Blog do Walison - Em Tempo Real

Mãe e filha de 16 anos morrem em acidente entre moto e caminhonete no Dia das Mães, no Centro-Norte do Piauí

Uma mulher e a filha dela, de 16 anos, morreram em um acidente entre uma motocicleta e uma caminhonete na noite de domingo (10), Dia das Mães. A batida aconteceu na PI-236, em Hugo Napoleão, no Centro-Norte do Piauí, a cerca de 114 km de Teresina.

Segundo o Grupamento da Polícia Militar (GPM), Ana Cláudia Cardoso de Amorim, de 34 anos, estava na moto com a filha, Leonice Cardoso da Silva, e um homem no momento da colisão.

Com o impacto, mãe e filha morreram no local. O homem foi socorrido por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao hospital municipal de Água Branca. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre o estado de saúde dele.

De acordo com a polícia, o motorista da caminhonete e os ocupantes fugiram após o acidente e não foram localizados.

Os corpos das vítimas foram removidos pelo Instituto de Medicina Legal (IML) após a perícia no local.

A Polícia Civil do Piauí vai investigar as circunstâncias do acidente.

Fonte: G1-PI *Gabriely Corrêa, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros.

Cabedelo, Paraíba: destino turístico é tomado pelo crime e vigiado 24 horas por câmeras instaladas por bandidos

A cidade de Cabedelo, na Paraíba, passou a ser comandada à distância por uma facção criminosa instalada no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro — a mais de 2 mil quilômetros de distância.

A Polícia Federal e o Ministério Público já realizaram mais de dez operações para combater a corrupção e o crime organizado na cidade de mais de 60 mil habitantes, identificando que o Comando Vermelho se infiltrou em pontos estratégicos da prefeitura do município.

Criminosos ditam regras e interferem na rotina dos moradores. Cabedelo cresceu entre o mar e o rio, e tudo é muito perto. A praia colorida é uma atração para os turistas, mas quem mergulha dentro da cidade encontra uma outra Cabedelo, cheia de ausências. Há falta de coleta de lixo, falta de asfalto e vielas vazias onde o silêncio não é de paz.

Nesse cenário, as pessoas têm medo de gravar entrevistas ou falar sobre o assunto. João Marcos Gomes Cruz Silva, delegado regional de Polícia Judiciária da PF na Paraíba, afirma que “a cidade de Cabedelo, infelizmente, ela vive um colapso institucional”.

Leonardo Quintans, procurador-geral de Justiça do MP-PB, complementa: “A sociedade fica refém, a sociedade perde sua liberdade, a sociedade passa a ser comandada por esse poder paralelo”.

Segundo as investigações, integrantes do Comando Vermelho monitoram a rotina de Cabedelo a partir do Rio de Janeiro. De lá, alguém vê tudo.

Áudios obtidos mostram a organização do monitoramento: “Tem 30 câmeras geral”. Um integrante, ao mostrar o monitoramento de câmeras por vídeo, diz: “Oi, família. Minha visão de cria aqui. Só paz e tranquilidade”. Para a polícia, trata-se de um “home office do crime organizado”.

 

Liderança a distância

 

O Complexo do Alemão reúne 13 favelas na Zona Norte do Rio e, nas investigações, um nome aparece com frequência: Flávio de Lima Monteiro, o Fatoka.

Aos 43 anos, ele começou na facção Nova Okaida, na Paraíba, e depois fundou a Tropa do Amigão, um dos braços do Comando Vermelho no Nordeste.

Contra ele, há 13 mandados de prisão por tráfico, homicídios e organização criminosa. Fatoka chegou a ficar preso no Presídio de Segurança Máxima da Paraíba, mas fugiu em setembro de 2018 em uma fuga em massa de 92 detentos que usaram explosivos.

Capturado novamente, conseguiu uma medida judicial para liberdade com tornozeleira eletrônica em 2022. No mesmo dia em que o dispositivo foi instalado, ele o rompeu e fugiu para o Rio de Janeiro.

Mesmo longe, Fatoka continua ditando ordens. Áudios revelam planos de expansão para o bairro do Bessa, em João Pessoa: “O que está faltando de nós é ponteamento no Bessa. Aquele quadrado todinho”.

