Blog do Walison - Em Tempo Real

China chama tarifas de Trump de ‘hipócritas’ e ameaça resposta aos EUA: ‘Não temos medo de brigar’

Trump (presidente dos EUA) e Xi Jinping (presidente da China) — Foto: AFP

China chamou de hipócritas as tarifas de 100% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos chineses e ameaçou responder às medidas adotadas pelo presidente Donald Trump. As declarações foram dadas pelo Ministério do Comércio chinês neste domingo (12).

Na sexta-feira (10), Trump criticou uma iniciativa chinesa de restringir a exportação de elementos ligados às terras raras. Em seguida, anunciou que os EUA vão impor uma tarifa adicional de 100% sobre produtos importados da China a partir de 1º de novembro.

Em resposta, o Ministério do Comércio da China afirmou que os controles sobre elementos de terras raras – que Trump chamou de “surpreendentes” e “muito hostis” – são uma reação a uma série de medidas dos EUA desde as negociações comerciais entre os dois países no mês passado.

“Ameaçar impor tarifas altas a qualquer momento não é a forma correta de lidar com a China. Nossa posição sobre guerras tarifárias é consistente: não queremos brigar, mas não temos medo de brigar”, disse o ministério.

“Se os EUA persistirem em agir unilateralmente, a China tomará medidas correspondentes para defender seus direitos e interesses legítimos.”

 

O aumento das tensões comerciais entre China e EUA abalou o mercado global, derrubou ações de grandes empresas de tecnologia e pode comprometer a cúpula entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, prevista para este mês.

Os dois líderes teriam um encontro nos bastidores da Cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), na Coreia do Sul. Segundo Trump, “agora não há motivo algum” para que a reunião ocorra. Pequim ainda não confirmou publicamente o encontro.

A tarifa de 100% anunciada na sexta-feira por Trump pode reativar uma guerra comercial de retaliações mútuas. Washington e Pequim haviam pausado o conflito após uma extensa rodada de negociações diplomáticas.

No início do ano, uma guerra comercial entre os dois países levou ambos a aumentar progressivamente as tarifas sobre produtos importados um do outro, chegando a 145% nos EUA e 125% na China.

Terras raras e escalada das tensões

Na quinta-feira (9), a China anunciou a inclusão de cinco novos elementos à lista de controle de exportações, aumentou a vigilância sobre usuários de semicondutores e incluiu dezenas de tecnologias de refino na lista de restrições.

O governo chinês também passou a exigir que produtores estrangeiros de terras raras que utilizem materiais chineses cumpram as regras do país. A China produz mais de 90% das terras raras processadas e dos ímãs de terras raras no mundo.

As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos encontrados em abundância em vários países. A maioria desses minerais está concentrada em dois pontos: na China e no Brasil. São imprescindíveis para a indústria e estão presentes em tecnologias de ponta, como chips para celulares e computadores.

Trump afirmou que a China tem enviado cartas a países de todo o mundo, anunciando planos de impor controles de exportação sobre todos os elementos usados na produção de terras raras.

“Ninguém jamais viu algo assim; essencialmente, isso ‘congestionaria’ os mercados e tornaria a vida difícil para praticamente todos os países do mundo — especialmente para a própria China”, afirmou o republicano.

“Mas os EUA também têm posições monopolistas, muito mais fortes e abrangentes do que as da China. Eu simplesmente não escolhi usá-las antes porque nunca houve motivo para isso — ATÉ AGORA!”, acrescentou. Fonte G1

Mais brincadeira, menos tela: confira dicas para uma infância saudável

Brasília (DF), 26/03/2025 - O ministério dos Direitos Humanos e Instituto Maurício de Souza lançam gibi da Turma da Mônica sobre intergeracionalidade em escola no Itapuã, região administrativa do Distrito Federal. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Se o mundo se transformou com a internet, redes sociais e a massificação dos dispositivos móveis, a infância também. Em uma era hiper conectada, o contato com a natureza, as brincadeiras ao ar livre e o tempo longe das telas já aparecem como prescrição médica.

Com 29 anos de prática em consultório, Renata Aniceto, membro do Departamento Científico de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), destaca que já prescreve em suas orientações, além de alimentação saudável e vacinação, tempo de convívio entre pais e filhos.

“Eu quero que no final de semana vocês tenham duas horas de brincadeiras no parque, de vivências em casa, que levem as crianças para cozinhar, para fazer jogos de tabuleiro. É um retrocesso. Essa geração de pais não sabe como brincar com os filhos porque eles já vêm de uma fase conectada com as telas”, alerta.

