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A Petrobras informou na tarde de ontem (1º) que não antecipa decisões de reajuste de combustíveis e destacou que não há qualquer decisão tomada por seu Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) que ainda não tenha sido anunciada ao mercado.
Em visita à cidade de Anguillara Veneta, na Itália, o presidente Jair Bolsonaro disse à imprensa que soube “extraoficialmente” que um novo aumento dos combustíveis está sendo planejado pela Petrobras para daqui a 20 dias.
“A Petrobras, em relação às notícias veiculadas na mídia a respeito de expectativa de novos reajustes nos preços de combustíveis, esclarece que ajustes de preços de produtos são realizados no curso normal de seus negócios e seguem as suas políticas comerciais vigentes”, diz o comunicado.
A estatal acrescentou que reitera seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado,” ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais”.
A companhia ainda destacou que monitora continuamente os mercados, o que compreende, dentre outros procedimentos, a análise diária do comportamento de seus preços em relação às cotações internacionais.
Para conferir transparência à sua gestão comercial, a empresa informou que anuncia os ajustes de preços a seus clientes por meio do Canal Cliente e, aos demais públicos de interesse, por meio do site www.agenciapetrobras.com.br . Por Agência Brasil.
O Dia de Finados no cemitério Central de Codó nessa terça-feira 02/11/2021 teve uma visitação bem menor do que o esperado, talvez a diminuição no número de visitantes seja em virtude ainda de estarmos enfrentando esse período de pandemia.
Em conversa com vendedores ambulantes que estiveram no local as vendas foram fracas, muitas pessoas simplesmente não apareceram para visitar seus entes queridos e isso afetou diretamente nas vendas.
O homenageado do dia é o amigo professor Paulo Careca que está sendo contemplado por Deus com mais um ano de vida.
Professor Careca é uma figura bastante conhecida no meio político local, uma figura aguerrida e destemida que nunca desiste da luta e costumeiramente tem como uma de suas principais características e marca registrada ajudar ao próximo, um ser humano do bem e sempre solícito com os problemas alheios, um ser merecedor de nosso respeito e admiração
.O www.blogdowalison.com.br parabeniza o mesmo por essa data festiva e deseja tudo do bom e de melhor que a vida tem para oferecer.
Um acervo de 3.567 itens, entre veículos (mais de 2 mil), aviões (16), barcos (18), fazendas e mansões (25) e até sucata, são apenas alguns dos exemplos de bens que renderam aos cofres públicos, nos últimos dez meses, cerca de R$ 105 milhões. Os bens, apreendidos em operações federais, foram leiloados.
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, somente no período de janeiro a outubro de 2021, quando houve um salto no número de leilões, foram realizados 184 pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad). O número deve chegar a 200 até dezembro, mas nem sempre foi assim. Em 2018 foram realizados apenas seis leilões pelo órgão. Em 2019, esse número subiu para 11, que resultaram em R$ 4 milhões. O ano passado fechou com 122 leilões, 11 vezes mais que no ano anterior, e R$ 39,9 milhões arrecadados.
O aumento expressivo nessa modalidade é resultado do redesenho da Senad, que passou a contar com o apoio de leiloeiros cadastrados e comissões com funcionários públicos nas unidades federativas, que ajudaram a agilizar as ações. “A Senad promove uma inovação, ao propor o conceito de círculo virtuoso da política de redução da oferta de drogas: os recursos obtidos são disponibilizados, em sua maioria, para projetos de modernização, capacitação, pesquisa e avaliação voltados ao aperfeiçoamento das atividades dos órgãos de segurança pública, responsáveis pelo combate ao narcotráfico”, explicou à Agência Brasil o secretário nacional de Políticas Sobre Drogas e Gestão de Ativos, Luiz Beggiora.
Como exemplos desses investimentos ele citou a aquisição de viaturas, drones, equipamentos de inteligência, de comunicação e de perícia, além de uniformes e de computadores de alta performance para a Polícia Federal, financiamento de grandes operações policiais, a exemplo da Operação Narco Brasil. No caso de leilões de bens relacionados ao tráfico de entorpecentes, os recursos são direcionados ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad), que financia projetos que reforçam a segurança pública e o combate às drogas no país.
