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Crise no Haiti tem raízes na relação neocolonial com potências globais

Doutor em antropologia social Handerson Joseph. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

A tragédia social, política e econômica que o Haiti vive é, em parte, consequência das relações neocoloniais que a comunidade internacional, liderada pelas potências europeias e estadunidense, forjaram com o pequeno país do Caribe que, mais uma vez, se depara com a eminência de uma nova intervenção internacional.

Essa avaliação é do haitiano e doutor em antropologia social Handerson Joseph, uma das principais referências, no Brasil, em estudos sobre o Caribe e imigrações. “A estabilidade e governabilidade política e econômica do Haiti são incompatíveis com os interesses estrangeiros”, acrescentou.

O que é neocolonialismo?

Diferentemente do colonialismo, quando o controle de uma nação por outra ocorre de forma direta, inclusive com presença militar permanente, o neocolonialismo costuma ser usado para se referir a relações de dominação mais sutis, que operam por meio de relações econômicas desiguais e influência política.

Para Joseph, as relações da elite política haitiana com interesses estrangeiros obstruem as possibilidades de melhora. “As constantes disputas pelo poder político e econômico de uma pequena oligarquia no país, que por sua vez está aliada aos interesses estrangeiros, talvez seja o maior entrave para a estabilidade do país”, destacou.

SENSITIVE MATERIAL. THIS IMAGE MAY OFFEND OR DISTURB  A man walks near a body while a military vehicle patrols after the government declared a state of emergency amid violence, in Port-au-Prince, Haiti, March 4, 2024. REUTERS/Ralph Tedy Erol

Crise haitiana recebe cobertura simplista e estigmatizadora da imprensa, diz pesquisador Foto: Ralph Tedy Erol/Reuters

O antropólogo considera que as intervenções internacionais no Haiti aumentam a relação de dependência com a comunidade internacional. “O foco delas geralmente é na militarização e no policiamento e não na reestruturação das instituições estatais”, afirmou.

Ainda segundo o professor haitiano radicado no Brasil, a imprensa apresenta o país caribenho com uma visão “simplista” e “estigmatizadora”. Sem indicar as causas da situação atual, a mídia “pouco ajuda a compreender as táticas e as técnicas, internas e externas, de destruição sistemática de um Estado-nação assumidamente negro”.

Diáspora haitiana

Natural de Porto Príncipe, capital do Haiti, Handerson migrou para o exterior após concluir o ensino médio, em 2002. Ele estudou em Paris, no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, e atualmente é professor de antropologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A família haitiana de Joseph vive entre o Haiti e diversos outros países, como Estados Unidos, Brasil, Canadá e França, situação comum a tantas outras famílias haitianas que migram para viver na diáspora. Handerson Joseph ainda integra o corpo docente do curso de mestrado em antropologia da Universidade do Estado do Haiti (UEH).

A maior parte de Porto Príncipe é controlada por grupos de gangues e o país experimenta uma violência sem precedentes em sua história moderna, segundo o chefe dos Direitos Humanos das Nações Unidos, Volker Turk.

Além disso, o Haiti vive “uma das crises alimentares mais graves do mundo” com quase metade da população (4,3 milhões de 11,7 milhões de habitantes) vivendo em situação de “fome aguda”, segundo o Programa Mundial de Alimentos (PMA).

Devido ao agravamento da situação de segurança, o Brasil realizou, na última quarta-feira, uma operação com helicóptero para retirar sete brasileiros do Haiti.

Para Handerson Joseph, essa situação é fruto de uma longa história de cercos internacionais que começou com a independência do país, em 1804, quando os haitianos derrotaram os impérios inglês, espanhol e francês e consolidaram a 1ª revolução de ex-escravizados vitoriosa da história da humanidade.

FILE PHOTO: People fleeing gang violence take shelter at a sports arena, in Port-au-Prince, Haiti September 1, 2023. REUTERS/Ralph Tedy Erol/File Photo

Quase metade da população é afetada pela crise alimentar no Haiti. Foto: Ralph Tedy Erol/Reuters

Confira a entrevista completa abaixo:

Agência Brasil: Como o senhor avaliou a criação do Conselho Presidencial de Transição que permitiu o anúncio de renúncia do então primeiro-ministro Ariel Henry?
Handerson Joseph: O Conselho Presidencial de transição foi criado com o objetivo de restaurar a paz, a união e organizar as eleições no país, porém não está em funcionamento pelos entraves burocráticos e jurídicos criados por representantes políticos.

