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Justiça do Maranhão determina melhorias no Mercado da Cidade após reivindicações de feirantes

A Justiça do Maranhão determinou que a Prefeitura de São Luís providencie melhorias no Mercado da Cidade, espaço provisório que abriga os feirantes transferidos durante a reforma do Mercado Central, no Centro da capital.

A decisão foi tomada após audiência realizada nessa segunda-feira (3), na Vara de Interesses Difusos e Coletivos, para garantir melhores condições de trabalho e segurança aos comerciantes.

A audiência discutiu a transferência temporária dos feirantes do Mercado Central para o Mercado da Cidade. A mudança é necessária para permitir a restauração do prédio histórico, conforme duas decisões judiciais já proferidas pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos.

Apoio à mudança

 

A Justiça determinou que o Município de São Luís retome, por mais cinco dias úteis, o contrato com a empresa responsável pelas mudanças. A medida deve atender os feirantes que ainda precisam de apoio para concluir a transferência.

Além disso, a Prefeitura deverá oferecer suporte, inclusive com apoio da Blitz Urbana, para finalizar as mudanças pendentes até o dia 13 de março de 2026.

Melhorias estruturais

 

Até 13 de março de 2026, o Município também deverá realizar intervenções estruturais no Mercado da Cidade. Entre as medidas determinadas estão:

  • Instalação de telas de proteção para impedir a entrada de pombos;
  • Implantação de sistema de ventilação adequado às dimensões dos ambientes;
  • Reparo completo das goteiras existentes.
  • Espaço para o setor de artesanato

 

Para evitar prejuízos econômicos aos trabalhadores do setor de artesanato, a Justiça autorizou a ocupação provisória de uma área temporária indicada pelo Sindicato da categoria. O espaço ficará sob responsabilidade da Agência Executiva Metropolitana (AGEM).

Funcionamento do Mercado Central

 

Com base em laudos da Defesa Civil, a Justiça manteve a suspensão do fechamento do Mercado Central apenas até esta terça-feira (3).

Transporte público

 

Após reclamações sobre a ausência de ônibus na porta do Mercado da Cidade, o Município deverá notificar a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) e as empresas concessionárias para ajustar o trajeto das linhas que atendem a região.

Fiscalização

 

O Ministério Público do Maranhão (MPMA), a Defensoria Pública do Estado (DPE) e o Sindicato dos feirantes vão acompanhar as etapas da reforma e da realocação dos comerciantes.

Segundo a decisão judicial, as obras devem seguir prazos e fiscalização para garantir segurança aos trabalhadores e preservar um dos patrimônios históricos de São Luís.

Reinvidicação dos feirantes

No dia 11 de fevereiro, feirantes bloquearam a Avenida Guaxenduba, no Centro de São Luís, em protesto contra o fechamento do Mercado Central. Segundo eles, a Prefeitura determinou que o espaço fosse fechado hoje para iniciar a transferência dos trabalhadores ao novo Mercado Central, próximo ao Anel Viário.

Os manifestantes afirmam que o prazo para a mudança foi curto e que, se deixarem o local agora, ficarão sem trabalhar e sem lucro pelos próximos dias. De acordo com os feirantes, as atividades só devem ser retomadas na semana que vem no novo prédio.

Feirantes protestam em São Luís após fechamento do Mercado Central e prazo curto para transferência — Foto: Reprodução/TV Mirante

Feirantes protestam em São Luís após fechamento do Mercado Central e prazo curto para transferência — Foto: Reprodução/TV Mirante

Durante o protesto, eles incendiaram objetos e interditaram totalmente a via. O Corpo de Bombeiros foi acionado e apagou as chamas, que chegaram a atingir grande altura e se aproximaram de veículos que passavam pela região.

Os trabalhadores dizem ainda que o Mercado Central amanheceu com os portões trancados por cadeados, supostamente colocados pela Prefeitura. Eles afirmam que cortaram os cadeados para conseguir entrar no local e reforçam que não têm condições de deixar o prédio imediatamente.

g1 solicitou um posicionamento da Prefeitura de São Luís sobre o caso e aguarda o retorno.

