Blog do Walison - Em Tempo Real

Suspeito de fazer família refém durante assalto em Caxias é preso

O homem, de 41 anos, estaria na cena do crime, que aconteceu no ano passado no povoado Correntinho, zona rural de Caxias.

Um homem de 41 anos foi preso nessa quinta-feira (14) suspeito de participar de um assalto e fazer uma família refém em Caxias. O crime aconteceu no dia 20 de setembro do ano passado, no povoado Correntinho, zona rural do município.

Segundo informações apuradas pelo delegado Rafael Martins, a família foi feita de refém dentro da própria residência por cinco homens encapuzados armados.

Na ocasião, os criminosos roubaram dois veículos e uma espingarda do proprietário e, sem seguida, fugiram do local, deixando as vítimas amarradas. Após o delito, o grupo abandonou um dos veículos no meio do caminho enquanto fugiam.

A Polícia Civil localizou e prendeu um dos suspeitos que estaria na cena do crime. O homem foi encaminhado para Unidade Prisional, onde ficará à disposição da Justiça.Por: Imirante.com 

Núcleo de Acessibilidade da UEMA: lançado edital de retificação para seleção de professor para Campus Caxias

Núcleo de Acessibilidade da UEMA: lançado edital de retificação para seleção de professor para Campus Caxias

Processo Seletivo Simplificado é destinado à contratação de Profissional Técnico Especializado em TEA (Professor Substituto).

A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) torna público para conhecimento dos interessados a retificação do Processo Seletivo Simplificado destinado à contratação de Profissional Técnico Especializado em TEA (Professor Substituto) para a Núcleo de Acessibilidade da UEMA Campus Caxias:

ACESSE O EDITAL DE RETIFICAÇÃO N.º 07/2024-GR/UEMA Por: Ascom/ UEMA 

Compensação de boletos no mesmo dia começou nesta sexta-feira 15/03/2024

A partir desta sexta-feira (15), os boletos bancários ganham mais agilidade em seu processamento. Os documentos pagos até as 13h30 poderão ser compensados no mesmo dia, dependendo do contrato que o credor mantiver com a sua instituição financeira para emissão do documento. A informação é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

O prazo de liquidação da cobrança no mesmo dia é definido pelas instituições bancárias como D+0 [zero]. Segundo a Febraban, o pagamento realizado após este horário continuará com a liquidação no próximo dia útil ou D+1, prazo no jargão bancário.

Para a Febraban, a novidade faz parte de um projeto de modernização desta modalidade de pagamento e envolverá 136 instituições bancárias. A expectativa do setor é que, inicialmente, cerca de 57% dos boletos possam ser processados no mesmo dia, enquanto 43% seriam no prazo D+1 para os pagamentos feitos após o horário limite.

A medida terá impacto somente para o credor do documento, ou seja, aquele que irá receber o dinheiro no mesmo dia. Nada mudará para quem paga o boleto diretamente. Mas, no caso do e-commerce a Febraban considera que a agilidade na liquidação do boleto trará vantagens ao comércio e aos compradores.

Quanto ao e-commerce, por exemplo, “vemos também vantagens para os compradores, que poderão ter o processo de entrega de mercadorias feito com mais rapidez”, afirmou o diretor-adjunto de Serviços da Febraban, Walter Faria.

A entidade prevê que, após a implantação da modernização e se as compensações no mesmo dia funcionarem sem nenhuma ocorrência técnica, a Febraban iniciará estudos para trazer toda a liquidação de boletos para o prazo D+0, no mesmo dia de pagamento do boleto.

Utilização

O boleto bancário é o quarto meio mais usado pelos brasileiros para pagamentos de contas de consumo no dia a dia. Em 2023, os bancos registraram 4,2 bilhões de transações realizadas via boletos, totalizando R$ 5,8 trilhões. Superando os boletos, figuram como meios de pagamentos preferidos em 2023 o PIX (42 bilhões de transações), o cartão de crédito (17,8 bilhões de transações) e o cartão de débito (16,3 bilhões de transações).

O boleto bancário é considerado também como uma forma eficiente de cobrança. Qualquer pessoa física ou jurídica pode fazer uma cobrança por meio de boletos bancários, basta ter uma conta bancária e contratar o serviço diretamente na instituição financeira onde tem a conta.