Se já está difícil o início do funcionamento do Conselho, que é um grande acordo político, integrando representantes dos principais partidos do país, incluindo os da situação e os da oposição, além de membros da sociedade civil e do setor privado, imagine para chegar em projetos nacionais em prol dos interesses da população haitiana.

A meu ver, a implementação do Conselho pode contribuir momentaneamente no restabelecimento da segurança pública e na organização das eleições no país, mas não garante necessariamente a solução da crise endêmica – que tem raízes mais profundas e históricas – que exige uma reforma constitucional, das instituições estatais e do sistema educacional, a restauração da justiça e do Estado de direito, e o desenvolvimento socioeconômico.

Agência Brasil:  Como podemos explicar o motivo do Haiti, após diversos tipos de intervenções ao longo das décadas, não se estabilizar politicamente?
Handerson Joseph: Infelizmente, essa não é uma situação nova, porém os eventos recentes trazem à tona as questões históricas cada vez mais complexas, como por exemplo, as disputas pelo poder político, as incertezas e as manipulações de resultados de eleições no país, a degradação da economia nacional, as denúncias de corrupção dos governos, todos eles estão na origem do processo de desestabilização do mundo social haitiano ao longo das décadas.

Doutor em antropologia social Handerson Joseph. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Doutor em antropologia social Handerson Joseph. Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação – Arquivo pessoal/Divulgação

As intervenções também têm um impacto grave no funcionamento das instituições haitianas. Cada uma delas foi abismando a relação de dependência política e econômica do país com a comunidade internacional, e o foco delas geralmente é na militarização e no policiamento e não na reestruturação das instituições estatais.

Foi em uma dessas intervenções na década de 1990, no governo do ex-presidente Jean Bertrand Aristide, que as Forças Armadas haitianas foram destituídas. Hoje, as forças de segurança não dão conta do caos instalado pelas gangues.
As intervenções não fizeram contribuições efetivas em prol das mudanças estruturais estatais, notadamente no fortalecimento das instituições e na formação das Forças de segurança nacional.

Agência Brasil: Como avalia a atuação da dita comunidade internacional ao longo do tempo nas sucessivas crises do Haiti? De que forma essa atuação contribuiu para o momento atual?
Handerson Joseph: A atuação da comunidade internacional ao longo do tempo no Haiti criou relações forjadas através de práticas neocoloniais e neoliberais, tendo gerado dependência econômica e política do país. Essas práticas deixaram raízes profundas nas instituições haitianas, a ponto de terem conseguido a destituição das Forças Armadas do país na década de 1990 na ocasião de uma das intervenções internacionais no país.

Esse é um dos exemplos que faz com que o Haiti e sua população não consigam sair dessa crise de violência atual. Agora, a própria comunidade internacional que durante anos contribuiu para a desestabilização econômica e sociopolítica, para o enfraquecimento das instituições estatais e para a destituição das Forças Armadas do país, é a mesma que hoje diz que “o povo haitiano deve resolver seu problema”. É praticamente jogar o país em um abismo que [a comunidade internacional] ajudou a construir. Frente a tudo isso, percebe-se que a estabilidade e governabilidade política e econômica do Haiti é incompatível com os interesses estrangeiros.

Agência Brasil: O que tem bloqueado o caminho do país para um regime democrático estável? Há algum episódio, em especial no passado relativamente recente, que seja mais significativo para explicar a manutenção da desestabilização política do Haiti?
Handerson Joseph: A meu ver, não há um evento específico responsável pela situação atual do país, senão uma sequência de fatos sócio-históricos e políticos. As constantes disputas pelo poder político e econômico de uma pequena oligarquia no país, que por sua vez está aliado aos interesses estrangeiros, talvez seja o maior entrave para a estabilidade do país. Os interesses dessa oligarquia são incompatíveis com a luta democrática no país.

A provocação e o financiamento de conflitos entre diferentes grupos políticos e o processo de armamento de gangues fazem parte da gramática de desestabilização política e da precarização da soberania nacional haitiana, que por sua vez impede o alcance de um regime democrático no país. A destruição das instituições estatais revela uma das faces mais perversa do processo (anti)democrático do país.

