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Como Eunice Paiva, brasileiras encararam dor e demora por direitos

Brasília (DF), 08/03/2025 - Outras Eunices Paiva. Dia da Mulher. Elza dos Santos. Foto: Elza dos Santos/Arquivo Pessoal

Sorrisos, festa, música… Oito de março era sempre de celebração especial do aniversário de Elza dos Santos. Além de comemorarem a vida dela, os seis filhos lembravam que era dia das mulheres. E ela, a ‘rainha’ deles, na casa de um quarto, em que todos moravam no Rio de Janeiro. Elza, que perdeu o marido precocemente, atravessava a madrugada trabalhando como costureira. Foi também em um mês de março, no dia 15, em 1971, que a dor passou a ocupar espaço naquela casa. 

Foi aquele o dia em que o filho mais velho, o estudante de ensino técnico em contabilidade Joel Vasconcelos, de 21 anos, foi preso por agentes da ditadura militar e desapareceu. Elza, desde então, passou a lutar para tentar salvar o rapaz. Iniciou um périplo. Carregava a foto do filho por onde ia. Buscou notícias, chorou escondida a ausência do rapaz, que era idealista e  diretor da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

Foto na escadaria

Brasília (DF), 08/03/2025 - Outras Eunices Paiva. Dia da Mulher. Elza dos Santos. Foto: Elza dos Santos/Arquivo Pessoal
Elza dos Santos teve o filho preso e desaparecido durante a ditadura militar – Foto Elza dos Santos/Arquivo Pessoal

Mesmo diante do desespero que se abateu, ela pedia que os filhos não deixassem de sorrir enquanto lutava para que dessem informações ou entregassem o corpo ou a certidão de óbito. Joel, que também era sapateiro, ajudava nas despesas de casa, e teria morrido após torturas nas dependências do DOI-Codi (entre 15 e 19 de março). Elza morreu em 1994, aos 64 anos, sem ter o corpo do filho.

Veja a certidão de óbito.

Uma das filhas de Elza e irmã de Joel, a advogada Altair de Almeida, de 68 anos, recorda que a mãe buscava também a fé religiosa para ter alguma esperança de mudança de cenário.

“Ela ficava na escadaria da Cinelândia todos os dias com a foto do meu irmão. Nunca se calou, procurou o presidente, o papa. Não tinha quem não a conhecia”, lembra  Altair que perdeu o irmão, quando ela era uma adolescente de 14 anos.

Brasília (DF), 08/03/2025 - Outras Eunices Paiva. Dia da Mulher. Joel Vasconcelos. Foto: Joel Vasconcelos/Arquivo Pessoal
Brasília (DF), 08/03/2025 – Outras Eunices Paiva. Dia da Mulher. Joel Vasconcelos. Foto: Joel Vasconcelos/Arquivo Pessoal – Joel Vasconcelos/Arquivo Pessoal

Visibilidade

Histórias como a dessa família foram reconhecidas, principalmente após o relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV), em 2014, e passaram a ter nova chance de visibilidade com as repercussões do filme “Ainda estou aqui”, sobre a luta de Eunice Paiva, viúva do ex-deputado Rubens Paiva.  

Veja relatório da Comissão Nacional da Verdade.

De acordo com a historiadora Lorrane Rodrigues, coordenadora executiva do Instituto Vladimir Herzog, são as mulheres que levam à frente as políticas de memória, verdade e justiça para a América Latina como um todo, incluindo o Brasil.

 “Essa repercussão toda causada pelo filme é muito importante para a gente entender qual é o papel dessas mulheres, seja no período da ditadura militar ou em outros períodos que o país já viveu”, afirma a pesquisadora.

À espera

No caso da história de Joel, que era negro e tinha passado pelo serviço militar obrigatório, foi preso quando estava acompanhado de um amigo nas imediações do Morro do Borel. De acordo com o relatório da CNV, a prisão teria ocorrido por suspeita de tráfico. Ocorre que o rapaz apenas levava cartazes contra a ditadura e ingressos para a peça de teatro “O Rei da Vela“, de Oswald de Andrade.