“Esse montante vem sendo utilizado para financiar políticas públicas que são prioridades do Ministério da Justiça e Segurança Pública, como o combate ao tráfico de drogas, a modernização e o fortalecimento das polícias, onde já foram investidos mais de R$ 150 milhões”, disse o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres.
Leiloeira pública oficial desde 2010, Poliana Lorga explicou que já fez leilão para a Senad de bens com valores variados: de R$ 200 a R$ 30 milhões. No caso de leilões de ativos mais valiosos, ela destacou que por terem origem em processo-crime, entre as maiores vantagens está o recebimento de lances a partir de 50% da avaliação, o que é uma oportunidade. Outro ponto positivo, acrescentou, é o fato de o comprador ficar livre de débitos anteriores e de os credores permanecem com o direito de cobrar do proprietário anterior. “ A venda não pode prejudicar os credores de boa fé”, observou.
Ainda segundo a leiloeira, o processo é muito fácil e tranquilo. “A maioria dos compradores de veículos, por exemplo, já está acostumada com as regras. E aqueles que não têm familiaridade acabam entendendo o processo, até porque as regras do leilão estão todas descritas no edital, de modo que não há como dizer que não sabiam como funcionava”.
Ao som de gritos, a professora de história Natasha Piedras entra correndo em um quarto. Acima da cena, aparece a legenda: “Dom João VI fugindo de Portugal”. Logo em seguida, a professora aparece novamente entrando pela mesma porta, agora com um chapéu preto e uma vareta simulando uma espada, com a legenda: “Napoleão Bonaparte”. Em um vídeo de cinco segundos, Natasha fala sobre a vinda da família real portuguesa para o Brasil em 1808, em meio à ameaça do imperador francês de invadir o reino de Portugal.
O vídeo recebeu mais de 7,7 mil curtidas no Instagram e mais de 24 mil no Tik Tok. De forma descontraída, escolas, cursinhos e professores têm usado as redes sociais para tratar de conteúdos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A um mês das provas, que serão realizadas nos dias 21 e 28 de novembro, eles dão dicas de como aproveitar essas ferramentas para fixar o conteúdo e também fazem alertas sobre os cuidados necessários para não perder o foco dos estudos e não acessar conteúdos com informações erradas.
“Um mês para o exame, a gente diz que é a reta final. Um momento de foco total. A internet pode ser uma aliada, claro, mas não é o momento de ficar horas nas redes sociais. Embora a internet ajude, ela pode ser uma distração. É bom focar nas aulas e ter a internet como algo complementar”, diz Natasha, que é professora do Descomplica, ambiente virtual que oferece cursos preparatórios para o Enem.
As aulas, segundo a professora, são importantes, até mesmo para que o estudante entenda as piadas nas redes. “Quando estou pensando para o Tik Tok um vídeo sobre processo de Independência do Brasil, claro que quero que o aluno tire daquele vídeo alguma coisa mas, para isso, ele precisa de um conhecimento prévio sobre a Independência, precisa ter assistido uma aula sobre o assunto. Assistiu a aula, entendeu minimamente o assunto, um vídeozinho desse no Tiktok vai fazer com que ele, de repente, absorva um pouco mais, mas de maneira leve”.
O estudo Digital 2021: Global Overview Report, da Hootsuite e We are Social, mostra que somente no último ano as redes sociais ganharam meio milhão de novos usuários em todo o mundo, o que representou um crescimento de mais de 13%. Agora, são 4,2 bilhões de pessoas conectadas, o que representa 53% de toda a população mundial.
O Brasil está entre os países que mais usam redes sociais no mundo, ocupando o terceiro lugar no ranking, depois das Filipinas e da Colômbia. Os usuários brasileiros passam, em média, 3 horas e 42 minutos nas redes sociais por dia – tempo acima da média mundial de 2 horas e 25 minutos.
“Não é um fenômeno de agora, mas com a pandemia o uso das redes sociais foi potencializado por causa desse período remoto, que fez com que muitos alunos, que não tinham o hábito de navegar na rede passassem a buscar mais informações e a acessar mais. Os professores que antes não postavam passaram a postar”, diz o professor de química dos colégios Santo Agostinho e São Bento, no Rio de Janeiro, e também criador do canal Química Nota Dez, Silvio Predis.
