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“Careca do INSS”, empresário e “advogado ostentação” são alvos da PF

Brasília (DF), 22/05/2025 - empresário Antonio Carlos Camilo Antunes é apontado pela Polícia Federal (PF) como figura central do esquema de fraudes que pode ter movimentado mais de 6 bilhões de reais de beneficiários da Previdência. Antunes era conhecido como “Careca do INSS. Foto: Linkedin/Reprodução

Policiais federais cumpriram, na manhã desta sexta-feira (12), a dois mandados judiciais de prisão preventiva contra os empresários Antonio Carlos Camilo Antunes, que ficou nacionalmente conhecido como “Careca do INSS”, e Maurício Camisotti.

Os mandados foram executados no âmbito da Operação Cambota, que a Polícia Federal (PF) deflagrou para aprofundar as investigações acerca da cobrança ilegal de mensalidades associativas descontadas sem autorização dos benefícios previdenciários pagos a milhões de aposentados e pensionistas.

Também estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a suspeitos de envolvimento no esquema, todos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os alvos da ação está o advogado Nelson Wilians, dono de um dos mais caros escritórios de advocacia do país e que se tornou conhecido por ostentar, em suas redes sociais, uma vida de luxo.

Suspeito de liderar o esquema bilionário de fraudes, o “Careca do INSS”, foi detido em sua residência, em Brasília (DF). Um novo mandado de busca e apreensão foi executado na casa de um dos filhos de Antunes, Romeu Carvalho Antunes – em cuja residência, a PF apreendeu, em maio, uma BMW e documentos.

Seu advogado, Cleber Lopes, disse a jornalistas que, além de deter Antunes, que passará por uma audiência de custódia, os agentes federais também voltaram a apreender documentos e veículos do empresário – que já tinha sido alvo de mandados de busca e apreensão em outras ocasiões.

“Estamos com toda a documentação separada, catalogada, e vamos apresentá-la à autoridade policial na perspectiva exatamente de desfazer esta equivocada compreensão que foi, talvez convenientemente construída contra o senhor Antunes, para, eventualmente, distensionar outros interesses”, comentou o advogado, defendendo a atuação profissional de seu cliente e alegando surpresa com a prisão de Antunes.

“Todos ficamos surpresos porque, desde que assumimos a defesa, em março, temos feito tudo de maneira republicana. Todas as vezes em que ele precisou viajar, pedimos autorização judicial, ele viajou, voltou e nós comprovamos tudo. Ele não tem tido contato com ninguém, mantendo o foco em sua defesa, já que estamos mantendo o foco na organização e ordenação dos documentos que usaremos na defesa”, acrescentou o advogado, argumentando que o STF autorizou a prisão preventiva “a partir de uma compreensão equivocada dos fatos”.

 

A reportagem da Agência Brasil ainda tenta contato com a defesa do empresário Maurício Camisotti. Em nota, o advogado Nelson Wilians informou que tem colaborado integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação e que confia que a apuração demonstrará sua total inocência.

De acordo com a PF, relatórios de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelam que o escritório de Wilians repassou R$ 15,5 milhões a Camisotti, por meio de transações consideradas “atípicas”. Segundo o advogado, sua relação com o empresário é “estritamente profissional e legal”.

“Os valores transferidos referem-se à aquisição de um terreno vizinho à sua residência, transação lícita e de fácil comprovação”, reiterou Wilians, sustentado a explicação apresentada anteriormente, quando a transação veio a público. “Ressaltamos que a medida cumprida [o mandado de busca e apreensão] é de natureza exclusivamente investigativa, não implicando qualquer juízo de culpa ou responsabilidade.”

Após o início da Operação Cambota, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que o Congresso Nacional instaurou para apurar as cobranças ilegais de mensalidades associativas, disse que a prisão “dos dois principais envolvidos no esquema de fraudes no INSS” é apenas um “primeiro passo” para esclarecer os fatos e identificar e punir os envolvidos.