Os policiais militares entregaram os amigos para militares do Exército, justamente para pessoas que tinham a mesma farda que ele  vestiu um dia. Da vida na caserna, ficava feliz de guardar a disciplina e a organização. “A minha mãe nunca deixou mudar o telefone de casa na esperança que algum dia ele fosse ligar”, recorda a irmã de Joel. “A foto que mais circula do meu irmão é a que tinha na Carteira de Trabalho dele”.

Joel começou a trabalhar com 11 anos de idade a partir de uma habilidade como sapateiro. A perda de Joel impactou financeiramente a família, já que Elza tinha que trabalhar o dobro para cuidar de todos, agora sozinha, e pagar advogados em busca dos direitos. Na década de 1990, conseguiram o primeiro atestado de óbito como desaparecido político.

“Vamos sorrir”

Mesmo com a perda e uma dor intangível, Elza não perdeu a alegria. “Dizia para a gente não parar de sorrir porque o nosso irmão era um herói. A minha família era pobre, mas nossa história é de muita alegria também”.

Na memória de Altair, ficaram imagens do irmão a carregá-la nos ombros para assistir aos jogos do Vasco, para praticar futebol e na ajuda aos estudos com matemática.

“Eu tenho ainda esperança de que um dia saberemos exatamente o que aconteceu com meu irmão e que o corpo seja entregue à família. Não há possibilidade de haver esquecimento”

Perdas e luta

Uma das fundadoras do movimento Tortura Nunca Mais, a professora Victória Grabois, de 81 anos, perdeu o pai (Maurício, ex-deputado, de 61 anos), o irmão (André, estudante, de 27) e o marido (Gilberto Olímpio, jornalista, de 31) em 1973, assassinados por agentes da ditadura na região da Serra do Araguaia. A família, que vive no Rio de Janeiro, nunca recebeu os corpos. “Eu acho que eu vou morrer sem resposta”, lamenta.

Ela acredita, no entanto, que o filme “Ainda estou aqui” tenha trazido nova perspectiva para a luta das famílias dos desaparecidos. Victória espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) vote para desengavetar processos sobre o assunto que estão na Corte.

“A repercussão do filme é muito interessante para a nossa luta. Tem histórias de mães que precisam ser contadas no Brasil. Muitas mães eram donas de casa, professoras, operárias. Essas mulheres levaram a luta”, diz

Ela defende que o Estado brasileiro precisa abrir mais arquivos do que ocorreu durante o regime que durou 21 anos. “Se hoje a gente fala de ditadura, isso se deve às mulheres, às mães, às esposas, companheiras”, afirma Victória Grabois. 

A professora lembra que ficou sabendo que o irmão havia sido vítima de uma emboscada. Já nas mortes do pai e do marido, ela descobriu o que havia ocorrido pelos jornais. Desde então, considera que os direitos ocorreram a “conta gotas”.

A certidão de óbito, que reconheceu que os familiares haviam sido mortos durante a ditadura, foi importante, segundo a ativista, para que a família pudesse acessar recursos de pessoas assassinadas. Inclusive para fazer com que a vida continuasse. Quando eles morreram, o filho de Victória tinha apenas quatro anos de idade.

Prisão aos quatro meses

Eram crianças também, em São Paulo, quatro filhos dos operários Virgílio Gomes, de 36 anos, e Ilda Martins, de 38. Virgílio foi considerado o primeiro desaparecido político da ditadura militar. Ele foi preso em setembro de 1969 por militares, encaminhado para o Departamento de Ordem Política e Social (Dops), onde foi torturado e assassinado, mas nunca o corpo foi entregue à família.

Brasília (DF), 08/03/2025 - Outras Eunices Paiva. Dia da Mulher. Virgílio Gomes. Foto: Virgílio Gomes/Arquivo Pessoal
Família de Hilda Martins e Virgilio Gomes, considerado o primeiro desaparecido político da ditadura militar. Foto Virgílio Gomes/Arquivo Pessoal

A mais nova dos filhos, Isabel, tinha quatro meses de vida quando foi raptada pelos militares junto com os irmãos (todos crianças) e entregues para o juizado.

Assista audiência sobre o caso de Virgílio Gomes da Silva.