Agência Brasil: O que pensa da cobertura midiática nacional e internacional a respeito dos últimos acontecimentos no Haiti? O que a imprensa deveria abordar para contribuir com o entendimento da situação haitiana?
Handerson Joseph: Os meios de comunicação têm um papel importante na divulgação e na internacionalização da situação que a sociedade haitiana vivencia, informando e expondo a escalada de violência pela qual, principalmente as camadas populares haitianas, têm sido submetidas, causando deslocamentos forçados estimados em quase 400 mil pessoas a nível local, nacional e internacional.

No entanto, algumas abordagens estigmatizadoras e reducionistas, que focam exclusivamente na extrema pobreza em que boa parte da população haitiana vive, sem explicar as causas da decadência socioeconômica – como por exemplo a primeira dívida internacional paga pelo governo haitiano Jean Pierre Boyer para a França reconhecer oficialmente a independência do país e os embargos econômicos estadunidenses – servem para ilustrar como, historicamente, desde a sua independência, o país enfrenta o sistema (neo) colonial que interfere na complexa relação intrínseca entre a destruição econômica, política e estatal do país.

Assim, a visão simplista e preconceituosa de Estado fracassado, de país sem Estado, pouco ajuda a compreender as táticas e as técnicas (internas e externas) de destruição sistemática de um Estado-nação assumidamente negro. Como diria o sociólogo haitiano Laënnec Hurbon, “as práticas coloniais constituem um habitus da comunidade internacional no Haiti desde, pelo menos, o ano da ocupação americana em 1915”.

Para Hurbon, essas práticas contribuíram diretamente na transformação do Estado em um Estado de bandidos (Etat de bandits) ou de bandido legal (bandit légal), referindo-se a alguns grupos políticos e de gangues que ampliam cada vez mais o controle dos territórios locais e nacionais, semeando a insegurança, tocando o terror na população e queimando cárceres, hospitais, farmácias, escolas, bibliotecas, delegacias policiais e prédios públicos, além de casas e pequenos comércios sem projetos nacionais em prol da população.

Residents carry water jugs to avoid scarcity at home as the government declared a state of emergency amid violence, in Port-au-Prince, Haiti, March 4, 2024. REUTERS/Ralph Tedy Erol  REFILE - CORRECTING ACTION FROM

População haitiana em busca de água potável. Neocolonialismo está na raiz da crise humanitária, defende Handerson Joseph – Ralph Tedy Erol/Reuters

Agência Brasil: A revolução haitiana foi um importante marco na história da humanidade e representou uma ruptura com o colonialismo e a primeira ruptura com a escravidão nas Américas. Acredita que existe uma relação entre a vitoriosa revolução dos ex-escravizados, em 1804, e a situação atual do país?
Handerson Joseph: O Artigo 4 da Primeira Constituição do Haiti, diz o seguinte: “Todo ser humano é um ser humano, independentemente de sua cor, deve ser admitido em qualquer emprego. A lei é a mesma para todos, seja para punir, seja para proteger”. Aí estão as bases pragmáticas dos direitos do ser humano universal. Esse ideal democrático e de igualdade contrariou as lógicas e as práticas colonialistas, questionando e subvertendo a ordem colonial.

A Revolução haitiana, para além de dar origem ao Haiti, a primeira república negra do mundo, deu origem a uma nova forma de humanidade livre da escravidão. Aí está a relevância profunda da Revolução haitiana antiescravagista e anticolonial. No entanto, o isolamento político e econômico internacional imposto ao país depois da Revolução foi uma estratégia para sua destruição, visto que isso serviria para o enfraquecimento do país e também para que outros países não seguissem o exemplo da luta anticolonial travada pelo Haiti.

Porém, após a Revolução, os embargos já mencionados desde a independência fizeram com que o país enfrentasse vários conflitos, causando instabilidades políticas e econômicas, bem como as duras repressões e recessões de parte do imperialismo euro-norteamericano que imperam no país até os dias atuais.

Fonte: Agência Brasil Edição: Denise Griesinger

Mulher trans é encontrada morta no meio da rua com ferimento de faca, em João Pessoa

Polícia Civil investiga o caso  — Foto: Reprodução/TV Paraíba

Vítima foi encontrada no meio da rua no bairro do Jaguaribe e as autoridades foram acionadas.

