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Luta indígena enfrenta marco temporal e tenta “aldeamento do Estado”

Brasília (DF) 07/06/2023 - Indígenas de varias etnias chegam na parte externa do Supremo Tribunal Federal (STF), para assistirem o julgamento do marco temporal de terras indígenas. O caso põe em lados opostos ruralistas e povos originários, e está parado na Corte desde 2021.O tema tem relevância porque será com este processo que os ministros vão definir se a tese do marco temporal tem validade ou não. O que for decidido valerá para todos os casos de demarcação de terras indígenas que estejam sendo discutidos na Justiça.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Esta sexta-feira, dia 7 de fevereiro, é Dia Nacional dos Povos Indígenas. O evento ocorre neste ano alguns dias antes da comissão especial instituída pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), iniciar a discussão de modificações de cada artigo da Lei do Marco Temporal (Lei 14.701) para demarcação de terras indígenas.

Segundo o STF, o marco temporal é inconstitucional. A lei aprovada em 2023 pelo Congresso Nacional, que não está em vigor, estabelece que só podem ser demarcadas as terras indígenas ocupadas pelos povos originários no momento da promulgação da Constituição Federal (outubro de 1988).

Kleber Karipuna, coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), teme que as discussões da comissão especial resultem no que chama de “desconstitucionalização da nossa Carta Magna”, com o esvaziamento dos direitos dos povos indígenas para atender interesses econômicos.

Indígenas descem a esplanada dos ministérios em direção ao STF para a realização de uma vigĺia contra o Marco Temporal
Brasília – Indígenas descem a Esplanada dos Ministérios em direção ao STF em manifestação contra o marco temporal – Foto Brasília Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

“O que estão tentando fazer agora é mediar discussões para negociar flexibilização do direito à demarcação das terras indígenas, flexibilização sobre a exploração dos territórios indígenas, que é o caso da proposta sobre mineração e outros projetos econômicos produtivos, para avançarem sobre os territórios”, disse em entrevista à Rádio Nacional, emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

 

 

 

Para o coordenador, o momento é de “resistência”, pois existe “ameaça” de que a tese do marco temporal possa vir a ser votada na Câmara dos Deputados e no Senado como emenda à Constituição (PEC 48/2023).

Postos decisórios

Apesar dos temores e da constante necessidade de resiliência, as lideranças indígenas não estão passivas. Além da luta por direitos, elas tentam ocupar mais espaços no campo decisório das políticas públicas. A estratégia é batizada como aldeamento do Estado.

“Estamos vivendo um momento inédito no país, com o protagonismo indígena em diferentes postos na administração pública. Esse novo cenário vem garantindo que as decisões sobre os direitos e as necessidades dos mais de 300 povos indígenas brasileiros sejam tomadas por quem realmente compreende suas pautas e seus desafios”, declara Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas.

 

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, participa de coletiva em que anuncia medidas do governo federal para a Terra Indígena Yanomami. Foto: Frame/Canal Gov
A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, anuncia medidas do governo federal para a Terra Indígena Yanomami. Foto: Frame/Canal Gov

A pasta que ela comanda vai aproveitar o Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, que será realizado em Brasília de 11 a 13 de fevereiro, para estimular a criação de secretarias de povos indígenas nos municípios em substituição a coordenações e diretorias com menor alcance administrativo e menor orçamento.

De acordo com o Censo 2022 (IBGE), há população indígena em 4.833 cidades brasileiros (86,7% do total). Em 76% desses municípios há alguma terra indígena demarcada, mas apenas 22 de todas localidades (menos de 0,4%) têm secretarias específicas “para provimento de políticas públicas para os povos indígenas”, conforme levantamento publicado em setembro do ano passado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

“É ampliando a diversidade nos muitos espaços da sociedade que ampliamos também as perspectivas contempladas pelas políticas públicas e que conseguimos vislumbrar estratégias para solucionar os muitos desafios que enfrentamos hoje”, defende a ministra Sonia Guajajara.

Lei revogada

Enquanto buscam maior participação em postos decisórios, os indígenas atuam para influenciar políticas locais e reverter decisões que possam afetar suas condições de vida. É o caso do estado do Pará, onde lideranças dos povos tradicionais, após 20 dias de mobilização, conseguiram fazer o governo do estado revogar a Lei 10.820/2024, sobre a rede de ensino onde estava prevista a substituição do ensino presencial por ensino a distância em regiões remotas.