Virgílio era um dos militantes mais procurados do Brasil porque foi o comandante do sequestro do embaixador norte-americano no Brasil, Charles Burke Elbrick. A operação negociou a libertação de 15 prisioneiros.

Hoje, Isabel, que é professora, tem 54 anos de idade e vive em São Paulo depois de voltar de Cuba, onde a família se exilou com a mãe. “A história da família (de Rubens) Paiva é muito parecida com o que aconteceu com a nossa família. Minha mãe ficou viva com quatro filhos para criar. Eu era a filha menor”.

Proteção na dor

O irmão mais velho preso tinha nove anos. No dia da prisão da mãe (30 de setembro, o dia seguinte), o carro dos militares com a família chegou a capotar. “Minha mãe tentou me proteger e ninguém se machucou gravemente”.

Ilda, que ficou mais de um ano presa no Dops e no presídio Tiradentes, também em São Paulo, tem hoje 94 anos de idade e está lúcida.

“Ela sente muito até hoje sobre o período em que ficou separada dos filhos. De vez em quando, lembra disso e chora”, diz a filha. As crianças, depois de quatro meses no juizado da infância, foram abrigadas por outros familiares.

Depois que a família passou mais de uma década exilada em Cuba, Ilda pediu que todos voltassem para o Brasil depois que se formassem no ensino superior. Para Isabel, a mãe é uma heroína, tanto por ter lutado ao lado do pai quanto para manter força para criar os quatro filhos depois que o marido foi sequestrado e morto pelos militares. “A nossa luta agora é por encontrar os restos mortais. O Brasil nunca fez um julgamento correto”, avalia.

Da luta de Ilda, Isabel lembra-se como a mãe, no tempo de cadeia, sem responder por nenhuma acusação, estava desesperada sem ver as crianças. Recorda daqueles dias quando iam até a porta do presídio esperar qualquer notícia da mãe. Depois que Ilda conseguiu a liberdade, a família continuou sendo seguida. Por isso, resolveu ir embora do país.

Nas portas das cadeias

Persistência e força, mesmo diante de dor e trauma, nessa busca, por parte das mulheres, fizeram com que a luta permanecesse viva e presente. Como é o caso de Diva Santana que, aos 81 anos, é representante dos familiares na Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos.

Ela procura a irmã, Dinaelza Coqueiro, há 50 anos, que foi morta pelos militares na Guerrilha do Araguaia. Diva entende que as mulheres familiares dos perseguidos e presos andavam nas portas das cadeias. “Essas mulheres lutaram, ao longo da nossa história, e continuam lutando para que tenhamos um país justo, democrático e humano antes de tudo”.

* Com colaboração da repórter Sayonara Moreno, da Rádio Nacional.Fonte: Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil*

Piauí zera imposto de alguns produtos da cesta básica

Supermercados, alimentos, cesta básica 
Foto: EBC/Arquivo

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, anunciou nesta sexta-feira (7) a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para alguns produtos da cesta básica. A medida entra em vigor no dia 1º de abril e tem a finalidade de baixar o custo dos alimentos para a população.

No estado, os itens que terão isenção total do imposto são: arroz, feijão, farinha de mandioca, hortaliças, frutas frescas, ovos, leite in natura e pasteurizado, além de carnes e derivados de aves, suínos, caprinos e ovinos, sejam eles vivos, abatidos ou processados. Também entram na lista produtos como banha suína, fava comestível, polvilho de mandioca e sal de cozinha.

Além disso, alguns produtos terão um regime tributário especial, com redução da base de cálculo do ICMS para 7%. Entre eles estão café em grão cru ou torrado e moído (exceto solúvel ou descafeinado), óleo vegetal comestível (exceto de oliva), margarina, creme vegetal, leite em pó e pó para preparo de bebida láctea em embalagem de até 200 gramas.

De acordo com Fonteles, a medida faz parte dos esforços do governo para reduzir os preços dos alimentos essenciais. “Essa é uma lei sancionada ainda no ano passado, acompanhada de um decreto, que garante a isenção de ICMS para diversos produtos da cesta básica. O estado do Piauí está contribuindo diretamente para a redução dos preços dos alimentos”, afirmou o governador, em rede social.