“Temos muitas outras pessoas que também têm que ser presas, têm que dar declarações na cadeia. Para que não possam fugir e, principalmente, para que não possam esconder o patrimônio roubado dos aposentados”, comentou Viana, lembrando que, na semana passada, o colegiado enviou ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça, um pedido para que a Corte autorizasse a prisão de 21 pessoas investigadas.

“Temos outras 19 pessoas [em relação às quais] pedimos a prisão. Esperamos que, muito em breve, elas também sejam alvos de operações da PF. Porque estas prisões já chegam com atraso, pois a PF já sabe todo o envolvimento da quadrilha, as associações, as empresas de fachada, e ninguém tinha sido preso”, completou Viana.

Além do pedido de prisão encaminhado ao STF na semana passada, o colegiado aprovou, ontem (11), cerca de 400 pedidos de informação e de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de suspeitos de participação no esquema, incluindo os de Antunes e de Camisotti.

“Agora, o próximo passo é pedirmos ao ministro André Mendonça que o STF libere [para depor à CPMI] o senhor Antunes, o Careca [do INSS] na próxima segunda-feira [15], e o senhor Camisotti na próxima quinta-feira [18], que já tinham sido intimados pela Polícia Legislativa. Espero que o ministro mantenha a ida deles [ao Congresso Nacional], desta vez, como conduzidos.”Fonte: Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

Prisão, perda de patente: entenda próximos passos após condenação

Brasília (DF), 18/10/2023, O ex-presidente Jair Bolsonaro, fala com jornalistas, na sede da Polícia Federal em Brasília. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Após decidir pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sete aliados, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o Superior Tribunal Militar (STM) julgue a perda de patente dos militares das Forças Armadas réus na ação penal da trama golpista.

Com a decisão, Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, os generais Augusto Heleno, Paulo Sergio Nogueira e Braga Netto e o almirante Almir Garnier devem ser julgados pela Justiça Militar. A Constituição prevê que oficiais das Forças Armadas podem ser expulsos em casos de condenação criminal superior a dois anos de prisão.

A análise do caso pelo STM, portanto, só pode ocorrer após o trânsito em julgado da ação da trama golpista, ou seja, após o esgotamento de todos os recursos possíveis contra a condenação.

A decisão da Justiça Militar por uma eventual perda de patente dos réus, entretanto, não poderá ser aplicada no caso do tenente-coronel Mauro Cid, réu e delator na trama golpista. Cid foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto e recebeu a garantia de liberdade.

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O benefício do regime aberto foi sugerido pelo relator na ação penal, ministro Alexandre de Moraes, após o colegiado entrar na fase da dosimetria das condenações dos réus da trama golpista.

Recursos e prisão

A maioria dos réus foi condenada no STF a mais de 20 anos de prisão em regime fechado. Apesar da definição do tempo de condenação, Bolsonaro e os demais não vão ser presos imediatamente. Eles ainda podem recorrer da decisão e tentar reverter as condenações. Somente se os eventuais recursos forem rejeitados, as prisões poderão ser efetivadas.

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Bolsonaro

O ex-presidente cumpre, atualmente, prisão domiciliar, mas em decorrência de outro processo. Bolsonaro é investigado por sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo.

Uma série de medidas cautelares foram determinadas no inquérito que investiga o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, por sua atuação junto ao governo de Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e os ministros do Supremo.

