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IFMA Caxias abre inscrições para curso de Eletricista Instalador Predial de Baixa Tensão

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Campus Caxias, está com inscrições abertas, até a próxima terça-feira, 19 de novembro, para o curso de Eletricista Instalador Predial de Baixa Tensão. O curso tem o objetivo de capacitar os participantes com conhecimentos teóricos e práticos sobre eletricidade de baixa tensão, normas de segurança, além dos regulamentos aplicáveis ao setor. Durante as aulas, os estudantes irão aprender sobre os princípios básicos da eletricidade, identificar componentes elétricos comuns e conhecer as normas de instalação predial. A formação inclui também práticas de instalação de circuitos elétricos básicos e interpretação de projetos de baixa tensão.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas presencialmente no setor do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), localizado no Centro de Cultura. Para se candidatar, os interessados precisam ter 18 anos ou mais, escolaridade mínima de Ensino Fundamental até o 5º ano (4 série) completo, estar desempregado e estar inscrito no CadÚnico do Governo Federal. As pessoas que não atendem a esses critérios também podem se inscrever e concorrer a vagas remanescentes.

No ato da inscrição, é necessário apresentar uma ficha preenchida (disponível no local), com cópia e original dos documentos pessoais (Carteira de Identidade, CPF), comprovante de residência, comprovante de escolaridade ou declaração escolar, além do cartão do Bolsa Família ou Número do NIS, caso possua.

O curso oferece um total de 40 vagas, e o resultado final será divulgado no dia 23 de novembro. As aulas ocorrerão na Sala do Empreendedor, da Secretaria de Indústria, Tecnologia e Comércio, localizada no Centro de Cultura. Com o curso, os participantes estarão preparados para instalar, manter e reparar sistemas elétricos de baixa tensão, conforme as normas técnicas vigentes.

Para mais informações, os interessados podem acessar a Página do seletivo ou consultar o PPC do Curso. O curso foi selecionado no âmbito do Edital de Fomento de Ações de Extensão n.º 05/2024 – Proext/IFMA e conta com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX). No campus, o projeto é acompanhado pelo Departamento de Extensão e Relações Institucionais (DERI) e coordenado pelos professores: Francisco das Chagas Oliveira, mestre em Ensino de Física, e André Mauricio Damasceno Ferreira, doutor em Engenharia Elétrica.

Em Caxias, o projeto é realizado em parceria com a Prefeitura Municipal de Caxias, através da Secretaria de Indústria, Tecnologia e Comércio e da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social.  Por: Ascom/ IFMA

 

Vinte presos fogem da Penitenciária Irmão Guido, na Zona Sul de Teresina

Vinte presos fogem da Penitenciária Irmão Guido, na Zona Sul de Teresina — Foto: Reprodução

Vinte presos fugiram da Penitenciária Irmão Guido, na Zona Sul de Teresina, na noite de segunda-feira (11). Segundo a Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus-PI), os detentos escaparam da prisão pelas aberturas de ventilação. Até as 9h40 desta terça-feira (12), três deles foram recapturados. Veja as fotos dos fugitivos acima e a lista completa ao fim da reportagem.

Conforme a Sejus, Mateus Silva Araújo, Sérgio Reis Rocha da Silva e João Pedro Nunes Araújo já foram recapturados. As forças de segurança continuam as buscas para encontrar os outros fugitivos e encaminhá-los de volta à penitenciária.

A secretaria informou ainda que vai abrir um procedimento de sindicância para apurar como os prisioneiros fugiram e solicitar uma investigação policial por parte da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI).

A população pode fazer denúncias sobre o paradeiro dos fugitivos e fornecer informações para o telefone 190, da Polícia Militar, ou (86) 99488-8133, da Diretoria de Unidade de Administração Penitenciária (Duap) da Sejus.

Penitenciária Irmão Guido, na Zona Sul de Teresina — Foto: Isabela Leal/g1 PI

Terceira fuga em 2024

Duas grandes fugas de presos foram registradas em 2024 em diferentes penitenciárias do Piauí: a Capitão Carlos José Gomes de Assis (antiga Casa de Detenção Provisória), em Altos; e a Dom Abel Alonso Núñez, em Bom Jesus.

