Blog do Walison - Em Tempo Real

Israel lança novos ataques no leste do Líbano após Hezbollah derrubar drone

Membros do Hezbollah desfilam durante um comício que marca o Dia de Al-Quds — Foto: Mohamed Azakir/Reuters

Exército israelense disse que caças atingiram complexo militar e três outros locais de infraestrutura na cidade oriental de Baalbek.

Israel lançou novos ataques aéreos no leste do Líbano neste domingo (7), atingindo locais de infraestrutura do Hezbollah, depois que o grupo armado derrubou um drone israelense sobre o país, enquanto ambos os lados continuam a trocar tiros em meio à escalada de tensões regionais.

De acordo com a Reuters, o exército israelense disse em um comunicado que caças atingiram um complexo militar e três outros locais de infraestrutura pertencentes ao Hezbollah na cidade oriental de Baalbek.

Ele disse que o último ataque foi em resposta à derrubada de um veículo aéreo não tripulado pelo Hezbollah, apoiado pelo Irã, no espaço aéreo libanês, que o grupo identificou como o drone Hermes 900, de fabricação israelense.

O Hezbollah tem negociado fogo com Israel através da fronteira sul do Líbano desde 8 de outubro, um dia após o grupo palestino Hamas lançar um ataque a Israel, que culminou na guerra de Israel em Gaza e levou à escalada das tensões regionais.

Os bombardeios israelenses mataram cerca de 270 combatentes do Hezbollah e cerca de 50 civis. No sul do Líbano, cerca de 90 mil pessoas também foram deslocadas, enquanto mais de 96 mil israelitas foram deslocados da zona fronteiriça norte do país.

Os EUA e outros países procuraram uma resolução diplomática para as trocas de tiros entre o Hezbollah e Israel. O Hezbollah disse que não interromperia o fogo antes que um cessar-fogo fosse implementado em Gaza.

Duas fontes de segurança disseram que o último ataque israelense ao Líbano teve como alvo um campo de treinamento pertencente ao Hezbollah na aldeia de Janta, perto da fronteira com a Síria, e na cidade de Safri, perto de Baalbek.

Não houve relatos de vítimas dos ataques, disseram as fontes. Fonte: G1.

Viagens de trens serão suspensas por 14 dias entre João Pessoa e Bayeux

Trens urbanos mantidos pela CBTU  — Foto: Divulgação/CBTU João Pessoa

A interdição provisória entre as cidades é causada pela execução da última etapa dos serviços de recuperação estrutural da ponte ferroviária sobre o rio Sanhauá.

As viagens de trens serão suspensas, a partir de segunda-feira (8), entre as estações de João Pessoa e Bayeux. De acordo com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), a interdição provisória é necessária para execução da última etapa dos serviços de recuperação estrutural da ponte ferroviária sobre o rio Sanhauá. O tráfego de trens ficará suspenso por pelo menos 14 dias.

Ainda segundo a CBTU, as viagens ferroviárias devem acontecer apenas entre Cabedelo e Alto do Mateus e entre Bayeux e Santa Rita. A companhia também anunciou que disponibilizará um ônibus, que sairá da Estação Ilha do Bispo com destino a Bayeux e vice-versa em horário pré-definido. Os passageiros poderão fazer as viagens por R$ 2,50.

O coordenador de Acompanhamento e Obras, Pedro Augusto Farias, afirmou que o projeto estrutural previamente confeccionado da ponte ferroviária, só poderá ocorrer sem a circulação de trens sobre a ponte, por questões de segurança e tempo de cura do concreto.

“A ponte apresenta problemas estruturais causados pela ação do tempo. Desta forma se faz imprescindível a sua recuperação com a finalidade garantir um transporte ferroviário seguro promovendo a mobilidade das pessoas, contribuindo para a qualidade e devida e desenvolvimento sustentável”, afirma.

Os serviços de recuperação da ponte sobre o rio Sanhauá foram iniciados em outubro do ano passado e também contemplam a ponte metálica nas proximidades do Porto do Capim, na Capital, e a Ponte sobre o Rio Jaguaribe, em Salina Ribamar, em Cabedelo.

Horário de viagens

A grade horária entre as estações de Cabedelo e Alto do Mateus será mantida, sendo suprimida apenas em alguns horários para as estações da Ilha do Bispo e Alto do Mateus, de segunda a sexta e em todas as viagens aos sábados.