Ela conta que observou uma mudança comportamental gigantesca, principalmente com a entrada das telas, do celular e do tablet no cotidiano das famílias.

“Houve uma desconexão entre pais e filhos. Porque não só as crianças estão mais tempo em tela, os pais também. No consultório, passaram a chegar muito mais alterações como ansiedade e depressão, quadros que nós nem estudávamos na nossa formação [em pediatria] e hoje precisamos lidar. É um momento muito conectado e desconectado ao mesmo tempo, com essa desconexão humana”, diz a pediatra.

Angela Uchoa Branco, professora do Departamento de Psicologia Escolar e do Desenvolvimento da Universidade de Brasília (UnB), reforça a importância das brincadeiras presenciais, face a face com outras crianças e adultos. Para as mais velhas, recomenda jogos como os de tabuleiro.

“Jogos e brincadeiras livres são fundamentais para o desenvolvimento da criança. Contação de histórias dialogadas, ler para a criança antes de dormir, deixar livrinhos infantis disponíveis para desenvolver a criatividade e o gosto pela leitura. E, sempre que possível, levar a criança para brincar ao ar livre e conviver com a natureza”, afirma Angela.

Para este Dia das Crianças, a Agência Brasil conversou com médicos, psicólogos e especialistas para reunir dicas para uma infância mais saudável. Confira:

Mais brincadeira, menos tela

Rio de Janeiro (RJ), 27/08/2025 – Alunos jogam futebol durante intervalo no Ginásio Experimental Olímpico Reverendo Martin Luther King, na Praça da Bandeira, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) – Alunos jogam futebol durante intervalo no Ginásio Experimental Olímpico Reverendo Martin Luther King, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil –

Se no passado a infância era marcada pelas brincadeiras de rua e o tempo livre, hoje se mistura com as telas do celular, notificações e interações online. Renata destaca que, para além da perda nas interações e do convívio, o excesso de telas pode prejudicar também o desenvolvimento do cérebro e da cognição.

“O excesso de telas vai estimular áreas que não são tão primordiais e pode levar à perda de habilidades, como foco, atenção, memória, resolução de problemas. São gerações que estão tendo mais dificuldade na comunicação e na aprendizagem. Além disso, se eu mexo menos o corpo, então haverá maior incidência de obesidade”, explica.

No ano passado, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) atualizou as orientações sobre o tempo de telas adequado para cada faixa etária.

  • De 0 a 2 anos: sem telas, mesmo que passivamente;
  • De 2 a 5 anos: uma hora por dia, com supervisão dos pais ou responsáveis;
  • De 6 a 10 anos: uma a duas horas por dia, no máximo, e sempre com supervisão;
  • Entre 11 e 18 anos: de duas a três horas por dia, e nunca deixar “virar a noite”.

A diretora executiva da ONG Vaga Lume, Lia Jamra, que há 25 anos atua com educação nos nove estados da Amazônia Legal, ressalta a importância do incentivo à leitura, em oposição ao digital.

“É muito importante pais e cuidadores terem iniciativa de ler para a criança para ajudar a sair da tela. A leitura traz um impacto socioemocional muito grande na formação de repertório, visão de mundo, possibilidade de sonhar. A infância na Amazônia é mais saudável. Várias brincadeiras fora de casa fazem parte da rotina dessa criança, como um mergulho no rio”, diz Lia.

Sono

Brasília (DF) 28/01/2025 - Os irmãos Clara Santana (10) e Pedro Santana (13), são vistos com celular na mão embaixo de um cobertor.
Uma a cada 3 crianças tem perfil aberto em redes, alerta pesquisa
Dados foram divulgados nesta terça pela Unico e Instituto Locomotiva
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Excesso de telas pode prejudicar qualidade do sono das crianças . Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O sono de qualidade é um dos pilares fundamentais para o bom desenvolvimento infantil. O descanso adequado está diretamente ligado ao desenvolvimento físico, cognitivo e emocional. Também nesse aspecto, Renata aponta que as telas podem atuar como vilãs da saúde das crianças;

“Se usar telas no período noturno, fica com a luz da tela no meu cérebro mais tempo, o que diminui a produção de melatonina, hormônio responsável pela indução inicial do sono. Assim, a criança  vai ter mais dificuldade para pegar no sono e despertares noturnos mais frequentes”, destaca.