Em janeiro, um grupo de seis detentos conseguiu fugir da penitenciária de Altos, a 38 km de Teresina. Entre os foragidos estava José Edgar Nogueira da Silva, condenado a quase 70 anos de prisão pela morte da empresária Kariane Lima Veras, em 2022. Fonte: G1-PI

Acidente de carro em Congo, na PB, deixa três homens feridos e um carro completamente incinerado

Fogo consumiu todo o carro envolvido em acidente no Congo, Paraíba — Foto: TV Paraíba/Reprodução

Dois carros se envolveram em um grave acidente na PB-196, nas proximidades do município paraibano de Congo. A colisão aconteceu na noite dessa segunda-feira (11), por volta das 21h30, e foi tão intensa que um dos carros pegou fogo e ficou totalmente destruído.

Apesar do incêndio, as pessoas que estavam nos veículos conseguiram sair a tempo e ninguém morreu. Ainda assim, ficaram feridos com gravidade, com fraturas pelos corpos.

As vítimas sãos três homens. Eles têm 41, 43 e 47 anos e seguem internados.

Depois de serem atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foram levados inicialmente para o Hospital de Sumé. Depois, contudo, foram transferidos para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande.

Uma perícia da Polícia Civil da Paraíba vai tentar descobrir o que levou ao acidente. Fonte: G1-PB

Bolo que fez família ser hospitalizada em João Pessoa tinha clonazepam, aponta investigação

Sete pessoas da mesma família passaram mal após comer bolo — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

A substância presente no bolo ingerido por sete pessoas da mesma família que passaram mal era clonazepan, revelou a Polícia Civil nesta segunda-feira (11). O caso aconteceu no dia 3 de outubro, no bairro Ilha do Bispo, em João Pessoa.

Uma coletiva de imprensa foi realizada pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (11), com atualizações sobre o andamento das investigações. Na ocasião, Cíntia Veiga, perita do Instituto de Polícia Científica (IPC), disse que, após exames, foi concluído que a substância presente no bolo era clonazepan, um medicamento da classe dos benzodiazepínicos que é popularmente conhecido como Rivotril.

A delegada Luísa Correia informou que a pessoa que forneceu o bolo à família já foi identificada, no entanto, a identifade não foi revelada à imprensa. Segundo a delegada, a pessoa entregou o bolo a um dos membros da família para que fosse dado aos animais.

A origem do bolo, bem como a motivação da substância no alimento ainda estão sendo investigados.

Relembre o caso

 

Sete pessoas da mesma família passaram mal e precisaram ser levadas ao hospital de uma só vez, no dia 3 de outubro, em João Pessoa. A Polícia Civil investiga uma suposta tentativa de envenenamento por meio de um bolo, que todos com sintomas teriam comido.

O Hospital de Emergência e Trauma informou que as vítimas são: um idoso e uma idosa, ambos com 72 anos; uma criança de 10 anos; uma mulher de 49 anos; um homem de 35 anos; um homem de 27 anos; e um homem de 24 anos.

Segundo o enfermeiro que atendeu os pacientes, todas as pessoas estavam sonolentas. O profissional de saúde também contou que um jovem, membro da família, teria recebido o bolo na rua de um conhecido.

Ainda segundo a unidade hospitalar, as vítimas deram entrada na unidade entre 23 horas e 1h da madrugada, conduzidas por ambulâncias do Samu. Todas as sete pessoas passaram por procedimentos médicos de emergência e, após um período de observação, receberam alta hospitalar. Fonte: G1-PB

G20: Lula promete entregar propostas da sociedade a chefes de Estado

Brasília (DF), 11/11/2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com as Lideranças dos Grupos de Engajamento do G20. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (11), ao se reunir com representantes dos grupos de engajamento do G20, no Palácio do Planalto, que vai levar diretamente aos chefes de Estado que virão para a Cúpula de Líderes, nos dias 18 e 19 deste mês, os cadernos de propostas aprovados por cada um dos 13 segmentos oficiais independentes, além de mais dois segmentos incorporados pela presidência brasileira (G20 Favelas e F20), ambos tratando sobre as realidades das periferias do Brasil e do mundo.    