Belém (PA), 30/01/2025 - Indígenas de 22 etnias diferentes, ocupam a sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Foto: Seduc/Divulgação
Belém – Indígenas de 22 etnias ocupam a sede da Secretaria de Estado de Educação – Foto Seduc/Divulgação

Na avaliação dos indígenas, a mudança prejudicaria a qualidade da educação oferecida à população. “Quando se mexe com a educação, temos que sair de casa. A gente vem sofrendo vários ataques, mas direito à educação, não tem como não sair do silêncio”, defende Alessandra Korap Munduruku em entrevista ao programa Natureza Viva da Rádio Nacional da Amazônia.

O Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas foi instituído pela Lei 11.696/2008. A data marca o dia do genocídio de cerca de 1,5 mil indígenas, entre eles a liderança guarani Sepé Tiaraju, durante a Batalha de Caiboaté, no Rio Grande do Sul, em 7 de fevereiro de 1756, em levante contra colonizadores espanhóis e portugueses na região. Fonte: Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil*

Agentes de Transito Codoenses estão nas ruas Desenvolvendo Ações e Políticas Educativas

A população codoense desde o início desse ano de 2025 tem visto os agentes de transito do município desenvolvendo uma série de ações pedagógicas no transito da local, são ações muito importantes que já tem surtido efeitos significativos em especial nas imediações do centro da cidade onde o transito estava um verdadeiro caos.

Ações dessa natureza de caráter educativo é exatamente o que a população precisa para começar a encarar o transito de uma maneira mais segura e dinâmica, pois como diz o ditado popular, as vezes não é preciso bater, basta mostrar a chibata afim de que as coisas comecem a fluir de forma natural.

Políticas pedagógicas no transito tem sido mais uma marca registrada do governo de Chiquinho FC que em campanha prometeu organizar o transito da cidade visando exclusivamente a segurança da população e a preservação da vida que é indiscutivelmente o bem mais precioso que temos a nossa disposição.

Dólar interrompe sequência de quedas, mas continua abaixo de R$ 5,80

dólar

Após 12 sessões seguidas de queda, o dólar voltou a subir nesta quarta-feira (5). Apesar da alta, a moeda norte-americana continua abaixo de R$ 5,80. A bolsa de valores subiu depois de três quedas consecutivas, em linha com o mercado internacional.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,794, com alta de R$ 0,023 (+0,4%). A cotação operou em alta quase todo o dia. Na máxima do dia, por volta das 13h15, encostou em R$ 5,81. Após cair para R$ 5,77 por volta das 15h, voltou a subir no fim da tarde, mas não superou a barreira de R$ 5,80.

Apesar da alta de hoje, a moeda norte-americana acumula queda de 6,24% em 2025. Esta foi a primeira vez que o dólar subiu desde 17 de janeiro. As 12 quedas consecutivas foram a maior sequência de baixas desde a criação do real.

O mercado de ações teve um dia menos pessimista. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 125.534 pontos, com alta de 0,31%. O indicador chegou a cair durante a manhã, mas recuperou-se à tarde, impulsionado por ações de companhias de aviação, de bancos e de mineradoras. Esses papéis compensaram a queda de ações de petroleiras. A bolsa brasileira acompanhou as bolsas norte-americanas, que também tiveram leves altas nesta quarta.

O dólar subiu no Brasil em um dia em que investidores aproveitaram a cotação baixa para comprar a moeda. No exterior, o dólar caiu perante as principais moedas do planeta, em meio às negociações entre os Estados Unidos, o México e o Canadá em torno do tarifaço comercial promovido pelo governo de Donald Trump. No entanto, a moeda tinha se valorizado nos últimos dias em escala global e caído no Brasil.

No Brasil, os investidores ficaram atentos à divulgação das prioridades da equipe econômica para 2025 e 2026. Nesta quarta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi ao Congresso entregar uma lista sobre o tema ao novo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.

O ministro não deu novidades em relação à proposta que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para R$ 5 mil. Apenas disse que a área econômica definiu uma fonte para compensar a perda de arrecadação, mas que a proposta precisa ser apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil**Com informações da Reuters

Dois homens são presos suspeitos de envolvimento em homicídio, na zona rural de São Luís

Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa - SHPP — Foto: Divulgação/ Polícia Civil

Dois homens foram presos na manhã desta quarta-feira (5), suspeitos de cometer o homicídio de Flávio Alves de Almeida. Segundo a Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), o crime oconteceu no dia 10 de junho de 2024, no bairro Vila Piçarreira, na região da Estiva, na zona rural de São Luís.

