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Paulo Velten toma posse no Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB)
O desembargador Paulo Velten, corregedor-geral da Justiça e presidente eleito do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) tomou posse, nesta quarta-feira, 9, como membro honorário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), por indicação dos seus representantes maranhenses, Daniel Blume de Almeida e Thiago Brhanner Costa.
Em sessão virtual transmitida pela plataforma youtube, conduzida pela presidente do IAB, Rita Sant’anna Cortez, o desembargador prestou o juramento de contribuir para “o estudo do Direito e difusão dos conhecimentos jurídicos e culto à Justiça”, assinou o Termo de Compromisso e falou de sua satisfação ao ingressar no IAB, após anos de carreira na advocacia e, atualmente, na magistratura estadual, onde ingressou pelo parcela do quinto constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O desembargador disse ter concluído – no exercício da profissão de advogado e de magistrado -, que a advocacia, além de ilustre, é gratificante. “Posso dizer isso com a experiência daquele que dedicou vida alma, coração, tudo o mais pela advocacia”. Segundo Paulo Velten, é na área da advocacia que militam os melhores talentos do Direito. “Eu não tenho dúvida que é na advocacia o de repositório dos quadros mais qualificados que nós temos no mundo do Direito”, destacou.
“Na advocacia eu forjei o meu caráter para a luta, na advocacia eu aprendi a combater o bom combate. Na advocacia eu percebi que vale você fazer mais do que o dinheiro paga. Na advocacia eu sempre me esmerei a dar o melhor, a fazer o melhor, muito mais até do que o cliente sonha e do que o cliente espera. E descobri, depois de muito tempo exercendo a advocacia, com essa paixão própria do advogado, que era assim que eu estava me tornando advogado. Atuando com respeito, com integridade, com ética, com lealdade, seguindo as máximas de Couture, estudando todos os dias, procurando aprender e me aprimorar profissionalmente todos os dias, fazendo da advocacia uma profissão de fé, um sacerdócio”, declarou Paulo Velten em seu discurso de posse.
Compareceram à solenidade virtual diretores do IAB; o deputado federal Miro Teixeira; o presidente da OAB-MA, Kaio Saraiva Cruz; os advogados Thiago Brhanner e Eduardo Moreira; o desembargador aposentado Manoel Gomes, pai do desembargador e sua esposa, Daniela Busa Velten e associados do instituto.
SAUDAÇÃO
Em breve saudação ao empossado, o representante do IAB no Maranhão, Daniel Blume, ressaltou que o novo membro do instituto é um dos magistrados mais respeitados de sua geração, no Maranhão e no Brasil, e dos mais destacados professores de Direito Civil. “Aqui eu falo do magistrado sempre atento à preservação das liberdades, da democracia e da Justiça; falo do professor empenhado no fortalecimento da inteligência jurídica brasileira”, ressaltou o advogado em sua saudação.
SOBRE O IAB
O IAB, fundado em 1843, é uma associação sem fins lucrativos, de caráter nacional, com personalidade jurídica de direito privado. É considerado correspondente da Academia da Advocacia, por ser um espaço dedicado à cultura e ao debate dos grandes temas nacionais, bem como de defesa da ordem jurídica e do Estado Democrático de Direito.
Segundo o seu estatuto social, o instituto se destina à defesa do Estado Democrático de Direito e seus princípios fundamentais; ao estudo do Direito, a difusão dos conhecimentos jurídicos e o culto à justiça; à colaboração e atuação, por todos os meios admissíveis, na manutenção e no aperfeiçoamento da ordem jurídica legítima e democrática; à promoção da defesa dos interesses da nação, da igualdade racial, das garantias individuais e coletivas, dos direitos humanos e sociais, do meio-ambiente, dos consumidores e do patrimônio cultural, artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico e à contribuição para o aperfeiçoamento do ensino e da pesquisa jurídica.
Já pertenceram ao quadro do IAB personalidades históricas como Teixeira de Freitas, Rui Barbosa, Nabuco de Araújo, Clovis Bevilacqua e André Faria Pereira.
Assessoria de Comunicação – com informações do IAB.
