo. Todas as ocupantes da moto estavam sem capacete e, com o impacto, foram lançadas a vários metros de distância.
Com o impacto, Fernanda Aparecida de Almeida, de 34 anos, e Natália Gonçalves de Medeiros, de 23 anos, não resistiram à gravidade dos ferimentos e morreram ainda no local do acidente. A terceira ocupante da motocicleta foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, e o estado de saúde da terceira ocupante da motocicleta, que ainda não foi identificada, não foi divulgado.
Uma quarta pessoa, amiga das vítimas, vinha acompanhando a motocicleta e presenciou o acidente. Segundo a testemunha, elas estavam de folga do trabalho, vinham de uma festa no bairro das Malvinas e iriam tomar café da manhã em um dos quiosques que fica às margens do Açude Velho. Ela e o condutor do veículo, que foi atingido na lateral pela motocicleta, permaneceu no local do acidente, acompanhado de um advogado, e foram encaminhados para a Central de Polícia de Campina Grande para prestar depoimento.
Os corpos das vítimas fatais foram encaminhados para o Numol de Campina Grande onde devem passar por exames de necropsia. As vítimas fatais do acidente completariam aniversário na semana seguinte.
Devido ao acidente, parte da avenida Severino Cruz ficou interditada para realização da perícia e a rua Vila Nova da Rainha ficou parcialmente interditada pela Superintendência de Trânsito e Transporte Público de Campina Grande (STTP), deixando o trânsito lento no local. Fonte: G1′-PB