O trecho entre Bayeux e Santa Rita deve operar com horários especiais durante os serviços de concretagem da ponta. Serão realizadas 16 viagens de segunda a sexta e não haverá operação aos sábados.

Os horários estão disponíveis nas estações, Aplicativo Meu Trem JP, redes sociais e site da CBTU.

O ônibus

A CBTU anunciou a disponibilização de um ônibus, que sairá da Estação Ilha do Bispo com destino a Bayeux e vice-versa.

Durante o período de obras, o passageiro dos trens urbanos ao comprar a passagem receberá um bilhete que dará acesso ao ônibus e a segunda viagem de VLT. Só será permitida a entrada no ônibus de usuários que portarem o bilhete.

De acordo com a CBTU, três ônibus farão viagens expressas complementares entre as estações Bayeux e Ilha do Bispo.

O trajeto do veículo rodoviário será direto das estações de saída até ao local de embarque, ou seja, não parará durante o trajeto para embarque e desembarque de passageiros fora das estações. Fonte: G1-PB.

Cearense suspeito de assaltos e roubos de moto no Piauí é morto a tiros no litoral; companheira ficou ferida

Cearense suspeito de assaltos e roubos de moto no Piauí é morto a tiros no litoral; companheira ficou ferida — Foto: Reprodução

A policia foi acionada após uma mulher dar entrada no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda) com um ferimento causado por tiro. Ela informou que ela e o companheiro tinham sido vitimas de um latrocínio.

O cearense Martins Ribeiro Ferreira, de 43 anos, foi morto na noite de sexta-feira (5) após criminosos roubaram sua motocicleta no povoado Baixa da Carnaúba, na BR 343, em Parnaíba, a 340 km de Teresina. Ele estava com a companheira, que ficou ferida. Segundo a polícia, o homem tinha quatro mandados de prisão pelos crimes de roubo a veículo.

“Nós fomos acionados após a companheira dar entrada no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde. Ela então informou que o ela e o companheiro tinha sido vitima de criminosos que atiraram contra eles. O homem ficou caído no local do crime”, informou o major Galeno, comandante do 27º Batalhão da Polícia Militar (27º BPM).

Martins Ribeiro foi atingido por três tiros, no ombro, braço e cabeça. A segunda vitima, a mulher, foi agredida com coronhadas na cabeça e passou a noite no mato, segundo a polícia, pela manhã procurou ajuda nas casas próximas aonde aconteceu o crime.

A PM informou que o latrocínio aconteceu por volta das 22h30. Martins Ribeiro é natural de Campos Sales (CE). A Polícia Civil investiga o caso. Fonte: G1-PI

Suspeito de invadir casa, roubar e abusar de adolescente é preso em Santa Inês

Álvaro Fernando Rocha, de 20 anos, invadiu uma casa e abusou de uma adolescente, segundo a polícia. — Foto: Reprodução/Redes sociais

Segundo a polícia, Álvaro Fernando, de 20 anos, já era conhecido e procurado por vários crimes.

A Polícia Civil prendeu um homem que teria invadido uma casa e depois abusou da moradora em Santa Inês, a cerca de 250 km de São Luís.

O crime foi flagrado por uma câmera de segurança, na última terça-feira (2), e mostram o criminoso saindo da casa e pulando os muros com uma mochila nas costas.

Segundo a polícia, o criminoso é Álvaro Fernando Rocha, de 20 anos, que invadiu a casa na região do Centro e roubou vários objetos. Porém, além do roubo, Álvaro teria abusado sexualmente de uma adolescente que estava dormindo em um dos quartos.

Álvaro já era procurado pela polícia por causa de outros crimes, como assaltos, o que culminou em um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

De acordo com a polícia, Álvaro estava escondido em uma pousada, onde foi preso e depois encaminhado para uma unidade prisional. Fonte: G1-MA

Em minoria nas prateleiras, azeite brasileiro tem mercado em expansão

Brasil se especializa na produção de azeite de oliva extra virgem. - Azeite, azeitona, oliveiras - Foto: EMBRAPA/LANZETTA, Paulo

Produtores brasileiros de azeite de oliva têm chances de se beneficiarem da alta internacional do preço do alimento, e ganhar mais espaço para vender ao segundo maior mercado importador do mundo: o próprio Brasil.