A médica explica que o sono não é só para descansar, mas trata-se de um período em que processos neurológicos acontecem.

“A fixação de aprendizados adquiridos durante o dia é feita nesse período noturno. Muitos hormônios são secretados durante a noite, como o hormônio do crescimento, os hormônios controladores de fome e saciedade, que podem impactar no apetite e ganho de peso”, afirma.

Diálogo

A professora da UnB, Angela Uchoa, também destaca a importância de estabelecer diálogos respeitosos para promover uma educação que estabeleça limites, mas que reforce a autoestima dos pequenos, sem punições físicas.

“É necessário sempre escolher o momento certo para conversar e estabelecer limites, dialogando. Devemos ter tolerância zero para agressões, mas manter uma atitude respeitosa e dando exemplo de como se deve agir quando algo nos desagrada. Respeito gera respeito, é necessário demonstrar afeto para que a criança se sinta amada e elogiar aquilo que ela sabe fazer bem. Isso fortalece a sua autoestima, essencial para seu pleno desenvolvimento como ser humano” completa a professor da UnB.

Alimentação

Brasília-DF, 10.11.2023, A Diversas frutas, legumes e verduras que são vendidos diariamente na Centrais de Abastecimento do Distrito Federal, a CEASA-DF. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Frutas devem estar presente na alimentação desde o primeiro ano de vida. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Aos 6 meses de vida, quando os primeiros dentinhos em geral aparecem, o bebê inicia a chamada introdução alimentar. A fase é considerada primordial na formação dos futuros hábitos alimentares da criança, destaca a professora Diana Barbosa Cunha, do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Ela destaca que hábitos ruins na infância podem manter-se ao longo da vida, tornando-se fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas como as cardíacas, hipertensão arterial, diabetes tipo 2, entre outras.

 “Essa fase deve ser tranquila, pensando que o objetivo da introdução alimentar é que o bebê conheça os alimentos. Nessa fase, o leito materno ainda é o alimento mais importante. A recomendação é que a introdução alimentar se inicie aos 6 meses e a gente espera que, aos 2 anos, a criança esteja plenamente adaptada à alimentação da família”, diz a professora.

Diana destaca que é muito importante que a família esteja se alimentando de forma adequada, dando o exemplo, tendo como base os alimentos minimamente processados, como cereais, leguminosas, carnes, frutas.

“Deve-se restringir o consumo de alimentos ultraprocessados. É fundamental estimular a autonomia da criança escolhendo as opções saudáveis que o responsável vai apresentar. Levar as crianças para a feira para ela escolher os alimentos. Levar a criança para o preparo dos alimentos como lavá-los, cortá-los. Isso favorece a relação com a alimentação”, conclui a professora.

Fonte: Agência Brasil Colaborou Ana Cristina Campos

Dono de cavalo que causou morte de jovem em acidente com moto deve responder por homicídio, diz polícia

Jovem de 23 anos morre após colidir com cavalo em rua no Sul do Piauí — Foto: Reprodução/ Câmera de segurança

proprietário do cavalo envolvido no acidente de moto que resultou na morte de Raimundo Neto, de 23 anos, em Floriano, deverá responder por homicídio culposo, segundo informou ao g1 o delegado Wanderlan Nunes, da Polícia Civil do Piauí (PCPI).

⚖️ Homicídio culposo é quando uma pessoa causa a morte de outra sem intenção de matar, mas por imprudência, negligência ou imperícia.

“A situação já está esclarecida. Faltam apenas alguns laudos periciais e a conclusão de diligências para encerrar o inquérito, mas o caso está bastante adiantado”, afirmou o delegado Wanderlan Nunes..

Testemunhas foram ouvidas pela Polícia Civil, e o dono do cavalo prestou depoimento na sexta-feira (10). O inquérito deve ser concluído ainda nesta semana.

O acidente aconteceu no dia 2 de outubro. Um vídeo de câmera de segurança mostra o momento em que Raimundo pilotava uma moto e bateu no animal que atravessava a pista correndo.

Com o impacto, o cavalo caiu sobre Raimundo. Ele foi socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O jovem trabalhava em uma oficina de motos em Floriano. O cavalo também morreu no local do acidente.

Estado registrou mais de 40 mortes no trânsito envolvendo animais

 

O Piauí registrou 41 mortes no trânsito envolvendo animais em 2025, segundo o Observatório de Trânsito da Secretaria de Segurança Pública.

Para reduzir esses casos, a Diretoria de Operações de Trânsito lançou, em maio, a Operação Porteira Fechada.