Uma mulher trans que não teve a identidade revelada foi encontrada morta no meio da rua no bairro de Jaguaribe, na capital João Pessoa, na manhã deste sábado (13). As autoridades foram acionadas por volta das 5h30.

De acordo com o Instituto de Polícia Científica (IPC), a mulher trans foi atingida com uma facada na região do peito antes de morrer, o que teria causado a morte posteriormente.

Os documentos de reconhecimento de identidade não foram encontrados junto do corpo da pessoa, mas ela era conhecida como Chaiene pelos moradores.

A Polícia Civil investiga o caso. Fonte: G1-PB.

Réu é condenado a 15 anos de prisão por tentar matar ex-companheira com golpes de garrafa no PI

Tribunal de Justiça do Piauí — Foto: Izabella Lima/g1

Fábio Vieira Meneses agrediu a vítima em um bar na Zona Sul de Teresina, em agosto de 2019, com cerca de sete golpes. Justiça entendeu que motivação do crime foi fútil e recurso utilizado pelo réu impossibilitou a defesa da ex-companheira.

Fábio Vieira Meneses foi condenado a 15 anos, seis meses e 20 dias de reclusão por tentar matar a ex-companheira com golpes de garrafa de vidro, no bairro Novo Bela Vista, Zona Sul de Teresina, em 24 de agosto de 2019.

A pena foi definida durante o julgamento do réu no Tribunal do Júri, ocorrido na sexta-feira (12). O Conselho de Sentença do órgão acolheu a tese do Ministério Público do Piauí (MPPI) e reconheceu como qualificadoras da tentativa de homicídio:

  • motivo fútil;
  • uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima;
  • motivação relacionada ao gênero no contexto de violência doméstica contra a mulher.

Segundo os autos do processo judicial, a ex-companheira de Fábio, Auricélia Lopes dos Santos, estava em um bar no Novo Bela Vista quando foi agredida com cerca de sete golpes, que atingiram o rosto, as costas e os braços da vítima. Ela sobreviveu ao ataque graças à intervenção de outras pessoas.

Após a decisão da Justiça, Fábio será encaminhado ao sistema penitenciário do Piauí para cumprir a pena, inicialmente, em regime fechado. Fonte: G1-PI.

Preso segundo suspeito de participar do sequestro e morte de jovem em São Luís

Delson Leopoldo Santos Gomes, de 22 anos, foi encontrado morto em uma área de matagal, no bairro Velho Turu, em São Luís. — Foto: Divulgação

Delson Leopoldo Santos Gomes, de 22 anos, foi encontrado morto em uma área de matagal, no bairro Velho Turu, em São Luís. O crime foi praticado no dia 15 de novembro de 2023.

Foi preso, na última quinta-feira (11), o segundo suspeito de participar do assassinato do jovem Delson Leopoldo Santos Gomes, de 22 anos, que foi encontrado morto em uma área de matagal, no bairro Velho Turu, em São Luís. O crime foi praticado no dia 15 de novembro de 2023.

Segundo as investigações da Delegacia de Homicídios da Área Leste, o preso desta quinta, na companhia de outros homens invadiram a residência da vítima e a levaram para uma região de matagal.

No local, Delson foi “interrogado” sobre seu envolvimento com uma facção rival. Após ser torturado, o jovem foi assassinado com um tiro d arma de fogo.

A investigação aponta, ainda, que a vítima foi assassinada por ser vinculada a uma facção criminosa rival à facção atuante nas regiões do Turu Velho e Alonso Costa.

Após o cumprimento das formalidades legais, o preso foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Esse é o segundo suspeito preso por participação no crime. No dia 16 de março deste ano, policiais civis conseguiram prender um homem também envolvido diretamente no assassinato.

De acordo com o superintendente da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), George Marques, as investigações continuam para concluir o inquérito policial, com elucidação completa das circunstâncias, materialidade e autoria do crime. Fonte: G1-MA.