Nesta quinta-feira (6), o vice-presidente da República Geraldo Alckmin anunciou novas medidas do governo federal para reduzir o custo dos itens da cesta básica, incluindo a isenção da alíquota de importação. Alckmin solicitou também aos estados que zerem o ICMS sobre esses produtos. Fonte: Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil

Haddad prevê queda da inflação em 2025 por causa de supersafra

Brasília (DF), 05/02/2025 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante entrevista coletiva na Câmara dos Deputados. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na noite desta sexta-feira (7) que a inflação dos alimentos deverá diminuir em 2025, influenciada principalmente pela super safra prevista para este ano. O ministro acrescentou que a queda do dólar também deverá ajudar na desaceleração inflacionária.    

“Eu acredito que uma série de produtos que estão mais caros hoje vão ter os seus preços reduzidos com a entrada da safra, que vai ser muito expressiva esse ano. Vai ser uma supersafra, ao contrário do ano passado”, disse em entrevista ao Flow Podcast, na capital paulista.

“A safra do ano passado não foi tão boa, teve um aumento de preço. Teve seca, teve inundação no Rio Grande do Sul, o que afetou produção de arroz, teve seca no Centro-Oeste, afetou outras culturas, você teve problema com o milho, que ficou caro. A galinha come milho, então o frango ficou caro, o ovo ficou caro”, acrescentou.

Haddad destacou ainda o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) alcançado pelo país em 2024, que atingiu 3,4%, um dos maiores do mundo. O ministro ressaltou que, em 2025, a elevação do PIB deverá ser um pouco menor em razão da inflação.

“A previsão do Ministério da Fazenda é um crescimento de 2,5% para esse ano 2025”, disse.

“Previsão é previsão, você pode errar. Mas eu acredito que nós vamos continuar crescendo com um pouquinho mais de moderação por causa da inflação”, acrescentou.

Segundo o Haddad, o país terá de “moderar” na oferta de produtos para acompanhar a demanda e não gerar inflação.

“A renda das famílias cresceu, elas estão comprando mais e se a oferta não acompanha o crescimento da demanda, você tem um ajuste no preço, que é o que está acontecendo em alguns produtos agora”.

“Essa calibragem, ela é fundamental para você continuar crescendo, mas mantendo a inflação minimamente controlada”, acrescentou. Fonte: Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil

Lula cogita “medidas drásticas” para conter alta dos alimentos

Campo do Meio (MG), 07/03/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às áreas de produção de goiaba, café e milho. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (7), que pode tomar medidas “mais drásticas” para baixar o custo dos alimentos aos consumidores e culpou os “atravessadores” pelo alta do preço dos ovos no país. Entretanto, Lula não explicou que medidas seriam essas, ao falar sobre o assunto durante evento em Campo do Meio (MG).

“Eu quero encontrar uma explicação para o preço do ovo”, disse. “O ovo está saindo do controle. Uns dizem que é o calor, outros dizem que é exportação e eu estou atrás [da explicação]”, acrescentou Lula.

O presidente diz que o governo quer encontrar uma solução pacífica, “mas se a gente não encontrar, a gente vai ter que tomar atitudes mais drásticas, porque o que interessa é levar a comida barata para mesa do povo brasileiro”, afirmou, defendendo que também é preciso pagar um preço justo aos produtores.

“A gente não quer que o produtor tenha prejuízo. O que nós precisamos é saber que tem atravessador no meio. Entre o produtor e o consumidor deve ter muita gente que mete o dedo no meio. E nós vamos descobrir quem é o responsável por isso”, reforçou.

Segundo o presidente, de janeiro de 2023 a janeiro de 2025, a caixa do ovo com 30 dúzias variou próximo de R$ 140. No mês de fevereiro deste ano, ela subiu para R$ 210.

“Eu quero saber porque que ela deu esse salto. Quem é que meteu o bedelho e chutou a bola para cima?”, questionou.

Produtividade

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a alta no preço dos ovos é uma “situação sazonal, comum ao período pré e durante a quaresma [período em que algumas comunidades cristãs se preparam para a Páscoa]”, quando as famílias costumam substituir o consumo de carnes vermelhas por ovos.

