Blog do Walison - Em Tempo Real

Natação traz mais dois pódios e deixa Brasil perto da 400ª medalha

Paris-França 01/09/2024 A natação brasileira teve seu dia menos produtivo até agora nos Jogos Paralímpicos de Paris.  Foto Lídia Cruz: Douglas Magno/CPB

Neste domingo (1º), a natação brasileira teve seu dia menos produtivo até agora nos Jogos Paralímpicos de Paris. No entanto, não faltaram conquistas. Foram dois bronzes, um com Lídia Cruz nos 150 metros medley SM4 e um com o revezamento 4×100 livre S14. Com estes dois pódios, o Brasil chega a 399 medalhas na história dos Jogos.

A medalha de Lídia foi conquistada com muito esforço. Na classe SM4, para atletas com deficiências físico-motoras, a nadadora de Duque de Caxias, prestes a completar 26 anos na próxima quarta-feira (4), fez uma prova de recuperação, arrancando para o pódio nos últimos 50 metros, em que nadou no estilo livre. Ela terminou com o tempo de 2min57s16, novo recorde das Américas. O ouro ficou com a alemã Tanja Scholz e a prata com Nataliia Butkova, que compete sob bandeira neutra. O bronze em Paris foi a primeira medalha da carreira de Lídia em Paralimpíadas.

Mais tarde, no revezamento 4×100 livre classe S14, para atletas com deficiência intelectual, o Brasil viveu novamente fortes emoções. O revezamento começou com Arthur Xavier Ribeiro. Na sequência, Gabriel Bandeira imprimiu um forte ritmo e chegou a ocupar a liderança. Na parte final da prova, quando Beatriz Borges Carneiro e Ana Karolina Soares caíram na água, a Grã-Bretanha abriu vantagem na ponta e a Austrália, que colocou um homem para fechar o revezamento, tirou a diferença e passou o Brasil, terminando em segundo. A equipe brasileira fechou com o tempo de 3min47s49, novo recorde das Américas.

Nas outras finais do domingo, Phelipe Rodrigues terminou em quarto nos 100 metros livre S10, Patrícia Pereira foi a oitava na mesma prova de Lídia Cruz, Roberto Alcalde Rodriguez foi o sexto nos 100 metros peito SB5, mesmo resultado de Laila Suzigan na versão feminina da prova.

Quem também disputou final foi Gabriel Araújo, o Gabrielzinho. Ele terminou em quarto lugar nos 150 medley S3. Gabriel foi o único atleta da classe S2 (que tem um grau de limitação físico-motora maior que os atletas da S3) a participar da final, mesmo assim terminando à frente de outros quatro atletas da classe imediatamente acima da sua. O tempo de Gabrielzinho (3min14s02) é o novo recorde mundial para atletas da S2 nesta prova, superando a marca anterior, estabelecida pelo próprio Gabriel na manhã deste domingo, durante as eliminatórias.

Fonte: Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

Pesquisa da Uema avalia os atributos químicos e físicos do solo e o impacto do uso da terra na Microrregião de Caxias

A crescente utilização das terras na Microrregião de Caxias, sem levar em consideração suas potencialidades e limitações, tem gerado alterações significativas nos atributos químicos e físicos dos solos. Esse cenário é ainda mais preocupante em regiões onde o manejo inadequado do solo prevalece, causando problemas econômicos e ambientais. Motivada por essas questões, a pesquisadora Vitória Gleyce Sousa Ferreira, sob a orientação da Profa. Dra. Melina Fushimi, desenvolveu uma pesquisa de mestrado intitulada “Atributos químicos e físicos do solo diante dos usos da terra na Microrregião de Caxias-MA”.

A pesquisa é fruto do Mestrado em Geografia, Natureza e Dinâmica do Espaço (PPGEO) da Universidade Estadual do Maranhão e foi uma das premiadas no VII Prêmio Emanoel Gomes de Moura de Teses e Dissertações da instituição.

Vitória explicou que a importância histórica e econômica da microrregião, somada aos desafios atuais de degradação ambiental, motivou um estudo detalhado das propriedades químicas e físicas dos solos sob diferentes usos da terra. “A pesquisa foi orientada pelo conceito de paisagem na Geografia, destacando a inter-relação entre natureza e sociedade ao longo do tempo”, disse a pesquisadora.