DF: maior favela do Brasil deve receber instituto federal em um ano

Brasília (DF) 11/04/2024 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da cerimônia de Lançamento da Pedra Fundamental do Campus Sol Nascente do Instituto Federal de Brasília (IFB)
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

“No ano que vem, eu quero estar aqui no Sol Nascente (DF) para fazer a aula inaugural do novo Instituto Federal de Brasília”. Enquanto o  presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursava, nesta quinta-feira (11), ao lançar a pedra fundamental da nova unidade educacional, Leticia Souza, de 14 anos, tinha no colo a filha, de seis meses. A adolescente estava na ponta dos pés para enxergar o que as autoridades falavam e avaliava se poderia sonhar. 

Os pés, aliás, que estão, segundo ela, já cansados e calejados de andar de sandálias diariamente por quase uma hora para ir à escola. “Nunca morei perto de onde estudo. Só tenho vontade mesmo de ir além da sétima série. Mas, já pensei em desistir”.

Letícia  disse que concordou com o presidente quando ele disse que ter uma profissão pode ser a diferença para o futuro. “Se você chega em qualquer lugar para pedir emprego, nos perguntam se temos profissão. Quando a gente tem uma profissão, o empregador pega o currículo da gente e voltamos para casa com esperança”, disse o presidente. 

Letícia, que nasceu no lugar que é considerado a maior favela do Brasil, distante 30 quilômetros da Praça dos Três Poderes, em Brasília, e com mais de 32 mil domicílios,  afirma que o ônibus a R$ 3,50 para ir à escola pesa no orçamento. “Já pensei em ser policial ou estudar para ser alguém. Fiquei com esperança que esse instituto me ajude e um dia ajude a minha filhinha”.

“Eu tenho sonhos”

Quem ouvia atentamente as palavras do presidente era Joyce dos Santos, de 18 anos. A jovem sonha em fazer um curso técnico em audiovisual. Para chegar à escola, a concluinte do ensino médio acorda às 5h30 da manhã e sai de casa às 6h10. Precisa tomar dois ônibus diariamente.

“É cansativo, mas eu tenho sonhos. Tem gente que fala que eu estou sonhando muito alto. Mas, na escola, fiz um filme para a feira de ciências e descobri que estudar pode ser muito bom. Estou na expectativa de um dia estar aqui”.

O “aqui”, onde se deu o evento de inauguração, por enquanto, é apenas um terreno de 16,6 mil metros quadrados. O presidente Lula, durante o evento, cobrou que a licitação para a construção do novo instituto seja feito o mais rápido possível, a fim de garantir o direito de acesso a educação. 

Vagas

Segundo o governo federal, a futura nova unidade integra o plano de expansão dos institutos federais pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). O investimento previsto é de R$ 2,5 bilhões para construção de 100 novos campi pelo Brasil, com a meta de gerar 140 mil novas vagas de educação profissional. No Sol Nascente, a estimativa é abertura inicialmente de 1,4 mil vagas para ensino técnico integradas ao Ensino Médio.

O Sol Nascente foi transformado em região administrativa no ano de 2019. Antes, pertencia a Ceilândia, a maior região administrativa do DF. Cada nova escola, segundo o governo, tem custo estimado de R$ 25 milhões, sendo R$ 15 milhões para infraestrutura e R$ 10 milhões para aquisição de equipamentos e mobiliário. 

Mil institutos

Com os novos 100 campi, a rede federal passará a contar com 782 unidades, sendo 702 campi de instituto federais. Lula disse que, embora não tenha chegado a uma faculdade, o ensino técnico mudou a vida dele. “Quero chegar a mil institutos”, disse hoje.  Também no evento, o ministro da Educação, Camilo Santana, ressaltou que uma preocupação do governo é a de reduzir a evasão escolar.

A reitora do Instituto Federal de Brasília, Veruska Ribeiro Machado, defendeu a necessidade de interiorização dos institutos. “Eu sou professora há 32 anos e todos os dias eu acompanho transformação de vidas. As pessoas transformadas mudam suas vidas”.

Essa preocupação com evasão é compartilhada pela professora Joana Cruz, de 56 anos, e 27 de carreira em sala de aula, que foi conferir o evento na plateia. Ela, que é docente na Ceilândia, testemunha que os alunos do Sol Nascente “ralam” muito para ir para escola. 

