
Na manhã desta terça-feira (22), explosões em Bruxelas resultou na morte de pelo menos 27 pessoas e 55 feridos.
Segundo informações de populares relataram ter ouvido gritos em árabe antes dos incidentes, mas as autoridades ainda não confirmam motivação terrorista. O país declarou alerta máximo de terrorismo.
Foram duas explosões no principal terminal aeroportuário da Bélgica e uma no metrô. Equipes de resgate atuam nos dois locais, onde há informações de feridos. As autoridades interromperam o serviço do metrô, o serviço de bondes, ônibus, assim como as principais estações ferroviárias da capital. O aeroporto foi fechado para pousos e decolagens e o tráfego aéreo foi interrompido e desviados para outras regiões. As rodovias de acesso ao terminal também foram bloqueadas por policiais.
Pânico e correria
Pouco depois das 8h (4h de Brasília), duas explosões quase simultâneas atingiram a área de desembarque do aeroporto internacional de Bruxelas. “Primeiro aconteceu uma pequena explosão e depois uma mais forte na altura do check-in”, afirmou a jornalista Teresa Küchler, do jornal sueco Svenska Dagbladet. “Todo o edifício tremeu, havia fumaça por todos os lados e pessoas jogadas no chão do terminal. Pedaços do teto caíram”, disse.
Imagens exibidas por canais de televisão mostraram cenas de pânico, com centenas de passageiros fugindo do terminal, em meio à fumaça e aos vidros quebrados. “O teto caiu, havia um cheiro de pólvora”, contou à AFP Jean Pierre Lebeau, um francês que acabara de chegar de Genebra. Várias testemunhas afirmaram que ouviram tiros e gritos em árabe antes das explosões.
Pouco depois aconteceu ao menos uma explosão na estação de metrô de Maalbeek, o bairro de Bruxelas onde ficam as instituições europeias. Um jornalista da AFP observou do lado de fora da estação 15 pessoas, com os rostos ensanguentados, recebendo atendimento médico.
Alerta total
O ministro do Interior da Bélgica, Jan Jambon, declarou o alerta máximo de terrorismo devido às explosões. O fato ocorre quatro dias depois da prisão de Salah Abdeslam, um dos principais suspeitos de ter comandado os atentados em Paris, no fim do ano passado. A suspeita é de que os atos de hoje tenham ocorrido por retaliação.
A Comissão Europeia pediu aos funcionários que não compareçam ao trabalho ou permaneçam nos escritórios. O centro de crise do governo belga solicitou aos moradores de Bruxelas que permaneçam em casa. Ao mesmo tempo, as autoridades de vários países europeus reforçaram a segurança em seus aeroportos e fronteiras. Grã-Bretanha, França, Alemanha, Holanda e Dinamarca anunciaram a intensificação dos controles. Além disso, a linha Eurostar, que liga Paris e Londres com Bruxelas por trem, suspendeu as viagens à capital belga.
Reações
O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, condenou os “ataques terroristas” em um comunicado. “Estou consternado com as bombas desta manhã em Zaventem e no distrito europeu em Bruxelas que custaram a vida de várias pessoas inocentes e feriram muitas mais”. “É um ataque contra a Europa democrática. Jamais aceitaremos que terroristas agridam nossas sociedades abertas”, afirmou o primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven. O premier dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, denunciou no Twitter um “ataque abjeto”.
fonte o imparcial