A importância deste estudo se revela em várias frentes, desde a conservação ambiental até o planejamento regional. “Ao identificar e analisar as mudanças nos atributos dos solos, a pesquisa oferece dados cruciais para evitar a degradação dos recursos naturais e orientar práticas de manejo mais sustentáveis. Tais práticas visam melhorar a produtividade agrícola sem comprometer a saúde do solo a longo prazo”, destacou.

Além disso, os resultados da pesquisa fornecem uma base científica robusta para futuras pesquisas, contribuindo para o avanço do conhecimento em ciência do solo e manejo ambiental. “Com esses dados, é possível elaborar políticas públicas e estratégias de uso da terra que considerem as potencialidades e limitações dos solos, promovendo um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável na região”, apontou Vitória.

A pesquisa foi conduzida utilizando o conceito de paisagem, com a Geografia atuando como uma lente para compreender a inter-relação entre natureza e sociedade ao longo do tempo. A caracterização das paisagens regional e local da área de estudo, a caracterização pedológica do Maranhão e a caracterização climática da região foram etapas essenciais do estudo.

Dois perfis de solos foram classificados e caracterizados em cada município da Microrregião de Caxias, totalizando 12 perfis e 58 amostras deformadas. Essas amostras foram coletadas durante o Zoneamento Ecológico do Maranhão (2021/2022) e classificadas até o quarto nível categórico do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos. A análise estatística descritiva revelou variações significativas nos teores de nutrientes (K+, Ca+, Mg+) entre os diferentes usos da terra.

Os resultados da pesquisa destacam variações importantes nos atributos químicos dos solos sob diferentes usos. Em áreas de Reserva Legal, os solos apresentaram um pH fortemente ácido, enquanto em áreas de capoeira, pastagem e vegetação primária, os solos variaram de moderadamente ácidos a fortemente ácidos. Além disso, os solos mostraram limitações significativas em relação à fertilidade natural e saturação por bases, com presença de erosão e problemas de drenagem.

Contudo, a pesquisa também destacou as potencialidades dos solos da região, como a elevada quantidade de matéria orgânica e a topografia favorável para a agricultura mecanizada. “A pesquisa sugere a necessidade de estratégias de manejo específicas para melhorar a qualidade do solo e promover um uso mais adequado da terra na região”, salientou Vitória.

Vitória refletiu sobre o aprendizado obtido durante a pesquisa: “uma das lições mais importantes foi entender como o manejo inadequado pode afetar negativamente a fertilidade do solo e a sustentabilidade agrícola”. Ela também destacou a importância de abordagens interdisciplinares e metodologias rigorosas para garantir resultados precisos e confiáveis.

Segundo a pesquisadora, outro aprendizado significativo foi a importância da colaboração e da troca de conhecimentos. “Trabalhar com diferentes especialistas e utilizar diversas fontes de dados, como os procedimentos recomendados pelo IBGE e os dados do MapBiomas, foi fundamental para obter uma visão abrangente e detalhada da situação dos solos na região”, ressaltou.

A pesquisa de Vitória Gleyce Sousa Ferreira representa um importante avanço no entendimento dos solos e do uso da terra na Microrregião de Caxias. Ao fornecer dados detalhados sobre os atributos químicos e físicos dos solos, o estudo contribui significativamente para o planejamento de práticas de manejo sustentável, essenciais para a conservação ambiental e o desenvolvimento socioeconômico da região.

Prêmio Uema de Teses e Dissertações

Receber o Prêmio Uema de Dissertações foi uma validação significativa do trabalho árduo e da relevância desta pesquisa. “Este reconhecimento reforça a importância de abordar questões ambientais e de manejo do solo com rigor científico e compromisso com a sustentabilidade. O prêmio incentiva a continuar explorando e aprofundando estudos na área, buscando soluções práticas para os desafios enfrentados na Microrregião de Caxias e outras áreas semelhantes”, disse Vitória.

Segundo ela, a premiação também fortalece sua confiança na capacidade de realizar pesquisas impactantes, abre portas para futuras colaborações, financiamentos e disseminação dos resultados a um público mais amplo. “Em resumo, o prêmio celebra a dedicação passada e abre perspectivas promissoras para o futuro da pesquisa”, frisou.