A associação ainda cita aumento nos custos de produção, como o preço do milho e das embalagens, e as “temperaturas em níveis históricos”, que impactam na produtividade das aves.

Para a entidade, o mercado deverá se normalizar até o final do período da quaresma, com o restabelecimento dos patamares de consumo das diversas proteínas. A ABPA lembrou que, embora em alta, as exportações de ovos têm efeito praticamente nulo sobre a oferta interna, já que representam menos de 1% das 59 bilhões de unidades que deverão ser produzidas este ano.

Redução de impostos

Nesta quinta-feira (6), o governo federal anunciou algumas medidas para reduzir os preços dos alimentos ao consumidor, entre elas a isenção do imposto de importação de nove produtos alimentícios considerados essenciais.

A medida incidirá sobre:

  • café,
  • azeite,
  • açúcar,
  • milho,
  • óleo de girassol,
  • sardinha,
  • biscoitos,
  • macarrão,
  • carnes.
CAFÉ MANTIQUEIRA
O governo federal anunciou a isenção do imposto de importação do café – TV Brasil/Caminhos da Reportagem

A redução das tarifas de importações sobre os itens entrará em vigor nos próximos dias, após serem aprovadas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex).

“Nós vamos encontrar uma solução, porque eu tenho certeza que nesse país todo mundo tem interesse que o povo possa comer bem. Comida de qualidade, comida saudável, comida, de preferência, orgânica para que a gente possa ter qualidade de vida. Nós, então, estamos muito ansiosos, o governo inteiro está preocupado, tem muito empresários também que está preocupado”, disse Lula. Fonte: Agência Brasil

Helicóptero da PM reforça buscas por suspeito de matar ex-companheira grávida e filhos em Paquetá

Helicóptero da PM reforça buscas por suspeito de matar ex-companheira grávida no Piauí — Foto: Divulgação/SSP-PI

Um helicóptero do Batalhão de Operações Aéreas (Bopaer), da Polícia Militar do Piauí (PMPI), está reforçando as buscas, desde a tarde de quinta-feira (6), pelo suspeito de matar Jairane Moura da Silva e seus filhos Vinícius Emanuel Moura da Silva e João Gabriel Moura da Silva em Paquetá, a 307 km de Teresina.

O crime aconteceu no último domingo (2) e o ex-companheiro da mulher grávida é o suspeito dos assassinatos.

Segundo o coronel Josuer Saraiva, comandante do Comando de Aviação e Operações Aéreas da PMPI, a aeronave foi acionada para intensificar as varreduras devido à grande extensão da área na qual o suspeito está foragido.

“A aeronave retornou do policiamento do Carnaval no litoral, e essa diligência já estava em andamento. Desde domingo, policiais do Bepi, Rocam, Polícia Civil e de cidades vizinhas estiveram no local e colheram vários indícios da presença dele aqui”, destacou o coronel.

 

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A Polícia Militar e a Polícia Civil do Piauí (PCPI) pedem a colaboração da comunidade para localizar o suspeito (veja foto abaixo). Qualquer informação pode ser repassada anonimamente pelos telefones 190 ou (89) 99921-4550.

Suspeito de matar mulher grávida e duas crianças em Paquetá ainda não foi localizado pela polícia — Foto: Reprodução

Entenda o caso

 

Jairane tinha 32 anos e foi assassinada com golpes de faca no pescoço. Ela estava com aproximadamente 4 meses de gestação, segundo a Polícia Civil, e foi encontrada morta em uma rede de sua casa.

Os dois filhos dela, Vinícius Emanuel e João Gabriel, foram achados mortos, também com facadas no pescoço, em uma das camas da residência.

Câmeras de segurança de vizinhos registraram o momento em que o ex-companheiro de Jairane se aproximou da casa dela (assista acima), por volta das 5h40 do domingo.

A Polícia Militar foi acionada por vizinhos às 7h20. Testemunhas relataram à PM que o suspeito não era pai de João Gabriel e Vinicius, mas do bebê que Jairane gestava.

