Equipes de brigadistas estão intensificando as ações de combate aos incêndios que atingem o norte do Pantanal. Nesta quinta-feira (16), o Painel do Fogo do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) registrou 71 eventos de fogo no Pantanal norte.
O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, está na região de Porto Jofre, no município de Poconé (MT), para ver de perto o trabalho dos brigadistas. O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, também esteve em Mato Grosso para acompanhar o combate aos incêndios florestais que atingem o Pantanal.
“Os nossos brigadistas em geral fazem um trabalho bastante especializado, mas é um trabalho de risco, extenuante. É um trabalho que exige muito cuidado, muita técnica, porque combater o incêndio é antes de tudo preservar a vida, incluindo a vida dos brigadistas, a vida das pessoas. Estamos totalmente dedicados para que esse combate aconteça da melhor forma possível e que todos voltem em paz para os seus lares”, diz PiresIncêndio PantanalJoédson Alves/Agência Brasil×
“Nossa expectativa é que com incremento dos brigadistas, do reforço de aeronaves e dos equipamentos a gente consiga debelar o mais rápido possível esses focos. Isso não quer dizer que terá sido encerrada a temporada de incêndios, mas nós temos a expectativa de que, debelando esses principais focos, a gente consiga manter uma situação bem mais controlada do que se verificou nesses últimos dias”, diz Pires.
O ICMBio também tem equipes de veterinários para fazer o rápido resgate de animais feridos. Pires lembra que nos incêndios ocorridos em 2020 na região foi registrada a morte de centenas de espécies de animais.
Pires explica que focos podem surgir tanto por ação criminosa, como associados a fatores naturais: elevada seca, altas temperaturas e a velocidade dos ventos na região, além da incidência de raios. No dia 21 de outubro, três raios atingiram o Parque Nacional do Pantanal, a Reserva Particular do Patrimônio Natural Dorochê e uma propriedade particular próxima.
Transpantaneira
Na quarta-feira (15) o fogo chegou a avançar pela rodovia Transpantaneira, mas foi possível conter as chamas e evitar o avanço nas casas do local. “Dividimos as equipes e conseguimos segurar o fogo que pulou a Transpantaneira e proteger as residências”, explica o chefe de operações Helder Marques.
Segundo ele, a prioridade no momento é a proteção das propriedades. “Estamos tentando conter o incêndio de maneira geral, mas sempre visando proteger a comunidade”.
Três meses após o assassinato de Maria Bernadete Pacífico, a Mãe Bernadete, do Quilombo de Pitanga dos Palmares, na Bahia, a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e a Terra de Direitos divulgaram, nesta sexta-feira (17), um estudo que mostra o crescimento da violência em comunidades tradicionais. Segundo a nova edição da pesquisa Racismo e Violência contra Quilombos no Brasil, a média anual de assassinatos praticamente dobrou nos últimos cinco anos, se comparado ao período de 2008 a 2017.
A morte de Mãe Bernadete, em agosto, não está contabilizada no estudo. Em 2023, há um levantamento preliminar de sete mortes. A pesquisa mostra que, entre 2018 e 2022, houve 32 assassinatos em 11 estados. Ainda de acordo com o estudo, as principais causas desses ataques foram conflitos fundiários e violência de gênero.
Ao menos 13 quilombolas foram mortos no contexto de luta e defesa do território. As entidades pretendem entregar o estudo a autoridades do Executivo federal e estaduais e secretarias de Justiça dos estados, além do Poderes Legislativo e Judiciário a partir desta sexta-feira.
Na primeira edição da pesquisa (2008 a 2017), havia um mapeamento de 38 assassinatos ocorridos no período de dez anos (2008-2017). A média anual de assassinatos, que era de 3,8, passou a ser de 6,4 ao ano. Em 15 anos, 70 quilombolas foram assassinados.