Os feirantes pedem que o prazo de transferência seja estendido e afirmam que devem permanecer na via até que haja negociação.

A orientação para motoristas é evitar a Avenida Guaxenduba e o trecho da Avenida Magalhães de Almeida, que segue totalmente congestionado.

Inauguração do novo mercado

 

A Prefeitura de São Luís inaugurou, em novembro de 2025, o Mercado da Cidade, localizado na Avenida Vitorino Freire, no Centro, que deve abrigar os feirantes do tradicional Mercado Central durante o período de reforma e modernização do equipamento.

São quatro galpões e capacidade para acomodar cerca de 450 feirantes.

O espaço conta com boxes, praça de alimentação, banheiros e mais de 300 vagas de estacionamento, segundo informações da prefeitura.Fonte: G1-MA

Três são presos em operação contra fraudes bancárias; quadrilha desviou R$ 322 milhões e negociou com o ‘Faraó dos Bitcoins’

A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta quarta-feira (4) a Operação Pecunia Obscura, contra um esquema de fraudes contra fintechs e lavagem de dinheiro praticado na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. Até a última atualização desta reportagem, 3 pessoas haviam sido presas.

Os investigados desviaram, de acordo com o inquérito, R$ 322 milhões em 5 anos e chegaram a negociar com o grupo de Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o Faraó dos Bitcoins. Glaidson não é alvo nesta quarta-feira.

Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas e promotores do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco/MPRJ) saíram para cumprir, no total, 4 mandados de prisão e 23 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Maranhão.

A Justiça também determinou o sequestro de bens, móveis e imóveis, e da quantia de R$ 150 milhões.

Os alvos são:

  • Alex Maylon Passinho Dominici, preso no Maranhão;
  • Celis de Castro Medeiros Júnior, preso no Maranhão;
  • Saulo Zanibone de Paiva, foragido;
  • Yago de Araujo Silva, preso no Rio de Janeiro.

 

O inquérito apura os crimes de organização criminosaestelionatofalsificação de documento públicouso de documento falso e lavagem de dinheiro.

Fraude milionária

 

A investigação começou em março de 2021, quando uma fintech denunciou ter sido vítima de um golpe de R$ 1 milhão.

Fintechs vêm da abreviação de “financial technology” (tecnologia financeira, em inglês) e designam empresas que oferecem serviços bancários e financeiros digitais — como transferências, emissão de boletos, cartões, pagamentos por maquininha e até empréstimos — de forma mais simples e rápida que os bancos tradicionais.

A força-tarefa descobriu que os estelionatários utilizaram documentos falsos para desviar dinheiro da empresa ao explorar uma vulnerabilidade no sistema.

As autoridades acionaram o Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf), o que permitiu descobrir que o bando movimentou quantias muito maiores em um complexo esquema de lavagem de dinheiro.

Segundo as investigações, o grupo fez depósitos em espécie de milhares de reais e os transferiu para diversas empresas fantasmas a fim de lavar o dinheiro.

A organização criminosa também atua em Minas Gerais e no Maranhão.Fonte: G1-MA

Economia brasileira cresce 2,3% em 2025, revela IBGE

A economia brasileira cresceu 0,1% no quatro trimestre de 2025 na comparação com o terceiro trimestre. Com esse desempenho, o ano de 2025 fechou com expansão de 2,3%. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) foi divulgado na manhã desta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ((https://agenciabrasil.ebc.com.br/tags/ibge))

O que é o PIB

O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais.

O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria. 

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.

O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida.

É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.Fonte: Agência Brasil

Ministério Público do Maranhão pede regularização urgente do transporte semiurbano em Rosário

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) pediu à Justiça que a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), o estado do Maranhão e o município de Rosário regularizem, com urgência, o transporte semiurbano que atende a cidade e a região. A solicitação foi feita em 26 de fevereiro, por meio de Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça de Rosário.