Nesse processo, o ex-presidente é investigado por enviar recursos, via Pix, para bancar a estadia do filho no exterior – em março, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob alegação de perseguição política. Em agosto, a Polícia Federal indiciou Bolsonaro e o filho pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Torres e Ramagem perdem cargo

O STF também determinou que o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, e o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem sejam demitidos dos cargos de delegado da Polícia Federal. Eles estão afastados da corporação. Concursados, devem perder o cargo em decorrência de condenação pela Corte.Fonte: Agência Brasil

Condenado, Bolsonaro ainda responde a outro processo no STF; entenda

Brasília (DF) 25/03/2025 - O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete denunciados pela trama golpista vão se tornar réus na ação.
O caso será julgado pela Primeira Turma da Corte, colegiado formado por cinco dos 11 ministros que compõem o tribunal. 
Foto: Antonio Augusto/STF

Por 4 votos a 1, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) condenaram o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A maioria dos réus foi condenada a mais de 20 anos de prisão em regime fechado. Apesar da definição do tempo de condenação, Bolsonaro e os demais não vão ser presos imediatamente. Eles ainda podem recorrer da decisão e tentar reverter as condenações. Somente se os eventuais recursos forem rejeitados, as prisões poderão ser efetivadas.

Além disso, o ex-presidente cumpre, atualmente, prisão domiciliar, mas em decorrência de outro processo. Bolsonaro é investigado por sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo.

Uma série de medidas cautelares foram determinadas no inquérito que investiga o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, por sua atuação junto ao governo de Trump, também para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e os ministros do Supremo.

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Nesse processo, o ex-presidente é investigado por enviar recursos, via Pix, para bancar a estadia do filho no exterior. Em março, Eduardo pediu licença do mandato parlamentar e foi morar nos Estados Unidos, sob alegação de perseguição política. Em agosto, a Polícia Federal (PF) indiciou Bolsonaro e o filho pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Sanções

O governo dos Estados Unidos anunciou, ao longo dos últimos meses, uma série de sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras, como o tarifaço de 50% para importações de produtos do país, uma investigação comercial contra o Pix e punições financeiras ao ministro Alexandre de Moraes por meio da Lei Magnitsky.

Trump e integrantes de seu governo afirmam que Bolsonaro é alvo de uma “caça às bruxas” e que Moraes age contra a liberdade de expressão a empresas americanas que administram redes sociais.Fonte: Agência Brasil

Lei que obriga publicação de lista de material escolar na internet é sancionada na Paraíba

Aumento no material escolar — Foto: Reprodução/TV Subaé

O governador João Azevêdo (PSB) sancionou com vetos a Lei nº 13.889, que torna obrigatória a divulgação da lista de material escolar, por meio da internet, pelas instituições de ensino da educação básica na Paraíba. A medida foi publicada nesta sexta-feira (12) no Diário Oficial do Estado.

De acordo com a lei, escolas públicas e particulares devem disponibilizar a relação de materiais em página online ou em outro meio eletrônico acessível.

O texto ainda prevê que a lista seja apresentada em formato de leitura simples e de acesso gratuito. Caso solicitado, o documento também poderá ser entregue em versão impressa nas secretarias das unidades de ensino. Entre as informações exigidas estão:

  • a relação dos itens exigidos, com indicação da quantidade por aluno;
  • a série ou etapa de ensino a que se refere;
  • a previsão de uso pedagógico dos materiais, quando aplicável;
  • advertência quanto à proibição de itens de uso coletivo ou de responsabilidade institucional, conforme determina a legislação consumerista vigente.

 

A publicação deve ser feita com pelo menos 45 dias de antecedência em relação ao início do ano ou semestre letivo. A fiscalização ficará a cargo dos órgãos de defesa do consumidor.

O governador vetou um dos dispositivos da lei, que previa punições, como multa e advertência, para as unidades de ensino que não cumprirem a nova legislação. O governo entendeu que é necessário seguir critérios já definidos no Código do Consumidor e em legislação federal para evitar invadir a competência da União.

Fonte: G1-PB

Adolescente é baleado durante assalto após sair de lanchonete, em João Pessoa

Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Um adolescente de 16 anos foi baleado durante um assalto, na madrugada desta sexta-feira (12), no bairro Castelo Branco, em João Pessoa. O caso aconteceu por volta das 3h, e a vítima foi encaminhada para o Hospital de Trauma de João Pessoa.