Racismo
Segundo uma das pesquisadoras, a socióloga Givânia Maria da Silva, coordenadora do coletivo nacional de educação da Conaq, o levantamento foi feito em campo nas próprias comunidades. Ela identifica que os números vão além do que é noticiado pelos meios de comunicação e espelham uma estrutura racista da sociedade brasileira.
A questão da terra no Brasil é fundamental na discussão, assinalam as entidades pesquisadoras. “Ao falar da política de terra, a gente vê o quanto essa questão é atravessada pelo racismo. No Brasil, a impressão que eu tenho é que falar de terra, tendo pessoas negras como proprietárias, parece que ainda é mais grave”, acentua.
O coordenador da Terra de Direitos, Darci Frigo, sublinha que demonstrações de racismo estrutural e institucional formam o pano de fundo da violência. Ele acrescenta que a morosidade do processo de regularização fundiária proporciona que a violência se amplie. Por isso, é necessário, explica, que a gestão pública atue tanto no combate à violência como nas ações de garantia de direitos. “Não ter política pública gera mais violência”, opina.
Os estados do Maranhão (9), Bahia (4), Pernambuco (4) e Pará (4) têm os maiores números de casos. “Se a gente fosse atualizar, a Bahia estaria em primeiro lugar. A Mãe Bernadette morreu da mesma forma que o filho dela. O filho morreu reivindicando o território e ela buscando justiça pela morte do filho. É mais um direito silenciado a partir do assassinato”, afirmou.
Comunidades como alvos
O filho de Mãe Bernadete, Jurandir Wellington Pacífico, de 43 anos, também entende que a falta da titulação da terra propiciou o assassinato da mãe dele. “As terras quilombolas são fontes de energia e também são alvos da grilagem e do tráfico”, disse o gestor cultural, que também é liderança do Pitanga dos Palmares. “Minha mãe era uma representante mundial da causa e que sempre lutou pelo empoderamento feminino”, acrescenta.
A socióloga Givânia Silva entende que a pesquisa pode trazer mais visibilidade às necessidades dos governos federal e estaduais de darem mais atenção à problemática, uma vez que houve perda de orçamento para segurança pública desde 2016.
As entidades realizadoras do estudo explicam que, além de assassinatos, o estudo traz um levantamento de violações de direitos sofridos por comunidades quilombolas em que houve identificação de morte causada por crimes.
Segundo a pesquisa, em 10 das 26 comunidades em que foram registrados assassinatos não há processos abertos no Instituto Nacional de Reforma e Colonização Agrária (Incra), autarquia responsável pela regularização fundiária dos territórios quilombolas. Nessa situação, sete assassinatos (70%) foram motivados por conflitos fundiários.
Entre os 11 quilombos que estão totalmente ou parcialmente titulados, os conflitos fundiários representaram 27% dos assassinatos. O estudo chama atenção para 1.805 processos abertos no Incra para regularização fundiária de territórios quilombolas, segundo a Fundação Palmares
Proteção dos defensores
As entidades recomendam que o Estado e municípios elaborem planos de titulação dos territórios quilombolas, com metas concretas anuais, orçamento adequado e estrutura administrativa para a titulação dos territórios quilombolas. O levantamento reitera a necessidade de proteção a defensores e defensoras de direitos humanos.
Nessa linha, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania reinstalou a Comissão Nacional do Enfrentamento à Violência no Campo. O grupo, em reunião nesta semana, reiterou a necessidade de consolidação da proteção coletiva de povos indígenas e quilombolas.
A comissão pretende definir protocolo de investigação de crimes praticados “contra defensores de direitos humanos e a morosidade das ações voltadas à reforma agrária e demarcação de territórios tradicionais que acaba por escalar tensões e conflitos”.
Os membros do grupo devem ter encontros mensais para elaborar uma proposta de anteprojeto de lei sobre a Política Nacional de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, aos Comunicadores e aos Ambientalistas. O prazo para conclusão do trabalho é de seis meses.