Em caráter liminar, o MP-MA quer que a MOB e o estado apresentem, em até 24 horas, o documento que autoriza a Cooperativa de Transporte Alternativo de Rosário (Coopertrario) a operar o serviço no município e na região.

O órgão também pede que, no prazo de cinco dias, sejam entregues a relação completa da frota em circulação, os laudos de vistoria e as apólices de seguro de cada veículo. Além disso, solicita que o estado apresente, em até 10 dias, um plano de contingência para garantir o transporte caso seja necessário substituir o atual operador.

Em relação ao município de Rosário, o MP-MA requer fiscalização imediata nos pontos de embarque para impedir a circulação de veículos sem o selo de vistoria da MOB. A Promotoria também pede a apresentação de um relatório detalhado, com as placas dos veículos abordados, nomes dos motoristas e informação sobre a presença do selo.

Outra medida solicitada é que a MOB instale, em até 72 horas, um posto avançado de atendimento e fiscalização no município. O local deve contar com agentes para informar sobre horários, itinerários e direitos à gratuidade, além de receber reclamações, realizar vistorias nos veículos, verificar itens de segurança e acompanhar o cumprimento dos horários.

O MP-MA ainda pede que seja fixada multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento das medidas. O valor deverá ser pago pelo prefeito Jonas Magno Machado Moraes.

Por meio de nota, a MOB informou que a Cooperativa de Transporte Alternativo de Rosário (Coopertrario) vai suprir a demanda de passageiros e manter o atendimento nas linhas Rosário–São Luís e Icatu–Rosário (veja a nota completa no fim da matéria).

Conhecimento antecipado

 

Segundo o MP-MA, o problema era conhecido com antecedência. Em novembro de 2025, o órgão recebeu denúncia de que a empresa Cisne Branco encerraria as atividades de transporte semiurbano em Rosário e na região no mês seguinte.

A atuação da empresa foi encerrada na segunda quinzena de fevereiro de 2026. No entanto, de acordo com a Promotoria, a MOB já havia sido informada em 2024 sobre a inviabilidade da operação e a data prevista para o fim do serviço.

“Desta forma, a MOB sabia da vacância do serviço com antecedência mínima de três meses, tempo mais que suficiente para a realização de um certame ou contratação emergencial minimamente organizada”, relata a promotora de justiça, na Ação.

Ainda conforme o MP-MA, o município de Rosário reforçou a omissão da agência ao admitir que não houve convocação formal para tratar da transição nos terminais rodoviários locais.

Em dezembro de 2025, o Ministério Público enviou recomendação à MOB e ao município pedindo informações e a apresentação de um plano de transição e dos laudos de vistoria. A agência informou que não havia plano formalizado e alegou “fase de estudos” e “dificuldade de achar interessados”.

Para o MP-MA, o estado permitiu a continuidade de uma operação irregular, sem fiscalização técnica, sem apresentação de vistorias e contratos de seguro, além de não garantir a gratuidade para idosos e estudantes.

Pedidos finais

 

Ao final do processo, o Ministério Público pede que o estado do Maranhão e a MOB sejam obrigados a regularizar o transporte semiurbano entre Rosário e São Luís, por meio de licitação ou contratação emergencial formal, no prazo de 60 dias.

O órgão também solicita que o Município de Rosário seja obrigado a fiscalizar o serviço e impedir o embarque de passageiros em veículos sem itens de segurança e sem o selo de vistoria atualizado da MOB.

O que diz a MOB

 

Por meio de nota divulgada nas redes sociais, a MOB afirmou que a Cooperativa de Transporte Alternativo de Rosário (COOPERTRARIO) irá suprir a demanda de passageiros dando continuidade do atendimento nas linhas Rosário x São Luís e Icatu x Rosário.