Vitória Gleyce Sousa Ferreira evidencia o impacto positivo de sua pesquisa na trajetória acadêmica e científica. “Graças ao apoio contínuo da Uema, da Fapema, do Ppgeo e à orientação da professora doutora Melina Fushumi, consegui não só concluir meu mestrado com êxito, mas também ser aprovada em dois programas de doutorado, um ainda durante o mestrado e outro após sua conclusão. Esse reconhecimento é um testemunho da qualidade da formação recebida e da importância da orientação da professora Melina Fushimi no desenvolvimento de pesquisadores competentes e preparados para enfrentar os desafios da ciência e da sociedade”, afirmou.

Segundo a Profa. Dra. Melina Fushimi, orientadora de Vitória, “o prêmio é uma iniciativa que reconhece a importância das pesquisas de mestrado e doutorado no âmbito dos programas de pós-graduação da Uema, contribuindo para o avanço do conhecimento científico em diversas áreas, principalmente no Maranhão”. Por: Secom/ Governo do Maranhão |

Para realizar último desejo do avô, maranhense procura pela mãe desaparecida há mais de 20 anos

Daniel Fialho de Oliveira, 28 anos, procura pela mãe biológica, Teresa Barbosa de Oliveira. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Há algumas semanas, o maranhense Daniel Fialho de Oliveira, 28 anos, voltou ao Maranhão e iniciou uma busca para tentar localizar a mãe biológica, desparecida há mais de 20 anos. A busca partiu de um desejo do avô materno, de 83 anos, que está doente e que pede notícias da filha antes de partir.

Teresa Barbosa de Oliveira deu luz à Daniel em São Luís. Entretanto, meses após o nascimento, o menino precisou ser afastado da mãe, após o Conselho Tutelar constatar que ela não tinha condições de criar ele. Por isso, ele foi colocado para a adoção.

Teresa Barbosa de Oliveira está desaparecida há mais de 25 anos — Foto: Reprodução/TV Mirante

Daniel foi adotado por uma outra mulher, mas dois meses após a adoção, ele foi devolvido para os avós maternos, que vivem em Caxias. Pela Lei, adotar uma criança depois de um processo que pode durar mais de um ano, inclusive de convivência com os pretendentes, processo chamado de guarda compartilhada, não pode haver desistência depois.

O maranhense foi criado a vida inteira pelos avós e passou a vida inteira imaginando onde estaria o paradeiro da mãe biológica. Após uma certa idade, ele se mudou para Goiânia (GO) onde vive atualmente.

Com a doença do avô, Daniel voltou ao Maranhão para realizar o último desejo dele. — Foto: Reprodução/TV Mirante

O avô de Daniel ficou muito doente e ele precisou retornar a Caxias para tentar realizar o último desejo dele: reencontrar a filha desaparecida há mais de 25 anos. A missão não é fácil, mas o amor pelo avô e a esperança de reencontrar a mãe, impulsionam ele a não desistir.

“Eu não sei o motivo dela ter me deixado. Antes que ele morra, eu quero mostrar pra ele que ela está viva. Quando soube dessa notícia, eu sempre senti uma tristeza, uma tristeza de não ter essa pessoa perto de você, e chamar de mãe”, disse Daniel.

Se estivesse viva, Tereza Barbosa de Oliveira teria 53 anos. E a última informação que Daniel teve é que ela moradora do bairro do Anjo da Guarda, em São Luís.Por: G1 MA

 

Cerca de 100 kg de drogas foram apreendidos em Campina Grande

Polícia Civil apreende cerca de 100 kg em drogas — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Mais de 100kg de drogas foram apreendidas neste sábado (31), em Campina Grande. Segundo a polícia, entre o material estava cerca de 100kg de maconha, 2kg de crack e vários frascos da substância anestésica de uso hospitalar lidocaína, usada para potencializar o efeito de entorpecentes.

A apreensão foi resultado de uma ação conjunta da DRACO (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado) e a DCCPAT (Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio).

De acordo com informações da Polícia Civil, as drogas foram encontradas escondidas em uma casa abandonada, no Sítio Lucas, Zona Rural de Campina Grande. Fonte: G1-PB

Suspeito de cobrar dívida e ameaçar dono de frigorífico com pistola é preso na Zona Norte de Teresina

Suspeito de cobrar dívida e ameaçar dono de frigorífico com pistola é preso — Foto: Divulgação/PMPI

Um homem foi preso em flagrante, na manhã deste sábado (31), suspeito de ameaçar o dono de um frigorífico no Parque Firmino Filho, Zona Norte de Teresina. Segundo a Polícia Militar, ele teria ido cobrar uma dívida de R$ 3 mil do proprietário do estabelecimento.