O pagamento de boletos pode ser realizado pela conta bancária, online, via Internet Banking; app [aplicativo] por celular; terminal de autoatendimento e caixa eletrônico diretamente em agência bancária ou correspondentes bancários, como casas lotéricas, agências dos Correios e supermercados.

Desde 1994, o boleto bancário é um documento usado pelos bancos e seus clientes para recebimento de valores referentes a uma determinada venda de produto ou serviço, como no pagamento de escolas, condomínios, planos de saúde, consórcios, financiamentos, cartões de crédito e cobrança entre empresas e outros. Desde 2018, entretanto, os boletos precisam ser, obrigatoriamente, registrados, ou seja, para emissão do boleto é necessário enviar a requisição ao banco. Fonte: Agência Brasil.

Homem é preso suspeito de induzir produção e compartilhar conteúdo pornográfico infantil

Delegacia de Polícia Civil em Patos, no Sertão da Paraíba — Foto: Divulgação/Ascom Polícia Civil da Paraíba

Delegacia de Polícia Civil em Patos, no Sertão da Paraíba — Foto: Divulgação/Ascom Polícia Civil da Paraíba

De acordo com a Polícia Civil, até o momento, as investigações apontaram pelo menos cinco mulheres que participaram do crime e sete crianças vítimas.

Um homem de 55 anos foi preso, nesta sexta-feira (15), suspeito de cometer os crimes de estúpro de vulnerável e por induzir mães a produzirem e compartilharem conteúdos pornográficos dos filhos. A prisão aconteceu na cidade de Patos, no Sertão paraibano.

Segundo o delegado Deivison Moraes, esse homem usava perfis fakes nas redes sociais para conversar com mulheres que tinham filhos ou alguma outra criança na família. Quando uma relação de confiança era estabelecida, ele aliciava e coagia as mulheres a praticarem atos sexuais com os filhos, ou até com crianças que eram parentes próximas, bem como a mandar fotos pornográficas das crianças para ele.

De acordo com as investigações iniciais, pelo menos cinco mulheres estão envolvidas no crime e sete crianças foram vítimas.

Uma mulher já foi presa anteriormente, no início das investigações desse caso e, nesta sexta-feira (15), a polícia conseguiu chegar até o homem. As outras mulheres já foram identificadas. O delegado não afasta, ainda, a possibilidade de terem mais pessoas envolvidas nesse caso e as investigações podem trazer novos desdobramentos em breve.

Além disso, o delegado também investiga se houve participação direta do homem nos casos de estupro. Fonte: G1-Pb.

Arma de fogo usada em assalto à casa lotérica em que empresário foi morto era alugada, diz Polícia Civil

Arma de fogo usada para matar empresário em assalto à casa lotérica era alugada — Foto: Polícia Civil

A arma foi apreendida nesta sexta-feira (15) com uma mulher. Gleison Ferreira Silva, suspeito de ser o autor do tiro que matou o empresário Petrônio Nunes, foi preso na Zona Norte de Teresina.

arma de fogo que foi utilizada no latrocínio em uma casa lotérica de Teresina na última quarta-feira (13) foi alugada, segundo a Polícia Civil. A arma foi apreendida nesta sexta-feira (15) com uma mulher chamada Jaciara Pires, que foi presa.

Segundo o delegado Tales Gomes, que fez apreensão da arma e prendeu a mulher que estava com ela, os policiais investigam se o aluguel da arma era corriqueiro e quanto custou o aluguel.

Nesta terça-feira (13), o empresário Petrônio Nunes morreu ao ser baleado durante uma tentativa de assalto à sua casa lotérica, no Centro de Teresina.

Os policiais descobriram que mulher teria recebido a arma de fogo de volta de Gleison Ferreira Silva (suspeito de ter atirado contra o empresário). Gleison e Jaciara são vizinhos.

Quando foi abordada pelos policiais, a mulher apontou que um adolescente, de 13 anos, estava com a arma. Ele foi encontrado já na rua, e apreendido. Não se sabe ao certo ainda porque a arma estava com ele.

Jaciara, que estava em regime semiaberto, tinha ainda um mandado de prisão contra ela, para que retornasse ao regime fechado por conta de um processo pro tráfico de drogas e assalto.

Gleison Ferreira Silva foi preso nesta sexta-feira (15), na Vila Apolônia, bairro São Joaquim, Zona Norte de Teresina. Ele é suspeito de matar o empresário Petrônio Nunes com um tiro no peito durante um assalto a uma casa lotérica, na quarta-feira (13), no Centro de Teresina.