Leia, abaixo, a nota na íntegra:

A MOB informa que, para garantir a continuidade do atendimento nas linhas Rosário x São Luís e Icatu x Rosário, a Cooperativa de Transporte Alternativo de Rosário (COOPERTRARIO) irá suprir a demanda de passageiros, assumindo a operação das linhas que eram atendidas pela empresa Cisne Branco. A medida assegura a manutenção do serviço à população, enquanto a Agência segue buscando uma alternativa permanente.Fonte: G1-MA

Técnicos da Câmara Legislativa recomendam rejeitar projeto sobre BRB

A Consultoria Legislativa da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) recomendou a rejeição do projeto de lei que autoriza a capitalização do Banco de Brasília (BRB) pelo governo do Distrito Federal (GDF), incluindo a possibilidade de venda ou transferência de imóveis públicos ao banco. Em nota técnica de 112 páginas, os especialistas apontam ausência de informações essenciais para a admissibilidade da proposta e destacam riscos fiscais, jurídicos e patrimoniais.

“À luz dos documentos apresentados e das lacunas de transparência identificadas, as salvaguardas mínimas que a CLDF deve adotar consistem na rejeição do PL em sua redação atual”, afirma trecho do documento.

Entre as falhas listadas, estão a inexistência de estimativa de impacto orçamentário-financeiro, a ausência de comprovação de compatibilidade com a Lei Orçamentária Anual, o Plano Plurianual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias, além da falta de avaliação econômica prévia dos bens públicos que poderiam ser transferidos ao banco.

A consultoria também cita o Artigo 51 da Lei Orgânica do DF, que exige autorização legislativa acompanhada de comprovação de interesse público e avaliação prévia dos ativos. Segundo os técnicos, a inexistência de laudos anexados torna a autorização “vulnerável a ações populares e de improbidade administrativa”.

No mérito, o estudo alerta que a transferência de imóveis pertencentes a empresas públicas como a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e a Companhia Energética de Brasília (CEB) envolve “riscos fiscais, patrimoniais e jurídicos significativos”.

Impacto sobre mercado imobiliário

Os técnicos ainda mencionam o risco de “choque de oferta” no mercado imobiliário, caso vários terrenos sejam colocados à venda simultaneamente, o que poderia desvalorizar o patrimônio público. Também alertam para limites regulatórios do sistema bancário, como o Índice de Imobilização, que restringe a concentração de ativos imobilizados no patrimônio líquido do banco.

Outro ponto sensível é a possibilidade de capitalização por meio de empréstimos. A nota técnica cita o Artigo 36 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que veda operações de crédito entre instituição financeira estatal e o ente controlador. Ainda que o governo sustente tratar-se de troca de ativos, os técnicos mencionam entendimento do Tribunal de Contas da União (TCU) segundo o qual aportes destinados a cobrir prejuízos sem expectativa real de retorno podem configurar “socorro ilegal”.

Limite ultrapassado

Enviado à Câmara Legislativa no último dia 21, o projeto prevê a contratação de operação de crédito de até R$ 6,6 bilhões. Esse valor, segundo a consultoria, pode ultrapassar o limite anual fixado pelo Senado Federal para o Distrito Federal. O estudo também aponta risco de “contágio fiscal”.

A nota também cita um possível impacto do empréstimo na nota de capacidade de pagamento (Capag) do DF, atualmente classificada como nível C pelo Tesouro Nacional. Com essa nota, o governo do DF não pode contrair empréstimos com garantia da União, em que o Tesouro cobre eventuais inadimplências da unidade da Federação.

Advertência

Em meio à análise legislativa, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa Souza, reuniu-se na manhã desta segunda-feira (23) com deputados distritais. No encontro, ele afirmou que, sem a aprovação do projeto, “o banco para de funcionar”.

Embora a reunião tenha ocorrido a portas fechadas, Souza entregou aos deputados distritais um documento com a cópia do discurso. Segundo ele, apesar do impacto reputacional e da identificação de irregularidades relacionadas às carteiras adquiridas, não houve paralisação das atividades nem omissão da atual gestão. O dirigente afirmou que, dos R$ 12 bilhões em ativos adquiridos com suspeita de fraude, R$ 10 bilhões já foram liquidados ou substituídos.

Possíveis consequências

Souza defendeu que o projeto “não é um cheque em branco”, mas instrumento para assegurar a sobrevivência da instituição. Ele listou possíveis consequências da não aprovação da proposta, como interrupção de transferências de renda de programas sociais, paralisação do sistema de bilhetagem do transporte público, suspensão de linhas de crédito imobiliário, rural e para micro e pequenas empresas, além de impacto sobre 6,8 mil empregados.

“O que está em debate aqui não é o passado. É a estabilidade futura do DF”, declarou o presidente, segundo a cópia do discurso, ao advertir que a eventual descontinuidade do banco pode gerar risco sistêmico e comprometer décadas de atuação da instituição no desenvolvimento econômico do Distrito Federal.

A versão mais recente do projeto foi protocolada pelo GDF após prejuízos decorrentes da compra de carteiras de crédito do Banco Master. A proposta autoriza o DF, como acionista controlador, a contratar operações de crédito com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou outras instituições financeiras. O projeto também prevê o aumento de capital do banco por meio da transferência de bens móveis ou imóveis e a eventual venda de ativos públicos, para levantar recursos para a instituição.Fonte: Agência Brasil

Haddad: conflito não deve impactar economia brasileira imediatamente

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã não deverão ter impactos imediatos na macroeconomia brasileira, disse, nesta segunda-feira (2), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. 

Ele ponderou, no entanto, que é difícil prever o desenrolar do conflito e que a pasta está analisando “com cautela” a questão. 

“A escala do conflito vai determinar muita coisa. A economia brasileira está em um momento muito bom de atração de investimento. Mesmo que haja uma turbulência de curto prazo, ela não deve impactar as variáveis macroeconômicas, a não ser, conforme eu disse, que esse conflito venha a escalar”, disse na Universidade de São Paulo, antes de ministrar uma aula magna aos estudantes da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da instituição.

“Vamos acompanhar com cautela para eventualmente estarmos preparados para uma piora do ambiente econômico que nesse momento é difícil prever que vai acontecer”, acrescentou.

Mais cedo, um comandante da Guarda Revolucionária do Irã disse que o país fechou o estreito de Ormuz para a passagens de navios e que as embarcações que tentarem passar pelo local serão incendiadas. O local é uma rota fundamental para o transporte mundial de petróleo.Fonte: Agência Brasil

Gonet limita pagamento de penduricalhos no MP após decisão do STF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou aos demais ramos do Ministério Público uma recomendação para que o pagamento de penduricalhos retroativos respeite o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.

Penduricalhos são benefícios, que, somados ao salário, ultrapassam o teto constitucional.

A informação está em uma manifestação enviada nesta segunda-feira (2) pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), órgão presidido por Gonet, ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Na última sexta-feira (27), Mendes reafirmou sua decisão que proibiu o pagamento de penduricalhos a membros Ministério Público e dos Tribunais de Justiça e vetou a realização de reprogramações financeiras para acelerar os repasses retroativos.

Além disso, o ministro também determinou que o CNMP preste esclarecimentos sobre o cumprimento da decisão.

Nos esclarecimentos, a corregedoria do conselho informou que a recomendação é para que não sejam feitos pagamentos extrateto.

“A recomendação estabelece que o somatório dos pagamentos retroativos não poderá ultrapassar o limite mensal de R$ 46.366,19, devendo o pagamento ser interrompido após o prazo de 45 dias fixado na ADI n. 6.606/MG, ficando vedada a antecipação de verbas programadas para meses subsequentes, bem como a realização de qualquer reprogramação financeira destinada a concentrar, acelerar ou ampliar desembolsos”, afirmou o conselho.

Na semana passada, o Supremo adiou para 25 de março a votação definitiva das decisões de Gilmar Mendes e de Flávio Dino que suspenderam o pagamento de penduricalhos nos Três Poderes. Fonte: Agência Brasil

Justiça determina internação de adolescente suspeita de matar bebê de 2 anos no MA

A Justiça do Maranhão determinou a internação provisória da adolescente de 15 anos suspeita de matar a bebê Ellen Sofia Mendes dos Santos, de 2 anos, em Penalva, no interior do Maranhão. A medida tem prazo de até 45 dias.

