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Copom reduz juros básicos da economia para 11,75% ao ano

O comportamento dos preços fez o Banco Central (BC) cortar os juros pela quarta vez seguida. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 11,75% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros .

Em comunicado, o Copom informou que continuará a promover novos cortes de 0,5 ponto nas próximas reuniões, mas não detalhou quando parará de reduzir a taxa Selic. Segundo o BC, o momento dependerá do comportamento da inflação no primeiro semestre de 2024.

“Em se confirmando o cenário esperado, os membros do comitê, unanimemente, anteveem redução de mesma magnitude nas próximas reuniões e avaliam que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário. O comitê enfatiza que a magnitude total do ciclo de flexibilização ao longo do tempo dependerá da evolução da dinâmica inflacionária”, ressaltou o Copom.

A taxa está no menor nível desde maio do ano passado, quando também estava em 11,75% ao ano. De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em novembro, o indicador ficou em 0,28% e acumula 4,68% em 12 meses . Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada pelos economistas.

O índice fechou o ano passado acima do teto da meta de inflação. Para 2023, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,75% nem ficar abaixo de 1,75% neste ano.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a estimativa de que o IPCA fecharia 2023 em 5% no cenário base. A projeção, no entanto, pode ser revista para baixo na nova versão do relatório, que será divulgada no fim de dezembro.

As previsões do mercado estão mais otimistas que as oficiais. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,51%, abaixo portanto do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,59%.

Crédito mais barato

A redução da taxa Selic ajuda a estimular a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais baixas dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Inflação, o Banco Central aumentou para 2,9% a projeção de crescimento para a economia em 2023.

O mercado projeta crescimento semelhante, principalmente após a divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) cresceu 0,1% no terceiro trimestre , enquanto havia expectativa de queda. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,92% do PIB em 2023.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Por: Agência Brasil

Comissão do Senado aprova Dino para o STF e Gonet para a PGR

Após quase 11 horas de sabatina, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (13) as indicações do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, ao Supremo Tribunal Federal (STF), e do subprocurador da República Paulo Gonet, à Procuradoria-Geral da República (PGR). Gonet obteve 23 votos favoráveis, quatro contrários e nenhuma abstenção. Já Dino recebeu votos favoráveis de 17 senadores, dez contrários e nenhuma abstenção.

As indicações seguem agora para votação pelo plenário da Casa, após a CCJ aprovar o regime de urgência para a matéria, que deve ser analisada ainda na noite desta quarta-feira. Para serem aprovados em definitivo, ambos precisam obter pelo menos 41 votos entre os 81 senadores, a maioria simples.

“Ao longo dessas 10 horas, tivemos a oportunidade de acompanhar um debate assíduo, de alto nível, construtivo e democrático”, destacou o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente da CCJ.

Sabatina

A sabatina, que começou por volta das 9h40, foi realizada em sessão conjunta com os dois indicados. Esse formato, decidido pelo presidente da CCJ, gerou críticas de senadores de oposição, mas acabou sendo mantido por Alcolumbre, após a mudança no rito previamente previsto, permitindo que os senadores pudessem fazer as perguntas de forma individualizada e não a cada bloco de três inquirições, como previamente estipulado.

Em sua fala inicial no início da sabatina, Paulo Gonet destacou o aspecto técnico de sua formação e enfatizou também a pretensão de defender os direitos fundamentais no Brasil, se aprovado para chefiar o Ministério Público Federal (MPF).

Em sua apresentação, Flávio Dino enumerou os princípios que pretende seguir em suas atividades no STF, como a defesa da separação e harmonia entre os poderes, a forma federativa do Estado, com direito ao voto, eleições periódicas, e garantia dos direitos fundamentais. Dino, que atualmente é senador licenciado e ocupa o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, seguiu carreira como juiz federal durante vários anos. Durante sua fala inicial, ele também procurou diferenciar justamente os papeis de político e juiz.

No decorrer da sabatina, Paulo Gonet ponderou os limites da liberdade de expressão e Flávio Dino rebateu críticas sobre sua atuação como ministro da Justiça durante a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro. Dino também opinou sobre temas como o mandato para ministro dos STF e a regulação de redes sociais.

Perfis

O atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, é formado em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com mestrado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Foi juiz federal por 12 anos, período no qual ocupou a presidência da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a secretaria-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele deixou a magistratura para seguir carreira política, elegendo-se deputado federal pelo Maranhão, em 2006.

