Quando pensamos que já vimos de tudo na atual gestão municipal de Codó nos surpreendemos ainda mais com uma notícia triste, lamentável e intrigante que tem causado pânico e desespero, dessa vez com os pacientes de hemodiálise QUE ESTÃO IMPOSSIBILITADOS DE SEGUIR COM O TRATAMENTO POR FALTA DO TRANSPORTE OFERECIDO PELA PREFEITURA MUNICIPAL.
Dessa vez O QUE JÁ ESTAVA DIFÍCIL FICOU AINDA PIOR, os codoenses que fazem hemodiálise três vezes por semana estão impossibilitados de continuar com o tratamento em virtude da falta de carro para levá-los até a Clínica de Hemodiálise, isso mesmo que vocês estão lendo, os carros que faziam o transporte dessas pessoas simplesmente PARARAM DE TRABALHAR EM VIRTUDE DO ATRASO NOS PAGAMENTOS QUE JÁ SE ARRASTA A QUATRO MESES SEGUIDOS, é muito tempo TRABALHANDO NA ESPERANÇA de receber seus pagamentos e NADA DA ATUAL GESTÃO MUNICIPAL DE CODÓ PAGAR A ESSES PAIS DE FAMÍLIA que se ENCONTRAM A QUATRO MESES A VER NAVIOS.
Os nobres vereadores de Codó precisam entrar em ação e lutar para que esses motoristas recebam seus salários e os pacientes voltem em caráter de urgência a fazer seus respectivos tratamentos.
O Prefeito Zé Francisco que é Médico e que tinha prometido em campanha política transformar a saúde de Codó em apenas noventa dias tem protagonizado uma falta de interesse sem precedentes em solucionar os problemas na saúde dos codoenses que não sabem mais a quem recorrer para ter o mínimo de saúde que é garantido pela Constituição Federal Brasileira.
Finalizada no dia de ontem (08/09/21) na capital São Luís, a etapa final da 1° edição da Copa São Luís de Basquete 3×3.
Paulinho Baião que é um incentivador nato dessa modalidade em Codó disse que se sente muito feliz em ver que a cidade de Codó tem representatividade nessa modalidade esportiva e que esses jovens codoenses por meio dessas conquistas passam a ser fonte de inspiração para outros jovens codoenses, Paulinho Baião disse ainda que o esporte é vida e que essa galera do basquete é digna de nosso respeito e admiração.
A equipe do Codó Basquete participou dessa última etapa disputada na Praça das Mercês, Centro de São Luís.
Inicialmente, os atletas foram sorteados em um grupo difícil junto com a equipe do Ipase Basquete e Afasca, no primeiro confronto contra a equipe do Ipase, vitória da equipe de Codó por 10×5. Já no segundo jogo, mais uma vitória de Codó sobre a equipe da Afasca pelo placar de 16×15 em um jogo disputadíssimo.
Os atletas se classificaram em primeiro do grupo e na semi-final enfrentaram a equipe do Liceu, infelizmente a equipe da capital jogou melhor e venceu a equipe de Codó 8×6.
A equipe do Codó Basquete garantiu o terceiro lugar com a vitória sobre a equipe do C.O por 10×9.
Além disso, o atleta Laelson Castro foi eleito em conjunto com Kassius Klay o cestinha da competição.
O campeonato não veio, mas a ANBC gostaria de agradecer a dedicação incondicional dos atletas em representar o basquete codoense nas duas etapas da copa. Acreditamos que deixamos uma ótima impressão do basquete praticado no interior do Estado e dos talentos que por aqui residem.
Além disso, queremos externar nossos agradecimentos aos patrocinadores da equipe Paulinho Baião, Wolmer Araújo, Camilo Figueiredo, Clínica Odontológica Codoense, Dr. Ferreirinha que se prontificaram em ajudar os atletas na logística até a cidade de São Luís, bem como na alimentação durante o dia de competições, demonstrando todo comprometimento e apoio com a causa esportista e cultural.
Foi assinado nesta quarta-feira (01) no Palácio dos Leões, um termo de cooperação entre a Equatorial Maranhão e Governo do Estado para busca ativa de potenciais beneficiários dos programas Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) e Tarifa Rural no Maranhão, que concedem descontos escalonados na conta de energia.