“Eles vão a pé, de bicicleta, com dois ônibus. Tem muita gente que desiste. Fora que, quem estuda à noite, pede para sair mais cedo porque eles têm medo de assalto”. Curiosa, na plateia, a aposentada Maria Creuza de Souza, de 62 anos, analfabeta, foi ao evento para saber se conseguiria um dia matricular os netos.

“Nunca aprendi a escrever meu nome. Para mim, não foi possível mudar a vida. Quem sabe para eles…” 

Fonte: Agência Brasil Edição: Aline Leal

Eleições 2024: veja quem são os pré-candidatos a prefeito de Campina Grande

Eleições 2024: veja quem são os pré-candidatos a prefeito de Campina Grande — Foto: TSE/Reprodução

Período para os partidos realizarem convenções e decidirem seus candidatos vai de 20 de julho a 5 de agosto. Veja quais são os pré-candidatos já anunciados.

O primeiro turno das eleições municipais de 2024 está marcado para 6 de outubro, mas as negociações por alianças e o lançamento de pré-candidaturas já estão acontecendo. Campina Grande já tem seis pré-candidatos a prefeito bem definidos.

De acordo com a Justiça Eleitoral, o período para os partidos realizarem convenções e decidirem seus candidatos vai de 20 de julho a 5 de agosto. O pedido de registro da candidatura deve ser feito até 15 de agosto.

Bruno Cunha Lima (União)

Bruno Cunha Lima (União) — Foto: Angélica Nunes/g1


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PARAÍBA 

Eleições 2024: veja quem são os pré-candidatos a prefeito de Campina Grande

Período para os partidos realizarem convenções e decidirem seus candidatos vai de 20 de julho a 5 de agosto. Veja quais são os pré-candidatos já anunciados.

Por g1 PB

12/04/2024 06h31  Atualizado há 3 horas

Eleições 2024: veja quem são os pré-candidatos a prefeito de Campina Grande — Foto: TSE/Reprodução

Eleições 2024: veja quem são os pré-candidatos a prefeito de Campina Grande — Foto: TSE/Reprodução

O primeiro turno das eleições municipais de 2024 está marcado para 6 de outubro, mas as negociações por alianças e o lançamento de pré-candidaturas já estão acontecendo. Campina Grande já tem seis pré-candidatos a prefeito bem definidos.

De acordo com a Justiça Eleitoral, o período para os partidos realizarem convenções e decidirem seus candidatos vai de 20 de julho a 5 de agosto. O pedido de registro da candidatura deve ser feito até 15 de agosto.

Confira a lista de quem, até aqui, é pré-candidato (em ordem alfabética):

Bruno Cunha Lima (União)

Bruno Cunha Lima (União) — Foto: Angélica Nunes/g1

Bruno Cunha Lima (União) — Foto: Angélica Nunes/g1

Bruno Cunha Lima, atualmente fazendo parte do quadro do União Brasil, vai tentar a reeleição. O atual prefeito já confirmou a pré-candidatura à reeleição. Nomes como Efraim Filho, Veneziano Vital do Rêgo e Pedro Cunha Lima já declararam apoio à reeleição, em evento de filiação do pré-candidato ao atual partido, em dezembro. Bruno começou na carreira política sendo eleito para vereador em Campina Grande em 2012, depois disso, dois anos mais tarde, foi eleito deputado estadual. Em 2020, concorreu pela primeira vez para ser prefeito e venceu as eleições.

André Ribeiro (PDT)

André Ribeiro (PDT) — Foto: Arquivo Pessoal/Instagram

André Ribeiro (PDT) — Foto: Arquivo Pessoal/Instagram

Presidente do PDT em Campina Grande, André Ribeiro, foi confirmado oficialmente como pré-candidato e um dos vários representantes da oposição em Campina Grande. Ele ocupa atualmente o cargo de Secretário de Ciência e Tecnologia da Paraíba. Na cerimônia de oficialização do advogado, que em 2022 concorreu a uma vaga no Senado Federal, contou com a presença de Carlos Lupi, presidente nacional do PDT. André Ribeiro faz parte do chamado “Fórum Pró-Campina”, que reúne vários partidos da esquerda ao centro do espectro político.

