Blog do Walison - Em Tempo Real

PM aposentado impede assalto na Avenida Litorânea, em São Luís; suspeito é baleado e preso

Um homem foi preso na noite dessa sexta‑feira (6) após tentar assaltar um casal que se exercitava na Avenida Litorânea, em São Luís. Segundo a Polícia Militar do Maranhão, um policial militar aposentado que passava pelo local viu a abordagem, interveio e deteve o suspeito, que estava armado e foi baleado durante a ação. O comparsa conseguiu fugir.

Com o preso, a polícia apreendeu um revólver calibre .38, com quatro munições, e dois colares de ouro. De acordo com os policiais que atenderam a ocorrência, a dupla vinha parando pedestres e anunciando assaltos.

Ainda na sexta‑feira, os suspeitos teriam roubado uma joia de um turista que visitava a via, um dos principais pontos turísticos da cidade.

A tentativa contra o casal aconteceu em um ponto movimentado da Litorânea, sob chuva. O homem detido foi socorrido após ser ferido e, em seguida, preso em flagrante.

Moradores e frequentadores relatam sensação de insegurança na orla e dizem adotar cuidados para evitar abordagens, como evitar usar celular à vista e redobrar a atenção ao caminhar. A iluminação precária em trechos da avenida também foi citada como fator que facilita a ação de criminosos.Fonte: G1-MA

Presidente Dutra: Ciclo Formativo do Pacto pela Aprendizagem reúne educadores e Gestores

Professores e gestores da educação participaram do Ciclo Formativo Estadual Regionalizado do Pacto pela Aprendizagem, realizado na regional de Presidente Dutra. O encontro reuniu representantes de diversas escolas municipais, estaduais e com destaque para unidades da zona rural do município, fortalecendo o compromisso com a melhoria da qualidade do ensino.

ALUNOS EMOCIONARAM O PÚBLICO

Alunos da Escola Constantino Ramalho emocionaram o público ao recitarem poesias com apresentação de coreografias durante a abertura do evento. A escola fica no povoado Rodagem e era abandonada até então, o prefeito Raimundinho reformou e hoje é uma escola de respeito e bem cuidada.  Os alunos demonstraram desenvoltura, criatividade quando homenagem às mulheres pela passagem do dia 08 de marco. Para quem estava presente e acompanhou, ressalta que esse momento também reflete na boa educação que tem sido desenvolvida em Presidente Dutra pelo prefeito da cidade, Raimundinho.

A iniciativa faz parte das ações desenvolvidas pelo Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Educação do Maranhão, dentro do programa Pacto pela Aprendizagem, que tem como objetivo apoiar os municípios na elevação dos indicadores educacionais, especialmente na alfabetização e no desenvolvimento das habilidades básicas dos estudantes.

Durante o ciclo formativo, os participantes tiveram acesso a palestras, oficinas pedagógicas e momentos de troca de experiências entre educadores. A programação buscou apresentar estratégias didáticas e metodologias que podem ser aplicadas em sala de aula, contribuindo para o fortalecimento do processo de ensino e aprendizagem nas escolas públicas.

Educadores da zona rural de Presidente Dutra tiveram presença expressiva no evento, destacando a importância da formação continuada para melhorar ainda mais a prática pedagógica nas comunidades mais distantes da sede do município.

Fonte: Agência Brasil

Após identificar irregularidades, MPF recomenda ajustes no transporte escolar de Alcântara (MA)

O Ministério Público Federal (MPF) enviou recomendação ao município de Alcântara para que adote as medidas necessárias para recuperar e colocar de volta em circulação os ônibus escolares que estão abandonados ou parados por falta de manutenção adequada. A iniciativa tem como objetivo assegurar que os alunos tenham acesso regular e seguro ao transporte escolar.