A página do Incra (autarquia responsável pela titulação dos territórios quilombolas) aponta que a política de regularização fundiária de terras quilombolas é “de suma importância para a dignidade e garantia da continuidade desses grupos étnicos”. O endereço disponibiliza documentos como o acompanhamento de processos de regularização quilombola e a relação de processos de regularização de territórios quilombolas abertos.
Dor e luto
Filho da Mãe Bernadete, Jurandir Pacífico, mesmo em dias de dor e luto, busca honrar a memória de luta da mãe. No ano que vem, pretende inaugurar um instituto que leva o nome dela com o objetivo de manter todo o legado cultural e social da mãe. Além disso, quer ajudar comunidades com documentação.
“O instituto terá a responsabilidade de desenvolver e executar o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação, que é fundamental para registro e titulação das terras quilombolas”, frisou. É assim também que ele quer fazer valer, na prática, o que repete diariamente em sua comunidade: “Mãe Bernadete, presente”.
Nos dias 01 a 02 de dezembro, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), Campus Caxias, promove a sétima edição do Seminário Regional de Educação Inclusiva (SEREI). Este ano, o evento traz como tema “Educação Inclusiva: abordagens crítico-reflexivas, do acesso ao êxito do contexto escolar”.
O SEREI busca criar um espaço de diálogo e reflexão crítica sobre questões fundamentais relacionadas à educação inclusiva, com enfoque especial em metodologias de ensino e aprendizagem no contexto educacional. Estudantes, professores e profissionais da área da educação são convidados a participar desse encontro regional.
A programação do evento inclui palestras, rodas de conversa, mesa-redonda, minicursos, oficinas, exposição de trabalhos acadêmicos, além de oficinas práticas de Libras e Braille. Segundo os organizadores, as atividades foram planejadas para oferecer uma experiência abrangente e enriquecedora a todos os participantes.
As inscrições são limitadas e podem ser realizadas até o dia 30 de novembro diretamente no site do evento (neste link aqui). Após a inscrição principal, os participantes podem se inscrever nos minicursos e oficinas disponíveis.
Clique aqui para saber mais e realizar sua inscrição.Por: Ascom/ IFMA
Uma aposta feita em São Luís e outra em Piracicaba (SP) acertaram as 15 dezenas da Lotofácil e faturaram, cada uma, o prêmio de R$ 866.475,21. O concurso 2.955, realizado na noite dessa quinta-feira (16), teve prêmio principal estimado em R$ 1,7 milhões que foi dividido entre os ganhadores.
De acordo com o site da Caixa, as duas apostas sortudas são simples de 15 números apostados. A aposta de São Luís foi feita na lotérica Everest.
Outras 196 apostas acertaram 14 dezenas e levaram, pelo menos, R$ 1.853,88, cada uma. A estimativa de prêmio do próximo concurso, nesta sexta-feira (17), é de R$ 1,7 milhão. As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas ou pela internet.
Para concorrer, o apostador marca entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no volante. O valor de uma aposta simples, com 15 números, é de R$ 3. A Lotofácil tem cinco faixas de premiação que paga diferentes quantias para cada uma.
+Milionária
Um bolão também de São Luís faturou R$ 126.455,16 no concurso 95 da +Milionária, realizado nessa quinta. O bolão, com 10 cotas, feito na lotérica Lima e Cerveira, teve cinco acertos + dois trevos. Não houve ganhadores na faixa dos seis acertos.
A +Milionária possui um volante com duas matrizes, denominadas: Matriz de Números e Matriz de Trevos Numerados. A Matriz de Números possui cinquenta números no universo de 1 a 50; a Matriz de Trevos Numerados possui seis trevos numerados no universo de 1 a 6.
Para registrar uma aposta simples, você escolhe 6 números na Matriz de Números e marca dois trevos no espaço logo abaixo, na Matriz de Trevos Numerados.Por: Imirante, com informações da Caixa
Vítima tinha dois anos e passou horas dentro do veículo; termômetros marcaram mais de 37°C na cidade.