O ministro também presidiu a Embratur entre 2011 e 2014, ano em que se elegeu governador do Maranhão. Em 2018, foi reeleito para o cargo. Nas últimas eleições, em 2022, elegeu-se senador e, logo após tomar posse, foi nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública. Agora, aos 55 anos, é o indicado do presidente Lula para o STF.

Se aprovado no plenário do Senado, Dino assumirá a vaga deixada pela ministra Rosa Weber, que se aposentou compulsoriamente da Corte, ao completar 75 anos de idade, no início do mês. Rosa foi nomeada pela então presidente Dilma Rousseff, em 2011.

Já na Procuradoria-Geral da República (PGR), Paulo Gonet ocupará a vaga aberta com a saída de Augusto Aras. O mandato de Aras na PGR terminou no fim de setembro, e a vice-procuradora Elizeta Ramos assumiu o comando do órgão interinamente.

Paulo Gustavo Gonet Branco tem 57 anos de idade e é subprocurador-geral da República e atual vice-procurador-geral Eleitoral. Tem 37 anos de carreira no Ministério Público. Junto com o ministro Gilmar Mendes, do STF, é cofundador do Instituto Brasiliense de Direito Público e foi diretor-geral da Escola Superior do Ministério Público da União. Por: Agência Brasil

Maioria do CNJ vota por paridade de gênero para cargos nos tribunais

Brasília (DF), 03/11/2023, Prédio do Conselho Nacional de Justiça. Fechada do CNJ.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A maioria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) votou nesta terça-feira (12) por aprovar a paridade de gênero obrigatória em cargos estratégicos da administração de todos os tribunais de Justiça do país.

Até o momento, 11 dos 14 conselheiros votaram a favor da medida, embora o desfecho da análise tenha sido adiado por um pedido de vista do conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello. Por isso, a conclusão do julgamento fica adiada para 2024, já que a sessão desta terça-feira foi a última do CNJ neste ano.

Bandeira de Mello disse que sua vista se deu por preocupações levadas a ele por presidentes de tribunais, às quais ele gostaria de responder antes de votar. Ele se comprometeu com uma devolução rápida.

A proposta prevê a alteração da Política de Participação Feminina no Judiciário, ampliando a paridade de gênero para postos como assessorias especiais das presidências dos tribunais, posições preenchidas por servidores, como chefias de departamento, e inclusive na contratação de estagiários e terceirizados.

O texto chancelado pela maioria amplia a paridade de gênero para incluir também cargos de confiança e de assessoramento da alta administração dos tribunais, como ouvidorias e corregedorias, postos ocupados por magistrados. A proposição abarca ainda a designação para conselhos, comitês e comissões, como as de concurso.

Em setembro, mesmo sob resistência do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), o CNJ aprovou a paridade de gênero como critério obrigatório para a promoção de magistrados. Pela decisão, todos os tribunais do país devem utilizar uma lista exclusiva para mulheres, alternadamente com a lista mista tradicional, nas promoções pelo critério do merecimento.

Acordo

A ampliação da paridade de gênero também para os cargos administrativos foi costurada pelo presidente do CNJ, Luís Roberto Barroso, que disse ter conversado pessoalmente com todos os presidentes de tribunais do país para dirimir as resistências.

Após as conversas, a relatora da proposição, conselheira Salise Sanchotene, fez alterações no texto para incluir regras de transição, por sugestão dos integrantes do Consepre, de modo a suavizar a implantação da medida. O inteiro teor da proposta ainda não foi divulgado pelo CNJ.

Por: Agência Brasil Edição: Fernando Fraga

Lula defende investimento público para resolver problemas históricos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta terça-feira (12), da segunda reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão. Durante a reunião, diversos grupos de trabalho apresentaram os principais resultados e recomendações debatidas ao longo do ano, que incluem uma série de medidas que dependem de recursos públicos, em áreas como agricultura, infância, meio ambiente e energia renovável.

Ao citar as propostas apresentadas, Lula pediu um estudo de viabilidade econômica e defendeu que o país não deixe de resolver seus problemas históricos por falta de investimento público.  

“Nós precisamos fazer um estudo de viabilidade econômica de quanto será o investimento para a gente colocar essas coisas maravilhosas que vocês detectaram que é preciso fazer para o Brasil dar certo. Quanto vai custar a gente fazer esse investimento?”, disse o presidente Lula. “Não é decisão de mercado, não é apenas questão fiscal. É a gente discutir, nesse conselho, qual é o país que a gente quer para a próxima década. Porque se for necessário esse país fazer um endividamento para crescer, qual é o problema? Qual o problema de fazer uma dívida para produzir um ativo produtivo para esse país?”, acrescentou.