No acordo firmado, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) disponibilizará sua base de dados para que a Equatorial Maranhão cruze as informações com seus cadastros, encontre novos consumidores que se enquadram no Tarifa Social, e repasse os nomes para a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), que fará o contato com os futuros beneficiados, explicando como eles podem se cadastrar no programa.
O Maranhão está em segundo lugar no ranking de cadastros da tarifa social de energia no país, e caminhando para ser o estado com o maior número de famílias cadastradas nesse programa, que concede o direito a descontos de até 65% na conta de energia. Mesmo já contabilizando 957 mil beneficiários em todo o Estado, ainda há muitas famílias que não se cadastraram ou não atualizaram seu cadastro. Segundo o Presidente da Equatorial Maranhão essa parceria é de grande importância para potencializar o número de famílias cadastradas.
“É uma parceria entre ente privado e ente público em busca de ampliar a nossa base de cadastro de clientes, que fazem jus a tarifa social de energia elétrica. É um benefício social que cerca de 250 mil maranhenses ainda tem direito e que a gente precisa identificar. E essa parceria vai permitir cada vez mais a gente atingir os números que permitem colocar o Maranhão como o estado da federação com o melhor índice de aproveitamento deste indicador”, ressaltou o Presidente.
De acordo com o Secretário Estadual de Saúde, Carlos Lula, “é fundamental o acordo entre a Secretaria de Saúde e a Equatorial Maranhão, pois vai permitir o caminho inverso. Em vez da família procurar a Equatorial para ter acesso à tarifa social, a empresa com base nos dados que a gente já tem do Sistema Único de Saúde, vai conseguir encontrar essas famílias que muitas vezes nem sabem que tem direito a esse tipo de tarifa. Então, o que a gente vai fazer é um cruzamento entre a base de dados que a Equatorial possui e a base de dados dos SUS, que é bem atualizada. Então, a partir desse cruzamento temos certeza que a gente vai permitir o incremento do programa e o aumento do número de famílias beneficiadas no programa. ” Reforçou o Secretário.
Em outra frente de trabalho, a Equatorial desempenhará esforço conjunto com a Secretaria de Agricultura Familiar (SAF), Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Sagrima) e Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp) para implementar medidas que visem cadastrar novos consumidores, tanto no Tarifa Social como no Tarifa Rural.
O governador Flávio Dino foi o anfitrião da reunião, que teve ainda a participação dos secretários Rodrigo Lago (SAF), Sérgio Delmiro (Sagrima), o presidente da Agerp, Júlio Mendonça, e membros da Equatorial, como Francila Soares, Gerente de relacionamento com clientes, Adaildo Andrade, executivo de gestão de cadastro, e Carlos Hubert, executivo de comunicação e marketing.
Além de ser um benefício importante para os clientes baixa renda, a Tarifa Social de Energia Elétrica impacta positivamente a economia do Maranhão, somando mais de R$ 150 milhões de reais injetados somente no primeiro semestre de 2021.
Critérios para ter direito à Tarifa Social de Energia Elétrica:
– Estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal – Cadastro Único, com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional; OU
– Recebendo o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC, nos termos dos arts. 20 e 21 da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993; OU
– Inscrito no Cadastro Único com renda mensal de até 3 (três) salários mínimos que tenha residente portador de doença ou deficiência cujo tratamento, procedimento médico ou terapêutico requeira o uso continuado de aparelhos, equipamentos ou instrumentos que, para o seu funcionamento, demandem consumo de energia elétrica; E
– Estar classificado como as classes Residencial ou Rural na subclasse Residencial.
– Se você não tiver o NIS,dirija-se até algum Centro de Referência em Assistência Social – CRAS, levando a documentação pessoal para cadastrar o seu Número de Identificação Social.
– Para quem já possui o NIS, basta buscar um dos canais de atendimento da Equatorial Maranhão para solicitar adesão à Tarifa Social, pelo site www.equatorialenergia.com.br, pelo WhatsApp no número (98) 2055-0116 ou presencialmente em um dos pontos de atendimento da Equatorial Maranhão.
Se deseja saber se o seu NIS ainda está ativo, ligue para a Central de relacionamento da Secretaria Especial do Desenvolvimento Social: 0800 707 2003.
O técnico Tite afirmou que não espera uma partida fácil contra a seleção do Peru, na próxima quinta-feira (9) na Arena Pernambuco, pela 10ª rodada das Eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2022 (Catar).
