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Homem é morto a facadas em Picos, no Sul do Piauí; sobrinho é suspeito do crime

Central de Flagrantes de Picos, no Sul do Piauí — Foto: Antônio Rocha/TV Clube

Um homem, identificado como Antônio Roberto da Rocha, de 50 anos, foi morto a facadas durante uma discussão nesta quarta-feira (2) na Zona Rural do município de Picos, Sul do Piauí. O principal suspeito é um sobrinho da vítima. A informação foi confirmada ao g1 pela Central de Flagrantes da Polícia Civil do município.

Conforme a Polícia Civil, o crime aconteceu por volta das 16h40, quando suspeito e vítima se envolveram em uma discussão. Ainda não se sabe o que motivou o assassinato.

O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Civil é responsável pela investigação. Fonte: G1-PI

Dupla é presa suspeita de matar homem a facadas durante assalto à residência em Vargem Grande, no MA

Dupla é presa suspeita de matar homem a facadas durante assalto à residência em Vargem Grande, no MA — Foto: Divulgação/Polícia Civil do Maranhão

Dois homens foram presos em flagrante, na manhã desta quarta-feira (2), suspeitos de matarem um homem a golpes de faca, durante um assalto à casa da vítima, no Povoado Alvino, zona rural de Vargem Grande, a 178 km de São Luís.

Segundo a Polícia Civil do Maranhão, o crime aconteceu na noite dessa terça-feira (1º). Antônio Zilmar Silva Pereira e companheira dele estavam em sua residência, quando foram surpreendidos por dois homens, que entraram no imóvel pela porta dos fundos e exigiram a entrega de bens do casal, entre os quais, uma motocicleta e uma espingarda.

No momento do assalto, os criminosos esfaquearam Antônio Zilmar e a companheira dele e, logo depois, fugiram levando os bens das vítimas.

Antônio chegou a ser socorrido, porém não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho do hospital de Coroatá, enquanto sua companheira sofreu lesões leves e não corre risco de morte.

Após tomarem conhecimento do crime, as equipes das polícias Civil e Militar de Vargem Grande realizaram buscas para capturar os suspeitos, os quais foram localizados e presos no momento em que tentavam fugir da cidade.

Durante a prisão, os policiais conseguiram aprender uma arma de fogo, uma espingarda calibre .32, a motocicleta roubada da vítima, além de outros objetos.

Os suspeitos foram conduzidos para a Delegacia de Polícia Civil de Vargem Grande, onde foram autuados em flagrante pelos crimes de latrocínio, porte irregular de arma de fogo e lesão corporal. Depois eles foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça. Fonte: G1-MA

Começa em Brasília seleção para serviço militar feminino voluntário

Brasília (DF) 02/04/2025 - A capitão do Exército Brasileiro Etiene Busnello, ingressou no serviço militar como médica voluntária, em 2012. Um ano depois, após prestar concurso público, ela passou a integrar as forças armadas como militar de carreira.
Frame TV Brasil

As Forças Armadas começaram a fazer, nesta quarta-feira (2), em Brasília, a seleção geral de mulheres voluntárias e homens que se alistaram para o serviço militar inicial, desde 1º de janeiro. O diferencial é que, pela primeira vez, essa etapa faz parte do processo de incorporação das mulheres como soldados do Exército Brasileiro, marinheiros recrutas na Marinha do Brasil, ou soldados de segunda classe, na Aeronáutica.

Diferentemente do público masculino, que, aos 18 anos, de forma obrigatória, tem que se alistar, as mulheres manifestam interesse em vestir a farda militar voluntariamente, na mesma idade.

O número de mulheres que se alistaram superou o número das 1.010 vagas autorizadas neste ano. Até esta quarta-feira, o Ministério da Defesa contabilizava a inscrição de 27.395 mulheres. O contingente de interessadas tende a crescer, visto que há ainda quase 80 dias para o fim do alistamento, marcado para 30 de junho.

Diante da alta procura pelas vagas militares temporárias, o Exército Brasileiro respondeu à Agência Brasil que, conforme acordado entre o Ministério da Defesa e as Forças Armadas, o número de vagas destinadas às mulheres voluntárias será incrementado, a cada ano.

A capitão do Exército Etiene Busnello, que trabalhou no local da seleção geral dos alistados, nesta manhã, disse que ingressou temporariamente no serviço militar como médica voluntária em 2012. Um ano depois, após prestar concurso público, Etiene passou a integrar as Forças Armadas como militar de carreira. A médica apoia a inclusão da mulher na rotina militar.

“Assim como eu fui, as meninas também são voluntárias a servir neste ano. Eu acredito que é uma inclusão da mulher em todas as áreas, em todos os segmentos do Exército Brasileiro. “Nós já tínhamos oficiais, as sargentas e um tanto de carreiras temporárias. Agora, teremos as soldadas, do segmento feminino, exercendo todas as funções no Exército.”

Seleção geral

Nesta quarta, na capital federal, as primeiras 35 brasileiras voluntárias passaram por entrevista, inspeção de saúde, para saber se têm limitações para a prestação do serviço militar inicial (exames clínicos e laboratoriais) e preencheram dados relativos a idade, peso e altura, entre outras formas de seleção específicas da Marinha, do Exército e da Força Aérea.

Novas seleções gerais das demais voluntárias poderão ser realizadas no distrito Federal até 28 de setembro. 

Durante a fase da seleção, a candidata convocada também é consultada sobre qual é a instituição militar em que deseja prestar o serviço militar inicial, caso exista, no município de sua residência, organização militar da Marinha, do Exército ou da Força Aérea. Além da opção da candidata, serão consideradas as vagas disponíveis e as aptidões de cada jovem para o cargo militar a ser ocupado. O  Exército esclareceu que o teste de aptidão física não foi realizado nessa fase.

No fim da manhã, as candidatas já saíram sabendo se seguirão no processo seletivo, que terá outras etapas.

Nas demais cidades, a data de seleção geral de mulheres será definida de acordo com o planejamento de cada posto militar.

Até junho

O período para o alistamento de mulheres e homens, que começou em 1º de janeiro vai até 30 de junho deste ano. A inscrição pode ser feita presencialmente, nas juntas de serviço militar do estado, ou de modo online neste site. Para fazer a inscrição, é preciso acessar a conta da plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br, com Cadastro de Pessoa Física (CPF).

O procedimento é gratuito para os cidadãos voluntários, ou seja, não há pagamento de nenhuma taxa para realizar o alistamento.

Podem se alistar as mulheres que completam 18 anos em 2025 (nascidas em 2007), desde que residam em um dos municípios contemplados com as vagas para o sexo feminino. Para participar, é necessário apresentar certidão de nascimento ou prova de naturalização, se estrangeira, comprovante de residência e documento oficial com foto.

As mulheres não precisam ter formação educacional complementar.

Para a primeira turma, foram disponibilizadas em diversas regiões do país 1.465 vagas, sendo 155 para a Marinha, 1.010 para o Exército e 300 para a Aeronáutica. As funções estão distribuídas em 28 municípios de 13 estados, além do Distrito Federal.

As alistadas podem acompanhar a situação, locais previstos para as próximas etapas de seleção e horários na página virtual específica do alistamento.

Etapas

O processo de recrutamento para o Serviço Militar Inicial Feminino, tanto o obrigatório (para os homens), quanto o voluntário (para mulheres) ocorre em cinco fases: alistamento, comissão de seleção geral, designação de onde os inscritos devem comparecer, seleção complementar e incorporação (ou matrícula).

As mulheres selecionadas serão incorporadas no primeiro semestre de 2026 (de 2 a 6 de março) ou no segundo semestre (de 3 a 7 de agosto).

Depois de incorporada, a jovem recruta presta o serviço militar temporário com os mesmos direitos, deveres, salários e oportunidades dos homens selecionados.

O serviço militar inicial feminino é temporário e dura 12 meses. As voluntárias não terão estabilidade no serviço militar e, após desligadas do serviço ativo, vão compor a reserva não remunerada das Forças Armadas.

Porém, o tempo de serviço militar feminino poderá ser prorrogado por até sete anos. O tempo total não pode ultrapassar 96 meses (8 anos). O mesmo vale para o serviço militar obrigatório masculino.

Caso o recruta tenha interesse em permanecer nas fileiras militares, é preciso que haja vaga e que a força o considere apto para continuar.

Se a jovem ou o jovem brasileiro optar por seguir carreira militar, deverá ter curso superior e ser aprovado em um concurso público específico para alguma escola de formação militar. O candidato aprovado passará, então, por cursos nas áreas operacionais, técnicas e de saúde. Após a formação e aprovação na respectiva escola, os militares são considerados de carreira.

Alistamento de mulheres

Brasília (DF) 02/04/2025 - Coronel Rafael Alves, chefe do Escalão de Pessoal da 11ª região militar do Exército Brasileiro
Frame TV Brasil
Segundo o coronel Rafael Alves, a incorporação das primeiras soldadas no Exército Brasileiro representa um marco histórico de inclusão – Frame TV Brasil

Inédito no Brasil, o alistamento militar feminino foi autorizado em agosto de 2024. Em entrevista à imprensa, nesta quarta-feira, o chefe do Escalão de Pessoal da 11ª região militar do Exército, coronel Rafael Alves, falou sobre a nova política pública.

“A incorporação das primeiras soldadas no Exército Brasileiro representa um marco histórico de inclusão. Reflexo da sociedade que o Exército Brasileiro defende”, destacou o coronel Rafael Alves.

Antes, porém, o ingresso de mulheres no serviço militar brasileiro era predominantemente, por concursos públicos para cargos de nível superior específicos, em áreas como saúde (medicina, enfermagem e odontologia), engenharia, direito, docência e outras especialidades.

Atualmente, as Forças Armadas contam com aproximadamente 37 mil mulheres, o que corresponde a cerca de 10% de todo o efetivo da caserna.

Mais informações

Outras informações sobre o alistamento militar estão disponíveis neste link.

Fonte: Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil**Com a colaboração da TV Brasil

Brasil pode ganhar mercados com tarifaço de Trump, diz economista

O Porto de Santos responde por quase 30% da balança comercial do país. Importação, exportação, balança comercial, porto, navio, container,  comércio exterior - Foto: Divulgação/Porto de Santos

A sobretaxação dos Estados de Unidos de 10% sobre os produtos brasileiros pode representar uma oportunidade de ganhos de mercado para o Brasil se o país souber negociar com outros parceiros comerciais. A avaliação é do economista e professor da Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Adalmir Marquetti.

Em entrevista ao jornal Repórter Brasil, da TV Brasilele defendeu a urgência da aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE).

“O processo de negociação é um ponto importante a ser levado. Tem que tentar uma retaliação em alguns produtos, mas também tem que haver uma negociação com outros países. Acho a viagem do presidente Lula para o Japão e para o Vietnã importante no sentido de buscar novos parceiros comerciais, de intensificar nossas relações com esses países que estão crescendo, estão se tornando importantes na economia mundial”, disse o professor.

Para Marquetti, o acordo Mercosul–UE tem importância estratégica para amenizar o impacto da decisão do governo de Donald Trump. Segundo ele, o acordo não beneficiará apenas a balança comercial (exportação e importação de bens), mas também a balança de serviços, em que o Brasil importa muito mais do que exporta e consome cerca de 40% do superávit comercial.

“Certamente, [a sobretaxação de Trump] abre um espaço de negociação e de busca de novos parceiros comerciais. Inclusive o acordo do Mercosul com a União Europeia, esse é o momento de implementar. Esse acordo, de buscar as novas parcerias do Brasil que envolvam tanto a balança de bens e de serviços. Temos uma balança comercial bastante positiva, mas a nossa balança de serviços, no caso brasileiro, é negativa”, disse o professor.

Marquetti lembrou que a decisão dos Estados Unidos abrange apenas as importações de bens, não de serviços. Isso porque o país é um dos maiores exportadores de serviços do planeta, principalmente de serviços tecnológicos e audiovisuais.

O professor disse ainda que o Brasil, como a sétima ou a oitava maior economia do planeta (dependendo da medição), tem espaço para ocupar o mercado mundial à medida que outros países retaliarem os Estados Unidos.

Ele, no entanto, recomenda que o processo não ocorra apenas com produtos agrícolas e minerais, mas abranja produtos de maior valor agregado.

“O Brasil tem um espaço para ocupar o mercado mundial, inclusive o espaço que os outros países, ao responderem aos Estados Unidos, deixarem de comprar. No caso da China, os chineses já estão comprando mais produtos agrícolas brasileiros. E aqui tem um ponto importante: como a gente pode aproveitar essa crise mundial, com origem nas tarifas nos Estados Unidos, para melhorar a nossa pauta de exportação? Para a gente, exportar também mais produtos industriais e com maior valor adicionado na economia nacional”, concluiu.

Reciprocidade comercial

Após o anúncio de Trump, a Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (2), o Projeto de Lei 2.088/2023, que cria a Lei da Reciprocidade Comercial, autorizando o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países e blocos que imponham barreiras aos produtos do Brasil no mercado global. Agora, o texto segue para sanção presidencial.

O governo brasileiro não descarta a possibilidade de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o tarifaço, informaram os ministérios das Relações Exteriores (Itamaraty) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No entanto, a prioridade neste momento é negociar a reversão das medidas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos.

 

Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil** Com informações da TV Brasil

Queda no preço dos alimentos pode levar à redução dos juros, diz Tebet

Brasília (DF), 02/04/2025 - A ministra do planajemento, Simone Tebet, fala com jornalistas após evento em comemoração aos seus 60 Anos do Banco Central
Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Principal fator que tem pressionado a inflação nos últimos meses, os preços dos alimentos começarão a cair nos próximos 60 dias, disse nesta quarta-feira (2) a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Segundo ela, o recuo pode abrir espaço para a queda dos juros no segundo semestre, sem desrespeitar a autonomia do Banco Central (BC).

“Falta combatermos de forma mais eficiente a inflação. Sei que vamos conseguir. Daqui a 60 dias, quem sabe, a diminuição no preço dos alimentos… Quem sabe, porque o Banco Central é autônomo, possamos diminuir os juros no segundo semestre”, declarou Tebet em evento para comemorar os 60 anos do BC.

A declaração da ministra foi o momento mais aplaudido durante o evento do Banco Central. Tebet, no entanto, reconheceu que a elevação de tarifas comerciais pelos Estados Unidos poderá dificultar o controle da inflação.

“Temos muitas questões num mundo tão complexo. O mundo está em transformação. Estamos com fatores além-mar, com medidas além-mar, que poderão impactar inflação mundial e brasileira”, declarou a ministra.

Após o evento, Tebet disse que o efeito das medidas de Trump sobre a inflação brasileira pode ser reduzido por causa da diversificação dos parceiros comerciais do Brasil e da diversificação dos produtos exportados pela agroindústria.

Tebet também defendeu a revisão de incentivos fiscais para garantir o cumprimento das metas para as contas públicas. 

“Os gastos tributários [incentivos fiscais do governo], essa é uma questão que precisa ser colocada na mesa quando falamos de fiscal. Temos uma renúncia de quase R$ 600 bi. Algumas se sustentam horizontalmente, beneficiando toda a economia. Algumas se sustentam verticalmente, beneficiando alguns. E outras [renúncias] precisam ser revistas”, disse a ministra.

Preços pressionados

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na semana passada, o Banco Central destacou que os preços dos alimentos se mantêm elevados e tendem a se propagar para outros preços no médio prazo, “em virtude da presença de importantes mecanismos inerciais [repasses de inflação passada para os preços] da economia brasileira”.