“Dia de ouvir e receber as contribuições dos Grupos de Engajamento do G20. A lista é grande, mas vale citar: grupos da sociedade civil, think tanks, juventude, mulheres, trabalho, ciências, startups, oceanos, business, parlamentos, tribunais de contas, cortes supremas, cidades e favelas. Todos focados em trazer soluções para problemas do cotidiano das pessoas e do planeta, com o olhar de especialistas e da população. É dialogando que vamos construir melhorias concretas para o futuro”, declarou o presidente em uma postagem nas redes sociais para divulgar o encontro.

O G20 é o principal fórum de cooperação econômica internacional, composto por 19 países (África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia) e dois órgãos regionais: a União Africana e a União Europeia.

Os membros do G20 representam cerca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) global, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população do planeta. A presidência rotativa do bloco, coordenada pelo Brasil desde o fim do ano passado, termina com a realização da cúpula de chefes de Estado e de governo, que será realizada no Rio de Janeiro. A maioria dos líderes desses países tem presença confirmada na reunião.

Cúpula social

Antes do evento principal, no entanto, será realizada a Cúpula do G20 Social, uma iniciativa inédita do governo brasileiro. Entre 14 e 16 de novembro, estão previstas cerca de 270 atividades autogestionadas. As atividades serão realizadas no chamado Território do G20 Social, área que compreende toda a região da Praça Mauá, no centro do Rio de Janeiro. Temas como justiça ambiental, equidade em saúde, enfrentamento ao racismo e colonialismo, direitos LGBTQIAPN+, igualdade salarial, manutenção dos pontos de cultura e defesa do serviço público estão entre as atividades previstas.

“O G20 é formado por duas trilhas, a trilha geopolítica e a trilha econômica e, na prática, o presidente Lula criou uma terceira trilha, que é o G20 Social, potencializando o trabalho dos grupos de engajamento e abrindo espaço para que a sociedade civil organizada do mundo inteiro possa contribuir com as políticas públicas que serão apresentadas ao chefe do Estado”, destacou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo. “O presidente Lula acabou de assumir um compromisso com ele, será um embaixador desse caderno de anexo que vai acompanhar o documento síntese do G20 Social”, acrescentou.

Os três temas centrais que o governo adotou na presidência do G20 este ano são: enfrentamento das mudanças climáticas e transição energética sustentável, combate à pobreza e à fome e reforma de organismos multilaterais e nova governança global.  Além de dialogar com esses temas, os grupos de engajamento desenvolvem propostas específicas sobre cada área de atuação.

“Os líderes [mundiais] vão discutir agendas sobre nossas vidas, sobre nossos interesses. Então, esse encontro aqui também com o presidente Lula é bom para demarcar esse compromisso de que, baixada a lona do G20, a vida continua e a luta também. E a gente vai continuar movimentando para que tudo que foi decidido, vamos acompanhar para que os líderes mundiais coloquem em prática. Ele [Lula] se comprometeu a entregar esses documentos aos chefe de Estado que vêm para o Brasil e esperamos que a gente possa escrever uma página nova que é a favela no mapa do debate global”, afirmou Preto Zezé, presidente global da Central Única das Favelas (Cufa), representando o G20 Favelas.

Líder do W20, o grupo de engajamento voltado à pauta de direitos das mulheres, Ana Fontes explicou que o segmento, que atualmente tem 120 representantes internacionais, aprovou uma lista sucinta de cinco grandes reivindicações, incluindo combate à violência, igualdade salarial, entre outros, e a meta é que elas sejam incorporadas à declaração final dos chefes de Estado no G20.

“Falamos o quanto é importante a gente olhar para a questão de mulheres, inclusive combater desigualdade, porque no nosso mundo quem sofre mais com as desigualdades são as mulheres e as pessoas negras. Nós contamos com o presidente Lula e com os negociadores para que essa pauta seja contemplada no documento final e aí a gente consiga, de fato, ir caminhando para uma sociedade mais justa e mais inclusiva, que passa por não deixar 52% da população mundial para trás, que são as mulheres”, observou.

A Cúpula do G20 Social prevê que, no dia 16 de novembro, ocorra a plenária final para a entrega do documento aos presidentes Lula e Cyril Ramaphosa, da África do Sul, que assume a presidência do G20 em 2025.