 

O termo “ponteamento” significa mapear território e eliminar rivais. Com isso, ele consegue operar as práticas criminosas com tranquilidade e segurança, diz o procurador-geral Leonardo Quintans.

Moradores viram reféns

 

Nas ruas de Cabedelo, pichações com a abreviatura do nome de Fatoka e do Comando Vermelho marcam o domínio territorial.

Moradores vivem reféns; imagens mostram grupos de 13 homens armados atravessando ruas e efetuando disparos para o alto em áreas residenciais. Um criminoso afirma em vídeo: “Tropa do amigão tá na pista, viu? A minha aqui tá tão pesada que não consigo levantar a mão direito”.

 

As câmeras clandestinas, chamadas de “besouros”, são os olhos do chefe sobre o território. Quando um rival aparece, a ordem é direta: “Aço nele, demorou”.

Em setembro de 2024, um morador gravou um vídeo após o carro de sua esposa ser atingido por tiros: “Tá aqui ó, marca da bala, tá vendo? A gente nunca passou por isso. Só peço, pelo amor de Deus, cara, tem cuidado com os inocentes”.

O apelo chegou a Fatoka, que respondeu por áudio: “Os caras sabem que a gente tá numa guerra, um carro igual ao dos ‘alemão’, aí, fica andando pra lá e pra cá, uma hora daquela. Deixar de ser otário”.

Monitoramento por câmeras

 

O tenente-coronel Luiz Antônio, comandante de batalhão da PM-PB, explica que os criminosos disfarçam câmeras com fita isolante em meio aos fios dos postes ou até dentro de canos metálicos pintados. A Polícia Militar realiza operações para localizar esses equipamentos.

Maurício Ferraz, ao acompanhar a operação, relatou que as câmeras ficam em postes, árvores e casas: “Neste momento, em algum lugar, algum criminoso tá vendo essa movimentação nossa aqui”.

O controle da facção interfere até na escolha de líderes comunitários. Vídeos mostram criminosos monitorando reuniões de moradores e dando avisos:

“Durante a madrugada, caso vocês escutem zoada nos seus quintal, passando na frente das suas casas, somos nós que estamos andando por dentro da favela, certo? Estamos numa guerra. Estamos presentes toda noite, toda madrugada, em prol de defender as nossas vidas e as vidas de vocês”.

 

Posteriormente, um comparsa comentou a reação dos moradores com Fatoka, rindo. A facção também planejava usar drones para realizar explosões de impacto.

Infiltração na Prefeitura

 

A investigação aponta que o crime passou das ruas para os gabinetes, infiltrando-se na Prefeitura de Cabedelo como um braço logístico e financeiro.

Os últimos quatro prefeitos da cidade são investigados: Leto Viana renunciou ao cargo enquanto estava preso; André Coutinho teve o mandato cassado pelo TRE; Edvaldo Neto foi afastado 48 horas após a eleição; e Vitor Hugo tornou-se inelegível.

As defesas de André Coutinho, Edvaldo Neto e Vitor Hugo declararam que eles são inocentes e negam envolvimento com o crime organizado. A defesa de Leto Viana não respondeu.

O esquema envolveria o loteamento de cargos, “rachadinhas” e o uso da empresa Lemon Terceirização e Serviços Ltda. para desviar dinheiro público. O prejuízo estimado à prefeitura é de R$ 270 milhões.

Por meio da empresa, a facção infiltrava parentes e amigos na prefeitura e na Câmara de Vereadores, além de manter funcionários fantasmas cujos salários eram revertidos para atividades ilícitas.

Ariadna Cordeiro Barbosa, gerente financeira da facção, afirmou em depoimento que as contratações eram garantidas: “Assim que você chegava lá, dizia quem era a indicação, ela botava na folha. Indicação FTK [Fatoka]. Todas as vezes [a pessoa era admitida]”. Em contrapartida, a facção garantia a segurança de gestores em áreas conflagradas e vetava a entrada de opositores.

Enquanto o dinheiro era desviado, equipamentos públicos como quadras de esportes e prédios de saúde ficaram abandonados ou subutilizados.