Mais conteúdo na rede exige, no entanto, mais cuidado. Segundo o professor, é preciso buscar informações sobre quem está divulgando esse conteúdo, se é algum professor, se tem boa formação e, se possível, perguntar na escola ou no cursinho, a professores de confiança, se determinado perfil é indicado. “Há conteúdos com uma qualidade muito alta e conteúdos com vários erros”, diz.
As redes sociais ajudaram a professora de redação e fundadora do Marka Texto Redação e Linguagens, Letícia Lima, a chegar a diversas partes do Brasil. Os vídeos que posta no Instagram e Tiktok, com dicas para a redação do Enem, correção de provas e mesmo com erros cometidos pelos estudantes, têm centenas de milhares de reproduções e curtidas.
“Para segurar o jovem hoje em dia tem que ser rápido. Tudo é distração para eles. Tem que ter humor, estar antenado com memes, com o que está em alta, o que é engraçado. A gente se baseia muito nisso”, afirma.
Porém, além de divertir e informar, as redes sociais podem também ser ambientes muito tóxicos, de acordo com a professora. “Existem muitos perfis que projetam uma ideia de rotina de estudo que é impraticável e inalcançável. Essa comparação [com outras pessoas] pode minar a saúde mental do estudante”, diz. Ela aconselha os alunos a focarem, nesta reta final, na resolução de questões de provas anteriores, na revisão de conteúdos. A familiaridade com a prova, segundo ela, conta muito no Enem. Por Agência Brasil
Dia de Finados no cemitério Campo da esperança em Brasília
Este é o segundo ano consecutivo em que as visitas aos cemitérios no Dia de Finados, celebrado hoje (2), ocorrem em meio à pandemia de covid-19. No Distrito Federal (DF), mais de 500 mil pessoas deverão passar pelos seis cemitérios, de acordo com estimativa do governo local. Nas unidades, localizadas na Asa Sul, em Brazlândia, no Gama, em Planaltina, Sobradinho e Taguatinga, serão oferecidos atendimentos com psicólogos, orientações e serviços de ouvidoria.
O Corpo de Bombeiros Militar do DF deixará viaturas nos estacionamentos para facilitar os atendimentos, caso necessário. A Polícia Militar fará a segurança nas imediações dos cemitérios a pé e motorizada.
Os estabelecimentos ficarão com os portões abertos das 7h às 18h30. Os visitantes precisarão seguir os protocolos de segurança contra a covid-19, como o uso de máscara e de álcool em gel. Não haverá limitação de pessoas por grupo, como aconteceu em 2020.
Veja como será a visitação aos cemitérios nas principais capitais do país.
Belo Horizonte
Em Belo Horizonte (MG) serão permitidas visitas aos cemitérios municipais, que poderão ocorrer de forma livre, sem necessidade de agendamento, no período das 7h às 17h30. De acordo com a prefeitura, a medida foi adotada com o aval do Comitê de Enfrentamento à Covid-19.
Por medida de segurança, as tradicionais missas e celebrações do Dia de Finados permanecem suspensas e não ocorrerão nos cemitérios. A prefeitura recomenda que as famílias levem suas próprias flores (são permitidas somente as naturais), pois não haverá venda no local, e garrafinha, já que os bebedouros estarão operando apenas na função de reabastecimento, sem consumo direto no equipamento.
Permanecem as orientações do uso obrigatório de máscara, cobrindo a boca e o nariz, durante toda a permanência no cemitério e recomenda-se a manutenção de todas as medidas preventivas já praticadas e conhecidas pela população, como o distanciamento de outras pessoas em, no mínimo, 2 metros, sem aglomerações. Nas portarias será disponibilizado álcool em gel 70%.
São Paulo
Na capital paulista, o Serviço Funerário e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) estão preparados para a movimentação de cerca de 100 mil pessoas, que visitarão os 22 cemitérios municipais. As unidades funcionam das 7h às 18h.
O público deverá seguir os protocolos de prevenção da covid-19, a fim de proteger a saúde dos visitantes e evitar aglomerações. Haverá medição de temperatura nas entradas das unidades. Máscaras e álcool em gel serão disponibilizados em pontos estratégicos.
A CET vai monitorar o trânsito nas imediações dos cemitérios das 6h às 18h. Para obter mais informações sobre as alterações do trânsito no entorno dos cemitérios, acesse aqui.
No mesmo feriado em 2020, quase 84 mil pessoas visitaram os 22 cemitérios municipais, e a expectativa é de que neste ano cerca de 100 mil pessoas prestem homenagens aos parentes e amigos falecidos.
Para evitar filas nos atendimentos e portões de entrada, o número de funcionários será reforçado, com o apoio de equipes que atuam na área administrativa do serviço funerário.
Curitiba
Em Curitiba, os cemitérios municipais São Francisco de Paula, Santa Cândida, Água Verde, Boqueirão e Zona Sul estarão com os portões abertos das 7h às 18h.
Além das homenagens individuais, ministros e diáconos ligados à Arquidiocese de Curitiba e pastores da Igreja Universal do Reino de Deus estarão nas entradas de algumas das necrópoles para atendimentos individuais a quem desejar. Não haverá missas e cultos. De acordo com a prefeitura, outras correntes religiosas não oficializaram pedidos para celebrações.
Os visitantes deverão manter o distanciamento, fazer o uso obrigatório de máscaras e a higienização frequente das mãos.
Salvador
Os dez cemitérios municipais de Salvador, situados em Paripe, Periperi, Plataforma, Pirajá, Brotas, Itapuã e ilhas de Maré, Bom Jesus dos Passos e dos Frades (Ponta de Nossa Senhora e Paramana), funcionam no período das 8h às 16h neste Dia de Finados.
A administração dos cemitérios informa que não será necessário agendar a visita, mas haverá atenção redobrada, para evitar aglomerações e garantir o distanciamento social e o uso de máscaras, devido à pandemia.
Segundo o governo municipal, não haverá aferição de temperatura, já que a medida foi revogada na última sexta-feira (29) em Salvador.
As equipes nos cemitérios municipais estarão presentes para orientar o público, no sentido de evitar aglomerações. Nos cemitérios municipais, não haverá realização de cultos religiosos.
Manaus
Os dez cemitérios de Manaus (AM), seis na capital e quatro na zona rural, devem receber 500 mil pessoas, informou a prefeitura. Os cemitérios funcionam de 7h às 18h, e mais de mil servidores municipais atuarão no atendimento e orientação ao público, entre eles funcionários da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana, em parceria com as demais pastas do Executivo municipal.
Além da logística montada na entrada dos cemitérios, com distribuição de máscaras e aplicação de álcool em gel, equipes da Secretaria Municipal de Saúde também estarão nos locais orientando a população. Não há previsão de realização de cultos e missas nos cemitérios públicos da capital amazonense.
Rio de Janeiro
Na capital fluminense, o uso de máscara foi liberado em lugares abertos e, por isso, não será exigido, mas recomendado, informaram as concessionárias que administram os cemitérios da cidade. De acordo com o decreto que flexibiliza o uso de máscara, em ambientes fechados e transportes públicos, a obrigatoriedade da proteção facial continua valendo.
A Reviver Rio, que administra sete cemitérios do município, informou que haverá aferição de temperatura e uma série de outras medidas protetivas contra a covid-19 para receber os visitantes que forem ao Cemitério São Francisco Xavier (Caju), com todo o protocolo de segurança recomendado. O horário de visitação será das 7h às 18h, com missas celebradas de hora em hora, a partir das 8h.
A Reviver informou ainda que para apoio aos visitantes, técnicos de enfermagem estarão à disposição para atendimentos, com aferição de pressão e glicose, se necessário. Serão instalados banheiros químicos e totens de álcool em gel para higienização das mãos.
Os demais cemitérios administrados pela concessionária – Cacuia, Ricardo de Albuquerque, Murundu, Guaratiba, Paquetá e Santa Cruz – estarão abertos para visitação das 7h às 18h, seguindo as mesmas medidas.
Além do Cemitério do Caju, missas também estão programadas para os de Guaratib, às 8h e às 10h; Ricardo de Albuquerque, de hora em hora, das 8h às 16h; e Santa Cruz às 8h, às 10h e uma celebração especial às 16h, com o cardeal dom Orani Tempesta. Equipes da CET-Rio, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Guarda Municipal darão apoio à programação.
A Concessionária Rio Pax informou que, considerando o período de pandemia, os protocolos de segurança serão reforçados; assim como a disponibilização de álcool em gel, aferição de temperatura, os indicadores de distanciamento nas entradas e saídas e nas administrações.
“Recomendamos o uso da máscara pelos visitantes dentro das necrópoles, uma vez que ainda existem sepultamentos de pessoas cuja causa morte foi a covid-19, e o cortejo é acompanhado por parentes das vítimas. É válido ressaltar que todos os colaboradores dessa concessionária estarão utilizando máscaras em todos os ambientes”,disse a concessionária em nota à Agência Brasil.
A Rio Pax administra os cemitérios de Campo Grande, Irajá, Inhaúma, Jacarepaguá, Piabas e São João Baptista. Os locais terão os portões abertos até as 19h.
Nos locais haverá equipes à disposição para atendimento aos visitantes, como vigias e técnicos de enfermagem, entre outros, para o cumprimento dos protocolos de segurança.
Haverá missas, cultos e celebrações afro-brasileiras em todos os cemitérios, conforme solicitação de seus representantes.
Missas
Nos cemitérios de Irajá, Inhaúma e São João Baptista haverá missas de hora em hora, das 8h às 17h
No cemitério de Jacarepaguá as missas serão às 10h e às 15h.
Em Campo Grande haverá duas missas, às 10h e às 14h.
No cemitério de Piabas uma missa está programada para as 10h.
Cultos
A Igreja Universal, por meio do Grupo Consolador, está presente em todas os cemitérios das 8h às 17h.
Celebrações afro-brasileiras
No cemitério de Inhaúma, a Tenda Espírita Caboclo Pena Verde realizará evento religioso das 8h às 16h. Por Agência Brasil
Estudantes que fizeram as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, aplicadas em janeiro e fevereiro deste ano, e ainda não conseguiram uma vaga no ensino superior, preparam-se para fazer o segundo Enem do ano. A menos de um mês para as provas do Enem 2021, marcadas para os dias 21 e 28 de novembro, eles contam que, apesar da ansiedade, sentem-se um pouco mais preparados para o exame.
O caminho não está sendo fácil. É a primeira vez que o exame é aplicado duas vezes no mesmo ano, por causa da pandemia da covid-19. Será também o segundo Enem de Kailane Kelly da Silva Brito, 18 anos de idade, valendo uma vaga no ensino superior. Antes disso, a estudante participou apenas como treineira, sem o diploma do ensino médio, para testar os conhecimentos.
“Na edição do ano passado, eu não obtive o resultado que eu esperava. Eu até conseguiria entrar em outros cursos, mas que não eram do meu interesse”, disse. A estudante ainda não definiu o curso que pretende cursar, mas busca uma nota alta suficiente para ter opções.
Candidatos participam da primeira aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) Digital, na UniCarioca, no início de 2020. – Fernando Frazão/Agência Brasil
“Tem sido bem complicado. O meu problema, em toda minha preparação, é a questão de ser muito ansiosa. Isso me atrapalha no momento da prova”, disse, acrescentando que “no Enem 2020, eu acredito que fui com uma base de conteúdo boa, mas minha ansiedade me atrapalhou muito. Meu psicológico atrapalhou”.
A estudante de Cocal dos Alves (PI) buscou, então, tratamentos que a ajudasse a lidar com a ansiedade e acredita que está mais preparada este ano. “O Enem virou, para mim, uma grande oportunidade de mudar as coisas, mudar minha vida. É como eu posso ter a possibilidade de mudar as coisas também para minha família. Virou algo muito além da prova”.
O fato de já conhecer como é a prova é uma vantagem, segundo o técnico em informática Franklyn Pinheiro, 29 anos de idade, do Rio de Janeiro. No Enem 2020, ele participou da primeira aplicação no formato digital. Ele tinha muitas dúvidas e se surpreendeu, por exemplo, com o fato da prova de redação ser feita em papel. Ele havia se preparado para digitar o texto no computador.
“Estou tentando de novo para ver se consigo uma nota mais alta”, disse o estudante que, com o Enem, pretende cursar ciências da computação. Na reta final, ele usa a internet para estudar e para refazer provas de anos anteriores do Enem.