Corregedoria Geral da Justiça
asscom_cgj@tjma.jus.br
Homem que teve nome negativado indevidamente por faculdade deve ser ressarcido
Uma instituição de ensino que negativou, de forma indevida, o nome de um consumidor deverá ressarci-lo e retirar o nome dele dos cadastros de proteção ao crédito. Foi assim que decidiu o 9º Juizado Especial Cível e das Relações de Consumo de São Luís. No caso em questão, o autor ajuizou a ação pleiteando que a Faculdade Pitágoras fosse obrigada a excluir seu nome dos órgãos de restrição de crédito, bem como declarasse inexistentes o contrato e o débito que ensejou a negativação. Ainda, pretendeu o recebimento de uma indenização por danos morais
Ele alega que no mês de janeiro de 2017 prestou vestibular junto à instituição de ensino requerida, obtendo a aprovação. Entretanto, ao se dirigir à sede da faculdade com intuito de realizar sua matrícula, percebeu que não teria condições financeiras naquele momento de pagar o valor cobrado a título de entrada, razão pela qual não celebrou o contrato de prestação de serviços educacionais. Ocorre que, posteriormente, ao tentar solicitar um cartão de crédito teria sido surpreendido com a informação de que seu nome estava negativado desde fevereiro de 2017, a pedido da Faculdade Pitágoras, apesar de não ter havido uma relação contratual, de modo que a situação lhe causou prejuízos e transtornos.
Em defesa, a requerida argumentou que, apesar de a parte autora negar seu vínculo com a instituição de ensino, a mesma realizou inscrição e vestibular em curso de graduação, não havendo que se falar em cobrança indevida. Segue a requerida afirmando que o demandante tinha pleno conhecimento dos termos dos programas de financiamento PMT – Parcelamento de Matrícula Tardia e PEP – Parcelamento Estudantil Privado, e ainda assim cometeu dois erros, o primeiro por ter efetuado matrícula sem saber se poderia cursar a graduação, e o segundo por não ter solicitado a desistência antes das aulas começarem, a fim de evitar cobranças.
“Cumpre ressaltar que a matéria será dirimida no âmbito probatório, recaindo o ônus da prova à requerida, por se tratar de relação de consumo e por estarem presentes os requisitos do artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor (…) Nesse passo, observa-se que a demandada anexou ao processo contrato de parcelamento privado de mensalidades e aditivo contratual, ambos assinados pelo autor em 11/01/2017, e extrato financeiro (…) O demandante, por sua vez, anexou comprovantes das cobranças realizadas pela ré, print do site do SERASA contendo informação sobre a dívida em questão, e proposta de negociação de débito”, observou a sentença.
SEM CONTRATO FORMALIZADO
E continua: “Em que pese o argumento da ré de que existe um vínculo contratual entre as partes e, por isso, as cobranças são regulares, os documentos juntados revelam que não houve a formalização do contrato de prestação de serviços educacionais em si, de modo que a matrícula não se efetivou de maneira concreta (…) Importa ressaltar, aqui, que em relação aos documentos referentes aos programas de parcelamento estudantil, não há porque considerá-los suficientemente aptos para a conclusão de que houve a concretização do vínculo entre o autor e a instituição de ensino, pois os mesmos estão desacompanhados do contrato que os tornariam efetivamente válidos”.
Para a Justiça, não há como reconhecer que as cobranças em questão são devidas por ausência de distrato formal, se não chegou a ocorrer a celebração do contrato propriamente dito. “Assim, inexiste razão para que o demandante seja compelido ao pagamento das mensalidades, cabendo, pois, o deferimento dos pedidos de declaração de inexistência do contrato e dos débitos e de exclusão de eventual inscrição do nome do autor nos cadastros de inadimplentes”, decidiu, condenando a faculdade, ainda, ao pagamento de 2 mil reais ao autor, a título de dano moral.
Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça
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Seap abre inscrições de processos seletivos para lotação em Caxias
No estado do Maranhão, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária – Seap, disponibilizou 07 novos editais de abertura para Processo Seletivo, o qual tem por objetivo a formação de cadastro reserva de profissionais que possuam nível médio ou superior para atuarem em diversos municípios.
Conforme os editais, há oportunidades disponíveis entre os seguintes cargos, para lotação em Caxias:
* Edital nº 11/2022: Técnico Penitenciário – Administrativo (Caxias).
* Edital nº 15/2022: Especialista Penitenciário em Direito (Caxias).
Para concorrer a uma das oportunidades ofertadas, os candidatos devem cumprir alguns requisitos, sendo eles: ser brasileiro nato ou naturalizado e no caso de nacionalidade portuguesa estar amparado pela lei; gozar dos direitos políticos; estar em dia com as obrigações eleitorais; possuir idoneidade e conduta ilibada, a ser aferida em investigação social; não ter sido demitido a bem do serviço público; não possuir registro de antecedentes criminais. Dentre outros requisitos que constam no edital.
Inscrição e seleção
Os interessados em participar podem se inscrever de forma eletrônica no período das 8h desta quarta-feira (9), até às 23h59 do próximo dia 28, acessando o site da Seap.
Como forma de classificação, os candidatos serão avaliados mediante análise curricular. O resultado final com os classificados será divulgado no site da Seap e no Diário Oficial do Estado do Maranhão.
O processo seletivo terá validade de um ano, a contar da data da publicação do resultado final, podendo ser prorrogado a critério da administração por igual período. Por: Com informações do PCI Concursos
Número de golpes virtuais cresce no Maranhão
A Delegacia de Crimes Cibernéticos do Maranhão fez um alerta sobre o aumento do número de golpes virtuais nos últimos meses. O alvo principal dos golpistas são os celulares, e-mails e redes sociais.
Como foi o caso do Eduardo Neutzer, que foi uma das vítimas dos golpes virtuais. O funcionário público teve suas redes sociais invadidas por criminosos que se passaram por ele para vender produtos.
“A pessoa que me hackeou estava vendendo materiais de casa, móveis e eletrodomésticos. Ele conseguiu ainda vender algumas coisas se passando por mim”, afirma Eduardo.
As vítimas de golpes virtuais devem procurar a polícia e registrar um boletim de ocorrência com a classificação adequada. Na Delegacia de Crimes Cibernéticos, quem teve a conta invadida recebe orientações do que é possível fazer para recuperá-la.
“É passível da pessoa entrar com a ação de danos morais e materiais porque muitas vezes essas contas são utilizadas justamente para ganho de empresas, o que pode gerar um prejuízo financeiro. Também é passível de entrar contra a rede social pelo descumprimento da notificação judicial que foi feita”, ressalta o delegado Odilardo Muniz.
Ainda assim, por causa de burocracias ou por desconhecimento, muita gente fica no prejuízo e sem rede social. Por: G1 MA
Câmara aprova mudança em prazo para registro de agrotóxicos
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (9), por 301 votos a 150, o texto-base do projeto de lei que fixa um prazo para a obtenção de registro de agrotóxicos no Brasil. A matéria segue para votação do Senado. Confira como votaram os parlamentares.

A análise da proposta não estava prevista na pauta de votações desta quarta-feira. Os deputados aprovaram a urgência ao texto, por 327 votos a 71, e logo em seguida a proposta entrou em votação. O texto centraliza no Ministério da Agricultura as atribuições de fiscalização e análise desses produtos para uso agropecuário. Além disso, permite a obtenção de registro temporário.
O projeto já tramita na Câmara há 20 anos. O texto estabelece o prazo máximo para o registro varia de 30 dias a dois anos, dependendo do tipo de análise a ser realizada. Atualmente, devido à complexidade da análise dos riscos e à falta de testes em humanos, os pedidos podem demorar cerca de sete anos para terem um parecer definitivo.
Segundo o relator da proposta, deputado Luiz Nishimori (PL-PR), atualmente a liberação de um registro leva de três a oito anos, o que “impede que produtos mais modelos cheguem ao mercado”.
Com o projeto de lei, caso o pedido de registro não tenha parecer conclusivo expedido no prazo de dois anos, será possível a concessão de um registro temporário para agrotóxico novo ou uma autorização temporária para aplicação de um produto existente em outra cultura para a qual não foi inicialmente indicado.
Para isso, basta que o produto em questão seja usado em pelo menos três países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entidade que congrega 37 nações com diferentes níveis de exigências sobre o assunto e que avalia a entrada do Brasil no quadro permanente.
Polêmica
Apelidado de “PL do Veneno” por deputados de oposição, a proposta altera a nomenclatura de “agrotóxicos” para “pesticidas”. Segundo Luiz Nishimori (PL/PR), essa mudança de nomenclatura vai padronizar o termo adotado pelo Brasil e pelos países-membros da OCDE.
“Não à toa, aqui no Parlamento está sendo chamado de ‘PL do Veneno’. Mas não só aqui: são mais de 300 organizações da sociedade civil, entre elas, a Fiocruz, entre elas, o próprio Ministério Público Federal, que estão assinando documentos, chamando-o de ‘PL do Veneno’ e mostrando o significado do seu atraso”, afirmou o deputado Marcelo Freixo (PSB/RJ).
Para o líder da oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), as consequências da liberação acelerada dos registros serão “irreversíveis” para a saúde do brasileiro. Segundo o parlamentar, entre os 50 agrotóxicos mais utilizados no Brasil, 30 já são banidos em outros países.
“Produtos que causam úlcera, corrosões na pele, câncer, cegueira, não serão mais considerados extremamente tóxicos. Isso é inacreditável, mas é essa a verdade”, argumentou.
Para o líder da Maioria, deputado Diego Andrade (PSD/MG), a medida vai modernizar a agricultura brasileira. “A gente tem que parar de falar mal da nação que alimenta o mundo com sustentabilidade, e precisamos sim dos defensivos, como precisamos de vacina, que também é um remédio e na dose certa cura. Não podemos jogar contra aquilo que está sustentando o Brasil”, disse.
“É claro que precisamos, sim, dos defensivos, como precisamos da vacina, que também é um remédio que na dose certa cura. Há defensivos feitos à base de cravo como, por exemplo, para exportar o limão, para desinfectar”, completou.
Segundo o vice-líder do governo, deputado Evair Vieira de Melo (PP/ES), a produção brasileira é segura e vistoriada por agências internacionais criteriosas.
“A afirmação de que esse projeto vai colocar mais veneno na mesa dos brasileiros é mentira. Quem fala isso não tem fundamento. Esse é um discurso meramente de posição ideológica e política. Dizer que esse projeto ataca a legislação ambiental é mentira. Quem fala isso também não se sustenta”, disse.
Edição: Pedro Ivo de Oliveira Agência Brasil
Senado aprova medida provisória que beneficia pacientes de câncer
O Senado aprovou hoje (9) a Medida Provisória (MP) que obriga planos de saúde a cobrirem tratamento oral contra o câncer. A MP já havia passado pela Câmara e perderia a validade amanhã (10), se não tivesse sido votada. Agora, segue para a Câmara para uma reanálise. Isso ocorre porque os senadores alteraram trechos do texto.

A MP 1.067/2021 incorpora às coberturas obrigatórias de planos a oferta de tratamentos antineoplásicos domiciliares de uso oral, incluindo medicamentos para o controle de efeitos adversos relacionados ao tratamento. Ela foi editada pelo governo em resposta a um projeto de lei do Senado com o mesmo tema. A manutenção do veto presidencial ao projeto ontem, na sessão do Congresso, teve, inclusive, como argumento a existência dessa MP.
O texto da MP aprovado pelo Senado diz que a cobertura do tratamento é obrigatória caso as medicações já tenham aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) terá 120 dias para inclui-lo no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. É possível ainda uma prorrogação por mais 60 dias. Os processos referentes a tratamentos orais de câncer deverão ser priorizados pela ANS.
Para os demais tratamentos, o prazo é de 180 dias, prorrogável por mais 90. Em todos os casos, se a ANS não se manifestar dentro do prazo, o tratamento será automaticamente incluído no Rol de Procedimentos até a decisão definitiva.
De acordo com a MP, os medicamentos orais contra o câncer devem ser fornecidos ao paciente ou a seu representante legal em dez dias após a prescrição médica. O provimento poderá ser fracionado por ciclo de tratamento. Será obrigatório comprovar que o paciente ou seu representante legal recebeu as devidas orientações sobre o uso, a conservação e o eventual descarte do medicamento.
A Câmara precisa aprovar a MP até amanhã (10). Caso isso não ocorra, ela perderá a validade.
*Com informações da Agência Senado.
Enem: resultado foi antecipado em dois dias, diz ministro

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, é entrevistado no programa A Voz do Brasil.
O ministro da Educação, Milton Ribeiro, revelou hoje (9) em entrevista ao programa A Voz do Brasil que os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 já foram processados e estão disponíveis para estudantes que buscam ingressar no ensino superior.

Segundo Ribeiro, a antecipação de dois dias se deu pela celeridade no cumprimento do cronograma estabelecido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo certame. “Diminuímos dois dias de ansiedade no coração dos estudantes brasileiros”, afirmou o ministro.
Outra novidade anunciada durante o programa foi a possibilidade do uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar dívidas do Programa Nacional de Financiamento Estudantil, o Fies. O ministro da Educação afirmou que os detalhes, assim como um aplicativo específico, serão revelados amanhã (10).
Segundo já havia adiantado o presidente Jair Bolsonaro, estudantes que estão inadimplentes há mais de 365 dias poderão renegociar as dívidas em faixas de desconto que chegam a 92%. Milton Ribeiro afirmou que, em um primeiro momento, o foco da iniciativa serão estudantes que fazem parte do CadÚnico e que recebem o Auxílio Brasil.
“Hoje, pelas contas que fizemos, será possível atender aqueles que estão no CadÚnico. Eventualmente, alguns outros serão acrescidos. Não é perdão de dívida – é uma renegociação”, explicou o ministro.
Estimativas da pasta calculam que um milhão de estudantes, dos cerca de 1,7 milhão de endividados, serão beneficiados pela iniciativa. O montante de dívidas estudantis com a União chega a R$ 38,6 bilhões apenas no Fies.
Piso dos professores
Milton Ribeiro rebateu críticas ao aumento do piso dos professores da educação básica em 2022, medida classificada como “eleitoreira” por adversários políticos. Segundo o ministro, o aumento deve-se exclusivamente à captação proporcional do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que passou de 10% para 15% – e que deve atingir 23% nos próximos anos.
“A previsão [para o aumento] é legal. Já estava tudo organizado e vinha sendo aplicado em anos anteriores. A vinculação do valor tem a ver com o Fundeb, que faz parte da Constituição, e ele teve uma escada. Começamos em 10%. No ano passado, a contrapartida do governo foi 12,5% e neste ano, já estamos em 15% na cesta de impostos do Ente Federado”, explicou.
Municípios que possuem o piso de professores aposentados vinculado ao piso de professores ativos também aumentarão o teto para os que recebem o benefício previdenciário, esclareceu Ribeiro. Fonte; Agência Brasil
Vacinação é prioridade para o controle da pandemia, diz Fiocruz

Perto de completar dois anos, a pandemia de covid-19 ainda apresenta cenário preocupante, com rápida transmissão da variante Ômicron, e seu controle depende prioritariamente da vacinação. A avaliação é de pesquisadores do Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que divulgaram hoje (9) um balanço de dois anos da emergência sanitária, que fez 5,71 milhões de vítimas no mundo e mais de 630 mil no Brasil.
Desde que os primeiros casos de covid-19 foram confirmados na China, ainda em 2019, o novo coronavírus já infectou 388 milhões de pessoas no mundo e 26 milhões no Brasil. O país concentra 6,7% do total de casos do mundo e 11% do total de vítimas, apesar de os brasileiros serem menos de 3% da população mundial.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em 30 de janeiro de 2020 que a covid-19 representava uma Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional, e passou a caracterizar a disseminação da doença como uma pandemia, presente em todos os continentes, em 11 de março. Na época, a doença já tinha chegado a 114 países e causado 4,2 mil mortes. No Brasil, o Ministério da Saúde reconheceu a covid-19 como Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional em 3 de fevereiro.
Janela de oportunidade
Os cientistas ressaltam que as demais medidas de prevenção devem ser mantidas, mas consideram que atingir uma ampla cobertura vacinal neste momento pode até mesmo bloquear a circulação do vírus, já que, com a explosão de casos provocada pela variante Ômicron, há um grande contingente populacional que teve covid-19 recentemente e adquiriu imunidade temporária contra o SARS-CoV-2.
“Em um momento em que há muitas pessoas imunes à doença, se houver uma alta cobertura vacinal completa há a possibilidade de tanto reduzir o número de casos, internações e óbitos, como bloquear a circulação do vírus”, diz o boletim, que afirma que este cenário pode ser visto como uma “janela de oportunidade”.
A Fiocruz sugere que, nesse sentido, é essencial implementar quatro estratégias de saúde pública: garantir oportunidade de aplicação de vacina, com a disponibilidade em unidades com horário de funcionamento expandido e em postos móveis; realizar busca ativa por pessoas que ainda não iniciaram seus esquemas vacinais; massificar a campanha de incentivo à vacinação de crianças e reforçar os benefícios gerados pela correta higienização, assim como o bom uso de máscaras.
Os pesquisadores também chamam a atenção para a desigualdade na cobertura vacinal no país, com áreas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste em que há bolsões com baixa imunização. “Estes bolsões se constituem em locais de menor Índice de Desenvolvimento Humano, populações mais jovens, menos escolarizadas, baixa renda e residentes de cidades de pequeno porte. Para estes locais, o fim da pandemia parece mais distante que para grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo, que já apresentam elevada cobertura vacinal com duas doses”.
A fundação avalia que a desigualdade regional nas coberturas vacinais expõe problemas de base, como acesso geográfico, logística de distribuição, armazenamento, gestão de estoques e velocidade na informação. O boletim considera que a falta de uma ampla campanha de comunicação para sustentar os benefícios das vacinas e das medidas não farmacológicas se mostrou muito prejudicial.
“Em meio à pandemia, problemas que deveriam ter sido enfrentados antes, para trazer mais equidade e eficiência no processo de imunização, podem tornar populações com baixa taxa de cobertura mais vulneráveis e permitir o surgimento de novas variantes, como observado em áreas mais pobres do continente africano”.
Endemia
Os cientistas discutem no balanço de dois anos que a grande onda de casos causada pela variante Ômicron, que é 70 vezes mais transmissível que a Delta, tem gerado especulações sobre um possível fim da pandemia. Alguns países e agências de saúde já debatem ou põem em prática mudanças que representam a transição para uma endemia, o que caracterizaria a covid-19 como uma doença presente no cotidiano.
O boletim ressalta, no entanto, que a mudança não significaria o fim das medidas de proteção individual ou coletivas. “A classificação da doença como endêmica representaria a incorporação de práticas sociais e assistenciais na rotina do cidadão e dos serviços de saúde e só poderia ser pensada após drástica redução da transmissão pelas novas variantes e por meio de campanha mundial de vacinação”, afirma o texto.
Ao fazer um balanço de dois anos, o boletim da Fiocruz descreve cada uma das fases da pandemia no Brasil. A disseminação da doença no país, além de provocar milhares de mortes e sobrecarregar os sistemas de saúde, resultou em uma combinação de efeitos sociais e econômicos que agravam as desigualdades estruturais da sociedade, avalia a fundação.
O momento atual, classificado como terceira onda, teve início em dezembro de 2021, coincidindo com uma epidemia de Influenza A (gripe) em vários municípios, com um período de festas, férias, relaxamento de medidas de restrição à mobilidade e ainda com a introdução no país da variante Ômicron.
“Em que pese o fato de a vacinação ter impedido que as internações e óbitos subam em igual velocidade aos casos, o aumento súbito de doentes faz crescer, inevitavelmente, a demanda por serviços de saúde, com impactos nas taxas de ocupação de leitos de UTI”, apontam os pesquisadores.
Segundo a Fiocruz, o cenário atual indica ocorrência de internações maior entre idosos, quando comparadas aos adultos, e níveis preocupantes de crescimento nas internações de crianças. “Por se tratar do último grupo em que a vacinação foi iniciada, já em 2022, as crianças representam hoje o grupo com maior vulnerabilidade”, afirmam pesquisadores.Por: Agência Brasil
PRF e parceiros avaliam saúde de caminhoneiros na BR-316, em Caxias
Nesta quarta-feira (9), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em parceria com o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e a Vigilância Epidemiológica de Caxias, realizou Comando de Saúde com foco nos motoristas de caminhão.

O objetivo é fazer uma avaliação de saúde multiprofissional, como nutricional, riscos de doenças cardiovasculares e testes e vacinas para diversas doenças.
Ao longo de toda a manhã, foram realizados 30 atendimentos com testes de glicemia e pressão, Covid-19, sífilis, HIV e hepatites B e C, além de aplicação de três doses de reforço da vacina contra a Covid-19 e distribuição de preservativos.

A ação da PRF em parceria com o Cerest, o CTA e a Vigilância Epidemiológica de Caxias aconteceu na Unidade Operacional da PRF, na BR-316.
Profissionais de grande importância para a economia nacional, os caminhoneiros viajam o país inteiro e muitas vezes não têm tempo para cuidar da saúde.Por: Ascom/PRF