O suspeito foi preso em cumprimento a um mandado de prisão preventiva e conduzido para o Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), onde será interrogado e passará pelos procedimentos cabíveis.

Suspeito de matar empresário durante assalto em lotérica no Centro de Teresina é preso — Foto: Divulgação/SSP-PI

Suspeito de matar empresário durante assalto em lotérica no Centro de Teresina é preso — Foto: Divulgação/SSP-PI

Gleison já possui uma condenação por homicídio, ocorrido no dia 7 de agosto de 2016, no bairro Matadouro, Zona Norte da capital. A vítima, Paulo Maciel de Oliveira, foi morta com um tiro, e o acusado condenado a 9 anos e seis meses de reclusão.

A condenação é do dia 28 de junho de 2023. Contudo, o réu ainda não iniciou o cumprimento da pena porque está recorrendo da sentença.

Dois assaltantes

Segundo a SSP-PI, pelo menos dois criminosos atuaram no latrocínio. Um deles foi preso logo após o crime e Gleison, que estava sendo procurado, foi preso nesta sexta. O órgão divulgou a extensa ficha criminal dos suspeitos.

Isac da Silvia Nascimento, o suspeito preso logo após o latrocínio, estava usando uma tornozeleira eletrônica no momento do crime, porque, segundo a SSP-PI, ele, atualmente, cumpre pena em regime semi-aberto.

Segundo a polícia, a participação dele na morte do empresário consistiu em aguardar Gleison do lado de fora da casa lotérica para que os dois pudessem fugir. Ao prendê-lo, a polícia também apreendeu o carro que teria sido usado para a fuga e uma moto. Fonte: G1-PI.

Mesmo preso por tentativa de feminicídio, homem planejava matar a ex-mulher de dentro da cadeia no MA

Ledson Rodrigues de Oliveira, ex-marido de Edemires, é apontado como mandante da tentativa de feminicídio. — Foto: Reprodução/TV Mirante

O plano foi encontrado pela Polícia Militar durante uma revista de rotina dentro da cela onde Ledson Rodrigues está preso preventivamente, por suspeita de tentar matar a ex-mulher, a professora Edemires Barbosa.

A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) está investigando um plano que teria sido elaborado por Ledson Rodrigues de Oliveira, de dentro da prisão, para matar a ex-mulher dele, a professora Edemires de Moura Barbosa, de 35 anos, na cidade de Balsas, a 805 km de São Luís.

Edemires já tinha sido vítima de uma tentativa de feminicídio no ano passado, quando foi baleada dentro de casa, enquanto almoçava com os filhos. Logo após o crime, Ledson Rodrigues, que também é professor e pai dos filhos de Edemires, foi preso suspeito de ser o mandante.

Edemires de Moura Barbosa, de 35 anos, sofreu uma tentativa de feminicídio. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Mesmo estando preso, o ex-marido da vítima estaria planejando uma nova forma de matar a professora. O plano foi encontrado pela Polícia Militar durante uma revista de rotina dentro da cela onde Ledson Rodrigues está preso preventivamente por suspeita de tentativa de feminicídio.

Liedson teria planejado todo esquema dentro da cadeia, utilizando uma folha de papel. Nas anotações feitas a mão, foi descrita a rotina da professora de forma detalhada, além de ter sido desenhado uma espécie de mapa nos endereços que ela frequenta. Após encontrar as anotações, o papel foi encaminhado para a PC-MA iniciar as investigações.

Liedson teria planejado todo esquema dentro da cadeia, utilizando uma folha de papel — Foto: Reprodução/TV Mirante

“Quando chegou aqui para a gente, a gente percebeu que há muitas informações sobre a rotina dela, modelo e placa do carro, endereço de familiares. Inclusive, contém informações recentes, como a aprovação dela num concurso público”, disse Fagno Oliveira, delegado regional de Balsas, responsável pelas investigações.

A polícia desconfia que Liedson não tenha trabalhado sozinho no planejamento do crime, há possibilidade de que ele tenha contado com a ajuda de outras pessoas fora da cadeia para planejar o assassinato da ex-companheira.

“A gente acredita que ele mesmo, dentro da cadeia, planejava contando com apoio de alguém de fora, para voltar a atentar contra a vida de Edemires”, informou o delegado.