“Porque aí é que entra a decisão política. Se a gente vai dizer, como historicamente se disse, ‘é muito caro’. E a gente não pergunta quanto custa não fazer as coisas na época certa. A gente poderia ter resolvido muitos problemas, mas tudo é muito gasto e não pode fazer. Quanto custou a esse país não tomar as decisões na época certa? Quanto custou para esse país não fazer as coisas corretamente quando a economia crescia 14% ao ano na década de 1970”, insistiu o presidente.

Entre os grupos de trabalho que apresentaram resultados, as propostas tratam de temas como recuperação de áreas degradadas, criação de uma política integrada para a primeira infância, lançamento de um conjunto de polos tecnológicos de alto impacto, medidas de acesso ao crédito para micro e pequenas empresas de forma menos concentrada nos grandes centros urbanos, investimentos em transição energética e proteção da Amazônia, e enfrentamento das desigualdades.

Criado há 20 anos, mas com atividades interrompidas nos governos anteriores, o Conselhão foi reinstalado este ano para debater assuntos de interesse da população e propor políticas públicas para o governo federal. É formado pelo presidente Lula, pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin, pelo ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e por outros 246 integrantes da sociedade.

De acordo com o ministro Alexandre Padilha, que coordena o colegiado, foram mais de 100 reuniões dos grupos de trabalho do Conselhão. Ele também falou sobre a reversão das expectativas econômicas desfavoráveis ao país.

“O Brasil, depois de sete anos, vai terminar 2023 com três coisas acontecendo ao mesmo tempo, que há sete anos não acontecia nesse país: crescimento econômico de 3%, inflação controlada e desemprego em queda, com a taxa de 7,6%, menos de 8%”, declarou.

Fonte: Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel

Senado aprova taxação de apostas esportivas, mas desidrata texto

Brasília (DF) 12/12/2023 Senado durante sessão plenária que votou o projeto de lei (PL 3.626/2023) que regulamenta as apostas esportivas e os jogos online, as chamadas bets. Foto Lula Marques/ Agência Brasil

Em votação simbólica, o Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (12) o texto-base da regulamentação das apostas online. Por sofrer alterações, o projeto terá de voltar à Câmara.

Pelo texto, as apostas em resultados de eventos esportivos reais, como partidas de futebol e de vôlei, passarão a pagar imposto.

Aprovado na comissão, o texto prevê a tributação de 12% sobre o faturamento das empresas que exploram esse tipo de aposta. Na proposta original, o governo pretendia cobrar 18%, mas a alíquota foi reduzida pelo relator, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

As empresas também terão de pagar uma outorga de até R$ 30 milhões para funcionarem legalmente por cinco anos, com uma mesma empresa podendo pagar o valor para operar até três marcas comerciais. O texto original estipulava a renovação a cada três anos.

Os apostadores serão tributados em 15% sobre os ganhos que ficarem acima da isenção do Imposto de Renda, atualmente em R$ 2.112. Inicialmente, o governo pretendia cobrar 30%.

O projeto também faz parte do pacote do governo para zerar o déficit primário em 2024. Ao longo do ano, a estimativa de arrecadação variou. No início do ano, o governo previa arrecadar R$ 3,2 bilhões neste ano e R$ 6 bilhões em 2024.

Com o atraso na votação em 2023, a previsão para 2023 foi zerada e caiu para R$ 700 milhões em 2024. Com as mudanças no Senado, a estimativa poderá ser ainda mais reduzida.

Após aprovar o texto-base, o Plenário aprovou um destaque, do senador Carlos Portinho (PL-RJ) para reforçar a proibição da regulamentação de eventos online, não atrelados a partidas esportivas. A medida mantém a ilegalidade dos cassinos online e desidrata ainda mais o projeto do governo.

Exigências

Durante a tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos, os senadores incluíram exigências para as empresas de apostas esportivas operarem no país. Elas deverão ter pelo menos uma pessoa brasileira como sócia, que detenha no mínimo 20% do capital social.

Além disso, o sócio ou acionista não poderá ter participação, direta ou indireta, em sociedades anônimas de futebol, nem ser dirigente de equipe desportiva no Brasil. Eles também não poderão atuar em Instituições financeiras e de pagamento que processem apostas em quota fixa.

