O artesanato feito com essa matéria-prima é a base de sustento de diversas famílias da região. As técnicas são repassadas há gerações. Jacó Pereira, integrante da Cooperativa dos Artesãos do Curtume (Cooargila), contou que aprendeu o ofício com o pai, que, por sua vez, recebeu o conhecimento do avô.
“Meu avô e a família dele, foram 12 filhos criados através desse trabalho… Aí meu pai aprendeu com ele e meus pais também nos criaram [13 irmãos] nesse trabalho da argila e com esse sustento criei meus sete filhos, com a ajuda de minha esposa que também aprendeu a trabalhar com a cerâmica”
Ele explica que todo o processo começa com a procura e extração da argila bruta. Em seguida, vêm as etapas de amassar o material e modelar as peças. Depois, ele e a esposa, Maria das Mercês, deixam as peças secarem para realizar os acabamentos e, por fim, levam tudo ao sol forte para a queima, momento em que a argila escura se transforma na cerâmica branca que caracteriza o artesanato local.
Produzida manualmente por famílias do Curtume, a cerâmica em argila branca é considerada um símbolo da identidade cultural de Floriano e reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Piauí. Além de preservar a tradição, o trabalho garante a renda de muitas famílias que vivem da atividade.
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Argila branca de Floriano mantém viva tradição centenária no Sul do Piauí — Foto: TV Clube Fonte: G1-PI