De acordo com as investigações coordenadas pela Delegacia de Homicídios da Área Sul (DHS/SHPP), a vítima foi atraída até uma residência na Vila Piçarreira sob o pretexto de consumir drogas. No local, Flávio Alves foi executado com disparos de arma de fogo e golpes de instrumentos cortantes, tendo seu corpo encontrado dilacerado, incluindo seu coração arrancado pelos criminosos.

Durante o interrogatório, um dos suspeitos revelou que o crime foi motivado pela suspeita de que a vítima estaria repassando informações para integrantes de uma facção rival. As investigações também apontaram que um dos presos é líder de uma facção criminosa atuante na região da Estiva, enquanto o segundo é seu braço direito e responsável por ordenar execuções.

Após os trâmites legais na SHPP, os presos foram encaminhados para o sistema prisional do estado, onde permanecerão à disposição da Justiça. Fonte: G1-MA

Presos suspeitos de balearem PM na frente de borracharia em SL; eles cumpriam pena em regime semiaberto

O policial foi identificado como Jefferson Castelo Branco Diniz, de 36 anos — Foto: Reprodução/TV Mirante

Dois suspeitos de terem praticado a tentativa de homicídio contra o policial Militar Jefferson Castelo Branco Diniz, de 36 anos, foram presos na tarde desta quarta-feira (5). A prisão foi realizada em uma região de matagal, no Sítio Santa Eulália, próximo à Via Expressa, em São Luís.

Um terceiro homem também foi preso, no bairro do Barreto, por estar em posse da arma que, supostamente, foi usada no crime.

Os três homens foram apresentados na Superintendência Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (SHPP).

Os presos são:

  • Francisco Kauan Brito de Sousa, de 22 anos de idade, que estava cumprindo pena em regine semiaberto (trabalha durante o dia e à noite tem que se apresentar na unidade prisional). Segundo a PM-MA, foi ele quem efetuou os disparos que atingiram o PM.
  • Gleidson Alves Pereira, de 22 anos, conhecido como “Bololô”. As investigações apontam que ele é quem pilotava a motocicleta no momento do crime. O suspeito também estava no regime semiaberto.
  • Adalberto Alves de Jesus Júnior, de 27 anos. Segundo a PM-MA, ele estava em posse da arma de fogo que teria sido usada no crime.

 

Segundo o coronel Roberto Filho, comandante do Policiamento Metropolitano, Francisco Kauan e Gleidso foram presos em uma área de mato, de difícil acesso, no Sítio Santa Eulália.

Após a prisão deles, os suspeitos indicaram para a polícia aonde estava a arma usada no crime. Ao chegar no local, uma residência no bairro do Barreto, em São Luís, a polícia foi recebida a tiros por Adalberto Alves, que acabou sendo baleado no pé direito.

Ele foi preso em posse de um revólver calibre 38, com cinco munições, sendo 3 intactas. A arma seria a mesma usada para balear o PM.

A Polícia Civil do Maranhão ainda investiga a motivação do crime. Mas há suspeita de que o PM tenha sido vítima de uma tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte).

O soldado Jefferson Castelo Branco Diniz continua internado mas, segundo o último boletim médico, ele apresentou “evolução positiva” e já respira sem suporte mecânico.Fonte: G1-MA

Rafael Fonteles toma posse como presidente do Consórcio Nordeste com foco em segurança e sustentabilidade

Rafael Fonteles é eleito presidente do Consórcio Nordeste — Foto: Divulgação/Governo do Piauí

O governador do Piauí Rafael Fonteles (PT) tomou posse, na manhã desta quarta-feira (5), como o novo presidente do Consórcio Nordeste e definiu como prioridades para sua gestão temas como segurança pública, saúde, economia e sustentabilidade.

A cerimônia aconteceu na sede do Banco do Brasil, em Brasília (DF), e contou com a presença dos governadores dos outros oito estados do Nordeste e de sete ministros do governo federal.

Rafael foi eleito por unanimidade, em dezembro de 2024, e sucede a governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra (PT). Ele ocupará a presidência do grupo pelo período de um ano.

Durante a cerimônia, os governadores assinaram ainda um memorando de entendimento com o Ministério da Fazenda para “fortalecer a agenda da transformação ecológica” e consolidar a região como “referência em investimentos sustentáveis”.

Além da posse do presidente, a Assembleia Geral dos Governadores e Governadores do Nordeste também foi realizada e discutiu assuntos como a agenda internacional do grupo em 2025 e a apresentação de dados sobre financiamentos públicos federais na região.