Durante as noites dos três dias de evento está previsto ainda o Festival Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, com nomes da música nacional. Os shows são gratuitos e também acontecem na Praça Mauá. Fonte: Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

Cria G20 dará destaque a influenciadores digitais

Rio de Janeiro (RJ) 23/07/2024 - Símbolo do evento G20 Brasil 2024, no Galpão Ação da Cidadania, onde acontecem os encontros da Reunião Ministerial de Desenvolvimento. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Influenciadores, criadores de conteúdo digital e jovens em geral terão reservado um lugar de destaque durante o G20 Social, evento entre os dias 14 a 16 de novembro no Rio de Janeiro.

Eles vão ocupar o espaço batizado de Cria G20, no Píer Mauá, onde ocorrerá o G20 Social, ambiente de protagonismo da sociedade civil organizada e movimentos sociais, que antecedem a reunião de cúpula do G20, o grupo das maiores economias do mundo.

O Cria G20 é gratuito, mas tem vagas limitadas. Para participar basta fazer inscrição pela internet. A iniciativa pretende reunir jovens e influenciadores em discussões sobre os temas prioritários que o Brasil, atual presidente do G20, quer levar para o fórum de países: a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza; uma nova arquitetura financeira global; e o combate às mudanças climáticas.

Para atrair o público jovem, a programação do evento prevê atividades como G20 Talks, painéis diários com especialistas do Brasil e do exterior; e o CriaCast, que são bate-papos descontraídos com convidados.

Entre os os palestrantes estão nomes como o influenciador Felipe Neto; o economista Gabriel Galípolo, futuro presidente do Banco Central a partir de 2025; a primeira-dama Janja Lula da Silva; a influenciadora Nathália Rodrigues, conhecida como Nath Finanças, entre outros.

Haverá ainda oficina sobre produção de vídeos curtos em tempo real, vídeos longos, monetização de conteúdo na internet e mais. A programação completa está na página do Cria G20.

G20 Social

Desde dezembro do ano passado, o Brasil ocupa a presidência temporária do G20, fórum internacional composto por África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia, além da União Europeia e a União Africana.

O encontro no Rio de Janeiro neste mês de novembro tem como ponto alto a reunião de cúpula de chefes de Estado e de governo, nos dias 18 e 19. O encontro será precedido pelo G20 Social, uma inovação da presidência brasileira.

A ideia é ampliar a participação de atores não-governamentais nas atividades e nos processos decisórios do G20. Um documento com recomendações será elaborado e entregue aos líderes mundiais. Fonte: Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

Brasil defende reforma da governança global para resolver conflitos

Nuvens de fumaça sobre o sul do Líbano após ataque israelense vistas de Tiro, Líbano
25/09/2024
Reuters/Amr Abdallah Dalsh/Proibida reprodução

O encontro de líderes de 19 das nações com maior peso na economia mundial, além da União Europeia e União Africana, no Rio de Janeiro, na próxima semana, é mais uma vez uma oportunidade de discutir a segurança e a paz globais. Conflitos internacionais geram mortes, migrações forçadas, destruição de infraestruturas, impactos econômicos e instabilidade no globo.

Nos dois últimos encontros do G20 (na Indonésia, em 2022, e na Índia, em 2023), por exemplo, a resolução sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia figurou como uma preocupação da declaração dos líderes.

Os ataques israelenses a Gaza e os conflitos entre os militares de Israel e do partido político Hezbollah, do Líbano, que têm afetado as populações civis palestinas e libanesas, ainda não tinham se iniciado na cúpula da Índia, realizada em setembro do ano passado. No encontro de líderes deste ano, no Rio de Janeiro, os conflitos internacionais devem continuar recebendo atenção do grupo.

“O G20 reúne as maiores economias do mundo, que são direta ou indiretamente impactadas pelas guerras e conflitos armados em curso. É muito provável que questões como a guerra da Ucrânia, o conflito israelo-palestino, as operações militares [de Israel] no sul do Líbano, o tensionamento das relações entre Israel e Irã sejam discutidos no G20”, afirma o coordenador do Grupo de Pesquisa em Estudos Estratégicos e Segurança Internacional (Geesi) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Augusto Teixeira.