Durante a operação, foi criado um protocolo para que equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil possam autuar casos de animais soltos nas ruas.

Desde maio, são feitas duas ações integradas por mês com a Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal, segundo a Diretoria de Operações de Trânsito.

Até setembro, 56 donos de animais foram conduzidos pela polícia por crime de colocar em risco a vida ou a saúde de outras pessoas, conforme o artigo 132 do Código Penal.

A pena para esse crime é de 3 meses a 1 ano de detenção, se não houver lesão ou morte. Em casos mais graves, o autor pode responder por lesão corporal ou homicídio.Fonte: G1-PI

Homem é preso após atingir mulher com um golpe de faca em João Pessoa

Homem foi encaminhado para a Cidade da Polícia Civil em João Pessoa — Foto: Divulgação/Polícia Militar

Um homem foi preso suspeito de esfaquear uma mulher, na manhã deste domingo (12), no bairro Valentina de Figueiredo, em João Pessoa. Segundo a Polícia Militar, a vítima, que é esposa do suspeito, está grávida.

A mulher foi atingida no abdômen e levada para o Complexo Hospitalar de Mangabeira, o Trauminha. Até o momento, não há atualizações sobre o estado de saúde dela.

À Polícia Militar, o suspeito relatou que esfaqueou a mulher após uma discussão e que ela teria tentado agredi-lo. Os dois estavam consumindo bebidas alcóolicas.

Governador do PI negocia com o governo Lula a reativação da ferrovia ligando Caxias a Altos

O governador do Piauí,  Rafael Fonteles, solicitou ao Governo Federal que reative o antigo trecho da ferrovia Transnordestina ligando as cidades de Caxias (MA) a Altos (PI), passando por Teresina, para o transporte de passageiros.

A intenção é que o trecho seja inserido na renovação de contrato entre a gestão federal e a Transnordestina Logística, que é a operadora da ferrovia. O outro trecho da Transnordestina, que ligará a região sul do Piauí ao Porto de Pecém (CE), está em obra e deve ser entregue em 2028.

Segundo o governador, a reativação do transporte de passageiros tem o objetivo de reforçar os equipamentos públicos que servem à população dessas cidades, que costumam transitar diariamente, e a empresa que opera a ferrovia já manifestou interesse. “Essa concessão federal vai ser renovada em 2026. O concessionário tem interesse em fazer os investimentos. Nosso pleito junto ao Governo Federal é que o trecho entre Caxias, Timon, Teresina e Altos volte a funcionar como transporte de passageiros”, explicou.

Essa ferrovia contempla toda a região norte do Piauí e segue até Fortaleza (CE). Ela está desativada desde 1988, mas antes disso costumava fazer seis viagens semanais transportando passageiros.

A ferrovia liga as cidades de Altos (PI) e Fortaleza (CE), com ramais nos portos de Mucuripe e Pecém passando por Buriti dos Montes (PI), Castelo do Piauí (PI), Ibiapaba (CE), Crateús (CE), Ipu (CE), Sobral (CE), Itapipoca (CE), Croatá (CE), Caucaia (CE), dentre outros.

Transnordestina avança do Piauí rumo a Pecém (CE)

A construção do trecho da ferrovia Transnordestina que liga o sul do Piauí ao Porto de Pecém (CE) segue acelerada e, neste mês de outubro, passará pelo seu primeiro teste de transporte de cargas. “As obras estão concentradas agora no trecho do Ceará, porque o primeiro trecho do Piauí já está concluído. Depois, vão levar de São Miguel do Fidalgo até Eliseu Martins. E já vão fazer a operação teste esse ano, ligando o trecho de Simplício Mendes à região do sertão central do Ceará, levando grãos para abastecer a bacia leiteira e as granjas que tem naquela naquela região. Esse teste vai mostrar a funcionalidade”, explicou Rafael Fonteles.

Ainda de acordo com o governador, essa obra é de extrema importância para o desenvolvimento do setor agrícola e também da mineração piauiense. “Não tenho dúvidas que o impacto, sobretudo para a região do Sudeste”, destacou.

Em junho, o Governo Federal fez um aporte de R$ 1,4 bilhão para garantir a execução dessa obra. O recurso vem dos Fundos de Investimento do Nordeste (Finor) e de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), sendo R$ 600 milhões liberados ainda em 2024 e R$ 816 milhões oriundos do Finor. A obra é considerada estratégica para a economia do Nordeste, pois vai escoar grãos e minérios produzidos no Piauí até os portos de Pecém (CE) e Suape (PE), ampliando a capacidade de exportação da região.

Fases da ferrovia

A Transnordestina está dividida em três fases principais: a primeira, do Porto do Pecém (CE) até São Miguel do Fidalgo (PI), passando por Salgueiro (PE), com cerca de 1.040 km. A fase dois corresponde ao trecho de 166 km entre Paes Landim e Eliseu Martins (PI), inteiramente dentro do estado. A última etapa vai de Salgueiro (PE) ao Porto de Suape (PE), com 547 km.

Em junho, foi assinada a ordem de serviço para o início da construção do lote 8 da ferrovia, do trecho MVP (Missão Velha – Pecém). Atualmente, cinco outros lotes do mesmo trecho (4, 5, 6, 7 e 11) já estão em execução, abrangendo a região central do Ceará e o acesso ao Porto do Pecém. Com a contratação do lote 8, restarão apenas os lotes 9 e 10 para a conclusão da fase 1 da ferrovia. A previsão é que esses trechos finais sejam contratados ainda em 2025.

A previsão do Governo Federal é de que os primeiros testes de operação com cargas comecem ainda em 2025, com o transporte partindo do Terminal Intermodal de Cargas do Piauí até as regiões do Ceará e Pernambuco.

Por: SECOM

Violência sexual é a violação mais comum contra meninas, diz pesquisa

De cada dez brasileiros, nove (87%) destacam a violência sexual como o tipo de violação que mais vitima meninas. E é também considerada a mais comum no país por 43% da população.

Os dados constam da pesquisa Percepções sobre violência e vulnerabilidade de meninas no Brasil, consolidada pelo Instituto QualiBest, a pedido da Plan Brasil. Os resultados foram divulgados por ocasião do Dia Internacional da Menina, celebrado neste sábado (11).

Também foram bastante citadas no questionário aplicado, além da violência sexual, a física, a psicológica/emocional e a online, que envolve os casos de cyberbullying, assédio e exposição de imagens na internet. Gravidez na adolescência, que pode, inclusive, ser resultante de um estupro, foi outro destaque (56%).

A pesquisa coletou, por meio de formulário online, avaliações de 824 pessoas de todas as classes sociais e regiões do Brasil, das quais 433 eram mulheres e 381 homens. A proporção de pessoas que percebem a adultização de meninas como uma forma de violência também foi expressiva no levantamento, de 90% (61% acham que caracteriza totalmente uma violência e 29% que consiste apenas em parte).

Ana Nery Lima, especialista em gênero e inclusão da Plan Brasil, alerta para as poucas menções de falta de acesso à educação (36%), casamento infantil (43%), trabalho infantil (46%) e negligência (48%).

“Quando a gente fala de violência baseada em gênero, qual a primeira coisa que vem à cabeça? Agressão física. Mas a gente tem uma gama de outras violências, que, inclusive, leva à violência física e ao feminicídio como consequência”, argumenta, pontuando que o reconhecimento, por parte das vítimas, de qual tipo de violência sofreram é fundamental para poderem denunciar adequadamente. Assim como é importante entender como ocorre o ciclo de violência, caracterizado pelo aumento da tensão entre agressor e vítima, o cometimento e o período de lua-de-mel, que é quando o agressor promete mudar e pede desculpas, recomeçando tudo novamente, caso a vítima não rompa o vínculo.

Mais da metade (60%) das pessoas entrevistadas julgam que, na atualidade, as meninas estão “muito mais vulneráveis” do que há uma década. Tal sensação é mais intensa entre pais e mães (69%).

Vulnerabilidade no ambiente digital
É quase unânime, entre os mais de 800 respondentes, a opinião de que a internet e as redes sociais aumentam a vulnerabilidade de meninas (92%), e mais da metade (51%) dos participantes respondeu que seus filhos e filhas menores de 18 anos de idade mantêm perfis nas redes sociais, sendo o Instagram (80%), o WhatsApp (75%), o TikTok (57%) e o YouTube (49%) predominantes. Por mais de duas décadas no ar, o Facebook, que chegou ao Brasil na segunda metade dos anos 2000, hoje registra 47% da presença de crianças e adolescentes. Kwai e X (antigo Twitter) aparecem por último na lista, com 27% e 13%, respectivamente.

De 359 entrevistados, 74% afirmaram publicar fotos de seus filhos ou filhas com menos de 18 anos de idade nas redes sociais. Pouco mais de um quarto (27%) as veicula com frequência, em perfis fechados, ou seja, vistos por amigos e familiares. Um terço (33%) diz colocar as fotos “raramente e de forma controlada”, enquanto 6% publicam em perfil aberto, tomando medidas que acreditam preservar suas filhas e filhos, como restringir comentários de seguidores.

Um total de 8% sobem as fotos sem nenhuma restrição especial. Além disso, 92% do total de participantes do levantamento são a favor da responsabilização de adultos que tirem proveito financeiro da exposição de meninas na internet ou que as coloquem em risco no ambiente online.

Violência dentro de casa 
Um aspecto constatado pela pesquisa, a partir da amostragem, é o de que a maioria da população (83%) indica a internet como o ambiente mais perigoso para as meninas. Muito mais do que suas próprias casas (33%), porcentagem que varia pouco quando se observam as respostas das participantes mulheres (37%).

A constatação, segundo os pesquisadores, representa uma questão discutível, já que estatísticas sempre apontam que a maior parte das violências de gênero, seja contra meninas, seja contra mulheres adultas, acontece em suas residências e é praticada por conhecidos das vítimas, incluindo parentes e companheiros e ex-companheiros românticos.

A diretora da SaferNet Brasil, Juliana Cunha, esclarece a controvérsia que faz com que muitas pessoas não vejam as residências como o principal local onde violências de gênero, que vão da sexual ao feminicídio, são consumadas.

“Trata-se de algo arraigado cultural e, portanto, profundamente na sociedade brasileira e que explica por que os lares são considerados menos ameaçadores do que ruas e bairros (53%) e o transporte público (47%)”, explica.

“A gente ainda tem uma percepção de risco muito vinda do nosso imaginário de que o risco é esse adulto estranho. E a gente acaba não olhando para uma fonte de risco que é muito mais frequente, não só nos dados, mas nos relatos das vítimas também, que é alguém da mesma idade, ou seja, não necessariamente é um adulto, mas um par, às vezes, um adolescente, colega da escola, e, quanto à violência sexual, que vem de dentro de casa ou de pessoas de confiança”, diz Ana Nery Lima, especialista da Plan Brasil, cuja esperança está centrada em ações combinadas entre diversas esferas, para que instrumentos como o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital (ECA) funcione.

Essa crença faz com que os próprios pais e mães tornem seus filhos e filhas suscetíveis, pois permitir o acesso a fotos de suas redes sociais não significa proteção efetiva, considerando que amigos e mesmo familiares podem ser abusadores e agressores, alerta Ana Nery.

“A gente acaba, de novo, incorrendo nessa percepção enviesada, fruto desse imaginário de que tem um pedófilo estranho no porão de casa, e, na verdade, não é nada disso. Essa violência tem acontecido entre os próprios adolescentes ou há um risco maior, probabilidade maior, de ser perpetrada por adultos que têm acesso à criança ou algum laço de confiança com a criança, e não é essa figura que a gente imagina que seja”, reforça a especialista.

“É um familiar, um professor, alguém que a gente até admira, uma pessoa que tem prestígio. Os dados da internet têm que ser olhados sob essa mesma lente”, reforça.

Ana Nery Lima complementa dizendo que o quadro no país só vai mudar quando as pessoas assumirem que podem ser elas mesmas agressoras ou que os agressores estão em seu círculo social.

“A gente precisa se assumir, entender que a nossa sociedade produz e reproduz essas violências, os machismos, a misoginia, que tem aumentado, infelizmente. Quando a gente olha para os dados, é uma situação complexa, porque ninguém quer se reconhecer cometendo uma violência. É óbvio que é ruim. Mesmo nas pequenas violências pequenas como nas institucionais, nas instituições, empresas, onde os salários são desiguais, mulheres e jovens são desrespeitadas desde seus primeiros trabalhos”, pondera.

Inteligência artificial e novos tipos de violências
Um dos meios de violação dos direitos de meninas que têm se difundido amplamente na internet, nos últimos anos, é o chamado deepfake, uma montagem feita com inteligência artificial generativa, em que se mistura o rosto de uma garota com o corpo de outra pessoa em contexto sexual, em uma pose sensual ou ato sexual, sem consentimento de ambas as retratadas. Essas imagens também podem ser completamente sintéticas, criadas sem a imagem de uma criança ou adolescente reais.

Na segunda-feira (6), a SaferNet Brasil divulgou um balanço sobre deepfake sexuais, exemplificando o que ocorre no país com 16 casos encontrados em escolas de dez das 27 unidades federativas, depois de analisar centenas de notícias de 2023 até o presente. O estudo foi financiado com verba do fundo SafeOnline, gerido pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Com a varredura do noticiário, a organização encontrou 72 vítimas e 57 agressores, todos com menos de 18 anos de idade, e descobriu que os estados com maior número de ocorrências são Alagoas, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Em quase todos os episódios, os crimes aconteceram em instituições de ensino particulares.

“O número de casos pode ser bem maior, pois a SaferNet recebeu informações e confirmou de forma independente mais três casos não noticiados pela imprensa, sendo dois no Rio de Janeiro e um no Distrito Federal, com pelo menos mais dez vítimas e um agressor identificados. Embora o número de casos identificados até o momento seja menor em comparação às ocorrências de imagens de abuso e exploração sexual sem o uso de IA, chama a atenção o fato de não haver, por parte das autoridades brasileiras, um monitoramento sobre a incidência desses crimes, nem se as investigações sobre esses casos têm avançado, dificultando a compreensão da real dimensão do problema”, diz a organização, que alimenta uma página com materiais que podem aproveitados por educadores e equipes pedagógicas e outra por meio da qual recebe denúncias.Por: Agência Brasil

Secretaria de Saúde de João Pessoa investiga caso suspeito de morte de indígena Warao por catapora

Abrigo em que os indígenas da etnia warao vivem atualmente — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

A morte de um indígena Warao de 60 anos em um abrigo está sendo investigada pela Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (SMS-JP) por suspeita de catapora. De acordo com a SMS, quatro casos de catapora entre indígenas Warao foram confirmadas neste sábado (11), sendo duas em crianças e duas em jovens adultos. Todos se encontram em fase de recuperação.

Segundo a Secretaria de Saúde, o indígena Warao que teve a morte confirmada não mantinha adesão regular ao acompanhamento de saúde e costumava não estar ou se retirar do abrigo onde eram feitas as visitas das equipes de Saúde responsáveis.

Segundo informado pela Secretaria de Saúde, os pacientes diagnosticados com catapora estão recebendo acompanhamento das equipes do Departamento Municipal de Saúde para Imigrantes e Refugiados.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa afirmou que já foram aplicadas 2.800 doses de vacinas entre os indígenas Warao, o que representa um aumento de 75% na cobertura vacinal do grupo.Fonte: G1-PB

Campina Belas Artes: literatura e música mostram força da cultura da Rainha da Borborema

Campina Grande é cenário de versos, melodias e histórias que atravessam gerações. — Foto: Diogo Almeida/G1

Campina Grande, que completa 161 anos de história neste sábado (11), é cenário de versos, melodias e histórias que atravessam gerações. Poetas, músicos e escritores encontraram na cidade um território fértil para criar e preservar a cultura nordestina.

A literatura e a música caminham lado a lado na construção dessa identidade. Dos folhetos de cordel às bandas e orquestras, a cidade guarda memórias e forma talentos que levam o nome da Borborema para o mundo. Ao longo das décadas, a Rainha da Borborema mantém viva a tradição que a tornou um dos principais polos culturais do Nordeste.

Livros, cordéis e revistas ajudam a contar a história de Campina Grande e a preservar o que há de mais marcante na cultura da cidade. As feiras e os encontros populares sempre foram palco para autores que transformam o cotidiano em poesia e narrativa.

“Se a Paraíba é o berço do cordel, imagine Campina Grande. O cordel do passado, o seu palco de atuação era a feira, e a cidade era esse grande repositório vivo, de trocas e afetos”, afirma a pesquisadora Joseilda Sousa .

 

Com o tempo, a produção literária local ganhou novas formas. O escritor Bruno Gaudêncio lembra que, durante muitos anos, a literatura esteve ligada ao jornalismo. “A partir da segunda metade do século XX é que vai haver uma diversificação muito grande da produção literária na cidade. E esses autores vão começar a dialogar com a produção literária não só brasileira, mas internacional”, explica.

Parte importante dessa memória está reunida na Academia de Letras de Campina Grande, criada em 1981. O presidente da instituição, Thélio Farias, ressalta que o espaço continua sendo o principal centro de preservação da produção literária da Borborema.

“A Academia foi fundada por grandes intelectuais da época e, desde então, é o centro de referência da preservação da literatura feita por campinenses e pessoas da região. Todos os nomes relevantes têm ligação com a Academia de Letras de Campina Grande”, afirma.

 

Mas é na Biblioteca Átila Almeida, no Campus I da UEPB, que está um dos maiores símbolos do protagonismo literário da cidade. O local abriga mais de 18 mil folhetos de cordel e é considerado um dos maiores acervos do mundo. Segundo Joseilda, o acervo é reconhecido internacionalmente.

“Ela já é, em si, uma das coleções mais invejáveis do mundo. Temos mais de 18 mil folhetos e somos o maior acervo mundial. Aqui chegam pesquisadores do mundo inteiro buscando essa genealogia. Hoje, é uma rota para os estudos”, destaca a pesquisadora.

A música também faz parte da identidade campinense. Do forró à música clássica, a cidade é palco para artistas, projetos e formações que fortalecem a cultura regional e projetam talentos para além da Borborema. O professor Vladmir Silva lembra que essa relação vem de longe.

“A música sempre esteve presente em Campina Grande desde o início da sua história, por meio das bandas, de nomes como Capiba e da criação dos cursos de artes, na década de 1970. Essa relação da música de concerto remonta há bastante tempo”, explica.

 

Além de tradição, a cidade também é reconhecida pela formação de músicos que levam seu aprendizado para o mundo.

“Já formamos inúmeros alunos que estão no mercado de trabalho, muitos mestres e doutores que também saíram daqui e têm voltado para compartilhar experiências conosco. Existe música também no interior da Paraíba, e temos levado essa socialização do acesso a diferentes lugares”, completa o professor.Fonte: G1-PB

Quatro cidades do Piauí lideram ranking de maiores temperaturas do Brasil; confira temperaturas

Dia ensolarado em Teresina — Foto: Pedro Lima / g1

Quatro cidades do Piauí lideraram o ranking de municípios mais quentes na sexta-feira (10), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Entre elas, está a capital Teresina.

Entre as cidades, Oeiras ficou no topo, com o registro de 39.8°C. Em setembro, o município bateu o recorde de maior temperatura do ano no estado, quando atingiu 41,2 °C.

Os dados foram registrados pelo Inmet até as 15h de terça. Veja as temperaturas:

  • Oeiras: 39.8 °C;
  • Teresina: 39.0 °C;
  • Corrente: 38.9 °C;
  • Picos: 38.2°C.

 

Veja dicas para enfrentar o tempo seco:

 

  • Beba bastante água para manter o corpo hidratado;
  • Use um umidificador de ar ou coloque uma bacia com água ou toalha úmida no ambiente;
  • Hidrate as mucosas com soro fisiológico pelo menos duas vezes ao dia;
  • Lave os olhos com soro fisiológico ou colírio de lágrima artificial;
  • Evite bebidas alcoólicas, que podem causar desidratação;
  • Mantenha a casa limpa para reduzir o acúmulo de poeira;
  • Não pratique exercícios físicos entre 11h e 17h;
  • Proteja-se do sol e cuide da hidratação da pele e das mucosas.Fonte: G1-PI

Vaqueiro morto em acidente recebe homenagem de hospital após família autorizar doação de órgãos no Piauí

Vaqueiro morto em acidente recebe homenagem do HUT após família autorizar doação de órgãos — Foto: FMS

O vaqueiro Carlos Manoel, de 21 anos, conhecido como “Fogoso”, morreu em um acidente de moto no dia 7 de outubro. Natural de Miguel Alves, no Norte do Piauí, ele foi homenageado pelo Hospital de Urgência de Teresina (HUT) após a família autorizar a doação de seus órgãos.

Profissionais do HUT organizaram o “Cortejo da Vida”, uma cerimônia realizada no corredor do hospital para homenagear o doador e celebrar as vidas que serão salvas. Os órgãos de Carlos Manoel serão encaminhados para pacientes do Piauí e do Ceará.

O jovem foi levado ao HUT após sofrer o acidente, mas não resistiu aos ferimentos. A informação foi divulgada pela Fundação Municipal de Saúde (FMS), que publicou um vídeo da homenagem nas redes sociais neste sábado (11).

“A Fundação Municipal de Saúde expressa sua profunda gratidão à família pela coragem e empatia. Que esse exemplo inspire mais pessoas a dizerem sim à doação de órgãos.”, disse a FMS em nota.

 

Além da cerimônia no hospital, familiares, amigos e vaqueiros organizaram um cortejo para homenagear Carlos Manoel na cidade natal dele.

Fonte: G1-PI