A recomendação foi expedida após fiscalizações, no âmbito do programa Ministério Público pela Educação (MPEduc), que identificaram irregularidades no sistema de transporte escolar de Alcântara. De acordo com o MPF, o município recebeu, por meio do Programa Caminho da Escola — coordenada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) — uma frota de ônibus escolares destinada ao transporte de alunos matriculados na rede municipal de ensino. No entanto, durante as inspeções, foi verificado que parte dos ônibus escolares estava fora de circulação.

Foi constatado que a prefeitura de Alcântara e a secretaria municipal de educação não estavam realizando as manutenções periódicas necessárias, o que acabou contribuindo para a deterioração dos veículos. Com isso, estudantes que dependem do transporte escolar podem ter sido prejudicados.

Na recomendação, o MPF solicita a implementação de um sistema efetivo de gestão da frota de transporte escolar no município, preferencialmente com a adoção do Sistema de Gestão do Transporte Escolar (SETE), disponibilizado pelo FNDE, a fim de garantir o planejamento adequado das manutenções preventivas e corretivas dos veículos
O documento também destaca que os órgãos municipais devem observar integralmente as orientações das cartilhas do FNDE quanto ao uso adequado e à manutenção dos veículos escolares, além de garantir a capacitação dos motoristas.

MPEduc – O Ministério Público pela Educação (MPEduc) é um programa coordenado pela Câmara de Direitos Sociais e Fiscalização de Atos Administrativos do MPF (1CCR). O principal objetivo da iniciativa é verificar se as políticas públicas voltadas para a educação básica estão sendo cumpridas pela rede escolar. Para isso, o Ministério Público realiza audiências com a comunidade, aplica questionários, promove reuniões e visita pessoalmente as escolas. Com base nessas informações, são feitas recomendações para que as prefeituras e gestores locais melhorem o que for necessário. Tudo é acompanhado de perto pelo Ministério Público, que depois presta contas à sociedade sobre o que foi feito e os resultados alcançados.

Fonte: blog do John Cutrim

‘Me derrubar só matando, e isso eles não têm coragem’, disse Vorcaro à namorada

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, relatava em conversas por aplicativo com a namorada, Martha Graeff, o avanço das investigações da Polícia Federal (PF) e do Banco Central (BC) sobre o Master. Nos diálogos, sinalizava ter apoio de pessoas importantes em Brasília para continuar agindo. “Me derrubar, só matando. E isso eles não têm coragem”, disse o banqueiro, rindo, em um dos diálogos.

Os diálogos foram interceptados pela Polícia Federal (PF) a partir da quebra de sigilo telemático de Vorcaro. O material foi compartilhado com a CPI do INSS e obtido pela Coluna do Estadão.

Em 16 de julho de 2025, quatro meses antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez e o Master ser liquidado, o empresário disse à namorada: “Pancadaria, mas vivo. Eu sou guerrilheiro. Me derrubar só matando. E isso eles não têm coragem rs.”. Graeff, então, repreendeu o companheiro: “Não fala algo assim. Muito pesado”.

‘Turma Brasília se mobilizando demais’
Em diversas mensagens com a namorada, Vorcaro usava termos como “guerra” e “pancadaria” para se referir a seu trabalho. “Turma Brasília se mobilizando demais. Todo mundo do meu lado e com raiva do movimento de notícias”, disse em abril de 2025. No mesmo mês, também disse ser “o tema mais comentado do Brasil hoje”.

A mensagem reforça a proximidade de Vorcaro com autoridades, em vários ambientes de poder na capital federal. Em outros diálogos com a companheira, o banqueiro relatou uma reunião em que pessoas de nome “Hugo” e “Ciro” se encontraram em sua casa para conversar com um homem de nome “Alexandre”.

Em mensagens trocadas anteriormente com a companheira, Vorcaro relatou, por exemplo, outros encontros com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O banqueiro ainda contou à namorada que se reuniu com o presidente Lula (PT) no Palácio do Planalto em dezembro de 2024. “Foi ótimo”, disse Vorcaro.

Com Moraes, há indícios de relação há pelo menos dois anos. A mulher do ministro, Viviane Barci, foi contratada para advogar para o Master. Vorcaro e o ministro conversaram por WhatsApp inclusive em 17 de novembro de 2025, data na qual foi cumprida a primeira ordem de prisão contra o banqueiro.

Em depoimento à PF, o empresário mostrou ter proximidade com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Vorcaro disse ter conversado “algumas vezes” com Ibaneis sobre a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB) e citou também que o governador já esteve pessoalmente em sua casa.

Mais cedo, a defesa do empresário solicitou que o STF investigue o vazamento de informações do conteúdo de seu celular, incluindo “conversas íntimas” e “supostos diálogos com autoridades e até com o ministro do STF Alexandre de Moraes”.

Vorcaro voltou a ser preso pela PF
A PF prendeu Vorcaro na última quarta-feira, 4, na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades na gestão do banco.

Essa nova fase investiga a invasão de dispositivos informáticos praticada por uma organização criminosa ligada a Vorcaro e outros aliados dele, conforme a PF. Também estão sob apuração os crimes de ameaça, corrupção e lavagem de dinheiro.

A defesa de Vorcaro afirmou que o banqueiro colaborou “de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”.

Fonte: blog do John Cutrim

Passageiros de cruzeiro retido em Dubai começam a voltar pra casa

Os passageiros retidos em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, desde o último sábado (28), incluindo um grupo de brasileiros, começaram a voltar para a casa em voos fretados e regulares. A informação é da empresa MSC Cruzeiros, dona do navio de cruzeiro MSC Euribia, onde os passageiros viajavam.

“A MSC Cruzeiros organizou voos para mais de 1.500 hóspedes que estavam a bordo do MSC  Euribia, em Dubai, para que pudessem deixar a região. Até o momento, sete voos transportando hóspedes da MSC Cruzeiros já partiram da região”, diz a empresa em nota divulgada nesta sexta-feira (6).

Segundo o comunicado, há voos fretados pela MSC Cruzeiros, voos com assentos garantidos em parceria com  a Emirates e a Flydubai, em voos comerciais regulares, além de alguns voos organizados pelos governos.

Os hóspedes estão sendo repatriados para diversos destinos, incluindo Reino Unido, Itália, Alemanha, Espanha, Estados Unidos e Brasil.

O grupo, que participava de um cruzeiro marítimo, deveria ter embarcado de volta ao Brasil no domingo (1º), mas devidos aos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, o espaço aéreo em diversos países da região foi fechado, impedindo o retorno.

O MSC Euribia, que transporta cerca de 5 mil passageiros, permanece atracado em um porto local “até novo aviso” por determinação de segurança das autoridades de segurança regionais e internacionais. “A situação a bordo está tranquila, e nossos hóspedes e tripulantes estão confortáveis e bem assistidos”, diz a MSC.

Em razão do conflito, a empresa cancelou o próximo cruzeiro do MSC Euribia com partida de Dubai em 7 de março; Doha, no Catar, em 8 de março; e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, em 11 de março.Fonte: Agência Brasil

STJ prorroga sindicância sobre acusação contra ministro Marco Buzzi

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiou para o dia 14 de abril o prazo para a conclusão da sindicância interna que apura denúncia de importunação sexual contra o ministro Marco Aurélio Buzzi. A investigação busca esclarecer fatos que teriam ocorrido em janeiro deste ano, em Balneário Camboriú (SC).

A apuração administrativa foi aberta em 4 de fevereiro e o relatório final deveria ser apresentado na próxima terça-feira (10). No entanto, a comissão responsável pelo caso solicitou a prorrogação do prazo para dar continuidade aos trabalhos. O ministro foi afastado cautelarmente do tribunal.

Acusação

De acordo com a denúncia, formalizada por meio de boletim de ocorrência, Buzzi teria tentado agarrar uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos, durante um banho de mar enquanto passavam férias no litoral catarinense.

Além da sindicância interna no STJ, o caso tramita no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que apura possíveis infrações disciplinares e consequências administrativas e no Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa a vertente criminal do caso, sob relatoria do ministro Nunes Marques. Por integrar um tribunal superior, Buzzi tem foro por prerrogativa de função perante o Supremo.

Defesa

Em nota divulgada após o início das investigações, o ministro Marco Aurélio Buzzi negou as acusações. Segundo o magistrado, as informações divulgadas “não correspondem aos fatos”. Buzzi afirmou ainda que foi surpreendido pela denúncia e repudiou “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.Fonte: Agência Brasil

Moraes nega conversas com Vorcaro no dia em que banqueiro foi preso

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nega ter mantido conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, em 17 de novembro do ano passado. A suposta troca de mensagens foi divulgada pelo jornal O Globo, que teve acesso aos prints de mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Vorcaro, que foi preso durante operação da Polícia Federal.

No dia, Vorcaro foi preso pela primeira vez ao ser alvo da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master.

Conforme nota divulgada nesta sexta-feira (6) pela Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF), as mensagens não foram destinadas a Moraes, mas a outros contatos que constam na agenda de Vorcaro. A conclusão ocorre após uma análise dos dados sigilosos que foram divulgados pela reportagem. O STF não informou quem realizou a análise.

“No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, diz o comunicado.

A secretaria declarou ainda que as mensagens foram direcionadas a outros contatos, que não terão os nomes divulgados em razão de sigilo.

“A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes”, completa a nota.

Transferência

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta sexta-feira (6) para a Penitenciária Federal em Brasília, presídio de segurança máxima.

Ele estava preso desde quarta-feira (4) e estava custodiado na Penitenciária de Potim, no interior paulista.

A transferência foi autorizada, nesta quinta-feira (5), pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator das investigações da Operação Compliance Zero, que apura as fraudes no Banco Master, e atendeu a um pedido da própria PF.

Segundo a corporação, o banqueiro pode influenciar as investigações sobre as fraudes no Banco Master.

Inquérito

O ministro André Mendonça também  autorizou nesta sexta-feira (6) abertura de inquérito da Polícia Federal (PF) para investigar os vazamentos dos dados dos sigilos bancário, fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro.

A decisão do ministro foi motivada por um pedido de investigação feito defesa do banqueiro.

Segundo os advogados, os vazamentos começaram após Mendonça autorizar o compartilhamento dos dados com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Os sigilos do banqueiro foram solicitados pela CPMI para apurar a suposta ligação do Banco Master com fraudes em empréstimos consignados de aposentados e pensionistas do INSS.Fonte: Agência Brasil

Conflito no Irã não deve afetar exportações da Petrobras, diz diretor

A guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã e seus desdobramentos no Oriente Médio não deverão afetar as exportações da Petrobras para a Índia, China e Coreia, que não utilizam rotas que estejam ameaçadas pela guerra no Oriente Médio. 

A análise foi feita nesta sexta-feira (6), no Rio de Janeiro, pelo diretor de Logística, Comercialização e Mercados da companhia, Claudio Romeo Schlosser, durante coletiva à imprensa. “Não vejo risco à exportação de petróleo”, disse Schlosser.

Segundo ele, a importação de óleo específico para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) a cada três meses, da ordem de 100 barris/dia, poderá ser feita pelo Estreito de Ormuz, pelo Mar Vermelho ou por porto no norte do Mar Mediterrâneo, razão pela qual avaliou que a “previsão é sem risco”. Schlosser não está vendo nenhuma ameaça do conflito à importação.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, por sua vez, admitiu que o cenário é de extrema volatilidade, com o preço do petróleo tanto podendo atingir US$ 180 o barril, como US$ 53 o barril. Segundo ela, a Petrobras tem que ser resiliente para enfrentar qualquer cenário que possa acontecer.

Magda comparou o momento atual externo com o da epidemia da Covid-19, quando houve corrida da população aos supermercados diante da ameaça de faltar papel higiênico, o que acabou não ocorrendo. Segundo ela, não há lógica econômica nenhuma na possibilidade de o botijão de gás de cozinha, por exemplo, atingir preços extraordinários.

“É especulação. Se todo mundo correr para comprar, vai aumentar o preço”, disse.

E recomendou: “Vamos viver um dia depois do outro, com a noite no meio”.

Lucro

Em relação ao lucro líquido de R$ 110,1 bilhões registrado em 2025, com aumento de quase 200% sobre o resultado de 2024 (R$ 36,6 bilhões), a presidente considerou que foi um “resultado espetacular” que reflete a disciplina de capital, a efetividade do trabalho da companhia, com melhoria da eficiência, celeridade, lógica empresarial e produção e entrega de produtos de forma verticalizada.

Ela destacou que a Petrobras mostrou resiliência, tendo em vista que o preço do petróleo Brent no mercado internacional, em 2025, saiu de mais de US$ 80 o barril, chegando a US$ 59 o barril. Mesmo assim, a companhia “entregou esse resultado, superando todas as metas”.

Magda Chambriard destacou que, em 2025, um dos fatores que contribuíram para o aumento de 11% da produção de óleo e gás foi a entrada em operação e o aumento da capacidade da FPSO (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência) Almirante Tamandaré de 225 mil barris/dia para 270 mil barris/dia.

Essa é a meta da presidente para outras três plataformas que estão em construção em Singapura.

A primeira deverá chegar ao Brasil em agosto e a segunda, ainda este ano, com projeção de começar a produzir no primeiro semestre de 2027.

“Nós vamos seguir acelerando as entregas, com muita parceria interna entre as equipes da Petrobras”, afirmou. Fonte: Agência Brasil

Ataque a escola de meninas no Irã expõe horrores da guerra

O ataque a uma escola de meninas iranianas, que causou a morte de 168 crianças, marcou o primeiro dia da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada no último sábado (28). A tragédia expõe os horrores que o conflito no Oriente Médio pode produzir e seus impactos na vida de menina e mulheres nestes países. 

Uma multidão vestida de preto compareceu ao velório das crianças, ocorrido na terça-feira (3). As imagens das valas abertas para receber os caixões enfileirados, acompanhados por milhares de pessoas, correu o mundo.

Durante décadas, as violações de direitos humanos no Irã, inclusive contra as mulheres, foram usadas por potências ocidentais para justificar o isolamento internacional de Teerã, alvo de sanções econômicas que contribuíram para fragilizar sua economia.

Em nome de uma suposta “libertação” do povo iraniano do regime dos aiatolás, um dos primeiros alvos de EUA e Israel nesta nova ofensiva foi justamente uma escola de educação infantil feminina na cidade de Minab, no sul do país persa. Além das dezenas de meninas mortas, mais de 90 crianças ficaram feridas. O caso aconteceu pela manhã, enquanto as alunas estavam em aula, segundo a agência de notícias.

 

A socióloga Berenice Bento, professora da Universidade de Brasília (UnB) que estuda as relações de gênero no mundo muçulmano, afirma que o ataque revela justamente que a guerra não tem relação com direitos humanos ou democracia.

Em razão do regime do país, as mulheres sofrem uma série de restrições no Irã, como o uso obrigatório do véu (hijab) para cobrir os cabelos, além de impedimentos para viagem e mobilidade, que geralmente precisam de autorização dos pais ou maridos. O desrespeito aos códigos é duramente punido pela chamada polícia da moralidade, ou Patrulha de Orientação da República Islâmica do Irã.

A jornalista palestino-brasileira Soraya Misleh, doutora em Estudos Árabes pela Universidade de São Paulo (USP), afirma que mulheres iranianas lutam há décadas por seus direitos e destaca, em especial, o movimento Mulher, Vida e Liberdade. Ele foi criado em 2022 após a morte da estudante Mahsa Amini, detida em um protesto e espancada pela Patrulha de Orientação,

“Mulheres iranianas organizaram um grande movimento, em 2022, o Mulher, Vida e Liberdade e seguem em luta há décadas. O povo iraniano, os povos árabes, o povo palestino devem decidir seu destino, não os EUA e Israel”, comentou.

A história de luta das mulheres iranianas inclui vítimas de prisões e condenações por sua militância. Uma delas é a advogada e ativista Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz em 2023 “pela sua luta contra a opressão das mulheres”.

Narges está atualmente presa no Irã, condenada a 7 anos e meio de reclusão por “conspiração”, segundo seu advogado. Mas, a socióloga Berenice Bento reafirma que a mobilização das mulheres no Irã não pede intervenção externa.

“Quando você analisa as manifestações que aconteceram, nenhuma está dizendo que quer a volta da monarquia, ou que os Estados Unidos  e Israel vá libertá-las. Nunca. O que você tem é uma sociedade que está lutando”, ponderou.

Pesquisadora do Núcleo de Pesquisa sobre as Relações do Mundo Árabe, do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS), a professora Natália Ochôa explica que há um olhar do mundo Ocidental para a necessidade de salvar a mulher muçulmana que, no episódio da escola, foi o alvo.

“Mulheres muçulmanas vistas e retratadas como oprimidas e sem capacidade de agência precisariam da salvação de mulheres ocidentais, sendo estas últimas o grande exemplo de liberdade a ser seguido. Ora, se um desses pilares é a educação, por que então logo uma escola de meninas, onde elas são alfabetizadas e aprendem sobre seus direitos, é um dos primeiros espaços a se tornarem alvos desses ataques? Se elas precisam de salvação, por que a última coisa que tem sido feita é salvá-las?”, questiona a pesquisadora em artigo.

 

Women react during the funeral of the victims following a reported strike on a school, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Minab, Iran, March 3, 2026. Amirhossein Khorgooei/ISNA/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS PICTURE WAS PROVIDED BY A THIRD PARTY. REFILE – REMOVING ATTRIBUTION TO STRIKE
Mulher durante o funeral das vítimas da escola de Minab. – Amirhossein Khorgooei/ISNA/WANA/ Reuters/ Proibido reprodução

Apesar dos problemas da República Islâmica, a especialista pondera que houve avanços sociais nos últimos 47 anos. Dados do Banco Mundial e da Unesco apontam que a alfabetização das mulheres passou de cerca de 30%, nos anos 1970, para cerca de 85%, nos anos 2000.

A participação das mulheres iranianas nas universidades subiu de 33%, na década de 1970, para cerca de 60%, nos anos 2000. Por outro lado, a participação delas no mercado de trabalho segue reduzida, algo em torno de 15% a 20% do total das pessoas empregadas.

Autoria do ataque

O ataque à escola de meninas de Minab foi condenado pela comunidade internacional e o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu uma investigação “rápida, imparcial e minuciosa” sobre as circunstâncias do ocorrido.

Estados Unidos e Israel não reconheceram ainda a autoria do ataque. A Casa Branca diz que está investigando o caso. Já Israel informou que não encontraram “nenhuma ligação” do ataque com as operações militares de Tel Aviv.

Berenice Bento cita a chamada Doutrina Dahiya, do exército israelense, que se baseia na destruição em larga escala de habitações e estrutura, para argumentar que o ataque deve ter sido intencional.

“Com o ataque à escola, eles estão querendo dizer não vão deixar pedra sob pedra. É destruir tudo. Para que a própria população civil, diante daquela destruição, se coloque contra o poder local. Eles destruíram Gaza inteira para fazer com que a população de Gaza se posicione contra o Hamas”, avaliou.

O nome da doutrina faz referência ao bairro Dahiya, zona densamente povoada de Beirute, no Líbano, onde o Hezbollah tinha uma das suas bases, e que foi amplamente bombardeado por Israel na guerra do Líbano de 2006.