Segundo a polícia e o Conselho Tutelar, a adolescente apresentou versões diferentes sobre o ocorrido e chegou a dizer que teria adormecido sobre a bebê, provocando a morte por sufocamento. As contradições levaram o Ministério Público do Maranhão (MPMA) a solicitar a internação.

Relembre o caso

 

Ellen Sofia foi encontrada sem vida no início da tarde da última quinta‑feira (26), dentro da casa onde morava em Penalva. A irmã dela, de 3 anos, tinha um ferimento no pescoço. As duas estavam sob os cuidados da adolescente de 15 anos, que tomava conta das crianças enquanto os pais trabalhavam.

Após o resgate, a criança mais velha foi levada para São Luís em um helicóptero do Centro Tático Aéreo (CTA), onde passou por exames. Segundo a polícia, ela relatou ter sofrido maus‑tratos praticados pela adolescente suspeita.

A adolescente foi apreendida logo após o ocorrido e levada à Delegacia Regional de Viana. No primeiro depoimento, ela afirmou que um homem teria invadido a casa e atacado as crianças. No entanto, testemunhas disseram que não havia sinais de arrombamento ou movimentação de outra pessoa no imóvel.

Laudo preliminar indica causa da morte

 

A declaração de óbito aponta asfixia por broncoaspiração como causa da morte da bebê — quando um conteúdo estranho, como alimentos ou secreções, entra nas vias aéreas e impede a respiração.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), em São Luís, para exame cadavérico, que deve confirmar como ocorreu o óbito e se a asfixia foi acidental ou provocada. O resultado da perícia ainda não foi divulgado.

A Secretaria de Segurança Pública informou que a jovem foi autuada por ato infracional análogo a homicídio, pela morte de Ellen Sofia, e por ato infracional análogo a tentativa de homicídio contra a irmã.

O caso é investigado pela Delegacia de Penalva, com apoio da Delegacia Regional de Viana.Fonte: G1-MA

Grupo percorre 24 km e refaz rota de tropas portuguesas após Batalha do Jenipapo

Um grupo de historiadores, professores, militares e trilheiros se prepara para percorrer 24 quilômetros no próximo dia 14 de março, no município de União. A caminhada refaz o trajeto feito pelas tropas portuguesas comandadas por João José da Cunha Fidié após a Batalha do Jenipapo, reconhecida por ser o único conflito armado na busca pela Independência do Brasil.

O percurso começa na localidade Jenipapeiro, no ponto conhecido como Riacho do Comandante, e segue até o Centro de União, antigo Estanhado, passando por áreas rurais de José de Freitas e União, refazendo simbolicamente a marcha realizada em 13 de março de 1823, após o confronto ocorrido em Campo Maior.

“Esse evento é muito importante para a valorização da história da Independência do Brasil e de todo esse processo colocando o estanhado, hoje cidade de União, dentro desse contexto. Então é um evento que impulsiona a pesquisa e a valorização do nosso patrimônio histórico cultural”, comentou Danilo Reis, historiador e fundador do projeto.

 

O organizador Thiago Inácio informou ao g1 que restam cinco vagas para o evento e que a inscrição custa R$ 50. O valor será usado para a camisa oficial, um kit básico de mantimentos — com capa de chuva e barras de suplemento — e para as despesas do carro de apoio. A atividade é aberta a historiadores, professores, militares, trilheiros e qualquer pessoa fisicamente apta.

A iniciativa é organizada pelo grupo Piquete Explorador do Estanhado, em parceria com o Lagoa Alegre Memórias e apoio da Academia de História dos Municípios Oriundos de Campo Maior. A travessia está na segunda edição.

