Blog do Walison - Em Tempo Real

Três pessoas são presas suspeitas de maus tratos contra cachorro em Codó

Grade prisão cela cadeia — Foto: Diêgo Holanda/G1

A Polícia Militar (PM) prendeu no fim de semana três pessoas por serem suspeitas de maltratar um cachorro no município de Codó.

Segundo a PM, a denúncia foi feita por populares da cidade que afirmaram que um homem, que não teve a sua identidade revelada, estava transitando com um animal morto na 1ª Travessa Goiânia, situada no bairro Santo Antônio em Codó.

Os militares localizaram o suspeito em sua residência e ele afirmou aos policiais que o tutor do animal teria lhe oferecido o valor de R$ 10 para que ele “matasse” o cachorro, e que o fez utilizando um pedaço de madeira. Uma mulher também afirmou que teria participado da ação de maus tratos.

O casal acompanhou os policiais militares até a casa do tutor do animal, que afirmou ter oferecido o valor para os indivíduos para que retirassem seu cachorro da residência e posteriormente o matassem, pois o animal estaria doente.

Os três suspeitos foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil de Codó, onde vão responder pelo crime de maus tratos. Por G1

Estado reduz ICMS de absorventes higiênicos e outros itens

O Governo do Maranhão reduziu a tributação do ICMS de 18% para 12% na comercialização de absorventes higiênicos femininos de forma a incentivar a redução dos custos, com reflexo nos preços na venda destes produtos nas redes de comércio de todo o estado.

A medida foi tomada por meio da Resolução Administrativa 36/21 do secretário da Fazenda, Marcellus Ribeiro Alves, com base na Lei 11.527/21, que dispõe sobre os produtos que compõem a cesta básica no âmbito do Estado do Maranhão, composta de 25 itens destinados à alimentação e higiene suficientes para o sustento do trabalhador durante o período de um mês.

Com a medida do secretário Marcellus Alves foi alterado o anexo 1.4 do Regulamento do ICMS (RICMS), aprovado pelo Decreto 19.714/2003, para incluir no inciso VII do art. 1 do citado anexo, para conceder a redução da base de cálculo de forma que a carga tributária seja de 12%, condicionada a que o vendedor deduza do preço da mercadoria o valor correspondente ao imposto dispensado.

O secretário Marcellus Ribeiro ressaltou que o Estado do Maranhão além de reduzir a tributação do ICMS na comercialização dos absorventes higiênicos, vai distribuir o produto gratuitamente para estudantes da rede estadual, por meio da Secretaria da Educação (Seduc).

O dirigente fazendário destacou que a ação do Estado contrasta com a postura do Governo Federal, que vetou a distribuição de absorventes na rede pública de ensino com recursos da União.

“O Maranhão, com muito menos recursos que a União, foi capaz de encontrar uma solução orçamentária para disponibilizar gratuitamente o produto, além de reduzir o ICMS para os consumidores em geral, o que mostra a sensibilidade do governador Flávio Dino com as necessidades básicas da população maranhense”, destacou Marcellus Ribeiro.

O direito à saúde é um direito social fundamental previsto pela Constituição da República, devendo o Estado garanti-lo mediante o provimento de políticas públicas sociais e econômicas que possibilitem o acesso universal e igualitário às ações e serviços voltados à sua promoção e proteção.

Além dos absorventes femininos, tiveram a sua tributação reduzida de 18% para 12% as vendas de escova dental e papel higiênico, com a alteração do anexo 1.4 do RICMS. Por: Secom/ Governo do Maranhão

Livro conta história de pesquisadoras para inspirar futuras cientistas

“No Nordeste brasileiro, vive até hoje uma cientista muito valente.” É assim que começa a história que narra a vida e as contribuições à ciência da pesquisadora Alzira Maria Paiva de Almeida. O livro Histórias para inspirar futuras cientistas (Edições Livres/Fundação Oswaldo Cruz), lançado este mês, conta a trajetória da pernambucana no controle da peste bubônica em Exu (PE). Além de Alzira, outras 12 pesquisadoras são apresentadas na publicação.

De autoria de Juliana Krapp e Mel Bonfim, a obra está disponível de graça na plataforma Porto Livre e no repositório Arca. “Escrevemos este livro para contribuir com uma iniciativa maior chamada de Mais meninas e Mulheres na Ciência, já que as mulheres são a maioria da população mundial, mas apenas um terço dos cientistas no mundo”, disse Mel Bonfim no evento virtual de lançamento. A produção foi apresentada durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Como o próprio nome do livro explica, a ideia é inspirar crianças e adolescentes. “Tivemos oportunidade de conhecer melhor histórias de mulheres que construíram pesquisas e projetos de vida fabulosos. São pesquisadoras diferentes entre si, mas que têm pelo menos uma coisa em comum: dedicaram sua vida à ciência, a fazer descobertas, a descobrir vacinas, a desenvolver campos novos, mas também têm batalhado para tornar o Brasil um país menos desigual, um lugar melhor de se viver para todos e todas”, apontou Juliana no lançamento virtual.

Além de Alzira, o livro traz a paulistana Bertha Lutz que descreveu mais de 80 espécies de anfíbios. Do Rio de Janeiro, vem a pesquisadora Christina Morais que desenvolveu testes melhores e mais baratos para detectar a presença de pesticidas em alimentos. Foi Miriam Tendler, liderando um grupo no campus Fiocruz, que desenvolveu a primeira vacina brasileira para a esquistossomose. Esses são só alguns exemplos dos nomes homenageados. A obra narra as carreiras das cientistas, traz curiosidades e conta com ilustrações de Flávia Borges. 

Histórias para inspirar futuras cientistas recebeu recursos do projeto Fiocruz 120 anos e contou com consultoria da Editora Rebuliço. O livro foi feito a partir de uma parceria entre o Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict) e a Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), ambos da Fiocruz. POR AGÊNCIA BRASIL

Covid-19: medo de contágio e perda de convívio podem gerar ansiedade

Após longos períodos de isolamento por causa da covid-19, o retorno às atividades presenciais já é uma realidade para muitos trabalhadores que ficaram em casa na época mais crítica da pandemia. Com a retomada, no entanto, algumas pessoas têm manifestado o que se conhece como ansiedade social. O medo da contaminação e a perda da habilidade de convívio são aspectos que podem explicar, neste momento, essa questão de saúde mental. O Dia Mundial da Saúde Mental, que ocorre neste domingo (10), marca a importância de ter um olhar atento e sem estigmas para o assunto. 

“A apreensão, o desconforto, aquela sensação de evitação, é muito comum para quem está retornando. [É preocupante] quando essa ansiedade passa a ser muito intensa, a ponto de gerar reações físicas muito desagradáveis, muito intensas, que não passam a partir do primeiro contato”, explica Flávia Dalpicolo, professora do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).

Flávia, que é também psicóloga, explica que os sintomas são similares aos da ansiedade por razões diversas, como apreensão, alteração no padrão de respiração e elevação da frequência cardíaca. “Só que [está] direcionada às situações que envolvem contextos sociais, ou situações envolvendo contextos de avaliação de exposição, ou ainda as situações que envolvem um volume maior de pessoas, ou mesmo qualquer situação, mesmo que seja um contato mais íntimo, mas que exista a possibilidade de uma avaliação [externa].”

A professora acrescenta que a ansiedade social costuma ser mais frequente em pessoas que já vivenciaram situações na história de vida em que foi exposta ou ridicularizada, como casos de bullying, ou que têm habilidades sociais deficitárias, como timidez ou introversão.

“Agora, por conta da pandemia, com o retorno das atividades presenciais, os contextos sociais ficaram muito marcados como perigosos, aversivos. Tem sido bastante frequente que pessoas que nunca vivenciaram sentimentos de ansiedade diante de encontros sociais ou de um volume maior de pessoas se sentirem ameaçadas. Sentirem que ali pode ser uma situação de potencial risco, e aí, a partir disso, desencadeiam-se reações de ansiedade”, afirma.

Retomada das aulas

A professora Sílvia Almeida, de 56 anos, conseguiu cumprir a maior parte das atividades remotas com seus alunos na pandemia. Em poucos momentos, precisou estar presencialmente na escola, desde o início das restrições por causa do novo coronavírus. Nesse período, ela conciliou as aulas de educação física  na tela do computador com os cuidados com a mãe e o tio, já idosos.

Com o retorno das aulas, no entanto, sem entender ao certo o que se passava, Sílvia encarou um processo rápido de adoecimento: tontura, taquicardia, fraqueza, dores musculares e crises agudas de fibromialgia. A filha percebeu a necessidade de uma ajuda psiquiátrica e, após 20 dias de medicação antidepressiva e de psicoterapia, a professora começou a melhorar.

“Em alguns casos em que os sintomas estão muito intensos, a gente precisa da avaliação psiquiátrica somada à psicoterapia justamente para diminuir a presença desses sintomas”, explica Flávia Dalpicolo. A psicóloga acrescenta que, em casos não patológicos, a orientação é a exposição gradual. “A gente não precisa enfrentar tudo de uma vez, pode ser gradualmente, mas a exposição, o enfrentamento desses contextos, é o que nos permite desenvolver repertório, habilidade, para lidar com esse novo normal.” POR AGÊNCIA BRASIL

Brasil é o quinto maior produtor de lixo eletrônico

Fones de ouvido, pilhas, celulares, eletrodomésticos. Todos esses utensílios, quando deixam de funcionar e não são mais aproveitados, viram lixo eletrônico. O Brasil é o quinto maior gerador desse lixo no mundo. Mesmo assim, muita gente ainda não sabe o que é esse tipo de resíduo e como ele deve ser descartado para evitar danos ao meio ambiente e à saúde humana. 

As informações são da pesquisa Resíduos eletrônicos no Brasil – 2021, divulgada ontem (7) pela Green Eletron, gestora sem fins lucrativos de logística reversa de eletroeletrônicos e pilhas. O estudo foi conduzido pela Radar Pesquisas. 

A maior parte dos brasileiros (87%) já ouviu falar em lixo eletrônico, mas um terço (33%) acredita que esse lixo está relacionado ao meio digital, como spam, e-mails, fotos ou arquivos. Para outros 42% dos brasileiros lixo eletrônico são aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos quebrados e 3% acreditam que são todos os aparelhos que já viraram lixo, ou seja, apenas os que foram descartados, inclusive aqueles que acabam incorretamente em aterros ou na natureza.

A pesquisa também especificou alguns produtos para saber se as pessoas os reconheciam como lixo eletrônico. Mais de 90% acreditam que celulares, smartphones, tablets, notebooks, pilhas e baterias são lixo eletrônico e estão corretos. 

Houve, no entanto, muitas respostas erradas: 51% não acham que lâmpadas comuns, incandescentes e fluorescentes são lixo eletrônico; 34% acreditam que lanternas não são lixo eletrônico; e 37% acreditam que balanças não são lixo eletrônico. Na verdade, todos esses objetos são lixo eletrônico. 

O conceito de Resíduo de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE) é todo produto elétrico ou eletrônico que descartado por não ter mais utilidade. Inclui grandes equipamentos como geladeiras, freezers, máquinas de lavar; pequenos equipamentos como torradeiras, batedeiras, aspiradores de pó, ventiladores; equipamentos de informática como computadores e celulares; e pilhas e baterias. 

Descarte 

O descarte incorreto de lixo eletrônico é considerado um problema, pois os componentes químicos podem ser prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana. 

Anualmente, mais de 53 milhões de toneladas de equipamentos eletroeletrônicos e pilhas são descartadas em todo o mundo, segundo o The Global E-waste Monitor 2020. Na outra ponta, o número de dispositivos, no mundo, cresce cerca de 4% por ano. Apenas o Brasil descartou, em 2019, mais de 2 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos, sendo que menos de 3% foram reciclados, de acordo com o relatório desenvolvido pela Universidade das Nações Unidas. 

A pesquisa mostrou que, no Brasil, 16% descartam com certa frequência algum eletroeletrônico no lixo comum. Esse tipo de descarte não permite a reciclagem das matérias-primas presentes nos aparelhos. Um terço dos entrevistados (33%) nunca ouviu falar em pontos ou locais de descarte correto para lixo eletrônico. 

A maioria (87%) disse guardar algum tipo de eletroeletrônico sem utilidade em casa. Mais de 30% fica com eles por mais de um ano.

Ao todo, foram entrevistadas para o estudo 2.075 pessoas de 18 a 65 anos, entre os dias 14 e 24 de maio de 2021. A pesquisa foi feita no Distrito Federal e em 13 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pará, Goiás e Mato Grosso do Sul. 

O que diz a lei 

No Brasil, a destinação correta do lixo eletrônico está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e é regulamentada pelo Decreto Federal 10.240/2020. Este dispositivo define metas para os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes sobre a quantidade de pontos de Entrega Voluntária (PEV) que devem ser instalados, o número de cidades atendidas e o percentual de aparelhos eletroeletrônicos a serem coletados e destinados corretamente. 

Pelo decreto, as empresas devem, gradualmente, até 2025, instalar PEVs nas 400 maiores cidades do Brasil e coletar e destinar o equivalente em peso a 17% dos produtos colocados no mercado em 2018, ano definido como base. POR AG~ENCIA BRASIL

Homem é preso em flagrante por estuprar, perseguir e manter em cárcere privado uma jovem

A polícia prendeu em flagrante na tarde de terça-feira (5), na cidade de Imperatriz, um homem por estuprar, perseguir e manter em cárcere privado uma jovem de 18 anos. O caso foi identificado pela Delegacia Especializada da Mulher de Imperatriz.

Segundo a delegacia especializada o homem preso, que não teve a sua identidade revelada, já era alvo de uma investigação instaurada pela prática do crime de estupro contra a mesma vítima, tendo filmado as cenas do crime e, após o fato, passado a persegui-la, constrangendo-a ilegalmente por mensagens de aplicativo. Nas investigações também constam que o indivíduo ameaçou de divulgar as imagens íntimas dela, produzidas por ele, durante a consumação da violência sexual, caso ela acionasse a polícia.

De acordo com a polícia, o suspeito era uma pessoa até então desconhecida pela vítima. Ele teria se aproximado dela com uma oferta de emprego e após conquistar a sua confiança a manteve em cárcere privado a fim de obter vantagem sexual.

A prisão foi realizada pelo Grupo de Pronto Emprego (GPE) da 10ª Delegacia Regional de Imperatriz. As investigações seguem em sigilo, estando o homem à disposição da Justiça. POR G1-MA

São José de Ribamar é a cidade mais populosa a não registrar mortes por Covid-19 em setembro no país

São José de Ribamar foi a cidade mais populosa do país a não registrar mortes por Covid-19 no mês de setembro de 2021. Os dados são de um levantamento do G1, com base em dados repassados pelas secretarias de saúde dos estados.

Ao todo, foram cerca de 13 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes que não relataram mortes no mês, e São José de Ribamar foi o mais populoso que não teve sequer um caso de óbito registrado em setembro – e em outubro também ainda não houve mortes pela doença.

Com pouco mais de 180 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE, São José de Ribamar está localizada na Ilha de Upaon-Açu, no Norte do Maranhão, onde também estão localizados os municípios de Paço do Lumiar e Raposa, além da capital São Luís.

Para especialistas, diversos fatores podem ter contribuído para a diminuição dos óbitos por Covid-19, sendo a principal a chegada, em maio, de 300 mil doses extras de vacina que contribuíram para a imunização mais rápida de toda a população da ilha, incluindo São José de Ribamar.

A entrega de mais doses ocorreu por uma estratégia do Ministério da Saúde para barrar uma possível disseminação da variante Delta do coronavírus, após a chegada de seis indianos pelo navio MV Shandong da Zhi, na Ilha de São Luís. Todos testaram positivo para a variante e um deles acabou morrendo.

“Foram 36 mil doses na primeira remessa de doses extras, então o que temos feito, o principal, é a vacinação. Hoje temos 60 mil pessoas com as duas doses da vacina. Outra ação é que temos quatro unidades básicas para dar assistência às síndromes gripais, com testagem rápida, e em caso positivo a gente já faz a prescrição desse paciente”, explica a secretária Municipal de Saúde de São José de Ribamar, Bernadete Veiga.

A secretária também atribui a diminuição dos óbitos à obrigatoriedade de máscaras, que segue vigente, além da descentralização da vacinação pela cidade. Em março, foi criada ainda uma parceria com o governo do Estado que criou um drive-thru para ampliar a vacinação em um shopping às margens da principal estrada que leva ao município, com aplicações ocorrendo até mesmo durante a madrugada, no mês de junho.

“Temos 38 unidades básicas cobrindo todo o município com a vacinação. No mês de setembro, tivermos ainda o diferencial de oferecer a vacina nos sete dias da semana, até as 23h. Então toda ajuda e ação que foi feita contribuiu para o resultado que temos hoje”, afirmou Bernadete.

O infectologista e pesquisador da Universidade Federal do Maranhão, Antônio Augusto, concorda que a abundância de vacinas ajudou na imunização da população, mas acrescenta que a própria quantidade de casos ocorrida durante a 2ª onda, no início do ano, gerou um grande número de pessoas com imunidade à Covid-19, o que foi potencializado pela vacinação.

“Temos que considerar que a vacinação em São Luís e municípios vizinhos está bem avançada, mas também teve a própria segunda onda, que veio muito forte, demorou mais e atingiu mais pessoas. Muita gente já teve a doença e aí fica mais difícil do vírus se espalhar”, disse o pesquisador.

Por outro lado, outro fator que teria causado a falta de óbitos em setembro pode estar relacionado ao atraso no registro de mortes, ou seja, alguns falecimentos por Covid-19 ocorridos neste mês podem acabar registradas semanas depois. O Maranhão, atualmente, é um dos estados que mais demora a registrar óbitos pela doença.

“É possível que apareçam registros atrasados. No ano passado, nós fizemos um levantamento e a média de atraso é de 28 dias no estado. Então pode ser, com certeza, que apareçam registros de mortes de setembro só depois”, aponta Antônio Augusto.

Atualmente, São José de Ribamar possui cerca de 60 mil pessoas vacinadas com a segunda dose, ou a dose única, segundo a prefeitura. Desde o início da pandemia, foram 4.056 casos registrados, com 317 óbitos pela doença. Por G1-MA

Homenagem do Amigo Reinaldo Bezerra a todos os Compositores de Codó

Dia do Compositor Brasileiro é celebrado em 7 de outubro

Nesta quinta-feira (7) é comemorado o Dia do Compositor Brasileiro. Criada pelo cantor e compositor Herivelto Martins.
Impedidos de atuar por causa da pandemia da covid-19, os trabalhadores da cultura têm direito ao auxílio emergencial de R$ 600 previsto pela Lei Aldir Blanc (Lei 14.017/2020), que também autorizou a liberação de R$ 3 bilhões para o setor.
Aos que movem a nossa cultura traduzindo em canções o sentimento e valorando a ARTE, meu cordial aplauso!

Estudo mostra que vulcões fertilizam e regeneram a vida do oceano

A lava incandescente tem efeito devastador de imediato, mas em médio prazo revela-se um fertilizante no mar. Um estudo concluiu que a vida marinha se recuperou em três anos, após a erupção do vulcão Tagoro, nas Ilhas Canárias. A lava e os gases libertaram nutrientes que favoreceram o aumento de fitoplâncton (micro-organismos aquáticos), atraindo mais peixes, crustáceos e cefalópodes, como polvos e lulas.

O vulcão Tagoro, que entrou em erupção debaixo de água perto da ilha de El Hierro, vizinha de La Palma, em outubro de 2011, foi o objeto de estudo do Instituto Espanhol de Oceanografia e da Universidade de Las Palmas, em Gran Canaria.

Tagoro

Tagoro permaneceu em atividade quase seis meses, o que causou alterações na temperatura, acidez e composição química da água do Mar de las Calmas. A vida marinha existente nesse recanto do Atlântico e que atraía os adeptos do mergulho foi exterminada.

O vulcão subaquático matou os peixes após a erupção, conforme a temperatura da água subiu e os níveis de oxigênio caíram.

As investigações, que se concentraram à volta da cratera, revelaram que a área fora do raio de 200 metros da chaminé vulcânica, estava repleta de vida, ao fim de três anos após a erupção.

“A lava é rica em ferro, além de magnésio e silicatos, e isso fornece nutrientes para a água”, diz Carolina Santana González, oceanógrafa da Universidade de Las Palmas, em Gran Canaria, citada no The Guardian.

Além de registar um aumento de fitoplâncton, havia também peixes adultos, lulas e polvos, mas os cientistas lembram que se perdeu biodiversidade.

“Isso acontece quase imediatamente. A lava fertiliza a água e a área se recupera em curto espaço de tempo. No caso da ilha de El Hierro, a vida marinha restaurou-se quase completamente em três anos”, afirmou Carolina González.

“É como um incêndio florestal. Ele destrói tudo, mas ao mesmo tempo fornece nutrientes para um novo crescimento. A diferença é que a vida marinha se recupera muito mais rápido do que uma floresta”, acrescentou.

Em El Hierro, as análises químicas perto do cone do vulcão demonstraram que a concentração de ferro era quase 30 vezes maior que o nível normal.

As águas ao redor do vulcão também eram ricas em dióxido de carbono, que diminui os níveis de pH e, assim, ajuda os micro-organismos a absorver o ferro, diz o estudo.

Embora o ferro oxide na água e se forme em outros compostos, a baixa atividade vulcânica existente em El Hierro manteve a emissão desse nutriente.

Os cientistas também destacam o fenômeno que ocorre quando a lava empurra a água do fundo do mar, rica em nutrientes, para a superfície, facilitando a difusão desses nutrientes.

“Não podemos parar a natureza, mas a natureza possui mecanismos de regeneração rápidos e eficazes”, diz Eugenio Fraile Nuez, responsável pelo monitoramento do vulcão La Palma, do navio do Instituto de Oceanografia atracado ao largo da costa onde a lava está caindo no mar.

“É por isso que não é uma catástrofe ambiental, mas muito pelo contrário: vulcões são vida”, afirma.

Cumbre Vieja

Em La Palma, a lava está a cerca de 8 quilômetros de uma reserva marinha que cobre cerca de 3.500 hectares de mar. É o abrigo de anêmonas tropicais, douradas, algas castanhas, lagostas e tartarugas marinhas.

Durante as erupções do Cumbre Vieja, a lava já cobriu mais de 30 hectares de fundo de mar, até a profundidade de 24 metros, duplicando o tamanho da península criada recentemente na ilha.

Assim que o vulcão se estabilizar, em terra o quadro será sombrio. A lava destruiu 855 edifícios, tornou centenas de hectares de terra inutilizáveis, enterrou mais de 27 quilômetros de estrada, e cerca de 20% das plantações de banana se perderam. Mas, ao contrário da renovação em terra, que será mais lenta, a vida no mar é promissora.

Os seis anos de investigação das consequências da erupção do El Hierro podem dar pistas para entender como a crise climática pode afetar os oceanos, diz Carolina González.

Nesse contexto, a cientista lembra que “a maior ameaça à vida marinha da ilha não é o vulcão, mas a atividade humana. O verdadeiro problema é a pesca excessiva”. Por: Por Carla Quirino – Repórter da RTP – Lisboa