Criado em 2019, o Consórcio Nordeste é formado pelos nove estados da região: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. O objetivo do grupo é promover o desenvolvimento econômico, social e sustentável por meio da cooperação regional. Fonte: G1-PI

Jovem de 20 anos é preso suspeito de roubo de quase R$ 1 milhão realizado por quadrilha em Teresina

Jovem de 20 anos é preso suspeito de roubo de quase R$ 1 milhão realizado por quadrilha em Teresina  — Foto: Divulgação Bahamas

Um homem identificado como Gustavo da Cruz Lima, de 20 anos, foi preso suspeito de integrar uma quadrilha especializada em aplicar golpes financeiras em lojas de Teresina. De acordo com a Polícia Civil do Piauí, o grupo causou um prejuízo de cerca de R$ 1 milhão. A prisão aconteceu na manhã desta quarta-feira (5) no bairro Monte Castelo, Zona Sul de Teresina.

“Ele assumiu a participação, mas alega que era responsável só por receber estas mercadorias compradas de forma fraudulenta. A prisão dele é só a primeira de muitas que devem vir a partir de agora relacionadas a este grupo”, explicou o delegado Sérgio Alencar.

Ao g1, o delegado Sergio, titular do 1º Distrito Policial, disse que a quadrilha criava cartões de crédito falsos a partir de informações de outras pessoas. Com os cartões, eles faziam compras em lojas no centro de Teresina e após a obtenção do material, pediam o bloqueio da autorização da compra junto aos bancos, assim, evitando o pagamento para os lojistas.

Com o material em mãos, o grupo revendia os materiais para diversos receptadores há um preço abaixo do mercado. Ainda segundo o delegado, Gustavo assumiu que fazia parte do grupo criminoso, mas era responsável por receber as mercadorias e não participava das fraudes de cartões e nem das compras nas lojas da capital.

Com o suspeito foram encontras diversas caixas com luvas hospitalares. A Polícia Civil ainda não sabe ao certo o número de pessoas envolvidas no esquema.

Gustavo está a disposição da justiça e caso comprovada sua participação poderá responder por estelionato e organização criminosa. Fonte: G1-PI

Promotor de Justiça é condenado por atropelamento e morte de médico paraibano no litoral do RN

Médico Ugo Lemos Guimarães morreu após ser atropelado — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

Médico Ugo Lemos Guimarães morreu após ser atropelado — Foto: TV Cabo Branco/Reprodução

O promotor de Justiça Sidharta John Batista da Silva foi condenado nesta quarta-feira (5), pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, a 5 anos e 4 meses de prisão, em regime semiaberto, pelo atropelamento que causou a morte do médico paraibano Ugo Lemos Guimarães.

A informação foi confirmada pela família do médico. O Tribunal de Justiça do RN informou que não iria se pronunciar enquanto o acórdão da decisão não fosse publicado.

O acidente aconteceu em 2 de novembro de 2018, no Feriado de Finados. O promotor de Justiça dirigia um quadriciclo quando atropelou o médico paraibano em São Miguel do Gostoso, no litoral Norte potiguar.

De acordo com a denúncia ofertada pelo Ministério Público, Sidharta não prestou socorro e fugiu do local após o atropelamento.

O promotor de Justiça foi condenado por homicídio culposo. Ainda de acordo com informações da família da vítima, a decisão considerou o art. 302, parágrafo 3 do Código de Trânsito Brasileiro, que diz:

“Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor: se o agente conduz veículo automotor sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência”.

Na denúncia, o MP apurou que o promotor nunca havia dirigido um quadriciclo.

O acidente

 

O médico paraibano havia viajado com a esposa para passar o feriado de Finados em São Miguel do Gostoso. Ele chegou em uma sexta-feira à cidade, no dia 2 de novembro.

Ele desceu do veículo para pedir informações sobre a pousada onde ficaria e quando retornava ao carro foi atingido pelo quadriciclo. O promotor de Justiça que dirigia o quadriciclo fugiu do local do acidente sem prestar socorro, segundo a denúncia do MP.

Sidharta John Batista da Silva se apresentou à polícia no dia 5 de novembro, na segunda-feira.

Depois de ser socorrido, Ugo Lemos Guimarães foi transferido para um hospital particular de João Pessoa, onde ficou internado entre os dias 3 e 18 de novembro de 2018, quando não resistiu aos ferimentos e morreu.