Em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (8), o comandante do Brasil disse que as duas seleções se conhecem bem e que a equipe brasileira terá que se esforçar muito para sair com a vitória, mesmo jogando dentro de casa: “O grau de dificuldade, a gente sabe que tem, a qualidade, a gente sabe que tem. Vamos ter que produzir muito, jogar muito, manter regularidade, os diferentes jogos dentro do próprio jogo, aquele momento que você será dominado, mas tem que controlar, grande parte dominando, mas ser efetivo, transformar em gol”.
Tite também comentou a ausência da torcida no estádio por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19), e afirmou que a saúde é o principal objetivo neste momento: “Gostaríamos de ter público, mas entendemos que saúde vem antes. Fica o lamento, a sensação de querer estar próximo, mas compreendemos que é por algo mais importante”.
Na entrevista o treinador não fez mistério, e confirmou que o Brasil entra em campo com a formação que começou a partida contra a Argentina no último domingo (5): Weverton; Danilo, Lucas Veríssimo, Éder Militão e Alex Sandro; Casemiro, Gerson, Lucas Paquetá e Éverton Ribeiro; Neymar e Gabriel Barbosa. Por Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu mais uma vez o julgamento que pode analisar o marco temporal para demarcações de terras indígenas. Na sessão de hoje (8), a expectativa era pela leitura do voto do relator, ministro Edson Fachin, mas houve apenas uma manifestação inicial, sem conclusão de mérito. O julgamento será retomado amanhã (9).
O STF julga o processo sobre a disputa pela posse da Terra Indígena Ibirama, em Santa Catarina. A área é habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani, e a posse de parte da terra é questionada pela procuradoria do estado.
Durante o julgamento, os ministros poderão discutir o chamado marco temporal. Pela tese, os indígenas somente teriam direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial nesta época.
O processo tem a chamada repercussão geral. Isso significa que a decisão que for tomada servirá de baliza para outros casos semelhantes que forem decididos em todo o Judiciário. Por Agência Brasil
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e os chefes de missões diplomáticas à Amazônia Oriental, fazem sobrevoo para a sobre a Floresta Nacional de Carajás e visita à mineradora Vale.
Ciceroneado pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão, um grupo de diplomatas, parlamentares e jornalistas estrangeiros começa hoje (8) a percorrer parte da Amazônia brasileira. Segundo a vice-presidência, apesar de concentrada em cidades do Pará, a viagem é uma oportunidade para o governo federal apresentar a representantes da comunidade internacional a realidade regional e as ações públicas para preservação do bioma e desenvolvimento econômico da região que compreende nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.
“Esta viagem vai se desenvolver na Amazônia Oriental, mais especificamente no estado do Pará. O objetivo é apresentar a estas autoridades estrangeiras – bem como ao público brasileiro, por meio dos formadores de opinião que irão nos acompanhar – a realidade da região e as principais políticas [federais e estaduais] com vistas ao desenvolvimento da Amazônia Legal”, disse Mourão na última segunda-feira (6), no programa Por Dentro da Amazônia, transmitido pela Rádio Nacional AM.
Segundo a assessoria da vice-presidência, participam da comitiva representantes diplomáticos de oito países (Angola, Espanha, França, Índia, Japão, Paraguai, Suíça e Uruguai), além do Reino Unido (formado por Escócia, Inglaterra, Irlanda do Norte e País de Gales) e da União Europeia. Também viajam com o grupo membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA – bloco socioambiental formado pelos países sul-americanos que compartilham o território Amazônico: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela), jornalistas estrangeiros e brasileiros, parlamentares brasileiros e representantes dos ministérios do Meio Ambiente; Minas e Energia; Relações Exteriores e Ciência, Tecnologia e Inovações.
Até a sexta-feira (10), a comitiva visitará as cidades de Altamira, Belém, Medicilândia e Parauapebas. Entre as atividades programadas estão um sobrevoo à Floresta Nacional de Carajás; visitação a complexos mineradores da Vale, à usina de Belo Monte, à Fundação Evandro Chagas e ao Museu Emílio Goeldi, além de encontros com autoridades estaduais.
Em novembro de 2020, o Conselho Nacional da Amazônia Legal realizou uma primeira missão diplomática com o mesmo objetivo. Na ocasião, o conselho, presidido por Mourão e responsável por coordenar e acompanhar a implementação das políticas públicas relacionadas à Amazônia Legal levou chefes de missões diplomáticas da África do Sul, Alemanha, Canadá, Colômbia, França, Espanha, Peru, Portugal, Suécia, Reino Unido, União Europeia e OTCA a visitar pontos pré-definidos nas cidades de Manaus, São Gabriel da Cachoeira e Maturacá, todas no Amazonas.
“[Os integrantes da comitiva] tiveram a oportunidade de ver a realidade destas áreas tão distantes e isoladas do território brasileiro”, acrescentou o vice-presidente, explicando que, este ano, o Pará foi escolhido em função de, segundo Mourão, conciliar grandes centros urbanos, projetos de mineração e de infraestrutura, ações de proteção e preservação ambientais e investimentos em bioeconomia. “Isto [as viagens com representantes de outros países] nos incentiva a buscar cada vez mais recursos que propiciem recursos condições de vida melhores para todos que ali vivem”, acrescentou o vice-presidente durante o programa da Rádio Nacional AM.
Maior floresta tropical do mundo, a conservação da Amazônia desperta atenção internacional, já que, além dos prejuízos imediatos para a população local e para a economia brasileira, sua destruição causaria impactos globais, dentre eles a liberação de grande quantidade de gases de efeito estufa. No início de agosto, após a divulgação dos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), o vice-presidente disse que o Brasil não atingirá, este ano, a meta de reduzir em 10% o desmatamento da Amazônia.
“Provavelmente, não vou cumprir aquilo que eu achava que seria o nosso papel: chegar a 10% de redução. Acho que vai dar na faixa de 4% a 5%, uma redução muito pequena, muito irrisória, mas que já é um caminho andado”, disse Mourão a jornalistas. Dias depois, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Orlando Leite Ribeiro, destacou os esforços da pasta para reverter imagem negativa do Brasil no exterior em relação ao desmatamento e a queimadas.
“É preciso diferenciar o problema que temos do problema da imagem. Temos, sim, problemas com o número crescente de desmatamento. O governo está ciente disso e tenta reverter. Mas existe um problema maior que é a percepção, no exterior, dessa situação. No imaginário popular europeu, a Amazônia está queimando e estão extraindo madeira no coração da Amazônia, mas a gente sabe que não é isso”, disse Ribeiro durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Por Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou autorização emergencial em caráter experimental de um medicamento para tratamento de pacientes com covid-19, o Sotrovimabe.
O remédio foi autorizado para uso em pacientes com quadros leve e moderado e com risco de evolução para uma situação grave. Ele é contraindicado para pacientes hospitalizados, que precisem de suporte ventilatório.
O medicamento não será disponibilizado para comercialização direta ao público, mas terá uso ambulatorial, devendo ser prescrito por um médico para que seja ministrado. O prazo de validade do produto é de 12 meses, armazenado em temperaturas de 2º a 8º.
A autorização foi definida por unanimidade pelo colegiado. A diretora relatora do caso, Meiruze Freitas, destacou que as áreas técnicas avaliaram os dados enviados pela empresa responsável e consideraram eles satisfatórios.
“Com relação aos aspectos clínicos, os resultados de eficácia demonstraram que o tratamento com uma dose de 500g resultou em uma redução clínica com significância estatística na proporção dos voluntários com covid-19 leve e moderada que participaram do estudo”, concluiu Freitas.
Mas ela ressaltou que é importante realizar o monitoramento da aplicação do remédio para mapear casos adversos. Atenção especial foi destacada pela área técnica para o uso em gestantes, para as quais deve ser avaliada com cuidado a relação custo-benefício.
A diretora também lembrou que a agência reguladora europeia para medicamentos já emitiu parecer apoiando uso do Sotrovimabe como opção de tratamento para pacientes adultos e adolescentes acometidos com covid-19.
Segundo o gerente-geral de medicamentos e produtos biológicos, Gustavo Mendes, o tratamento tem que ser iniciado logo após o teste positivo e, preferencialmente, até cinco dias do início dos sintomas. A aplicação é de dose única, de 500 mg.
Os estudos clínicos realizados, seguiu Mendes, com voluntários nos Estados Unidos, Canadá e em outros países, inclusive Brasil, tiveram resultados com “relevância importante” da redução da carga viral.
A gerente-geral de fiscalização e inspeção sanitária, Ana Carolina Marinho, relatou que foi avaliado o processo de produção, realizado em duas fábricas, uma na China e outra na Itália. “Informações sugerem cumprimento aceitável para justificar a autorização em uso emergencial no cenário pandêmico em que nos encontramos”, avaliou a gerente-geral. Por Agência Brasil
Um ato na Avenida Paulista reuniu na tarde desta terça-feira (7) apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. A concentração começou por volta das 11h entre a Praça do Ciclista e a Avenida Brigadeiro Luís Antônio. Grande parte dos manifestantes usava peças verde-amarelas, além de carregar faixas e bandeiras do Brasil. Havia também carros de som em trecho da avenida com maior concentração de pessoas.
Os participantes se posicionaram contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Alguns portavam faixas defendendo o impeachment dos ministros da Corte e outros chegaram a pedir a intervenção militar no país.
Após participar do ato em Brasília, Bolsonaro embarcou para São Paulo, aonde chegou às 15h30. Do alto de um carro de som, o presidente discursou: “Não vamos mais admitir [que] pessoas como Alexandre de Moraes continuem a açoitar a nossa democracia e desrespeitar a nossa Constituição. Ele teve todas as oportunidades para agir com respeito a todos nós, mas não agiu dessa maneira como continua a não agir”, disse.
Sobre o modelo das eleições no país, ele se dirigiu a Luís Roberto Barroso, presidente do TSE. “Nós queremos eleições limpas, auditáveis e com contagem pública. Não posso participar de uma farsa como essa patrocinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral”, disse. “A alma da democracia é o voto. Não podemos admitir um sistema eleitoral que não oferece qualquer segurança por ocasião das eleições. Não é uma pessoa do TSE que vai nos dizer que esse processo é seguro e confiável”, disse Bolsonaro.
Ele voltou a responsabilizar governadores e prefeitos. “Vocês passaram momentos difíceis com a pandemia [de covid-19], mas pior que o vírus foram as ações de alguns governadores e alguns prefeitos, que simplesmente ignoraram a nossa Constituição, em especial os incisos do Artigo 5º, onde tolheram a liberdade de expressão, tolheram o direito de ir e vir, proibiram vocês de trabalhar e frequentar templos e igrejas para sua oração.”
O presidente cumprimentou os manifestantes: “Neste momento, quero mais uma vez agradecer a todos vocês, agradecer a Deus pela minha vida e pela missão, e dizer àqueles que querem me tornar inelegível em Brasília: só Deus me tira de lá.”
Tanto o ministro Alexandre de Moraes quanto Luís Roberto Barroso se pronunciaram hoje nas redes sociais por ocasião do 7 de Setembro, antes do discurso do presidente Bolsonaro. Barroso pediu que sejam garantidas no país “eleições livres, limpas e seguras” e que não haja “volta ao passado”. Já Moraes defendeu “absoluto respeito à democracia”.
Balanço
Manifestantes contrários ao presidente também se reuniram em São Paulo nesta terça-feira, no Vale do Anhangabaú. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, cerca de 140 mil pessoas participaram dos dois atos, sendo 125 mil pessoas na região da Paulista e 15 mil no Anhangabaú. Segundo o órgão, a estimativa do público foi feita a partir de imagens aéreas, análise de mapas e georreferenciamento.
Entre as ocorrências policiais, uma pessoa ficou ferida após a queda de um drone ilegal na Avenida Paulista, uma foi encaminhada ao Distrito Policial (DP) por porte de arma branca e outra por porte de sinalizadores e fogos de artifício. Dois criminosos que furtavam celulares foram presos na região da Paulista (dez aparelhos foram recuperados).
Além disso, uma pessoa flagrada com apetrechos para a confecção de coquetel molotov no Vale do Anhangabaú foi encaminhada ao 8º DP.
Multa
O Governo de São Paulo aplicou multa ao presidente Jair Bolsonaro por não utilizar máscara durante a manifestação na Avenida Paulista. Os agentes da Vigilância Sanitária Estadual também autuaram outras 13 autoridades e personalidades, entre deputados, secretários, lideranças religiosas, artistas e empresários durante o ato durante o feriado.
Na lista de autuados estão os deputados federais Carla Zambelli (PSL-SP), Marco Feliciano (Republicanos-SP), General Girão Monteiro (PSL-RN) e Marcio Labre (PSL-RJ), o deputado estadual Danilo Balas (PSL-SP), o empresário Luciano Hang, o canto Netinho, o secretário Especial de Cultura, Mário Frias, o subsecretário de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciuncula, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o pastor Silas Malafaia, a prefeita de Bauru (SP), Suellen Rosim e o ex-senador Magno Malta. Por Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta quarta-feira (8) que a Casa vai se posicionar como ponto de pacificação entre Judiciário e Executivo. Lira disse também que não há mais espaço para radicalismos e excessos e que a Câmara está aberta a conversas e negociações para diminuir o atrito entre os Poderes.
“A Câmara dos Deputados apresenta-se hoje como um motor de pacificação. Na discórdia, todos perdem, mas o Brasil e a nossa história têm ainda mais o que perder. Nosso país foi construído com união e solidariedade e não há receita para superar a grave crise socioeconômica sem estes elementos”, afirmou Lira.
O presidente da Câmara fez o pronunciamento na tarde desta quarta-feira, após os atos de ontem, nos quais o presidente da República, Jair Bolsonaro, fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde é alvo de quatro investigações. Na ocasião, o presidente disse que não aceitará mais as decisões proferidas pelo ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro também criticou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e defendeu o voto impresso, com contagem pública.
“Diante dos acontecimentos de ontem, quando abrimos as comemorações de 200 anos como nação livre e independente, não vejo como possamos ter ainda mais espaço para radicalismo e excessos. Esperei até agora para me pronunciar porque não queria ser contaminado pelo calor de um ambiente já por demais aquecido. Não me esqueço um minuto que presido o Poder mais transparente e democrático”, disse.
Constituição
Lira ressaltou que os Poderes têm suas limitações e devem se circunscrever ao que diz a Constituição. Ele acrescentou que não vai permitir questionamentos sobre decisões tomadas como a que rejeitou um projeto sobre voto impresso.
“Os Poderes têm delimitações – o tal quadrado, que deve circunscrever seu raio de atuação. Isso define respeito e harmonia. Não posso admitir questionamentos sobre decisões tomadas e superadas – como a do voto impresso. Uma vez definida, vira-se a página”, afirmou.
Em outro trecho do pronunciamento, Lira também afirmou que a Câmara quer seguir com as suas prerrogativas, entre elas, seguir votando o “que é de interesse público”. Segundo o presidente da Câmara, quando Oscar Niemeyer e Lúcio Costa imaginaram a Praça dos Três Poderes colocaram as sedes de cada poder equidistante uma das outras.
“Equidistantes – mas vizinhos e próximos suficientes para que hoje a gente possa se apresentar como uma ponte de pacificação entre Judiciário e Executivo. E é este papel que queremos desempenhar agora. A Câmara dos Deputados está aberta a conversas e negociações para serenarmos. Para que todos possamos nos voltar ao Brasil real que sofre com o preço do gás, por exemplo”, disse.
Lira disse que vai continuar conversando com todos e que é hora de “dar um basta a esta escalada, em um infinito looping negativo”.
“Bravatas em redes sociais, vídeos e um eterno palanque deixaram de ser um elemento virtual e passaram a impactar o dia a dia do Brasil de verdade. O Brasil que vê a gasolina chegar a R$ 7 reais, o dólar valorizado em excesso e a redução de expectativas. Uma crise que, infelizmente, é superdimensionada pelas redes sociais, que apesar de amplificar a democracia, estimula incitações e excessos”, disse.
Eleições
O presidente da Câmara disse que a Constituição “jamais será rasgada” e que o país tem um compromisso inadiável com as próximas eleições.
“O único compromisso inadiável e inquestionável que temos em nosso calendário está marcado para 3 de outubro de 2022. Com as urnas eletrônicas. São nas cabines eleitorais, com sigilo e segurança, que o povo expressa sua soberania”, afirmou.
Livre expressão
Lira também fez referência ao Judiciário e disse que vai seguir defendendo o direito dos parlamentares à livre expressão.
“Assim como também vou seguir defendendo o direito dos parlamentares à livre expressão – e a nossa prerrogativa de puni-los internamente se a Casa com sua soberania e independência entender que cruzaram a linha”, afirmou Lira em referência a decisões do STF que atingiram deputados, como Daniel Silveira (PSL-RJ) e Otoni de Paula (PSC-RJ). Por Agência Brasil