Por: Agência Brasil Edição: Aline Leal

Trinta candidatos da Paraíba podem fazer provas no 2º dia de reaplicação do Enem 2023

Caderno de provas do Enem 2023 — Foto: Érico Andrade/g1

Trinta candidatos da Paraíba podem fazer provas no segundo dia de reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023. Nesta quarta-feira (13), os participantes devem responder questões de matemática e ciências da natureza.

Os resultados dos pedidos de reaplicação e os locais de provas estão disponíveis na Página do Participante.

Os portões dos locais de provas serão abertos às 12h e fechados às 13h. Os participantes começarão as provas às 13h30 e poderão concluir a prova até as 18h30.

Para entrar na sala de prova, o participante deve apresentar um documento de identificação oficial com foto (como identidade expedidas por secretarias de Segurança Pública, polícias Militar e Federal ou pelas Forças Armadas).

A reaplicação do exame é direito dos estudantes que tiveram problemas logísticos, doenças infectocontagiosas ou que foram alocados em locais de provas a uma distância maior que 30 quilômetros de onde moram. Em todo o Brasil, 9.451 participantes devem passar pela reaplicação. Por: G1-PB

TRE-PI marca data de eleição suplementar para a escolha de novos vereadores de Gilbués

Urna eletrônica — Foto: Justiça Eleitoral

A decisão veio após determinação do Tribunal Superior Eleitoral (STF), que constatou fraude no pleito de 2020.

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) definiu nessa segunda-feira (11), que a eleição para a escolha de novos vereadores no município de Gilbués, a 766 km de Teresina, irá ocorrer no dia 3 de março de 2024.

A resolução TRE-PI nº 475, do procurador Alexandre Assunção e Silva, veio após determinação do Tribunal Superior Eleitoral (STF).

Motivação para a nova eleição

Conforme o TSE, a decisão ocorreu após ser constatada fraude à cota de gênero mediante o lançamento de três candidaturas femininas fictícias nas Eleições 2020.

Em setembro, o TSE anulou todos os votos recebidos por candidatos do Partido Progressistas (PP) ao cargo de vereador e cassou os cinco parlamentares eleitos pela legenda, incluindo o presidente da Câmara Municipal, por fraude à cota de gênero mediante o lançamento de candidaturas femininas fictícias nas Eleições 2020.

O Colegiado comprovou que Ana Vitória Pereira Xavier, Lacy Verônica Fernandes Figueiredo e Vilma Pêssego Vogado foram registradas como candidatas fictícias em 2020, com o intuito de burlar a legislação eleitoral.

As candidatas tiveram, respectivamente, 8, 7 e 6 votos. A medida resultou na anulação de mais da metade dos votos válidos para o cargo na cidade, correspondendo a 52% do total da Câmara de Vereadores, integrada por nove parlamentares.

À época, o relator, ministro Benedito Gonçalves, afirmou que a votação pequena, a movimentação padronizada de recursos e a ausência de atos efetivos de campanha, com a consequente falta de engajamento no período eleitoral, caracterizam a intenção de fraudar a cota de gênero.

Além disso, houve a completa ausência de registro de despesas com materiais de campanha e ajustes contábeis absolutamente idênticos.

Legislação eleitoral

A Lei nº 9.504/1997 (artigo 10, parágrafo 3º) determina que cada partido reserve o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. A finalidade da norma é garantir maior participação das mulheres nas atividades político-eleitorais.

O TRE do Piauí julgou os pedidos improcedentes. O Regional reconheceu a existência de fortes os indícios nos autos quanto ao descumprimento da cota de gênero, mas apontou que a votação ínfima, a ausência de atos de campanha e a apresentação de prestações de contas padronizadas não comprovam, por si sós, a intenção de burlar legislação, e que os testemunhos produzidos nos autos do processo foram contraditórios.

Fonte: G1-PI*Estagiária sob a supervisão de Catarina Costa

Homens morrem em confronto com a polícia, e corpos ficam jogados em frente a hospital no interior do MA; veja as imagens

Homens morrem em confronto com a polícia, e corpos ficam jogados em frente a hospital no interior do MA; veja as imagens — Foto: Reprodução

Segundo a PM do Maranhão, a direção da unidade hospitalar recusou receber os mortos para atestar o óbito e enviar os corpos para a perícia no IML de São Luís.