Em entrevista para a TV Mirante, a professora Edemires relata que não se sente segura em nenhum lugar que esteja e que teme pela própria vida. Mesmo dentro de casa, ela conta que precisa de segurança por se sentir constantemente ameaçada.

“ Está sendo tenso, em virtude de me sentir ainda ameaçada, de me sentir insegura. Em qualquer lugar que eu esteja, eu me sinto insegura. Eu preciso ter segurança. Não segurança emocional, é segurança física. Infelizmente, eu estou me sentindo ameaçada constantemente ”, relatou Edemires.

Professora Edemira Barbosa diz se sentir em constante ameaça. — Foto: Reprodução/TV Mirante

A Polícia Civil também investiga o aparecimento de um rastreador clandestino no carro da professora Edemires. Ela teria descoberto o aparelho quando levou o carro à oficina junto com a família. A PC desconfia que Ledson teria instalado o equipamento quando teve contato com o veículo.

“Ela teve a cautela, junto com a família, de levar o carro a uma oficina e nessa oficina descobriu um rastreador instalado de maneira clandestina, que provavelmente foi o próprio ex-marido que instalou quando teve contato com o veículo algum tempo atrás”, disse Fagno Oliveira.

Tentativa de feminicídio

No dia 25 de março de 2023, Edemires foi atingida por três tiros enquanto almoçava com os dois filhos, dentro de casa.

De acordo com informações da Polícia Civil do Maranhão, dois homens invadiram a casa de Edemires. Em seguida, um dos autores do crime sacou uma arma de fogo e disparou três vezes contra a professora, que foi atingida na região das mãos e do rosto. Os criminosos fugiram do local, em um veículo sem placa.

Após a tentativa de assassinato, a vítima foi encaminhada ao Hospital Regional de Balsas, onde precisou ser entubada, em um leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Depois Edemires Barbosa foi internada em um hospital particular, no estado do Piauí, onde foi submetida a uma cirurgia de reconstrução de parte da face.

As investigações apontaram que o crime foi praticado por dois homens, identificados como Antônio Botelho de Sousa, de 26 anos, e Jhorranes Leite da Silva, que foram presos no mês de abril de 2023.

A dupla teria sido contratada por Ledson Rodrigues, ex-marido de Edemires. Antônio Botelho foi apontado como autor dos disparos que atingiram a professora. Já Jhorranes Leite confessou que foi o responsável por dirigir o carro usado no dia do crime.

Ainda segundo a equipe de investigação da Polícia Civil, Ledson teria ligações com Antônio Botelho, que era ex-aluno dele, e teria participação no aluguel do veículo utilizado durante a ação criminosa. Fonte: G1-MA.

Moraes será relator do inquérito sobre assassinato de Marielle

Brasília (DF), 19/12/2023 - O ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante sessão de encerramento do Ano Judiciário. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Investigação, que estava no STJ, chegou ao Supremo na quinta-feira

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi escolhido para relatar o inquérito que apura os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A escolha foi feita por meio do sistema de distribuição eletrônica de processos.

A investigação chegou ao Supremo na quinta-feira (14), após o surgimento da citação de uma autoridade com foro privilegiado no processo que apura os mandantes dos assassinatos.

O inquérito está em segredo de Justiça, e ainda não é possível obter os motivos que levaram a Polícia Federal (PF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o processo tramitava, a enviarem o caso ao Supremo.

Nas questões criminais, cabe ao STF o julgamento de autoridades com foro privilegiado, como deputados federais e senadores.

Em 14 de março de 2018, a vereadora e o motorista Anderson Gomes foram baleados dentro do carro em que transitavam na região central do Rio de Janeiro.

Ontem, amigos de Marielle e Anderson e de outras vítimas de violência protestaram contra o crime, que até hoje não foi esclarecido.

Em outro processo sobre a investigação, o policial militar reformado Ronnie Lessa deve ser levado a júri popular. Ele é acusado de ser um dos executores dos assassinatos. Contudo, diante do acordo de delação premiada assinado com os investigadores, ainda não é possível saber se ele continuará preso. 