Os pedidos de aposentadorias e benefícios terão análise mais rápida na Previdência Social. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 14.724/2023, que cria o Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social (PEFPS), que pretende reduzir o tempo de espera no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União na noite de terça-feira (14), a lei resulta de medida provisória editada em julho e aprovada pela Câmara dos Deputados em outubro e pelo Senado no último dia 1º.
Para reduzir as filas, o programa prevê a retomada do bônus de produtividade aos funcionários que trabalharem além da jornada regular, tanto na análise de requerimentos de benefícios como na realização de perícias médicas. O programa também autoriza, em caráter excepcional, a aceitação de atestados médicos e odontológicos ainda não avaliados para conceder licenças médicas ou para acompanhamento de tratamento da família sem perícia oficial.
Terão prioridade no recebimento dos bônus os funcionários e médicos peritos que trabalharem em processos administrativos com mais de 45 dias ou com prazo final expirado.
Os servidores administrativos do INSS receberão bônus de R$ 68 por tarefa; e os médicos peritos, de R$ 75 por perícia. O adicional de produtividade foi pago em 2019, com a mesma finalidade de diminuir as filas nos pedidos de aposentadorias, pensões e auxílios.
Outras medidas
Além da redução das filas do INSS, a lei traz medidas relativas ao atendimento à população indígena e à reestruturação de cargos no Poder Executivo Federal. A lei transforma cargos efetivos vagos em outros cargos efetivos e em comissão ou funções de confiança, para atender à demanda de órgãos e entidades do governo.
A lei também simplifica a gestão de cargos e funções para ampliar o prazo das contratações temporárias para a assistência à saúde de povos indígenas e, por fim, estabelece regras específicas de pessoal para exercício em territórios indígenas.
Funai
A nova lei também altera a Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, que trata de contratações na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Os concursos públicos para a autarquia agora deverão reservar de 10% a 30% das vagas para a população indígena.
Os servidores públicos em exercício na Funai e na Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde poderão trabalhar em regime de revezamento de longa duração, conforme o interesse da administração. Pela legislação, o trabalho nessa modalidade permite que o servidor permaneça em regime de dedicação ao serviço por até 45 dias consecutivos, assegurado um período de repouso remunerado que pode variar da metade ao número total de dias trabalhados.
A lei determina ainda que somente pessoas aprovadas em concursos públicos poderão exercer atividades diretas nos territórios indígenas. Os processos seletivos poderão prever pontuação diferenciada aos candidatos que comprovem experiência em atividades com populações indígenas.Por: Agência Brasil
O Grammy Latino 2023 foi entregue na tarde dessa quinta-feira (16), premiando cantores e artistas da América Latina. A cerimônia foi realizada em Sevilha, na Espanha.
A premiação, uma das mais importantes do cenário musical, tem categorias específicas para trabalhos em língua portuguesa.
Entre as vencedoras, está a cantora paraense Gaby Amarantos, que ganhou na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa, com Tecnoshow, que mistura ritmos brega e eletrônico. Esta foi a terceira indicação da cantora.
No discurso de agradecimento, ela dedicou o prêmio às mulheres negras, da Amazônia e da periferia.
“Eu sou uma artista da Amazônia, da Floresta Amazônica do Brasil. E faço música da periferia negra de Belém do Pará. Quero agradecer, sou uma artista independente. Estou há 20 anos trabalhando com esse estilo. Recebo com muita honra, alegria esse prêmio reconhecendo a música como música de raízes brasileira. Viva o tecnobrega!”, disse.
O destaque foi o prêmio póstumo a Marília Mendonça na categoria Melhor Álbum de Música Sertaneja, por Decretos Reais, lançado em maio deste ano. A cantora morreu em novembro de 2021, em um acidente aéreo.