A jornalista palestino-brasileira Soraya Misleh, doutora em Estudos Árabes pela Universidade de São Paulo (USP), avalia que o ataque às escolas, hospitais e infraestrutura civil em Gaza abriu espaço para novos crimes em outros países do Oriente Médio.Para Misleh, as mulheres da região não precisam ser “salvas”, e sim de apoio e solidariedade.

Estados Unidos e Israel não reconheceram ainda a autoria do ataque. A Casa Branca diz que está investigando o caso. Já Israel informou que não encontraram “nenhuma ligação” do ataque com as operações militares de Tel Aviv.

O jornal norte-americano New York Times (NYT), após analisar imagens de satélites, publicações nas redes sociais e vídeos verificados, indica que a escola foi severamente danificada por ataque de precisão, que ocorreu simultaneamente a ofensivas dos EUA a uma base naval da Guarda Revolucionária Islâmica.

“As declarações oficiais de que as forças americanas estavam atacando alvos navais perto do Estreito de Ormuz, onde está localizada a base da Guarda Revolucionária Islâmica, sugerem que eles provavelmente foram as responsáveis ​​pelo ataque”, avaliou o NYT.

Levando em consideração a proximidade da escola em relação ao objetivo militar, o major-general português Agostinho Costa avalia que o bombardeio pode ter sido um erro de alvo.

“Já estive em locais submetidos a ataques com mísseis Tomahawk podendo constatar que a margem de erro existe”, comentou o especialista em segurança e geopolítica.Fonte: Agência Brasil Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

Banco do Brasil lança Pix para compras na Argentina

Os correntistas do Banco do Brasil (BB) podem fazer pagamentos em lojas físicas na Argentina pelo Pix. Em parceria com o Banco Patagonia, o BB lançou o Pix no Exterior.

A solução estreia na Argentina e poderá ser usada por qualquer usuário do Pix, mesmo que não seja correntista do banco.

O pagamento funciona por meio da leitura de um Código QR exibido pelo comerciante, que pode estar em uma maquininha ou outro dispositivo. O cliente acessa o aplicativo da instituição financeira brasileira, escaneia o código, confere os dados e confirma a transação, sem necessidade de cadastro ou habilitação prévia.

Câmbio e IOF

Por trás da operação, há uma conversão automática de moeda realizada pelo banco. O valor da compra é pago em reais pelo cliente, enquanto o comerciante recebe na moeda local. Esse processo ocorre por meio de uma operação de câmbio integrada à transação.

Na prática, o débito sai diretamente da conta corrente ou da poupança do usuário no Brasil e aparece no extrato como um Pix comum. Sobre a transação incide o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tributo federal cobrado em operações de câmbio e crédito.

Segundo o banco, a conversão é viabilizada por meio de APIs, interfaces tecnológicas que conectam diferentes sistemas financeiros e permitem que a operação seja processada automaticamente em poucos segundos.

A solução foi desenvolvida em parceria com o Banco Patagonia, instituição financeira argentina que integra o conglomerado do Banco do Brasil. O sistema utiliza ainda a solução de cobranças Wapa e a infraestrutura tecnológica da Coelsa, empresa que atua no mercado de meios de pagamento na América Latina.

“O lançamento do Pix no exterior reforça a atuação internacional do Banco do Brasil e nosso compromisso com a inovação em meios de pagamentos voltada ao bem-estar das pessoas”, afirmou em nota Felipe Prince, conselheiro de administração do Banco Patagonia e vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Risco do Banco do Brasil.

O BB estuda a expansão do Pix no Exterior para outros países da América, Europa e Ásia, especialmente em regiões com grande presença de brasileiros. Segundo a instituição, a iniciativa faz parte da estratégia de ampliar a oferta de serviços financeiros digitais e simplificar pagamentos internacionais.Fonte: Agência Brasil