Ele destaca ainda que é possível que outras disputas internacionais com potencial de se transformar em conflitos armados sejam tratadas, como a controvérsia entre Egito e Etiópia em torno de recursos hídricos do Rio Nilo e o risco de uma guerra envolvendo China e Taiwan, ilha cuja soberania é reconhecida apenas por poucas nações e que a China considera parte de seu território.

Para a professora de geopolítica da Escola Superior de Guerra Mariana Kalil, como o G20 envolve países com interesses diversos, as declarações de líderes do grupo costumam tratar de assuntos mais espinhosos, como as guerras, de forma “sempre muito balanceada”.

“[A declaração] costuma abordar temas complicados, temas que não são consensuais, mas costuma fazer concessões a posições nacionais. Assim foi abordada a questão da guerra da Ucrânia nas últimas duas declarações de líderes”, explica Mariana.

Ressaltando que o G20 não é um fórum voltado para debater questões de segurança, a professora da ESG acredita que, na declaração de líderes, deverão constar condenações a ações terroristas e aos deslocamentos forçados, assuntos que surgem à tona quando se trata do conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas.

Segundo Teixeira, os países-sede das reuniões de cúpula costumam buscar um protagonismo na discussão. E o Brasil, como sede e presidente rotativo do grupo, tem buscado o diálogo para resolver os conflitos internacionais, como a guerra entre Rússia e Ucrânia e os confrontos envolvendo Israel.

“A cúpula do G20 é um momento de protagonismo do país que a sedia. Ao fazer esse protagonismo, o país tem duas coisas. De um lado, a oportunidade de holofote, de demonstrar liderança na construção de uma agenda comum. Da mesma forma que permite que esse país exerça algum grau de poder e influência em relação a temas de caráter global ou que afetem a ordem global”, destaca o professor.

No entanto, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, deixou claro, no início de novembro, que o G20 não deverá discutir o conflito entre Rússia e Ucrânia, uma vez que o presidente russo, Vladimir Putin, não virá ao Rio, e o ucraniano Volodymyr Zelensky não foi convidado para participar desta edição da cúpula.

Reforma da ONU

Uma das propostas do Brasil, como presidente do G20, é reformar o sistema de governança global, ampliando o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para garantir mais representatividade internacional e aumentando as interações do conselho com a Assembleia Geral da ONU.

Em setembro deste ano, os ministros de Relações Exteriores do G20 divulgaram um documento em que se comprometem a ampliar o conselho e também fortalecer o papel da Assembleia Geral “inclusive em questões relativas à manutenção da paz e da segurança internacionais, através de uma interação melhorada e intensificada com o Conselho de Segurança”.

Outro compromisso dos chanceleres do G20 é fortalecer a Comissão de Construção da Paz da ONU de formar a garantir que ela tenha um “papel aprimorado em lidar de forma proativa com as causas e fatores subjacentes aos conflitos e na mobilização de apoio político e financeiro para a prevenção nacional, sustentando os esforços de paz e de consolidação da paz”.

Apesar de os chanceleres do G20 apoiarem um aumento de representatividade no Conselho de Segurança da ONU, o professor Augusto Teixeira acredita ser difícil que os cinco atuais membros (que também integram o G20) abram mão do poder que têm no conselho.

“O Conselho de Segurança é a única instância nas relações internacionais autorizada a permitir o uso da força militar legal. Então é o órgão mais importante da paz e da segurança internacional. A questão é como seria essa reforma, porque isso seria um caso de cessão de poder por parte das grandes potências para outros países. E isso não acontece de forma pacífica nas relações internacionais”, diz o professor da UFPB, ressaltando que tanto o conselho quanto outras instâncias de governança global têm sido enfraquecidos e enfrentam uma crise nos últimos anos.

Mariana Kalil acredita que o apoio à reforma do Conselho de Segurança e de outros órgãos de governança global seja citado apenas superficialmente.