“Não é e nunca será a mesma coisa sem você aqui, sabemos quanto você estava focada em buscar esse Grammy e fazer seu tão sonhado discurso em espanhol. Discurso que seria um fomento a união latino-americana através da música, das artes e do respeito. Que só a arte poderia romper as barreiras que a diferença das línguas promover. E temos esperança que o seu legado inspire novos talentos a brilhar e superar as dificuldades”, postou a equipe da cantora nas redes sociais.
A banda de rap e rock Planet Hemp levou dois gramofones nas categorias: melhor álbum de rock ou de música alternativa em língua portuguesa e melhor interpretação urbana em língua portuguesa.
>> Veja abaixo a lista dos brasileiros vencedores do Grammy Latino 2023:
Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa
– Xênia França – Em nome da Estrela
Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa
– Planet Hemp – Jardineiros
Melhor Interpretação Urbana em Língua Portuguesa
-Planet Hemp e Criolo – Distopia
Melhor Álbum de Samba/Pagode
– Martinho da Vila – Negra Ópera
Melhor Álbum de Música Popular Brasileira
– João Donato – Serotonina
Melhor Álbum de Música Sertaneja
– Marília Mendonça – Decretos Reais
Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa
– Gaby Amarantos – Tecnoshow
Melhor Canção em Língua Portuguesa
– Tiago Iorc e Duda Rodrigues – Tudo O que A Fé pode Tocar
Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa
O menino tentou atravessar a rodovia sozinho e foi atingido por um carro
Uma criança de nove anos foi atropelada na manhã desta quarta-feira (14) após descer de um ônibus escolar em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba. O menino tentou atravessar a rodovia quando foi atingido por um carro que vinha em sentido contrário. O acidente aconteceu na BR-230, nas proximidades da saída de Cajazeiras para o Ceará. A criança está em estado grave.
A vizinha e madrinha do garoto, Antônia Ferreira da Silva, disse à TV Paraíba que o menino costumava ir para escola e voltar de ônibus escolar. Ela ajudava ele e outras duas crianças a atravessarem a rodovia. A criança costumava esperar pela madrinha, mas hoje tentou atravessar sozinho.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o motorista do carro permaneceu no local do acidente e acionou a polícia e o Samu.
A criança foi socorrida e levada para o Hospital Regional de Cajazeiras. A unidade hospitalar informou à TV Paraíba que o menino está na UTI pediátrica, acompanhado por um cirurgião, e deverá passar por avaliação de um neurologista. Segundo o hospital, o estado de saúde da criança é grave, mas está estável. Fonte: G1-PB
A reunião contou com a participação de representantes da prefeitura e da empresa Águas de Teresina, responsável pelo serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário da cidade.
“Essa audiência era para provocar o município e a Águas de Teresina para adotar essas soluções que já deveriam ter sido feitas desde janeiro, para evitar o reaparecimento de água para eles, tendo em conta que já havia assumido o compromisso por parte deles”, explicou o procurador Kelston Pinheiro Lages.
O g1 procurou a Prefeitura de Teresina, que até a publicação da matéria não se manifestou sobre o caso. A empresa Águas de Teresina informou que vem cumprindo desde o início da subconcessão, em 2017, as metas contratuais estabelecidas no contrato e a meta de esgotamento sanitário é atingir a cobertura de 59% até 2024. (Confira a nota na íntegra no fim da reportagem).
A reunião contou com a participação de representantes da prefeitura e da empresa Águas de Teresina, responsável pelo serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário da cidade.
Conforme o MPF, existe um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado em 2008, que prevê a adoção de medidas para impedir a proliferação dos aguapés no Rio Poti, em Teresina, firmado pela MPF, MPPI, a empresa Agespisa, na época responsável pelo trabalho na cidade, o município e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Os acordos determinam ao município e as empresas que executem, anualmente, em agosto, ações preventivas e emergenciais para a retirada dos aguapés, até que as obras de tratamento do esgoto da capital sejam concluídas.