Mãe e dois filhos são encontrados mortos dentro de casa em Paquetá, no Piauí — Foto: Reprodução

De acordo com o delegado José Neto, da 3ª Delegacia Regional de Picosa vítima e o suspeito estavam separados na data do crime e o relacionamento deles era bastante conturbado.

“Não temos como cravar uma motivação clara ainda. Ele tinha um relacionamento com ela, mas não estavam mais juntos. E pode ter sido ciúme, pode ter sido não aceitar o fim do relacionamento. Existem essas possibilidades”, declarou o delegado. Fonte: G1-PI

MPF abre inscrições para processo seletivo de estágio 2025 com vagas em São Luís, Imperatriz, Caxias e Bacabal

O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) abriu inscrições para o 1º Processo Seletivo Unificado de 2025, destinado à admissão de estagiários de graduação dos cursos de Administração, Tecnologia da Informação/Suporte Técnico, Comunicação Social e Direito.

São disponibilizadas vagas para a formação de cadastro reserva nas unidades do MPF/MA em São Luís, Imperatriz, Caxias e Bacabal. Confira o quadro completo de vagas no edital, disponível no site do MPF.

Inscrições e requisitos – Os interessados podem se inscrever até 30 de março, conforme orientações disponíveis no site https://www.mpf.mp.br/ma/estagie-conosco.

A participação é aberta apenas a estudantes que preencham os requisitos e que estejam matriculados em instituições que mantenham convênio de estágio com o MPF (confira na página estagie conosco)

Etapas da seleção – A seleção contará com aplicação de provas objetivas e discursivas, previstas para o dia 27 de abril (objetiva) e 25 de maio de 2025 (discursiva), ambas na modalidade online.

Os locais e horários das provas serão divulgados posteriormente na página Estagie Conosco do site do MPF/MA (https://www.mpf.mp.br/ma/estagie-conosco).

Bolsa auxílio e jornada – Os aprovados receberão bolsa estágio no valor de R$ 1.027,82, além de auxílio transporte no valor de R$ 11,58 por dia estagiado presencialmente. A carga horária semanal do estágio será de 20 (vinte) horas.

Esta é a primeira vez que o MPF no Maranhão integra o processo seletivo nacional de estágio do Ministério Público Federal.

Confira Íntegra do Edital   

Fonte: Por: Assessoria de Comunicação/ Ministério Público Federal no Maranhão

 

Flagrante: motociclista transporta criança e mulher sem capacetes na BR-316

Um condutor de uma motocicleta foi flagrado transportando dois passageiros, ambos sem capacete, sendo um deles uma criança. O flagrante foi feito por equipes de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF), nesta quarta-feira (5) na BR-316, na região de Caxias. Ao ser flagrado, o motociclista foi abordado pela equipe policial.

Segundo Lucas Mourão, inspetor da PRF, apesar da conduta específica não incorrer em crime de trânsito, é considerada infração, com o agravamento de ser uma situação de risco envolvendo diretamente uma criança.

A penalidade em casos semelhantes pode variar. Caso o condutor esteja sem habilitação e haja um grande número de pessoas no veículo, estando elas sem proteção, certamente a ocorrência poderá ser caracterizada por crime de direção perigosa, principalmente por colocar em risco a vida de várias pessoas.

“Nesse caso, além de responder administrativamente pela infração de trânsito, ele também pode ter um termo circunstanciado de ocorrência em desfavor dele pelo crime de trânsito, por estar colocando em risco essa vida de terceiro”, explica.

Na hipótese do motociclista ser habilitado ou apenas um passageiro estiver sem proteção, ele apenas receberá uma notificação ou autuação.

A não utilização de capacetes, assim como a presença de motoristas sem habilitação, foram duas das infrações mais comuns registradas pela Operação Carnaval 2025, realizada pela PRF nas rodovias federais que cortam o Maranhão.

Essas práticas foram intensificadas principalmente pelo contexto festivo desta semana, o que levou a Polícia a registrar diversas ocorrências relacionadas a essas violações entre os dias 28 de fevereiro e 5 de março.

Conduta comum no interior do estado

Ainda conforme registros da PRF, as condutas são muito comuns nos municípios do interior do Estado, onde muitos motociclistas e passageiros negligenciam a segurança no trânsito.