De todo azeite que o país consome, menos de 1% (0,24%) é produzido por sua lavoura. A maior participação no mercado interno poderá se dar pela qualidade do produto, o que permite crescimento de consumo mesmo quando o preço se eleva.

Entre 2018 e 2022, a produção de azeite só no Rio Grande do Sul passou de 58 mil litros para 448,5 mil litros. O estado e outras regiões do país, como a Serra da Mantiqueira – entre Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro -, está se especializando na produção de azeite extra virgem, de menor acidez, reconhecido como artigo especial ou premium.

De acordo com o Internacional Olive Council, entre 2013 e 2020, o Brasil importou uma média de 74 mil toneladas ao ano de azeite e óleo de bagaço de azeitona. No período de oito anos, a importação cresceu de 73 mil toneladas ao ano para 104 mil toneladas ao ano.

Em 2020, oitenta por cento desse volume veio de Portugal e da Espanha. Os dois países da península ibérica diminuíram a produção de azeite nos últimos anos por causa do aumento de temperatura quando ocorre a floração das oliveiras, o que causou a elevação do preço do produto em cerca de 45% de 2020 para cá.

Paralelo ao encarecimento do azeite, produção nacional começa a ter reconhecimento. No mês passado, por exemplo, um azeite de marca gaúcha (Potenza Frutado) foi escolhido como o melhor do Hemisfério Sul – Prêmio Internacional Expoliva de Qualidade dos Melhores Azeites Extravirgens, realizado na Espanha (22ª edição).

Abastecimento mais rápido – Além de azeite extra virgem de qualidade reconhecida, o produtor nacional tem em seu favor a agilidade para abastecer o mercado interno. “Se eu colher uma azeitona hoje no pé aqui, eu posso tranquilamente em dez dias ter o azeite dela em uma loja do Pão de Açúcar em São Paulo”, calcula Luiz Eduardo Batalha, o maior produtor de azeite do Brasil e dono da marca que leva seu nome.

Batalha, que acumula experiência com a produção de carne, café e cana-de-açúcar em diferentes partes do país, cultiva oliveiras em três fazendas com total de 3 mil hectares nos municípios de Pinheiro Machado e Candiota, no sudeste gaúcho, a cerca de 60 quilômetros da fronteira com o Uruguai.

Segundo ele, o azeite extra virgem “é um produto que precisa de muito frescor” e as marcas estrangeiras apesar do domínio absoluto “não competem com a rapidez que a gente tem de colocar o azeite nas gôndolas do supermercado, nos lugares, nos restaurantes.”

O argumento do produtor faz sentido para Ticiana Werner, dona de um restaurante em Brasília que leva o seu nome. Ela pondera que além do maior tempo para chegar às redes brasileiras de abastecimento, o azeite importado pode não estar devidamente acondicionado em seu transporte.

Brasil se especializa na produção de azeite de oliva extra virgem. - Azeite, azeitona, oliveiras - Foto: EMBRAPA/LANZETTA, Paulo
Entre 2018 e 2022, a produção de azeite só no Rio Grande do Sul passou de 58 mil litros para 448,5 mil litros Foto: EMBRAPA/LANZETTA, Paulo

“Um azeite da Europa vem como? Em um contêiner. Como é esse contêiner, é refrigerado? Se não for refrigerado o azeite pode oxidar”, avalia a empresária que desde o início do ano começou a usar azeite nacional em saladas, pratos quentes e até sobremesas.

O Brasil cultiva oliveiras desde o século passado, mas a perspectiva de ter uma produção mais robusta e virtuosa começou a se desenhar entre os anos de 2005 e 2006, quando o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) demandou que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) avaliasse a possibilidade de o país cultivar oliveiras, como já acontecia com as vinheiras no Sul do Brasil e no Vale do São Francisco (Bahia e Pernambuco).

O trabalho teve início com o plantio de mudas de oliveiras tradicionais em países de grande produção. As variedades de maior sucesso foram koroneike, de origem grega; as espanholas arbequina e arbosana; e a covatina, da Itália.

Mudança no metabolismo – “Quando você traz uma espécie de uma condição adequada para uma condição como a nossa, a planta mexe no seu metabolismo e se adapta à nova condição”, explica o engenheiro agrônomo Rogério Oliveira Jorge, responsável técnico em laboratório da Embrapa Clima Temperado em Pelotas (RS), que faz pesquisas e avalia a qualidade dos azeites produzidos no Brasil.

O desempenho da planta depende da capacidade de se adaptar ao clima e ao solo. A ciência sabe que as oliveiras não se desenvolvem bem em lugares com muita chuva e solos enxarcados.

Além do baixo índice pluviométrico e da baixa umidade relativa do ar, a planta precisa de exposição ao sol e de temperaturas amenas. Nos períodos de florescimento pleno, polinização e frutificação efetiva “a temperatura diária deve ficar em torno de 20ºC, a fim de que todos os processos metabólicos ocorram normalmente”, descreve estudo da Embrapa sobre a distribuição potencial de oliveiras no Brasil e no mundo, feito em 2015.

De acordo com os pesquisadores da empresa estatal, além do Rio Grande do Sul e de lugares de altitude como a Serra da Mantiqueira, há zonas “apontadas como mais favoráveis” no semiárido nordestino.

O azeite de oliva é rico em ácidos graxos, pode ajudar a controlar os níveis de açúcar no sangue e contribuem para o fortalecimento do sistema imunológico. Em entrevista à Agência Brasil, a nutricionista Mônica Julien, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, aconselhou o consumo. “Eu recomendo que use azeite se possível, não em substituição a todas as outras gorduras, porque até as gorduras saturadas têm sua função também no organismo, mas se puder acrescentar e trocar uma boa parte das gorduras por azeite é bastante saudável.”

Rotineiramente, o Ministério da Agricultura e Pecuária faz fiscalização e apreensões de azeites em supermercados. O Mapa orienta aos consumidores conferir a lista de produtos irregulares já apreendidos; não comprar a granel; optar por produtos com a data de envase mais recente; reparar a data de validade e o tempo dos ingredientes contidos – o tempo de colheita de azeitona para azeites extra virgem é de seis meses. Outra sugestão é observar se o óleo está turvo e se na embalagem há informação sobre mistura de óleos (adição de outro óleo vegetal).

Fonte: Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar

Mais de 20 açudes transbordam na Paraíba após chuvas

Mais de 20 açudes na Paraíba transbordam após chuvas. — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco e TV Paraíba

Mais de 20 açudes atingiram a capacidade total e transbordaram após o grande volume de chuvas no estado da Paraíba. No total, 24 açudes estão sangrando, enquanto outros 17 açudes se encontram em situação crítica.

Dentre os açudes transbordando, estão cinco dos principais mananciais do estado da Paraíba, sendo eles: São Gonçalo, Poções (Monteiro), Camalaú, São Domingos do Cariri e Araçagi.

Veja a situação de alguns açudes que transbordaram

  • Capacidade total: 40.582.277,00 m³
  • Atualmente: 41.045.099,24 m³

O açude de São Gonçalo, importante manancial da região de Sousa, no Alto Sertão do estado, passou por uma reforma para receber as águas da transposição do rio São Francisco. Essas águas seguem o curso do rio Piranhas com destino à barragem de Açu, no Rio Grande do Norte.

Açude de Poções (Monteiro)

  • Capacidade total: 29.861.562,00 m³
  • Atualmente: 30.712.315,86 m³

Açude de Camalaú

  • Capacidade total: 46.437.520,00 m³
  • Atualmente: 47.355.866,00 m³

As águas dos açudes de Poções e Camalaú são direcionadas para o açude Epitácio Pessoa (Boqueirão), que já está com 58% da sua capacidade preenchida.

São Domingos do Cariri

  • Capacidade total: 7.760.200,00 m³
  • Atualmente: 7.788.184,00 m³

O açude de São Domingos do Cariri transbordou depois de 13 anos. A última vez que o açude tinha transbordado foi em 2011. O açude fica na comunidade de Boqueirão e começou a sangrar no final da tarde dessa sexta-feira (5).

Açude de Araçagi

  • Capacidade total: 63.289.037,00 m³
  • Atualmente: 64.932.041,00 m³

O açude Araçagi fica próximo da cidade de Guarabira, no brejo do estado.Fonte: G1-PB.

Homem é preso suspeito de matar ex-companheira estrangulada e esfaqueada no interior do Piauí

Homem é preso suspeito de matar ex-companheira estrangulada e esfaqueada no interior do Piauí — Foto: Reprodução

Um homem, que não teve a identidade revelada, foi preso neste sábado (6) suspeito de cometer o crime de feminicidio contra a ex-companheira, Francisca Duarte, de 40 anos, na zona rural de Canavieira, a 406 km de Teresina. Segundo a polícia, o crime aconteceu na noite de sexta (5), a vitima foi morta estrangulada e com golpes de faca.

Segundo o delegado Lucas Adalício, da Delegacia de Guadalupe, o suspeito fugiu do local do crime após o fato, mas foi preso em flagrante pelo crime de feminicidio.

A Câmara Municipal de Canavieira publicou uma nota de pesar em suas redes sociais (confira na íntegra ao fim da matéria). O homem foi conduzido à unidade policial para os procedimentos cabíveis e encontra-se à disposição da Justiça.

Homem é preso suspeito de matar ex-companheira estrangulada e esfaqueada no interior do Piauí — Foto: Reprodução

Nota

É com profundo pesar que informamos sobre o falecimento da amiga Francisca Duarte. Lamentamos a perda e nos solidarizamos pelos familiares e amigos nesse momento doloroso. Fonte: G1-PI.

Auxiliar penitenciário é morto a tiros em Itapecuru Mirim, no MA

Auxiliar penitenciário Anderson Maluf Vidinha foi morto a tiros em Itapecuru-Mirim — Foto: Reprodução/Redes sociais

Um auxiliar penitenciário foi assassinado na porta de casa onde morava na cidade de Itapecuru-Mirim, a cerca de 116 km de São Luís.

Segundo testemunhas, o crime aconteceu na noite desta sexta-feira (5). Anderson Maluf Vidinha tinha 39 anos e foi morto com cinco tiros quando chegava de moto em casa com a mulher.

O auxiliar penitenciário foi executado por homens encapuzados, que fugiram em um carro e ainda não foram encontrados.

Anderson trabalhava na Unidade Prisional de Ressocialização de Itapecuru-Mirim e ainda não se sabe a motivação do crime.

Fonte: G1-MA.

Morre Ziraldo, aos 91 anos, criador de O Menino Maluquinho

O mural gigante Última Ceia, pintado em 1967 por Ziraldo, que estava encoberto na antiga casa de show Canecão, será restaurado pela UFRJ e aberto à visitação pública a partir de abril (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O escritor Ziraldo morreu neste sábado (69) aos 91 anos,. A informação confirmada pela família do desenhista foi que ele morreu enquanto dormia, no apartamento onde morava, no bairro da Lagoa, na Zona Sul do Rio de Janeiro, por volta das 15h.

O escritor Ziraldo é mundialmente conhecido por ser criador de O Menino Maluquinho e personagens da Turma do Pererê, além dos livros Bichinho da maçãFlicts e Os Meninos Morenos, tendo sido um dos escritores infantis mais aclamados do Brasil.

O desenhista, chargista, caricaturista e jornalista foi também um dos fundadores do jornal O Pasquim, nos anos 1960, um dos principais veículos a combater a ditadura militar no Brasil.

No dia seguinte à edição do Ato Institucional nº 5 (AI-5), editado no dia 13 de dezembro de 1968 durante o governo do general Costa e Silva, Ziraldo foi preso em casa e levado para o Forte de Copacabana por ser considerado um “elemento perigoso”.

Exposição leva visitantes ao mundo mágico do quadrinista e escritor Ziraldo. Na foto o escritor Ziraldo. Foto: Mundo Zira/Divulgação

Exposição leva visitantes ao mundo mágico do quadrinista e escritor Ziraldo. Na foto o escritor Ziraldo. Foto: Mundo Zira/Divulgação – Mundo Zira/Divulgação

Mineiro

Ziraldo Alves Pinto, nasceu em Caratinga (MG), em 1932. Desenhista, caricaturista, cartunista, ilustrador, jornalista e escritor. Aos 7 anos de idade, em 1939, Ziraldo apresentou seu primeiro desenho no jornal Folha de Minas. Em 1949, muda-se para o Rio de Janeiro, onde fez carreira.

Atualmente, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB no Rio de Janeiro está com a exposição interativa Mundo Zira, em homenagem à obra de Ziraldo.

Sua mais conhecida criação, o Menino Maluquinho, nasceu nos anos 1980 e foi inspirado no filho do escritor. O personagem deu origem ao livro infantil campeão de vendas e ao filme de grande sucesso nos cinemas do país. O livro foi traduzido para o inglês, espanhol, basco, alemão e o italiano e teve adaptações para o cinema, teatro e televisão.

Com tantos personagens marcantes de histórias infantis, Ziraldo parou de produzir textos e desenhos em setembro de 2018, quando sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Seu estúdio, onde trabalhou durante 70 anos, instalado no bairro da Lagoa, zona sul do Rio, está sendo transformado no Instituto Ziraldo.

Na TV Brasil, os 26 episódios do programa Um Menino muito Maluquinho foram apresentados ao longo de 2006. O cartunista e escritor ainda apresentou o ABC do Ziraldo durante cinco temporadas.  Foram 189 episódios onde o tema era sempre incentivar jovens e crianças ao hábito da leitura.

Fonte: Agência Brasil Edição: Aline Leal

Comitê irá monitorar políticas contra violências a pessoas LGBTQIA+

Rio de Janeiro (RJ) 17/12/2023 – Participantes da 2ª Edição da Parada LGBTQIA+ da Lapa, que acontece pela visibilidade e direitos das pessoas trans. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Brasil tem, a partir desta sexta-feira (5), um Comitê de Monitoramento da Estratégia Nacional de Enfrentamento à Violência contra Pessoas LGBTQIA+, sigla para se referir a pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres e homens transexuais, não binárias e demais dissidências sexuais e de gênero.

O novo comitê terá como missão combater violências motivadas pela condição sexual e identidade de gênero das vítimas.

O Dossiê de Mortes e Violências contra LGBTI+ no Brasil, elaborado pelo Observatório de Mortes e Violências contra LGBTI+ no Brasil denuncia que, em 2022, ocorreram 273 mortes LGBT de forma violenta no país, sendo 228 assassinatos, sobretudo de pessoas trans e gays, além de 30 suicídios e 15 outras causas.  O levantamento aponta que o Brasil assassinou um LGBT a cada 32 horas, em 2022.

A homofobia é crime, após julgamento do Supremo Tribunal Federal, em 2019, tal como o racismo. A pena pode variar entre 1 e 5 anos, dependendo do ato homofóbico, além de multa.

O comitê

A portaria publicada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) no Diário Oficial da União, prevê que a atuação do Comitê de Monitoramento da Estratégia Nacional de Enfrentamento à Violência contra Pessoas LGBTQIA+ terá duração prevista de dois anos, podendo ser prorrogada.

Neste período, o grupo deverá acompanhar, monitorar e apoiar a articulação e implementação de políticas públicas para combater as violações de direitos desse segmento social. Na prática, o comitê deverá colaborar tecnicamente em programas, planos, projetos e ações que tenham o propósito de proteger e promover a defesa dos direitos das pessoas LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade ou risco social.

Além disso, a representação deve monitorar dados de violência com desenvolvimento de metodologia para compilação desses indicadores para que sirvam de base em processos de tomada de decisão.

A estratégia deve, ainda, construir a Rede de Enfrentamento à Violência contra Pessoas LGBTQIA+, composta por entidades públicas e não governamentais.

No fim de cada ano, o comitê deverá elaborar relatório final com a análise detalhada do progresso, de desafios enfrentados e recomendações para aprimoramento desta estratégia.

O Comitê será composto por três representantes da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, um integrante do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+; e dois representantes da sociedade civil. Além deles, poderão comparecer nas reuniões do colegiado como convidados e, portanto, sem direito a voto, os representantes de outros órgãos e entidades públicas ou privadas, empresas, especialistas, pesquisadores e membros da comunidade LGBTQIA+, como forma de fortalecer a participação social.

Casas de Acolhimento

Nesta sexta-feira, o MDHC ainda instituiu outro comitê de monitoramento do Programa Nacional de Fortalecimento das Casas de Acolhimento LGBTQIA+, por meio de portaria.

Chamado de Comitê Acolher+, esta iniciativa tem o objetivo de fortalecer e implementar casas de acolhimento provisório para pessoas LGBTQIA+ em situação de violência, abandono familiar ou na possibilidade de rompimento desses vínculos, em razão da identidade de gênero, orientação sexual e/ou características sexuais. O público-alvo são pessoas do segmento LGBTQIA+ entre 18 e 65 anos.

As casas de acolhimento a médio e longo prazo pretendem ser ambientes acolhedores e seguros, com estrutura de residência compartilhada a médio e longo prazo, com a oferta alimentação e higiene nestes abrigos.

Fonte: Agência Brasil Edição: Valéria Aguiar