Impactos
Durante o período de verão, com a queda no volume de água nos rios, é comum que o material orgânico se apresente em maiores quantidades. Nesse cenário, a tendência é que os aguapés se prolifere desenfreadamente, alimentando-se dos resíduos orgânicos, como lixo e esgoto.
O crescimento desenfreado pode obstruir por completo o espelho d’água por meio das suas folhas, impedindo o surgimento de algas responsáveis pela oxigenação da água, causando assim a morte de organismos aquáticos, como peixes.
O professor Ribamar Rocha alertou que quando a superfície da água é coberta pelos aguapés, a vegetação passa a prejudicar o rio. “Dificulta a vida dos peixes e a vida dos pescadores. Causando impactos socioambientais”, informou.
Devido ao acumulo de impurezas na água, os peixes podem ingerir essas substâncias e ao ingerir esses animais os humanos podem acabar sendo contaminados. Além disso, a vegetação atrapalha a entrada de luz na água.
“No rio existem microrganismos que precisam da luz, principalmente no processo de fotossíntese para produção de oxigênio dentro da água e essa cobertura impede isso”, disse o ambientalista.
“Esse alto grau de poluição pode ter presente diversos tipos de substâncias dissolvidas, como medicamentos. E na ingestão da água as pessoas podem sofrer consequências”, completou Ribamar Rocha.
Nota na íntegra
A Águas de Teresina esclarece que não é parte no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2008 e que vem cumprindo desde o início da subconcessão, em 2017, as metas contratuais estabelecidas no contrato. A empresa universalizou o acesso à água em 2020 e agora avança na meta de esgotamento sanitário, aplicando R$ 300 milhões para atingir a cobertura de 59% até 2024.
A empresa destaca que ao longo da ampliação do sistema de esgotamento sanitário, os usuários de áreas ainda não contempladas devem adotar solução individual, conforme Lei Federal nº 11.445/07, cabendo aos órgãos públicos municipais o dever de fiscalização. Fonte: G1-PI
A dupla foi identificada como Luís Henrique Ferreira Xavier, de 21 anos de idade, conhecido como “Ligeirinho”; e Matheus Santos Evangelista de Sousa, 19 anos. Os dois já têm passagens pela polícia.
A dupla foi identificada como Luís Henrique Ferreira Xavier, de 21 anos de idade, conhecido como “Ligeirinho”; e Matheus Santos Evangelista de Sousa, 19 anos. Os dois já têm passagens pela polícia.
Os suspeitos foram presos em cumprimento a um mandado de prisão temporária. Os dois indivíduos foram localizados em uma casa no bairro Morada do Sol, na região do Maracanã, na zona rural de São Luís.https://3a8d8c0d277a15286263222d37114e3b.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-40/html/container.html
Segundo informações da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), na ação criminosa, os homens levaram cerca de R$ 300 mil em joias. E a dupla é suspeita de ter praticado outros assaltos a estabelecimentos comerciais na Grande São Luís.
“Nós já tínhamos investigações anteriores, pois na semana anterior esses indivíduos já tinham praticado um roubo a loja das Casas Bahia, no bairro João Paulo. Já tava sendo investigado, já tínhamos investigado e, na outra semana, eles praticarem esse roubo ousado na joalheira no shopping da capital. Foi bem ousado, portando arma de fogo e ameaçando os funcionários e, posteriormente, eles foram vistos em outros dois estabelecimentos comerciais fazendo levantamento para praticar esse crime. Então, rapidamente representamos pela prisão deles, e o Judiciário decretou a prisão preventiva”, explicou o delegado Luciano Bastos, que é titular da DRF.
Ainda de acordo com o delegado, Luís Henrique chegou a ser preso cerca de dois dias após o roubo à Casas Bahia, em posse de 17 aparelhos celulares da loja. O jovem foi autuado por receptação, mas acabou sendo liberado pela Justiça, após passar por audiência de custódia. Mas, no decorrer das investigações, a polícia identificou que Luís tinha sido, na verdade, um dos autores do crime.