Em um prédio público onde apenas o raio-X funciona três vezes por semana, o vigilante é funcionário da Lemon.

Na atual gestão, o site da prefeitura sequer exibia o nome do prefeito em exercício. José Pereira, presidente da Câmara, assumiu o posto e afirmou: “Não é fácil, nós entendemos todas as situações da população”.

 

O procurador do município, Leonardo Nóbrega, informou que o contrato com a Lemon será anulado, mas com modulação para não interromper serviços essenciais prestados por mais de 600 funcionários.

Em nota, a empresa Lemon informou que emprega mais de 700 pessoas em Cabedelo e que exige certidões criminais negativas desde 2024. Afirmou que as denúncias de folha paralela atingem centenas de trabalhadores e que segue colaborando com as investigações.

Foragido

 

No Rio de Janeiro, Fatoka considera a favela o local mais seguro, inclusive para quem usa tornozeleira: “Tem uns parceiros aí também que saíram com tornozeleira, tá por aí, pô. Aí é o canto mais seguro. Pra ir pra dentro de favela, esses caras não vão não, pô. ”.

O secretário Victor dos Santos analisa isso como uma inversão de valores que reflete a ausência histórica do Estado nesses territórios.

O número de foragidos de outros estados presos no Rio subiu de 677 em 2022 para 1.105 em 2025. No Rio, esses bandidos precisam cumprir tarefas para a cúpula do Comando Vermelho, como segurança em áreas de mata.

 

Um comparsa disse a Fatoka: “Cinco cabeças representando o estado da Paraíba… pra nóis ficar forte com a rapaziada”. Em uma operação em outubro passado no Complexo da Penha, dos 117 criminosos mortos, 62 eram de outros estados.

A defesa de Fatoka afirma que não há elementos probatórios que o vinculem aos fatos narrados. Segundo a polícia, ele permanece foragido no Complexo do Alemão, monitorando Cabedelo: “Vou ser bem sincero pra tu: lá nas áreas, só cai uma folha se eu disser que sim”.

Em nota, a defesa do ex-prefeito Vitor Hugo repudia qualquer tentativa de vinculação do seu nome com organizações criminosas. E afirma que não há provas de participação, favorecimento ou conhecimento de prática ilícita envolvendo Vitor Hugo.

Os advogados do ex-prefeito Edvaldo Neto reafirmam sua tranquilidade quanto à apuração dos fatos e esclarecem que não há qualquer prova concreta de participação dele em organização criminosa ou em supostas fraudes investigadas.

A defesa de André Coutinho diz que o ex-prefeito é inocente e não tem participação nos atos investigados. E que seu afastamento da prefeitura não se justifica. O ex-prefeito Leto Viana não respondeu aos nossos contatos. Fonte: G1-PB

Homem morre e motociclista fica em estado grave após acidente com três veículos no Sertão

Um homem morreu e outro ficou ferido em um acidente envolvendo um carro, uma moto e um caminhão, na noite deste domingo (10), entre as cidades de Patos e São José do Bonfim, no Sertão.

A vítima fatal foi identificada como Irandilson Flávio Cirne, de 57 anos. Segundo informações do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar de Patos, o homem dirigia um carro e seguia em alta velocidade quando bateu em uma moto, invadiu a contramão e colidiu com o caminhão.

Com o impacto, o homem morreu no local. O condutor da moto ficou ferido e foi socorrido para o Hospital Regional de Patos. Segundo informações da unidade de saúde, o estado de saúde dele é grave.

O motorista do caminhão permaneceu no local até a chegada da polícia. Fonte: G1-PB

PM retira estudantes da reitoria da USP

A Polícia Militar (PM) fez, na madrugada deste domingo (10), a desocupação do saguão da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), ocupado por aproximadamente 150 pessoas desde a última quinta-feira (7). Cerca de 50 policiais participaram da ação. Segundo a PM, não houve feridos.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP informou que houve seis feridos levados para a UPA Rio Pequeno. Dois já foram liberados e quatro continuam internados, sendo que um deles teve o nariz fraturado. Segundo o DCE, os policiais usaram bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e cassetetes que feriram os estudantes.