Apesar das campanhas educativas e das leis de trânsito, segundo a PRF, vários fatores acabam contribuindo para a persistência desse quadro, onde quem o pratica coloca em risco tanto a sua própria vida quanto a de quem circula por essas vias.

“Muitas vezes falta um pouco mais de conhecimento, um pouco mais de investimento dos gestores municipais na questão da segurança viária, porque via de regra esse tipo de infrações de trânsito, de motociclista sem capacete, excesso de passageiro, nasce dentro da cidade, e aí as pessoas precisam se deslocar de um lado para o outro por rodovia federal”, pontua Lucas Mourão. Fonte: Por: Difusoraon.com

Advogado que já responde por se masturbar dentro de avião volta a ser preso suspeito de estuprar criança em São Luís

Advogado é preso suspeito de estupro contra criança de sete anos em São Luís — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

Um advogado de 44 anos foi preso em flagrante nessa quinta-feira (6) suspeito pelo crime de estupro contra uma criança de sete anos. O crime foi praticado em um hospital da rede privada, em São Luís.

Segundo a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente(DPCA), o homem teria passado a mão no corpo da criança, quando a vítima estava na unidade hospitalar acompanhada de sua mãe.

De acordo com a delegada Noêmia Maciel, titular da DPCA de São Luís, o advogado já responde a um processo judicial pelos crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual. Em junho de 2024, ele foi preso no interior de um avião, após ser flagrado se masturbando dentro de um voo entre Brasília e São Luís.

Diante da situação, a equipe de segurança acionou a presença da Polícia Militar para tomar das medidas cabíveis. Com o suspeito do estupro, foram encontrados alguns géis lubrificantes e comprimidos para disfunção erétil.

Após os processos legais, o advogado foi levado para a Central de Custódia de São Luís.Fonte: G1-MA

Homem é preso suspeito de estuprar enteada autista no MA; jovem pode estar grávida do padrasto

Homem é preso suspeito de estuprar enteada autista no MA; jovem pode estar grávida do padrasto — Foto: Divulgação/ PC-MA

Um homem foi preso na manhã desta sexta-feira (7) suspeito de estuprar a própria enteada, uma jovem de 23 anos com autismo em grau severo, em Imperatriz, a 632 km de São Luís. Segundo a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), o crime foi descoberto pela mãe da vítima, que a levou para atendimento médico, onde foi constatado que a jovem estava grávida.

De acordo com a delegada Lorena Alves, titular da Delegacia Especial da Mulher (DEM) de Imperatriz, a jovem não fala e não possui qualquer forma de comunicação, dependendo integralmente da mãe para os cuidados diários. Além do estado diário de vulnerabilidade, durante o atendimento na delegacia, a mãe precisou interromper o depoimento para trocar a fralda da filha.

A descoberta do crime aconteceu quando a mãe decidiu levar a jovem a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Antes da consulta, ela questionou o companheiro sobre sua relação com a situação, mas ele negou qualquer envolvimento. O homem, no entanto, demonstrou preocupação com a ida ao hospital e sugeriu que a falta de menstruação poderia estar relacionada à anemia.

Durante a avaliação médica, foi constatada a gravidez da vítima, já em estágio avançado, com cerca de 20 semanas. O caso foi encaminhado ao Hospital Materno Infantil e denunciado à DEM de Imperatriz. Como a jovem não mantinha contato social e não recebia visitas, segundo a mãe, a investigação descarta a possibilidade de outros envolvidos no crime.

Foi solicitado o pedido de prisão do suspeito, mas a Justiça inicialmente indeferiu o pedido, determinando apenas seu afastamento do lar. No entanto, o homem descumpriu essa decisão e foi preso. Após audiência de custódia, ele acabou solto. Uma nova representação foi feita e a prisão preventiva foi decretada; ele foi capturado enquanto trabalhava em um serviço de recapeamento de ruas.

O inquérito conta com laudos periciais após exames na vítima que confirmam o abuso. A investigação ainda aguarda o resultado de exames complementares, como o de coleta do DNA do feto para comparação com o do suspeito e anexação ao processo criminal. Fonte: G1-MA