Fonte: Agência Brasil Edição: Nádia Franco

Anderson Torres diz que nunca tratou de golpe de Estado

Brasília (DF) 10/08/2023 - A CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) se reúne, para ouvir o ex-secretário de Segurança do DF e ex-ministro da Justiça, Anderson Torres. 
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Depoimento do ex-ministro à PF foi tornado público pelo STF

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Anderson Torres, em depoimento prestado em 22 de fevereiro à Polícia Federal (PF), em Brasília, afirmou que em nenhuma oportunidade no Palácio da Alvorada, após o segundo turno das eleições presidenciais de 2022, tratou de golpe de Estado, nem mesmo da abolição do Estado Democrático de Direito, Garantia da Lei e da Ordem, Estado de Sítio, Estado de Defesa, intervenção militar ou algo do gênero.

Na oitiva, Anderson Torres declarou nunca ter questionado a lisura do sistema eleitoral brasileiro e que não ratificou as palavras do ex-presidente da República Jair Bolsonaro de que haveria fraude nas urnas eletrônicas. 

Os trechos da fala do ex-ministro são respostas a questionamentos feitos pelos agentes da PF sobre a reunião ministerial de 5 de julho de 2022, liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, com o primeiro escalão do governo federal. Entre os participantes, estiveram ministros de Estado, secretários executivos e assessores da Presidência da República. O vídeo da reunião faz parte das investigações federais sobre a tentativa de golpe de Estado, em 8 de janeiro do ano passado. 

No depoimento, tornado público nesta sexta-feira (15) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Torres confirmou ter participado da reunião após ser convocado pela Presidência da República, mas sem apontar o responsável por organizar o encontro. Ele também disse não saber o motivo de o pré-candidato à Vice-presidência Walter Braga Netto e do deputado federal Filipe Barros terem participado do encontro, visto que não integravam o governo.

Minuta do golpe

Sobre a minuta de decreto do Estado de Defesa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apreendida na sua residência, em 10 de janeiro de 2023, ele disse que não a escreveu, e que não tinha conhecimento do teor do documento apresentado em reunião no Palácio da Alvorada, em 7 de dezembro de 2022, pelo assessor Filipe Martins. 

O ex-ministro da Justiça afirmou no depoimento à Polícia Federal que desconhece qualquer plano relacionado ao monitoramento e eventual prisão do ministro do STF Alexandre de Moraes, em sua residência, no mês de dezembro de 2022.

Fraude

No depoimento, tornado público nesta sexta-feira (15), Anderson Torres negou ter propagado informações de vulnerabilidades e fraudes nas eleições de 2022 e que não recebeu qualquer relatório a respeito da existência de qualquer fraude eleitoral. Ele declarou ainda que não viu parcialidade do Poder Judiciário no processo eleitoral de 2022.

O ex-ministro nega que tenha solicitado a ministros que difundissem informações a respeito de fraude no sistema eletrônico de votação. 

Sobre as possíveis consequências da não reeleição de Bolsonaro, em que ele disse “senhores, todos vão se foder! Eu quero deixar bem claro isso. Porque se … eu não tô dizendo que … eu quero que cada um pense no que pode fazer previamente porque todos vão se foder”, o ex-ministro reiterou que as palavras dele tratavam, na realidade, de um chamamento para que todos os ministros atuassem dentro de suas pastas para que pudessem contribuir com o processo eleitoral e que desejava apenas a vitória. E que a expressão “se foder” significava a perda de todos os avanços que cada um dos ministros tinha obtido ao longo dos 4 anos de trabalho. 

Quanto à declaração que teria prometido atuar de uma forma mais incisiva, o ex-ministro disse que se referia à diretriz de combate aos crimes eleitorais, com emprego de equipes completas em campo, para atuar de maneira proativa, especialmente por parte da Polícia Federal.

PCC

Em relação a declaração durante a reunião ministerial sobre a suposta relação do Partido dos Trabalhadores com o Primeiro Comando da Capital (PCC), Anderson Torres disse que se referia apenas a duas reportagens divulgadas quatro dias antes da reunião sobre citações do empresário e publicitário brasileiro Marcos Valério Fernandes de Souza, conhecido pelo envolvimento no esquema do mensalão. Ele, no entanto, disse não saber o andamento da apuração na Polícia Federal das referidas reportagens.

Fonte: Agência Brasil Edição: Fernando Fraga

Dólar aproxima-se de R$ 5 com dados econômicos no Brasil e nos EUA

Dólar

Bolsa cai 0,74% e praticamente anula ganhos da semana

A divulgação de dados de aquecimento das economias norte-americana e brasileira provocou tensões no mercado financeiro. O dólar aproximou-se de R$ 5 e fechou no maior nível do ano. A bolsa caiu quase 1% e praticamente anulou os ganhos da semana.

