Blog do Walison - Em Tempo Real

Brasil terá 1º voo comercial de foguete; entenda como pode impulsionar o setor espacial

O primeiro foguete que será lançado em voo comercial a partir da Base de Alcântara (MA), previsto para o dia 17 de dezembro, é quase 30 vezes mais rápido que um avião comercial, com altura equivalente a um prédio de sete andares e peso semelhante ao de quatro elefantes africanos.

O lançamento deve colocar à prova o potencial do Centro Espacial de Alcântara e, se bem sucedido, representar um passo importante para a inserção do Brasil no mercado global de lançamentos espaciais.

Brasil vai comandar, pela primeira vez, missão espacial comercial

Pela primeira vez, o Brasil vai capitanear uma missão espacial comercial de colocação de satélites em órbitas a partir do território nacional. O trabalho é coordenado pela Força Aérea Brasileira (FAB) e pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

O foguete sul-coreano HANBIT-Nano, da start-up Innospace, será a primeira tentativa de lançamento de um voo orbital em Alcântara desde o acidente do Veículo Lançador de Satélites (VLS) que matou 21 pessoas em 2003.

Antes, o Brasil fazia somente lançamentos de voo subordinais, conhecidos como “saltos”, onde o equipamento sobe e regressa. Agora, o novo foguete levará ao espaço, para a órbita da Terra, cinco satélites e três dispositivos que auxiliará em cinco pesquisas desenvolvidas em áreas por entidades do Brasil e da Índia.

“Trata-se do primeiro lançamento comercial partindo do Brasil, marcando a entrada do país no mercado de lançamento espaciais e abrindo novos caminhos para a geração de renda e investimentos”, afirmou o Coronel Aviador da FAB, Clovis Martins de Souza, Diretor do Centro de Lançamento de Alcântara.

Isso porque a base tem potencial de operação considerado subutilizado por profissionais do setor aeroespacial. Sua localização é considerada também privilegiada, a previsibilidade meteorológica e a segurança, longe de rotas aéreas ou marítimas, podem fazer com que Alcântara seja cobiçada por governos e empresas de tecnologia do mundo inteiro.

Por isso, há chances de o Brasil conseguir, no futuro, arrecadar dinheiro com o aluguel de base e cobranças de taxas para lançamento, podendo contribuir com o desenvolvimento do setor aeroespacial e gerar novos negócios.

Segundo Antonio Chamon, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), o inicio para esse futuro começou no inicio deste ano com a criação da Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil (Alada), que será responsável por negociar os contratos comerciais aeroespaciais lançados no Brasil.

“O que eu posso garantir é que quando nós começarmos a operar a partir da Alada, nós seremos competitivos, [operaremos] com preços internacionais. Essa empresa é que vai fazer a intermediação dos contratos”, explicou.

Já Júlio Shidara, presidente da Associação Das Indústrias Aeroespaciais Do Brasil (AIAB) e coronel da reserva da FAB, apesar de Alcântara possuir fatores naturais positivos como atrativos à exploração comercial do cosmódromo, eles sozinhos não são suficientes para garantir vantagem competitiva em relação a outras bases do mundo.

Como funciona o foguete HANBIT-Nano?

O foguete HANBIT-Nano será lançado na missão Spaceward. O objetivo é levar ao espaço cinco satélites e três dispositivos que auxiliará em cinco pesquisas desenvolvidas em áreas por entidades do Brasil e da Índia.

Produzido pela empresa sul-coreana Innospace, o HANBIT-Nano tem 21,9 metros de altura, pesa 20 toneladas e tem 1,4 metro de diâmetro.

O foguete pode atingir HANBIT-Nano pode atingir uma velocidade de 30 mil km/h. A velocidade é necessária para que ele alcance uma órbita e possa ‘escapar’ da gravidade terrestre. A viagem até atingir atmosfera dura cera de 3 minutos.

A compensação monetária paga pelo Innospace ao governo brasileiro para o lançamento no próximo dia 17 não foi informado. De acordo com a AEB, a Innospace firmou um acordo de prestação de serviços pelo valor mínimo de retribuição ao Estado com o Governo Brasileiro. Essa modalidade não prevê ‘lucro’.

Lançamento do foguete poderá ser visto a olho nu

O lançamento do HANBIT-Nano ocorrerá em dois estágios e poderá ser visto a olho nu dos céus de Alcântara e São Luís.

  • O primeiro estágio é responsável pelo impulso inicial durante o lançamento do foguete.  A estrutura conta com dois motores, sendo um híbrido e um módulo interestágio, que é responsável por separar os dois estágios do dispositivo. O motor HyPER híbrido é abastecido com combustível líquido e sólido. Essa tecnologia permite ajustes da potência do foguete em tempo real e reduz riscos de explosão, sendo considerado mais simples e econômico.
  • O segundo estágio é onde estão os satélites, chamados de cargas, que serão enviados ao espaço. Essa parte é responsável por inserir os dispositivos na órbita e uma coifa, localizada na ponta do HANBIT-Nano, que protege os satélites de danos no lançamento.

Ao todo, estão sendo mobilizados cerca de 500 profissionais civis e militares para a operação. A primeira tentativa de lançamento estava prevista para o dia 22 de novembro, mas foi adiada para 17 de dezembro.

Como funciona a base de Alcântara?

Escolhida para sediar um centro espacial que atendesse aos requisitos técnicos e logísticos do Programa Espacial Brasileiro, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no litoral do Maranhão foi construído na década de 1980. Um dos motivos é a extensa costa do litoral, a capacidade de abrigar lançamentos próximos à linha do Equador e de angular de órbitas.

A localização próxima à linha do Equador faz com que lançamentos perto do local gastem menos combustível e tenha, consequentemente, o custo de operação reduzida. Há também baixa densidade de tráfego aéreo na região e um amplo leque de inclinações orbitais para os lançamentos.

Quanto menor a latitude – sendo zero na Linha do Equador – , melhor é considerado o local para a realização de lançamento de foguetes. A velocidade de rotação de superfície, necessária para colocar o foguete em órbita, é maior quanto mais próximo do meridiano que divide os hemisférios Norte e Sul. Isso exige menor consumo de combustível da aeronave e menor tempo de viagem à órbita. 

Apesar de pontos positivos, o local se tornou por décadas subutilizados. Entre os motivos, estão o grave acidente registrado há mais de 20 anos no local e questões fundiárias.

A tragédia interferiu para a consolidação do Brasil no mercado espacial, com redução da atividade em Alcântara a partir de 2003.

O acidente aconteceu a três dias do lançamento do foguete VLS-1, protótipo que colocaria em órbita dois satélites nacionais de observação terrestre. A estrutura estava montada e o dispositivo passava por ajustes finais, quando um dos motores teve uma ignição prematura e o protótipo foi acionado antes do tempo. A torre acabou explodindo e 21 civis que trabalhavam no local morreram.

Já questão fundiária levou Alcântara até à cortes internacionais. Os conflitos pela terra com as comunidades quilombolas que viviam na região antes da instalação da base viraram processos judiciais que se arrastaram por décadas.

O presidente da Associação Das Indústrias Aeroespaciais Do Brasil (AIAB) ressalta que a mudança de cenário e a possibilidade do Brasil entrar na rota dos lançamentos comerciais espaciais depende ainda de fatores que vão além das vantagens geográficas e naturais de Alcântara.

Julio Shidara afirma que há uma expectativa que o lançamento gere inovações e novas oportunidades para o negócio da indústria aeroespacial nacional e para o Programa Espacial Brasileiro.

“A competitividade global dependerá de um conjunto maior de fatores que envolvem aspectos logísticos, jurídicos e econômicos,. No cenário global, [Alcântara] será tanto maior quanto maiores forem suas capacidades em oferecer segurança jurídica, menores prazos e menores custos no confronto com outros centros de operação que existem no mundo”, explicou.

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), diz também que a entrada de pequenas empresas no mercado de foguetes criou a necessidade de buscar habilitar lugares com boas condições de lançamento de novas missões.

“O que mudou no grande contexto foi a entrada muito forte no mercado de foguetes pequenos de empresas privadas, isso no mundo todo. Então, a grande mudança que permite o uso comercial do centro de Alcântara é que agora existem clientes. Por isso, o lugar entra nesse nicho de oferecer um bom lugar e infraestrutura adequada”, disse Antonio Chamon.

Entenda a abertura do mercado de lançamento de foguetes comercias em Alcântara

Tudo começou quando devido a um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) assinado pelos governos brasileiro e dos EUA, em 2019.

Pelo acordo, dispositivos desenvolvidos com tecnologia norte-americana e por empresas privadas autorizadas por ele, poderiam ser lançados de Alcântara, e o Brasil ficaria habilitado a receber uma compensação monetária.

Isso porque são os EUA que produzem grande parte dos componentes presentes em foguetes lançados no mundo. Porém, os norte-americanos não autorizam esses dispositivos serem lançados por países nos quais eles não possuem acordos na área espacial. Com a assinatura, em 2019, o processo foi simplificado.

“Antigamente não era proibido, mas para cada lançamento que você fizesse, precisava de uma autorização especial. Agora, é muito mais fácil”, explicou Marco Antonio Chamon, presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Após a assinatura do documento, a Agência Espacial Brasileira (AEB) divulgou um edital para empresas privadas na utilização do Centro de Lançamento de Alcântara. Quatro empresas foram habilitadas, dentre elas, a sul-coreana Innospace, dona do HANBIT-Nano.

Ao g1, o presidente da Agência Espacial Brasileira explicou que esse acordo foi importante para abrir os caminhos necessários para o uso de Alcântara com fins comerciais. Além disso, foi necessário atualizar licenças ambientais e equipamentos de controle da Força Aérea Brasileira (FAB) para manter o centro preparado para receber essas missões.

“Foi também necessário atualizar as licenças ambientais do CLA e os equipamentos de rastreio e de controle. Esses investimentos iniciais foram importantes. O centro está preparado para receber essas missões”, disse.

Impasse com os quilombolas

Alcântara possui a maior proporção de quilombola do Brasil. Segundo dados do Censo do IBGE de 2022, por mais de 40 anos essa população viveu um impasse com a Força Aérea Brasileira (FAB) sobre a implementação do Centro de Lançamento.

Isso porque para criar a base no Maranhão, algumas comunidades precisariam sair do território onde viviam, o que gerou conflitos e acusações sobre violação de direitos.

O caso chegou a ser julgado na Corte Interamericana de Direitos Humano (CIDH), no Chile, onde o Brasil foi acusado de violar direitos humanos contra comunidades quilombolas na construção e implementação dos projetos da Base de Lançamento de Foguetes.

Dois anos após o julgamento, o Brasil foi condenado pro violar direitos humanos de 171 comunidades quilombolas que vivem em Alcântara. Segundo a corte americana, a ausência de uma resposta sobre as reivindações quilombolas gerou sentimentos de injustiça, impotência e insegurança, afetando a vida coletiva e impedindo acessos à saúde, educação e a meios de subsistência.

Em 2024, o Governo Federal assinou um termo de Conciliação, Compromissos e Reconhecimentos Recíprocos que reconheceu o Território Quilombola de Alcântara com 78,1 mil hectares e delimitou a área do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), com 12.600 hectares.

O governo se comprometeu a dar o título de propriedade da área aos quilombolas e, ao mesmo tempo, validou a área pertencente ao Programa Espacial Brasileiro (PEA), para evitar conflitos sobre a posse das terras no futuro.

Entenda a nova fase

Intitulada Operação Spaceward, o lançamento do HANBIT-Nano marca o início de uma nova era do Programa Espacial Brasileiro.