Conforme o 13º Batalhão de Polícia Militar (BPM), os policiais faziam uma ronda pelo local quando se deparou com os dois homens, em luta corporal, em uma praça na frente do frigorífico. O suspeito preso sacou uma pistola e apontou contra o outro.

“Ele chamou o dono para fora e cobrou a dívida, começou um bate-boca e, durante a luta, o proprietário caiu e teve algumas escoriações no braço. Não houve disparo do suspeito, que também não ficou ferido”, afirmou o 13º BPM.

O dono do frigorífico confirmou que pediu um empréstimo ao outro homem, mas não informou o motivo. Ele e o suspeito foram encaminhados à Central de Flagrantes de Teresina para prestar esclarecimentos.

O homem que sacou a pistola já está envolvido em um processo anterior por porte ilegal de arma. Ele deve responder pelo mesmo crime e também por ameaça. A arma, as munições e a motocicleta utilizadas por ele foram apreendidas. Fonte: G1-PI

Tribunal do Júri de São Luís julga 38 acusados de homicídio e tentativa de homicídio em setembro; saiba quem são os réus

Fachada do Fórum Desembargador Sarney Costa em São Luís. — Foto: Foto: Divulgação

No mês de setembro, 38 acusados de homicídio e tentativa de homicídio serão julgados pelo júri popular, em São Luís. Os julgamentos serão realizados de segunda a sexta-feira, iniciando às 8h30, nos salões localizados no primeiro andar do Fórum Desembargador Sarney Costa (Calhau).

O primeiro julgamento ocorre nesta segunda-feira (2), quando sentará no banco dos réus Rafael Baldez Matos, acusado da morte de Richard Machado de Sousa.

Além de Richard Machado de Sousa, serão julgados, no 2º Tribunal do Júri:

  • Dia 4 de setembro – Marcos Vinícius Saraiva Almeida, Patrícia Gomes da Silva e Rafael Reis Silva;
  • Dia 9 de setembro – Alessandro Silva Costa, José Gusmão Sousa Júnior, Pedro do Espírito Santo Nascimento Matias Júnior e Regivan Campelo da Silva;
  • Dia 11 de setembro – Antonio da Cruz;
  • Dia 16 de setembro – Diego Amorim Melônio;
  • Dia 18 de setembro – Marcos Lima da Silva;
  • Dia 20 de setembro – Vanderlea Silva Cutrim;
  • Dia 23 de setembro – Daniel Castro Silva;
  • Dia 25 de setembro – João Vitor Marinho da Silva, Hilton César Oliveira Silva, Lucas Costa Nunes, Edson Pinto Diniz Emerson Cardoso Souza e Lucas Câmara Goes;
  • Dia 30 de setembro – Janilson Lima da Silva.

 

As sessões são presididas pelo juiz titular da 2ª Vara do Júri, Clésio Coelho Cunha.

Já no 1º Tribunal do Júri, as sessões começam na terça-feira (3), com o julgamento de Francileia Ferreira Pontes Marques. No mês de setembro também vão a julgamento:

Dia 5 de setembro – Daniel Ribeiro da Silva, Juvemário Lima Santos, Francisco das Chagas Cosma da Silva e Ruan dos Santos Braga;

  • Dia 10 de setembro – Jeminis Willy Rocha Chaves;
  • Dia 12 de setembro – Suelton Francisco Ferreira Lima;
  • Dia 13 de setembro – Edvan Ribeiro Lopes Filho;
  • Dia 17 de setembro – Laércio Brito Leite;
  • Dia 19 de setembro – João Victor da Silva Ribeiro;
  • Dia 24 de setembro – Ozimael Fonseca Pontes;
  • Dia 26 de setembro – Irisnilson e Irisvaldo de Araújo Carvalho.

 

O titular da 1ª Vara do Júri é o juiz Gilberto de Moura Lima.

Começam também na terça-feira (3) as sessões do 3º Tribunal do Júri, quando sentarão no banco dos réus, nessa data, Edivandro Sousa e Rogerisvaldo da Silva Pessoa.