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (15) vendido a R$ 4,997, com avanço de R$ 0,011 (0,22%). A cotação oscilou bastante durante a manhã, alternando momentos de alta e de estabilidade, mas subiu de forma consistente durante a tarde. Na máxima do dia, por volta das 10h30, atingiu R$ 5.

Com o desempenho desta sexta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,34% na semana e acumula ganho de 0,5% em março. Este ano, a divisa sobe 2,97%.

Bolsa

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela turbulência. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 126.742 pontos, com recuo de 0,74%, pressionado principalmente por ações de mineradoras, afetadas pela queda no preço internacional do minério de ferro, e de empresas ligadas ao consumo. O indicador encerrou a semana com perda de 0,26%.

Tanto fatores internos como externos influenciaram o mercado financeiro. Nos Estados Unidos, a inflação ao produtor ficou mais alta que o esperado e as vendas no varejo aceleraram em fevereiro. O aquecimento da economia reduz as chances de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) comece a reduzir os juros da maior economia do planeta em junho. Taxas altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes.

No Brasil, a divulgação de que a geração de empregos dobrou em relação a janeiro do ano passado e de que o setor de serviços cresceu além do previsto ajudaram a segurar o dólar, mas afetaram a bolsa.

Um eventual aquecimento da economia brasileira aumenta as chances de o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) interromper o corte da Taxa Selic (juros básicos da economia) após a reunião de maio. Juros altos no Brasil ajudam a segurar a pressão sobre o câmbio, mas estimulam a migração de investimentos da bolsa de valores para investimentos em renda fixa, como títulos públicos.

* Com informações da Reuters

Fonte: Agência Brasil Edição: Fernando Fraga

Pacto de silêncio: 12 militares e 2 civis ficam calados em depoimento

Todos recorreram ao direito de não produzirem provas contra si mesmos

Dos 27 depoimentos concedidos à Polícia Federal (PF) no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado e subversão das eleições presidenciais de 2022, 14 pessoas ficaram em silêncio alegando o direito constitucional de não produzirem provas contra si mesmos ou suposta “falta de acesso a todos os elementos de prova”. Todos eles integram, de uma forma ou de outra, de acordo com a própria PF e relatório do Supremo Tribunal Federal (STF), núcleos de pessoas que atuaram dentro do esquema golpista.

Dos 14 que estiveram na PF, 12 são militares, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, e faziam parte dos núcleos de assessoramento dele ou ocupantes de cargos no governo federal. De civis, havia um padre e um advogado.

Jair Bolsonaro e Braga Netto são as duas pessoas com maior posicionamento na hierarquia no núcleo golpista. Este último foi ex-ministro da Defesa de Bolsonaro e candidato a vice-presidente na chapa derrotada nas eleições de 2022. Militar da reserva, Braga Netto foi ministro-chefe da Casa Civil, de 2020 a 2021, e ministro da Defesa, de 2021 a 2022. Com longa carreira militar, exerceu o cargo de comandante militar do Leste entre 2016 e 2019. E em 2018, foi nomeado interventor federal na área de Segurança Pública no estado do Rio de Janeiro.

A enorme lista de depoentes que preferiam ficar calados diante dos agentes da PF está o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, que já havia sido secretário-geral do Ministério da Defesa. Foi o almirante que colocou a Marinha à disposição de Bolsonaro em caso de um golpe de Estado ser dado, conforme as investigações.

Pacto de silêncio

Também ex-integrante do ministério na gestão Bolsonaro, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, do Exército, exerceu o pacto de silêncio. Ele foi ministro da Defesa e depois comandante do Exército, e teria recebido visitas do hacker Walter Delgatti em 2022. Para a PF, o general manteve o mais absoluto silêncio. Mas Delgatti contou à CPMI do 8 de janeiro que manteve conversa com Nogueira, além de ter realizado cinco reuniões com técnicos do Ministério da Defesa para apontar “fragilidades” nas urnas eleitorais.

Outro que não depôs foi o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e responsável por frases polêmicas durante a reunião ministerial gravada em julho de 2022. Na ocasião, o general da reserva do Exército Augusto Heleno afirmou que “se tiver que virar a mesa é antes das eleições”. Disse também que era necessário “agir contra determinadas instituições e contra determinadas pessoas”.