Jhony Bezerra (PSB)

Jhony Bezerra (PSB) — Foto: Divulgação

Jhony Bezerra (PSB) — Foto: Divulgação

Jhony Bezerra (PSB) é pré-candidato com apoio do atual governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB). Desde janeiro de 2023, Jhony é o secretário de Estado da Saúde. Ele é formado em medicina pela Unifacisa, além de outras formações no campo da pós-graduação e especialização.

Inácio Falcão (PCdoB)

Inácio Falcão (PC do B) — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Desde outubro de 2023, Inácio Falcão foi confirmado como pré-candidato pelo PCdoB. A pré-candidatura é mais uma que compõe o Fórum Pró-Campina. Inácio Falcão é atualmente deputado estadual pela Paraíba e já tem uma longa trajetória dentro da polícia, isso porque já foi vereador da cidade por quatro mandatos. Além disso, em 2020, ele também foi candidato a prefeito, quando tirou 33 mil votos naquela oportunidade.

Márcio Caniello (PT)

Márcio Caniello (PT) — Foto: Redes Sociais

Outro pré-candidato que foi confirmado pelo próprio partido, no caso o PT, é Márcio Caniello, que tem carreira como professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) na área da antropologia. A pré-candidatura do Partido dos Trabalhadores é mais uma que está dentro do chamado Fórum Pró-Campina. Fonte: G1-PB

Carreta fica presa na Ponte da Amizade e bloqueia trânsito entre Teresina e Timon

Carreta quebra na Ponte da Amizade, entre Teresina (PI) e Timon (MA) — Foto: Rede Clube

Uma carreta bitrem ficou presa na Ponte da Amizade e dificultou o trânsito entre Teresina (PI) e Timon (MA), na manhã desta sexta-feira (12). A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) orienta que os motoristas procurem à Ponte Nova, no bairro Tabuleta.

O veículo longo, que levava uma máquina, teria ficado “entalado” ao tentar cruzar a ponte no início da manhã.

Com a carreta atravessada na via impedindo a passagem, um grande congestionamento foi formado na área no horário de grande fluxo de veículos.

Carreta quebra na Ponte da Amizade entre Teresina e Timon — Foto: Andreelson Delmiro / Rede Clube

A Strans orienta que os motoristas procurem a Ponte Nova, localizada na região da Tabuleta, até que o fluxo seja normalizado.Fonte: G1-PI

UEMASUL oferta 182 vagas remanescentes do Paes com notas do Enem; veja como concorrer

Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL) — Foto: Divulgação

Estão sendo ofertadas 160 vagas para Imperatriz e 22 vagas para Açailândia. As inscrições seguem até o dia 19 de abril, com pagamento de taxa de R$ 50.

A Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL) abre inscrições para o preenchimento de 182 vagas remanescentes do Processo Seletivo de Acesso à Educação Superior (Paes), referente ao primeiro semestre de 2024. As vagas serão preenchidas por meio das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edições de 2018 a 2023.

Publicado na quarta-feira (10), o edital nº 014/2024 – Progesa/UEMASUL estabelece as normas e orientações relativas ao Processo Seletivo Simplificado. Poderão concorrer às vagas os candidatos que concluíram integralmente o ensino médio, utilizando a nota obtida em umas das edições especificadas do Enem, com nota igual ou superior a 300 pontos e que não tenham nota zero na redação. São impedidos de concorrer os que foram aprovados e não tiveram a matrícula efetivada ou que solicitem cancelamento de matrícula referente ao processo seletivo Paes/UEMASUL 2024.

Estão sendo ofertadas 160 vagas para Imperatriz e 22 vagas para Açailândia. Em Imperatriz, as vagas são para os cursos de licenciaturas em: Ciências Biológicas; Matemática; Química; Letras/ Língua Portuguesa e Literaturas; Letras/Língua Inglesa e Literaturas; Física; Geografia e História. Para Açailândia, as vagas são para o curso de Letras/Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa.

As inscrições seguem até o dia 19 de abril, com pagamento de taxa de R$ 50. O resultado final será divulgado no dia 30 de abril e as matrículas devem ser efetuadas nos dias 2 e 3 de maio, presencialmente, das 9h às 12h e das 15h às 18h, no Protocolo geral da UEMASUL, campus Imperatriz, localizado na rua Godofredo Viana, nº 1300, Centro; e na secretaria acadêmica do campus Açailândia, localizado na rua Topázio, nº 100, Vila São Francisco.