Em setembro serão julgados pelo júri popular, ainda:

  • Dia 5 de setembro – Samuel dos Santos Araújo;
  • Dia 10 de setembro – Jaberson Nascimento Cruz;
  • Dia 12 de setembro – Luan Correa;
  • Dia 17 de setembro – Rodrigo Araújo Lima;
  • Dia 19 de setembro – Joyanderson de Jesus Barros Campos;
  • Dia 24 de setembro – Jorge Ferreira Lopes;
  • Dia 26 de setembro – Raul José Ferreira Gonçalves;
  • Dia 30 de setembro – Antônio Luís Oliveira Lima Filho.

Responde pela unidade judiciária a juíza Gláucia Helen Maia de Almeida. Fonte: G1-MA

Esportes Ouro de Fernanda Yara encabeça dia de conquistas do atletismo

O currículo do atletismo mostra que o esporte é o que mais trouxe medalhas para o Brasil na história dos Jogos Paralímpicos. Neste sábado (31), os atletas da modalidade fizeram jus à fama e, de uma tacada só, acrescentaram mais cinco a essa conta, chegando a um total de 180.

O destaque no segundo dia de competições de atletismo foi a prova dos 400 metros classe T47, para atletas com deficiência nos membros superiores. A paraense Fernanda Yara foi a grande vencedora, com o tempo de 56s74 e para completar a potiguar Maria Clara Augusto ficou com o bronze, registrando 57s20.

Fernanda Yara, de 38 anos, tem uma trajetória peculiar dentro dos Jogos Paralímpicos. Esta é a terceira participação dela na carreira, porém com um longo hiato de 13 anos entre e a primeira e a segunda – Pequim 2008 e Tóquio, em 2021. Ela vem de um bicampeonato mundial nesta mesma prova, na mesma Paris, em 2023 e em Kobe, no Japão, neste ano.

Fernanda tem uma má-formação congênita no braço esquerdo, logo abaixo do cotovelo. Já Maria Clara, que tem uma deficiência muito semelhante, tem apenas 20 anos e participa dos Jogos Paralímpicos pela primeira vez. Tanto Fernanda quanto Maria Clara conquistaram um inédito pódio paralímpico.

Mais cedo, na final dos 400 metros rasos femininos classe T11 (atletas cegos), Thalita Simplício chegou à quinta medalha paralímpica da carreira ao conquistar a prata, com o tempo de 57s21.

Na final dos 100 metros rasos T12 (atletas com baixa visão), Joeferson Marinho ficou com o bronze com o tempo de 10s84. O atleta de 25 anos conquistou a primeira medalha paralímpica de sua carreira.

Para fechar a tarde/noite vencedora do Brasil em Paris, a prova mais longa terminou com o bronze de Cícero Nobre no lançamento de dardos classe F57 (atletas competem sentados). Ele registrou 49,46m. Nobre já havia conquistado o mesmo resultado nesta prova em Tóquio.

Natação

Logo depois do atletismo, a natação é a maior fonte de medalhas para o Brasil nos Jogos. Depois dos ouros de Carol Santiago e Gabriel Araújo, quem fechou o sábado com chave de ouro – ou prata – para o país foi Wendell Belarmino.

O nadador brasiliense ficou em segundo lugar na prova dos 50 metros livre classe S11, para atletas com deficiência visual. Belarmino – que já tinha três medalhas no currículo, todas conquistadas em Tóquio – fez exatamente o mesmo tempo que o chinês Dongdong Hua (26s11).

Ambos levaram a prata porque o japonês Keiichi Kimura foi o medalhista de ouro, com o tempo de 25s98. Na mesma prova, outro brasileiro, Matheus Rheine, terminou em oitavo.

Alavancado pelos bons resultados do atletismo e da natação, o Brasil terminou o terceiro dia de competições em terceiro lugar no quadro de medalhas, com 23 pódios, sendo oito medalhas de ouro, três de prata e doze de bronze. Apenas China e Grã Bretanha estão à frente.

Fonte: Agência Brasil Edição: Aécio Amado

Gabrielzinho domina os 50m costas e leva mais um ouro na natação

Gabrielzinho quebra recorde mundial na prova dos 50m borboleta classe S2,

O roteiro foi parecido com o dos 100 metros, dois dias atrás. Neste sábado (31), em sua segunda prova nos Jogos Paralímpicos de Paris, o mineiro Gabriel Araújo, o Gabrielzinho não deu chances aos adversários nos 50 metros costas classe S2 (atletas com elevado nível de limitação físico-motora) e garantiu sua segunda medalha de ouro na França.