Os corpos de quatro homens que haviam morrido em confronto com a polícia, na manhã desta terça-feira (12), ficaram por cerca de 2 horas jogados no chão, em frente ao Hospital Regional Dr. Antônio Hadade, na cidade de Viana, na baixada maranhense.

Os homens eram apontados pela polícia como integrante de uma facção criminosa e suspeitos de praticarem vários crimes em Viana e cidades vizinhas.

Segundo a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), a direção da unidade hospitalar recusou receber os mortos para atestar o óbito e enviar os corpos para a perícia no Instituto Médico Legal (ML) de São Luís.

Diante da recusa, os PMs tiraram os corpos da viatura e colocaram eles enfileirados no chão. As imagens dos mortos rapidamente circularam nas redes sociais

Os mortos só foram retirados do local após intervenção do Ministério Público do Maranhão (MP-MA), que conseguiu a autorização para que os corpos fossem levados ao necrotério da unidade hospitalar.

O confronto

Os homens foram mortos em um confronto com policiais militares da cidade de Viana, no fim da madrugada desta terça, durante um cumprimento de mandado de prisão contra Dhemerson Silva Dias, vulgo “DH” ou “Onça”. O mandado foi expedido pela 3ª Vara de Justiça de Itapecuru-Mirim, a cerca de 120 km de São Luís.

Homem, identificado como Dhemerson Silva Dias, vulgo "DH" ou "Onça", foi o alvo da operação policial. — Foto: Reprodução

Durante as buscas, a PM-MA localizou Dhemerson no povoado São Felipe, na zona rural de Viana. A PM-MA afirma que, no momento em que os policiais chegaram no local, foram recebidos a tiros por criminosos, que estavam escondidos em um casebre.

A polícia revidou e acabou alvejando quatro suspeitos, entre eles o homem que era alvo do mandando de prisão e Gilmarly Andrade Costa, que estava foragido do sistema prisional do Maranhão desde o mês de setembro deste ano.

Uma mulher e outros integrantes do grupo conseguiram fugir e estão sendo procurados pela polícia.

Já os quatro homens alvejados não resistiram aos ferimentos e morreram. No local onde eles estavam, os policiais apreenderam motos roubadas, munição, drogas, dinheiro, um colete à prova de bala, além de três armas de fogo, sendo: um revólver calibre 32, uma pistola calibre .40 e outra calibre 380.

Homens morrem em confronto com a polícia, e corpos ficam jogados em frente a hospital no interior do MA; veja as imagens — Foto: Reprodução

Segundo a PM-MA, o grupo seria integrante de facção criminosa e suspeito de praticar vários crimes nas cidades de Viana, MatinhaOlinda Nova do Maranhão e Penalva. Entre os delitos estão: homicídio, tráfico de drogas, corrupção de menores, roubos e assaltos.

Os corpos dos suspeitos foram levados para o Hospital Regional de Viana, onde ficaram por cerca de duas horas do lado de fora da unidade, porque a direção do hospital se recusava a receber os mortos.

A Polícia Militar afirmou que é o procedimento padrão o hospital receber os corpos, em situações como essa, já que somente o médico poderia atestar se algum dos feridos estava vivo.

O comando do 36º Batalhão da PM-MA de Viana precisou acionar o MP-MA, que interferiu no caso e conseguiu com que houvesse a autorização para que os corpos fossem levados ao necrotério do hospital e depois encaminhados para a perícia no IML, em São Luís.

A direção do hospital informou que os quatro homens já chegaram mortos e foram jogados pelos PMs na porta do hospital, que não tem legistas.

Já a Secretaria de Estado da Segurança Pública informou ao g1, por meio de nota, que a morte dos quatro suspeitos será apurado pela Polícia Civil no âmbito do inquérito policial, como por meio de procedimento administrativo instaurado pelo comando da Polícia Militar.

Leia a nota na íntegra

A Secretaria de Estado da Segurança Pública esclarece que os quatro óbitos durante ação da Policial Militar, ocorrida na madrugada desta terça (12), se deu no bojo de operação para o cumprimento de mandado de prisão expedido pela 3a Vara de Justiça de Itapecuru-Mirim.  O caso será apurado pela Polícia Civil no âmbito do inquérito policial, como por meio de procedimento administrativo instaurado pelo comando da Polícia Militar.

A SSP esclarece contudo que o alvo da operação era Dhemerson Silva Dias, vulgo “DH” ou “Onça”, suspeito da prática de diversos crimes na região, como homicídios, roubos, entre outros, junto com comparsas. Recebida com disparos de arma de fogo, a equipe da PM revidou a agressão.