No Relatório de Inflação, divulgado na última quinta-feira (27), a autoridade monetária avaliou que os preços ao consumidor devem continuar com variações mensais elevadas nos próximos meses. Segundo o documento, a inflação acumulada em 12 meses deve permanecer em torno de 5,5%, acima do intervalo de tolerância da meta,  que é de 4,5%.

“Os preços da alimentação no domicílio devem seguir pressionados, mesmo com alguma moderação em alimentos industrializados em comparação aos últimos meses. Alimentos in natura, que tiveram variações relativamente baixas no período recente, devem apresentar evolução mais próxima ou acima da sazonalidade”, destacou o último Relatório de Inflação.

Haddad

Também presente ao evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a boa vontade e a estabilidade na troca de comando entre o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, e o atual presidente, Gabriel Galípolo. Segundo o ministro, a valorização das instituições é essencial para vencer o que chamou de má polarização.

“Se não tivermos uma visão institucional, dificilmente vamos vencer a má polarização da política. A má polarização é quando a tensão entre os pólos impede uma agenda de Estado. Quando não se consegue construir projeto de país que, numa democracia, vai passar por uma alternância de poder”, disse Haddad.

Câmara e Senado

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, enumerou parcerias recentes entre o Banco Central e o Congresso Nacional para modernizar a legislação de política monetária. Ele citou como marcos nos últimos 60 anos, a aprovação das legislações que aperfeiçoaram as regras de supervisão bancária, criaram o Comitê de Política Monetária e modernizou os meios de pagamento. “Juntos, de forma democrática, aprimoramos o arcabouço regulatório”, declarou

A principal contribuição, ressaltou Motta, foi a aprovação da lei que garante a autonomia do BC desde 2021. 

“É inegável que essa lei representou um avanço de grande importância para o país, pois permitiu que a autoridade monetária exercesse sua missão com maior previsibilidade e segurança institucional, protegida de interferências políticas e com credibilidade junto à sociedade e aos mercados”, disse.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que a autonomia do BC garantiu transparência na gestão e compromisso com o desenvolvimento sustentável.

“A trajetória de confiança se deve à parceria sólida [do BC] com o Congresso Nacional. Uma relação de respeito mútuo e de responsabilidade institucional. A autonomia do BC tem sido reconhecida como marco decisivo para a estabilidade da economia. Fortaleceu a condução da política monetária, com mais previsibilidade nas decisões. Compromisso do BC com gestão transparente e voltada para o desenvolvimento sustentável do país”, comentou.

Selo comemorativo

No evento, o Banco Central e os Correios lançaram o selo institucional em comemoração aos 60 anos da autoridade monetária. O BC também anunciou um programa de entrevistas entre Galípolo e ex-presidentes do BC, com episódios a serem transmitidos às quintas-feiras no Youtube.

A comemoração reuniu ministros, parlamentares e ex-presidentes do BC. Entre as pessoas presentes, estavam:

  • •     Davi Alcolumbre, presidente do Senado;
  • •     Hugo Motta, presidente da Câmara;
  • •     Fernando Haddad, ministro da Fazenda;
  • •     Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego;
  • •     Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento;
  • •     Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública;
  • •     Jaques Wagner (PT-BA), líder do Governo no Senado;
  • •     Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda;
  • •     Gustavo Guimarães, secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento.

Os ex-presidentes que prestigiaram o aniversário de 60 anos do BC foram os seguintes:

  • •     Wadico Bucchi;
  • •     Pedro Malan;
  • •     Gustavo Loyola;
  • •     Gustavo Franco;
  • •     Armínio Fraga;
  • •     Henrique Meirelles;
  • •     Alexandre Tombini,
  • •     Ilan Goldfajn;
  • •     Roberto Campos Neto.
 Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Moraes manda prender sobrinho de Bolsonaro que fugiu para Argentina

Brasília (DF), 05/12/2024 - O ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (2) a prisão de Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Léo Índio. Ele é sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

pedido de prisão foi feito ontem (1°) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, após Leonardo fugir para a Argentina. Ele é réu no Supremo pelo envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Na semana passada, Léo Índio deu uma entrevista para a Rádio Massa FM, de Cascavel (PR), e confirmou que está no país vizinho há 20 dias porque tem medo de ser preso.