Grupo faz trilha de 24 km e refaz rota das tropas de Fidié entre Jenipapeiro e União — Foto: Reprodução

Grupo faz trilha de 24 km e refaz rota das tropas de Fidié entre Jenipapeiro e União — Foto: Reprodução

Grupo faz trilha de 24 km e refaz rota das tropas de Fidié entre Jenipapeiro e União — Foto: Reprodução

Grupo faz trilha de 24 km e refaz rota das tropas de Fidié entre Jenipapeiro e União — Foto: Reprodução

O que foi a Batalha do Jenipapo?

 

A Batalha do Jenipapo foi iniciada no dia 13 de março de 1823, e reuniu cerca de 3,6 mil combatentes às margens do rio de mesmo nome, no município de Campo Maior, que ainda não existia no período.

A batalha violenta começou a ser idealizada no dia 8 de agosto de 1822, um mês antes do Grito do Ipiranga. Na data, chegava a Oeiras, capital da província até então, o major português João José Da Cunha Fidié, que havia sido nomeado ao cargo de governador das armas por D. João 6º. Historiadores apontam que ele veio ao sertão piauiense com o intuito de impedir a emancipação do Brasil.

Após ocupações por parte do exército independentista, comandado pelo capitão Luís Rodrigues Chaves, Fidié tomou uma postura mais dura e retomou o poder em Oeiras, intensificando a tensão entre os dois lados.

Apesar da junção entre os estados, apenas 500 homens faziam parte da tropa a favor da independência. Com a solicitação de voluntários, cerca de 1,5 mil civis se apresentaram. Sem experiência militar, muitos eram vaqueiros, roceiros, escravizados, libertos e indígenas, armados somente com machados, foices, facões e enxadas.

Do lado português, cerca de 1,6 mil soldados profissionais, com treinamento adequado para grandes batalhas foram solicitados, trazendo ainda 11 canhões potentes que poderiam valer por mais de dois combatentes.

No dia 13 de março, a batalha foi iniciada com as tropas portuguesas chegando ao rio, sendo atacadas pelos brasileiros. O massacre teve seu começo em uma tentativa desesperada de Chaves, que tentou conter a invasão dos soldados de Fidié. O comandante, sem alternativas, exigiu que os soldados da independência atacassem os portugueses por todos os lados, como uma forma de batalha suicida.

A batalha foi vencida pelos portugueses e deixou vários independentes mortos. Por isso, várias cruzes foram cravadas no chão em homenagem aos que deram o sangue para tornar o Piauí independente, pois muitos corpos ficaram espalhados pelo campo de batalha.

Apesar de Fidié vencer a batalha, ele não conseguiu retornar a Oeiras e ainda perdeu parte de seus suprimentos de guerra. O comandante das forças portuguesas no Piauí foi então para Caxias, no Maranhão, onde foi sitiado e e acabou por se render. Fidié foi mandado para São Luís, de onde partiu para Lisboa. Desde então, oficialmente, o Piauí se tornou independente de Portugal.Fonte: G1-PI

Homem de 57 anos é achado morto em poço no Piauí; polícia aponta possível queda após consumo de álcool

Edmilson Costa Ferreira, de 57 anos, foi encontrado morto dentro de um poço na manhã desta segunda-feira (2), na cidade de Barras, no Norte do estado, a cerca de 120 km de Teresina. A informação foi confirmada ao g1 pela Polícia Civil.

Segundo o delegado Welder Melo, até o momento não há indícios de crime. De acordo com o delegado, a principal hipótese é de que a vítima tenha sofrido uma queda após consumo excessivo de bebida alcoólica.

De acordo com a 30º Batalhão da Polícia Militar (30º BPM), um morador relatou ter encontrado o corpo ao se dirigir ao local para pegar água. Segundo ele, a tampa do poço estava quebrada.

O Corpo de Bombeiros de Piripiri realizou a retirada do corpo. O Departamento de Polícia Científica do Piauí também esteve no local para os procedimentos periciais.

A Polícia Civil aguarda o resultado do exame para confirmar a causa da morte e concluir a investigação.Fonte: G1-PI