A PM disse que quatro pessoas foram levadas ao 7º Distrito Policial, onde foi registrado boletim de ocorrência por dano ao patrimônio público e alteração de limites. Após a qualificação, elas foram liberadas.

Após a desocupação, uma vistoria no espaço constatou os danos ao patrimônio público, entre eles a derrubada do portão de acesso, portas de vidro quebradas, carteiras escolares danificadas, mesas avariadas e danos à catraca de entrada, afirmou a corporação.

Ainda segundo a PM, no local, também foram apreendidos entorpecentes, armas brancas e objetos contundentes, como facas, canivetes, estiletes, bastões e porretes.

A Polícia Militar ressalta que eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas. O policiamento segue no local para garantir a ordem pública e a integridade do patrimônio público.

Os estudantes fizeram a paralisação para reivindicar aumento no valor pago pelo Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil, melhorias nas moradias estudantis e também nos restaurantes universitários, conhecidos como bandejões.

Nota

Em nota, a USP lamentou os acontecimentos durante o processo de reintegração de posse do prédio da Reitoria e disse que não foi informada previamente da desocupação do espaço pela PM.

“Importante ressaltar que, ao longo de todo esse período, a Reitoria manteve a disposição permanente para o diálogo e para o acompanhamento dos encaminhamentos acordados nas negociações com o movimento estudantil”, diz a nota.

A USP acrescentou que as negociações, no entanto, chegaram a um limite diante:

  •     Do atendimento de diversos itens da pauta por parte da Reitoria;
  •     Da constituição de 7 grupos de trabalho para estudo de viabilidade de outros pontos da pauta;
  •     Da insistência em reivindicações que não podem ser atendidas; e
  •     De itens de pauta fora do âmbito de atuação da Universidade e a presença de pessoas externas à comunidade acadêmica.

A universidade afirmou que continua aberta a um novo ciclo de diálogo com a finalidade de consolidar o que já foi encaminhado nas reuniões com a representação estudantil, “o que pressupõe a manutenção do direito de ir e vir em todos os espaços”.Fonte: Agência Brasil

Passageiros começam a deixar navio onde houve surto de hantavírus

Passageiros e tripulantes do navio MV Hondius começaram a ser retirados da embarcação na manhã deste domingo (10), quase um mês após um surto de hantavírus matar três pessoas a bordo.

Quatorze espanhóis, sendo 13 passageiros e um membro da tripulação, foram os primeiros a deixar o navio, por volta das 5h30 de hoje (horário de Brasília).

Segundo o Ministério da Defesa espanhol, mais de 30 profissionais da Unidade Militar de Emergências (UME) participaram da remoção, adotando todas as medidas de segurança necessárias – incluindo a obrigatoriedade de passageiros vestirem trajes de proteção especiais.

Do porto de Granadilla, na ilha espanhola de Tenerife, onde o MV Hondius está atracado, os espanhóis foram transportados para o Aeroporto de Tenerife Sul, de onde viajaram em um avião militar até a Base Aérea de Torrejón de Madri, próxima à capital espanhola, onde deram entrada no Hospital Gómez Ulla.

Na sequência dos espanhóis, partiu um grupo de cinco franceses, cercado pelos mesmos cuidados. Durante o voo até Paris, um deles, até então assintomático, começou a apresentar sintomas relacionados ao hantavírus, segundo relatou o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu.

De acordo com a empresa turística holandesa Oceanwide Expeditions, responsável pelo cruzeiro, os 102 passageiros e 47 tripulantes são de várias nacionalidades e a sequência de desembarque está sendo coordenada conforme a chegada dos voos de repatriação.

Logística

A retirada de todos a bordo do MV Hondius está sendo feita com o uso de lanchas e, de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), cada passageiro e tripulante deverá ser o mais rapidamente possível transportado por via aérea para seu respectivo país de origem, onde ficarão de quarentena.

A expectativa das autoridades responsáveis é que a complexa operação de evacuação se estenda ao menos até amanhã (11) à tarde. Segundo a Oceanwide Expeditions, ao fim do desembarque de todos os passageiros e de parte dos tripulantes – cerca de 30 deste devem permanecer a bordo -, o navio será reabastecido e receberá os suprimentos necessários para seguir viagem até o porto de Rotterdam, na Holanda. A estimativa é que a viagem demore cinco dias.

OMS

 

FILE PHOTO: World Health Organization chief Tedros Adhanom Ghebreyesus attends a ceremony to launch a multiyear partnership with Qatar on making FIFA Football World Cup 2022 and mega sporting events healthy and safe at the WHO headquarters, in Geneva, Switzerland, October 18, 2021. Fabrice Coffrini/ Pool via REUTERS/File Photo
FILE PHOTO: World Health Organization chief Tedros Adhanom. Fabrice Coffrini/ Pool via REUTERS/File Photo – Pool via REUTERS/Proibida reprodução

De acordo com a OMS, até esta manhã, ao menos seis casos de hantavírus já tinham sido confirmados entre os viajantes – incluindo três vítimas que morreram. Outros dois casos suspeitos estão sendo analisados.

O MV Hondius partiu de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, em 1º de abril. Dez dias depois, um passageiro holandês morreu a bordo do navio. Seu corpo só foi desembarcado no dia 24 de abril, na ilha britânica de Santa Helena, onde, três dias depois, sua esposa, também holandesa, começou a passar mal e faleceu. Um terceiro passageiro, alemão, morreu a bordo em 2 de maio.

Sintomas

O hantavírus é uma doença geralmente transmitida por animais roedores, como ratos. Segundo a OMS, em casos raros, pode ser transmitida de pessoa para pessoa, mas só com o contato muito próximo, a partir do contato com saliva ou secreções respiratórias.

Os sintomas da doença são de febre e dores pelo corpo na fase inicial, podendo ter dificuldade para respirar e cansaço excessivo.

Campanha

Em uma mensagem endereçada à população de Tenerife – cujo presidente da comunidade, Fernando Clavijo, liderou uma campanha para que o navio fosse proibido de atracar na ilha -, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, minimizou os riscos de outras moradores serem contaminados pela simples passagem de pessoas infectadas pela ilha.

“O vírus a bordo do MV Hondius é a cepa andina do hantavírus. É grave. Três pessoas perderam a vida e nossos sentimentos estão com suas famílias [mas] o risco para você, que vive sua vida normalmente em Tenerife, é baixo”, disse Adhanom, garantindo não ser “leviano” em sua afirmação.

“Neste momento, não há passageiros sintomáticos a bordo. Um especialista da OMS está no navio. Os suprimentos médicos estão disponíveis. As autoridades espanholas prepararam um plano cuidadoso e passo a passo”, garantiu o diretor-geral da OMS. Fonte: Agência Brasil

Irã envia resposta à proposta de paz dos EUA

O Irã afirmou, neste domingo (10), que enviou resposta a uma proposta dos Estados Unidos para iniciar negociações de paz para acabar com a guerra. As informações são da agência Reuters com base na mídia estatal iraniana.

A resposta se concentrou no fim da guerra em todas as frentes, especialmente no Líbano, e na segurança da navegação pelo Estreito de Ormuz, sem indicar como ou quando poderia ser reaberto.

A comunicação iraniana responde a uma proposta dos EUA para acabar com os combates antes de iniciar negociações sobre questões mais controversas, incluindo o programa nuclear do Irã.

O Paquistão, que vem mediando as negociações sobre a guerra, encaminhou a resposta iraniana aos EUA.

Pela rede Truth Social, o presidente dos EUA, Donald Trump publicou que a proposta é “totalmente inaceitável”. 

“Acabei de ler a resposta dos chamados “Representantes” do Irã. Não gostei — TOTALMENTE INACEITÁVEL! Agradeço a sua atenção a este assunto”, diz a publicação.

Cessar-fogo e bloqueio

Apesar do cessar-fogo de um mês no conflito e após cerca de 48 horas de relativa calma depois de confrontos esporádicos na semana passada, drones hostis foram detectados sobre vários países do Golfo Pérsico neste domingo, destacando a ameaça que a região ainda enfrenta.