Durante a ação, foram apreendidas armas de fogo (pistolas taurus), munição, colete balístico, entorpecentes, aparelhos celulares, balança de precisão, entre outros.

Alguns suspeitos conseguiram fugir. Os corpos dos suspeitos alvejados foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) em São Luís. Entre os mortos, está um foragido do sistema prisional (Gilmarly Andrade Costa) desde o mês de setembro deste ano. Fonte: G1-MA

Jovem de 21 anos é encontrada morta com a pele do rosto, couro cabeludo e olhos arrancados no MA

Ana Caroline Sousa Campêlo, 21 anos, foi encontrada morta no domingo (10), em Maranhãozinho, cidade a 232 km de São Luís, após ter desaparecido quando voltava do trabalho. A Polícia Civil investiga o caso.

Ana Caroline Sousa Campêlo, 21 anos, foi encontrada morta, no domingo (10), com requintes de crueldade no Bairro Novo, em Maranhãozinho, cidade a 232 km de São Luís. De acordo com a Polícia Militar do Maranhão (PM-MA), a jovem teve a pele do rosto, couro cabeludo, olhos e orelhas retirados.

A Polícia Militar foi acionada pelo tio da vítima que informou sobre o desaparecimento da sobrinha. Segundo o tio que, não foi identificado, Ana Carolina desapareceu na volta do trabalho e, a bicicleta e o celular dela, haviam sido encontrados próximo a casa onde ela vivia.

Policiais militares iniciaram uma busca na região para tentar localizar a jovem. Segundo a PM, uma vizinha teria relatado aos policiais que ouviu uma mulher chorando na presença de um rapaz em uma motocicleta.

À polícia, a testemunha que, não foi identificada, contou que chegou a usar uma lanterna na direção onde estava a mulher e o rapaz na moto para tentar ver o que estava acontecendo. Em seguida, o homem teria colocado a moça na motocicleta e fugido do local em direção a uma estrada vicinal que dá acesso ao Povoado Cachimbós, em Maranhãozinho.

Após buscas na área indicada pela testemunha, os policiais encontram o corpo de Ana Caroline. A jovem foi morta com requintes de crueldade e a pele do rosto, couro cabeludo, olhos e orelhas haviam sido retiradas pelo autor do crime. As partes do corpo não foram encontrados no local.

O corpo de Ana Caroline foi recolhido e levado para o Instituto Médico Legal (IML) onde vai passar por perícia. Até o momento, não há informações sobre suspeitos de terem praticado o crime.

Em nota ao g1, a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) informou que o caso está sendo investigado pela Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI). De acordo com a polícia, testemunhas e familiares estão prestando depoimento na Delegacia de Governador Nunes Freire para tentar localizar os suspeitos do homicídio.Por: G1 MA

UEMA: colação de grau especial de acadêmicas de Medicina é realizada no Campus Caxias

Na manhã dessa segunda-feira, 11 de dezembro, foi realizada na UEMA Campus Caxias uma colação de grau especial. Cinco acadêmicas do Curso de Medicina Bacharelado receberam a outorga de grau da diretora do Campus, Profa. Dra. Valéria Cristina Soares Pinheiro, que representou o magnífico reitor da UEMA, professor Walter Canales.

O juramento foi feito pela formanda Myrella Zagna Leite do Rego.

“É muito bom estar compartilhando essa felicidade com nossos familiares, que lutaram muito para estarmos aqui hoje. É muita história envolvida e agora podemos comemorar com os amigos”, enfatizou a aluna Arielly Sabrícia.

“Estamos muito felizes por ter concluído o curso com sucesso depois de tantos anos de estudo e de lutas nessa universidade. Gratas por dividir esse momento com familiares e amigos”, destacou Lara Ramayanne.

“Estou muito feliz pela ocasião e queria agradecer a universidade por patrocinar isso, um momento tão esperado, pois foram 6 anos de batalha, de luta, de estudo e hoje elas realizam um sonho, a colação de grau. Estou muito grata a esta universidade séria, que cumpre seu papel”, disse a mãe de Lara Ramayanne, Lecilda Pinto da Silva.

As acadêmicas que colaram grau foram: Arielly Sabrícia Viana Kós; Lara Ramayanne da Silva Rodrigues; Maria Luísa Andrade Brito; Myrella Zagna Leite do Rego e Natália Azevedo Marques.Por: Ascom/ UEMA