A vítima informou à Polícia Militar que estava voltando de um encontro com a namorada, quando parou em uma lanchonete. Após sair do estabelecimento conduzindo uma moto, uma dupla, também em uma motocicleta, anunciou um assalto.

O adolescente desceu da moto, seguindo a ordem dos suspeitos, mas, ainda assim, recebeu um tiro no pé. Ele foi atendido no Hospital de Trauma e segue em observação.Fonte: G1-PB

Advogado é preso suspeito de aplicar golpes em aposentados no PI; prejuízo das vítimas chega a R$ 235 mil

Advogado é preso suspeito de aplicar golpes em aposentados; prejuízo das vítimas chega a R$ 235 mil. — Foto: Reprodução

Um advogado identificado pelas iniciais F. E. S. S. C. foi preso nesta quinta-feira (11) em Picos, no Sul do Piauí, suspeito de aplicar golpes em aposentados e pensionistas por meio de empréstimos fraudulentos. Segundo a Polícia Civil, o prejuízo das vítimas chega a R$ 235.761,77.

De acordo com as investigações da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), o suspeito é alvo de 12 inquéritos que apuram estelionato e furto mediante fraude. Os empréstimos contratados em nome das vítimas variavam de R$ 1.388,31 a R$ 42.268,64.

O delegado Jonatas Brasil explicou que o advogado enganava idosos de baixa renda prometendo recuperar valores de juros supostamente abusivos de contratos antigos.

“As vítimas eram levadas até o escritório do advogado, onde ele fazia selfies delas, alegando que era para o processo judicial, mas, na verdade, estava fazendo o reconhecimento facial para autorizar novos empréstimos. Dias depois, as vítimas entregavam os cartões e senhas a ele, que se dirigia ao banco e sacava ou transferia o dinheiro”, informou o delegado.

 

O suspeito foi preso em frente ao escritório onde atuava. Durante a operação, a polícia também cumpriu mandado de busca e apreensão na antiga residência dele e apreendeu o celular do advogado.

Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Piauí (OAB-PI) afirmou que foi notificada sobre a prisão do advogado e que está acompanhando o caso.

Confira a nota da OAB-PI na íntegra

 

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, por meio do Sistema de Defesa das Prerrogativas da Advocacia, informa que foi notificada e está acompanhando cumprimento de mandado judicial envolvendo advogado(a), na data de hoje.

A OAB ressalta que acompanha todas as situações que envolvem membros da advocacia, seja em decorrência do exercício profissional, para resguardo das prerrogativas, seja em caráter de apoio institucional.

Reafirmamos nosso compromisso permanente com a defesa da advocacia, garantindo a observância dos direitos e prerrogativas assegurados pela legislação vigente.Fonte: G1-PI

Criança relata dor, professora aciona Conselho Tutelar, vítima descreve abuso sexual e pede ajuda para ela e irmã

Criança relata dor, professora aciona Conselho Tutelar, vítima descreve abuso sexual e pede ajuda para ela e irmã — Foto: Asscom/PCAC

Uma criança denunciou que ela e a irmã foram vítimas de abuso sexual em São Miguel da Baixa Grande. Segundo o Conselho Tutelar do município, a denúncia foi feita quando a menina pediu à cuidadora escolar, durante o banho, que não a tocasse e relatou sentir dor nas partes íntimas.

A cuidadora então suspeitou do comportamento da criança, comunicou à diretora da escola, que acionou o Conselho Tutelar. Em conversa com duas conselheiras, a vítima apontou para a região íntima e, com dificuldade, contou que teria sido violentada em casa e descreveu o que teria acontecido.

De acordo com o Conselho Tutelar, a menina relatou ainda que a irmã dela sofria abusos semelhantesA idade das vítimas não foi informada. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Na residência das irmãs, segundo o Conselho Tutelar, familiares negaram os crimes de forma agressiva. O órgão registrou um boletim de ocorrência e encaminhou as crianças para a casa de uma familiar.