Na hora da prisão desta terça, a polícia encontrou com a dupla dois aparelhos celulares que tinham sido roubados das Casas Bahia,
As investigações continuam para identificar os outros integrantes do grupo criminoso, que atuava nos roubos às lojas. A Polícia Civil investiga, ainda, o paradeiro das joias roubadas.
Nas imagens, é possível ver que às 15h45 um segurança do shopping é rendido no corredor, em frente à joalheira. Depois o segurança é levado pelo assaltante para dentro do estabelecimento comercial, onde há duas atendentes.
No local, o homem mostra uma mochila e manda as funcionárias encherem ela com as joias. Como as funcionárias não atendem de imediato, o assaltante mostra que tem uma arma na cintura e que se trata de um assalto. Já o vigilante diz para as atendentes fazerem só o que o assaltante estava pedindo.
Logo em seguida, o segundo criminoso entra no local tranquilamente tomando uma água e pergunta ao vigilante se ele tinha dado algum alarme, e o homem responde que não.
Os dois criminosos, então, começam a pegar as joias que estão na vitrine, enquanto uma das funcionárias pega outras peças que estavam nas gavetas. As joias são colocas na mochila e são levadas pelos assaltantes, que fogem do local às 15h47.
Após o assalto, as funcionárias da joalheria se desesperam. Uma delas, que estava grávida, começou a chorar e afirma estar sentido dores. O segurança do shopping informou sobre o crime para central de segurança e mandou fechar a porta da loja.
O Shopping da Ilha disse, na ápoca, que estava colaborando com as investigações. Fonte: G1-MA
O ministro dos Transportes, Renan Filho, assinou nesta terça-feira (14), em Brasília, o edital para elaboração de projeto e construção da ponte binacional de ligação entre o Brasil e a Bolívia, no estado de Rondônia. O empreendimento é considerado um dos principais destaques do Novo PAC para a região Norte. A previsão é que a vencedora da concorrência seja conhecida em 28 de dezembro.
Segundo o governo, a nova estrutura será erguida sobre o Rio Mamoré, entre o município de Guajará-Mirim, em Rondônia, e Guayaramerin, no Departamento de Beni, na Bolívia. No total, a ponte terá 1,22 quilômetro de extensão, com vão central estaiado para facilitar a navegabilidade.
O projeto prevê ainda a construção de um complexo de fronteira, com 9.282 metros quadrados (m²), e mais 3,7 quilômetros de pistas de acessos no lado brasileiro. O país vizinho deverá fazer o mesmo do lado boliviano. O prazo para execução da obra é de aproximadamente três anos e deve gerar até 4,3 mil empregos diretos e indiretos na região. O Mamoré é um rio de origem na região da Cordilheira dos Andes que faz parte da bacia do Amazonas, sendo parte da fronteira entre Brasil e Bolívia na Região Norte.
O acordo entre os governos de Brasil e Bolívia para a construção da ponte é de 2007, mas nunca saiu do papel. Em setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Bolívia, Luis Arce, conversaram sobre a retomada do projeto, uma prioridade da agenda bilateral.
Conforme o projeto aprovado pela Comissão Binacional Brasil-Bolívia, o custo estimado da obra é de R$ 429,5 milhões e a licitação será por meio de Regime Integrado Diferenciado de Contratação (RIDC). Nesta modalidade, de acordo com o Ministério dos Transportes, a mesma empresa responsável pela elaboração dos projetos básico e executivo executará as obras previstas.
“Caberá ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) fiscalizar a elaboração do projeto e a execução do empreendimento. O governo brasileiro poderá adotar modificações apresentadas pela Bolívia durante a fase de elaboração do projeto e ambas as partes deverão participar da supervisão dos trabalhos até sua conclusão”, informou a pasta.