“O Brasil vai trabalhar na ideia de que existe um consenso relacionado à necessidade de se ter maior representatividade nos foros multilaterais, inclusive no Conselho de Segurança. A forma como isso vai se dar é uma questão que não pertence necessariamente ao G20. Acredito que haverá uma declaração a respeito da necessidade da democratização desses foros para que fiquem mais funcionais e mais verossímeis em relação à realidade contemporânea. Mas os detalhes de como isso vai ser feito devem ser evitados [na declaração do G20]”, afirma a professora da ESG.

Para o professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Antonio Jorge Ramalho da Rocha, assuntos como as guerras e a governança global devem ser tratados na cúpula, mas a margem de manobra do G20 nessas questões é estreita.

“O G20 não tem mandato para promover a governança global. Trata-se de um fórum em que os representantes dos Estados dialogam mais livremente entre si e com representantes da sociedade, concertam posições que serão levadas às organizações internacionais. O G20, assim como o Brics, vem ganhando relevância devido ao esvaziamento das instâncias formais. Ele pode desempenhar um papel construtivo nesse sentido, o que vem ocorrendo sob a presidência do Brasil, mas sua margem de manobra é estreita”, destaca. Fonte: Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

Operação investiga captação irregular de clientes na Defensoria Pública da Paraíba

Operação investiga captação irregular de clientes pela Defensoria Pública da Paraíba — Foto: Pedro Júnior/TV Cabo Branco

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público da Paraíba (MPPB) deflagrou, nesta segunda-feira (11), a “Operação Integridade” para apurar indícios de desvio de finalidade na Defensoria Pública e existe a suspeita de que essas instituições estejam captando clientes indevidamente.

Estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão em endereços residenciais dos investigados, como também em um Gabinete da Defensoria Pública.

As investigações também apuram um esquema envolvendo a judicialização fraudulenta em massa, incluindo o uso indevido da estrutura da Defensoria Pública do Estado da Paraíba.

Há indícios de judicialização de demandas com autores falecidos, ações movidas sem o conhecimento dos autores, montagem de documentos para viabilizar demandas, além de recebimento de valores liberados por alvarás judiciais com o objetivo de enriquecimento ilícito.

De acordo com as investigações, esse desvio gera concorrência desleal com a advocacia privada, comprometendo a confiança do público no sistema de justiça. O uso indevido da assistência jurídica gratuita prejudica a população vulnerável, que realmente necessita desse apoio, e fragiliza a confiança nas instituições.

Em nota, a Defensoria Pública do Estado da Paraíba (DPE-PB) informou que não há denúncias formais dirigidas à instituição, um servidor foi exonerado, e que qualquer desvio dessa finalidade será investigado e apurado. (veja a nota abaixo)

A Defensoria Pública informa que, até o momento, não há denúncias formais dirigidas à instituição, e que o caso em questão chegou ao conhecimento da Corregedoria Geral após a identificação de práticas advocatícias suspeitas por parte de um servidor. Esse servidor foi exonerado há cerca de um mês, e um processo administrativo foi instaurado para apurar rigorosamente os fatos. Ressalta-se ainda que tais denúncias motivaram, inclusive, uma recente alteração na legislação relativa aos assessores da Defensoria Pública, com a inclusão de dispositivo que proíbe a prática de advocacia por esses profissionais, em medida voltada para reforçar a segurança e a confiabilidade da atuação institucional. Fonte: G1-PB

Sargento da PM baleado na porta de casa morre após 6 dias internado, em Teresina

Sargento da PM-PI é baleado na cabeça durante briga com vizinho na Zona Sul de Teresina — Foto: Laísa Mendes

O sargento João de Deus, de 67 anos, baleado na cabeça na última terça-feira (5), morreu nesta segunda-feira (11). Ele estava internado há seis dias no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). A informação foi confirmada por familiares do sargento à TV Clube.

O sargento João de Deus foi baleado na cabeça na tarde de 5 de novembro no bairro Parque Sul, na Zona Sul de Teresina, na porta de sua casa.

policial militar do Maranhão Raimundo Linhares da Silva se apresentou à polícia dias depois, e disse que disparou em legítima defesa.

A família do Polícia Militar do Piauí (PM-PI), sargento João de Deus falou pela primeira vez sobre o caso em entrevista à TV Clube no sábado (9).

Segundo o filho do sargento João de Deus, Renato Teixeira, a briga entre os dois começou porque o cabo estacionou o carro de uma forma que impedia o acesso do sargento ao portão de casa.

O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) fará a reconstituição da discussão em que o sargento foi baleado.

O policial militar do Maranhão, Raimundo Linhares da Silvasuspeito de atirar, se apresentou à polícia dias depois do crime. Segundo o delegado Francisco Costa, o Baretta, o PM alegou durante depoimento que atirou no sargento para se defender. O homem afirmou ainda não conhecer o sargento.

“Ele afirma que estacionou o veículo e, quando saiu para pegá-lo, viu que o sargento havia batido no carro dele por trás e deixado lá. Segundo ele, eles começaram uma discussão, o sargento puxou a arma e nesse momento ele [Raimundo] correu para atrás do carro, mas o sargento continuou a atirar. Aí ele efetuou o disparo de arma de fogo também. Ele alegou que atirou para não morrer”, destacou o delegado.

Baretta explicou que o delegado Divanilson Sena, responsável pelo caso considera a reconstituição necessária para a elucidação do caso.

“Os policiais também estão elaborando relatórios de tudo que foi apurado no local para que o delegado possa analisar e verificar se cabe uma medida cautelar mais severa, como a prisão preventiva, ou se conclui o inquérito e encaminha para o Ministério Público”, detalhou o delegado Baretta.

As armas dos dois policiais foram apreendidas. O carro do PM suspeito de atirar no sargento piauiense também se encontra na sede do DHPP, com várias perfurações de tiros. Fonte: G1-PI

Por Andrê Nascimento, Mônica Santana, g1 PI e TV Clube

 

Sargento da PM-PI é baleado na cabeça durante briga com vizinho na Zona Sul de Teresina — Foto: Laísa Mendes

Sargento da PM-PI é baleado na cabeça durante briga com vizinho na Zona Sul de Teresina — Foto: Laísa Mendes

O sargento João de Deus, de 67 anos, baleado na cabeça na última terça-feira (5), morreu nesta segunda-feira (11). Ele estava internado há seis dias no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). A informação foi confirmada por familiares do sargento à TV Clube.

O sargento João de Deus foi baleado na cabeça na tarde de 5 de novembro no bairro Parque Sul, na Zona Sul de Teresina, na porta de sua casa.

policial militar do Maranhão Raimundo Linhares da Silva se apresentou à polícia dias depois, e disse que disparou em legítima defesa.

Briga de trânsito

 

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Família de PM baleado em Teresina fala pela 1ª vez; policial está na UTI do HUT

A família do Polícia Militar do Piauí (PM-PI), sargento João de Deus falou pela primeira vez sobre o caso em entrevista à TV Clube no sábado (9).

Segundo o filho do sargento João de Deus, Renato Teixeira, a briga entre os dois começou porque o cabo estacionou o carro de uma forma que impedia o acesso do sargento ao portão de casa.

“O pai que pediu que o homem tirasse o carro do local que estava atrapalhando a entrada dele em casa, com o carro dele [sargento de Deus]. Foi feita a perícia na casa dos meus pais e a gente espera que, no decorrer das investigações, que possa esclarecer tudo, os fatos”, disse Renato Teixeira, filho de João de Deus.

Três homens são presos em flagrante por tráfico de drogas durante aniversário de Pedro do Rosário

Três homens foram presos em flagrante nesse domingo (10), suspeitos de vender drogas durante o evento de comemoração do aniversário da cidade de Pedro do Rosário — Foto: Divulgação/ PC-MA

Três homens foram presos em flagrante nesse domingo (10), suspeitos de vender drogas durante o evento de comemoração do aniversário da cidade de Pedro do Rosário, a 297 km de São Luís. Segundo a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA), o trio foi indiciado por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e por integrar uma organização criminosa que atua no município.

De acordo com a PC-MA, um dos suspeitos era responsável pela segurança do grupo, portando uma arma de fogo. Já o outro comparsa realizava a venda direta das substâncias ilícitas, enquanto uma mulher escondia drogas em seu corpo.

Logo após o flagrante, os presos foram encaminhados para unidades prisionais, onde permanecerão à disposição da Justiça. Fonte: G1-MA