Ao g1, a delegada Haliane Pereira, responsável pela investigação, informou que as crianças seguem sendo cuidadas pela familiar e que as investigações para identificar a autoria dos crimes continuam em andamento.

A denuncia aconteceu no dia 2 de julho, quando os cuidados com as duas criança já foram repassados para um familiar em outra casa.

Como denunciar

 

Denúncias sobre situações de abuso e exploração podem ser feitas pelo 180, pelo Disque 100 e também nos órgãos de proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente. A qualquer momento, em situação de flagrante, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.

A escola pode ser um espaço importante para que outras vítimas de violência sexual entendam o crime que sofreram e também possam buscar ajuda.

O Conselho Tutelar alerta professores e dos funcionários das escolas, para a necessidade de observar sinais no comportamento da criança, como queda no rendimento escolartendências de isolamentoautomutilação e choro excessivo.Fonte: G1-PI

Intoxicação de bolo em escola: Caso em Alto Parnaíba é arquivado após comprovação de infecção por bactéria

Cerca de 150 pessoas, entre elas a maioria crianças, precisaram de atendimento médico após consumirem um bolo servido em uma escola municipal do Maranhão — Foto: Reprodução

Após todos os exames complementares, a Polícia Civil concluiu que uma bactéria causou a intoxicação alimentar que levou 150 pessoas a serem hospitalizadas após festa na Escola Municipal Professora Lêda Tájra, em Alto Parnaíba, no sul do Maranhão. O caso também foi arquivado.

A intoxicação aconteceu no dia 25 de outubro de 2024, pouco tempo depois de pais, alunos e funcionários comerem um bolo que havia sido oferecido na escola, em uma comemoração do Dia das Crianças. Após o episódio, uma equipe médica do Hospital Municipal do município foi mobilizada para receber a grande demanda de pacientes.

Os relatos incluíam sintomas como diarreia, vômito e, em alguns casos, até desmaios. O bolo foi servido no fim da comemoração e alguns pais e avós das crianças também comeram o doce e passaram mal, já que muitos participantes levaram um pedaço para casa.

A Polícia Civil coletou pedaços do bolo para realizar uma análise e, possivelmente, indicar os culpados por suspeita de envenenamento. No entanto, o laudo pericial indicou que o mal preparo levou uma mesma bactéria ao bolo, o que causou a contaminação em todos os que comeram.

“O laudo pericial não indicou a presença de nenhum metal pesado, nenhum produto químico, contaminante, nada de veneno, coisa desse tipo que a gente suspeitava. Junto com os outros laudos que foram produzidos lá pela Secretaria de Saúde mesmo, nas amostras sanguíneas, nessas foi identificada a presença de uma bactéria comum. Ou seja, o bolo de fato ele estava contaminado, mas foi uma contaminação cruzada mesmo de bactéria, questão de falta de preparo”, declarou ao g1 o delegado Jefferson Torquato, que na época era o delegado de Alto Parnaíba.

A Polícia Militar coletou amostras do bolo para análise, enquanto o Conselho Tutelar e a Secretaria Municipal de Saúde também acompanham o caso de perto — Foto: Reprodução

Segundo as investigações, a infecção aconteceu de forma ‘culposa’, sem intenção. Por causa disso, o delegado decidiu não indiciar alguma pessoa, mesmo aquelas responsáveis pelo preparo do bolo.

“Como o crime seria de envenenamento de produto alimentício, ele não tem a modalidade culposa que poderia se aferir. Não existe essa modalidade. Então a gente concluiu sem indiciamentos, encaminhou e esse inquérito foi arquivado”, finalizou o delegado.

Na época, algumas das crianças e adultos com sintomas mais graves precisaram ser internados, mas não houve registro de óbitos. A direção da escola emitiu nota pedindo desculpas e informou que o bolo foi preparado um dia antes da festa, mas não deu informações sobre o que aconteceu com os responsáveis pelo preparo.