Mais um militar do Exército e tido como homem de confiança de Bolsonaro na lista dos quietos é o general da reserva Mário Fernandes, que ocupou cargos na Secretaria-Geral da Presidência da República. Em 2022, ele exerceu o cargo de Autoridade de Monitoramento da Lei de Acesso à Informação, instrumento democrático que estabelece procedimentos e prazos para que todos os órgãos públicos prestem informações aos cidadãos, instrumento bastante utilizado pela imprensa.

Ronald Ferreira de Araujo Junior, tenente-coronel do Exército, alvo da Operação Tempus Veritatuis, manteve-se em silêncio. Ele é investigado por suposta participação na organização criminosa que defendeu um golpe militar e por atuar na elaboração da famosa “minuta do golpe”. O militar tinha estreito relacionamento com o ex-ajudante de ordens da Presidência, coronel Mauro Cid. Depois de ter ficado em silêncio, a defesa de Ronald Ferreira pediu à PF que agendasse um novo depoimento para que ele pudesse depor. Ainda não foi definida data ou mesmo a realização da nova oitiva.

Outro militar do pacto de silêncio que atuou junto com o coronel Mauro Cid, o major das Forças Especiais do Exército Rafael Martins de Oliveira, negociou o pagamento de R$ 100 mil para financiar a viagem de manifestantes a Brasília para participar do 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas. Rafael Martin foi preso em fevereiro último durante operação da PF.

Mais um integrante da força terrestre que se manteve calado frente à PF, em 22 de fevereiro, é o tenente-coronel do Exército Hélio Ferreira Lima. Ele é identificado em trocas de mensagens com o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid. Comandava a 3ª Companhia de Forças Especiais de Manaus do Comando Militar da Amazônia (CMA). Foi exonerado no dia 14 de fevereiro deste ano.

Também perdeu o cargo público, mas no governo estadual de São Paulo, o major da reserva do Exército Angelo Martins Denicoli. Ele foi alvo de busca e apreensão da operação Tempus Veritatis. Antes de ser nomeado para atuar na Prodesp, empresa pública de tecnologia da informação do governo Tarcísio de Feitas, Denicoli ocupou posto na direção do Ministério da Saúde durante a gestão do general Eduardo Pazuello.

Responsável pelo suposto sistema paralelo de inteligência, a Abin paralela, o coronel do Exército Marcelo Costa Câmara, segundo a PF, não falou nada no dia 22 de fevereiro. Ele também é citado nas investigações por suposto envolvimento nas fraudes nos cartões de vacina da família Bolsonaro.

Amigo pessoal de Bolsonaro e frequentador da residência do ex-presidente no Rio de Janeiro, o capitão reformado do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros manteve-se em silêncio diante das perguntas sobre suposta ação golpista. Ailton foi expulso do Exército depois de ter recebido punições disciplinares. Já foi investigado por tráfico de drogas. Ao deixar a carreira militar, passou a atuar como advogado. Na eleição de 2022, candidatou-se a deputado estadual e ficou com uma suplência na Assembleia fluminense. Na campanha, apresentava-se como o “01 de Bolsonaro”.

Civis

Os únicos civis do grupo investigado pela PF e alvo da Operação Tempus Veritatis, que também preferiram silenciar no depoimento, são o advogado Amauri Feres Saad e o padre da Igreja Católica José Eduardo de Oliveira e Silva.

Saad é citado na CPMI dos atos golpistas de 8 de janeiro como “mentor intelectual” da minuta do golpe encontrada com o ex-ministro Anderson Torres e também entregue a Bolsonaro. De acordo com relatório do STF, o advogado integrava o chamado “núcleo jurídico” do esquema golpista. O papel do grupo seria o “assessoramento e elaboração de minutas de decretos com fundamentação jurídica e doutrinária que atendessem aos interesses golpistas do grupo investigado”.

Um outro integrante desse “núcleo jurídico”, o padre José Eduardo de Oliveira e Silva, da Paróquia São Domingos, na cidade de Osasco, região metropolitana de São Paulo, também invocou a Constituição Federal para ficar em silêncio em seu depoimento.

O religioso foi alvo da Polícia Federal em busca e apreensão na operação da PF do dia 8 de fevereiro.

Fonte: Agência Brasil Edição: Carolina Pimentel