Conforme a acusação, ele participou dos atos de 8 de janeiro e fez publicações nas redes sociais durante as invasões.

Com a decisão que o tornou réu, o sobrinho de Bolsonaro responde pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado da União.

Durante o julgamento da denúncia, a defesa negou que Léo Índio tenha cometido crimes e pediu a rejeição da denúncia. Na semana passada, os advogados confirmaram a fuga. Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

STF decide que prática de revista vexatória em presídios é ilegal

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Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (2) que a prática de revista íntima vexatória nos presídios do país é ilegal. A medida é usada pela administração penitenciária para evitar a entrada de drogas, armas e celulares. 

Com a decisão, a Corte passa a entender que a inspeção das cavidades corporais e o desnudamento de amigos e parentes de presos sem justificativa é “inadmissível”. 

Dessa forma, drogas e objetos ilegais encontrados nos corpos de visitantes não poderão ser usados como provas para criminalizá-los, se forem obtidos a partir da revista vexatória.

Apesar da proibição, a Corte entendeu que a administração dos presídios pode negar a entrada de visitantes que não aceitaram passar por nenhum tipo de revista. Contudo, a inspeção deve ser justificada com base em suspeitas de porte de objetos ilegais, denúncias anônimas e informações de inteligência.

O Supremo definiu ainda prazo de 24 meses para que presídios de todo o país comprem scanners corporais, esteiras de raio-x e portais detectores de metais. Recursos do Fundo Penitenciário Nacional e do Fundo Nacional de Segurança Pública deverão ser usados pelo governo federal e os estados para a compra dos equipamentos.

Nos locais onde não houver equipamentos instalados, a revista íntima poderá ser realizada se houver indício de que o visitante está tentando entrar na penitenciária com objetos ilegais.  Nesses casos, além de ser justificada, a inspeção deverá ser realizada com autorização do visitante, que poderá ser barrado se não concordar.

Caso

A Corte julgou um recurso do Ministério Público para reverter a absolvição de uma mulher flagrada tentando entrar em um presídio de Porto Alegre com 96 gramas de maconha, que estavam enrolados em um preservativo e acondicionados na vagina.

Na primeira instância, ela foi condenada, mas a Defensoria Pública recorreu ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), que a absolveu, por entender que o procedimento de revista íntima foi ilegal.

O caso tramitava no STF desde 2016 e já foi alvo de sucessivas interrupções por pedidos de vista ao longo dos anos.  Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

 

Moraes nega pedido para prender Bolsonaro

Brasília (DF), 26/03/2025  - Ex-presidente Jair Bolsonaro durante declaração a imprensa após virar Réu no STF. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (2) o pedido de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Moraes acolheu parecer enviado mais cedo pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, contra a medida.

A decisão é resposta a uma notícia-crime protocolada no mês passado pela vereadora Liana Cirne (PT-PE) pedindo que a medida fosse adotada. Na petição, a parlamentar alegou que Bolsonaro cometeu incitação ao crime ao convocar manifestações de seus apoiadores para defender a anistia para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, quando apoiadores do ex-presidente invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

Segundo Moraes, a vereadora não tem legitimidade para solicitar a prisão.

“Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e não conheço dos pedidos formulados por ilegitimidade de parte”, decidiu.

No parecer enviado ao STF, a PGR acrescentou que já avaliou a necessidade de prisão de Bolsonaro na denúncia sobre a trama golpista. A prisão do ex-presidente não foi solicitada.  Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil

Dólar fecha abaixo de R$ 5,70 em dia de tarifas de Trump

Dólar

No dia do anúncio de tarifas recíprocas pelo presidente norte-americano, Donald Trumpo dólar teve pequena alta e continuou abaixo de R$ 5,70. A bolsa de valores alternou altas e baixas, mas encerrou praticamente estável.