Fonte: G1-PB

Queda de barreira em João Pessoa interrompe parcialmente a circulação de trens urbanos

Trem fica parado após ser atingido por queda de barreira em João Pessoa — Foto: Antônio Vieira/TV Cabo Branco

As fortes chuvas que caem no litoral paraibano nos últimos três dias provocou uma queda de barreira às margens dos trilhos de trens urbanos que circulam na Grande João Pessoa. O caso aconteceu na manhã desta quinta-feira (6) e provocou a interrupção parcial do serviço.

A barreira deslizou nas proximidades do Porto do Capim, por trás do Hotel Globo, e atingiu um dos veículos que passava pelo local. Funcionários da Companhia Brasileira de Trens Urbanos foram acionados e trabalham no local para resolver o problema.

Não há previsão ainda sobre o tempo que vai durar a paralisação. O trem foi retirado do local depois de pouco mais de uma hora de trabalhos e retornou para a estação da capital paraibana.

Apesar disso, ainda não se sabe quando a circulação de trens vai ser normalizada, por causa de danos provocados nos trilhos. Enquanto isso durar, o serviço vai ficar restrito ao trecho entre João Pessoa e Bayeux. As viagens para Cabedelo seguem interrompidas.

Com a queda da barreira, um muro foi parcialmente demolido, levando para cima dos trilhos areia, lixo e muitas pedras. Foram essas pedras que danificaram o trem e o mantém parado no meio do trilho. Ainda há risco de novos deslizamentos, o que torna o trabalho complicado na área do acidente. Fonte: G1-PB

ADPF das Favelas: Barroso diz que STF não pretende criminalizar a PM

Brasília, (DF) – 29/09/2023 – Entrevista coletiva do presidente do STF, ministro Luiz Roberto Barroso. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, destacou nesta terça-feira (5) que a Corte não pretende criminalizar a Polícia Militar do Rio de Janeiro ao determinar medidas para redução da letalidade durante operações em comunidades da capital fluminense.

O STF começou a julgar definitivamente a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, conhecida como ADPF das Favelas. Na ação, que foi protocolada em 2019 pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), a Corte já determinou medidas para reduzir a letalidade durante operações realizadas pela Polícia Militar do Rio contra o crime organizado.

Após a suspensão do julgamento, que será retomado no próximo mês, Barroso ressaltou que a atividade policial é imprescindível.

“Nós, em nenhuma hipótese, queremos criminalizar a polícia, cuja atividade é imprescindível, inclusive para a proteção dos direitos humanos. A segurança pública é um dos componentes importantes da Constituição. Embora a criminalidade tenha causas sociais, causas na pobreza e na desigualdade, é preciso não esquecer que pobre também precisa de segurança pública. Nós temos muitas preocupações de não tornar a polícia inoperante”, afirmou.

O ministro Edson Fachin, único a votar na sessão de hoje, também reiterou que o objetivo das medidas é reduzir a letalidade policial e também proteger os policiais.

“Em uma camada mais profunda, na qual só resta o que chamamos esperança, almeja-se que conduzam à consolidação, ainda que gradualmente, de uma nova cultura organizacional com mais transparência, mais eficiência e que reverterá, ao final e ao cabo, em mais segurança pública para todos, incluindo os policiais que arriscam suas vidas todos os dias e os milhões de trabalhadores e trabalhadoras que residem nas comunidades”, completou.

Críticas

Mais cedo, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, criticou a ADPF ao dizer que houve aumento da ocupação territorial pelo crime organizado.

“Essa APDF tem um problema grave. A impressão que se tem é que, de um lado, ela serviu de desculpa para aqueles que não querem trabalhar ou não têm competência para fazer valer a autoridade e o monopólio da força do Estado em determinadas áreas do território da cidade. De outro lado, também cria uma sensação de que o Rio de Janeiro virou, sei lá, um resort para delinquentes”, disse o prefeito, em vídeo divulgado hoje em suas redes sociais.

O governador do Rio, Cláudio Castro, disse que a ADPF retira o direito da população à segurança pública.

“Ninguém aqui foge à crítica ou de um processo de melhoria e evolução. Acho positivas as situações em que a ADPF venha melhorar a atividade policial e o reforço na transparência.  Os casos complexos são esse critério de extraordinariedade, que vem de encontro à ostensividade, que é o trabalho da polícia. Quando você cria uma ideia de extraordinariedade, tiramos do povo, da comunidade, o direito de ter uma polícia ostensiva”, afirmou o governador, segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa. Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil