Blog do Walison - Em Tempo Real

Mutirão de audiências movimenta 1ª Vara de Santa Helena

A 1ª Vara da Comarca de Santa Helena realizou uma série de audiências concentradas durante o mês de setembro na unidade judicial. Na coordenação dos trabalhos, o juiz substituto Humberto Alves Júnior. Conforme informações do magistrado, foram realizadas 132 audiências concentradas no mutirão criminal e 135 audiências realizadas nos processos do Juizado Especial Cível e procedimento comum cível que tramitam no Sistema Processo Judicial Eletrônico, o PJE, por intermédio do sistema de videoconferência.

No total, a 1ª Vara de Santa Helena realizou 267 audiências, todas presididas pelo juiz. As atividades também contaram com a atuação do Defensor Público Alexandre Henrique Costa Marinho, titular da Comarca de Santa Helena, bem como o promotor de Justiça Hagamenon de Jesus Azevedo, titular da Promotoria de Santa Helena. O magistrado ressalta que os dados foram extraídos do sistema TermoJuris.

“As audiências foram realizadas todas por videoconferência. Somente as partes que tinham dificuldades com acesso à internet que se dirigiam ao fórum. Porém, eu estava lá para atendê-los”, ressaltou Humberto Júnior. De acordo com informações do magistrado, tramitam na unidade judicial cerca 6.000 processos virtuais e 2.000 físicos, estes, na grande maioria, criminal. “Quando das audiências, um servidor me auxilia em cada área. Sendo um para as audiências do criminal, um para o juizado, um para a família e as audiências cíveis, além do assessor e da secretaria judicial”, observou ele.

“A unidade jurisdicional está entre as 12 comarcas que estão no programa de enfrentamento à taxa de congestionamento jurisdicional da CGJ, motivo pelo qual é uma satisfação imensurável poder contribuir com a redução dos números e consequentemente levar a prestação jurisdicional para a população helenense”, pontuou Humberto.

 

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Virtualização processual avança no Judiciário do Maranhão

Em mensagem transmitida por vídeo institucional, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Paulo Velten, destacou os avanços recentes alcançados pela Justiça maranhense com o Projeto Digitalizar Já. A iniciativa alcança comarcas de todo Estado e tem como resultado a virtualização de processos físicos para que passem a tramitar em meio eletrônico.

Velten destacou a consolidação de um novo momento, notadamente marcado pelos efeitos da pandemia, em que se torna necessária a atuação conjunta entre os atores sociais. Agradeceu o apoio da Presidência do Tribunal de Justiça, da Escola da Magistratura e do apoio recebido pelo colegiado de desembargadores para implementação de medidas que já refletem números positivos.

O Projeto Digitalizar Já tem a finalidade de transformar o acervo físico em virtual, passando por, pelo menos, duas etapas para tramitar no Sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe). A primeira geralmente é realizada com apoio de colaboradores, e realização de triagem, desmontagem, higienização, digitalização e remontagem dos processos. A segunda etapa, executada por servidores, consiste na inserção das informações no Sistema PJe, momento em que o processo passa a tramitar em meio, exclusivamente, virtual.

Nominando os magistrados empenhados no Digitalizar Já, o corregedor enfatizou os dados alcançados pelas comarcas nos últimos meses. As dez comarcas citadas somam quase 16 mil processos já digitalizados em 20 unidades judiciárias com os respectivos números: São Luís 4.000, Grajaú 3.265, Imperatriz 3.000, Monção 1.756, Araioses 1.236, Olho D’Água das Cunhãs 628, Viana 686, São Luís Gonzaga 415, Pio XII 361 e Arame 306. Os números são positivos, considerando o formato de trabalho misto (teletrabalho e presencial) adotado no âmbito do Judiciário maranhense durante a pandemia. Desde que foi implantado, o Projeto já soma 87 mil processos virtualizados.

Durante o vídeo, o desembargador exaltou e agradeceu as parcerias realizadas com o Exército, a Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, o Sindicato dos Servidores da Justiça e instituições de ensino superior. O apoio garante a disponibilização de força de trabalho para a digitalização dos autos processuais e tem sido essencial para assegurar mais dinamicidade à execução do Projeto.

O corregedor-geral ainda lembrou da dedicação e empenho dos servidores do Judiciário para o sucesso da iniciativa e elogiou a postura também da magistratura em incorporar a essência deste momento inovador que exige cooperação de todos.

Clique no link abaixo e assista ao vídeo:

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Condenados em cumprimento de pena doam 12 mil máscaras contra Covid a instituições sociais

Será realizada nesta quarta-feira, 14, às 14h, a doação de 12 mil máscaras de proteção à Covid-19, confeccionadas pelos apenados em recuperação nas associações de proteção aos condenados de Itapecuru-Mirim e de Bacabal e internos do Complexo Penitenciário São Luís, da capital. A doação será feita durante solenidade virtual, às 14h, com a presença de autoridades dos sistemas de Justiça e Segurança Pública.

As doações das máscaras produzidas pelos recuperandos serão feitas para a “Casa Abrigo”, que acolhe mulheres vítimas da violência doméstica; “Casa da Criança Menino Jesus”, creche mantida para filhos de servidores do Poder Judiciário e outras entidades assistidas pelo Núcleo Socioambiental do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).

Essas instituições receberão 10 mil máscaras da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP); mil máscaras da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) de Itapecuru- Mirim, e mais mil máscaras da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) de Bacabal.

A solenidade será realizada pelo sistema de videoconferência da SEAP, com a participação das juízas Mirella Cezar Freitas (2ª Vara de Itapecuru-Mirim) e Gláucia Maia de Almeida (1ª Vara de Bacabal); dos desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão, Lourival Serejo, presidente, e Jorge Rachid, presidente da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável – representando as entidades beneficiadas com as doações; do secretário da SEAP, Murilo Andrade; dos presidentes das APAC de Itapecuru-Mirim, Jucey Santana e da APAC de Bacabal, padre José Ribamar Lima; do diretor-geral do TJMA, Mário Lobão; do secretário de administração penitenciária do Maranhão, Murilo Andrade; do recuperando Ronilson Mendes, representando os internos do regime fechado da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados de Itapecuru Mirim e Bacabal e Jacy Silva, servidora do Núcleo Socioambiental do TJMA.

HUMANIZAÇÃO DA PENA

As máscaras doadas pelos internos das APAC´s de Itapecuru-Mirim e Bacabal foram produzidas por meio do Projeto “Humanização da Pena”, implantado em 16 de junho, em parceria entre a Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI – BRASIL), a Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) e o Poder Judiciário de Itapecuru-Mirim e Bacabal, com apoio do TJMA, da Corregedoria-Geral da Justiça e SEAP. Os recursos obtidos da União Europeia foram investidos na aquisição de equipamentos e instrumentos, e instalação de duas unidades produtivas de malharias profissionais nas APACs dos dois municípios, onde foram confeccionadas as peças pelos internos que cumprem pena em regime fechado.

CAMPANHA DE DOAÇÃO

O Tribunal de Justiça do Maranhão, por meio do Núcleo de Gestão Socioambiental, promove campanha de doação de máscaras reutilizáveis para a Casa da Criança e a Casa Abrigo, no período de 5 a 20 de outubro. A ação “Um cuidando do outro” pretende contemplar as crianças e mulheres abrigadas de ambas as instituições, com o uso de máscaras de tecido, em substituição às descartáveis.

As máscaras reutilizáveis – nos tamanhos adulto e infantil – poderão ser entregues em pontos de coleta localizados na sede do TJMA (Núcleo de Gestão Socioambiental) e nas recepções da Corregedoria Geral de Justiça (CGJ-MA) e Centro Administrativo (Rua do Egito), das 8h às 14h.

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Ex-prefeito de Monção é condenado a devolver 2 milhões ao Município

Uma sentença proferida pelo Poder Judiciário em Monção condenou o ex-prefeito José Henrique Silva a devolver, como forma de ressarcimento ao erário, o valor de R$ 2.099,548,94. Essa quantia deverá ser paga, solidariamente, com a ex-secretária de Educação Raimunda Bonifácia. Os requeridos foram condenados, ainda, ao pagamento de multa de igual valor, a ser paga também de forma solidaria, bem como tiveram suspensos os direitos políticos pelo período de 06 (seis) anos. Os dois eram réus em ação civil de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público, acusados de causarem danos ao erário, mediante pagamento de despesas indevidas, bem como realização de despesas sem o procedimento licitatório. A multa civil será revertida em favor do Município de Monção.

Relata o Ministério Público que, conforme Relatório de Informações Técnicas anexado ao processo, os demandados praticaram atos que causaram dano ao erário. Ele, enquanto ex-gestor do Município, e ela enquanto Secretária Municipal de Educação. Sustenta o MP que os demandados realizaram despesas sem o procedimento licitatório, bem como comprovadas por notas fiscais desacompanhadas de DANFOP (Documento de Autenticação de Nota Fiscal para Órgão Público). Enfatizou, também, que os demandados deixaram de recolher valor, referente a título de impostos sobre serviço de qualquer natureza. A Justiça, de forma interlocutória, deferiu liminar de indisponibilidade de bens dos requeridos que, embora notificados, não apresentaram defesa prévia.

Posteriormente, os requeridos apresentaram contestação, alegando ausência de prejuízo ao erário, bem como ausência de indícios de dilapidação patrimonial a justificar o bloqueio de bens. “Percebe-se, inicialmente, que houve prescrição em relação à prática de improbidade administrativa, portanto, a presente merece ser extinta sem julgamento do mérito, contudo, sabe-se que a ação de ressarcimento por dano ao erário é imprescritível, nos moldes de artigo da Constituição da República”, iniciou a Justiça na fundamentação, frisando que em relação à impropriedade da via eleita, a parte ré não apresentou fundamentação e nem provas que justificasse tal alegação, não merecendo prosperar o referido argumento.

FUNDAMENTAÇÃO

“Ressalte-se também que os demandados deixaram de recolher valor, referente a título de impostos sobre serviço de qualquer natureza (…) Convém ressaltar que a improbidade administrativa é um dos maiores males envolvendo a máquina administrativa de nosso país e um dos aspectos negativos da má administração que mais justificam a implementação de um maior controle social. A expressão designa, tecnicamente, a chamada corrupção administrativa, que, sob diversas formas, promove o desvirtuamento da administração pública e de seus preceitos basilares de moralidade, legalidade e impessoalidade, ferindo de morte os princípios da Carta Republicana”, destaca a sentença.

O Judiciário também entendeu ser incabível a condenação dos requeridos pelo ato de enriquecimento ilícito, visto que é necessária a comprovação da efetiva ocorrência de evolução ou vantagem patrimonial, bem como que se tal acréscimo patrimonial possui relação direta com a apropriação dos recursos públicos. “Sobre a realização de despesas sem procedimento licitatório, no que tange às despesas realizadas sem a efetiva comprovação de sua existência, percebe-se: Conforme consta no Relatório de Informações Técnicas anexado ao processo, as requeridas realizaram despesas que totalizaram R$ 2.099,548,94 sem a devida comprovação de que as mesmas efetivamente ocorreram”, pontua a sentença.

Para a Justiça, é dever do gestor comprovar a materialização dos custos realizados, principalmente quando o montante realizado é vultoso, o que não foi feito neste processo. Sendo assim, constato o efetivo dano ao erário na medida em que a quantia acima referida saiu dos cofres públicos sem que fosse comprovado que os serviços tenham sido realmente prestados”, analisou, citando jurisprudência do Tribunal Regional Federal da 1ª Região em considerar ato que causa dano ao erário a realização de despesas sem a comprovação de sua efetiva existência. A sentença ressalta que a conduta do promovido já seria, por si só, grave, pois trata de hipótese que resulta em desrespeito aos princípios da Administração Pública.

“Assim, utilizando o princípio da proporcionalidade e tratando-se de hipótese contida nos artigos 10 e 11 da Lei de Improbidade Administrativa, parece justo a aplicação das penas de ressarcimento integral do dano, suspensão dos direitos políticos acima do mínimo cominado, ou seja, por 06 (seis) anos, pagamento de multa civil correspondente ao valor do dano causado ao erário; proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 05 (cinco) anos, bem como a condenação à perda da função pública que os requeridos estejam ocupando ao tempo do trânsito em julgado da presente demanda”, concluiu a Justiça.

 

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Ministério entrega à Presidência projeto de privatização dos Correios

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, participa do programa Voz do Brasil.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, entregou hoje (14) à Presidência da República o projeto de lei (PL) que cria as condições para a privatização dos Correios. De acordo com ele, o texto final deve ser encaminhado ao Congresso no ano que vem e a expectativa é que seja aprovado até o final de 2021, para que seja iniciado o processo de venda da empresa à iniciativa privada.

“Esse projeto (entregue hoje) trata mais sobre princípios do que regras, até porque o Congresso deve se debruçar sobre esses tema e é lá a arena onde serão debatidos todos os requisitos necessários, sobre a universalização das entregas dos Correios e em relação aos funcionários, tudo isso será tratado com bastante cuidado no Congresso e o Ministério das Comunicação vai fazer o acompanhamento junto com deputados e senadores”, disse, após reunião no Palácio do Planalto com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro-chefe da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira.

Faria explicou que o texto inicial do projeto saiu do Ministério da Economia, passou pelas Comunicações, órgão ao qual o Correios está vinculado, e agora segue para análise da Subchefia de Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral. Depois, passa pela Casa Civil para, então, ser encaminhado ao Congresso.

Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) contratou a Accenture, empresa de consultoria que estuda o melhor modelo de negócio para privatização da empresa estatal. Segundo Faria, o trabalho começou a cerca de 30 dias e a consultoria tem até 120 dias para apresentar seus resultados, que também serão enviados ao Congresso para dar suporte ao estabelecimento de parâmetros e diretrizes da privatização.

“Tudo será debatido, ninguém vai fazer esse processo de maneira brusca. O projeto de privatização vem para melhorara a capacidade de entrega dos Correios”, disse, destacando que a universalização das entregas será mantida. “Quem recebe cartas, boletos, qualquer embalagem dos Correios, em qualquer lugar do país, essa parte da universalização será mantida, ninguém vai deixar de receber. Tenho certeza que o Congresso vai trabalhar nesse sentido”.

Em nota, o Ministério das Comunicações informou que o PL estabelece a nova organização e a manutenção do Sistema Nacional de Serviços Postais, para que sejam explorados em regime privado, “respeitando, porém, a Constituição Federal em seu artigo 21, que estabelece à União manter o serviço postal, o que será delegado ao Operador Postal Designado no decorrer do processo de privatização dos Correios”.

“As atividades dos serviços postais pela iniciativa privada serão baseadas nos princípios constitucionais da atividade econômica e terão por objetivo viabilizar o cumprimento das leis, em especial das relativas aos serviços postais, à ordem econômica e aos direitos dos consumidores”, diz a nota.

O projeto de Lei prevê ainda a criação da Agência Nacional de Comunicações, em substituição à atual Agência Nacional de Telecomunicações, que passará a regular também os serviços do Sistema Nacional de Serviços Postais, alterando a Lei nº 9.472 de julho de 1997.Por Agência Brasil.

Número de processos de divórcio e dissolução de união estável diminui no Maranhão

Número de processos de divórcio e dissolução de união estável diminui no Maranhão. — Foto: Divulgação
Número de processos de divórcio e dissolução de união estável diminui no Maranhão. — Foto: Divulgação

O número de processos de divórcio e de dissolução de união estável caiu em 2020, no Maranhão. Segundo a Justiça do Maranhão, este ano, as Varas de Família de São Luís julgaram 812 processos, número menor que o registrado no mesmo período de 2019, quando teve 1.394 julgamentos.

Já os casos pré-processuais, que tramitam no Centro de Conciliação e Mediação de Família e no 1º Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejusc), somam mais de 300 casos este ano.

Ainda segundo os levantamentos, em 2020, no Maranhão foram realizados 4.445 divórcios e dissoluções de união estável via judicial e 781 nos cartórios, quando não há demanda na justiça. Já em 2019, foram 5.605 judiciais e 1.164 extrajudiciais.

Os dados são do relatório emitido pela Assessoria de Informática da Corregedoria Geral de Justiça do Maranhão e pelo Colégio Notarial do Brasil.

O relatório aponta que, comparando os dois anos, houve uma redução dos números de seperação em 2020, tanto na capital maranhense quanto no interior do estado.

Processos nas Varas de Família

Segundo a juíza Maricélia Costa Gonçalves, que responde pela 4ª Vara da Família de São Luís, não é apenas a dissolução de união estável e o divórcio litigioso que ocorrem nas Varas de Família – aquele em que as partes envolvidas não estão de acordo.

Nas unidades judiciárias também são realizadas as dissoluções consensuais, quando o casal possui filhos menores ou incapazes.

Nos processos consensuais via judicial, as partes devem entrar com uma ação por meio de advogado, e o pedido será distribuído a uma das Varas de Família.

Em São Luís, após o recebimento dos documentos essenciais, o caso é direcionado ao Centro de Conciliação e Mediação de Família, que designa uma audiência de conciliação e, caso os termos do acordo estejam todos em ordem, o processo é encaminhado ao juiz para homologação.

O Centro funciona no 4º andar do Fórum Des. Sarney Costa, no bairro do Calhau, e é coordenado pela juíza Maria do Socorro Mendonça Carneiro, titular da 5ª Vara da Família de São Luís.

Segundo a secretária do Centro, Angela Oliveira, no ano de 2020 – até agosto – a unidade realizou 153 divórcios e dissoluções de união estável. Em junho, houve um divórcio por videoconferência em que a parte requerida, que é brasileira, mas mora nos Estados Unidos, participou da audiência diretamente de Boston (EUA), resultando em acordo entre as partes.

Na capital e no interior do estado, os divórcios e dissoluções de união estável em casos de demandas pré-processuais (em que não há ação judicial) podem ser feitos também nos Cejusc.

Em 2019, os Cejusc realizaram, no Maranhão, 5.109 audiências referentes a demandas de família, sendo 2.222 em São Luís. Desse total, houve 4.127 acordos, com 1.968 referentes a divórcio.

No 1º Cejusc da capital, desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), até agora, já ocorreram cerca de 150 divórcios e dissoluções de união estável, presenciais e por vídeoconferência.

O coordenador do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (NUPEMEC), juiz Alexandre Lopes de Abreu, afirma que nas audiências pré-processuais as partes podem resolver qualquer questão de direito disponível, inclusive o divórcio, bastando agendar ou comparecer diretamente ao Cejusc, com a documentação pessoal e da vinculada à causa.

Ele aponta como vantagens, em relação ao processo litigioso ou em relação aos cartórios, a celeridade, gratuidade e desburocratização.

Cartórios

Divórcios e dissolução de união estável também podem ser feitos diretamente nos cartórios. A juíza Maricélia Gonçalves explica que as partes que resolverem divorciar-se de forma amigável, poderão comparecer ao cartório de notas, resolvendo de forma rápida e eficaz.

Sobre os critérios para que sejam realizados nos cartórios, a magistrada ressalta que o procedimento de separação e divórcio deve ser consensual, não ter filhos menores ou incapazes.

As partes devem comparecer ao cartório, acompanhadas de advogado, onde será lavrada uma escritura pública. Nesse documento constatará disposições relativas à descrição da partilha de bens se houver e a pensão alimentícia e ainda, no caso de divórcio, ao acordo quanto ao retorno pelo cônjuge de seu nome de solteiro ou manutenção de seu nome de casado.

Essa escritura pública não precisa de homologação pelo juiz e constitui título hábil para o registro civil e registro de imóvel.Por G1-MA.

Realizada a solenidade de posse do 2° Conselho Comunitário pela Paz – CCP de Codó

Ocorreu na tarde do dia 14.10.2020, solenidade de posse da presidente e conselheiros do 2º CCP, no auditório do 17º BPM, a solenidade foi presidida pelo Ten. Cel. Maurício Carvalho, Coordenador Regional do Programa Pacto Pela Paz, sendo a Senhora Maria Francisca Silva empossada como presidente do 2º CCP, na cidade de Codó.
O evento contou com a ilustre presença de autoridades da Segurança Pública do Estado do Maranhão, sociedade civil, conselheiros comunitários e convidados. Na cerimônia também foram entregues carteirinhas aos membros e certificados aos representantes que contribuíram com o trabalho de combate à violência desempenhado pelo Conselho Comunitário, sendo agraciados na oportunidade o Ten Cel. J. Alves e o Maj Benilton.
Os CCP’s tem objetivo de aproximar a sociedade dos órgãos que compõem a segurança pública, visando a redução da violência, propagação da cultura da paz e respeito às leis e Direitos Humanos.

*”17º BPM, sua segurança é nossa missão!*

Conheça as medidas de segurança contra covid-19 para o dia da votação

Por causa da pandemia do novo coronavírus, uma série de protocolos de segurança serão adotados pela Justiça Eleitoral no primeiro e no segundo turno das eleições municipais nos dias 15 e 29 de novembro, respectivamente. Elaborado por uma equipe de especialistas dos hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e por técnicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), consultados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o plano de segurança sanitária para as eleições municipais de 2020 é focado em duas frentes: mesários e eleitor. Cartazes ilustrativos com o passo a passo da votação serão fixados nas seções eleitorais.

Eleitores

Horário de votação ampliado: 7h da manhã até as 17h. Até as 10h será preferencial para maiores de 60 anos. Máscaras: uso obrigatório, sem ela o eleitor não poderá votar. Caso seja necessário, o mesário pode pedir que o eleitor se afaste e abaixe a máscara para conferir a foto na identidade. Distanciamento: será exigido mínimo de 1 metro. Comida: não será permitido comer ou beber nada na fila de espera. A medida é para evitar que as pessoas tirem a máscara.

Álcool em gel: será distribuído em todas seções para que os eleitores limpem as mãos antes e depois da votação.

Caneta: o TSE recomenda que os eleitores levem sua própria caneta para assinar presença no caderno de votação.

Mesários receberão máscaras e terão que trocá-las a cada quatro horas, usar álcool e uma proteção facial de acetato (face shield), que terá de ser usada o tempo todo.

Covid-19

Tanto mesários quanto eleitores que estiverem com sintomas da covid-19 no dia do pleito não devem comparecer ao local de votação. Posteriormente, a ausência poderá ser justificada na Justiça Eleitoral.Fonte Agência Brasil

Eleições 2020: aumenta número de candidatos autodeclarados negros

As eleições municipais de 2020 registram o maior número de candidatos negros, segundo estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Juntos, pretos e pardos são considerados negros, de acordo com classificação utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e representam 49,94% das candidaturas, ao totalizar 276.091 registros.  

Levantamento feito pela Agência Brasil, com dados do TSE disponibilizados na última sexta-feira (9), mostra que do total de candidatos com registros validados pela Justiça Eleitoral, 218.071 (39,45%) se declararam pardos e 58.017, pretos (10,49%). Esta é primeira vez, desde o início da coleta de informações de raça, em 2014, que os candidatos brancos não representam a maioria dos concorrentes às vagas eletivas.

Segundo o TSE, os candidatos brancos correspondem a 48% (265.353) no pleito de 2020. Os dados são variáveis, já que dependem da validação das candidaturas pelos juízes eleitorais e podem mudar mesmo depois das eleições. Ao todo, 552.840 candidaturas foram registradas pelo tribunal. Nas eleições municipais de 2016, 52,4% dos candidatos eram brancos e 47,8%, negros.

Apesar da mudança no panorama racial dos candidatos, as mulheres permanecem em larga desvantagem. Do total de candidatos negros, 186.881 são homens e 89.210 são mulheres. De acordo com dados divulgados pelo Movimento Mulheres Negras, em 2016 o número de eleitas, tanto para vereadoras quanto para prefeitas, não chegou a 5%.

A principal faixa etária dos candidatos está entre 40 e 49 anos. O partido com maior número de negros é o PSD, com 19.590 candidatos, seguido pelo PP, com 17.735, e o PT, com 17.692 registros de candidatos.

Divisão de recursos

Em setembro, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que partidos políticos terão que dividir recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e o tempo de rádio e televisão entre candidatos brancos e negros nas eleições municipais deste ano.

Para o ministro Ricardo Lewandowski, a nova regra não vai trazer prejuízos para os partidos. Ele disse que a medida contribui para a construção de “uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social, livre de quaisquer formas de discriminação”.Agência Brasil

Eleições 2020 – Conheça os aplicativos da Justiça Eleitoral

Nas Eleições 2020 estão disponíveis cinco aplicativos que possibilitam a utilização de serviços por eleitores, mesários e candidatos. Os apps são: Boletim de Mão, Mesário, e-Título, Pardal e Resultados. Todos estão disponíveis nas plataformas Android e IOS, e podem ser obtidos gratuitamente nas lojas virtuais Google Play e App Store, segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Boletim na Mão

Por meio do aplicativo Boletim na Mão, o cidadão pode obter os resultados apurados nas urnas diretamente do seu dispositivo móvel. Desenvolvido pela Justiça Eleitoral, o app fornece ao eleitor todo o conteúdo dos Boletins de Urna (BU) impressos ao final dos trabalhos da seção eleitoral. O BU é o documento que contém o total dos votos recebidos pelos candidatos em cada seção.

Com o celular aberto no aplicativo, o eleitor pode ler o código QR Code impresso no boletim das seções eleitorais de seu interesse e conferir, posteriormente, se os dados coletados correspondem àqueles totalizados e divulgados posteriormente pelo TSE. Não é necessário conexão com a internet para a leitura do QR Code contido no documento impresso.

Essas informações estarão disponíveis, até o dia seguinte à votação, no aplicativo Resultados, para consulta e conferência pelo eleitor.

Resultados

O aplicativo Resultados permite ao cidadão acompanhar o andamento do processo de totalização das eleições. Com a ferramenta, é possível seguir a contagem dos votos em todo o Brasil e visualizá-la a partir de consulta nominal, conferindo o quantitativo de votos computados para cada candidato, com a indicação dos eleitos ou dos que foram para o segundo turno.

Na nova versão, está o aprimoramento do layout do sistema, com a apresentação das fotos de todos os candidatos que disputam a eleição, além da funcionalidade de exibição do BU de todas as seções eleitorais.

Mesário

O aplicativo Mesário, que reúne informações para quem foi convocado ou se voluntariou para atuar como colaborador nas eleições, existe desde 2016. A ferramenta contém instruções gerais sobre a atividade do mesário na seção eleitoral e tem a função principal de treinar o cidadão que vai prestar esse serviço no dia do pleito, de forma simples e rápida.

Busca também orientar e tirar dúvidas sobre todo o processo, apresentar as datas importantes do calendário eleitoral de interesse dos mesários, reúne dicas e soluções, além de vídeos e de um questionário de avaliação para ser preenchido após a eleição. O aplicativo vem ajudando o trabalho de milhões de mesários que trabalham a cada pleito.

e-Título

O e-Título consiste na via digital do título eleitoral. O app informa o endereço do local de votação e fornece informações sobre a situação eleitoral.

Entre as vantagens de utilizar o aplicativo estão ainda as de emitir as certidões de quitação eleitoral e de crimes eleitorais, o que pode ser obtido a qualquer momento, até mesmo no dia da eleição.

Os eleitores que estiverem fora do seu domicílio eleitoral no dia da eleição poderão utilizar o e-Título para justificar a ausência. O TSE liberou, no último dia 30 de setembro, uma atualização do aplicativo que permite realizar justificativa pelo celular ou tablet e, com isso, poderão ser resolvidas pendências existentes com a Justiça Eleitoral.

Pardal

Segundo o TSE, o objetivo do Pardal é incentivar os cidadãos a atuarem como fiscais da eleição, no combate à propaganda eleitoral irregular. O aplicativo possibilita informar irregularidades em tempo real.

Após baixar a ferramenta, o cidadão poderá fazer fotos ou vídeos e enviá-los para a Justiça Eleitoral. O estado informado pelo denunciante como local da ocorrência ficará encarregado de analisar as denúncias.

Além do aplicativo móvel, a ferramenta tem uma interface web, que é disponibilizada nos sites dos tribunais regionais eleitorais para acompanhamento das notícias de irregularidades.

Entre as situações que podem ser denunciadas estão o registro de propaganda irregular, como a existência de um outdoor de candidato – o que é proibido pela legislação –, e a participação de algum funcionário público em ato de campanha durante o horário de expediente.

Este ano, o aplicativo disponibilizará link específico para que o cidadão possa registrar as denúncias diretamente no Ministério Público Eleitoral de cada unidade da Federação, além de implementar maior rigor na identificação do denunciante, informou o TSE.

Fonte Agência Brasil Edição: Graça Adjuto