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (2) vendido a R$ 5,699, com alta de R$ 0,015 (+0,27%). A cotação chegou a cair para R$ 5,66 por volta das 10h20. Na máxima do dia, por volta das 11h35, chegou a R$ 5,71.

Apesar da alta desta quarta, a divisa acumula queda de 7,81% em 2025. Desde 10 de março, a moeda norte-americana caiu 2,61%.

O mercado de ações também teve um dia volátil. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 131.245 pontos, com alta de apenas 0,07%. Na máxima do dia, às 10h28, o indicador chegou a subir 0,2%. Uma hora mais tarde, às 11h11, caía 0,58%.

Ao longo de todo o dia, o mercado ficou na expectativa do anúncio de Trump, com os investidores alternando momentos de proteção do tarifaço do governo norte-americano e momentos de otimismo moderado. Durante a tarde, o dólar subiu perante as principais moedas de países emergentes com receios de que a sobretaxação de Trump afete as exportações de commodities (bens primários com cotação internacional).

*Com informações da Reuters

Brasil não descarta recurso a OMC contra tarifaço dos Estados Unidos

O Porto de Santos responde por quase 30% da balança comercial do país. Importação, exportação, balança comercial, porto, navio, container,  comércio exterior - Foto: Divulgação/Porto de Santos

O Brasil não descarta a possibilidade de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o tarifaço dos Estados Unidos, informaram agora à noite os ministérios das Relações Exteriores (Itamaraty) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No entanto, a prioridade do governo brasileiro neste momento é negociar a reversão das medidas anunciadas nesta quarta-feira (2) pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

“Ao mesmo tempo em que se mantém aberto ao aprofundamento do diálogo estabelecido ao longo das últimas semanas com o governo norte-americano para reverter as medidas anunciadas e contrarrestar seus efeitos nocivos o quanto antes, o governo brasileiro avalia todas as possibilidades de ação para assegurar a reciprocidade no comércio bilateral, inclusive recurso à Organização Mundial do Comércio, em defesa dos legítimos interesses nacionais”, destacaram as duas pastas, em nota conjunta.

O comunicado lembrou que as medidas de Trump violam as regras da OMC. O texto também ressaltou a aprovação pelo Congresso Nacional, em caráter de urgência, do projeto de lei que autoriza o Brasil a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos do Brasil, a chamada Lei da Reciprocidade

Segundo o Mdic e o MRE, a sobretaxação de 10% para os produtos brasileiros impactará todas as exportações do país para os Estados Unidos, o segundo maior parceiro comercial do Brasil. O governo pretende atuar em conjunto com as empresas dos setores afetados para defender os interesses comerciais do país.

“Em defesa dos trabalhadores e das empresas brasileiros, à luz do impacto efetivo das medidas sobre as exportações brasileiras e em linha com seu tradicional apoio ao sistema multilateral de comércio, o governo do Brasil buscará, em consulta com o setor privado, defender os interesses dos produtores nacionais junto ao governo dos Estados Unidos”, informou a nota.

Estatísticas

Os dois ministérios relembraram as estatísticas comerciais do próprio governo norte-americano. A balança comercial é mais vantajosa para os norte-americanos porque o Brasil mais importa do que exporta para os Estados Unidos.

“Segundo dados do governo norte-americano, o superávit comercial dos EUA com o Brasil em 2024 foi da ordem de US$ 7 bilhões, somente em bens. Somados bens e serviços, o superávit chegou a US$ 28,6 bilhões no ano passado. Trata-se do terceiro maior superávit comercial daquele país em todo o mundo”, mencionou o comunicado.

Nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos com o Brasil ultrapassa os US$ 400 bilhões. Dessa forma, o governo brasileiro considera que a medida unilateral de Trump não representa a realidade.

“Uma vez que os EUA registram recorrentes e expressivos superávits comerciais em bens e serviços com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos, totalizando US$ 410 bilhões, a imposição unilateral de tarifa linear adicional de 10% ao Brasil com a alegação da necessidade de se restabelecer o equilíbrio e a ‘reciprocidade comercial’ não reflete a realidade”, acrescentou a nota conjunta. Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil