Blog do Walison - Em Tempo Real

Caminhoneiros encerram manifestação na BR-230 no MA após negociação com a PRF

Caminhoneiros bolsonaristas protestam na BR-230 no Maranhão — Foto: Divulgação/PRF

Caminhoneiros liberaram, na tarde dessa sexta-feira (10), a BR-230, que corta o município de Balsas, no sul do Maranhão, que tinha sido bloqueada em protesto a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a rodovia foi liberada após negociação da PRF e da Polícia Militar com os

O trecho da BR em Balsas ficou parcialmente bloqueado pelos caminhoneiros durante 48 horas. Segundo a PRF, mais de 600 caminhões ficaram parados na rodovia por causa do bloqueio. A manifestação teria encerrado ainda no fim da tarde de quinta-feira (9), porém a dispersão total dos caminhões só foi concluída na tarde dessa sexta.

“Em Balsas, o trecho foi liberado no final do dia, na quinta (9), mas havia uma concentração muito grande de veículos ainda, porque tinha um total de 500 a 600 caminhões e carretas estacionados. Hoje (sexta) continua ainda uma aglomeração de veículos de carga, porém há previsão de dispersão total para uma e meia da tarde. Não existia bloqueio, não existia mais mobilização da parte deles no sentido de parar caminhões, porém existia lá em Balsas uma concentração muito grande de veículos”, explicou o inspetor da PRF no Maranhão, Antônio Noberto.

A maioria dos caminhoneiros parados na BR transportava safra de grãos para o Porto do Itaqui e para o Terminal de Embarque de Grãos na Ferrovia Norte e Sul, na cidade de Porto Franco no Maranhão.

“O Estado contou com esse único ponto de interdição aqui em Balsas. Não tivemos outras manifestações significativas, o quanto tivemos aqui na cidade de Balsas. E precisamos negociar bastante com os manifestantes e hoje chegamos aí, depois de mais de 48 horas, ao final da manifestação”, afirmou o inspetor da PRF no Maranhão, Marcelo Silva.

Ainda de acordo com a PRF, não há mais nenhum registro de bloqueio nas rodovias federais que cortam o Maranhão, dando fim à manifestação dos caminhoneiros que teve início na última quarta-feira (8) em todo o país.

As manifestações, registradas no Brasil, defendiam pautas antidemocráticas e contra a Constituição Federal, como a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e, até mesmo, intervenção militar, o que é inconstitucional.

Entre as suas pautas, os caminhoneiros pediam a redução de impostos sobre o preço dos combustíveis. Todos os caminhões que passavam pela rodovia estavam sendo obrigados a parar no acostamento da BR-230. Apenas era permitida a passagem veículos pequenos, como carros de passeio, ambulâncias e veículos de polícia. Por: G1 MA 

Desigualdades agravam pandemias, alertam pesquisadores

O modelo econômico globalizado e marcado por desigualdades de diversos tipos deve provocar pandemias mais frequentes e acirrar diferenças na qualidade de vida e no acesso a direitos, disseram nesta semana especialistas em saúde pública que participaram de debate em comemoração ao centenário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisador e professor da universidade, o epidemiologista Roberto Medronho alertou que a frequência com que as pandemias ocorrem tem aumentado no século 21, quando o mundo já enfrentou surtos internacionais de MERS, SARS, ebola, gripe suína e covid-19.

“A frequência e intensidade das pandemias no mundo vêm se acelerando. Precisamos dar um basta nesse modelo capitalista selvagem e predador e nessa desigualdade social. Isso é insustentável com a vida no planeta. Não é uma questão de se ‘teremos outras pandemia, mas de quando teremos”.

Medronho classificou o impacto da pandemia no Brasil como “pavoroso” e “dramático”, e disse acreditar que o cenário seria muito pior se o país não contasse com um sistema de saúde público universal. “Se não chegamos a 1 milhão de óbitos é porque temos o Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse o pesquisador, acrescentando que municípios com maior desigualdade tiveram maior incidência de covid-19. “Indíviduos de cor da pele não branca foram mais afetados por óbitos na pandemia. E os de nível superior tiveram maior proteção. Ou seja, essa pandemia tem rosto. Ela é negra e pobre”.

O epidemiologista destaca que, além das vítimas diretas, a pandemia deve trazer impactos mais amplos, como fechamento de postos de trabalho causados pelo esvaziamento dos centros urbanos, diagnóstico tardio de doenças, sedentarismo, transtornos psicológicos e aumento da desigualdade. 

“É compreensível o medo de retornar às escolas, porque muitas não têm água, não têm banheiro nem janela adequada para a ventilação. Precisamos de escolas que possam acolher essas crianças, porque estamos afetando toda uma geração. A evasão escolar está aumentando, muitas crianças não voltaram”, disse ele, que citou possíveis consequências disso – os abusos sexuais, abusos físicos, a gravidez na adolescência, o analfabetismo funcional. “Esse é um tema que amplificará e muito a desigualdade social”. 

O infectologista alerta que a desigualdade e a sustentabilidade são temas que impactam a saúde. “Não teremos paz se não tivermos uma radical mudança na forma de viver, conviver, de produzir e de nos relacionarmos com os animais, com a natureza e principalmente com o outro”. 

Pesquisador da Fiocruz Bahia e da Universidade Federal da Bahia, o epidemiologista Maurício Barreto destacou que, ao longo da história, as epidemias e as doenças infecciosas sempre afetaram grupos populacionais de forma diferente, incidindo de acordo com a desigualdade social e gerando mais iniquidades como consequência. 

No caso da pandemia de covid-19, ele lembra que pessoas que vivem em comunidades densamente povoadas como as favelas estão mais expostas ao contágio, ao mesmo tempo em que populações pobres sofrem mais frequentemente com questões de saúde como obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes, consideradas comorbidades.

“São vários aspectos que se juntam para expressar esse complexo que genericamente chamamos de desigualdade”, diz ele, que aponta a necessidade de se buscar soluções globais para a pandemia e considera que organismos internacionais não conseguiram conduzir uma resposta conjunta. “No mundo, em geral, essa ação da pandemia foi muito nacional. Cada país foi tomando suas ações, e cada governo tomando suas ações, não vendo uma perspectiva global”.

O economista e sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Carlos Gadelha acrescentou que essas respostas nacionais geraram uma concentração das vacinas nos países mais ricos. Segundo o pesquisador, dez países concentram 75% das doses no mundo, e, enquanto nações ricas buscam garantir a aplicação da terceira dose, há países em que a vacinação ainda não começou. 

Especialista no cruzamento entre desenvolvimento, economia e saúde, Gadelha alertou que a concentração de quase 90% das patentes em dez países indica que a desigualdade no acesso às vacinas tende a se perpetuar. “A patente de hoje é a desigualdade de amanhã. É a barreira de acesso de amanhã. Não é entrar em um discurso binário a favor ou contra as patentes. Mas isso se reflete em uma desigualdade estrutural nessa pandemia e nas próximas”.

Para ele, o setor da saúde pode se apresentar como importante alternativa para o desenvolvimento sustentável, articulando interesses privados e sociais. O economista cita o que ocorreu com a produção de vacinas no Instituto Butantan e no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos), em parcerias com empresas desenvolvedoras dessas tecnologias.  Por Agência Brasil

Mutirão da Visão de Zé Francisco ABORRECE CODOENSES Após “Cobrança” de CEM REAIS Por LENTE

Após ter anunciado que o Mutirão da Visão de Zé Francisco entraria para a história de Codó e que tudo seria gratuito, os codoenses ficaram estarrecidos com mais uma fatídica notícia DA GESTÃO DO ZÉ que correu de forma meteórica nos quatro cantos da cidade de Codó.

A fatídica notícia transmitida por muitos codoenses revoltados, dava conta de que o Mutirão do Zé Francisco estaria cobrando CEM REAIS pelas lentes E armações de óculos dos pacientes consultados, essa cobrança seria algo normal se tivesse sido anunciada previamente, algo que não aconteceu e como vocês mesmos estão vendo o próprio vídeo institucional da equipe do Zé Francisco deixa CLARO, NOTÓRIO e EVIDENTE que tudo seria de graça e que a população codoense teria dois dias de Mutirão do Zé com tudo de graça.

A população codoense não merece ser tratada de tal maneira, é preciso um pouco mais de respeito por esses homens e mulheres de bem que saíram de suas casas acreditando numa coisa e ao chegar no momento exato e tão esperado se entristeceram com essa REALIDADE SOMBRIA E NEBULOZA a qual foram submetidos, muitas dessas pessoas não tem condições de pagar por esse valor cobrado, muitas tiveram que voltar para casa tristes, revoltadas e com a certeza de que continuarão lutando para que certamente um dia possam obter os tão sonhados óculos.

Covid-19: número de mortes cai 9% e de casos, 13%

O número de mortes causadas pela covid-19 caiu 9% na Semana Epidemiológica 35, que vai de 29 de agosto a 4 de setembro, em comparação com a semana anterior. As informações estão no mais recente Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde sobre a covid-19.

Na SE 35, autoridades de saúde registraram que 4.352 pessoas não resistiram à covid-19, enquanto o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde na semana anterior trouxe 4.801 óbitos.

Distribuição dos novos registros de óbitos (A) por covid-19 por semana epidemiológica de notificação.
Boletim Epidemiológico Covid-19 – Ministério da Saúde

O resultado representa uma continuidade da queda da curva de mortes. A média móvel diária de mortes na SE 35 ficou em 686.  

O número de novos casos de covid-19 confirmados por autoridades de saúde teve queda de 13% na semana do levantamento. Nesse período, foram registrados 149.259 novos diagnósticos confirmados, contra 172.118 na semana anterior. A média móvel de casos (total no período divido por sete dias) ficou em 21.323.

O resultado da SE 35 marca a continuidade da trajetória de redução da curva de casos. A diminuição dos novos diagnósticos positivos de covid-19 foi iniciada em março, com um revés na SE 13.  

Distribuição dos novos registros de casos por covid-19 por semana epidemiológica de notificação.
Boletim Epidemiológico Covid-19 – Ministério da Saúde

Estados

Na semana de 29 de agosto a 4 de setembro, três estados mais o Distrito Federal tiveram incremento de casos, três ficaram estáveis e 20 experimentaram redução. Os crescimentos mais fortes ocorreram no DF (30%) e Pernambuco (25%). As quedas mais efetivas se deram em Sergipe (-47%) e Rio de Janeiro (-41%).

No caso dos novos óbitos, o número de estados com aumento desse índice foi de sete, enquanto outros quatro mais o DF ficaram estáveis e 15 tiveram menos mortes em relação ao balanço da semana anterior. Os maiores incrementos aconteceram no Amapá (33%) e em Roraima (31%). As reduções mais efetivas foram registradas no Acre (-75%) e Rondônia (-47%)

Mundo

O Brasil foi a quarta nação com mais novos óbitos na semana, atrás de Estados Unidos (10.852), Rússia (5.438) e México (4.962). Quando considerados números absolutos desde o início da pandemia, o Brasil segue na segunda posição, atrás dos Estados Unidos (648.106). Quando consideradas as mortes por 1 milhão de habitantes, o Brasil fica na sétima colocação.

Evolução do número de novos óbitos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países
com maior número de óbitos
Boletim Epidemiológico Covid-19 – Ministério da Saúde

O Brasil foi o quinto país com mais novos diagnósticos de covid-19 nesta semana. Acima estão Estados Unidos (1.146.012), Índia (293.643) e Irã (208.089). Considerando os casos acumulados, o Brasil fica na terceira posição, atrás dos EUA (39,9 milhões) e Índia (32,9 milhões). Na comparação proporcional, por 1 milhão de habitantes, o Brasil ocupa a 18ª posição.

Evolução do número de novos casos confirmados de covid-19 por semana epidemiológica, segundo países
com maior número de casos
Por Agência Brasil

Pelé se recupera de maneira satisfatória após retirar tumor

O tricampeão mundial Pelé segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após ter sido submetido a cirurgia no último sábado (4) para a retirada de um tumor no cólon direito, mas está se recuperando de maneira satisfatória, informou o boletim médico do hospital Albert Einstein nesta sexta-feira (10).

Pelé “vem se recuperando de maneira satisfatória, encontra-se consciente, conversando ativamente e mantendo sinais vitais dentro da normalidade”, disseram os médicos responsáveis pelo ex-jogador no boletim.

Pelé, de 80 anos, foi internado na última semana para ser submetido a exames de rotina que, segundo o ex-jogador, não tinham sido realizados antes por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Durante os exames foi identificado um tumor no cólon direito, que foi retirado e encaminhado para análise patológica.

Inicialmente, os médicos informaram que a expectativa era que o ex-jogador fosse transferido da UTI para um quarto na última terça-feira (7). Apesar disso, Pelé informou por meio de uma publicação no Instagram nesta sexta que sente-se melhor a cada dia.

“Meus amigos, a cada dia que passa eu me sinto um pouco melhor. Estou ansioso para voltar a jogar, mas ainda vou me recuperar por mais alguns dias”, afirmou.

“Enquanto estou por aqui, aproveito para conversar muito com minha família e para descansar. Obrigado novamente por todas as mensagens de carinho. Logo mais estaremos juntos novamente”, acrescentou.

O tricampeão mundial com o Brasil nas Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1970 vinha passando a maior parte do tempo em casa no Guarujá (SP) para se proteger da pandemia de covid-19.

Ele foi hospitalizado diversas vezes nos últimos anos para tratar problemas de saúde, e caminha com dificuldades devido a um problema no quadril que já exigiu duas cirurgias.

Em 2019, Pelé passou alguns dias internado em um hospital de Paris para tratar um quadro de infecção urinária diagnosticado após participar de um evento na cidade ao lado do atacante do PSG e da seleção francesa Kylian Mbappé. Na volta ao Brasil, ele também passou alguns dias no Einstein.

Além disso, Pelé já esteve hospitalizado nos últimos anos devido a problemas na próstata e no rim. Por Agência Brasil

STF concede regime semiaberto ao ex-deputado Geddel Vieira

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin concedeu hoje (10) ao ex-deputado federal Geddel Vieira Lima direito ao regime semiaberto de cumprimento de pena.

Geddel foi condenado no caso dos R$ 51 milhões encontrados pela Polícia Federal dentro de caixas e malas em um apartamento em Salvador ligado ao ex-deputado. O caso ocorreu em 2017, e a defesa de Geddel alegou que o valor decorria da “guarda de valores em espécie”.

Ao decidir a questão, Fachin entendeu que o ex-parlamentar preenche os requisitos legais e atendeu ao pedido da defesa para ter direito ao benefício.

“Preenchidos os requisitos subjetivo e objetivo e comprovado o recolhimento do valor definido a título de multa penal, defiro a Geddel Quadros Vieira Lima a progressão ao regime semiaberto”, decidiu o ministro. Por Agência Brasil

Rio Grande do Sul recebe certificado de estado livre da febre aftosa

O Rio Grande do Sul foi oficialmente reconhecido como estado livre da febre aftosa. Dessa forma, reduz-se o custo que os produtores têm para vacinar os mais de 40 milhões de bovinos do estado. O reconhecimento internacional já havia sido feito em maio, mas a entrega do certificado oficial da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) foi hoje (10), pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, durante a cerimônia de abertura oficial da 44ª Expointer, em Esteio (RS).

Abertura oficial da Expointer 2021 e Desfile dos Campeões. Fotos: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, durante a cerimônia de abertura oficial da 44ª Expointer, em Esteio (RS)  Gustavo Mansur/ Palácio Piratini

“Mais de 40 milhões de cabeças deixam de ser vacinadas no Rio Grande do Sul [a partir desse reconhecimento]”, disse a ministra ao lembrar que o número corresponde a mais de 20% da população bovina brasileira, e a uma economia de R$ 90 milhões com a compra de 60 milhões de doses anuais de vacina.

Em maio, a OIE reconheceu como áreas livres de febre aftosa sem vacinação os estados do Acre, Paraná e Rondônia, além do Rio Grande do Sul. A certificação também foi concedida a 14 cidades do Amazonas e a cinco municípios do Mato Grosso. O Paraná foi distinguido como zona livre de peste suína clássica independente. A decisão foi anunciada durante a 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE.

“Esse reconhecimento confirma o elevado padrão sanitário de nossa agropecuária e a possibilidade de busca de novos mercados e ampliação de produtos a serem exportados aos mercados que já temos acesso”, discursou a ministra hoje na Expointer.

A 44ª Expointer 2021 é um dos maiores eventos agropecuários do país. Mais de 400 eventos e atrações estão sendo realizados no Parque de Exposições Assis Brasil. Além de apresentar novidades tecnológicas aplicáveis ao setor agropecuário e agroindustrial, o evento expõe “as mais modernas máquinas, o melhor da genética e as raças de maior destaque criadas no Rio Grande do Sul”. Por Agência Brasil

Governo aprova procedimento simples para comprar reserva de energia

A Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG) se reuniu nesta quinta-feira (9) e aprovou a realização de procedimento competitivo simplificado para contratação de Reserva de Capacidade nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul, com suprimento a ser iniciado em 2022 até 2025. A medida foi uma sugestão do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que se reuniu na última sexta-feira (3). 

A contratação de reserva de capacidade por meio de procedimento competitivo simplificado é uma possibilidade prevista na medida provisória (MP) 1.055/2021, como alternativa para a otimização do uso dos recursos hidroenergéticos e para o enfrentamento da atual situação de escassez hídrica.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME), a CREG também homologou outras deliberações do CMSE. Entre elas, o estabelecimento de condições para operação da usina termelétrica GNA I (1.338 megawatts), em 2021 e 2022, diante da necessidade de geração de todos os recursos energéticos disponíveis. Também foi aprovada a simplificação dos procedimentos de outorga para participação de empreendimento de geração nas ofertas, conforme Portaria Normativa MME 17/2021, de forma que seja garantida a efetividade do normativo em consonância com a necessidade de recursos energéticos adicionais no sistema.

Câmara

A Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética foi instituída pela MP 1.055/2021 e é responsável por adotar medidas emergenciais e para garantir a continuidade e a segurança do suprimento de energia elétrica no país. O colegiado, com duração prevista até 30 de dezembro, é composto por representantes de seis ministérios: Minas e Energia (que o presidirá), Economia, Infraestrutura, Agricultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional. Entre as atribuições do grupo está a definição de diretrizes obrigatórias para estabelecer limites de uso, armazenamento e vazão das usinas hidrelétricas e outras medidas mitigadoras do baixo volume dos reservatórios.

A câmara também terá poderes para estabelecer prazos para o atendimento das diretrizes e para o encaminhamento de informações e subsídios técnicos por parte de órgãos públicos, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e dos concessionários de geração de energia elétrica.

Durante sua vigência, a câmara também deverá homologar as deliberações do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), composto por diversos órgãos e entidades públicas. Após a homologação, essas decisões passam a ter caráter obrigatório.  Por Agência Brasil

PRF libera 35 pontos de bloqueio de caminhoneiros

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou na tarde de hoje (9) ter liberado 35 pontos de bloqueio e manifestações nas rodovias do país. Esses pontos incluem bloqueio parcial, bloqueio total e concentrações de manifestantes. Segundo a corporação, 2 mil policiais e cinco aeronaves trabalham para liberar as estradas bloqueadas por caminhoneiros. 

Um movimento de caminhoneiros apoiadores do presidente Jair Bolsonaro teve início um dia depois das manifestações pró-governo ocorridas na terça-feira (7). Parados nas estradas, eles pedem o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e a destituição de ministros da Corte, além de intervenção militar. 

Agora à tarde, em nota conjunta com o Ministério da Infraestrutura, a PRF informou que, às 17h, eram registrados pontos de concentração em rodovias federais de dez estados, com pontos isolados em outros cinco.

“A Região Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) segue concentrando mais da metade das ocorrências registradas neste início da tarde. Aglomerações ainda seguem nos estados de Rondônia, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pará, Mato Grosso, Goiás e Tocantins. Com um único ponto seguem Maranhão, Minas Gerais, Roraima, Piauí e Rio de Janeiro”, conclui a nota.

Na noite de ontem (8), Bolsonaro divulgou áudio pedindo aos seus apoiadores que liberassem as pistas.

“Fala para os caminhoneiros que são nossos aliados que esses bloqueios atrapalham nossa economia. Isso provoca desabastecimento e inflação. Prejudica todo mundo, em especial os mais pobres. Dá um toque para os caras, para liberar, para a gente seguir a normalidade”, disse o presidente.

*Matéria foi ampliada para inclusão dos locais onde ainda há protesto de caminhoneiros na tarde desta quinta-feira (9). Por Agência BRasil

Presidente diz que não teve intenção de agredir outros Poderes

O presidente Jair Bolsonaro emitiu nota oficial nesta quinta-feira (9) em que afirma não ter tido a intenção de agredir outros Poderes da República e destacou que respeita a harmonia entre as instituições.

nota oficial, divulgada na página do Palácio do Planalto na internet, ocorre dois depois das manifestações pró-governo do dia 7 se setembro, que contou com a participação do presidente.

Na ocasião, tanto em Brasília quanto em São Paulo, Bolsonaro fez críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao sistema de urnas eletrônicas. Como reação, o presidente do STF, Luiz Fux, e o ministro Luis Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rebateram Bolsonaro.

“No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como presidente da República, vir a público para dizer: Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar”, escreveu o presidente.

Na nota, Bolsonaro elencou dez pontos. Em um deles, o presidente diz que as divergências se deram por causa de conflitos de entendimento sobre decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e falou que nenhuma autoridade tem o direito de “esticar a corda”. Ele escreveu ainda que suas palavras, “por vezes contundentes”, são resultado do “calor do momento”.

“Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news. Mas na vida pública, as pessoas que exercem o poder não têm o direito de ‘esticar a corda’, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum”.

Ainda sobre o ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro afirmou que as divergências são naturais e que vai buscar resolvê-las por medidas judiciais para assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais da Constituição Federal.

Por fim, Bolsonaro afirmou que respeita as instituições da República, defendeu o regime democrático e disse que está disposto a manter o diálogo.

“Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil”.

Confira a íntegra da Declaração à Nação, emitida por Jair Bolsonaro:

Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.

2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.

3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.

4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.

5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.

6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.

7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.

8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.

9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.

10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA

Jair Bolsonaro

Presidente da República Federativa do Brasil