Ingresso

O vestibular oficial da UEMASUL é o Processo Seletivo de Acesso à Educação Superior (Paes). O preenchimento de vagas por meio da nota do Enem acontece de modo excepcional para alguns cursos, nos quais houve desistência de candidatos selecionados e sem lista de excedentes para convocação.

O Paes prevê entrada para o primeiro ou segundo semestres de cada ano, dependendo do planejamento de cada curso. Anualmente é lançado o edital para realização das edições deste vestibular. Fonte: G1-MA

Justiça liberta donos dos cães que atacaram a escritora Roseana Murray

Brasília (DF) 05/04/2024 -Escritora Roseana Murray é atacada por pitbulls no RJ; estado é grave
Autora de 73 anos é nome importante da literatura infantil e tem livros publicados pelas maiores editoras do País; dono dos animais foi conduzido à delegacia.
Foto: Secretária Municipal de São Sebastião

A Justiça do Rio concedeu liberdade nesta quinta-feira (11) aos donos dos três cães da raça pitbull que atacaram, na sexta-feira (5), a escritora e poetisa Roseana Murray, 73 anos, quando saia de casa, por volta das 6h, para uma caminhada em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio, hábito que mantinha diariamente. No ataque, a escritora teve o braço e a orelha direita arrancados pelos animais. Gravemente ferida e desmaiada, ela ainda foi arrastada pelos cães por cerca de 5 metros.

Os donos dos animais, Kayky da Conceição Dantas Pinheiro, Ana Beatriz da Conceição Dantas Pinheiro e Davidson Ribeiro dos Santos tiveram a prisão preventiva decretada no domingo (7), durante audiência de custódia.

Decisão

Ao analisar o pedido de habeas corpus, o desembargador Gilmar Augusto Teixeira disse que os três pitbulls foram apreendidos e recolhidos pela Secretaria de Proteção Animal da prefeitura de Saquarema, não havendo mais risco de serem colocados em liberdade.

O desembargador, que é relator do processo, disse que “vislumbro ilegalidade no decreto de prisão preventiva, visto que está desprovido de fundamentação adequada acerca dos elementos constantes do artigo 312 do Código de Processo Penal. Ante o exposto, defiro a liminar para substituir a prisão preventiva dos acusados por medidas cautelares diversas da prisão, com carga coativa menor”.

O magistrado escreveu ainda na decisão, “que os donos dos cães estão com a perda temporária da tutela dos animais apreendidos; além de ficarem proibidos de aquisição de outros animais domésticos até o julgamento do mérito do presente habeas corpus”.

Por meio de nota, a direção do Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT) informou que é estável o estado de saúde da escritora Roseana Murray.

Fonte: Agência Brasil Edição: Aécio Amado

Petrobras entrará com recurso contra suspensão de conselheiro

Edifício sede da Petrobras

A Petrobras informou, em nota divulgada nessa quinta-feira (11) à noite, que entrará com recurso contra a suspensão do conselheiro Pietro Adamo Sampaio Mendes, presidente do Conselho de Administração da empresa. A decisão de suspender Mendes, conselheiro nomeado pelo governo federal, foi tomada pelo juízo da 21ª Vara Cível Federal de São Paulo.

“A decisão é baseada em alegada inobservância de requisitos do Estatuto Social da Companhia no processo de indicação do conselheiro. A Petrobras buscará a reforma da referida decisão por meio do recurso cabível, de forma a defender a higidez de seus procedimentos de governança interna, como tem atuado em outras ações em curso na mesma Vara questionando indicações ao Conselho”, diz a nota da Petrobras.

A ação que pede a suspensão do conselheiro foi movida pelo deputado estadual Leonardo Siqueira (Novo-SP), que questiona a legalidade da presença de Mendes no conselho.

O texto argumenta que há conflito de interesses na ocupação do cargo de conselheiro por Mendes, uma vez que ele também é secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia.

O autor da ação também cita a não observância da Lei das Estatais, ausência de elaboração de lista tríplice para o cargo e a não utilização de empresa especializada para a seleção.

A Justiça já havia afastado, na semana passada, outro conselheiro: Sergio Machado Rezende, também nomeado pelo governo federal.

Fonte: Agência Brasil Edição: Graça Adjuto