Pinheiro está inscrito novamente na modalidade digital. “A diferença do Enem no papel é que não precisa pintar as bolinhas [do cartão de respostas], ficou mais fácil. No digital, você apenas clica na resposta correta”.
Veteranos do Enem
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a porcentagem de estudantes que fazem o Enem mais de uma vez vem caindo ao longo dos anos.
Em 2014, do total de inscritos confirmados no Enem, 16% estavam fazendo o Enem pela primeira vez, o que significa que 84% já tinham feito a prova anteriormente. Em 2019, a porcentagem de novatos subiu para 47%, o que mostra que a porcentagem daqueles que estavam fazendo as provas pelo menos pela segunda vez caiu para 53%.
Os dados foram divulgados em outubro de 2019. Na época, o Inep explicou que os números mostram que está aumentando a participação de novatos. Um dos motivos, segundo a autarquia, é a mudança nas regras da isenção do pagamento da inscrição, que ocorreu em 2017. Desde 2018, os participantes precisam justificar a ausência na edição anterior para estarem aptos a pedir uma nova isenção. Aqueles que não têm a justificativa aceita, precisam pagar a taxa, que atualmente é R$ 85.
Excepcionalmente em 2021, por causa da pandemia da covid-19, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a necessidade de justificativa. O STF entendeu que a exigência de comprovação documental para os ausentes viola diversos preceitos fundamentais, entre eles o do acesso à educação e o de erradicação da pobreza. Além disso, a obrigação imposta pelo edital penaliza os estudantes que fizeram a “difícil escolha” de faltar às provas para atender às recomendações das autoridades sanitárias de evitar aglomerações.
No começo deste ano, Suelen Carvalho, de 23 anos de idade, foi uma das primeiras a chegar à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), local em que fez o Enem 2020, para evitar aglomerações no transporte público e se proteger da covid-19. A estudante disse na época à Agência Brasil que, apesar de considerar arriscado, foi fazer a prova porque temia não conseguir isenção novamente na edição de 2021.
“A prova para mim representa uma oportunidade”, disse a estudante do Rio de Janeiro. Suelen disse que conseguiu se preparar ao longo do ano melhor do que conseguiu em 2020. Ainda assim, foram muitas as dificuldades. Ela precisou conciliar trabalho e estudo. Ela entra no trabalho às 8h, e só quando sai começa a estudar para as provas. As aulas vão até as 22h. Mas só depois desse horário, ela disse que consegue fazer exercícios para fixar o conteúdo.
A estudante quer cursar medicina. “Eu estou focando em passar, porque eu sei que só vou ter uma realidade diferente através da educação. A minha sociedade, o país em que eu vivo, e o meu lugar como mulher negra e favelada, e eu quero muito uma realidade diferente disso. Eu quero ter conhecimento, ocupar outros lugares e quero abrir caminhos para mulheres como eu terem acesso à universidade”, disse.
Entrada dos candidatos para o segundo dia de prova do primeiro Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) digital, na Pontifícia Universidade Católica-PUC, no Rio de Janeiro, no início de 2020 – Tânia Rêgo/Agência Brasil
Sonho realizado
Em 2021, Sergio Manoel Passos Cardoso, 18 anos de idade, pode descansar dos estudos. Ele não vai fazer o segundo Enem do ano, pois conquistou uma vaga em odontologia na Universidade Estadual do Piauí Parnaíba (Uespi), pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O ex-estudante da Escola Augustinho Brandão, em Cocal dos Alves (PI), conversou com a Agência Brasil no início do ano, antes de prestar o Enem 2020.
Na época, disse que estava tendo aulas pelo WhatsApp e com uma série de dificuldades nos estudos.
O sonho de ingressar no ensino superior não era apenas dele, mas também do pai, que faleceu este ano, vítima de câncer. “Passei por um ano bastante conturbado, com a morte do meu pai, e ele sempre quis me ver passando em uma universidade, principalmente em odontologia. E consegui fazer com que ele visse isso acontecendo”, disse o estudante.
As aulas do primeiro período da Uespi começam no próximo dia 9. Aos demais estudantes, ele deixa uma mensagem de esperança: “Buscar sempre se manter focado, e pensar que apesar das dificuldades, tudo é possível”. Por Agência Brasil