“O lançamento é importante porque vai abrir várias portas para o Brasil no mercado internacional. Teremos a inserção do país globalmente, vamos contribuir para desenvolver a região gerando renda, emprego e, principalmente, teremos ainda mais investimentos no segmento espacial brasileiro”, explica o diretor do CLA.

Veja o que será levado ao espaço:

O HANBIT-Nano levará ao espaço oito cargas úteis, entre elas cinco satélites e três experimentos. Os satélites farão a analise, coleta e transmissão de dados ambientais, testes de comunicação em órbita e monitoramento de dados solares.

  • Satélite Jussara-K: Desenvolvido pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em parceria com startups e instituições nacionais, ele tem como missão coletar dados ambientais em regiões de difícil acesso;
  • Satélites FloripaSat-2A e FloripaSat-2B: Desenvolvidos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) serão usados para validar uma espécie de comunicação em órbita;
  • PION-BR2 – Cientistas de Alcântara: Desenvolvido pela UFMA, em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a startup PION e levará ao espaço mensagens de alunos da rede pública de Alcântara;
  • Satélite SNI-GNSS: Vai determinar com precisão a velocidade, posição e altitude do foguete e essa tecnologia poderá ser aplicada em outros dispositivos como drones, carros e navios. Ele foi desenvolvido pela Agência Espacial Brasileira (AEB) em parceria com as empresas Concert Space, Cron e HORUSEYE TECH;
  • Solaras-S2: Será responsável por monitorar fenômenos solares que podem impactar comunicações, navegação e sistemas tecnológicos na Terra. Foi desenvolvido pela empresa indiana Grahaa Space;
    Sistema de Navegação Inercial (INS): Dispositivo vai validar um algoritmo de navegação que irá auxiliar na futura aplicação em sistemas de navegação embarcados em missões espaciais. Foi desenvolvido pela empresa Castro Leite Consultoria (CLC).

Terá ainda, a bordo do foguete, um outro dispositivo desenvolvido pela empresa Castro Leite Consultoria (CLC), entretanto, por solicitação do fabricante, a Força Aérea Brasileira (FAB) teve acesso a apenas dados de um. Fonte:  Imirante.com, com informações do g1 MA

Assessora parlamentar morre em grave acidente de moto no Sul do Piauí

Uma motociclista de 33 anos morreu em um grave acidente na madrugada deste sábado (13), na BR-230, em Floriano, no Sul do Piauí. De acordo com a Polícia Militar, a vítima se trata de Lucivânia Carvalho Saraiva, assessora parlamentar que atuava no gabinete do vereador James Rodrigues

De acordo com a PRF, o caso ocorreu por volta das 3h40, na altura do km 310 da rodovia.

A mulher conduzia uma motocicleta quando perdeu o controle e caiu na via. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

Ainda segundo a PRF, a vítima não levava passageiros na moto.
A causa presumível apontada inicialmente é a ausência de reação da condutora. O local foi isolado e o Instituto de Medicina Legal (IML) acionado para os procedimentos necessários. Fonte: G1-PI

Em tratamento contra o câncer, Roseana Sarney recebe visita do presidente Lula e de Janja em São Paulo

Em tratamento contra um câncer, a deputada federal e ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (MDB), recebeu, neste sábado (13), a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da primeira-dama, Janja Silva, no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde está internada.

A parlamentar está internada na unidade hospitalar onde realiza um tratamento contra um câncer de mama triplo negativo, um dos tipos mais agressivos da doença. O diagnóstico foi revelado por ela em agosto deste ano.

Roseana Sarney foi hospitalizada em 1º de dezembro após apresentar um quadro de baixa imunidade. Por meio de um vídeo, publicado nas redes sociais, a deputada disse que apesar dos sintomas, estava se sentindo bem e estava iniciando um tratamento com a equipe hospitalar.

Maranhense recebeu a visita acompanhada da equipe médica do hospital — Foto: Arquivo pessoal

Maranhense recebeu a visita acompanhada da equipe médica do hospital — Foto: Arquivo pessoal

Desde o diagnóstico do câncer, a deputada federal têm compartilhado nas redes sociais detalhes sobre o tratamento. Ela admite que não tem sido fácil, mas afirma manter a fé e a esperança na cura.

De acordo com a American Cancer Society, o câncer de mama triplo negativo representa entre 10% e 15% dos casos da doença. É considerado um dos tipos mais agressivos, pois cresce e se espalha com maior rapidez, tem menos opções de tratamento e apresenta um prognóstico mais desafiador.

Ele é mais comum em mulheres com menos de 40 anos, negras ou com mutações no gene BRCA1.

Esta não é a primeira vez que Roseana enfrenta o câncer. Em 1998, durante a campanha para reeleição ao governo do Maranhão, ela foi diagnosticada com a doença e passou por quatro cirurgias, incluindo a retirada de um nódulo no pulmão, um tumor na mama, além de uma histerectomia e a remoção de nódulos intestinais.

Os procedimentos foram realizados pelo médico Raul Cutait e duraram cerca de oito horas. Até 2016, Roseana já havia realizado 23 cirurgias, entre procedimentos para remoção de tumores benignos e malignos — o primeiro deles aos 19 anos.

Quem é Roseana Sarney

Roseana Sarney é deputada federal pelo MDB do Maranhão e foi a primeira mulher eleita governadora de um estado brasileiro. Filha do ex-presidente José Sarney, ela governou o Maranhão por quatro mandatos e também foi senadora, além de ter atuado como líder do governo no Congresso Nacional. Fonte: G1-MA

Acidente entre dois veículos deixa motorista preso às ferragens na BR-135 em São Luís

Um acidente envolvendo dois veículos deixou uma pessoa gravemente ferida nas primeiras horas da manhã deste sábado (13), na BR-135, próximo a Ponta da Espera, em São Luís. O motorista de um dos veículos ficou preso às ferragens .

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), os dois veículos colidiram enquanto trafegavam, por volta das 4h, pela rodovia. Devido ao impacto da colisão, Uebert dos Santos Pinheiro, de 37 anos, condutor de um Corsa Classic, ficou preso às ferragens.

O motorista do segundo carro envolvido não foi localizado. Os dois veículos ficaram completamente destruídos por conta do acidente.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de e do Corpo de Bombeiros foi acionada para prestar socorro à vítima, que foi retirada do carro. Até o momento, não há informações sobre o estado de saúde da vítima.

As causas do acidente serão investigadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

 Fonte: G1-MA

Governo divulga calendário de pagamento do IPVA 2026 no Maranhão

A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) divulgou, no Diário Oficial do Estado, o calendário de pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para 2026. O pagamento poderá ser feito em cota única ou parcelado em até três vezes.

As alíquotas do IPVA no Maranhão vão permanecer as mesas, com 3% sobre o valor para carros de passeio, caminhonetes e utilitários e 2% para motocicletas.

➡️ Caso o contribuinte optar pelo pagamento em cota única, o desconto ainda será de 10%. Não será permitido o parcelamento de valores iguais ou inferiores a R$ 100.

⚠️ O primeiro pagamento está previsto para 27 de fevereiro de 2026, para os optantes da cota única. Já para os que optam pelo parcelamento, os vencimentos acontecem a partir do mês de março, de acordo com o número final da placa do veículo.

Veja, abaixo, o calendário completo do imposto para 2026:

Calendário de pagamento do IPVA 2024 no Maranhão

Final da placa Cota única 1º cota 2º cota 3º cota Início da fiscalização
1 e 2 27/02/2026 06/03/2026 06/04/2026 04/05/2026 04/06/2026
3 e 4 27/02/2026 13/03/2026 10/04/2026 08/05/2026 08/06/2026
5 e 6 27/02/2026 20/03/2026 17/04/2026 15/05/2026 15/06/2026
7 e 8 27/02/2026 27/03/2026 24/04/2026 22/05/2026 22/06/2026
9 e 0 27/02/2026 31/03/2026 30/04/2026 29/05/2026 29/06/2026

Pagamento parcelado

 

De acordo com a Sefaz, os contribuintes que optarem pelo pagamento parcelado e, se por ventura, atrasarem a compensação financeira, estarão sujeitos ao pagamento de multa e juros que serão calculados de acordo com a data de vencimento.

As cotas devem ser pagas na ordem crescente, de forma que o pagamento da segunda cota fique condicionado ao da primeira, e assim sucessivamente.

A consulta de débitos e a emissão do Documento de Arrecadação (DARE) devem ser feitas exclusivamente pelos canais oficiais do Governo do Maranhão para garantir a segurança dos dados.Fonte: G1-MA

Estado de São Paulo confirma segundo caso de sarampo em 2025

O estado de São Paulo registrou o segundo caso de sarampo este ano. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, o paciente é um homem de 27 anos, morador da capital paulista, não vacinado e que havia viajado recentemente ao exterior. Segundo a pasta, ele já recebeu atendimento médico e teve alta.

O outro caso havia sido identificado em abril deste ano, também em um morador da capital paulista.

Entre janeiro e novembro deste ano, 37 casos de sarampo foram confirmados em todo o Brasil, segundo informações do Ministério da Saúde. Todos estes casos foram importados, ou seja, adquiridos em viagens, sem transmissão local do vírus.

O número de casos de sarampo vem se intensificando neste ano na região das Américas. Até o dia 7 de novembro de 2025, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), foram confirmados 12.596 casos de sarampo em dez países das Américas, com 28 óbitos, a maior parte deles registrados no México.

De acordo com a Opas, essa transmissão tem afetado principalmente comunidades com baixa cobertura vacinal: 89% dos casos ocorreram em pessoas não vacinadas ou com status vacinal desconhecido.

Sarampo e vacinação

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa e que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil no mundo. A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, seja ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

A doença é tão contagioso que um paciente infectado pode transmiti-la para 90% das pessoas próximas e que não estejam imunes. Por isso, a vacinação contra o sarampo é extremamente importante. A imunização é a principal forma de prevenção contra a doença.

Os principais sintomas do sarampo são manchas vermelhas no corpo e febre alta, acima de 38,5 graus, acompanhada de tosse, conjuntivite, nariz escorrendo ou mal-estar intenso. Os casos podem evoluir para complicações graves podendo causar diarreia intensa, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro). Algumas dessas complicações podem ser fatais.

Certificado

Em 2016, o Brasil havia recebido a certificação da eliminação do vírus que causa o sarampo. Segundo o Ministério da Saúde, nos anos de 2016 e 2017 não foram confirmados casos da doença, no entanto, em 2018, com o grande fluxo migratório associado às baixas coberturas vacinais, o vírus voltou a circular. Em 2019, o Brasil perdeu a certificação de “país livre do vírus do sarampo”, com o registro de mais de 21,7 mil casos.

Em junho de 2022, o país registrou o último caso endêmico de sarampo, no Amapá. Com isso, em novembro do ano passado, a Opas voltou a certificar o Brasil como livre da circulação do vírus, mesmo com o registro de casos importados da doença. Isso ocorreu porque o país conseguiu demonstrar que não houve transmissão do vírus do sarampo em território nacional por pelo menos um ano.

Em novembro passado, com a alta circulação do vírus, a Opas anunciou que a região das Américas perdeu a verificação de área livre da transmissão endêmica do sarampo. Apesar disso, o Ministério da Saúde informou que o Brasil ainda mantém a sua certificação internacional de país livre da circulação do vírus. Fonte: Agência Brasil

Incêndio atinge casarões históricos no Mercado das Tulhas, no Centro de São Luís

Um incêndio de grandes proporções atingiu, na madrugada desta sexta-feira (12), casarões históricos no entorno do Mercado das Tulhas, no Centro Histórico de São Luís. Segundo relatos de lojistas, o fogo teria começado em um imóvel onde funcionava uma casa de ferragens que armazenava grande quantidade de material de alumínio.

As chamas se espalharam pelas estruturas antigas e mobilizaram lojistas e moradores da região, que tentaram conter o avanço do fogo até a chegada do Corpo de Bombeiros. O incêndio destruiu a loja onde teria iniciado e também atingiu um segundo estabelecimento.

A Rua Djalma Dutra, que dá acesso às lojas, foi parcialmente interditada. De acordo com informações iniciais, o fogo alcançou pelo menos duas lojas, incluindo uma localizada na Rua da Alfândega.

Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, coronel Célio Roberto, o incêndio ficou restrito a duas lojas e não atingiu o Mercado das Tulhas.

“Ficou restrito às duas lojas, não passou para o Mercado das Tulhas, porque a área ali é contígua, são geminadas. E nós vamos agora fazer os levantamentos periciais, até para verificar a provável causa do incêndio. Mas foi um grande susto, e tudo que acontece ali pelo Centro Histórico nos causa logo uma preocupação maior. Mas as nossas equipes estão bem treinadas para atuar com rapidez no Centro Histórico. Porque, de fato, as edificações, elas normalmente têm madeira. E ali, ao que tudo indica, é loja de artesanato que tem material que queima fácil”, explicou.

Não há, ainda, confirmação sobre a causa do incêndio nem registro de feridos, e o caso será investigado pelo Corpo de Bombeiros.

A fumaça densa tomou parte das vias próximas, deixando o céu acinzentado e dificultando a circulação na área. Fonte: G1-MA

Casal é preso suspeito de matar menina de 12 anos no Sul do Piauí

Um homem e uma mulher foram presos nesta sexta-feira (12) em Floriano, no Sul do Piauí, suspeitos de participar do ataque a tiros que matou a menina Ester, de 12 anos, na noite de quinta-feira (11). A prisão foi confirmada pela Polícia Militar.

Segundo o 3º Batalhão da Polícia Militar, o casal foi encontrado em uma operação conjunta das polícias civil e militar. O homem confessou ter disparado os tiros, mas disse que o alvo era J.N.F.C., conhecido como “Cabura”, de 32 anos, que estava na rua no momento do crime.

Os dois foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Floriano, onde prestam depoimento. Até agora, não há indícios de envolvimento direto de outras pessoas no caso.

Na operação, a polícia apreendeu uma arma de fogo, munições e celulares. Fonte: G1-PI

Prato Cheio: 6ª edição da campanha arrecada mais de 40 toneladas de alimentos

A sexta edição da Campanha Prato Cheio arrecadou 40.520 kg de alimentos que vão beneficiar milhares de famílias em situação de vulnerabilidade social no Piauí. O Dia D de doações aconteceu nesta sexta-feira (12), no Teresina Shopping.

Ao todo, seis instituições em Teresina, Parnaíba, Floriano e Picos serão contempladas pelas doações.

“Foi uma participação muito grande das pessoas, de empresas. É uma corrente grande de solidariedade para a gente colocar comida na mesa de quem está precisando nesse Natal”, afirmou o diretor de jornalismo da Rede Clube, Claudinei Moreira.

 

Entre os principais itens doados, estão alimentos não perecíveis, como arroz, feijão, macarrão, óleo, açúcar e farinha, além de cestas básicas completas.

A cobertura completa da mobilização foi feita pelos telejornais da Rede Clube, com transmissões ao vivo direto do shopping.

Dia D – Prato Cheio

 

No Dia D, doadores tiveram direito a duas horas de estacionamento gratuito no Teresina Shopping.

O público foi recebido com uma programação gratuita, que incluiu recreação infantil, pintura no rosto, espaço de colorir, espaço de bem-estar com esteiras e bicicleta e apresentações artísticas.

Prato Cheio: 6ª edição da campanha teve participação do Clube do Fusca — Foto: Reprodução/TV Clube

Prato Cheio: 6ª edição da campanha teve participação do Clube do Fusca — Foto: Reprodução/TV Clube Fonte: G1-PI