“A equipe da escola preparou cada detalhe da festa com muito carinho, com o único desejo de proporcionar um momento especial para nossos alunos. Sabemos que qualquer desconforto para as crianças é motivo de preocupação, e por isso pedimos desculpas”, declarou a escola.Fonte: G1-MA

Falso médico é preso em flagrante por atender pacientes em unidade de saúde no Maranhão

Homem foi preso em flagrante por exercer ilegalmente a medicina no Maranhão — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Um homem de 40 anos foi preso na tarde de quarta-feira (10) suspeito de se passar por médico e atender pacientes em uma unidade de saúde em Bequimão, a 75 km de São Luís. A prisão foi feita pela Polícia Civil do Maranhão.

O nome dele não foi divulgado. O suspeito usava o carimbo de um profissional de saúde regularmente registrado e atendia pacientes na unidade. Segundo a Polícia Civil, há indícios de que ele tenha realizado procedimentos cirúrgicos.

A polícia chegou ao suspeito após uma denúncia do profissional de saúde, que informou que seu nome e carimbo estavam sendo usados de forma indevida.

O homem foi localizado e preso em flagrante onde deve responder pelos crimes de falsidade ideológica e exercício ilegal da medicina. Após prestar depoimento, ele foi encaminhado ao sistema prisional do Maranhão, onde ficará à disposição da Justiça.Fonte: G1-MA

 

Bolsonaro e aliados podem recorrer e ainda não serão presos; entenda

Brasília (DF), 26/03/2025  - Ex-presidente Jair Bolsonaro durante declaração a imprensa após virar Réu no STF. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados na ação penal da trama golpista não será aplicada automaticamente.

Isso porque, os réus ainda podem recorrer da decisão e tentar reverter as condenações pelos crimes dos quais foram acusados: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. O recurso, nesse caso, seria na própria Primeira Turma, sendo incomum uma eventual revisão. Com essa medida, Bolsonaro e seus aliados podem evitar ou, ao menos, adiar a prisão. 

Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, mas em decorrência de outro processo. Bolsonaro é investigado pela sua atuação junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para promover medidas de retaliação contra o governo brasileiro e ministros do Supremo.

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Recurso

A partir da publicação do acórdão com a decisão final, as defesas poderão apresentar os chamados embargos de declaração, recurso que tem objetivo de esclarecer omissões e contradições no texto final do julgamento.

Em geral, esse tipo de recurso não tem poder para rever o resultado do julgamento e costuma ser rejeitado. Os embargos são julgados pela própria turma.

Após a análise desse recurso, o relator, ministro Alexandre de Moraes, poderá determinar o início do cumprimento das penas. Não há prazo para julgamento. 

Com o placar de 4 votos a 1, os acusados não terão direito a levar o caso para o plenário da Corte.

Para conseguir que o caso fosse julgado novamente pelo pleno, os acusados precisavam obter pelo menos dois votos pela absolvição, ou seja, placar mínimo de 3 votos a 2. Nesse caso, os embargos infringentes poderiam ser protocolados contra a decisão.

Prisão

Os réus não devem ficar em celas comuns. Oficiais do Exército têm direito à prisão especial, de acordo com o Código de Processo Penal (CPP). O núcleo 1 tem cinco militares do Exército, um da Marinha e dois delegados da Polícia Federal, que também podem ser beneficiados pela restrição.

São eles:

  • Alexandre Ramagem (delegado da PF e deputado federal), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier (almirante), ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres (delegado da PF), ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno (general),  ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Jair Bolsonaro (capitão);
  • Paulo Sérgio Nogueira (general), ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto (general), ex-ministro de Bolsonaro e candidato à vice na chapa de 2022.

O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, assinou acordo de delação premiada com a Polícia Federal e não vai cumprir pena. 
Fonte: André Richter – Repórter da Agência Brasil