Agora, o atleta de apenas 22 anos já soma cinco medalhas paralímpicas na carreira, três douradas e duas de prata. Nos 50 costas, ele agora é bicampeão paralímpico.

Mesmo sendo uma prova com apenas uma volta na piscina, Gabrielzinho abriu grande vantagem logo de cara e só foi abrindo cada vez mais. Ele fechou os 50 metros em 50s93, melhor marca pessoal e recorde das Américas. O segundo colocado, o russo Vladimir Danilenko, que compete sob bandeira neutra, chegou mais de seis segundos depois (57s54). O terceiro colocado, o chileno Alberto Caroly Abarza Díaz, fechou com 58s12.

Gabrielzinho, responsável por quase um terço dos sete ouros do Brasil em Paris até o momento, ainda compete em outras três provas nas piscinas da Arena La Defense. Neste domingo (1), ele disputa os 150 metros medley pela classe S3, para atletas com comprometimento físico e motor um pouco menor. Na segunda (2), ele nada os 200 metros livre, de volta à S2. Por último, no dia 6, o brasileiro participa dos 50 metros livre na S3.

Fonte: Agência Brasil Edição: Maria Claudia

Carol Santiago é ouro nos 100m costas e faz história para o Brasil

Paris-França 31/08/2024 Carol Santiago é ouro nos 100m costas e faz história para o Brasil.
Nadadora pernambucana chega a seis medalhas paralímpicas e iguala Ádria Santos como mulher brasileira com mais ouros na história dos Jogos. Foto 
 Silvio Avila/CPB

A primeira medalha de Carol Santiago em Paris foi cheia de história. Neste sábado (31), a nadadora pernambucana conquistou o ouro na prova dos 100 metros costas classe S12, para atletas com baixa visão e chegou a quatro ouros em Jogos Paralímpicos na carreira.

O resultado a coloca ao lado de Ádria Santos, velocista que marcou época pelo Brasil e, até então, estava isolada como a mulher brasileira com mais primeiros lugares em Paralimpíadas. Ádria – que segue como a atleta feminina com mais medalhas do país – somou 13 pódios pelo Brasil e Carol agora tem seis.

“Estou muito feliz, a prova foi incrível, a gente testou algumas coisas de manhã (na eliminatória) e tudo o que o meu técnico pediu para eu fazer eu vim aqui e fiz. E deu certo. Foi a melhor natação da minha vida. Estou muito satisfeita”, disse a atleta, em êxtase, em entrevista ao CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro) na saída da piscina.

Na final dos 100 costas, prova da qual é atual campeã mundial, Carol largou na frente e não foi incomodada em nenhum momento do percurso. Ela fechou com 1min08s23, melhor marca pessoal e recorde das Américas. Em segundo lugar, ficou a ucraniana Anna Stetsenko (1min09s43), enquanto a espanhola Maria Delgado Nadal conquistou o bronze (1min11s33).

Com o resultado, a pernambucana de 39 anos, que tardou em entrar para o movimento paralímpico e estreou em Jogos Paralímpicos apenas em Tóquio, tem seis pódios em oito provas disputadas na história dos Jogos. São quatro ouros, uma prata e um bronze, conquistado justamente nos 100 metros costas, há três anos.

Em Paris, Carol Santiago ainda corre atrás de mais quatro medalhas. O próximo compromisso é na segunda-feira (2), nos 50 metros livre classe S13, junto com atletas com deficiência visual menos severa. Depois, ela ainda nada os 200 metros medley, também na S13, além 100 livre e dos 100 peito, ambos na S12.

Fonte: Agência Brasil Edição: Maria Claudia

“Pandemia” de bets avançou mais rápido que surto da covid-19 no Brasil

Brasília (DF), 30.08.2024 - Site de apostas esportivas.  Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Vinte e cinco milhões de pessoas passaram a fazer apostas esportivas em plataformas eletrônicas nos sete meses iniciais de 2024, de janeiro a julho, uma média de 3,5 milhões por mês. Para se ter uma ideia dessa velocidade, o intervalo de tempo é maior do que o que o coronavírus levou para contagiar o mesmo número de pessoas no Brasil – 11 meses, entre 26 de fevereiro de 2020 e 28 de janeiro de 2021.

Em cinco anos, o número de brasileiros que apostaram nas chamadas bets chegou a 52 milhões. Do total, 48% são considerados novos jogadores – apostaram nos primeiros sete meses deste ano. Os dados fazem parte de pesquisa de opinião do Instituto Locomotiva, aplicada entre os dias 3 e 7 de agosto. O hábito de tentar a sorte nas plataformas eletrônicas atinge uma população no Brasil do mesmo tamanho do número de habitantes da Colômbia e superior à de países como Coreia do Sul, Espanha e Argentina.

O levantamento traçou um perfil dos apostadores de bets. Cinquenta e três por cento são homens e 47% são mulheres. Quatro de cada dez jogadores têm entre 18 e 29 anos; 41% estão na faixa etária de 30 a 49 anos; e 19% têm 50 anos ou mais. Oito de cada dez são pessoas das classes CD e E; e dois de cada dez são classe A ou B.

Sete de cada dez apostadores costumam jogar pelo menos uma vez ao mês. Sessenta por cento dos que já ganharam a aposta usam ao menos parte do valor do prêmio para tentar nova jogada. Para o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, a facilidade de fazer aposta nos celulares à mão, o apelo publicitário das bets patrocinando times e campeonatos brasileiros, e a dinâmica do jogo são atrativos das plataformas de jogos online.

“A pessoa aposta em quem vai fazer o gol, se o gol será feito no primeiro ou no segundo tempo, como ficará a tabela do Campeonato Brasileiro, se alguém vai tomar cartão vermelho ou não… Essa lógica faz com que alguma coisa o sujeito ganhe. No final ele perde mais do que ganha, mas essa sensação de ganho é uma sensação muito forte na cabeça dele. E isso acaba permeando esse imaginário de que está sempre ganhando”, diz o presidente do Instituto Locomotiva.

Nome sujo

O Instituto Locomotiva também verificou que 86% das pessoas que apostam têm dívida e que 64% estão negativados na Serasa. Do universo de pessoas endividadas e inadimplentes no Brasil, 31% jogam nas bets. “Quando uma pessoa endividada opta por apostar, muitas vezes na perspectiva de sair do endividamento, nós temos alguma coisa errada nisso”, pondera Renato Meirelles.

A situação econômica ajuda a entender por que “ganhar dinheiro” é a principal razão apontada para fazer apostas esportivas online (53%) – acima de “diversão/entretenimento/prazer” (22%); “emoção e adrenalina” (10%); “passar o tempo” (7%); “curiosidade” (6%); e “aliviar o estresse” (2%).

Meirelles considera o fenômeno das apostas esportivas eletrônicas “uma pandemia” com efeitos sobre a saúde mental. A pesquisa levantou informações e opiniões sobre o impacto psicológico das apostas. Sessenta e sete por cento dos entrevistados conhecem pessoas que “estão viciadas em apostas esportivas”.

Estado emocional

Entre os entrevistados, há quem acredite que o jogo aumente a ansiedade (51%); cause mudanças repentinas de humor (27%); possa gerar estresse (26%) e sentimento de culpa (23%). Quanto aos entrevistados que fazem apostas online, seis de cada dez admitem que a prática afeta o estado emocional e causa sentimentos negativos como ansiedade (41%); estresse (17%) e culpa (9%).

O relatório da pesquisa assinala descontrole entre parte dos apostadores. Segundo os dados, 45% dos entrevistados jogadores admitem que as apostas esportivas “já causaram prejuízos financeiros”, 37% dizem ter usado “dinheiro destinado a outras coisas importantes para apostar online” e 30% afirmaram ter “prejuízos nas relações pessoais”.

Mas também são apontados sentimentos positivos como emoção (54%); felicidade (37%) e alívio (11%). Para 42%, as apostas esportivas online “são uma forma de escapar de problemas ou emoções negativas.”

A pesquisa do Instituto Locomotiva entrevistou 2.060 pessoas, com 18 anos ou mais, de 142 cidades de todo o país. O levantamento foi feito entre os dias 3 e 7 de agosto, por meio de telefone em plataforma de autopreenchimento. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais em um intervalo de confiança de 95%.

O crescimento de apostadores a partir de janeiro deste ano ocorreu após a sanção da Lei 14.790/2023, que regulamentou a atividade das bets no Brasil. Atualmente, o Ministério da Fazenda analisa 113 pedidos de regulamentação das plataformas de aposta online.

Fonte: Agência Brasil Edição: Juliana Andrade