Apesar do bloqueio, duas embarcações foram autorizadas a passar pelo Estreito de Ormuz. Uma delas, um navio graneleiro com bandeira do Panamá com destino ao Brasil, que havia tentado passar pelo estreito em 4 de maio.

A embarcação passou usando uma rota designada pelas Forças Armadas do Irã, conforme informou a agência de notícias Tasnim neste domingo.

* Com informações da agência Reuters

Desinformação sobre PL da Misoginia cresce nas redes, diz estudo

O chamado Projeto de Lei da Misoginia se transformou em alvo de uma ofensiva de desinformação nas redes sociais, coordenada por políticos de direita, segundo levantamento do Observatório Lupa. O estudo identificou narrativas falsas, teorias conspiratórias e conteúdos produzidos com inteligência artificial para atacar o PL aprovado pelo Senado em março deste ano.

Entre os dias 24 de março e 30 de abril de 2026, os pesquisadores coletaram mais de 289 mil publicações no X sobre o tema. Também foram analisados 6,3 mil posts no Facebook, 2,9 mil no Instagram e mil no Threads.

A partir desse conjunto de dados, o observatório identificou “picos de desinformação, tendências narrativas e padrões de comportamento” nas plataformas digitais. O projeto em discussão no Congresso é o PL 896/2023, que define misoginia como “a conduta que exterioriza ódio ou aversão às mulheres”.

Caso seja aprovado pela Câmara sem alterações, o texto passará a incluir a “condição de mulher” na Lei do Racismo (Lei 7.716/1989), prevendo pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa, para práticas enquadradas como misóginas.

Segundo a Lupa, o principal pico de engajamento da campanha de desinformação ocorreu em 25 de março, um dia após a aprovação da proposta no Senado, impulsionado por um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

O parlamentar associou ao PL da Misoginia trechos de outro projeto de lei, o PL 4224/2024, da senadora Ana Paula Lobato, que tratava da Política Nacional de Combate à Misoginia, mas que não fazia parte do texto aprovado no Senado.

De acordo com o levantamento, a publicação alcançou ao menos 751 mil visualizações em apenas 24 horas. Posteriormente, o vídeo foi apagado e republicado sem o trecho relacionado ao outro projeto.

O estudo também aponta que uma das principais narrativas disseminadas nas redes foi a de que o projeto restringiria a liberdade de expressão e poderia ser utilizado para “perseguir a direita”.

Outra linha recorrente de desinformação afirmava que perguntar a uma mulher se ela estava com TPM poderia levar alguém à prisão.

“As publicações mais virais sobre o PL da Misoginia têm explorado, sobretudo, o medo como motor de engajamento”, afirma o relatório.

Segundo os pesquisadores, conteúdos falsos sugeriam ainda que a proposta provocaria “demissões em massa” de mulheres ou criminalizaria trechos da Bíblia. A pesquisa identificou o uso de inteligência artificial para criar vídeos falsos sobre supostas consequências da proposta. Um dos exemplos citados envolve publicações alegando que empresários teriam começado a demitir mulheres para evitar processos relacionados à futura legislação.

Entre os atores mais influentes na circulação desses conteúdos aparecem, além de Nikolas Ferreira, o senador Flávio Bolsonaro (PL), o vereador paulistano Lucas Pavanato (PL), o comentarista político Caio Coppola e a influenciadora Babi Mendes. O relatório destaca o crescimento de termos associados à cultura misógina “redpill”, que retrata o projeto como uma ameaça aos homens.

Também foram identificadas menções recorrentes a aplicativos de transporte, em tom irônico, sugerindo medo de acusações falsas em interações cotidianas.

Para os pesquisadores, as postagens ignoram um ponto central do projeto: a misoginia, no escopo da proposta, está relacionada a práticas discriminatórias que gerem “constrangimento, humilhação, medo ou exposição indevida” em razão do gênero.

“Ao ignorar esse contexto, as postagens distorcem o debate e ampliam a desinformação”, conclui o estudo. Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 52 milhões

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.006 da Mega-Sena, realizado neste sábado (8). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 52 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 25 – 42 – 45 – 48 – 50 – 60

  • 39 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 59.801,78 cada
  • 2.904 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.323,82 cada

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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de terça-feira (12), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.